Friday, February 04, 2005

O DEBATE DOS CHEFES

Os chefes dos índios juntaram-se ontem, muito aprumadinhos, perante um juri de senhores doutores jornalistas (respeitinho, que eles é que mandam no circo), que os examinaram sem lhes deixarem margem para se insultarem (perdão, para se interromperem) nem os deixando ultrapassar o tempo contado para botarem faladura.

Tudo muito limpinho, muito à amaricana.

No fim, à despedida, o Sócrates deixou o Santana de mão estendida enquanto, com toda a calma, tirava o zingarelho do microfone sem fio; depois, lá se dignou a estender-lhe a mão.

Isto ia bem era como o Markl sugeriu hoje, no Inimigo Público: combinavam uma hora (de preferência depois das aulas), um sítio recatado e andavam à porrada. Sem mariquices, sem acusaçõezinhas, sem armarem em vítima: à porrada e pronto!

Até tinha piada...

4 comments:

Anonymous said...

Engraçado como após uma descrição sumária e, sem valor acrescentado, o autor passa a palavra a um terceiro (Markl)para que conclua, fechando depois com o alarvado "até tinha piada".

Afinal o título do blog devia ser "aqui não se pensa porque dói".

Quem pensa é o Markl. E bem, como se vê.

Anonymous said...

Este anónimo (incógnito?) conhece, certamente, o processo literário (para lhe dar um nome pomposo) que consiste em exprimir ideias ou opiniões pondo-as na boca de outrém.
Neste caso, até um cego (se lhe lerem o que ele não vê) percebe que se trata de uma brincadeira (tanto do Markl, como do Dr Zeco ou engenheirozeco ou o que fôr), a gozar com as actuais prima donas do PS e PSD.
O incógnito está, vá lá saber-se porquê, com sete pedras na mão e atira-as contra tudo o que mexe.
Até parece que lhe custa tanto pensar no que lê que fica como o José Castelo Branco, de pulso contra a testa, ora do lado da palma da mão, ora do lado das costas da dita, lastimando-se:

Se penso, não consigo ler, se leio, não consigo pensar...

Assinado, Outro anónimo

Dr Zeco said...
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Dr Zeco said...

Ó primeiro anónimo,

confesse lá que o anónimo que se seguiu chegou para si.

Essa da descrição sumária sem valor acrescentado deixou-me a pensar (tanto, que me ia doendo a cabeça...).

É que o normal e desejável é mesmo que uma descrição não traga valor acrescentado ao que descreve.

Uma descrição, segundo o meu dicionário da Porto Editora é a "exposição exacta e viva de um facto, lugar ou paisagem, por meio de palavra ou escrita".

"Meter buchas", comentários ou pormenores na descrição de uma cena que não se presenciou (valores acrescentados?) é, desgraçadamente o que fazem muitas vezes os jornalistas, sem terem o cuidado de separarem o que que são notícias do que são os seus doutos comentários (com valor acrescentado...).