Sunday, December 31, 2006

Ao cadafalso!!!!!

Se o ano de 2006 viu um arqui-criminoso morrer na cama, amparado no carinho da família e no apoio dos seus correligionários, pelo menos um outro morreu no cadafalso sob os impropérios dos adeptos de uma das suas vítimas: Saddam Hussein foi executado, não obstante os pedidos das Marias Madalenas deste mundo para que a sua miserável vida fosse poupada.

Não foi!

Monday, December 18, 2006

A Britney foi ao barbeiro?

Parece que nos ambientes kultíssimos, frequentados pela beautiful people de New York, se instalou uma discussão interessantíssima:

A Britney Spears foi ao barbeiro?

E uma outra: a motorista participou na operação?

... e com estas questões se ocupam as mentes brilhantes da cosmopolita cidade que não dorme, entre duas snifadelas de coca e duas bacoradas contra o horrendo Bush Filho.

Os papparazzi, pelo menos, parece que andam com a pontaria afinada...

(A recém nomeada e famigerada Alta Autoridade para o Combate ao Vício e Promoção da Virtude na Blogosfera não permitiu a exibição das duas fotos da Britney a entrar para o carro da Paris Hilton; o recurso aos tribunais está a ser ponderado)

Wednesday, December 13, 2006

Bando de SAFARDANAS!

Para comentário posterior (meu e de quem ler o post) aqui fica a notícia do Público sobre a malta que quer que o vale do Sabor contiue "o último rio selvagem da Europa".

Bando de malandros. Arranjaram umas merdosas 350 assinaturas, mas (mesmo tão poucas) era bom saber quantas pessoas da região conseguiram "levar"...

Veja mais do que esta malta pretende no site (cujo link encontra mais abaixo) cheio de fotografias de tartarugas, de pedrinhas e calhaus, de margens sem marca humana. No fundo, estes bandalhos acham que temos tanto território que podemos bem reservar umas coutadas para eles e os seus bem comportados meninos irem ao fim de semana ver a natureza em estado selvagem.

E ainda têm a cara de pau para sugerir outras localizaões para a barragem. Como em Foz Côa, as alternativas então indicadas foram atacadas por esta corja, assim que ganharam a guerra de Foz Côa.

E (claro!) a população da região que se lixe, como se lixaram os de Foz Côa.

Bandalhos!!!

http://www.saborlivre.org/

"A Plataforma Sabor Livre (PSL) entregou na Comissão de Ambiente da União Europeia um manifesto com 350 assinaturas contra a construção da barragem do Baixo Sabor, no sul do distrito de Bragança.

De acordo com a PSL, estrutura constituída por várias associações ambientalistas, o manifesto público assinado por cerca de 350 investigadores ligados à área do ambiente, foi entregue numa reunião em Bruxelas. Nele, reafirma-se "categoricamente a importância de manter o rio Sabor isento de barragens".

Os ambientalistas alegam que o rio "é o último selvagem da Europa", apesar de ter sido construída no seu leito a barragem da Serra Serrada, que abastece a cidade e parte do concelho de Bragança de água, e da existência de várias pontes ao longo do curso, com cerca de 100 quilómetros.A iniciativa da PSL acontece quando a Comissão Europeia está a analisar uma queixa da plataforma ambientalista contra a construção da barragem, por alegados danos nos valores ambientais existentes naquela zona do rio Sabor.

Em comunicado, a PLS refere ter manifestado na reunião em Bruxelas a sua "preocupação" com a alegada "pressão política que tem sido feita junta da Comissão Europeia no sentido de arquivar a queixa contra a construção da barragem".Nos últimos meses, deputados portugueses no Parlamento Europeu, a Associação de Municípios do Baixo Sabor e outros representantes políticos têm feito chegar a Bruxelas posições em defesa da construção do empreendimento."Impactos gravosos sobre os valores ambientais"A Plataforma Sabor Livre, acompanhada de uma alta representante da organização mundial BirdLife International, entregou à Comissão do Ambiente da União Europeia um conjunto de documentos técnicos relativos ao processo, que alega demonstrarem "inequivocamente os impactos gravosos sobre os valores ambientais" que a construção da barragem provoca.

Os ambientalistas consideram a barragem do Sabor "uma solução ilegal" por entenderem que existem "alternativas menos gravosas para o ambiente", nomeadamente no rio Côa, bem como uma outra barragem projectada para a região, na foz do rio Tua."Se a construção de uma destas barragens teria efeitos desastrosos para o ambiente, a construção das duas constituiria o fim dos rios termo-mediterrânicos de Trás-os-Montes e das comunidades de plantas destes vales, relíquias que já desapareceram de toda a bacia do Douro devido à construção do sistema de barragens", referem.

A Plataforma Sabor Livre reitera como "inadmissível que o Governo português teime em avançar com o projecto, apesar da reprovação do Instituto de Conservação da Natureza".A organização ambientalista lembra ainda uma segunda queixa que apresentou à Comissão Europeia contra o Estado português, por eventual violação das regras da concorrência, caso decida financiar a construção do empreendimento."

Monday, December 11, 2006

MORREU O CARNICEIRO DE SANTIAGO

Morreu Pinochet, um dos maiores filhos de puta do século XX.

  • Livrou o Chile da bandalheira que os comunas e associados estavam a criar, sem uma base eleitoral sólida, muito ao estilo da república espanhola de triste memória.
  • Permitiu que a economia se desenvolvesse de forma sustentada (ainda não se falava disso naquela altura) em claro contraste com as repúblidas das bananas vizinhas.
  • Não permitiu grandes roubalheiras, pelo menos das que levaram nas repúblicas das bananas vizinhas a dívida externa a níveis astronómicos.
  • Mas...

No mas é que está a porra! É que o sacana pensava mesmo que os militares eram a nata da nata da nata, que os que pensavam pela sua cabeça, mesmo que só um niquinho à esquerda eram uma ameaça para a Pátria (e para o domínio da nata sobre a ralé), de modo que instituíu um regime de terror, de arbitrariedade total em que nada nem ninguém controla as sacrossantas Forças Armadas. Só mesmo Sua Excelência...

Foi o que se viu. Nem no Brasil, nem na Argentina nem nas demais repúblicas das bananas se conseguiu ultrapassar a brutalidade e arbítrio de Pinochet, e nem se pode dizer que não o tenham tentado...

E este grandecíssimo cabrão morreu na cama, como uma pessoa normal sem ter tido mais que uns incómodos ligeiros. Valeu-nos o juíz Garçon que o fez passar pela vergonha (incómodo, nem tanto) de ter ficado retido em Inglaterra uns largos meses.

Se existe alguma coisa depois da morte, que as almas dos que chacinou não lhe dêem a paz que não merece!

Sal sem sol ... que se lixe!!!!

(Actualizado em 15 DEZ 2006)

A foto acima, foi tirada no primeiro dia, ainda havia algum sol e pouco vento. Depois (pelo menos no dia seguinte, hoje melhorou...) o vento engrossou e o sol foi-se.

Mas ao menos estamos de férias.

Afinal, a coisa lá foi melhorando e ainda tivémos 3 dias de sol e quase sem vento.

Fizémos uma volta à ilha e, para nosso espanto, parece que as vacas comem pedras (ou, pelo menos, alguma coisa quase invisível que encontra por entre elas).

Hoje, a escassas horas de regrassar à Portuga, a máquina fotográfica evaporou-se - com um bué de fotografias porreiras tiradas esta manhã, aproveitando o sol e a ida a Santa Maria levantar cacau (vai, barão!!!!!).

Friday, December 08, 2006

A frase mais burra da semana

Candidata à frase mais burra do ano é, sem dúvida (para mim, pelo menos), a frase de um médico (tinha que ser, não?!), o sr dr investigador António Coutinho (quem?! Coutinho quê?! Quem conhece o gajo?!).

Logo apoiado pelos seus pares, com destaque para o bastonário da Ordem dos Médicos, o pateta terá dito qualquer coisa como:

- É preciso garantir que para médico não vão os aldrabões (*), nem os snobes nem os burros.

E continuou a perorar sobre o facto de "agora" o factor de selecção ser só a nota do secundário (**), não explicando como é que pretende garantir que só os tipos com espírito de missão e o "chamamento" acedam a tão especial profissão. Isso, e como vai barrar o acesso aos aldrabões (*), aos snobs (why, man?!) e ... aos burros. A estes últimos seria muito complicado e a distinta profissão arriscava-se a ver o seu campo de recrutamento muito limitado...

Bem, o que me parece de uma arrogância a toda a prova é este bando de totós pensarem (será que pensam mesmo?) que só na sua douta profissão seria interessante evitar a existência de aldrabões, burros e snobes. Então nas outras não há problema em serem exercidas por aldrabões e por burros?! Por snobes, não vejo, francamente, qual é o problema...

Oh sr doutor, enxergue-se, homem!

Maldosamente (?!), pareceu-me descortinar no "pensamento" do "investigador" Coutinho uma certa saudade pelos bons tempos em que havia respeito, havia "educação" e em que, para além das boas notas, era preciso também ser de boas famílias, já que a Universidade não era para qualquer um...

(*) creio que ele não disse aldrabões, mas não me lembro ao certo que outros figurões deveriam ter o caminho barrado ao exercício da medicina, segundo o senhor doutor...

(**) o inteligentíssimo Bastonário terá alvitrado a realização de um exame de admissão, pelo menos a algumas cadeiras, que seria um método mais correcto do que a nota do secundário (entenda-se, a do 12º ano). As entrevistas não são um método a considerar por causa das cunhas a que os senhores doutores seriam vulneráveis (pelos vistos, não é só às prendinhas dos promotores de vendas das farmaceuticas que eles são vulneráveis)

Tuesday, December 05, 2006

Pensamento do dia

Na gravura seguinte, Vilhena faz-nos meditar sobre um mistério em que, provavelmente nunca tinhamos pensado, mas que faz todo o sentido.

Como é que não se extingue e, pelo contrário, se multiplica, uma espécie que renunciou ao processo reprodutivo?

Sunday, December 03, 2006

Homenagem a Vilhena - Pensamento do dia

O assassinato de Sá Carneiro

(Modificado em 31 DEZ 2006)

Parece que as dúvidas, se as havia, estão em vias de serem dissipadas.

O Sô Zé, bafiento bombista e pseudo ocultista (lembram-se do programa o Jantar dos Bruxos?) veio agora dizer às claras o que andava a dizer off the record há muito: que houve mesmo uma bomba, feita pelo Sô Zé, ainda como José Esteves, posta no avião e que explodiu pouco depois da descolagem (ao subir o trem?) provocando o rasto de destroços, os estilhaços no calcanhar do piloto, a morte dos tripulantes e passageiros antes de o avião se despenhar.

Aqui deixo um retrato do estadista, visto pelo mestre, em meados dos anos 90, muito depois do assassinato de Sá Carneiro.

HOMENAGEM A JOSÉ VILHENA

Uma ida rápida a Lagos proporcionou-me uma espécie de revisão da matéria dada, ao rever/ler uma colecção de Cavacos, Fala Baratos, Gaiolas Abertas e revistas subsequentes daquele humorista meio maldito.

De facto, só a tese de mestrado do Rui Zink, publicada em livro, a exposição no Palácio das Galveias e uma antologia de desenhos do mestre, da responsabilidade de Rui Zink, permitiram que as novas gerações o conhecessem e as mais antigas o vissem e dele falassem sem o pudor pateta que muitas vezes acompanhava as alusões à sua obra.

Como assinante das suas revistas durante muitos anos, comprador dos seus livros, em particular os do tempo da outra senhora, e admirador confesso do mestre, cumpre-me homenageá-lo publicando aqui alguns dos desenhos de sátira mordaz e certeira, tanto do meu agrado. Começo por uma constatação histórica, corolário de investigação aturada levada a cabo com a colaboração da prestimosa Dorita, funcionária para todo o serviço:

O desenho que se segue era (salvo erro) do livro O Elogio da Nobreza, publicado antes do 25 de Abril, que tive, emprestei e não consegui recuperar, muito menos o encontrei à venda...

A seguir, uma piada que faz lembar o Cesarini no poema em que refere qualquer coisa como para quê falarmos tanto da fome, quando há tanta gente que come...

... e para terminar, por hoje, aqui vai a famosíssima Parábola dos camaleões:

Tuesday, November 28, 2006

Little brother is watching you...

Um dos dramas da nossa sociedade é o medo da transparência mascarado, mais que muitas vezes, com uma intransigente defesa do "privado".

Sem perder muito tempo com ruim defunto, lembro a sanha do dr Soares em impedir que os computadores falassem uns com os outros, que impediu o cruzamento de dados que permite agilizar investigações, caçar (caçar, claro!) fujões ao fisco e outros delinquentes.

Uma das últimas relíquias dessa atitude anacrónica é o sigilo bancário: eu posso receber o pagamento por serviços prestados em cheque, sem passar recibo, depositar o cheque na minha conta e ... não declarar o ganho em sede de IRS. Ninguém me vai à mão, a menos que o sigilo bancário seja levantado por eu ter sido apanhado noutra esquina qualquer.

Indo directo ao objecto deste post. Por muito que as câmaras de video na via pública tenham milhentas limitações para proteger o cidadão em público de ser gravado a fazer coisas públicas, alegadamente por se tratar de entrar na esfera privada do cidadão (na rua?!), os telemóveis fazem by pass a essa dificuldade na maior das calmas.

Nos últimos dias os jornais noticiaram dois casos paradigmáticos:

  • Numa biblioteca da UCLA, nos States, um polícia investiu contra um estudante iraniano sem identificação, derrubou-o com a pistola de dardos e descarga eléctrica, algemou-o e continuou a dardejá-lo, ante os protestos dos outros estudantes, que assistiam siderados. Siderados, mas não passivos. Em menos de um fósforo, os note books recebiam os filmes captados pelos telemóveis e colocavam-nos na net, mostrando o agressor de todos os ângulos possíveis e imaginários, em cada momento da agressão, com som, em directo e ao vivo...
  • O rapaz alto e desengonçado da série Seinfeld, o Kramer, num espectáculo em que actuava, chateou-se com uns tipos que não lhe achavam piada, chamou-lhes pretos e destilou mais umas quantas tiradas de cariz racista. O patrão sacou-o do palco na hora. No dia seguinte o artista apressou-se a pedir desculpas quando a cena apareceu na net, sem margem para dúvidas nem para qualquer plausible denial.

Como eu ando a dizer já há uns anos, as três melhores invenções das últimas décadas foram, por ordem de importância:

  • 1. o telemóvel;
  • 2. a internet
  • 3. e (claro!) o chocolate líquido (iaaaammmmm)

Saturday, November 25, 2006

Requiem (?) para um revolucionário sui generis

Só mesmo uma cabecinha tonta como a do Otelo para se imaginar a resgatar a Pátria das mãos da burguesia ... à bomba!

Só mesmo uma república das bananas como é o nosso jardim à beira mar plantado para deixar sem castigo os responsáveis (directos e indirectos) por crimes de sangue, assaltos a bancos, incitação à violência e outras tropelias perpetradas por um grupo de sevandijas que se auto rotulavam FP 25, alusão ao 25 de Abril.

Aqui vos deixo um painel "artístico" (telefonei à malta do "Trop d'Artistes" para obter a devida autorização, mas estavam em greve, como sempre...) alusivo ao sevandija mór, a quem o Glorioso dedicava, in illo tempore, o delicioso slogan que reproduzo:

A FOICE E O MARTELO NA CABEÇA DO OTELO!

Desgraçadamente, nem foice, nem martelo, nem grades, nada! Anda livre como um passarinho e ainda temos que lhe aturar os arrotos a posta de pescada.

Puta de vida!

25 de Novembro de 1975 - o verdadeiro 25 de Abril...

Passam hoje 31 anos sobre o golpe (contra golpe ou whatever) que, de uma vez por todas, cortou rentes as aspirações do PCP em implantar cá na Portuga um regime semelhante ao que o Breznev, meio intoxicado em comprimidos, conduzia lá na Sóvia.

Tendo o 25 de Abril sido um golpe pouco mais que corporativo (dispenso-me de contar a história...) o PCP, único partido com organização e implantação antiga, profunda e a sério, rapidamente tratou de o transformar, de movimento sem norte nem suporte político, numa bengala para atingir os objectivos que o kamarada Cunhal traçara umas boas décadas atrás.

As eleições para a Constituinte foram um rude golpe para os sociais fascistas (eheheheheh!) tendo ficado evidente que a grande maioria dos eleitores não queria o PCP nem pintado de azul (o que só viria a suceder anos mais tarde - I mean, o pintado de azul...).

Claro que a rapaziada vermelhusca não se ficou, até porque tinha muito apoio dentro dos quartéis e nos sindicatos, e foi tentando minar as instituições do Estado, de modo a, quando menos o maralhal esperasse, estaríamos todos a toque de caixa com o kamarada Cunhal ao leme da barca e o rádio a passar intermináveis barqueiros do Volga e coiros do exército vermelho para gáudio dos famélicos da terra e das vítimas da fome.

Felizmente, em 25 de Novembro, de uma série de movimentações que iam dando em guerra civil (enfim, à nossa escala pequenina...) resultou o aparelho do Estado sofrer uma verdadeira desinfestação da praga vermelha que o minava e o papel do PCP foi, final e duradouramente, reduzido à dimensão do seu apoio nas eleições.

Ou seja, o manancial de liberdades, de perspectivas risonhas e de amanhãs radiosos proveio do 25 de Novembro de 1975 e não do 25 de Abril de 1974.

QED (pelo menos, para já, não tenho pachorra para mais...)

Tuesday, November 21, 2006

Só mesmo de designer...

Algures no Tagus Park, fui dar com uma sala de espera mobilada com vários exemplares do mamarracho mostrado na foto.

No início, pensei que tinham sido mal fabricados e tinham abatido ao centro, com o peso da malta. Mas não: o designer que concebeu o mamarracho, fê-lo mesmo assim.

Escuso de dizer que, para uma só pessoa, até é cómodo. Mas se duas pessoas tentam poisar sem terem nenhum laço especial, arriscam-se a vir a tê-lo.

Alguém sabe quem foi o palerma que concebeu esta peça de mobiliário?

Friday, November 17, 2006

A malta da teoria da conspiração II

A malta da teoria da conspiração tem uma quantidade considerável de documentos em que se apoia, um dos quais é a foto acima - ampliação do 1º (ou 2º...) avião que atingiu o WTC, visto por baixo, com um terceiro reactor, ou uma bomba, ou o que quer que seja, mostrando que não era um avião cometrcial.

Do restante material, o que tive a pachorra de ver é um conjunto de imagens (quase sempre com a qualidade da 1ª e 3ª que aqui vos deixo; a do pentágono é, neste universo, do melhor que se arranja - e, para mim, a mais "perturbadora"), argumentos, afirmações, suposições a que terão acesso pelos links que aqui vos deixo, por amabilidade do Rouxinol.

Sem mais, vejam, oiçam e digam-nos de vossa justiça.

">

http://www.youtube.com/watch?v=Zsn4JA450iA

http://www.amics21.com/911/imgs/underside.jpg

http://physics911.net/

http://video.google.com/videoplay?docid=-6708190071483512003

Aqui abaixo vai o que foi o pano de fundo de toda esta discussão.

What else?...

Sunday, November 12, 2006

A malta da teoria da conspiração - haja pachorra

Espreitem a evolução (um tanto inesperada ...) dos comentários ao post sobre "A quinta coluna, etc".

Isto há malta para tudo...

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/09/11-de-setembro-quinta-coluna.html

Tuesday, November 07, 2006

Uma para desenjoar..

Durante a 2ª grande guerra, um soldado alemão está prestes a matar um soldado polaco.

De repente, o céu abre-se num clarão e uma voz troveja:

- Não mates esse homem!

- Por que não? pergunta o alemão.

- Porque ele, um dia, será Papa!

O polaco rejubila e o alemão, meio atarantado, pergunta:

- Então e eu?

- Tu serás o Papa a seguir a ele.

Pano rapidíssimo!

E Bibó Rui Rio, Carago!!!

Desgraçadamente, não parece ser possível falar das atitudes do Presidente da Câmara do Porto sem nos colocarmos (ou sermos colocados pelos nossos interlocutores) numa de duas posições extremas, duas verdadeiras classes socioculturais:
  • ou somos uns grunhos, sem cultura e ressabiados com os intelectuais de esquerda (há outros?!), incapazes de olharmos um objecto sem questionarmos a sua utilidade (e o preço); somos classificados Classe B (ou C, ou mesmo D);
  • ou somos amantes das artes e da cultura e só queremos que os artistas tenham liberdade (e meios) para produzirem a sua arte para nosso prazer e proveito espiritual, e estaremos na Classe A (a boa!);

Assim, no Porto, a rapaziada amante da arte (e, alguns, amantes dos próprios artistas...) e que a si próprios se vêem como tal, vituperam o Rui Rio como o último dos grunhos que recusa ao povão a maravilha que é a arte produzida a expensas dos dinheiros públicos, sem controlo do que produz quem produz, e mantendo o direito de morder a mão que lhes dá o pão (ou cuspir no prato em que lhes é servida a sopa dos pobres).

Tal como na Educação (isso seria outra estória...), na Kultura (e aqui entra o K...) não se olha a despesas e, quem olhar, não estará a zelar pelo dinheiro que, além de público, é escasso, mas apenas a mostrar que despreza a arte e a Kultura. E, portanto, despreza o povão a quem a kultura é servida, com parcimónia, em teatros também públicos, postos à disposição das kultas companhias, à borliú, para gáudio e proveito. Dado e arregaçado!

Parece-me razoável (pelo menos quando a massa não abunda) que a autarquia pague os serviços de companhais de teatro (é quase só esta arte que está em causa), em função da qualidade das peças que tenham preparado e encenado e após selecção dos vários concorrentes, para elas actuarem em teatros municipais. As receitas seriam, claro, para a autarquia. Em alternativa, que concessione parte das salas a quem tiver peito para as explorar.

Não me parece razoável que a autarquia aloje à borla (ou com rendas mensais de 15 contos!) uma ou várias companhias e lhes custeie a existência e actividade, sem lhes impor nada em troca - ou seja, com o subsídio a companhia faz o que quiser (pode até encenar pela n ésima vez a tão batida peça "À espera de Godot" - é verdade, está outra vez em cena...) e no ano seguinte lá está de mão estendida ... e língua afiada.

Como dizia o careca: só em Portugal!

Porra de gente!

Sunday, November 05, 2006

QUE LA BÊTE MEURE!!!

Terminou, finalmente, o julgamento (possível) do carniceiro de Bagdad, com a mais que desejável (e, se calhar, previsível) pena de morte. Por enforcamento.

Parece que o senhor prefere(ia) ser fusilado... enfim, não se pode ter tudo.

Espero bem que seja efectivamente executado um figurão que durante décadas tratou o Iraque como um feudo pessoal, não hesitando em chacinar, incluisive com armas químicas (as tais que nunca foram encontradas, mas que mataram, salvo erro, uns 6.000 curdos), quem se lhe opôs ou disso se viu acusado.

Em antecipação, até me parece que já estou a ouvir os lamentos dos bonzinhos e os comentários da rapaziada anti States (perdão, anti-este-Bush), arredondando imenso os olhinhos bondodos e rosnando impropérios contra o Império:

"se executam o Saddam, porque é não julgam o Bush que é, pelo menos!, tão criminoso como ele?! Porquê?!!!!"

Vejam mais no Público de hoje:

http://www.rdp.pt/index.php?article=259029&visual=16

Saturday, November 04, 2006

A Mafia e a GNR

O festival de escandaleiras na GNR continua...

O chefão máximo, general Mourato Nunes, que continua inexplicavelmente a flutuar naquele mar de corrupção, declara nas calmas que não há nada provado contra a malta que fazia pela vida na Escola Prática da Guarda, não obstante os processos em curso, os dois oficiais superiores suspensos, etc, etc.

Agora chega a notícia do processo de averiguações instaurado ao tenente Rodrigues Coelho que, como chefe da contabilidade daquela escola, denunciou as irregularidades. Suspenderam-lhe a promoção e estão a fazer-lhe a cama sob a suspeita (oh, crime de lesa Mafia) de ter falado "cá para fora", para o Expresso.

Afinal, a Omerta mafiosa também funciona na GNR, como era de esperar, digo eu...

Friday, October 27, 2006

Vejam só este curriculum!

Mão amiga fez-me chegar o curriculum da sra Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação. No mínimo, brilhante.

Gostei, em particular, da produção de formatos. Cool!!!

Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz - 40 anos

  1. Frequência dos cursos de Educação Musical e Violino no Conservatório Musical e Fundação Musical dos Amigos das Crianças
  2. Frequência do Curso de Sociologia no ISCTE
  3. Integrou como músico profissional, agrupamentos Sinfónicos e de Câmara
  4. Integrou a equipa responsável pela programação infanto-juvenil no início das emissões do Canal 4-TVI. Desenvolveu a sua actividade como produtora de conteúdos televisivos nas áreas da gravação de programas ao vivo, da adaptação para a língua portuguesa e gravação de documentários, da dobragem de animação e ficção infantis, bem como da adaptação para a língua portuguesa e produção musical de bandas sonoras para séries e filmes de animação
  5. Efectuou trabalhos de produção musical discográfica
  6. Co-autora de formatos para rádio e televisão
  7. Presidente de Junta de Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém, entre 1998 e 2002 Vereadora da Câmara Municipal Santarém, com competências delegadas nas áreas da Cultura, Acção Social, Património, Turismo, Saúde e Defesa do Consumidor, entre 2002 e 2005
  8. Presidente da Comissão Concelhia de Saúde de Santarém entre 2002 e 2005
  9. Presidente do Conselho Local de Acção Social entre 2002 e 2005
  10. Vice Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Santarém entre 2002 e 2005
  11. Vice Presidente do Festival Nacional de Gastronomia entre 2002 e 2005
  12. Integrou o Grupo coordenador do Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências de Santarém
  13. Implementou e coordenou o Gabinete Municipal de Apoio aos Imigrantes e Minorias Étnicas e o Gabinete de Psicologia para apoio a Crianças e Adolescentes do Concelho de Santarém
  14. Coordenou o Grupo de Trabalho para constituição da Rede de Teatros e Cine-Teatros de Lisboa e Vale do Tejo
  15. Candidata ao Parlamento Europeu nas eleições de 2004 Presidente do Departamento Federativo de Mulheres Socialistas de Santarém entre 2003 e 2004
  16. Membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista e da Comissão Nacional do Partido Socialista.

Vejam mais em http://www.mtss.gov.pt/left.asp?01.01.04.02

Wednesday, October 25, 2006

Graças ao Simplex!

Graças à entrada da informática na vida dos nossos reformados, acabaram-se as bichas à porta das estações dos correios para receber a pensão.

Agora tudo está mais fácil.

Vejam só:

E viva o Kamarada Robert Mugabe!

Thursday, October 19, 2006

Terapia diária - qual aeróbica!

E vivam as mamas, carago!!!

Friday, October 06, 2006

ISTO NÃO É ESBANJAR?!!!

Descapotáveis para quê?!

Que merda é esta?!

  • Carros de alta cilindrada para perseguir criminosos (e, enfim, apanhar e autuar infractores), tudo bem.
  • Melhor armamento e melhor equipamento de protecção para as polícias - tudo bem.
  • Melhor protecção quando limpam o sebo a um potencial delinquente em fuga - por mim, tudo bem.

Mas descapotáveis, por que carga de água?! Pintados com as côres da GNR nem servem para apanhar infractores à surrelfa...

A GNR continua fértil em escandaleiras e não há quem vá à mão ao Czar que a governa flutuando acima do lixo que dia a dia vem à tona.

Que merda é esta?!

Tuesday, October 03, 2006

O Amor é...

O Júlio Machado Vaz e a Ana Mesquita são uns queridos, divertidos e com um programa, O Amor é, bem disposto e cheio de "mensagem"...

Fazem-me lembrar, por contraste, uma outra dupla que ataca ao fim da tarde, a tontinha da Isabel Still Well e o ... (?), num vendaval de patetice e politicamente correcto.

Hoje saíram-se com uma carta que lhes terão escrito (à equipa do "O Amor é..."), com uma estoriazinha que só visto. Era mais ou menos assim:

"Ontem houve um acidente lá em casa que nos ia matando: a botija de gás da cozinha explodiu e eu e o pai fomos atirados porta fora. Fiquei sentada no jardim, com os cabelos chamuscados, e dei comigo a pensar que há muito tempo que eu e o pai não saíamos juntos..."

O máximo!!!!

Sunday, October 01, 2006

... et vive la France!!!

Mão amiga fez-me chegar este pequeno, mas significativo, sketch de um daquele concursos com que as TV's nos bombardeiam.

Como muito boa gente diz que por eles se vê a ignorância do "nosso" povo, aqui vai o sketch de um concurso em França.

Clique e... chore!

http://www.youtube.com/watch?v=DQRVFILbEi4&eurl

... mas o que se segue, se calhar, ainda o deixará mais triste (este, só com som):

http://www.youtube.com/watch?v=h3x2W3afxgw&mode=related&search=

Tuesday, September 26, 2006

A melhor da semana (uma das últimas...)

.

O Conselho de Reitores não tem razão de ser.

Se os Reitores querem conversar uns com os outros, que formem um Clube.

(Eheheheheheheheheh!!!!)

Não ponho aspas porque estou a citar de memória a frase de Marçal Grilo que, mais coiso, menos coiso, foi como acima escrevi.

Monday, September 25, 2006

O Papa assumiu-se (pelo menos um bocadinho...)

O Papa depois da reacção da rapaziada do crescente declarou, com ar sombrio:

"Io sono molto amaricatto..."

Queria dizer, e assim foi traduzido, "fiquei muito magoado..." com a reacção selvagem dos islamitas. Contudo, talvez seja mais correcto dar à frase um sentido menos ortodoxo.

O Papa, num registo de modéstia e humildade, poderá ter simplesmente reconhecido o que já suspeitávamos, ao ouvi-lo falar com maneirismos e entoações algo insólitas:

"sou muito amaricado..."

Sunday, September 24, 2006

Liberdade com responsabilidade ... nos States, claro!

in Público de domingo, (com erros e tudo...)

Realmente, os tribunais americanos enchem-me as medidas (enfim, na maior parte dos casos...).

Enquanto cá na Parvónia os jornalistas não precisam de proteger as fontes, nos States, não basta dizer "não sou eu que ofendo ou difamo, as minhas fontes é que me disseram...": se o jornalista quer divulgar uma informação que lesa, ofende, difama outro cidadão, tem que provar que o que disse é verdade ou arcar com as consequências.

Ou seja, se o jornalista quer proteger as suas fontes, garantindo o fluxo futuro de informações, tem que fazê-lo "com o corpinho".

Na nossa terrinha, basta dizer que foi uma fonte para ninguém nos ir à mão e os ofendidos ficarem com as suas a abanar, já que não podem processar "as fontes" e o jornalista não é obrigado a revelá-las nem assume a responsabilidade emm seu lugar.

Enfim, a balda do costume...

Frei Bento Domingues é que o topa...

É curioso ler o artigo de Frei Bento Domingues no Público de domingo, do qual extraí a parte mais suculenta.

É consolador ver que na Igreja há quem não se limite ao cerrar de fileiras em torno do Papa e seja capaz de uma análise crítica do que o Papa disse. Felizmente, isso já se pode fazer sem incorrer em grandes chatices.

De qualquer modo era interessante que o Islão tivesse pessoas capazes de debater ideias em vez de considerarem insultos tudo o que se diz e o que eles pensam que se disse. A vitimização está-lhes no sangue...

Saturday, September 23, 2006

CARTOONS DA SEMANA

http://www.time.com/time/cartoons/20060924/8.html

Veja alguns cartoons sobre os temas "fracturantes" (...) da semana, do site da TIME.

E, já agora, reveja a matéria no http://www.irancartoon.com/ .

Sunday, September 17, 2006

O Islão (mais uma vez) espuma de indignação... (REVISTO)

A irmandade do turbante está outra vez na rua, espumando de fúria. Cique para ver exemplos disso (o 3º link leva-o ao escândalo "CASH FOR FATWA" na Índia).

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1270273

http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1538254,00.html

http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1537516,00.html

No fundo, só mostra que, efectivamente o Islão está intimamente ligado à violência perpetrada pelos seus seguidores, as mais das vezes directamente inspirada, quando não ordenada, nas pregações inflamadas nas mesquitas.

Esta indignação, sempre renovada da rua muçulmana, não foi obviamente motivada pela leitura do discurso ou de partes dele. Foi instigada pelos jornais, pelas televisões e pela mesquita, encarregados de dar ao "povão" a interpretação que mais convém à estratégia de confronto que o Islão, há muito, vem desenvolvendo.

Se os escritos e ensinamentos do Profeta dão suporte a essa estratégia, não sei, nem me importa muito. O que é patente é que essa estratégia existe e visa levar a cutura e religião islâmicas às terras infiéis, onde as comunidades islâmicas são caldo de cultura onde germinam 5ªs colunas, quando não células da jihad islâmica.

Também o nosso sheik David Munir (na foto, no 10 de Junho deste ano) se apressou a vir exigir que o Papa peça desculpa por ter ofendido o Islão e o seu Profeta (para sempre seja louvado!).

Era bom e urgente encontrar um substituto viável para o petróleo, única "coisa" que esta gente tem que lhe dá um poder de chantagem perfeitamente desproporcionado ao peso da sua cultura e economia.

É uma porra!

Saturday, September 16, 2006

Finalmente o ceguinho vai ver a Luz. Aleluiah!!!

Estava a ver que o marado da seita Verdade Suprema escapava desta. Afinal, depois de muita balda, muita pimpa de maluco, o tribunal acabou por confirmar a pena de morte.

Que seja para breve (parece que está por horas), para não custar muito caro a quem o tem sustentado.

http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20060915+Pena+de+morte+para+lider+de+seita.htm?wbc_purpose=basic

Friday, September 15, 2006

GraSSinha...

VISÃO, 07 SET 2006

Sem palavras...

Tuesday, September 12, 2006

Ainda a bomba de Hiroshima...

O Expresso do passado sábado trazia a habitual Pluma Caprichosa, coluna da cabecinha loira que dá pelo nome de Clara Ferreira Alves (CFA).

A dita senhora, capaz do melhor e do pior (conforme o vento sopra), faz-me lembrar a Lili (ou Lilith) do impagável Código de Avintes, que era uma burra morena que se disfarçava de loira burra para não a identificarem com a morena inteligente por quem se tomava.

A nossa CFA nem sempre deixa perceber qual das três hipóteses lhe assenta melhor. Dou de barato que seja uma loira inteligente, mas com muitas dificuldades...

Bem, a senhora usava a dita Pluma para listar, comparar e misturar diversos crimes de guerra, de paz e assim assim, o holocausto, as bombas de Hiroshima e Nagazaki, o 11 de Setembro, vai buscar o Vietname, etc, etc.

Sobre as bombas com que os States pararam a guerra "na hora" a senhora, ignorando olimpicamente que havia uma guerra going on, chega a dizer que foi uma vingança dos americanos pelo ataque a Pear Harbour...

Aparentemente para compor o ramalhete, lá aparece o ataque com bombas de fósforo a Dresden como se a destruição daquela cidade alemã mais as duas citadas japonesas não se integrasse perfeitamente na estratégia de guerra seguida pelos aliados para quebrar a economia e o moral dos Alemães e Japoneses. Afinal, a mesma estratégia seguida pelo Reich para quebrar os ingleses, ao bombardear Londres no início da guerra, enquanto lá podia chegar e, mais tarde, descarregando sobre a cidade as V1 e V2, atiradas de bem longe.

Boa ou má (por algum motivo os ingleses marginalizaram o responsável por esta estratégia seguida pela RAF... depois dela ter tido sucesso, claro!) boa ou má, dizia eu, esta estratégia, numa guerra total, faz todo o sentido e continua a ser usada. Como é sabido (enfim, admitamos que sabemos mesmo alguma coisa disto), os mísseis americanos e russos estão apontados às cidades "inimigas" e não apenas a bases de mísseis, barragens, etc. Aliás, após o primeiro ataque, qualquer base terá tempo de lançar os seus mísseis, em retaliação contra as cidades "inimigas", antes de ser destruída. O que torna essa destruição, base vazia de mísseis, uma perda de "preciosas" ogivas que poderiam ter sido aplicadas (onde?) em cidades, pois claro...

A política de dissuasão com base na capacidade de aniquilação total do inimigo (o equilíbrio pelo terror) só faz sentido se estiver em jogo muito mais que meros equipamentos, que estariam obsoletos, em grande parte, na década seguinte.

Não é preciso conhecer muito dos últimos dois anos da guerra no Pacífico nem ser perito em cultura japonesa, para perceber que o Japão nunca se renderia sem um "empurrão" dramático e resistiria até com paus e pedras à invasão das suas quatro ilhas principais. Iwo Jima e Okinawa foram amostras inequívocas do que esperava a tropa americana, mas também a tropa japonesa e a população apanhada "no meio".

O uso da bomba atómica foi, de longe, melhor opção que a continuação da guerra. Resta saber se o seu uso em cidades menores não teria tido o mesmo efeito no terminar da guerra...

.........

PS: Hiroshima e Nagazaki eram mesmo "cidades menores"; acima de Hiroshima, muito maior que Nagasaki, em população, havia, pelo menos, Tóquio, Osaca, Kobe, Nagoia, Yokohama e Quioto, talvez Sapporo e Kitakyusyu. E afinal, para parar a guerra com um Xeque Mate, a escolha óbvia teria sido Tóquio, com o pequeno óbice de poder não ficar ninguém credível para assinar a rendição...

Monday, September 11, 2006

11 de Setembro - a quinta coluna

Cinco anos após os atentados terroristas contra o Pentágono e as torres gémeas, parece cada vez mais aceite a ideia de que se calhar os States mereciam ter o que tiveram.

Não elegeram eles (e por duas vezes!) um semi mentecapto para Presidente?

Não se enterraram eles no Iraque, depois de terem conduzido a "guerra justa" da ONU contra o Afeganistão?

E afinal, a tal de Al Caeda existe mesmo? E se existe, é assim tão má como a pintam?

E o Bin Laden não será, afinal, uma espécie de mártir que sofre pelo seu povo e que apenas quer que todos nós partilhemos as glórias, as alegrias e as 37 virgens (já agora, não esqueçamos as ditas...) que o Islão promete a quem o abraça?

E não terão sido os ataques mais uma acção encoberta da CIA para ... sabe-se lá para quê?!

Proponho que deixemos esta controvérsia em suspenso (por algumas horas) e nos lembremos do que vimos pela televisão, em directo, no dia 11 de Setembro: aviões cheios de passageiros (pelo menos dois) a serem dirigidos contra as torres, causando a morte a algumas três mil pessoas de várias nacionalidades, de várias raças, com o traço comum de trabalharem naquele local e lá estarem àquela hora, ou irem naqueles vôos, ou serem polícias ou bombeiros e terem acorrido àquele local para tentarem salvar gente (e apagar os fogos).

Lembremo-nos também que os pilotos kamikaze estavam longe de serem pobres desesperados e ignorantes, tendo, ao que parece, actuado no seu perfeito juízo (o que quer que isso seja).

Com Bush ou sem ele, com Iraque ou sem Sadham (com Israel ou sem Palestina) tenho em muito má conta a malta que, talvez por falta de coragem para enfrentar os seus inimigos, matam gente que vai trabalhar (de combóio ou metro, em Espanha, na Inglaterra ou na Índia) ou que está a trabalhar, ou a divertir-se (coisa muito mal vista entre a irmandade do turbante...).

Estes briosos combatentes suicidas são como o marido corneado que, não tendo atributos para sovar quem o corneou ... mija-lhe no sapato.

Desgraçadamente uma boa parte da intelectualidade do mundo ocidental olha esta corja de BANDIDOS como desgraçadinhos que estão a lutar contra aquilo a que chamam "o Império", constituindo-se numa espécie de quinta coluna que, se não esconde explosivos nem acoita bombistas, dá-lhes, ao menos, um suporte "moral" perfeitamente imerecido.

Julgarão esses bons rapazes que o Islão lhes vai agradecer? Será que tencionam converter-se? Há malucos para tudo...

Será que pensam que a nossa civilização conseguirá defender-se, tratando com bonomia os islamitas que vivem no seu seio e dessa base segura a atacam?

Tudo indica que muito boa gente (e alguma gente boa) não se apercebeu ainda de que a guerra do Islão se dirige precisamente contra os fundamentos e contra as principais conquistas da NOSSA civilização, visando destruí-la!

Até quando esta quinta coluna conseguirá passar despercebida (e impune...)?

Que grande porra!

Tuesday, August 29, 2006

O Santíssimo Hezb Olá! e o seu Profeta

O senhor de ar tranquilo que a foto mostra é um bandido cujos acólitos escondem o armamento, nomedamente mísseis e respectivas rampas de lançamento móveis, nas caves de edifícios de habitação, vestem à civil e têm as suas instalações (militares para todos os efeitos práticos) dentro e à mistura com as casas, centros comerciais, etc, da população civil.

Veio agora a público dizer que se soubesse que o rapto dos dois soldados provocaria esta reacção de Israel, certamente não os teria raptado. Fantástico!

Ou seja, estava à espera que Israel continuassse indefinidamente sem reagir enquanto o Hezb Olá! bombardeava a população israelita com rockets e mísseis, e atacava os soldados judeus, do lado de cá da fronteira, matando-os e raptando-os!

Grande cão e filho de cão!

E, note-se, o Líbano estava a ressurgir das aventuras dos anos 80 e 90, sem ter território ocupado por Israel - já o mesmo não se pode dizer em relação à Síria (quero dizer, o Líbano tem território ocupado pela Síria). O Líbano Ficou feito em cacos, para gáudio do Irão e da Síria, que aparecem agora, pela mão do Hezb Olá! a pagar a reconstrução das casas e a sustentar o maralhal. Ca gandas benfeitores, carago!

Leiam o que diz o prof Pires Aurélio sobre o assunto, com a sua habitual ponderação:

Friday, August 25, 2006

As salas de chuto (ou será xuto?)

Parece que este Governo vai avançar com mais uma medida pragmática, deixando-se de hesitações e avançando ... p'rá frente!

E olhem que eu detesto o PS, se calhar ainda pela recordação do nefasto dr Soares, da sua família e da sua pandilha...

Ontem à noite, numa televisão perto de nós, um senhor tipo associação católica amigos da Vida, lamentava tão desastrada decisão e avisava que a Europa nos ia censurar. Além do mais, dizia o senhor, o Prof Valadares Tavares tinha liderado um estudo sobre tão delicada matéria do qual resultara um relatório de 170 páginas (o pateta mostrava-se impressionado com as 170 páginas...) que demonstrava que a toxicodependência está a crescer entre nós.

Bem, digo eu, assim sendo, se calhar é tempo de percebermos que as medidas "respeitáveis" e tradicionais (a educação, a desintoxicação, o aconselhamento, os "acampamentos" Patriarche...) não resolvem coisa nenhuma e temos de começar a tomar medidas para, pelo menos, conter os estragos. As salas de chuto têm a virtude, já que mais não seja, de melhorar as condições de higiene (e conforto, porra!) em que aquela malta vive e se injecta.

O ideal seria mesmo a aplicação gratuita das drogas em locais apropriados (não digo hospitais, mas qualquer coisa entre hospital e sala de chuto), onde o drogadinho não tivesse qualquer contacto com o produto, para além da pica, dada por um enfermeiro. A droga não saía de lá e não seria, em situação alguma, entregue ao drogadinho.

Se calhar os traficantes não iam gostar - nem a Liga dos Amigos da Vida e outros especialistas quejandos...

E (já agora) será que os senhores guardas prisionais, classe selectíssima e com voto nesta matéria, já autorizam que se faça troca de seringas nas prisões?!

Saturday, August 19, 2006

O Verão, a estação do disparate

Quase a entrar de férias, o Dr Zeco não quis deixar de presentear os seus leitorzinhos com uma composição dominical sobre as maluqueiras do Verão.

Assim, com o alto patrocínio do Prof Bambo (lê-se Bambô, ok?), cá vai uma selecção do que está a ser a nossa estação do disparate.

O Carlinhos Castro continua imparável a descobrir as gajas mais improváveis, sempre "elegantíssimas", lindas e... com casa posta. As mais das vezes autênticos chassos, mas nem é bem o caso que a foto mostra: o nome, Sinsu Pitta, é que não lembra ao Menino Jesus! Ainda por cima, em español, sinsupita quer dizer "sem a sua pita", o que quer que isso seja...

Numa praia da moda, o Carlinhos lá foi descobrindo os traseiros mais prometedores e atribuíu a este o primeiro prémio, na modalidade de "beleza celulítica". O Prof Bambo, quando lhe mostrei a foto, comentou, na sua infinita sabedoria:

"Ulàlà, làlà, làlà! C'est um beau cul, ça!".

Para esta, como se vai ouvindo cada vez mais "não há palavras!"...

E, porque o Dr Zeco tem que ir ao Carrefour (não, infelizmente não é outro patrocinador), deixámos para o fim a notícia que caíu que nem uma bomba nos selectíssimos meios artístico e ilguense: o Herman José está de casamento marcado com a neta da Ana Bola.

Tendo-lhe sido perguntado, pela jornalista Felicita Casapia, se não tinha medo que o apresentador lhe "fizesse mal" (sic), a mocita respondeu de pronto, um tanto desiludida:

- Quem, ele?! Náááááááá, nem mal, nem bem (que raio de porra a minha avó se havia de lembrar?! Olh'ó caraças da velha!)

Sunday, August 13, 2006

Um Nobel SS - que horror!!!!

O último Nobel da Literatura do século XX, Günter Grass, revelou ter pertencido às Waffen SS, nos últimos anos da guerra. Alistou-se com 15 anos, depois de uma vulgaríssima carreira nas Juventudes Hitlerianas, e foi SS até ser feito prisioneiro pelos americanos.

Por enquanto, o céu ainda não lhe desabou sobre a cabeça, mas é de esperar que, mais tarde ou mais cedo, isso venha a suceder.

Para já pergunta-se por que raio é que só agora fala sobre este aspecto da sua experiência um tipo que se tem batido nos últimos 40 anos para que se quebre o muro de silêncio sobre o que sucedeu na Alemanha dos tempos de Hitler, tendo ele próprio contribuído com uma mão cheia de livros sobre o assunto.

A seguir, virão os comentários, cheios de pudor, das virgens e outros trastes sobre como foi possível dar o prémio Nobel a um SS, a um nazi, a um putativo torturador de judeus. E perguntarão, arredondando imenso os olhos, se "não serão assassinos, todos os SS?!".

E mesmo que o puto de então se tenha limitado a pertencer a uma unidade combatente (as Waffen SS eram tropas combatentes) e a defender o seu país (nesse tempo, já na defensiva) lutando contra outras unidades combatentes russas ou americanas, ou inglesas, é certo e sabido que os burocratas da Kultura lhe vão colar uma etiqueta na lapela, que não carece de nenhuma prova "SS, anti-semita, nazi, assassino".

Muitos desses burocratas serão, é mais do que certo, antigos ou actuais apoiantes do Grande Pai Stalin e dos seus sucessores. Com toda a autoridade moral, portanto...

Espero estar enganado, mas duvido.

A Paridade - Aleluiah!!!!

Estranha combinação: foi preciso um Primeiro Ministro pragmático e um Presidente "pouco político" e, certamente, não de esquerda, para se dar o passo que faltava para alargar a abertura das portas da política e da administração pública às mulheres.

Aleluiah!!!!

Até aqui, o políticamente correcto dita(va) que forçar a abertura dessas portas, impondo quotas, era uma desconsideração, uma desqualificação para as mulheres (o que é verdade) e o assunto morria por aí.

Com esta medida, a que o PS se antecipou metendo nas suas listas 1/3 de mulheres, vamos mais além, acelerando a ascenção de mais mulheres a cargos políticos, em proporção cada vez mais equilibrada, e participando com cada vez maior peso na formação das listas de candidatos ao Parlamento e às Autarquias, na escolha de pessoas para cargos na administração e nas empresas públicas. Esse maior peso evitará, cada vez mais, que nessas escolham as mulheres sejam sistematicamente preteridas, mesmo que mais competentes que o macho escolhido, uma vez que , até aqui, as escolhas têm sido feitas por grupos de cavalheiros, com imensa consideração e respeito pelas "senhoras" mas mantendo a convicção íntima e inconfessada de que o lugar das ditas "senhoras" é o lar, é a educação dos filhos, são as peúgas do marido.

Sem este abanão, sem este verdadeiro atalho forçado, continuaremos com participações de 10 ou 15% de mulheres e viva o velho, sabe-se lá até quando...

Acho que esta pequena desconsideração valeu bem a pena!

Wednesday, August 09, 2006

Em Espanha ainda há generais... (com tomates, presumo)

No Público de ontem, dia 8 de Agosto, o sr Tenente Coronel Piloto Aviador (reformado) João José Brandão Ferreira dá largas à sua habitual veia contra "os políticos" (leia-se, "os civis") que maltratam esses seres puros e cheios de virtudes, os militares, guardiões da Honra e da Constituição, que juraram defender.

Isto a propósito de um general espanhol que, representando o Rei numa cerimónia oficial, resolveu tecer considerações sobre o estatuto da Catalunha e as ameaças à Constituição que o dito encerrava, insinuando a ideia de que os militares poderiam não o tolerar. Levou, muito naturalmente, "uma porrada", como se diz na gíria militar, o que muito indignou o nosso tenente coronel.

O General espanhol esqueceu-se da hierarquia e aproveitou o destaque de estar e representar o Rei para fazer uma intervenção marcadamente política, que sabia ter larga cobertura dos meios de comunicação. Esta atitude, política e oportunista, está proibida a um militar enquanto tal, e o General sabia-o muito bem. Sabia também que com Tejero de Molina ainda vivo na memória dos espanhóis, a "coisa" não podia passar em branco.

Os militares durante séculos (em particular os 19 e 20) foram uma verdadeira desgraça para os países que os sustentaram, em Espanha e cá desta banda da fronteira, sempre que intervieram na governação, no seu afã de se substituirem aos "políticos menores", como lhes chama o nosso tenente coronel. "Brilharam", por essa via, verdadeiras cavalgaduras que o meu espírito cristão se recusa a nomear, mas de que os leitores terão, certamente, dezenas de exemplos, cada qual o mais incompetente, irresponsável e sobranceiro.

O senhor tenente coronel esquece-se de que os militares juraram defender a constituição mas nada dá o direito a cada um deles de defenderem a sua interpretação pessoal do que é ou deveria ser o respeito pela Constituição. Ou de se manifestarem quando, em seu entender, uma determinada lei ou uma determinada medida "dos políticos" viola a Constituição. Também era o que faltava! Se querem intervir na política, deixam a tropa (e o poder que as armas proporcionam...) e entram na política, como qualquer cidadão. Civil, entenda-se.

Os militares defendem a ordem constitucional vigente, e para isso os sustentamos dentro dos quartéis e rigorosamente fora da política, ou seja defendem o conjunto das instituições que decorrem do edifício legislativo do qual a Constituição é a lei suprema.

O senhor tenente coronel termina com uma frase do Padre António Vieira, mas esquece-se, talvez por distração, de referir o autor a quem a foi buscar. O que é muito feio.

Citando de memória e ao correr da pena, escreveu o Padre António Vieira "Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devieis, ela o que costuma". O seu a seu dono...

Tuesday, August 08, 2006

Unidos contra a discriminação!

Há pouco, ao ler o Público, ia caindo da cadeira: como é possível eu estar de acordo com a UGT e, pior ainda, com a CGTP?! Estarei a ficar (a voltar a ficar, ai de mim!) comuna?!

Afinal, não há perigo. Aquelas duas dinossáuricas instituições apenas acham que é errado e deveria ser ilegal discriminar os fumadores, excluindo-os de candidaturas a empregos.

Realmente, esta merda (desculpem, mas é o termo) está a ficar descontrolada. A Europa, realidade fictícia que só se afirma no contraste com os States, resolveu, neste assunto do antitabagismo, afirmar-se pela ultrapassagem do que se passa no país dos gringos. É obra!

Assim, um qualquer burocrata feito Komissário resolveu que é legítimo (não viola qualquer lei) excluir pessoas de concursos para empregos (públicos ou privados) pelo facto de o candidato ser fumador.

E não se trata de ser "apanhado" a fumar no local de trabalho, não! É pelo simples facto de fumar fora do local de trabalho, em casa ou em outro local onde tal acto seja permitido.

Explica o "artista": é que uma pessoa depois de fumar, vem para o local de trabalho com um cheiro nauseabundo que incomoda os colegas!

Parece que quem dava esta explicação, ao inclinar-se para o jornalista, chapou-lhe na cara com um hálito, quase sólido, a estômago doente e ao abrir os braços num gesto de impotência ("não há outra coisa a fazer, p'cebe?") acabou por aniquilá-lo com um par de sovaquinhos mal lavados de fazer inveja a um estivador dos anos 50.

Mas "isso" são cheiros que não provocam o câncaro, são cheiros saudáveis, campestres. Quem se incomodar, que se mate ou que se lixe (lixe, lixe!)

E assim vai a Europa... com Portugal a reboque.

Thursday, August 03, 2006

Editorial do jornal APOIAR nº 41

Marques Correia

(...) Nas últimss edições tem-se notado um crescente número de cartas, comentando textos (criticando ou apoiando), trazendo problemas pessoais, enviando livros e pedindo a sua divulgação.

Na medida do possível temos publicado as cartas (que me perdoe o sr Alberto Pereira Cavaleiro, mas a sua última carta dar-me-ia uma trabalheira dos diabos se a fosse transcrever: era extensa e tive muita dificuldade em perceber a letra), divulgado os livros, encaminhado os problemas apresentados.

Um jornal precisa de ter leitores "activos" que "se piquem", que critiquem, que não deixem passar o que os choca, para aferir o interesse das matérias abordadas, para dialogar com o seu público alvo.

Posto isto, dos acontecimentos desde a última edição do jornal avulta o 10 de Junho, data esquisita que já não é o dia da Raça (o que quer que isso fosse ou tenha sido), é o dia de Camões mas é comemorado como sendo o dia de Portugal e das comunidades portuguesas. Isto oficialmente, porque oficiosamente foi a data escolhida para uma espécie de dia do combatente, enquanto as associações de ex-Combatentes não avançam "no terreno" com o tal dia em que se enaltecerá, em que se honrará o combatente de todos os tempos e de todas as guerras em que andámos envolvidos (em que nos envolveram, melhor dito).

E assim, junto ao forte do Bom Sucesso e ao Monumento do Combatente realiza-se uma cerimónia paralela à comemoração oficial do 10 de Junho (a do Presidente e das medalhas de bom cidadão e de bom assessor da última campanha...). Essa paralela tem vindo a ganhar notoriedade e legitimidade oficial com a presença habitual de secretários de Estado, de generais na reserva ou reforma, do grosso dos medalhados com a Torre e Espada e, últimamente, com gestores públicos e privados de topo. Este ano até ganhou altos patrocínios da PT, do BCP, etc.

Muito cool.

Esta edição do Encontro Nacional do Combatente (o tal 10 de Junho paralelo) serviu de local de encontro de várias associações para assinarem um caderno reivindicativo comum para ser apresentado ao Ministro da Defesa.

Infelizmente nem todas as associações estão motivadas para esta luta, sendo a ADFA uma delas. Por outro lado, a substituição do Ministro da Defesa e secretários de Estado não favorece muito estas reivindicações. O novo Ministro quererá, certamente, inteirar-se dos dossiers e não tomar decisões precipitadas, muito menos sob pressão.

Contudo, o novo Ministro poderá ter uma nova postura, uma outra consideração pelos ex-combatentes que o seu antecessor nunca mostrou ter.

De facto, Nuno Severiano Teixeira, filho de um oficial do QP e estudioso de longa data de questões de defesa nacional, terá, certamente, uma visão clara dos problemas dos ex-combatentes cuja resolução nunca foi uma prioridade para o Dr Amado. Este andou ocupado a inventariar material encaixotado para vender na sucata, conseguindo uns cobres, a juntar aos que poupou com as pensões dos ex-combatentes e com a segurança social dos militares no activo para, com isso, aliviar o malfadado deficit das contas públicas.

E com isso, fazer um brilharete perante o nosso Primeiro...

Dr Fidel Castro Ruz

Os irmãos, cunhados, filha, genro, netos e demais Família cumprem o doloroso dever de comunicar a reforma antecipada, por motivo de saúde, do seu irmão, cunhado, sogro e avô, o conhecido jurista Dr Fidel Castro Ruz.

O jubilado pretende instalar-se no lar da 3ª idade Monte Abraão, próximo de Miami Beach, na Little Havana, onde goza de grande popularidade e tem numerosos amigos.

A missa de corpo ausente será celebrada na basílica central de Havana no dia 6 de Agosto, pelas 16h00.

Fato de passeio; agradece-se um ar de enterro.

Não rir em circunstância alguma.

Agência Barata (sucursal em Havana)

Tuesday, August 01, 2006

Chávez e Ahmanidejad - unidos sabe-se lá por onde...

Conhecendo o calibre dos pombinhos e os interesses que os seus regimes defendem, bem se pode dizer que os dois marmanjos são diferentes em tudo, até no aspecto.

Numa coisa, porém, são semelhantes: no antagonismo descabelado e um tanto pateta face aos States. Qui se ressamble, s'assemble...

NÃO APAGUEM A MEMÓRIA (DELES...)

O Vasco Pulido Valente é (parece ser) uma pessoa amarga, olhando o mundo com olhinhos míopes e provincianos (oh! Oxford, que faço eu aqui?!), com um pessimismo radical em relação às pessoas (pelo menos aos seus - ai dele! - conterrâneos) e às coisas. O livro da Filomena Mónica dá-nos alguns elementos para percebermos o (des)funcionamento do artista. Leiam o livro dela que vale a pena. Não pela história da época em que decorre (tudo passou ao lado daquela rapariga...) mas pelas petites histoires, de alcova e próximas disso.

De qualquer modo, o senhor de vez em quando dá umas cacetadas certeiras, até com uma certa parcimónia o que só confere credibilidade ao acto: deixa de parecer a habitual descasca de arrasa pessegueiro, para se vestir de crítica ponderada e feita com olímpico distanciamento.

É o caso do texto que vos trago (sacado do Público de domingo, creio eu...) em que os descascados são os tipos que protestam contra toda a obra que implique a destruição de um local de culto, perdão, de um lugar onde um anti fascista levou umas chapadas ou teve que assumir a pose de anjo, de braços abertos (a estátua, como lhe chamavam).

Só que, as mais das vezes, o putativo anti fascista mais não era que um impenitente comuna, empenhado, isso sim, em implantar na Parvónia uma espécie de Comuna de Lisboa, inspirada no país do Grande Pai Stáline (que para sempre seja louvado!).

A Pide e o PC estiveram envolvidos numa guerrinha particular que durou anos, aquela enviando para o Tarrafal os comunas (e outros opositores) que vinham à rede, estes ansiosos por mandar neste jardim e atirarem com os Pides (e outros opositores) para a Sibéria ou pior...

No fundo, no fundo, eram e são farinha do mesmo saco.

Bem, perdoem-me a arenga e leiam o VPV, que vale a pena.

O Eduardo está de morte, bolas!!!

(in Público, 31JUL 2006)

Eu a cortar-me no palavreado mais forte, dando à senhora o benefício da dúvida, e o EPR sai a terreiro com uma desanca em forma...

O EPC, o Eduardo (merece este tratamento mais próximo!), um dos destacados sicofantas do templo da Kultura cá da Parvónia, é que não foi de intrigas e desfiou o rosário de, ao que parece, queixas antigas.

Até aquela de a família ter andado a comer dos subsídios para as artes, até isso não lhe escapou.

Esperemos por outra carta aberta da senhora (a pianista, como lhe chama o Eduardo) que a última, francamente, era um bocado pífia...

Friday, July 28, 2006

...O QUE É QUE DIZ ELA??!!

Porra, alguém percebe o que é que a tipa diz?!

Mi diga, vai?

MARIA JOÃO PIRES TORTURADA?!

A conhecida pianista Mª João Pires deixou Portugal para se fixar no Brasil, alegando ter sido vítima de verdadeira tortura por parte das autoridades portuguesas.

Tenciona criar no Brasil um "projecto" como o que agora abandonou em Belgais.

O dito projecto, um centro e escola de artes musicais, que a pianista criou no interior de Portugal (ali para a Beira Baixa), pesem embora todos os méritos e todos os benefícios para a região, muito carente de equipamentos e actividades culturais, estava, à partida, condenado ao fracasso.

De facto, longe das grandes audiências que só uma região densamente povoada proporciona (leia-se, uma grande cidade) e, pela mesma razão, impedida de atrair um número significativo de estudantes pagantes, esse meritório projecto dependia quase a 100% de haver alguém que alimentasse a actividade, sem qualquer retorno económico. Isto é, tratou-se desde o início de mais uma mão estendida a disputar os subsídios estatais, escassos e ainda bem!

Pela minha parte, desejo-lhe as maiores felicidades e que tenha aprendido alguma coisa (duvido...) com este insucesso.

Monday, July 24, 2006

QUE VIVAM ASPU!!!

(in Público de 24 JUL 2006)

Fantástico, delicioso, foi a coisa ter nascido como reacção à chantagem puritana dos Camones:

- "a gente dá cacau para a luta contra a sida desde que vocês condenem a prostituição".

A oferta foi recusada e aspu (abreviatura de as putas) decidiram angariar fundos, tanto ou mais do que perderam por não irem na conversa dos Camones.

A marca DASPU (das putas, em versão mais curta) é um sucesso!

Para maior delícia, as donas, duas Lúcias, de uma boutique finérrima chamada Daslu, ficaram chateadas por lhes roubarem a ideia da marca e ameaçaram meter em tribunal as lançadoras da Daspu. As dondocas tiveram que recuar, metidas a ridículo por tudo o que era televisão, rádio e folha de couve, e aspu tiveram uma publicidade gratuita que ajudou, e muito, a lançar a marca.

By the way, no Brasil a prostituição já é uma profissão reconhecida e há legislação na forja para regulamentar essa actividade profissional.

Por cá, continuamos a manter uma situação totalmente favorável ao chulo e ao traficante de mulheres. É uma espécie de dano colateral para defender um princípio moral e a sacrossanta Família cristã. O Professor explica...

Que cócó!

(estas Daspu e Daslu fazem-me lembrar a estória, velhinha, dos manos chineses o Fu e o Ku; zangavam-se, o Ku dava uma chapada no FU que respondia espetando a bengala no olho do Ku - um drama!...)