Sunday, January 06, 2013

FALTA DE VALORES?! Só se fosse no "nosso" tempo...


A Revista 2 do Público traz hoje um artigo sobre o que o que a juventude pensa, o que é ser português nos dias de hoje, etc.
 
Vejam o que dizem três putos (12 e 13 anos) e digam-me lá se essa treta da crise de valores não é mesmo conversa fiada de malta do "nosso tempo" que acha que o mundo está acabar ... para eles, claro!
 
Há uma falta de respeito pelos ‘stôres’. E pelos pais. Falo por mim, de vez em quando também respondo aos meus pais. Depois arrependo-me.
Espero que os meus filhos, um dia, gostem dos pais”
Sérgio, 12 anos
 
 
 
"Eu ouço mais no telejornal [crise] do que se fala em casa. Há pessoas que não estão afectadas pela crise; às vezes há promoções e compram porque está mais barato, mesmo que não precisem”Miguel, 12 anos
 
 
 
"Não sou o centro das atenções nem sou apagada pelos outros.
Faço o que quero e pronto.
Estou ali. Sou boa pessoa."
Emília, 13 anos
 
 
Os putos e os outros na faixa etária a seguir deviam fazer-nos pensar mais, inspirar-nos mais em vez de lamentarmos tanto que hoje o "ideal" antifascista não esteja no topo da to do list da malta jovem (fascismo?! isso já era...) e que não haja um Maio 68 ou 25 de Abril para os "formar" (ou deformar...).


JOAQUIM AGUIAR E A CRISE


O Público traz hoje uma entrevista com Joaquim Aguiar que recomendo vivamente.
 
À guisa de engodo deixo-vos aqui uns "recortes" que não pretendem se um resumo nem nada que se pareça. Foram apenas frase que me pareceram pertinentes e/ou insólitas mas, em qualquer dos casos, a darem que pensar.
 
E fazer-nos pensar já é muito bom...
 
Aqui vão:

"Bom, quem não tem receitas corta nas despesas."
 
"Nós temos que construir de novo construindo os alicerces no terreno em que estamos e não recordando o terreno em que foram colocados os alicerces do passado. Nós não temos crescimento e temos envelhecimento. Continuarmos a insistir no mesmo tipo de cálculo é o imaginário a tentar esconder o real."
 
 
"Não há dúvida que a falência de um Estado nacional é absolutamente inconstitucional. Nenhuma Constituição pode pressupor esse tipo de situação. Mas, no caso português, isso aconteceu. O real tornou-se inconstitucional. Quando o real se torna inconstitucional, a política tem que alterar o imaginário."
  
"Mas eles têm uma cultura política competitiva, que se adapta rapidamente às circunstâncias da competição. Basta alguém em alguma parte do mundo fazer melhor uma determinada actividade para que quem tem uma cultura política competitiva acompanhe essa evolução. Quem tem uma cultura política distributiva é completamente diferente, porque essa cultura, quanto mais perde competitividade, mais quer ser protegida."
 
 
"E a terceira geração? (de políticos) Já nasceu nos partidos. É uma geração de funcionários. Sabem tudo sobre a carreira de funcionário e desconhecem em absoluto o que é a fundação de um regime e a construção de uma plataforma estratégica."
 
"Um Governo de iniciativa presidencial seria uma alternativa?  Um sistema presidencial significaria que todos os grupos de interesses passariam a ter um referencial único para desencadearem as suas operações de captura. Quando vemos certos acidentes trágicos que aconteceram em Portugal, como o caso BPN, que não se pode desligar da cobertura simbólica que Cavaco Silva  proporcionou, porque esse desastre foi feito e construído por ex-colaboradores do Presidente, na altura primeiroministro, que se serviram dele para ganhar uma idoneidade bancária que manifestam não tinham...
Todos os sistemas presidenciais se prestam a este tipo de utilização da figura simbólica do Presidente. O presidencialismo é aquilo que não pode nunca resolver nada no caso da política portuguesa." (sublinhado meu)
 
 "Estes planos de ajustamento vão sendo sucessivamente ajustados àquilo que são as próprias revelações do programa anterior. Nem a troika, nem o Governo, nem o Presidente sabem qual é a trajectória certa, porque ninguém conhece os mares em que estamos a navegar ou já nos afundámos."

"Mas há coisas úteis mesmo para um pastor incompetente que é uma tempestade. Porque numa tempestade o rebanho junta-se e nem é preciso o cão para o juntar. Junta-se espontaneamente. É nessa fase que nós devemos preparar o futuro. Porque quando passar a tempestade não se pode esperar que o rebanho continue ali parado com o temor à catástrofe, mas é para esse momento que é preciso saber para onde vamos dirigirnos. Nós estamos claramente na tempestade."
 
"Porque mesmo aqueles que dizem que é preciso austeridade para corrigir os excessos, a única coisa que dizem é que vamos voltar ao equilíbrio anterior. Ora o equilíbrio anterior já não existe e se voltássemos ao passado era só para voltarmos a criar o mesmo problema."
 
  
"Qual a solução? (para a crise)  O futuro tem que ser uma descontinuidade. Numa crise deste tipo, o presente não liga o passado com o futuro e quem fi car a olhar pelo retrovisor tem um acidente. Agora se esquecer o retrovisor, aquilo que vê à frente é o que lhe oferece a solução para o presente.

Tuesday, December 25, 2012

SILVA PINTO DEIXA O PS

Hoje ouvi por várias vezes a notícia de que Silva Pinto, antigo deputado do PS, tinha deixado o partido por achar que "o Seguro", para além de bom rapaz, não vele um chavo e que as pessoas que o rodeiam nunca farão um bom Governo.
 
Para além de "antigo deputado do PS", pouco mais se dizia e a internet não esclarece muito mais.
 
Tive que me aplicar e lá consegui confirmar que este Silva Pinto é o antigo ministro das corporações de Marcelo Caetano, creio que o último, anteriormente secretário de estado do trabalho.
 
Joaquim Silva Pinto, hoje com 77 anos, pertence a um grupo de "tecnocratas" ou "jovens brilhantes" que Caetano trouxe (ou repescou) para a política que pretendia implementar. Desse grupo faziam parte, entre outros, Xavier Pintado (depois reitor da católica), Rogério Martins (creio que chegou a ministro, no PS), João Salgueiro (esteve em vários governos PSD e foi candidato a lider, derrotado por Cavaco).
Deixo-vos aqui um link, interessante para quem se dedica a estas coisas.

Saturday, December 22, 2012

O SILÊNCIO DOS INOCENTES...

Pode ser uma sugestão politicamente incorreta e, a priori, nem sequer será considerada por vir da "horrorosa" NRA.
 
Mas que faz todo o sentido, faz.
 
Afinal, na guerra combatem-se armas com quê, com feijões?
 
Veja os comentários no Facebook aqui

WIRYIAMU - 40 anos em 16 de Dezembro

Aqui fica um link para não deixar cair este assunto que tanta gente anda a tentar varrer para debaixo do tapete.
 
Veja mais aqui

Sunday, December 09, 2012

Com Louçã disponível, agora é que isto vai!

O Público dá hoje 3 páginas 3 ao grande político Francisco Louçã, hoje disponível para pensar o governo de convergência das esquerdas, o governo que nos vai tirar do atoleiro intemporal em que capitalismo especulador e desregrado nos meteu e conduzir o luso rebanho aos amanhãs que cantam.
Liberto das pesadas funções de "coordenador" do Bloco de (extrema, não esqueçamos, de extrema) Esquerda pelo casalinho Semedo - Catarina, vamos ter Louçã todo para nós. De outra forma não se compreenderia, dado que o apelo da Pátria é claro e veemente:
 
LOUÇÃ!, LOUÇÃ!
 
Ou melhor, dada a intimidade deste cidadão ímpar com a Nação, com a Pátria:
 
FRANSCISCO, Ó FRANCISCO!
 
O Francisco já vai; felizmente a Catarina está a sair-se muito bem, criando até um novo estilo, uma nova lógica com silogismos de fazer tremer os ímpios e fazer Descartes, ou que dele restar, dar voltas na tumba. Dizia a pobrezinha, a partir de uma escola:
 
"Visitei esta escola e não vi gorduras, só vi professores e alunos; portanto (sublinho, eu, o portanto) os cortes que o Governo quer fazer vai ser despedir professores e funcionários..."
 
e por aí fora. Fantástico, o Francisco pode ir em paz que o lugar (melhor, 50% do lugar) está feito.
 
Deixando Catarina a Pequena (merecerá plenamente o cognome de A Grande quando conduzir a sua metade do Bloco ao Poder) e voltando ao Francisco, ele desdobra-se em profecias, dúvidas e afirmações dignas do lider carismático que é e que faço questão em partilhar convosco:
 
A estrutura de alternância partidária nos governos “é uma forma de corrupção política"
 
O risco que existe é a esquerda ser incapaz
 
É mais fácil Cristo descer à terra do que o Presidente tomar alguma medida sobre os bens essenciais da política orçamenental
 
Quando olhamos para as primeiras filas das bancadas do PS ou do PSD, o número de pessoas que trabalha no BES é assustador
 
Ricardo Salgado, convida lá o piqueno para o BES, pá! As citações vão num arremedo de arco iris, como convém a um partido tão inclusivo como o B (ext) E.
 
Se vos abri o apetite, comprem o Público e leiam o resto.

Saturday, December 08, 2012

Adelino Gomes e a gestão privada da coisa pública...

ADELINO GOMES NÃO É (REPITO, NÃO É) UMA CAVALGADURA.
 
Ok? Que isso fique claro. No entanto...
 
 No entanto ele e mais um magote de briosos rapazes andar a fazer ensaios, artigos, papers e lá chegaremos às teses para marcarem a sua posição à la gauche sobre os malefícios terríveis e irreversíveis da gestão privada de coisas públicas.
 
Esta não cavalgadura afirma "GESTÃO PRIVADA DE UM SERVIÇO PÚBLICO É UMA CONTRADIÇÃO NOS TERMOS".
...
Lendo (em diagonal larga..) não vejo nenhum qed que me faça sequer pestanejar.
 
Para mim, o centro da questão está no controlo e nunca na gestão.
 
Se a gestão falha é mais fácil mudá-la se for privada (cancela-se o contrato, se for caso disso, ou não se renova); se for pública, muda-se o "diretor", que vai mal gerir para outro lado (tem "vínculo" como "gestor público", não é verdade?) mas os FP's ficam como fica a "cultura" da instituição.
 
Se o controlo falha, não muda nada: muda-se o Ministro? O Secretário de Estado? O Diretor Geral? Uma ova, ficam até ao fim da legislatura.

Se uma comunidade é suficientemente grande para conseguir prover determinados serviços para os seus membros e se não é suficientemente pequena para conseguir gerir a coisa como um condomínio ou uma pequena freguesia (reuniões periódicas de todos em que se decide tudo) a comunidade nomeia um "funcionário" para tratar do assunto e, naturalmente, prestar contar periodicamente.

 Já aqui, em pequena dimensão, não vejo qualquer problema em que o funcionário seja membro da comunidade ou seja contratado fora da sociedade, um especialista, um profissional - o essencial é que ele "funcione" de acordo com as especificações da sociedade que o contratou e que esta não o deixe em roda livre - a prestação de contas do que faz e do que gasta é essencial.

 Numa sociedade maior e mais complexa (seja Portugal) os serviços públicos (entenda-se, serviços prestados à comunidade) são prestados por organizações, normalmente pertencentes à estrutura do Estado ou dele direta ou indiretamente dependentes - empresas públicas (EP), serviços públicos (SP), etc. Esses serviços contratam pessoas que podem ou não vir a integrar os serviços de forma permanente tornando-se funcionários públicos (FP) ou limitam-se a prestar serviços com vínculos variáveis (à tarefa, por projeto ou obra, por tempo determinado, etc). Igualmente podem ser contradas empresas para prestarem serviços à EP (ou SP, etc).

 Se a EP deixar os contratados ou os FP em roda livre o serviço à comunidade pode degradar-se ou encarecer injustificadamente.

 De igual modo, se a tutela (Ministério, Direção Geral, etc) deixar as EP, SP, etc, em roda livre o serviço à comunidade degrada-se ou encarece injustificadamente.

 Se a tutela contratar a uma empresa privada a prestação do serviço anteriormente atribuído a uma empresa pública ou simplesmente a gestão dessa EP ou SP, fico à espera que alguma das sumidades demonstre que o centro da questão não é o controlo da tutela sobre a adjudicatária da prestação do serviço à comunidade, exatamente como esse controlo era essencial quando essa prestação estava atribuída a uma SP ou EP.

 Sei que tenho que esperar sentado (ou deitado) - o que Adelino Gomes diz é elucidativo...

Thursday, December 06, 2012

A CARIDADEZINHA E A SOLIDARIEDADEZINHA

Vamos brincar à caridadezinha, festa canasta e boa comidinha... assim cantava o Zé Barata Moura nos tempos da outra senhora, vituperando a burguesia e as tias de Cascais. 
 
toque aqui (espero que dê o cantautor, atual ex reitor)
 
Uma coisa que sempre me chateou é a atitude de certas pessoas "intelectuais" ou "finas" que acham que dar esmola aos pobres é errado: eles habituam-se e passam a parasitar as pessoas em vez de trabalharem. Além disso dar esmola não resolve o problema da pobreza.
 
A primeira razão é mesmo verdadeira - é ver os parasitas que os diversos abonos pós 25 de Abril criaram, as casas para os pobrezinhos, dadas e arregaçadas, o rendimento mínimo garantido e o seu sucessor rendimento social inserção (que não insere puto!), etc, etc, etc.
 
Mas o segundo "argumento" esse sim é que me irrita: eu ao dar esmola (agora já não se diz esmola, diz-se contribuição para os mais necessitados) não estou a tentar resolver o problema d"a pobreza" - isso, quando muito, é quando voto nas eleições. Quando dou esmola (e eu a dar-lhe...) pretendo apenas atenuar o sofrimento, ou fome, ou carências várias  daquela pessoa concreta, naquele momento concreto.
 
A mim pouco me custa e a ele pode ser a diferença entre umas horas com fome e uma horas consolado.
 
Por isso dou esmola (enfim, não dou a drogadinhos nem a gajos com ar de malandro e bom corpinho para vergar a mola, etc).
 
Como sou meio de esquerda (os retornados chamam-me comuna por ter apoiado e continuar a apoiar a descolonização e a R.P. Angola) meio de direita (é verem o que me chamam os comunas e outros esquerdalhos, eheheheh) eu não faço caridadezinha nem atos de solidariedade: faço atos de caridadezinha solidária.

Presumo que assim já não me chateiam...

A HIPOCRISIA E A MORTE

O Publico dedica hoje quatro páginas (incluindo a primeira que, como mostro, lhe é dedicada em mais de metade) a  Joaquim Benite .
 
O Público refere também a morte de Dave Bruebeck, o pianista que (terá feito) o jazz sorrir (uma página interior com chamada à 1ª) e nada sobre Niemeyer, que morreu já depois do fecho da edição.
 
O que me chateia (e daí o título) é que não obstante ler jornais todos os dias um semanário ao fim de semana, ver vários telejornais e acompanhar as notícias pelo rádio durante grande parte do dia, não me lembro de ter ouvido alguma referência a Benite - ainda por cima tem um nome nada vulgar de que me lembraria.
 
Imagino que nas notícias sobre teatro o nome dele me tenha passado à frente várias vezes, mas sem qualquer destaque que me levasse a ler a notícia - essa secção, em geral, só sobrevôo, muito por alto.
E, afinal, o homem terá sido um dos grandes do teatro português atual.
 
Então por que raio não lhe foi dado o devido destaque em vida e todo este destaque na morte?!

Não percebo (e gostava de perceber).

Nesta linha, reparem que a entrada na Wikipedia (link no nome, acima) tem todo o "ar" de ter sido feita à pressa por alguém que, noticiada a morte, se apercebeu que não existia nada e meteu um texto e alguns links. Tratamos muito mal as pessoas em vida e, depois de mortas, apressamo-nos a incensá-las.

Triste!
 
 
 

Saturday, November 24, 2012

A UNIÃO EUROPEIA - FALHANÇO OU TALVEZ NÃO

Com a sua moca sempre afiada, Vasco Pulido Valente zurze forte e feio na União Europeia que, pelos vistos, desiludiu muita gente - toda a gente?
 
Os países do sul (em particular as suas elites esquerdalhas...) queixam-se que os países do norte deviam ser solidários - suponho que pagando as dívidas que aqueles acumularam e agora não querem ou não podem pagar ou, muito simplesmente, não querem apertar o cinto para pagar.
 
Muita gente está desiludida porque esperava que por artes mágicas (ou por arrasto do Euro) o Europa das Nações tendesse para um verdadeiro Estado, uma espécie de Estados Unidos da Europa.
 
Os ingleses, gente "antiga" e que está habituada a tratar dos seus assuntos (às vezes with a little help from their friends, claro) vê na União Europeia pouco mais que uma área de livre comércio, com benefício para todas as partes, enquanto as tais "todas as partes" acharem que têm de facto vantagens em pertencer à União. A Inglaterra não entrou no Euro, por motivos óbvios - digo eu.
 
Afinal, as pessoas (e as nações) são felizes ou infelizes consoante as fasquias das expectativas são colocadas ao seu alcance (com um esforçozinho, estimulante) ou completamente fora dele - e da realidade.
 
Um amigo meu tentava, já há uns bons dez ou vinte anos mostrar-me que as Pátrias europeias, as "nacionalidades" estavam em clara retração face à cidadania emergente - a europeia - e que isso se sentia quando se cruzavam fronteiras sem parar, se falavam duas ou três línguas e toda a gente se entendia.
 
Eu contrapunha os movimentos centrífugos em Espanha (várias nacionalidades em união mais que precária), na ex-URSS que deu numa dúzia de países e, mesmo assim, ainda há duas ou três (se calhar mais) nacionalidades a "ferver" como a Tchechénia. Nos balcãs, a Juguslávia, estava novamente a balcanizar-se, com guerras fraticidas pseudo "religiosas", a Bélgica instável como sempre e... por aí fora.
 
Parece-me que o que faz sentido é mesmo encararmos a Europa como ela é - a Europa das Pátrias - e tentarmos manter o que conseguimos: um mercado comum, um espaço de livre circulação de pessoas e bens, com normas e regulamentos comuns para várias áreas de atividade, com várias políticas comuns ou concertadas coordenadas por órgãos representativos dos países membros  e ... não forcemos a nota. Vamos com calma.
 
O Euro está a tornar-se num problema, moeda única num espaço não unificado politicamente, com orçamentos descoordenados e finanças, em muitos casos, à beira da ruína.
 
Mas entre o Euro matar a Europa-que-temos e a Europa sacrificar o Euro - claramente, que se lixe o Euro!

BAGAS DE GOJI - MUITO FIXE!

Já há alguns meses que reparei, na zona dos amendoins, cajus, etc, uma bancada com estes pacotinhos que, à primeira vista, me pareceram conter piri piri.
 
A minha caríssima metade interessou-se pelo assunto e acabámos por comprar (e temos comprado regularmente) estes frutinhos secos vindos da China, tipo passas, adocicados que, segundo os vários sites que visitei, só não tratam o mau olhado e a espinhela caída.
 
Do colesterol à falta de "licuto", fazem bem a tudo.
 
Ora veja mais aqui

Monday, November 19, 2012

Para a "esquerda" uma Jonet aceitável é uma Jonet calada...

A esquerdalhada e os seus compagnons de route continuam o ataque à Xonet. 
 
É que ela não é solidária, ela faz "caridadezinha". Há pouco, o BA era o máximo; a Xonet opinou - caiu o Carmo, a Trindade, o hotel Vitória, o Rato e por ai fora.
 
Queriam-na calada, era o que era!

A Gaza do Há Mais ou a desonestidade engagée...

Erro estratégico, diz Público!
 
Erro estratégico, my ass! (digo eu) 
 
O reinício em força do lançamento de mísseis artesanais melhorados (o Há Mais aproveita bem as tréguas, emerge sempre mais forte...) devia ter sido ignorado por Israel, em nome duma trégua duradoura, dizem as pombinhas de Israel (não é só a Cat'rina que tem pombinhas, não julguem...)
 
Que ingenuidade... ou que desonestidade engagée!

Sunday, October 14, 2012

AINDA A PRAGA DAS PRAXES!

Clique para ampliar e ler
O Público de hoje traz um artigo de uma professora da universidade do Minho, sobre a praxe.
Não traz propriamente argumentos novos, mas é bom que não esqueçamos os "antigos" para vermos que continuam perfeitamente atuais:
- o processo de integração dos novos alunos passava muito bem som a praxe;
- a praxe propicia oportunidades aos tipos mal formados e mais ou manos tarados para darem largas às sua frustrações, às suas taras, aos seus complexos (de inferioridade?...);
- a praxe representa uma perda de tempo perfeitamente injustificável no início do ano levando muitos alunos a faltarem as primeiras duas ou três semanas para se livrarem das cavalidades dos "doutores";
- a praxe estabelece uma hierarquia perfeitamente ilegítima e indesejável em que os alunos dos anos mais adiantados "mandam" nos dos anos abaixo, pelo menos nos caloiros.
Tenho-me farto de escrever sobre o assunto (veja, por exemplo  aqui) mas por hoje basta-me o texto da professora Laura Ferreira dos Santos que aqui vos deixo.

Saturday, October 06, 2012

A DESPESA DO ESTADO

Por entre o ruído que a oposição e os "indignados" fazem, amplificado pela comunicação dita social que vê nas desgraças, acidentes, tragédias e por aí fora a oportunidade de ouro para vender papel ou sound bytes, é interessante vermos o que fez o governo (o tal que não governa, cheio de incompetentes, mentirosos e gatunos, "povo" dixit...) e, a menos quo José António Fernandes esteja a inventar números com objetivos inconfessáveis, parece que a gestão parcimoniosa da Saúde, da Educação, da Segurança Social e até (espantem-se caríssimos!) nas PPP's está a dar os seus frutos.
 
Entre 2010 e 2012 a despesa do Estado encolheu de € 83.000.000.000 (oitenta e três mil milhões para quem fique de olhos em bico com tanto zero) para € 70.000.000.000, ou seja € 13.000.000.000 (treze mil milhões) ou seja, ainda, encolhei 15,7%.
 
Nada mau para um governo que não governa, que é "o mais incompetente dos governos em democracia" (para D. Arménio, vivemos em democracia quando lhe convém...).
 
Deixo-vos aqui o texto completo do José Manuel Fernandes, com a devida vénia, e destaco a parte final, muito interessante, em que ele lembra que o país longe de ter chegado a este ponto por obra e graça "da Europa" ou "dos bancos", foi conduzido até aqui por governantes que tomaram decisões, fizeram ou tentaram fazer reformas, fizeram opções e "apostaram" num determinado caminho.
 
Por muito que os inteligentes, de esquerda e direita, ataquem o desgraçado do Passos Coelho, a verdade verdadinha é que ele recebeu um barco carregado de pedras, com um manifesto de carga falseado (os buracos que foram surgindo foram mais que muitos) e cheio de ratos a roerem velas, cordas e casco.
 
Mas o que malta quer mesmo é que a Europa nos dê uma palmadinha nas costas, pague as dívidas por nós, sem termos que apertar o cinto... e podermos continuar a viver a crédito como se fossemos aí uns 10% mais ricos do que realmente somos.
 
Isso é que era do caraças, hã?!
 

Sunday, September 02, 2012

MANUEL LOFF SEGUNDO Mª FILOMENA MÓNICA

A historiadora Maria Filomena Mónica comenta a polémica entre dois colegas, sendo que ela considera o Manuel Loff um historiador medíocre - aliás nem o conhecia...
 
MFM não percebe por que é que o Público não lhe puxa as orelhas, pelas mentiras e ordinarices que escreve.

Ela não deve ter reparado que o Público mantém desde há muito, entre os comentadores "encartados", uma criatura que desempenha o papel do comunista puro e duro para quem, realmente, um tipo só pode ser comunista ou fascista. O antecessor do Loff era um "perito de informática", Vilarigues de seu nome, cujas crónicas eram do mais caceteiro, primário e stalinista que eu me lembro de ter alguma vez lido.
 
O "historiador" Loff recebeu o testemunho e segue o guião com entusiasmo sem desvios.

Saturday, August 18, 2012

A crise, a tropa, a comunicação "social"...

Clique para ampliar e ler
Deixo-vos aqui o editorial do APOIAR nº 75 que, se bem que seja de Junho passado, é perfeitamente atual ao tecer considerações sobre a "nossa imprensa", o que a move, o acompanhamento que (não) faz dos "escândalos" que promove, a influência nefasta que tem sobre os cidadãos que ainda acreditam no que a comunicação dita social comunica, que ainda não perceberam quão artifical é o ambiente de fim de regime, quando não de fim de vida, que ela promove e de que se alimenta. Mas, ai de nós, uma imprensa livre, mesmo merdosa, é essencial ao controlo do Poder do Estado que, sem ela, seria quase incontrolável, pior: quando o Estado controla a comunicação "social" tem (quase) todas as condições para se eternizar.

Que o digam os degraçados cidadãos dos antigos países comunistas, que o diagam os alemães e italianos nos anos 20, 30, 40...


Tuesday, August 14, 2012

OS PROFESSORES DESEMPREGADOS

Clique nas manchas para ampliar e ler
O Publico trazia esta manhã um artigo de José Carvalho em que ele tece considerações sobre a reivindicação dos "professores" para que o Estado lhes garanta empregos, quaisquer que sejam as alterações no número de estudantes, de escolas, de cursos. Os professores é que não podem ficar sem ter um encosto. Leia o texto ao lado, de que destaco a parte final, na imagem acima.


ã

OS EQUÍVOCOS SOBRE OS EUCALIPTOS

Sem comentários, transcrevo um artigo que o Público de hoje trazia, escrito por um engenheiro agrónomo, um tal João M. A. Soares.
Contra a diarreia que os "ambientalistas" espalham a propósito dos males que o eucalipto trazem "à floresta" e ao "ambiente", o articulista apresenta dados para quem tiver pachorra e curiosidade verificar.
Se não tiver pachorra pode sempre pensar. Já não era mau...

Saturday, July 28, 2012

A monja e o capitalismo "não ético"

É muito raro ler o DN mas, quando o Público se atrasa muito (o que, ai de mim, não é raro...) lá volto ao pasquim que Saramago procurou sanear de todos os vestígios de "fascismo" durante o verão quente do PREC.

Os colunistas são um mimo, a começar pelo dono da contra capa, o Ferreira Fernandes, que leio sempre só pelo ponto de vista dele, sempre, sempre, diferente do meu...

O padre (e professor de filosofia, nada de dúvidas!) Anselmo Borges prega-nos hoje com a xaropada que acima afixo, nada mais nada menos que o pensamento da irmã Teresa Forcades, beneditina "doutorada em medicina e em teologia".

Com estes pergaminhos, para suportar as ideias que choverão a seguir, procuro logo um guarda chuva, que a tormenta promete.
E vejam só a pérola, a chave de ouro do pensamento monacal, aqui ao lado.

E com esta me vou, abananado: com soluções destas e soluções como as do Génio da Província (o mui digno prof Boaventura) o capitalismo bem pode tremer, a troica abanar e amiga Angela Merkel rir a bandeiras despregadas.

... e eu com ela, eheheheheh!