Saramago, essa erva daninha (vão ao dicionário, vá lá, e confirmem o significado da palavra), promete continuar a ser pretexto para uma cruzada conduzida pelos esquerdalhos desta terra, com destaque para os que se acoitam à sombra da bandeira de cartoon do Bloco de (Extrema) Esquerda.
Cruzada contra tudo e todos os que não alinhem pela ideia de que kultura há só uma, a nossa (deles...) e mais nenhuma.
A campanha visa a Canavilhas (onde já se viu uma ministra da Cultura de um Governo de esquerda não defender os agentes da kultura e aplicar os cortes do PEC às tribos das artes de palco, do pífaro e do pincel, que deviam ser intocáveis, pela cartilha desses bardamerdas?!...) e visa todos os que ousam distinguir o Saramago-escritor do Saramago-cidadão e do Saramago-político.
Não visa os que não gostam (também...) do Saramago-escritor; a esses, dá-os ao desprezo.
Num artigo que o Público de hoje publica, titulado "O Ódio", o kamarada Teixeira Lopes bolsa a sua indignação (valor intrínseco e exclusivo da esquerda kulta, desde que o patriarca Soares proclamou o direito à indignação para a sua tribo) contra a maioria de direita da Câmara Municipal do Puarto por ter recusado dar a uma (infeliz) rua o nome do nosso Nobel da Literatura.
No seu arrazoado, chega ao ponto de proclamar que "José Saramago é dos mais notáveis escritores de sempre e pautou a sua vida pela coerência e pela Defesa da liberdade e do Direitos Humanos."
Não lembra ao menino Jesus, mas o rapaz não está de má fé: os direitos humanos e as liberdades a que se refere são os que prevaleciam na defunta União Soviética, e os mesmos que o não menos defunto Saramago sempre defendeu (com coerência e pertinácia) toda a sua vida.
Só que essa liberdade e esses direitos humanos, para estes bardamerdas, só eram e são aplicáveis aos do seu grupo (ou da sua classe, para usar a sua linguagem); a todos os outros, aos contra-revolucionários, aos reaccionários, aos anti comunistas, aos livre pensadores (etc, etc, etc) a esses estavam e estão reservadas a prisão, o Gulag, ou a morte.
Isto, claro, se estes bardamerdas alguma vez chegarem ao poder...

































Há umas semanas, ao descer pela milésima vez da Padre Cruz para Telheiras, fazendo o loop que passa por baixo da Padre Cruz, junto às bombas da BP, reparei pelo rabo do olho em qualquer coisa esquisita com um candeeiro.





