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Sunday, May 16, 2010

OS JACARANDÁS E ANTÓNIO BARRETO

Como vem sendo habitual, António Barreto avisou-nos hoje de que os jacarandás floriram!

Este aviso periódico mas persistente fez-me, há muitos anos, reparar nos jacarandás que há por essa Lisboa, a começar pelos que existem algures entre o Rato e o Parque Mayer, pela rua do Salitre abaixo. Seriam, provavelmente, os mais próximos dos meus trajectos habituais.

Antes dele me ter chamado a atenção para a árvore, o jacarandá era apenas um bocado da letra de um sambinha:

meu limão,

meu limoeiro,

meu pé de jacarandá...

Claro que a letra de que eu me lembro, quando em miúdo ouvia a canção, era qualquer coisa como:

meu limão,

meu limoeiro,

meu pé que já quer andá...

De modo que só muito mais tarde, talvez perto dos vinte e picos o jacarandá apareceu como árvore com a mesma dignidade, direitos e presença física identificável como a mangueira, a noxeira, o loengueiro, a nespereira e por aí fora.

Esta manhã, depois de ler a nota informativa do António Barreto, feita carta à Directora, fui dar uma volta para ver os jacarandás em flor fui directo à rua que passa por cima do ACP e intersecta a rua do Salitre num largueto onde existem (existiam) uns três ou quatro jacarandás.

Primeira desilusão: obras por trás de um taipal (foto ao lado), um único jacarandá (será que não havia mais?! acho que havia) de cujos ramitos nus de folhas, nem uma manchazinha azul se destacava.

Zarpei, então, para a D. Carlos I, da Assembleia Nacional para o Xafarix, passando pelo RSB.

Aí, o esperado esplendor azulado só mesmo o do céu que não deixava margem, por contraste, para os raquíticos ramos floridos dos jacarandás se destacarem.

Alguns estavam ainda bem compostos, mas a grande maioria apresentava apenas ramos nus em que o cinza acastanhado era a cor dominante.

De longe em longe, um jacarandá florido rompia a monotonia do cinzento.

Olhando para o chão, deu para perceber. A floração terá ocorrido ontem ou anteontem (durante a semana passada, segundo Antº Barreto) e hoje grande parte das flores tinha já caído ao chão.

Mas, mesmo assim, algumas árvores eram um espectáculo!

Desci a D. Carlos I, virei à direita contornando o novo (enfim, já com uns bons 5 ou 6 anos) parque de estacionamento subterrâneio e entrei no largo Ribeiro Santos.

Da mancha verde do jardim nem um borrãozito de azul se destacava.

Mais à frente, já depois do decrépito Cinearte, lá apareceu um jacarandá juvenil, do dado esquerdo da rua.

Ao menos esse estava florido e ainda com grande parte das flores persistentemente presas aos ramos.

Ao longo do canal do caminho de ferro e dos eléctricos, no passeio sul da 24 de Julho, de longe em longe, um jacarandá florido.

No Parque Eduardo VII já não tive pachorra para grandes deambulações a pé e limitei-me a mirar tudo lá do alto, junto ao marsapo GT do João Cutileiro e à bandeira horrosa de grande do Carmona Rodrigues.

O Professor que me perdoe mas o seu a seu dono e oi meu amigo João, sempre atento a estas coisas, telefonou-me a chamar a atenção para o erro de atribuir a mega bandeira ao Pedro Santana Lopes.

Mas de jacarandás floridos, népias!

Moral da estória:

o aviso do Antóno Barreto chegou tarde e as manchas de jacarandás já não são o que eram.

Que chatice!

Friday, June 18, 2010

AINDA OS JACARANDÁS EM LISBOA

Esta manhã, vindo do CUF Descobertas a caminho do Figo Maduro pela Joaqui Bensaúde (caminho que percorro imensas vezes, nos dois sentidos) dei de caras com uma coisa em que nunca tinha reparado: as árvores que habitam floreira central são jacarandás.

E não há lugar a dúvidas tão intensa é a floração, muito mais intensa que a que encontrei na D. Carlos I quando o António Barreto anunciou a eclosão do azul nos jacarandás de Lisboa.

Engraçado é que um mês depois daquele anúncio (veja detalhes aqui) eis que os jacarandás da Joaquim Bensaúde (entre o RALIS e a praça Zé Queirós) se encontram intensamente floridos.

Das duas, três: ou a floração é muito mais persistente do que eu pensava (e dura um mês, pelo menos) ou a dita não é tão simultânea como supunha.

Saturday, June 19, 2010

JACARANDÁS NO CHINICATO

Afinal os jacarandás passam despercebidos porque a maior parte do ano não estão floridos.

E sem as florinhas azúis só quem percebe alguma coisa de horta (ou tem queda para esse lado) distinguiria a árvore das outras, para além de ela dar ou não dar boa sombra, fazer ou não fazer muito lixo, atacar ou atacar não as mucosas sensíveis dos alérgicos aos pólens & Cia.

Para além de ter encontrado muitos quase ao pé da porta, em Telheiras, sem nunca ter reparado neles, a minha mana manda-me de Lagos estas fotos que mostram que no Chinicato também os jacarandás estão representados e bem.

No último fim de semana estive lá (havia meses que lá não ia, for God sake!) e realmente lá estavam umas belas árvores floridas e lindas.

Saturday, May 14, 2011

OS JACARANDÁS FLORIRAM

Sem esperarem pelo beneplácito do Professor António Barreto, os jacarandás de Lisboa saudaram Maio com a exuberância habitual.

Não tendo sido alertado pelo arauto de sempre (ou eu não reparei no aviso, ou o professor anda distraído com os preparativos para o 10 de Junho...), fui surpreendido pelas manchas azúis dos jacarandás floridos, ao subir a 5 de Outubro.

Vinha da sessão semanal de agulhas que me vão mantendo o esqueleto mais ou menos funcional (refiro-me a acupunctura, não a outras agulhas: que raio essa merda já está mais que fora de moda para les gens bien - comme moi, bien sûr...).

Mais tarde voltei a sair e encontrei mais alguns, acenando de longe com o Méridien ao fundo, ou espreitando de uma obscura transversal quem passa na Fontes Pereira de Melo.

Amanhã, se estiver para aí virado, vou fazer o tour pela D. Carlos I, largo Ribeiro Santos, Campo de Ourique, Telheiras... vamos ver.

Realmente, em 15/5 continuei a peregrinação e coloquei no FB as fotos num álbum, a que pode aceder clicando aqui.

Sunday, May 23, 2010

AFINAL OS JACARANDÁS FLORIDOS!

Clique para ampliar e use a lente do cursor

Ao cimo da Barata Salgueiro e da Rosa Araújo (próximo do ACP e do hotel Altis) os jacarandás continuavam floridos.

Uma árvore ao cimo da Barata Salgueiro (foto ao lado), era um espanto, com a copa quase totalmente tomada pelas florinhas azuladas.