Monday, March 21, 2005

O Tribunal (só com acusação) do Iraque

Os órfãos da falecida Sóvia reuniram em Lisboa o seu Tribunal para acusarem e condenarem os horrendos imperialistas e inimigos da Paz que ousaram invadir o Iraque para matarem o seu pacífico povo, deporem os seus benignos e legítimos dirigentes e rapinar o cobiçado ouro negro.

Estes crimes não têm defesa possível e, por isso mesmo, neste tribunal não há lugar à defesa dos acusados, nem sequer a um simulacro de defesa, como se fazia nas mega encenações dos julgamentos de Moscovo, no tempo do Grande Pai Staline.

Isto explicou, en passand, o Zé Mário Vermelho, perdão, Branco, um dos figurões de serviço naquele tribunal de faz de conta.

O extinto Romesh Chandra, lá no assento inférneo onde desceu, deve ter ficado feliz por continuar a ter alguns continuadores da sua luta pela Paz, entendida como tudo o que possa causar dificuldades aos horrendos imperialistas amaricanos.

Pobres patetas!

2 comments:

Anonymous said...

Atacar este Tribunal da Humanidade contra os crimes que foram cometidos no Iraque mostra bem a face de quem prossegue na senda da exploração dos povos e das suas riquezas, sem o assumir frontalmente.
Atacar este Tribunal é defender a loucura homicida e extremista da administração Bush e dos seus falcões.
Atacar este Tribunal, confundindo-o com o Conselho Mundial para a Paz é não perceber nada de História dos Povos.

Manuel Felício

Dr Zeco said...

Meu Deus,

que confusão vai nessa cabecinha!
A escola maniqueísta dos órfãos da Pátria dos Amanhãs que Canta(va)m continua viva, se bem que a cheirar um bocado a mofo.
Por mim continuo a achar que num tribunal (como na vida) o acusado tem que ter direito à defesa: às vezes (muitas vezes) até se conclui que o acusado está inocente.
Claro que estes tribunais de faz de conta não se podem arriscar ao contraditório para que a fragilidade das suas teses não possa ser exposta.
Quanto ao paralelismo entre o Tribunal e o C.M.Paz, basta atentar nos apoiantes de um e de outro, igualito!