Tuesday, August 12, 2008

O Cigano assalta e a GNR é que é culpada?! Está tudo maluko..

Que belo exemplo que nos deram os tipos que assaltaram uma quinta (?) nos arredores de Loures! Imaginem que um deles até levava o filho, de 12 anos, certamente para ele ir aprendendo o ofício.

Mesmo com o puto na carrinha, os assaltantes não pararam ao ser vozados para tal e até tentaram atropelar o GNR que estava no caminho da carrinha. Os GNR’s dispararam, pelo menos um dos tiros acertou num pneu da carrinha, mas outro matou o puto.

A rádio dizia, ao fim da manhã, que o advogado da família estava a ponderar se havia de processar a GNR ou o guarda que disparou. O advogado da família?! Os tipos ou são ricos, ou são utentes habituais desse tipo de profissional...

Vá lá, vá lá, não ocorreu ao advogado “da família” processar o pai que levava o filho para o “trabalho” para ele aprender o “ofício”...

Esta tarde, então, ouvi aquilo que foi a cereja ao cimo do bolo: a família do assaltante-professor protestava exaltadadmente contra a GNR chamando-lhe racista, porque os assaltantes eram ... (adivinhem, vá lá...) ciganos! A rádio chamava-lhes, agora mesmo, "alegados assaltantes"!!!

Isto está tudo maluco...

Os ciganos têm fama de muita coisa, coisas boas e coisas más, inclusivé têm fama de tratarem muito bem das crianças! Vê-se: até levam as crianças para o “trabalho” para aprenderem o “ofício” do pai...

. . . . . . .

O Fernando Rosas, o idiota de serviço do Bloco de Esquerda, alinhou pela crítica fácil à GNR, omitindo críticas aos assaltantes e ao pormenor de estarem a iniciar um menor nos assaltos. Pudera, os "alegados assaltantes" eram romanis (*), portanto cuidado com o que se diz...

O Rosas lembra-me aquela malta de esquerda que nos anos quentes imediatamente antes do 25 de Abril, levava as crianças para as manif’s e depois queixava-se de a polícia não ter respeito pelos pais com crianças pequenas.

Ah ganda Rosas!

(*) Palavra que está para cigano como cortesã está para puta: é o mesmo, mas por outras palavras)

Monday, August 11, 2008

Conversas de café - os carros e os cavalos

Um dos jovens colunistas que mais me tem agradado nos últimos tempos é o Luís Filipe Borges - sentido de humor, um olhar atento a abrangente ao que se passa na nossa terra e fora dela, para além de escrever bem e de forma sintética.

Os Shots com que habitualmente termina a crónica semanal no SOL são, muitas vezes, uma delícia. Dois exemplos:

Ontem passei uma hora inteira a ouvir dois burros discutir qual deles tinha o carro com mais cavalos.

Já foi oficialmente declarada a abertura da silly season. Infelizmente para todos nós nunca houve em Portugal tradição de ser declarado o seu fim.

Um mimo!

Saturday, August 09, 2008

REIS ÁGUAS - A REPÚBLICA DAS BANANAS, OU DOS mili TARS...

Para quem pensa que não estamos em guerra: desengane-se, estamos mesmo!

Pelo menos, só assim percebo que um obscuro capitão de mar (?) e guerra (?!) - o Expresso diz que já tem duas condecorações (bolas, bolas, o homem é um alho!) - determina para sua alta recreação o que se pode e não se pode fazer nas praias do Algarve. Leiam aí acima o que o bruto (sim, o gajo da foto) tem a dizer, com a honra e a dignidade (certamente exclusivo dos mili tares...) sempre na boca.

E nas praias de outras "orlas marítimas" haverá, certamente, outro distinto e medalhado capitão de rio e terra que, como se fossemos sargentos da sua tropa, determina se são admissíveis campanhas de distribuição de fruta, se podemos ou não massajar o próximo à borla ou a pagar, se podemos chatear o banhista com a venda dos famigerados apartamentos em time sharing, etc, etc.

Mas que merda é esta?! Já não há autoridades civis? As câmaras municipais, melhor ou pior eleitas pelo maralhal - ou, vá lá, os organismos dependentes do estado central como a polícia, a GNR e a sua brigada fiscal já não servem para garantir o cumprimento das leis? Tem que ser a tropa, comandada por um qualquer medalhado capitão de lar e serra?

Não há dúvida, pessoal, para a tropa se sobrepor às autoridades civis só pode mesmo ser porque:

ESTAMOS EM GUERRA!

Contra quem, isso já é outra questão, mas suspeito que contra nós outros...

Friday, August 08, 2008

IÑAKI, CABRÓN!!!!

O tipo tem mesmo carinha de filho de puta...

ESTE CÃO E FILHO DE CÃO DÁ PELO NOME DE IÑAKI DE JUANA CHAOS E ORGULHA-SE DE TER MORTO (OU PARTICIPADO NA MORTE) DE 25 PESSOAS.

CONDENADO A 3000 ANOS DE PRISÃO, FOI SOLTO AGORA, AO FIM DE 21 ANOS.

TEM BASTANTES APOIANTES, BASTA VER A WIKIPEDIA QUE PUBLICA MONTES DE TEXTOS E LINKS PARA ACESSO A OUTROS, DE APOIO AO GRANDECÍSSIMO CABRÃO: http://en.wikipedia.org/wiki/Iñaki_de_Juana_Chaos

(Por que será que a wikipedia me parece sempre uma coisa de esquerdalhos?!...)

NUNCA SE ARREPENDEU E FEZ GALA EM COMEMORAR OS ATENTADOS DO GRUPELHO TERRORISTA A QUE PERTENCE - A ETA, POIS ENTÃO! - PEDINDO CHAMPANHE...

ENQUANTO ESTEVE ARRECADADO FARTOU-SE COM CHATEAR A POLÍCIA EM SUCESSIVAS GREVES DE FOME (E DE SEDE), COMO SE SE TRATASSE DE UMA PESSOA DE BEM INJUSTAMENTE PRESA.

ESTÃO A VER PARA QUE É QUE EU ACHO (E O "VOSSO" OBAMA TAMBÉM...) QUE SERVIRIA A PENA DE MORTE, NESTES CASOS EXTREMOS? ESTÃO A VER?

SE VIR ESTE CABRÃO A PASSEAR-SE, COMO TURISTA, NAS CALMAS, CON SU COMPAÑERA, UMA GAJA BOAZONA, PELA TRELA, NÃO HESITE EM APONTAR-LHE O DEDO E GRITAR:

ASSASSINO, FORA DE PORTUGAL!

Não lhe podendo limpar o sebo, mijemos-lhe nos sapatos...

Friday, August 01, 2008

A Silly Season

Bem, este post é menos para chagar o Cavaco do que para tirar do monitor aquele lindo desenho que o je produziu, com o chapéu pendurado no cabide. Já estive para o tirar - o desenho todo, não apenas o chapéu...

Cá vai.

Eu fui dos portugueses que ficou com nervoso miudinho a ver o que é que raio o Cabaco tinha para nos dizer de tão grave que o fez vir lá do Coiro da Burra (ou seria do Patacão?) onde gozava umas belas férias (que inveja, carago!!!) ao belo sol dos Algarves.

Eu sou daqueles que, conhecendo uma boa parte do mundo (...) continua a suspirar por uma semanita em Lagos.

Afinal, o Cabaco veio de Poço de Boliqueime para nos dizer que ficou muito chateado por os açorianos pretenderem envolvê-lo em escaramuças parlamentares, ainda por cima a um nívelzinho mixuruca, regional, for god sake!, sempre que houvesse necessidade de dissolver o parlamento daquele cu de mundo (sem desfeita aos açorianos; afinal pagamos-lhes parte das passagens aéreas, etc, etc, à conta da situação de periferia da periferia da periferia...).

O Cabaco deve andar farto dos requentados carapaus alimados da Maria e terá vindo à c'dade em busca de pratos mais elaborados, mais requintados...

. . . . . .

Deliciem-se com a subtileza destas metáforas, diria o saudoso e inigualável Mestre Vilhena, carago!

Sunday, July 27, 2008

O MILAGRE DE S. CRISÓSTOMO


Será possível que nunca vos tenha contado o Milagre de S. Crisóstomo?! A estória, que creio ser da autoria do meu amigo Toni Ferreira, reza mais ou menos assim:
S. Crisóstomo era um eremita já velhote, em crise de fé, que se afastava da cidade e do mundo para melhor buscar o Senhor, nos seus insondáveis caminhos. Numa certa época constríu ele uma choupana (nome que se dá às cabanas dos santos eremitas) muito longe da cidade, num sítio cujo sossego só era cortado pelo murmurar das águas frescas e límpidas de um ribeiro.
O bom do santo habituou-se a meditar boiando na água, só com um chapéu a proteger-lhe o toutiço onde a cabeleira farta de outrora já rareava. A corrente arrastava-o mansamente e, quando a meditação terminava, nadava vigorosamente rio acima, castigando o corpo daquela preguiça que o diabo colou, implacavelmente, ao acto de meditar.
Um belo dia, S. Crisóstomo entrou em acesa disputa com o mafarrico e a discussão foi tão demorada que, quando deu por si, tinha "dado à costa" numa praia fluvial onde três banhistas olhavam com curiosidade o destroço esquisito trazido pelas águas.
A consciência da sua nudez fê-lo levantar-se de um pulo, rapar do chapéu e cobrir apressadamente as partes pudibundas.
Mas então, para sua grande aflição, reparou que as banhistas, pois que de meninas se tratava, estavam a fazer nudismo e os olhos do ancião, guiados pelo demo, saltavam de peitos para púbis, de púbis para nádegas, destas de novo para peitos, num frenesi demoníaco a que o bom do santo só conseguiu por cobro tapando os olhos com ambas as mãos.
E então deu-se o milagre de S. Crisóstomo:
O chapéu não caíu...

Saturday, July 26, 2008

Os Ciganos e os patetas que nós somos...

Leiam (não percam mesmo!) este texto que o meu amigo Costa (correcção, a arquitecta Sofia enviou-me o texto no mesmo dia mas 3 horas mais cedo que o Costa) sacou da imprensa diária, da autoria do Mário Crespo.

"Limpeza étnica

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter. "Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte.

A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.

Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado.

Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul.

É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo.

É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos".

Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade.

O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos."

A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil.

Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor."

Friday, July 25, 2008

Ainda há malta porreira!

Para quem anda distraído com estas coisas (ou se farta a meio das histórias...) conto-vos esta: o sargento Gomes, à guarda de quem a Esmeralda continua, pagou hoje € 36.000,00 ao pai da miúda por a ter subtraído à sua guarda, guarda que o tribunal lhe atribuíra mas que o sargento se recusou a ceder, incorrendo em crime de "subtracção de menor", entre outros.

Parte substancial do cacau foi arranjado pelo Filipe La Féria (receita de um espectáculo) e do José Cid (receita de vários espectáculos), que também ajudaram a custear as contas do advogado.

Não sabia nada disto e fiquei francamente bem impressionado!

. . . . .

O sargento, ao pagar aquela quantia ao pai da miúda, fez-lhe um desafio: "Ó sr Baltazar, reserve a massa para a educação da miúda", em vez de a usar para se abonecar e gastar em vinho e putas.

Esta última parte é da minha lavra, mas tem todo o cabimento, ai tem, tem...

Wednesday, July 23, 2008

O chá de cadeira

O chá de cadeira era a figura de estilo para referir a menina pouco prendada que ia ao bailarico (ou chá dançante) que ninguém sacava para dançar. No fim do baile, dizia-se que a dita apanhara um chá de cadeira.

Assim estou eu (ai de mim), sentado no corredor, dossier em cima das pernas, notebook (ainda é assim que esta coisa se chama?) em cima do dossier, teclando furiosamente, a esperar por umas assinaturas, sem as quais (estas, concretamente) a manhã de amanhã não me correria de feição. E tenho mesmo que esperar pois a esferográfica e a mão que a segura estarão amanhã e durante uma semana a uns milhares de milhas daqui. A bicha sou só eu (salvo seja, abrenúncio!!!) mas a minha vez não há meio de chegar...

Há uma boa meia hora que os meus colegas estão na República da Cerveja, no Parque das Nações, de copo na mão preparando o estômago para o jantar de despedida do Sérgio.

Daqui até lá não faço mais de meia hora, mas a meia hora só começa a contar quando tiver as papeladas assinadas e arrumadas e estiver dentro da carripana, ganda porra!

Tá visto que vou lá tomar café com eles e... vamos lá ver!

Sem recibo, nada feito...

A propósito do trabalhador da TAP que faltava (post mais abaixo) um colega contou-me um caso real, passado com ele:

Um belo dia, o meu colega foi à secretaria do ISEL para protestar contra uma quantia a mais que lhe fora cobrada e para ser reembolsado. Tudo bem, sem problemas. Só que a funcionária pediu-lhe o recido que lhe fora passado pela quantia cobrada.

Azar, o meu colega já não tinha o recibo - nunca lhe passara pela cabeça vir a precisar dele.

Sem recibo não há reembolso, decidiu a funcionária sem dar nenhuma aberta.

Só para chatear, o "cliente" exigiu uma segunda via do recibo. A atónita funcionária consultou os seus botões, talvez o chefe, e acabou por passar a segunda via do bendito recibo.

O meu colega, então, devolveu a segunda via do recido à funcionária, que lhe fez prontamente o reembolso.

Afinal, para que raio era necessário o recibo (ou a 2ª via), no meio disto tudo?!

Sunday, July 13, 2008

GANDA MUSSOLINI!!!

E esta, hã!

Sempre considerei, e considero, o Mussolini como uma espécie de ass hole, campónio, arrogante e convencido de que governava um grande país. Meteu-se numa guerra para a qual o país pequeno e atrasado não estava preparado e lá foi, a muito custo, ocupando a Abissínia, depois de um passeio pela Tripolitânia, mas ao meter-se nos balcãs, atolou-se até ao pescoço e teve o tio Adolfo ir em seu socorro para terminar a missão de chegar a Atenas. O resto, até ser pendurado ao lado da Claretta Petacci, é mais que sabido.

Descobri agora que o homem não era parvo de todo - mais uma vez, aí vem o Carlos Té com a sua sabedoria de vida vertida no Lado Lunar: toda a alma tem uma face negra, nem tu nem eu fugimos à regra.

O bom do Benito, pelos vistos (e como era de esperar) também tinha um lado solar, uma face "branca". Aqui fica a pérola (sem gozo):

A POLTRONA E AS PANTUFAS SÃO AS RUÍNAS DO HOMEM

Se eu tiver juízo, é desta que vou deixar de aterrar no sofá, com ou sem pantufas, logo, logo a seguir ao jantar, e amodorrar durante três ou quatro horas em que podia muito bem estar a fazer algo de útil - já que mais não fosse a fazer exercícios (o sudoku?) que atrasem a inexorável decrepitude das célulazinhas cinzentas.

E para quem já entrou no terço final desta vida, é bem importante atrasar esse processo...

Thursday, July 10, 2008

O MAROCAS NÃO SE ENXERGA

Depois de ter sido enxovalhado na sua tentativa de voltar à ribalta, na malograda e risível candidatura às presidenciais, o Mário Soares está a derrapar cada vez mais para os seus tempos gloriosos de gauchiste. Realmente ser contra o Salazar era fácil e ser contra o Caetano, além de fácil, até nem era perigoso por aí além. Bons tempos, dr Soares, bons tempos...

O decrépito ancião descobriu agora que os campos de concentração nazis eram uma espécie de estâncias de férias, com taxa de mortalidade próxima do zero, boa alimentação, boas instalações, actividades desportivas, tempo para rezas, etc, etc, etc, e que os presos que a Gestapo & Cia arrecadavam neles eram bandidos e tipos envolvidos em terrorismo, ou, pelo menos, suspeitos de terrorismo.

Só assim percebo por que carga de água o pateta compara a prisão de Guantánamo com os campos de concentração nazis.

Para um visitante assíduo da sinagoga lisboeta, de kippa e mantilha, é de estranhar esta comparação perfeitamente insultuosa para os judeus que morreram como moscas nos campos de concentração nazis.

Claro que o canastrão queria apenas enxovalhar os odiados americanos, alvo fácil para quem se sente, certamente, órfão do Caetano e do Salazar. O homem parou no tempo - durante a campanha eleitoral, afirmou-se, num comício, como o anti-Salazar.

Fraco trunfo para usar quase 40 anos depois da morte do Botas...

Sunday, July 06, 2008

A PROPRIEDADE PRIVADA

Sempre me causou espanto as pessoas super ciosas dos seus "direitos" que reclamam quando no baldio do outro lado da rua é construído um prédio que lhes tira "as vistas".

Aparentemente, para essa gente, as cidades deviam ser uma espécie de descampados onde cada um de nós teria a sua moradia isolada, com montes de terreno à volta e "vistas" a perder de vista... mesmo pagando apenas o preço de um T2 no 7º andar de num condomínio de 2ª categoria! Isso é que são direitos, carago!!!

Pois a "nossa" Paula Rego está em pé de guerra por o dono do prédio ao lado querer acrescentar-lhe dois andares, que lhe vão fazer um bocadinho de sombra sobre a generosa claraboia que "abastece" o estúdio de luz natural.

Claro que a "nossa" Paula está-se cagando se o PDM lá do sítio permite a obra que o vizinho quer fazer na sua propriedade: a ela só interessa evitar a chatice de ter que procurar outro estúdio, caso a luz natural deixe de ser a ideal, depois da obra do vizinho!

Será que a tótó não se enxerga?! Será que não quer gastar dinheiro para montar um estúdio no centro de uma propriedade nos arredores que lhe garanta que nenhum prédio será construído próximo do seu estúdio?!

Até parece que os estúdios dos artistas consagrados têm direitos de servidão sobre os terrenos circundantes, à imagem do que sucede com aeroportos, paióis e outros que tais!

A fama subiu-lhe à cabeça, tá visto...

Saturday, July 05, 2008

NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O deputado João Semedo teve do melhor e do pior.

Do melhor: uma proposta, acolhida pela Assembleia, que permitirá aos doentes ter um acompanhante nas urgências dos hospitais. Aleluia! Isto é muito bom, numa altura em que os hospitais públicos são baluartes nos quais funcionários públicos no pior e mais arcaico sentido desprezam o paciente, quando não o maltratam mesmo...

Do pior: o facto de alguns hospitais privados terem 25% da sua receita proveniente de protocolos com a ADSE levou o bloquista a considerar estar perante um caso de parasitismo. O pateta (se calhar basta dizer "o bloquista"...) não percebe que se o Serviço Nacional de Saúde (SNS) prestasse serviços de qualidade, com prontidão e eficiência, a ADSE e outros serviços do Estado não teriam que proteger os seus utentes enviando-os para a medicina privada. A ministra (aquele olhar de esguelha nunca me enganou) já há umas semanas tinha dado o mote acusando a ADSE de recorrer aos hospitais e clínicas privadas em vez de dar a sua preferência ao SNS.

Nem um nem outro percebem que a preferência tem que merecer-se, em concorrência com outros prestadores de serviços de saúde, e que o dever da ADSE é para com os seus utentes e não para com o tal SNS.

O bando habitual dos amigos da memória anti-fascista (ou coisa que o valha) conseguiu levar à AR uma petição para que fosse proibido o museu Salazar que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão quer construir lá no sítio.

E não é que uma ampla maioria apoiou a ideia de proibir o Museu?! Do BE ao PS passando pelo PCP e seu penduricalho "Os Verdes", toda a esquerda apoiou a ideia de proibir o Museu com a justificação de que a coisa será um templo da extrema direita para branquear o salazarismo.

Claro que o museu será isso mesmo - nunca vi nenhuma casa museu de um determinado Fabiano que se dedicasse a denegri-lo. Claro que o museu vai apresentar, certamente, o que o regime teve de bom e atenuar o que teve de mau. So, what?

Liberdade não será isso mesmo?! Para os esquerdalhos, parece que não...

ANACRONISMO

Esta semana um grupo de pessoas raptadas pelos bandidos das FARC foi libertado, numa operação rocambolesca, aparentemente levada a cabo pelo exército e pela secreta colombiana.

Aleluia!!!

A Ingrid, cada vez menos verde (pudera, seis anos a verdejar na selva converte qualquer verde num adepto ferrenho e comovido da law & order, for god sake!) lá foi até Paris agradecer ao Sarkozy a ajudinha que deu.

Deve seguir-se o abraço ao louco de Caracas... ou talvez não, se ela perceber que o dito louco trata as FARC como um partido político (e dá-lhes dinheiro!) e o governo da Colômbia como bandidos. Vamos lá ver o que ela faz.

Isto faz-me lembrar os meus tempos de extrema esquerda (soft, soft) em que a luta armada parecia ser solução para quase tudo e o Guevara (mesmo morto) até parecia ser libertador de alguma coisa para além de si próprio. Estávamos nos anos 60 e 70 do século passado, a URSS, os States e a China dominavam tudo e parecia mesmo que só à porrada é que alguma coisa mudava.

Mas em pleno século XXI, mesmo na América Latrina, continuar a haver guerrilha de extrema esquerda?! Ainda por cima, financiando-se no tráfico de droga e no negócio dos raptos?! Esquerda my ass, os gajos são bandidos e mais nada ...

Isto é (só pode ser!) um anacronismo crasso, um bando de patetas que parou no tempo e não encontra o caminho do futuro.

What a mess!!!

Wednesday, July 02, 2008

A MAIS MAZINHA DA SEMANA...

A Microsoft lançou uma nova gama de software dirigida a um target específico, tendo começado pelo substituto do Visual Basic: o INVISUAL BASIC.

Saturday, June 28, 2008

SUPERPOWER, MEU!

Enviada pela minha Mais-Que-Tudo, aqui vai uma estoriazinha cheia de verdade.

A NACIONALIDADE DE ADÃO E EVA

Um alemão, um francês, um inglês e um angolano comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.

O alemão disse:

  • Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.

Imediatamente, o francês reagiu:

  • Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:

  • Not a chance! Take a look: a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.

Depois de alguns segundos mais de contemplação, o angolano exclama:

  • Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso. Só podem ser Angolanos!!!

Sunday, June 22, 2008

O Posto de Trabalho e a job description

Conta-se que na TAP, uma das empresas mais sindicalizadas do país, com pesadíssimas tradições do tempo do funcionalismo público, um visitante ficou espantado ao ver dois trabalhadores da Manutenção a executarem uma tarefs esquisitíssima: vinham da cauda do avião em direcção ao cockpit, na cabina, um abria um painel (um PSU, para ser mais preciso) e, pouco depois, um colega fechava-o. Entretanto, o primeiro tinha aberto o PSU seguinte que o colega, pouco depois, fechava.

O espantado visitante perguntou ao responsável da Manutenção que o acompanhava o que raio estavam eles a fazer. Resposta pronta:

- Estão a fazer o levantamento dos números de série (s/n) dos geradores de oxigénio, que estão dentro dos PSU's. Acontece que o terceiro membro da equipa faltou, mas isso não impede o dois kamaradas de cumprirem o ponto e fazerem a sua parte do trabalho, não é verdade?

Por azar, o kamarada que faltara era precisamente o que lia e anotava o s/n de cada gerador de oxigénio...

Tuesday, June 17, 2008

A TURQUIA E O VÉU DITO ISLÂMICO

O Supremo Tribunal da Turquia parece que está em vias de imitar os Franceses na sua tineta de proibir o véu islâmico.

Sei muito bem (acho que sei) que as mocinhas que militam pelo uso do tal véu o fazem por pressão familiar e religiosa, bebida no leite materno, instilada no ar que se respira lá em casa, na mesquita e na escola. Ou como reacção à imposição que não lembra ao menino Allazinho - as imposições e as proibições estão mesmo a pedir reacções do tipo "estou-me marimbando para o véu, mas vou usá-lo se o quiserem proibir".

Proibir o seu uso (a retórica dos franceses era que a escola pública tinha que ser neutra em relação às religiões, por isso nem cricifixos, nem véus, nem ... etc) parece-me uma atitude que terá feito sentido no tempo do Ataturk, mas que agora não faz sentido nenhum.

Vai-se criar um problema onde nenhum problema existia.

Os islamitas militantes agradecem, claro!

OUTRA VEZ O GENERAL COCA COLA SEM MEDO...

De tempos a tempos, o pessoal lembra-se de um general que se zangou por o Salazar não lhe dar os cargos a que ele aspirava e, vai daí, resolveu passar-se para o reviralho, mas numa posição de chefe, claro!

O livro publicado no cinquentenário das eleições presidenciais de 1958, por um neto do general (ou será já marechal?) Delgado mostra bem a vacuidade do personagem e explica por que é que a sua fundação é uma espécie de clube das IVA's (filha e mãe - sim ainda viva e centenária) em que a filha se tornou na guardiã da memória do Pai - já que pouco há para guardar e pouca gente para a investigar.

O livro do neto lê-se em meia dúzia de horas (saltando a palha que se encontrar sobre as diagonais, claro) e é elucidativo: em 1225 páginas (mais 118 de notas, bibliografia, índice remissivo, etc) metade contam a sua vida de pilar da situação (na página 555, a um ano das eleições, ainda se regista a sua tomada de posse como Director Geral da Aeronáutica Civil), 200 páginas dão conta da sua dissidência, campanha eleitoral e culmina com o exílio na embaixado do Brasil.

O resto é a história empolada da sua acção para liderar a oposição, com um espírito messiânico perfeitamente deslocado e uma convicção, que a realidade se encarregou de desmentir rápida e brutalmente, de que "o povo português" estava com ele e levantar-se-ia contra Salazar se suspeitasse que o general sem medo tinha cruzado a fronteira rumo a Lisboa.

Toda a sua triste acção entre a campanha eleitoral de 58 e o seu apagamento pela PIDE refletem este equívoco quanto à sua importância.

O neto descobre agora que o general não foi morto a tiro, mas à porrada. Brilhante, nos tempos que vão correndo, meter "tortura" no romance só pode contribuir para o tornar mais interessante e vender melhor.

Que coisa triste!

Sunday, June 08, 2008

200.000: ENA TANTOS!!!!!!!

A CGTP & Cia mobilizaram uma data de malta para se manifestar contra o Governo: contra a carestia de vida (pão, brioches, etc) e mais um ror de malandrices que o Sócrates, à revelia da esquerda (?) tem andado a fazer.

E está muita malta (o velho Soares, por exemplo) muito preocupada porque 200.000 gajos é muito gajo, a população deve estar muito descontente com a vidinha. E se calhar está...

O que foi giro é que uma boa parte dos entrevistados, entre os 200.000, era malta de fora de Lisboa, do Alentejo, por exemplo (agarrados pelo sotaque e pela prosápia - com um microfone à frente e com tempo, até poesia nos atiram!), que foram comboiados pela máquina da CGTP/PC para fazerem número na capital, às portas do Sócrates.

Por acaso, até foi num sítio muito mais visível que a porta do Sócrates: o Marquês, a avenida da Liberdade, a baixa.

Já o Salazar fazia a mesma fita, quando queria ter uma manifestação de apoio ou desagravo para mostrar ao pagode e ao inglês. A CGTP aprendeu a cartilha (ou não fossem espinhos do mesma roseira), até porque o Kamarada Secretário Geral, o Dr Manel Carvalho da Silva, deu em erudito, tirou uma licenciatura e um mestrado (pré Bolonha) e até um doutoramento já abichou.

Ora 200.000 gajos é muito gajo, principalmemte quando vistos de perto. Se olharmos de longe (não é de Cacilhas, é da fronteira de Espanha ou de mais longe ainda) os 200.000 são um ponto na paisagem, menos de 2% da população portuguesa, ou seja, um em cada 50 portugueses veio a Lisboa manifestar-se (ok, ok, ou saíu de casa, em Lisboa...) .

Então e os outros 98%, os outros 49 em 50?

Apoiam o Sócrates? Se calhar, nem todos.

Apoiam a CGTP mas não apanharam boleia para vir a Lisboa? Quem souber que o diga, que eu não sei...

Idem, mas acharam que não valia a pena manifestarem-ne nas berças onde vivem? Tampouco sei...

De qualquer modo, os 200.000 arrolados e comboiados, não deixam de ser apenas 1 em cada 50 portugueses.

Os mais velhinhos lembrar-se-ão de que nas eleições de 1975 o PCP, que dominava a rua, os jornais, os sindicatos, o Governo (até ao 5º Governo Provisório), a tropa, etc, etc, se ficou por uns miseráveis 12 ou 14%, isto ao correr da memória.

Ou seja: 200.000 na rua podem ser pouco mais de 200.000 nas urnas.

Ora nas urnas, 200.000 é pouco, meu, muito pouco!

Monday, June 02, 2008

ASSASSINATOS "DE HONRA" NO ADMIRÁVEL MUNDO MUÇULMANO

Leia os mais recentes desenvolvimentos no caso da rapariga morta pelos homens da casa para lavar a sua (deles...) honra.

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2008/05/uma-no-cravo-outra-na-rapariga.html#comments

Veja também http://www.publico.clix.pt/ edição de 2 de Junho, pág 17

Saturday, May 31, 2008

A PRAXE, AS PRAXES

Bem, este não vai ser um post para teorizar sobre as praxes, por falta de pachorra.

Mas o post aqui vai, porque tinha decidido postar sobre este assunto assim que vi, babando-me de gozo, que um bando de cavernícolas foi condenado, ao fim de processo com um bom par de anos, a penas pouco mais que simbólicas por terem praxado uma caloira embolando-a em merda de vaca e outras "brincadeiras" semelhantes.

Realmente, as praxes nada têm que ver com a integração dos novos alunos (caloiros, infras, etc) na Universidade, que para isso não há qualquer necessidade de praxe...

Tem tudo a ver, isso sim, com inculcar nos novos alunos o espírito merdoso que caracteriza a "tradição" dita académica, que faz de um cábula poli-repetente um veterano temido pelos mais novos, e um "dux veteranorum" (ou marechal da praxe) de um idiota precocemente embezerrado pela cerveja.

Só mesmo pela cabeça cheia de trampa de um dux veteranorum, ainda por cima portuense, é que, nos dias de hoje, poderia passar a ideia de que as colegas veteranas não podem usar colete na fardeta dita "vestir de praxe". Cantar o fado e fazer serenatas também não pode ser coisa de mulher e quanto a ser elegível para dux veteranorum, cruzes, canhoto: nunca, mas nunca!

Portanto, de teoria praxal, estamos conversados!

Posto isto, a minha relação com a praxe começou por ser muito pacífica: em Sá da Bandeira, no Liceu Diogo Cão, os caloiros eram praxados nas primeiras semanas do ano lectivo, levavam uma carecada em forma de coroa, havia uns desfiles pelas ruas da cidade (facultativos, certamente, porque não participei em nenhum e nada me aconteceu).

A careca era o símbolo de ter ascendido à categoria de (futuro) doutor, portanto, não só não incomodava como era uma diferença notória em relação à ralé que tinha ido para a Escola Industrial e não para o Liceu. Ora, naqueles tempos, mais do que agora, era muito importante atentar nas diferenças que não nos separavam, mas nos distinguiam (e de que maneira!)...

Muitos anos mais tarde, na Academia Militar, como infra (designação dada ao novo aluno que, segundo a tradição, estava n furos abaixo de cão, mas vários acima de polícia), a coisa fiou mais fino. Estava-se em regime de internato (não havia para onde fugir) e a escola, por intermédio dos seus oficiais, fingia que não aceitava a praxe mas olhava sempre para o lado mesmo quando a praxe se exercia debaixo dos seus bélicos bigodes. E, além do mais, durava todo o primeiro ano.

Como eu, já nessa altura, não tinha pachorra para grandes conversas, para grandes filosofias, fui dos mais praxados do meu ano. Melhor dizendo, fomos dois os mais praxados nesse ano, e de longe.

Como tinha bom cabedal, as cambalhotas à volta da parada, os mergulhos na vala (cheia de água lamacenta), o "rastejar até mim!", as quedas faciais e as flexões que se lhe seguiam pouco me afectavam; em boa verdade até me endureciam o coiro e me tornavam menos vulnerável àquelas actividades. Por outro lado, como a cabeça nunca me funcionou mal (enfim, pelo menos para questões de aprendizagem) o aproveitamento escolar pouco se ressentia com a sanha praxística que eu atraía com as bocas (e os olhares) que mandava...

Dois exemplos:

O pessoal de Artilharia estava muito divertido (e bebido) pois comemorava-se o dia daquela arma. Alta madrugada, os alunos do 2º ano resolveram acordar os infras para despejarem uma arenga avinhada sobre as virtudes da Artilharia, sobre o Mouzinho, etc, etc, etc. Eu estava, obviamente, com uma valente cara de chateado e, como de costume, não me dava ao trabalho de disfarçar. Um artilheiro bonacheirão (realmente, um tipo porreiro) chegou-se a mim e, fraternalmente, aconselhou-me, em voz baixa, a por um ar menos chateado, pois eles estavam a comemorar, estavam satisfeitos, que diabo, era o dia da Artilharia! Resposta minha, imediata: eu estou-me cagando para o dia da Artilharia!

Sacrilégio! Nunca se tinha visto tal desaforo! Passei o resto da noite a ser praxado e nas noites seguintes, depois do jantar, quando o pessoal ia para a sala de estudo, eu ia para a sala da Artilharia onde me dedicava a rastejar à volta da sala, a fazer flexões e cambalhotas, etc, enquanto os outros estudavam, ou liam romances. Até que, uns tempos depois, se fartaram.

Outro caso engraçado, foi quando, não me lembro a que propósito, estava a ser praxado por um repetente (os repetentes tinham o direito de praxar os infras - nunca percebi se teriam alguma coisa a ensinar-lhes...) e eu, provocador, aconselhei-o a ir estudar pois no dia seguinte tinhamos um teste de Geometria Descritiva e ele até tinha uma série de negativas. Ele não gostou do meu atrevimento, em boa verdade ficou fulo, e a sessão de praxe prolongou-se. No dia seguinte fez-se o teste e quando saíram as notas, eu terei tido 16 ou 17 (habitual, para mim, naquela cadeira) e o desgraçado, a negativa habitual. Claro que não podia deixar passar a oportunidade de o gozar (discretamente, claro) com qualquer coisa como: eu não lhe disse que era melhor ter ido estudar, eu não lhe disse?! Isso valeu-me mais umas sessões de praxe, mas ficar calado e engolir, isso é que não!

Já no fim do 2º ano (portanto em princípio já fora da alçada habitual das estruturas da praxe) fui a julgamento de praxe por, segundo a acusação, ter provocado a expulsão de um colega mais velho na casa, para me vingar das praxadelas com que ele me teria mimoseado. A acusação era falsa, para além de vir de um pateta a quem (esse sim), nos tempos de infra, eu votava uma visceral antipatia pela forma parva, idiota e cretina como praxava. O que se passara foi que um sujeito que só queria "putas e vinho verde", mau aluno, repetente, faltoso e beberrão, (se bem que bom homem) estava a um passo de chumbar o que aconteceria se tivesse mais faltas ou um castigo que fosse. Eu tinha, nessa altura, uma posição de chefia (era chefe de camarata) e ele faltou à formatura da noite sem dizer água vai: nem sequer teve a atenção, ou simplesmente o tino, de mandar dizer que estava "ao golpe" e que eu não lhe marcasse falta, nada! Naturalmente, marquei-lhe falta e ele foi castigado, chumbou o ano, como era o segundo chumbo foi expulso da Academia e foi incorporado como soldado. Daí a acusação que me foi feita.

No julgamento de praxe fui defendido pelo Antas da Cunha (o tipo dos petróleos ANKA) e, se bem que a acusação não tivesse sido dada como provada, fui condenado a não praxar durante três meses. Pouco me importou - a minha acção como praxador era, entre outras coisas, esconder debaixo da minha cama os mais perseguidos pelos praxadores...

Enfim, basta de praxe, basta de MERDA!

Disse!

Wednesday, May 28, 2008

DEEP, MAN, DEEP!!!

Das bocas mais giras mas com muito que se lhe diga que ficaram dos tempos da guerra colonial, algumas trocadas/importadas do maio de 68 (com letra pequena para evitar confusões...) recordaram-me uma que não me passava pela cabeça há uma porrada de anos e que aqui deixo sem comentários. Esses, só à parte, no sítio próprio:

É MAIS FÁCIL MILITARIZAR UM CIVIL DO QUE CIVILIZAR UM MILITAR.

Tuesday, May 13, 2008

Uma no cravo outra na rapariga...

Porra! Ainda ontem falava de esperança para o mundo muçulmano e hoje, porra, porra!!!

No Público vem a estória de uma família Iraquiana em que uma miúda de 17 anos terá andado a curtir (enfim, foi vista com) um soldado irlandês da força internacional.

Os homens da família não foram de intrigas: o pai e os irmãos foram-se a ela e mataram-na à porrada: o pai ter-lhe-á posto a bota no pescoço, contra o chão, e os rapazes fizeram o resto.

O artista esteve preso durante uma hora e, liberto que foi, desabafou que devia ter morto a miúda logo à nascença para evitar toda esta vergonha!

Pelo que se passa na região com os crimes de honra (?!) não é de esperar que pai e filhos venham a ser incomodados. Até se espera que, depois de uma longa e venturosa vida, se finem em paz e em paz se encontrem no Paraíso com as 72 virgens (sempre a subir!!!) a que todo o bom muçulmano tem direito.

E eles são bons muçulmanos, sem sombra de dúvida!

. . . . . . .

Só não se sabe bem o que farão às virgens paradisíacas, mas é de esperar que delas se sirvam à discrição, com o apoio e compreensão da mesquita e da tradição.

Louvado seja Deus, carago!

Sunday, May 11, 2008

É o maravilhoso mundo Muçulmano...

A catraia da foto, Sally al-Sabahi, de 10 aninhos, está a provocar um turbilhão dos diabos no mundo muçulmano. Só visto!

Para os distraídos, aqui vai um esboço da estória: há uns tempos atrás a miúda foi vendida pelo pai para casar com um noivo de 25 anos. O tipo, tocador de tambor, achou que a miúda já estava pronta para a festa e o resultado foi que 3 dias depois de ir para casa do marido/dono a miúda fugiu e foi a tribunal pedir o divórcio, que lhe foi concedido.

A advogada que a defendeu em tribunal já tem mais algumas "clientes" (pro bono, claro) com idades semelhantes à da Sally, todas pretendendo ver os maridos/donos pelas costas.

A sharia considera mulher toda a catraia menstruada e não há meio de se conseguir estabelecer na lei "civil" uma idade mínima para este tipo de actividade. Escusado será dizer que, estando casado e dentro do lar, o marido pode servir-se à discrição que não está a pecar nem a violar a lei. Pelo menos a lei não está a violar...

Esta venda das raparigas também se faz em África, em que o pretendente ajusta com o pai da noiva uma determinada quantia, o alembamento (dinheiro, gado, roupas, bebidas, etc, consoante os produtos da zona e os gostos do vendedor); na Europa, a coisa era um bocado diferente: em vez de se encarar a rapariga como um bem, que podia (e devia...) render alguma coisa ao pai, na Europa, dizia eu, a rapariga era vista como um fardo e o pai tinha que pagar (era o dote) para se ver livre dela. Se não tivesse dote, ninguém lhe pegava e acabava no convento ou no lupanar; as mais felizes lá iam ficando para tias ... cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso (e roda a boneca!!!).

Sobre a Sally, pesquem mais em http://www.yobserver.com/editorials/10013811.html

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Não obstante o título que usei, a verdade é que parece que o mundo muçulmano está a mexer: existir uma advogada que faz frente à tradição e à mesquita é um sinal muito, muito positivo, que merece destaque e apoio!

Thursday, May 08, 2008

Bob Geldof e a África

O rapaz Geldof, com toda a autoridade moral que lhe dá o seu estatuto de bonzinho, resolveu aproveitar as luzes da ribalta acesas sobre o seu toutiço, no Pestana Palace, para descarregar um chorrilho de acusações tolas sobre "os governantes criminosos de Angola", sobre as casas em construção ao longo da costa de Luanda, as mais caras do mundo, segundo ele, mais caras que em Chelsea, "mais caras que um terreno de 1200m2" (esta unidade de preço desconsertou-me, confesso).

O rapaz não sabe, nem lhe deve interessar, que "este governo de criminosos" conduziu o país durante décadas de guerra alimentada pelas mentes bem pensantes deste mundo que viam em Savimbi uma luminária dos direitos humanos, o homem capaz de dar aos angolanos a "paz e o progresso" a que teriam direito.

Mas, enquanto a sua hora não chegava, o "ocidente" ia-lhe dando armas para ele, metodicamente, ir destruindo o país (pontes, estradas, centrais electricas, rede de alta tensão, institutos de investigação (um,pelo menos) etc, etc, etc, etc, etc). Por seu lado, "o governo de criminosos" era sujeito a um embargo de armas e de tudo o que pudesse ajudar ao esforço de guerra, obrigando-o a comprar a pronto, mais caro e em cash tudo o que necessitava para combater as tropas de Savimbi, ainda por cima encostado à querida aliada África do Sul (a do apartheid, não a de Mandela). Como dizem os franceses, qui se ressamble, s'assemble...

O poder e a riqueza dos generais enviados em missões de aquisição com malas de dinheiro (o tal cash...), como não podia deixar de ser, empolou a olhos vistos...

Como andei a dizer e escrever durante anos e anos, a solução para a guerra era matar Savimbi, tout court, pois a UNITA nunca foi mais que uma coutada sua, criada à sua imagem e semelhança, sistematicamente "desbastada" de todos os que pudessem fazer sombra ao Muata. Matá-lo pouparia anos e anos e guerra, mortes e destruição.

Mesmo perdendo as eleições, controladas pela ONU, com a falecida Margaret Anstee à frente, o velho cabrão persistiu na guerra, numa posição muito melhor que antes das eleições pois usou o processo eleitoral para expandir os seus domínios, espalhando as suas tropas por todo o território. Recordem-se gentes!

Morto o velho filho de puta, a guerra acabou na hora (eu não fálei?!) e a UNITA remeteu-se, finalmente, à dimensão e função de partido político.

Nestes poucos anos desde a morte daquele que arde (certamente) nas profundas do inferno, Angola transfigurou-se: pagou a dívida externa (creio que toda), reconstruiu grande parte das estradas (os orçamentos dos chineses eram muito inferiores aos das empresas portuguesas e francesas...), está em vias de concluir o restauro dos caminhos de ferro, grande parte das escolas e hospitais estão ou estiveram já em reconstrução ou beneficiação, a agricultura e a indústria estão, mais lentamente, a recuperar, uma classe média de empresários cheios de iniciativa desponta e prospera criando riqueza e emprego. O PIB cresce consistentemente a taxas de dois dígitos, na casa dos 20%, e, o que é melhor, só cerca de 50% desse crescimento tem raíz no petróleo!

Claro que o modelo "capitalista" não agrada à rapaziada de esquerda, que continua a sonhar com o "socialismo africano", que tão bons resultados tem dado ... (raio, não me lembro onde!), e descarrega a sua frustração sobre a "cleptocracia" ou o "governo de criminosos", como o pateta do antigo músico, agora rapaz bonzinho prefere chamar.

Ah! os antigos retornados vêem este desenvolvimento com um genuíno despeito: pudera, estavam à espera que, depois da guerra, o governo angolano "os chamasse" para ajudarem a por a economia nos eixos, que eles não conseguiam, sem essa preciosa ajuda...

. . . . . . . . .

Há quem viva no mundo da Lua e vive infeliz, ainda por cima...

Tuesday, May 06, 2008

O Jardim dos Finzi-Contini

Leiam o 2º comentário em:

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2007/10/bcp-jardim-dos-gonalves.html#comments

Se puderem, (re) vejam o filme Il giardino dei Finzi-Contini.

http://www.imdb.com/media/rm650353664/tt0065777

Um filme belíssimo, a rever, principalmente se foi parte da vossa juventude...

. . . . . .

Tenham à mão a manga da camisa, para usar disfarçadamente ou a caixa de lenços, se estiverem sozinhos ou se tiverem estatuto para chorar em público...

Saturday, May 03, 2008

A saúde não pode ser um negócio (ai, não?!)

O Presidente do Tribunal de Contas, compagnon de route da malta de esquerda que viria a fundar, filiar-se, fundir-se ou dissolver-se no PS, a propósito do fim do contrato entre o Ministério da Saúde e o BES Saúde para a gestão do hospital Amadora Sintra, saíu-se com o one million dollar point que nos atiram de longe em longe: a saúde não pode ser um negócio e a gestão pública da saúde deve apenas visar a prestação do serviço público e não a obtenção de lucro.

Como diria o saudoso Barbeiro: palavras inúteis!

Realmente, qualquer bardamerdas de argumentação titubeante se lembrará de pronto que o negócio dos médicos e das clínicas privadas, o serviço que prestam para obter lucros é, precisamente, a saúde.

E se quisermos, pudicamente, fugir ao conceito de lucro, podemos sempre dizer que a prestação de serviços de saúde por médicos e clínicas privadas (farmácias, ervanárias, parteiras, bruxas, endireitas, etc, etc, etc) se faz em troca de uma remuneração que dará para pagar as despesas necessárias para prestar o serviço e sobra a remuneração que o médico (ou colega) leva para casa e a clínica lança na sua contabilidade (ou não...).

Então e os hospitais públicos não podem gerar lucros? Como diria o inefável Boshoff: quer dizer depende, não é?!

Se o hospital tiver uma gestão independente do Ministério a quem presta contas a prazo superior a um ano, é claro que poderá gerir as verbas (receitas próprias, subsídios, etc, etc) de modo a acumular, se para tanto tiver unhas, resultados positivos (os "famigerados" lucros) durante dois ou três anos para poderem comprar um aparelho de TAC ou um gerador melhor para o bloco operatório.

Mas há uma outra forma de gerar lucros e melhorar os serviços: contratar uma empresa especializada em gestão hospitalar, fazer melhor com menos dinheiro e chegar ao fim do ano com contas equilibradas, depois de retirada a remuneração pelo serviço prestado (refiro-me ao da gestão do hospital).

A rapaziada de esquerda dirá que o hospital deu lucro e que a empresa gestora se apropriou, indevidamente, desse lucro. Dirá mais: que o que a empresa gestora fez, os kamaradas funcionários públicos também teriam feito, se lhes tivessem sido dadas condições...

. . . . . . . .

Há malta que nunca aprende, mesmo com o livro à frente do nariz!

Tuesday, April 29, 2008

25 de Abril

Poucas coisas me agradam mais no 25 de Abril que ver a "malta nova" a borrifar-se para ele de alto e de repuxo: realmente, para quê ligar a uma data que assinala, simplesmente, a reposição da normalidade?

Embandeirar em arco por deixarmos de ter colónias?! Não era assim em toda a Europa há uma porrada de tempo?

Embandeirar em arco por um regime retrógrado, sacrista e autoritário ter sido deposto, permitindo-se que a democracia representativa se instalasse? Não era assim na Europa ocidental há uma porrada de tempo?

Embandeirar em arco pela Liberdade, quando a Liberdade recém adquirida esteve quase a perder-se às garras dos que se auto intitulavam anti fascistas?

Embandeirar em arco em 1974, ah! isso sim, sem dúvida nenhuma!

Mas 34 anos depois?! Ainda por cima para ver e ouvir o Pedro Barroso, gordíssimo, a cantar a Menina, que lhe vem despertando (nos últimos 30 anos!!!) vontades marinheiras de atracar?!

Por amor de Deus!

Vai tudo no mesmo saco???!!!

Há poucos dias li sobre um inquérito feito nos States em que os inquiridos opinavam sobre a pena a aplicar a pedófilos: a esmagadora maioria "ficava-se" pela prisão perpétua a qualquer pedófilo. Os mais entusiastas "mandavam-se" para duas penas de morte!

Não me espanta tanta falta de imaginação: entre os meus amigos e outros próximos mais chegados predomina a ideia (?) de que um pedófilo é um ser horroroso que só não leva com a pena de morte em cima porque os meus virtuosos amigos e próximos mais chegados não são adeptos dessa bela forma de evitar reincidências e outras formas de persistente contumácia, Mr Pleonasmo que me desculpe.

A mim, não espanta (antes pelo contrário) que o Hitler possa muito bem ter sido um excelente colega de mesa e sabe-se lá de que mais, o que não o impediu de ser "pouco simpático" com os judeus, ciganos e outras minorias incómodas e de mau porte, como diria o saudoso conde de Lippe.

Espanta-me, sim, que um tipo seja tão cego, tão estrábico (... tão burro!) que não seja capaz de escalonar qualquer crime, qualquer comportamento "esquisito", de modo a dimensionar uma pena em função da gravidade do crime.

Parece-me óbvio que violar e estrangular uma criança é muito mais grave do que convencê-la (com arte, papas e bolos...) a deixar-se sodomizar, sem violência.

Por sua vez, menos grave do que isso será dar uma nota de cinco euros e mais uns rebuçados a um puto de doze anos para que ele deixe que o velho pedófilo lhe faça um bóbó. Beira Alta, salvo erro, cinco anos de choça, quase o dobro do "casal" que matou uma miúda (enfiando-lhe aguardente no bucho) para ela não interferir nas copulações, felações, enrabações e outras relações, sobre a mesa da cozinha. Sinal claro dado pelos doutos juízes:

é mais grave fazer um bóbó a um puto do que matar uma miúda...

E, menos grave do que isso, é ter um computador cheio de fotografias de putos nus, em poses "motivadoras", sem nunca ter tido a coragem (ou o que quer que tenha faltado) para aliciar algum alfenim a chegar a vias de facto, no remanso acolhedor de um motel de terceira classe.

Por sua vez, menos grave que isso será tudo se passar dentro da cabeça do pedófilo, num mundo de sonhos e devaneios. Será este (ainda) um pedófilo?

E que dizer duma puta que avia um cliente de 13 anos, levado (quem sabe?) pelo tio, para se iniciar nas galantes lides da alcova? Quem (da minha geração) não sonhou que uma tia mais nova, ou uma prima mais velha, ou a sopeira (ou, supremo prazer: uma professora "amiga") se dignava a dar-nos uma balda (sshhhhhh, não digas nada a ninguém está bem?!)? Quem?!

Hoje, a puta que nos iniciou seria, certamente, considerada uma terrível pedófila que terá traumatizado imenso (ahahahahah!) um rapazelho de quem abusava (!!!) e a quem (ainda por cima!) levava dinheiro.

Nunca percebi a fixação que a padralhada tem com o sexo (entenda-se: em regular o sexo alheio); muito menos percebo que pessoas "normais" funcionem como atrasados mentais quando entram em cena crimes sexuais, em particular sobre crianças.

É tudo o mesmo?! Tudo prisão perpétua?!

QUADRÚPEDES!!!

Thursday, April 17, 2008

Que la bête meure! (mais l'homme aussi)

Um colega acordou-me há pouco do torpor do sofá com uma notícia que considerei espantosa e para a qual me apressei a buscar confirmação no Expresso On Line. Era verdade:

"Lisboa, 17 Abr (Lusa) - O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou hoje que vai solicitar, na próxima semana, ao Conselho Nacional do partido, a convocação de eleições directas para 24 de Maio, às quais não se vai candidatar. "Vou solicitar, na próxima semana, ao Conselho Nacional, que convoque directas para 24 de Maio. Não estou na corrida", afirmou numa conferência de imprensa na sede do PSD em Lisboa, em que os jornalistas não tiveram direito a colocar perguntas. "Reconheço que não consegui vencer estas contrariedades [críticas internas no partido] e assumo a inteira responsabilidade. Para mim chega, basta", sublinhou. A conferência de imprensa teve lugar no mesmo dia em que o deputado Aguiar Branco declarou, em entrevista à revista Visão, que pretendia desafiar Luís Filipe Menezes na liderança do partido, garantindo ainda estar disponível para tentar derrotar José Sócrates nas legislativas de 2009."

Isto é absolutamente espantoso: o morcão que veio de Gaia que, até assumir a presidência do PSD, só se tinha feito notar como um notável regionalista e populista nortenho, sempre a sublinhar as virtudes (?) da malta e das coisas do norte, para além de disparar para todos os lados e para tudo o que se mova, o morcão, dizia eu, anunciou que vai espontaneamente deixar a presidência do PSD.

Espero que a "nação" PSD saiba aproveitar a oportunidade que lhe é dada de corrigir a mão e varra, de uma vez por todas, a tralha que veio agarrada ao homem de Gaia, a começar pelo inimaginável Ribau Esteves.

Já imaginaram a gentalha que iria guarnecer as bancadas do PSD na AR, nas Assembleias Municipais e nas de Freguesia se as listas fossem feitas pelo Meneses, Santana, Ribau e companhia?!

Safa!!!!

Wednesday, March 19, 2008

A GLOBALIZAÇÃO E OS CALL CENTERS

Estava convencido que já cá tinha posto esta pequena maravilha. Não tinha, de modo que aqui vai:

A noite passada estava deprimido e liguei para o SOS Voz Amiga (800 20 26 69).

Fui atendido por um call center no Paquistão...

Disse-lhes que me queria suicidar.

Receberam a notícia com entusiasmo e perguntaram-me se sabia conduzir um camião.

Monday, March 17, 2008

O AMOR É...

Quem me lê de vez em quando sabe bem que considero o Júlio Machado Vaz e a Ana Mesquita uns queridos. O programa deles, "O Amor é...", é uma delícia!

Depois do lapidar "o Amor é como o Bridge: se não se tem um bom parceiro, é bom que se tenha uma boa mão", saíram-se hoje com uma estoriazinha deliciosa:

A criada pede um aumento à Senhora, que não vê motivo nenhum para a aumentar, estando ela a servir há uns três meses, apenas. Diz a moça:

- Mereço o aumento por três razões. A primeira, é que passo a ferro melhor que a Senhora.

- Ora essa, diz a Senhora. Quem disse?!

- Foi o Patrão. A segunda razão é que cozinho melhor que a Senhora.

- Essa é boa! Quem lhe disse tal despautério?!

- Foi o Patrão. A terceira razão é porque sou melhor na cama que a Senhora.

- Oh! Não me diga que também foi o Patrão que lhe disse isso!

- Não, não, quem disse foi o motorista.

Conseguiu um belo de um aumento!

JORNAL APOIAR Nº 50 - EDITORIAL

Marques Correia

Deixem-me começar por uma declaração solene, para marcar terreno e evitar más interpretações, lá mais para a frente: não sou monárquico! Também não sou republicano! Sou por regimes democráticos, pouco me interessando se são presididos por um rei, se por um presidente. Não tenho dúvidas de que preferia viver em Inglaterra ou em Portugal a viver no Zimbabwe ou na Arábia Saudita. Também preferi viver no Portugal de Salazar a viver, por exemplo, na União Soviética ou na Albânia; mais vale pouca liberdade do que nenhuma.

Posto isto, fiquei pior que estragado quando no meu País se evocou uma data histórica, o assassinato de um Chefe de Estado Português, e uma parte significativa de nós recusou a participação das forças armadas.

Porquê? Porque esse Chefe de Estado era um Rei e com isso o deputado Martins (uma espécie de porta voz desse espírito mesquinho e anti patriótico) receia que, com essa participação, estivessemos a defender a Monarquia! Isto, meus amigos, quase cem anos (CEM ANOS!!!) depois da implantação da República! No entanto, celebramos, na calma, D. Afonso Henriques, com tambores e fanfarras da tropa, ou não fosse ele o patrono do Exército. O deputado Martins, se calhar, também gostaria de proscrever D. Afonso Henriques?! Ninguem sabe o que vai naquela cabecinha oca...

Para não ficarmos completamente mal na fotografia, valeu-nos o Presidente Cavaco que não terá tido dúvidas em presidir à inauguração da estátua que honra o Rei D. Carlos, o Chefe de Estado a que ele sucedeu 100 anos depois, com alguns espécimens, no mínimo, duvidosos, pelo caminho. Haja juízo e vergonha, quando falta tudo o mais!

Em Timor, a contemporização deu os seus frutos: o major Reinado foi deixado à solta como se a sua recusa em acatar a ordem democrática vigente fosse coisa de relevar. O homem deve ter-se sentido legitimado para defender as suas ideias (se calhar referia-se a elas como “ideais”...) e ei-lo aí à frente de um bando armado a dar um golpe de estado (?), começando por tentar matar o Presidente e o Primeiro Ministro do jovem País.

Felizmente foi travado (e morto) mas o seu funeral mostrou bem que tinha seguidores que o consideram uma espécie de herói e que são muito capazes de alinhar com outro aventureiro qualquer que apareça a clamar contra a “ocupação estrangeira”.

No meio disto tudo, espero que a nossa rapaziada (GNR, PSP, professores, etc) continue a ajudar o novo País a erguer-se e prosperar. E, de caminho, que limpem o País de outros Reinados que apareçam a querer reinar a ferro e fogo sobre os seus desventurados concidadãos. (...)

Sunday, March 16, 2008

AINDA A "COISA" DOS PROFESSORES E SUAS ESCOLAS

Por me parecer de algum interesse para quem se interessa por estas guerras, transcrevo para aqui uma intervenção que fiz num outro local (http://groups.msn.com/antigosdoliceusalvadorcorreia), que vem no seguimento do post "As duas Reformas", publicado aqui, há uns dias atrás.

"... com um bocadinho mais de tempo (hoje, pelo menos) para estas lides, deixem-me dizer um bocadinho mais do que o que disse (tentei, pelo menos) na minha primeira intervenção neste fio.

Não morro de amores pelo PS (sou um PSD serôdio, ai de mim!), nem pela ministra. Confesso um certa simpatia pelo Zé Sócrates, pelo menos desde a sua luta frontal e persistente (se calhar teimosa) em prol da co-incineração a qual, oito anos depois (só agora), está a triunfar em toda a linha nos vários processos que vão chegando ao Supremo. Aleluia!!!

Confesso também a minha simpatia pelos professores, em cujo colectivo tenho uma irmã (a única) e muitos amigos. Além dos laços de sangue e de amizade (também uma espécie de laços de sangue...) são pessoas que admiro, estimo e respeito. A irmã em particular.

Contudo...

Contudo, não posso deixar de usar a cabecinha para pensar (se calhar porque não uso chapéu) e preocupar-me muito com a falta exasperante de resultados do nosso sistema de ensino.

Como é possível que com tanta gente boa, valiosa, inteligente e etc que tem passado pelo Ministério e pelas escolas o ensino seja a merda que é?! Merda mesmo, é só ver as estatísticas que nos permitem comparar resultados com os de outros países menos "modernos e ocidentais" e que utilizam muito menos recursos que nós (quer em % do PIB per capita quer, alguns deles, em valor absoluto) para os obterem?

E aqui, chegamos ao outro nó da questão: como é que raio se desperdiça tanto dinheiro, tantos recursos (humanos, nomeadamente) sendo o País a choldra que é (esta da choldra é em homenagem a um amigo meu, não ao nosso antigo rei)? Por que é que não se gasta com mais rigor, com mais parcimónia, com mais controlo e responsabilidade?!

Os maus resultados (maus, uma ova: péssimos!) e o esbulho dos dinheiros públicos, que vêm de muito longe, pelo menos do 25 de Abril, fazem-me ter, à partida, uma grande consideração e respeito por quem tenta remar contra a maré (leia-se, a ministra) e olhar com lástima e desconfiança para quem reage sempre contra tudo o que venha alterar, num milímetro que seja, a situação existente no mundo do ensino (os sindicatos e, parece-me, a grande massa dos professores).

Claro que considero que a escola pública é "nossa", da sociedade que somos, de quem paga impostos, em particular (quero crer, que todos nós), e não dos professores.

Muito menos dos sindicatos."

Tuesday, March 11, 2008

NOVENA PELA SAÚDE DO SR DR PAULO TEIXEIRA PINTO

No próximo sábado, dia 15 de Março, na Igreja do Campo Grande, conduzida pelo padre Victor Feytor Pinto, pároco daquela paróquia, vai realizar-se uma novena pelo restabelecimento da saúde do Senhor Doutor Paulo Teixeira Pinto.

Durante a celebração, sua estremecida Esposa, a Senhora Doutora Paula Teixeira da Cruz, vai fazer um peditório para complementar a parca reforma atribuída ao seu marido, após saída do BCP, por doença comprovada por Junta Médica.

Convidam-se todos os crentes, paroquianos, pessoas de bom coração e, em geral, todos os depositantes e accionistas do BCP, que lembram os tempos da sua gestão proba e livre de especulações, desvios e roubalheiras, a estarem presentes e a contribuirem com a sua oração e com a sua oblação.

- Que Deus ajude o Senhor D. Paulo!

- Todos: Ouvi-nos Senhor!!!!!!!

AS DUAS REFORMAS

Tenho-me divertido bué com estas guerras do Min Educação (ou lá como se vai chamando, com o rodar dos tempos), quase tanto como os professores se divertiram quando, em grandes excursões, vieram de cú de Judas até à capital fazer a sua ganda manif. Com o devido respeito, parece que os sindicatos organizaram um evento para figurar no Guiness e toca de fretar autocarros para trazer os felizes participantes dos quatro cantos da parvónia (Lisboa incluída na dita...) para o pic nic de sucesso garantido, avenida abaixo.

Foi giro.

Giro também foram os depoimentos recolhidos, em que cada um estava ali por um motivo diferente, desde a estreia absoluta em manifs (esse era o motivo, na certa!) até às mais variadas reivindicações. Denominador comum, claro "está na hora, está na hora, da ministra ir embora". Não vai.

Os comentadores, nesse dia e na véspera, afinaram por diapasões diferentes, com o VPV a lançar a ideia de que a avaliação dos profs era uma parvoíce, o que eles queriam eram um ethos de excelência. Esta do ethos, vinda do Vasco, presta-se a várias especulações fáceis...

Metendo a minha colherada (que para isso aqui estou), a ministra meteu-se numa alhada do caraças, ao tentar fazer duas reformas ao mesmo tempo, pois é mesmo disso que se trata.

  1. A reforma do sistema de ensino, com o objectivo de melhorar os resultados (péssimos) obtidospelos alunos - diminuir a taxa de abandono, aumentar a taxa de sucesso e melhorar dramaticamente o nível de preparação dos formados.
  2. A reforma do dispositivo do Ministério, com o objectivo de conseguir o funcionamento da "máquina" com menos "energia", isto é, melhorar a sua eficiência, enquanto a outra reforma vai no sentido da eficácia.

A primeira reforma poderia ser feita com muito menos sobressaltos, uma vez que o objectivo é consensual e o caminho para ele, não sendo consesual, poderia passar, quando muito, por questões controversas como aulas de substituição (que horror!!!) e pouco mais. É uma reforma a que é necessário alocar recursos e que podia, sem grandes dramas, ser feita com os professores.

A segunda é um bico de obra que implica a racionalização de meios (fechar escolas com meia dúzia de alunos, ou menos), acabar com a progressão automática dos professores na carreira, passa pelo controlo de efectividade (de presença, pois claro!), por mexer na gestão das escolas (tendencialmente acabar com a gestão colegial por professores e voltar à gestão de um director, professor ou não - nomeado, de preferência, por quem gere todo o dispositivo), passa também por acabar, progressivamente, com sistemas de saúde e segurança social diferenciados para a classe, pelo corte dramático de lugares nas estruturas do Ministério, etc, etc. Esta reforma só muito, muito excepcionalmente poderia ser feita sem uma oposição constante, participada e sentida, mas também organizada, dramatizada e mediatizada, dos sindicatos e da maioria dos professores afectados - todos, principalmente os mais antigos. Fatalmente teria sempre que ser, assumidamente ou não, uma reforma contra os professores.

Para agravar a questão, como a terra não é farta, a primeira reforma carece da disponibilização de verbas libertadas pela concretização da segunda, ou seja, temos um molho de bróculos perfeito e bem atado!

A ministra tem, naturalmente, toda a minha compreensão... que lhe serve de muito pouco.

Sunday, March 09, 2008

MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL

Finalmente, o menino Rui Marques, resolveu criar o seu partido. Para já é um movimento, com características mais integradoras que um verdadeiro partido. Mas lá chegará.

Reparo neste rapaz desde os tempos em que era figura de proa do Forum do Estudante, aí pelos anos 90 do século passado, estava eu na FIL, onde tais foruns decorriam.

Depois andou metido em causas meritórias, foi a bordo do Lusitânia Express largar umas coroas de flores ao largo de Timor e acabou como Alto Comissário para a Emigração (o cargo, se não foi esse, foi qualquer coisa do género).

Agora funda um movimento para mobilizar as políticas da Esperança, sem condenar os políticos profissionais nem os partidos tradicionais. Não! Nessa ele não cai, pois viu bem o que aconteceu ao PRD, afinando por esse diapasão.

Numa entrevista a uma das televisões, foi-lhe perguntado quem apoiava, dentre os políticos envolvidos nas eleições espanhola e americana.

Sobre os espanholitos, nem Rajoi, nem Sapateiro - nenhum representa a política da Esperança.

Entre os camones, não tem nada que saber: Obama é o seu homem, aquele que corporiza a política da Esperança.

Bem, para quem não o conhecia, estamos conversados; para quem conhecia a peça, no surprise: de facto, com o percurso do menino Rui estava na cara que ia escolher o mulatinho. Além de ser politicamente correcto, Obama nunca nos disse como pretende levar a cabo as múltiplas revoluções que promete, que mudarão tudo, pelo que resta aos crentes ter Esperança em que ele consiga navegar nas águas turvas de Washington e encontrar o caminho para atingir os meritórios objectivos que indica serem os seus. Se for eleito, claro...

Ora, indicar objectivos nobres e mobilizadores é a coisa mais fácil em política.

Difícil é atingi-los.

ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR

Esta tarde (ontem à tarde, melhor dizendo) um professor, dentro do autocarro que o transportava para a manif da indignação, dizia à televisão coisas de sua justiça e, entre elas, a seguinte pérola:

- (...) na presente conjectura (...)

Não percebi se era congectura, congetura, conjetura, mas soava, distintamente, assim. Que raio queria o ignaro prof dizer? Seria conjuntura? Seria outra coisa?

O que quer que fosse, o pateta fez-me considerar muito, muito adequado um dos slogans mais divulgados pelos sindicatos que produziram a manif. Realmente:

ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR...

Saturday, March 01, 2008

ATENÇÃO MOIRAMA: DANÇAR É PECADO!!!

Mão (muito amiga) mandou-se a estória que transcrevo:

Sexo Islâmico

Um casal muçulmano preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento. O homem pergunta:

Nós sabemos que é uma tradição no Islão os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas na nossa festa de casamento, nós gostaríamos da sua permissão para que todos dancem juntos, inclusive homens com as mulheres.

- Não! Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres dançam sempre separados. Definitivamente, NÃO!

- Então após a cerimónia eu não posso dançar nem com a minha própria esposa?

- NÃO - respondeu o Mullah - Dançar com mulher é, e sempre será, proibido no Islão.

- Está bem - diz o homem. - E quanto a sexo? Podemos finalmente fazer sexo?

- É claro! - responde o Mullah... - Alá é Grande! No Islão, o sexo é bom, dentro do casamento, para ter filhos!

- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.

- Alá é Grande!... Sem problemas! - diz o Mullah.

- E mulher por cima? - pergunta o homem.

- Claro! - diz o Mullah... - Alá é Grande.

- Podemos fazer de quatro, à canzana?

- De quatro?... claro Alá é Grande!

- E oral?

- Sim, sim... sem problemas responde o Mullah. Alá é Grande!

- E na mesa da cozinha ?

- Sim, sim!... Alá é Grande!

- Posso fazê-lo, então, com todas as minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, vibradores, chantilly, acessórios de couro, pote de mel e vídeos pornográficos?

- É claro que pode. Alá é grande!!

- Podemos fazer de pé?

- Eh pá!...Nããããoooo! Nunca!... de jeito nenhum! - diz o Mullah.

- E porque não? - pergunta o homem surpreso.

- Porque vocês poderiam entusiasmar-se, e acabar dançando!!!!!! É imoral. No Islão, homens e mulheres dançam sempre separados.

Pano rapidíssimo.

Sunday, February 24, 2008

E VIVA O PAKISTÃO!!!!!

As eleições no Paquistão foram para mim uma surpresa muito, muito agradável.

Para além da recusa de aval aos militares, o que me parece muito relevante (e surpreendente) foi a "condenação" sem margem para dúvida dos partidos islâmicos radicais, mostrando (sugerindo, pelo menos) que o Islão pode dominar a rua e, certamente, a madrassa mas não consegue impedir as pessoas de pensar pelas suas cabeças e recusar uma sociedade baseada na coacção, no medo ... na Sharia.

Enquanto a população puder votar, nem tudo está perdido!

Wednesday, February 06, 2008

É A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA, ESTÚPIDO!

Já sabia que em Cuba davam muito espaço de antena ao maluko de Caracas, mas não esperava ver tanto disparate junto.

A minha habitual atracção pelo insólito (e para a merda...) fez-me sintonizar várias vezes o canal venezuelano (o oficial, o único, já que o outro não teve a licença renovada); imaginem o que constatei hoje:

Os ministérios mudaram de nome, por uma lei promulgada um destes dias, e os ministros passaram a ter novos títulos. O ministro das Infraestruturas é agora o Ministro do Poder Popular para as Infraestruturas, o dos Negócios Estrangeiros, Ministro do Poder Popular para os Negócios Estrangeiros (enfim, ou Relações Exteriores, wathever), e por aí fora.

Pode?!

Saturday, January 19, 2008

Os novos espeta céus

Os meus leitorzinhos que me desculpem, mas desde que vim do Abu Dhabi ainda não tinha mostrado o edifício mais alto do mundo, motivo de ter dado um salto ao Dubai. Na altura (Outubro, creio) ia nos seiscentos e tal metros e cerca de 160 andares, contados na fotografia, que na coisa real é mais, muito mais difícil de os contar. Aí fica a agulha, o Burj Dubai, com um pormenor da pontinha, ainda a crescer.

By the way, lembram-se, certamente, que o Empire State (NY, anos 30) tem 387 m, a Sears Tower, Chicago, anda pelos 440 m, salvo erro, e as Petronas, Kuala Lumpur, pouco passam dos 450 m. Esta torre é de outro campeonato, claramente...

Vejam detalhes,comparações, etc usando o link junto:

http://www.burjdubai.com/

O que vemos na foto seguinte é uma coisita pequena, com apenas 60 andares, uma ninharia para os tempos que vão correndo, pelo menos nas zonas onde a competição novorrica (existe?) vai fazendo os prédios crescer sempre mais que os do vizinho do lado...

Em Tel Aviv sê Romano

Tel Aviv é uma cidade que mistura o antigo com o moderno, o "ocidental" com o palestino, a segurança com a descontração própria da juventude. A tropa e segurança (não os distingui lá muito bem) é tudo malta muito nova, num mix de gajos com ar de bébé com miúdas giras e novinhas, que vêm de casa para entrar de turno (a tropa trabalha por turnos, ao que me pareceu) trajando à civil mas de canhota na mão, o que lhes dá um certo ar de caçadores de caça grossa.

As mocinhas são giras, morenaças e elegantes (vi pouca gente gorda) mas inflexíveis lá nos requisitos que lhes mandaram verificar. Mas simpáticas, quand même, pelo menos para um cinquentão charmoso (...) mas respeitador (e bué da conversador), como o je. Como devem imaginar (devem?!) não tive lata de sair para a rua de kippa na corneta, mas tinha que comprar uma, claro. A kippa e a mesusa, esta última só mesmo no aeroporto.

Já estou a imaginar a versão revista do "Entra, António, fecha a porta co'a tramelga; vê se não fazes cair a mesusa..."; quem se lembra?

O minarete (sem muezzine nem altifalentes - a mesquita está em obras, com ar de estar fechada há muito) é um toque dos tempos antigos no meio dos prédios altos e modernaços, na zona cosmopolita das praias.

O pôr de sol não podia escapar, claro!

No único bocadinho que tive livre, depois de vários chás de cadeira à espera (bem, não interessa para aqui...) dei uma volta a pé até um mercadão ao ar livre de que, desgraçamente, só fotografei as bordinhas - ainda a relutância atávica em fotografar coisas menos "limpas" ou esquisitas, que vem dos tempos da Angola pseudo comuna... ou ainda mais de trás, uma travadinha que me impediu de fotografar as múmias no museu Britânico (pode?!).

Thursday, January 17, 2008

Os pobres e os profissionais

Estou a ler um livro que me foi oferecido por mão amiga, de um autor indonésio que me era totalmente desconhecido, Pramoedya Ananta Toer, sobre um período negro da história da indonésia - o desvario anti-comunista das duas primeiras décadas do regime do Suharto.

O livro, Solilóquio Mudo, tem muito que se lhe diga e cá voltarei para dizer de minha justiça. Tencionava acabá-lo aqui (em Tel Aviv) mas enganei-me: o tempo que tenho lido tem sido tempo roubado ao sono e a conclusão do dito fica para Lisboa.

Em tempo: cinco horas cinco no aeroporto deram-me mais que tempo para acabar o livro, que recomendo vivamente.

Uma das milhentas estoriazinhas:

Em casa dos pais do autor tinham alojamento os nove filhos, diversos primos e imensos afilhados. Um dia apareceu um mendigo da idade dos filhos mais velhos (12 - 13 anos), esfomeado, descalço (bom, isso também os da casa andavam...) e esfarrapado. A Mãe levou-o para a cozinha, cuidou que se alambazasse, deu-lhe roupa e acabou por lhe perguntar se queria ficar lá em casa, para estudar como os filhos. Ele disse que sim, e ficou.

Só que os filhos da casa, para além de estudarem, trabalhavam nas hortas da família, tinham criação, vendiam no mercado, estavam longe de ter uma vidinha de dolce far niente e foi essa vidinha que partilharam com o novo irmão.

Ao fim de três ou quatro dias o "novo irmão" deu de frosques: trabalhar não era com ele...

Era um pedinte profissional, uma vocação precoce!

A ASAE PRENDEU O CARDEAL

Esta já me tinha sido enviada como proveniente de um pasquim da blogosfera, um tal Jumento. Aqui vai, com a devida vénia, na versão compilada pelo meu amigo Toni:

É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração.

Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e a validade e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.

A ASAE decidiu encerrar a Sé até que a diocese de Lisboa apresente provas de que as hóstias e o vinho verificam as regras comunitárias de higiene e de embalagem, bem como de que da próxima vez que cardeal dê o anel a beijar aos crentes procede à sua limpeza usando lenços de papel devidamente certificados, exigindo-se o recurso a lenços descartáveis semelhantes aos usados nos aviões ou nas marisqueiras desde que o sabor a limão seja conseguido com ingredientes naturais.

Sabe-se também que a ASAE ainda inspeccionou a sacristia para se assegurar que D. José, um fumador incorrigível, não andou por ali a fumar um cigarro, já que não constando nas listas dos espaços fechados da lei anti-tabaco, as igrejas não beneficiam dos favores dos casinos pois tanto quanto se sabe o inspector-geral da ASAE nunca lá foi apanhado a fumar uma cigarrilha.

Sunday, January 13, 2008

A CASA PIA É UMA MINA!!!!!

Começou mais um processo marginal ao Mega processo da Casa Pia. Agora é o Sr Dr ex-Ministro e ex-porta voz do PS (respeitinho, que o gajo e o mano do gajo processam a malta).

O sr Dr (etc e tal) quer que o Estado lhe passe para as unhas € 600.000,00 (seiscentas mil mocas) por o ter tido preso indevidamente.

O mais caricato é que a coisa está a ser julgada à porta fechada, não vá o Ministério Público explicar por que é que o engavetou e a malta, sempre disposta a perceber mal, ficar com a ideia (erraaaaaaada, claro!) de que o sr Dr tinha mesmo alguma coisa que ver com os enrabanços e companhia.

Não seria mais razoável a coisa ser de porta aberta, para cada um fazer o seu juízo? Claro que o juíz condena ou absolve com base nas provas admissíveis e o pagode julga com base em todas as evidências, ou seja: um gajo é apanhado em conversas explícitas sobre actividades criminosas e as gravações não são falsas nem distorcidas - são mesmo a gravação da coisa real. Mas, se por uma questão "técnica", as gravações não são admissíveis, o tribunal tem que ignorar aquela gravação e toda a informação que ela proporciona, o que pode fazer a diferença entre uma condenação e uma absolvição.

Nos julgamentos à porta fechada, é mais fácil esconder o que não é admissível mesmo que seja verdadeiro, ficando o público apenas coma sentença, mesmo que esta faça vista grossa à verdade, isto é, seja objectivamente errada.

Estranho não é?

A NOVA MITOLOGIA

Aos meus queridos leitorzinhos, para me penitenciar de tão grande baldanço, nos últimos tempos. Aí vai uma estoriazinha:

O Minotauro estava velho e cansado no seu labirinto. O que lhe dava mais prazer, sem grande esforço, era lamber vacas.

Passaram a chamar-lhe o Minetauro.

Thursday, December 27, 2007

E vai uma...

Os bandos de atrasados mentais que acreditam no mito das 64 (ou serão 200?) virgens aguardando-os no Paraíso, depois do martírio, continuam a sua criminosa actividade.

Desta vez foi a Benazir, uma mulher que teve a audácia de "vestir calças" num país em que os tais merdosos têm uma sólida base nas milhentas madrasas piolhosas onde os madrasos cultivam a arte de não fazer nada em nome do Allah.

Quem os coisasse a todos...