A Juventude do PS, mais uma vez, deu mostras de andar uns passos à frente do mais velhos, embrenhados na tralha ideológica da esquerda tradicional em que medraram. Propõem a legalização da prostituição, em termos e num figurino que a comunicação social ainda não divulgou adequadamente. Aliás até é capaz de ser mentira do 1º de Abril...
Mas este é um tema que mais ano, menos ano, é preciso encarar de frente, sem puritanismo, e criar condições para que uma actividade tão antiga e tão presente na nossa sociedade (lembrem-se da comédia das "mães de Bragança"), se desenvolva em condições dignas e seguras.
A semi clandestinidade em que a prostituição se desenvolve quase obriga a que a prostituta tenha um "protector" que a explora, quando não cai em redes de tráfico de pessoas. Nesta última situação tombam as desgraçadas que, para além da semi clandestinidade da profissão, estão no país em situação ilegal. Cai-se em verdadeira escravatura, é-se comprada e vendida, enquanto a melhor sociedade assocbia para o lado, como se resmungasse entre dentes:
"São putas, queriam o quê?!"
Se a prostituição for legalizada, com código para efeitos de IRS, com direito a protecção legal efectiva (teórica, já existe...), com exigências bem definidas no campo da saúde e higiene, será muito mais fácil uma mulher vender os seus serviços com segurança, podendo recusar protecção de um chulo, já que mais não seja, porque não precisará dela.
Assim, se não fôr mentira do 1º da Abril, tiro o meu chapéu à JS, por ter a coragem de dar atenção a uma área em que se compram e vendem pessoas sob o olhar complacente das nossas polícias, dos tribunais e, afinal de contas, de todos nós.

4 comments:
Também me parece bem, nestas coisas há que aproveitar as oportunidades que as conjuncturas nos proporcionam. Na eminência da partida de sua eminência dever-se-ia a proveitar a cunha (certamente boa) em favor desta causa. Só assim todas as marias madalenas poderão descansar em paz (entenda-se entre tarefas) pois para este assunto não basta ter a cobertura da lei mas também da moral. Mais a mais que nós portugueses não sendo nem cínicos, nem hipócritas queremos a total transparência nos códigos de protecção. se assim não for então apenas nos resta o recurso a qualquer humilde casa monástica para albergar as mariazitas descalças...
Os meninos do PS (e o Dr Zeco também) não devem ter percebido em que estado está o País para assim se entreterem com temas que têm, para a sociedade, um grau de prioridade quase zero.
Não será mais urgente a reforma da Administração Pública, da Educação, da Saúde (pelo menos corrigir os disparates neo-liberais do ministro do grupo Mello), da Segurança Social, do Fisco?
E vocês vêm para aqui com os problemas das putas?!
Tenham juízo!!!
Alô Eva Maria,
só vi o teu comentário ontem, mas não estava com muito tempo para responder.
De facto, a partida iminente de sua santidade (estás a despromovê-lo, minha) concretizou-se e o decrépito velhinho foi juntar-se a Lúcia, que, por sua vez já se tinha juntado à Senhora de Fátima e aos primitos uns mesitos antes.
A Maria Madalena, parece que não lhes passa grande cartão, como mulher do patrão, que afinal sempre era, não lhes dá cúnfia.
Assim, que não sei se a cunha dos extintos servirá de muito à causa do putedo.
Acho que a coisa tem que ser resolvida mesmo sem contar com ajudas lá de cima.
Já em relação às ajudas lá de baixo, talvez fosse de tentar um contacto com o Bocage, por exemplo, que talvez esteja motivado para dar uma ajudinha em troca de líquidos (muitos líquidos) e de um extintor.
Ó Anónimo,
então o meu amigo acha que o Governo é daqueles que se pensa não come, se come não anda, se anda não fala, se fala não mexe a perna, está a ver? Uma espécie de estereotipo de loira que só consegue fazer uma coisa de cada vez?!
Ó meu caro a malta mais normalzinha faz (tem que fazer) várias coisas ao mesmo tempo, do género de "cantando e andando, para não perder tempo", está a ver?
Para além das coisas prementes, das urgentes, das urgentes mas não tanto e das necessárias, mas que podem esperar dois meses, há uma infinidade de assuntos a que os governos têm que fazer face. Para isso têm um magote de ministérios, secretarias de estado, direcções gerais, etc, etc, etc.
Por isso é bom a gente ir-lhe (ao Governo) lembtrando coisas que, não sendo das mais imoportantes nem das mais urgentes é bom que sejam lembradas e agendadas.
Para as calendas, mas agendadas.
Será o meu caro Anónimo daquelas pessoas que dizem a tal fase "São putas , esperavam o quê?!" olhando-as com desdém.
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