Wednesday, June 10, 2009

10 DE JUNHO ALTERNATIVO - UM POUCO MAIS INSTITUCIONAL

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O 10 de Junho alternativo, comemorado junto ao forte do Bom Sucesso, foi este ano o que costuma ser: a missa só para os madrugadores, muita espera, mais espera, ainda mais espera, alguns discursos "domésticos" outros de artistas convidados.

O artista principal costuma ser uma personalidade cuja ligação aos combatentes dificilmente se descortina: este ano coube a vez ao adiantado mental Braga da Cruz, nos outros anos o Paulo Teixeira Pinto, o Barão Horta te Costa, etc, etc.

Grama-se a cerimónia bi-religiosa de um padre mais o inevitável Iman da mesquita de Lisboa (como é que se chama o homem, carago? não me vem...).

Canta-se a Portuguesa (este anos "amparados" pela Cátia Guerreiro), depõem-se flores aos mortos, olha-se para o ar para ver passar a FAP, põe-se a cara à banda para que o ouvido em melhor estado apanhe a salva da corveta do outro lado do forte (dentro de água, claro), e depois é o almoço campal para quem comprou a senha ou trouxe farnel de casa.

Este ano (confesso!) cheguei a meio da coisa (pensava eu!) para ver se via o fim da cerimónia - nos outros anos chego cedinho, espero, espero, espero e desespero: ponho-me nas ditas muito antes do fim das actividades.

Na foto ao lado, o recém promovido Jaime Neves. O homem está reformado há um monte de anos, está a cair da tripeça mas... vai mais um par de estrelas para cima dos ombros! O Delgado não foi promovido a Marechal depois anos e anos a fazer tijolo? Pois então...

Este ano cheguei quase ao meio dia, nem um único discurso tinha sido proferido, de modo que me pisguei aí à uma da tarde, estava a mensagem do Cavaco a ser lida.

É verdade! O Presidente, enquanto distribuía medalhas em Sanatrém, honrou-nos com a sua palavra ainda que não com a sua presença. Fantástico!

Acho que a monumental vaia que o Soares apanhou, no primeiro ano em que se realizou esta comemoração, serviu de exemplo aos restantes. O mais que lá vi foi o Secretário de Estado (da Defesa e do Mar - será assim? da Defesa e dos antigos combatentes, etc).

Saindo mais cedo, perdi a alocução do meu antigo colega Henriques sobre o Condestável. Paciência, já estava farto...

Afinal, lendo o programa, vejo que o horário até foi cumprido - eu é que alinhei pelo programa dos anos anteriores...

De resto, a causa monárquica estava mal representada, só o sr D. Duarte (ao lado) mais o primo, D. Francisco van Uden, mas nada de representantes da causa monárquica, recentemente unificada sob a batuta do reformado de luxo, Paulo Teixeira Pinto.

Na foto vê-se ainda o general Bruno, à direita, de Torre e Espada ao pescoço.

As fotos não são grande espingarda porque não me credenciei e não quis ser escovado por indecente e má figura se tentasse aceder aos locais por onde os reporteres credenciados circulavam...

Enquanto pude circular pelos "espaços nobres", ainda localizei a inscrição no mármore com o nome do Zé Bação, na lista de mortos de 1965. Não o estou a ver muito agradado com a coisa, mas a inscrição pode fazer sossegar as consciências dos "médicos" (mérdicos...) que se recusaram a dar-lhe mais que aspirinas quando o hematoma, no seguimento do rebentamento da mina, lhe provocava dores de cabeça terríveis.

Bando de charlatães, para não dizer mesmo filhos de puta!

2 comments:

Maria de Fátima said...

pasmo como há ainda quem se digne fazer uns quilómetros para ...para quê?!
numa manhã de sol
feriado
o que levará um homem a gramar uma carga destas?!
inda se fosse...
ah! e se fosse promessa?! carago
pode ser que seja...
pois coinfesso que a minha devoção não chega para entender estas "coisas"
inda se fosse para ver os casamentos de santo antónio
ou as marchas na avenida
mas discursoos, homenagens ao mortos (sem ser em funeral com o tipo ainda quase aos gritos...)
coisas de medalhas e placas com inscrições de nomes...
pode ser que ele um dia me explique...

Marques Correia said...

Para os tipos que lá encontram muita gente do "seu tempo", a coisa faz todo o sentido. Desgraçadamente, malta do "meu tempo" conta-se pelos dedos de uma mão os que lá encontro (hoje encontrei quatro: dois do meu tempo da Academia Militar, um dos meus tempos de MRPP e agora da APOIAR - o Roque - e um outro também da APOIAR, "miúdo", da geração de 80.

...mas mesmo assim, parece-me fazer muito mais sentido este tipo de confraternização do que ir a almoços de bloguistas afagar os egos alheios, à espera que nos afaguem os nossos.

. . . . .
Tal como nunca me considerei motoqueiro quando tive motas, nem me imagino numa concentração de motards (que horror!!!), também não me imagino num almoço/reunião de bloguistas só por ter blogues e visitar habitualmemte dois ou três alheios.