Thursday, December 06, 2012

A HIPOCRISIA E A MORTE

O Publico dedica hoje quatro páginas (incluindo a primeira que, como mostro, lhe é dedicada em mais de metade) a  Joaquim Benite .
 
O Público refere também a morte de Dave Bruebeck, o pianista que (terá feito) o jazz sorrir (uma página interior com chamada à 1ª) e nada sobre Niemeyer, que morreu já depois do fecho da edição.
 
O que me chateia (e daí o título) é que não obstante ler jornais todos os dias um semanário ao fim de semana, ver vários telejornais e acompanhar as notícias pelo rádio durante grande parte do dia, não me lembro de ter ouvido alguma referência a Benite - ainda por cima tem um nome nada vulgar de que me lembraria.
 
Imagino que nas notícias sobre teatro o nome dele me tenha passado à frente várias vezes, mas sem qualquer destaque que me levasse a ler a notícia - essa secção, em geral, só sobrevôo, muito por alto.
E, afinal, o homem terá sido um dos grandes do teatro português atual.
 
Então por que raio não lhe foi dado o devido destaque em vida e todo este destaque na morte?!

Não percebo (e gostava de perceber).

Nesta linha, reparem que a entrada na Wikipedia (link no nome, acima) tem todo o "ar" de ter sido feita à pressa por alguém que, noticiada a morte, se apercebeu que não existia nada e meteu um texto e alguns links. Tratamos muito mal as pessoas em vida e, depois de mortas, apressamo-nos a incensá-las.

Triste!
 
 
 

Saturday, November 24, 2012

A UNIÃO EUROPEIA - FALHANÇO OU TALVEZ NÃO

Com a sua moca sempre afiada, Vasco Pulido Valente zurze forte e feio na União Europeia que, pelos vistos, desiludiu muita gente - toda a gente?
 
Os países do sul (em particular as suas elites esquerdalhas...) queixam-se que os países do norte deviam ser solidários - suponho que pagando as dívidas que aqueles acumularam e agora não querem ou não podem pagar ou, muito simplesmente, não querem apertar o cinto para pagar.
 
Muita gente está desiludida porque esperava que por artes mágicas (ou por arrasto do Euro) o Europa das Nações tendesse para um verdadeiro Estado, uma espécie de Estados Unidos da Europa.
 
Os ingleses, gente "antiga" e que está habituada a tratar dos seus assuntos (às vezes with a little help from their friends, claro) vê na União Europeia pouco mais que uma área de livre comércio, com benefício para todas as partes, enquanto as tais "todas as partes" acharem que têm de facto vantagens em pertencer à União. A Inglaterra não entrou no Euro, por motivos óbvios - digo eu.
 
Afinal, as pessoas (e as nações) são felizes ou infelizes consoante as fasquias das expectativas são colocadas ao seu alcance (com um esforçozinho, estimulante) ou completamente fora dele - e da realidade.
 
Um amigo meu tentava, já há uns bons dez ou vinte anos mostrar-me que as Pátrias europeias, as "nacionalidades" estavam em clara retração face à cidadania emergente - a europeia - e que isso se sentia quando se cruzavam fronteiras sem parar, se falavam duas ou três línguas e toda a gente se entendia.
 
Eu contrapunha os movimentos centrífugos em Espanha (várias nacionalidades em união mais que precária), na ex-URSS que deu numa dúzia de países e, mesmo assim, ainda há duas ou três (se calhar mais) nacionalidades a "ferver" como a Tchechénia. Nos balcãs, a Juguslávia, estava novamente a balcanizar-se, com guerras fraticidas pseudo "religiosas", a Bélgica instável como sempre e... por aí fora.
 
Parece-me que o que faz sentido é mesmo encararmos a Europa como ela é - a Europa das Pátrias - e tentarmos manter o que conseguimos: um mercado comum, um espaço de livre circulação de pessoas e bens, com normas e regulamentos comuns para várias áreas de atividade, com várias políticas comuns ou concertadas coordenadas por órgãos representativos dos países membros  e ... não forcemos a nota. Vamos com calma.
 
O Euro está a tornar-se num problema, moeda única num espaço não unificado politicamente, com orçamentos descoordenados e finanças, em muitos casos, à beira da ruína.
 
Mas entre o Euro matar a Europa-que-temos e a Europa sacrificar o Euro - claramente, que se lixe o Euro!

BAGAS DE GOJI - MUITO FIXE!

Já há alguns meses que reparei, na zona dos amendoins, cajus, etc, uma bancada com estes pacotinhos que, à primeira vista, me pareceram conter piri piri.
 
A minha caríssima metade interessou-se pelo assunto e acabámos por comprar (e temos comprado regularmente) estes frutinhos secos vindos da China, tipo passas, adocicados que, segundo os vários sites que visitei, só não tratam o mau olhado e a espinhela caída.
 
Do colesterol à falta de "licuto", fazem bem a tudo.
 
Ora veja mais aqui

Monday, November 19, 2012

Para a "esquerda" uma Jonet aceitável é uma Jonet calada...

A esquerdalhada e os seus compagnons de route continuam o ataque à Xonet. 
 
É que ela não é solidária, ela faz "caridadezinha". Há pouco, o BA era o máximo; a Xonet opinou - caiu o Carmo, a Trindade, o hotel Vitória, o Rato e por ai fora.
 
Queriam-na calada, era o que era!

A Gaza do Há Mais ou a desonestidade engagée...

Erro estratégico, diz Público!
 
Erro estratégico, my ass! (digo eu) 
 
O reinício em força do lançamento de mísseis artesanais melhorados (o Há Mais aproveita bem as tréguas, emerge sempre mais forte...) devia ter sido ignorado por Israel, em nome duma trégua duradoura, dizem as pombinhas de Israel (não é só a Cat'rina que tem pombinhas, não julguem...)
 
Que ingenuidade... ou que desonestidade engagée!

Sunday, October 14, 2012

AINDA A PRAGA DAS PRAXES!

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O Público de hoje traz um artigo de uma professora da universidade do Minho, sobre a praxe.
Não traz propriamente argumentos novos, mas é bom que não esqueçamos os "antigos" para vermos que continuam perfeitamente atuais:
- o processo de integração dos novos alunos passava muito bem som a praxe;
- a praxe propicia oportunidades aos tipos mal formados e mais ou manos tarados para darem largas às sua frustrações, às suas taras, aos seus complexos (de inferioridade?...);
- a praxe representa uma perda de tempo perfeitamente injustificável no início do ano levando muitos alunos a faltarem as primeiras duas ou três semanas para se livrarem das cavalidades dos "doutores";
- a praxe estabelece uma hierarquia perfeitamente ilegítima e indesejável em que os alunos dos anos mais adiantados "mandam" nos dos anos abaixo, pelo menos nos caloiros.
Tenho-me farto de escrever sobre o assunto (veja, por exemplo  aqui) mas por hoje basta-me o texto da professora Laura Ferreira dos Santos que aqui vos deixo.

Saturday, October 06, 2012

A DESPESA DO ESTADO

Por entre o ruído que a oposição e os "indignados" fazem, amplificado pela comunicação dita social que vê nas desgraças, acidentes, tragédias e por aí fora a oportunidade de ouro para vender papel ou sound bytes, é interessante vermos o que fez o governo (o tal que não governa, cheio de incompetentes, mentirosos e gatunos, "povo" dixit...) e, a menos quo José António Fernandes esteja a inventar números com objetivos inconfessáveis, parece que a gestão parcimoniosa da Saúde, da Educação, da Segurança Social e até (espantem-se caríssimos!) nas PPP's está a dar os seus frutos.
 
Entre 2010 e 2012 a despesa do Estado encolheu de € 83.000.000.000 (oitenta e três mil milhões para quem fique de olhos em bico com tanto zero) para € 70.000.000.000, ou seja € 13.000.000.000 (treze mil milhões) ou seja, ainda, encolhei 15,7%.
 
Nada mau para um governo que não governa, que é "o mais incompetente dos governos em democracia" (para D. Arménio, vivemos em democracia quando lhe convém...).
 
Deixo-vos aqui o texto completo do José Manuel Fernandes, com a devida vénia, e destaco a parte final, muito interessante, em que ele lembra que o país longe de ter chegado a este ponto por obra e graça "da Europa" ou "dos bancos", foi conduzido até aqui por governantes que tomaram decisões, fizeram ou tentaram fazer reformas, fizeram opções e "apostaram" num determinado caminho.
 
Por muito que os inteligentes, de esquerda e direita, ataquem o desgraçado do Passos Coelho, a verdade verdadinha é que ele recebeu um barco carregado de pedras, com um manifesto de carga falseado (os buracos que foram surgindo foram mais que muitos) e cheio de ratos a roerem velas, cordas e casco.
 
Mas o que malta quer mesmo é que a Europa nos dê uma palmadinha nas costas, pague as dívidas por nós, sem termos que apertar o cinto... e podermos continuar a viver a crédito como se fossemos aí uns 10% mais ricos do que realmente somos.
 
Isso é que era do caraças, hã?!
 

Sunday, September 02, 2012

MANUEL LOFF SEGUNDO Mª FILOMENA MÓNICA

A historiadora Maria Filomena Mónica comenta a polémica entre dois colegas, sendo que ela considera o Manuel Loff um historiador medíocre - aliás nem o conhecia...
 
MFM não percebe por que é que o Público não lhe puxa as orelhas, pelas mentiras e ordinarices que escreve.

Ela não deve ter reparado que o Público mantém desde há muito, entre os comentadores "encartados", uma criatura que desempenha o papel do comunista puro e duro para quem, realmente, um tipo só pode ser comunista ou fascista. O antecessor do Loff era um "perito de informática", Vilarigues de seu nome, cujas crónicas eram do mais caceteiro, primário e stalinista que eu me lembro de ter alguma vez lido.
 
O "historiador" Loff recebeu o testemunho e segue o guião com entusiasmo sem desvios.

Saturday, August 18, 2012

A crise, a tropa, a comunicação "social"...

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Deixo-vos aqui o editorial do APOIAR nº 75 que, se bem que seja de Junho passado, é perfeitamente atual ao tecer considerações sobre a "nossa imprensa", o que a move, o acompanhamento que (não) faz dos "escândalos" que promove, a influência nefasta que tem sobre os cidadãos que ainda acreditam no que a comunicação dita social comunica, que ainda não perceberam quão artifical é o ambiente de fim de regime, quando não de fim de vida, que ela promove e de que se alimenta. Mas, ai de nós, uma imprensa livre, mesmo merdosa, é essencial ao controlo do Poder do Estado que, sem ela, seria quase incontrolável, pior: quando o Estado controla a comunicação "social" tem (quase) todas as condições para se eternizar.

Que o digam os degraçados cidadãos dos antigos países comunistas, que o diagam os alemães e italianos nos anos 20, 30, 40...


Tuesday, August 14, 2012

OS PROFESSORES DESEMPREGADOS

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O Publico trazia esta manhã um artigo de José Carvalho em que ele tece considerações sobre a reivindicação dos "professores" para que o Estado lhes garanta empregos, quaisquer que sejam as alterações no número de estudantes, de escolas, de cursos. Os professores é que não podem ficar sem ter um encosto. Leia o texto ao lado, de que destaco a parte final, na imagem acima.


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OS EQUÍVOCOS SOBRE OS EUCALIPTOS

Sem comentários, transcrevo um artigo que o Público de hoje trazia, escrito por um engenheiro agrónomo, um tal João M. A. Soares.
Contra a diarreia que os "ambientalistas" espalham a propósito dos males que o eucalipto trazem "à floresta" e ao "ambiente", o articulista apresenta dados para quem tiver pachorra e curiosidade verificar.
Se não tiver pachorra pode sempre pensar. Já não era mau...

Saturday, July 28, 2012

A monja e o capitalismo "não ético"

É muito raro ler o DN mas, quando o Público se atrasa muito (o que, ai de mim, não é raro...) lá volto ao pasquim que Saramago procurou sanear de todos os vestígios de "fascismo" durante o verão quente do PREC.

Os colunistas são um mimo, a começar pelo dono da contra capa, o Ferreira Fernandes, que leio sempre só pelo ponto de vista dele, sempre, sempre, diferente do meu...

O padre (e professor de filosofia, nada de dúvidas!) Anselmo Borges prega-nos hoje com a xaropada que acima afixo, nada mais nada menos que o pensamento da irmã Teresa Forcades, beneditina "doutorada em medicina e em teologia".

Com estes pergaminhos, para suportar as ideias que choverão a seguir, procuro logo um guarda chuva, que a tormenta promete.
E vejam só a pérola, a chave de ouro do pensamento monacal, aqui ao lado.

E com esta me vou, abananado: com soluções destas e soluções como as do Génio da Província (o mui digno prof Boaventura) o capitalismo bem pode tremer, a troica abanar e amiga Angela Merkel rir a bandeiras despregadas.

... e eu com ela, eheheheheh!

Wednesday, July 18, 2012

O INACREDITÁVEL JANUÁRIO TORGAL, BISPO DA ICAR E DAS FA'S


Estaria bêbado?! Sob o efeito de drogas?! Reparem na expressão esquisita, transtornada do gajo, muito, muito estranho. Quanto ganhará o capelão das FA's para ficar tão fora de si por perder os dois subsídios? Que grande materialista me saíu este gajo, eheheheh!

Mais a sério, só me faltava mais esta: nem o PCP, nem o Bloco de (extrema) Esquerda foram capazes de tal despautério.

O sacana do Januário nem as pensa: governo profundamente corrupto (o governo de Sócrates era um cordeirinho comparado com este), ladrões, cada um tem o seu gang, diabos negros (esta terá conotação racista ou será rebuscada linguagem de sacristia?).

Se estas "acusações" fossem feitas por um político normal não deixariam de resultar numa série de processos-crime por difamação, denúncia caluniosa, etc, etc, etc.

Mas feitas por um desgraçado que vive de enganar o próximo com vãs promessas de amanhãs que cantam, eternamente, no Céu (onde?!), integrado numa organização tentacular e altamente corrupta, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que oculta e protege padres e bispos pedófilos como uma verdadeira rede criminosa (nos States e na Irlanda é o que parece!), feitas por este desgraçado é natural que, para além de comentários discretos, a coisa fique por aqui.

O senhor Bispo, ansioso por afirmação e reconhecimento público, soprou mais uma vez (desta vez, com muita força) os trompettes de la renommée, deu uma de homem, deu uma de macho latino e pode dormir feliz nos braços de Morfeu ou de alguma paroquiana (ou paroquiano) mais amável...

Merda de gajo!

Saturday, July 14, 2012

MÉDICOS - DEFENSORES DO SNS OU DO TACHO?

Só para não deixar passar em branco a greve dos mérdicos: como é possível ter uma cara de pau tão grande para estes bandalhos virem dizer a público que estão muito preocupados com o SNS (está ameaçado, pelos vistos, por quem se desunha por arranjar dinheiro para o manter a funcionar...) e que por isso fizeram a greve.

Se não, vejamos:

  • Os médicos do SNS podem (têm tempo) para dar consultas particulares ao fim da tarde, que muitas vezes começa antes das 4 da tarde;
  • Para recuperarem as listas de espera (causadas pela sua baixíssima produtividade) têm "incentivos" que resultam, por vezes, em milhares de Euros (em alguns casos dezenas de milhar) por mês;
  • Devido à falta de médicos (o palerma que a foto mostra mais o bastonário dizem que há faculdades a mais a formar excesso de médicos) estes bandalhos têm que trabalhar mais horas pelo que auferem horas extraordinárias, muitas vezes vários ordenados base;
  • Os médicos sempre se manifestaram contra a abertura de novas faculdades de medicina (para manter a qualidade...), mesmo quando o SNS se via forçado a importar médicos espanhóis, cubanos, e por aí fora, e milhares de utentes não tinham médico de família, situação que se mantém;
  • Os médicos (como classe, representados pela Ordem) sempre foram contra os genéricos - não é preciso ser velho para nos lembrarmos das suas posições sobre os perigos dos genéricos, contribuindo para manter bem altas das despesas com medicamentos (e, dizem, os seus "prémios de produtividade" pagos de diversas formas pelas farmacéuticas);
  • Os médicos sempre foram e continuam a ser contra a receita por princípio ativo, mantendo a defesa dos seus privilégios e benesses pelas farmacéuticas que os patrocinam;

Todos os pontos acima resultam em custos acrescidos para o SNS. É preciso mais? Não me parece, temos aqui pano para mangas para perceber que os senhores doutores apenas defendem o pleno emprego (da classe, claro), as carreiras na função pública que lhes permitem atuar na "privada" e ... tudo a bem do doente.

Se a hipocrisia matasse, nem o SNS lhes valia, eheheh! 

MIJATORIUM ET CAGATORIUM

Parece-me estar cientificamente provado que os portugueses mijam cada vez menos. Só assim compreendo que sendo nós muitos mais que no início do século XX os mictórios públicos, abundantes nesses tempos idos, aquelas maravilhas em ferro fundido de que ainda ainda há vestígios, como o dos Olivais, na praça da Viscondessa, tenham vindo a fechar de forma definitiva e sem alternativa que não seja um canto esconso, uma árvore mais entroncada, um jardim com umas bissapas mais densas.

Já tive uma urgência satisfeita, à saída do Hospital da Cruz Vermelha, graças a um mato razoavelmente denso que me protegeu das vistas dos passantes com gelosias vegetais eficazes.

E quanto a cagatórios nem é bom falar: fechou quase tudo o que nos deixa mais expostos porque a função é mais elaborada e exige meios diversificados. Além disso, o repúdio público é bem mais marcado que uma simples mijinha atrás de uma qualquer árvore.

O Campo Grande não é excepção e lá está uma bela construção onde o lisboeta se aliviava em tempos idos, agora fechada e sem esperança de reabertura.

Mas no Campo Grande, felizmente, não falta onde dar uma mijada ou mesmo arrear o calhau, pelo que o encerramento do mictorium et cagatorium não é crítico.

Saturday, July 07, 2012

AS PISCINAS MUNICIPAIS

Esta manhã, nas minhas voltas de bicicleta, dei uma espreitadela à piscina do Campo Grande, fechada há anos.

Chamou-me a atenção o portão de rede entreaberto, de modo que entrei no recinto montado na bicicleta e tirei as fotos que aqui vos deixo.

O recinto está completamente ao abandono, aparentando ter sido roubado tudo o que tinha algum valor e estragado o resto - os vidros partidos estão por todo o lado. Como de costume, o que não era possível roubar foi destruído. Como sabem, o marginal o que não consegue roubar, estraga; o que não consegue estragar, suja.
E a Câmara Municiapal de Lisboa dá uma ajudinha: o recinto não tem guarda, nem qualquer espécie de segurança que se veja e os portões estão abertos a quem lá quiser ir partir mais uns vidros, cagar num canto ou ... emboscar-se à espera de um incauto lhe passe à mão ou entre na armadilha para ver ou tirar fotografias.
Senti-me muito, muito inseguro, pelo que não me afastei mais que um ou dois metros do portão.
Que a CML está em cheta toda a gente sabe, mas é uma pena (será crime?!) que deixe degradar a este ponto uma piscina que estava a funcionar (tinha aquela cobertura em bolha de ar tão característica) quando fechou para obras.

Tenho ir dar uma espreitadela à dos Olivais, mas pinta-me que estará mais ou menos como esta.


Thursday, June 28, 2012

OS PROFESSORES DESEMPREGADOS E A EMIGRAÇÃO

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Na arrumação habitual de coisas que ficaram a meio (...) encontro este bocado da página do José Manuel Fernandes (no Expresso, creio), já com umas semanitas, mas tratando de um tema perfeitamente atual.

Como sempre JMF documenta-se e vai a direito. No caso dos professores desempregados (já estou a ouvir o indescritível D. Arménio a indignar-se...), a situação é a seguinte:

A população portuguesa tem vindo consistentemente a envelhecer, o número de jovens vem diminuindo, o que faz com que desde os anos 90 o número de alunos tenha caído mais de 30%. No entanto, o número de professores empregados para esses alunos passou de 120.000 para 146.000, ou seja aumentou 21%.

O kamarada Arménio e o seu grupo de defensores-dos-pendurados-no-Estado acham que o Estado devia criar empregos para absorver os professores desempregados.

Como é que se pode levar esta malta a sério?!

A RECEITA DO BOAVENTURA PARA FINTAR A CRISE (E OS CREDORES...)

Esta manhã, ao arrumar fotografias dei de caras com um post com mais de um ano em que eu zurzia no desgraçado do Boaventura Sousa Santos (BSS), que de desgraçado não tem nada assim ele vá tendo audiência para as suas teses simplistas que lhe permita manter os tachos e tachinhos que um "vulto" da sua estatura merece.

A verdade é que o homem não tem conserto mas também não o têm os seguidores destes iluminados alucinados que pregam a evidência (?!) dos malefícios do ultra-liberalismo (?!) e os benefícios imediatos de se optar por uma agenda de desenvolvimento e criação de emprego.

BSS tem a boa ventura de, ao contrários dos colegas alucinados, indignados & Cia, nos apresentar uma solução para a crise. A receita é simples:

Reduzir a dívida à expressão mais simples, descontando (não pagamos!!!) os efeitos d e "rating por contágio" trazendo a dívida para a sua "proporção real" e pedir dinheiro aos PALOPS, China e outros beneméritos que confiem em nós e nos emprestem a juro inferior ao da Troica e sem as "condicionalidades do FMI". Ou seja, que nos emprestem pelos nossos lindos olhos mesmo com a nosso historial de caloteiros habituados a viver de empréstimos (desde o 25 de Abril, pelo menos...).

A auditoria cidadã parece ser um nado morto e a verdade é que, sendo tão inquinada por gente de esquerda e extrema esquerda, não era de esperar mais que comícios, passeatas, etc. Consultando a net, conclui-se isso mesmo: a convenção pariu uma uma comissão que até hoje parece não ter feito nada.

Quanto ao empréstimo a preço de amigo a conceder pelos PALOPS tudo indica, como era de esperar, que eles nos fizeram um manguito, se é que o infeliz BSS teve a lata de lhes fazer a sugestão.

Veja mais sobre a tal Auditoria Cidadã



 

Vá jantar e beber um copo à LX FACTORY

Fui à Lx Factory ao fim da tarde de hoje (anteontem), levar a Xana a uma tal Health Industry (dentista fashion...) sita na Lx Factory onde não ia há uns anos.

Entra-se pela rua pos trás da escola superior de Polícia, veja a planta mais abaixo.
O espaço é agradável, cheio de bares, esplanadas, ateliers diversos, restaurantes.
Um sítio para ir beber um copo à noite ou para ir jantar e ficar (ou não) pela noite fora.

 

 

 

 

 Entrada ao fundo, escola superior de polícia à direita.

 

Friday, June 15, 2012

ENQUANTO A CRISE NÃO SE VAI E O CRESCIMENTO NÃO VOLTA...

Pois, pois, enquanto  crise não se vai e o crescimento não se vem...

Enquanto o pau vai e vem, há costas que, longe de folgarem andam cada vez mais curvadas sob o preso dos problemas.

O meu cunhado dizia-me esta manhã ao pequeno almoço (encontrámo-nos, por acaso, numa esplanadazinha no Chinicato, muito agradável, com uma palmeira próxima) que as falências de empresas de contrução e ligadas ao ramo são mais que muitas, nunca viu nada semelhante. As Câmaras estão a pagar os salários com as receitas da água, luz, etc, mas não pagam à Águas do Algarve que, por sua vez, não paga aos forncedores e cancela tudo que eram obras previstas na rede. As obras estão praticamente todas paradas, as empreitadas previstas não foram lançadas e provavelmente não vão ser, isto nos equipamentos da Saúde, da Educação, das Obras Públicas...

As Câmaras e o Estado exigem cada vez mais dos fornecedores e empreiteiros e depois... não lhes pagam. Isto fez-me lembrar uma "cena" que me impressionou muito (há uns dez anos, talvez) com um empreiteiro habitual da Câmara de Lisboa que estava à beira da falência depois de ter feitos várias obras para a Câmara, na base da palavra do vereador (não interessa qual..) e, não conseguindo receber nada, foi falar com o diretor municipal de qualquer coisa (finanças, planeamento? whatever). Descreveu a situação em que se encontrava e disse que estava na iminência de ter que vender a carrinha ou de entregar as instalações onde tinha o depósito de materiais, etc. O tal diretor ter-lhe-á dito "ó sr XXXXX, não venda a carrinha, depois como é que vai continuar a fazer-nos obras?!" O empreiteiro (que andava na altura pelos 70 anos) ia-se passando mas... controlou-se e veio contar-nos. O homem não queria acreditar na desfaçatez do funcionário público!

Há malta a fechar empresas (falidas ou antes disso) e a raspar-se para a Alemanha ou para Angola.

O que o meu cunhado me contou não era propriamente novidade mas o que eu não tinha percebido era que a situação estava num ponto tal, como ele me descreveu.

A solução que "toda a gente" prescreve para o crescimento é a retoma (e o incremento) da despesa pública para manter a economia a funcionar. A chatice é que o Estado está empenhado e para injetaar dinheiro "na economia" tem que "ir buscar" dinheiro à banca (juros upa, upa!) ou à Troica que empresta a juro baixo mas quer ter uma palavra (a última, a decisiva, eheheh) sobre o modo como o dinheiro que empresta é aplicado.  

Sem entrar naquelas ideias à la gauche de nacionalizar e subsidiar empresas "estratégicas", lançar programas de obras públicas ruinosas para manter o sector da construção (o mais afetado pela crise) a trabalhar, talvez o Governo devesse pagar aos fornecedores o que lhes deve, incluindo as dívidas das autarquias e das empresas públicas e, a partir daí passar a pagar a tempo e horas, ou seja, a 30 dias.

Isto representaria uma injeção de mais de € 40.000.000.000,00 (não esforce a cabecinha: são quarenta mil milhões de Euros) na economia, perfeitamente legítimos (era só o seu a seu dono) sem sombra de subsídio nem de criação artificial de emprego. Essa injeção teria potencialidades para pôr em marcha muita coisa que está parada e evitar que parasse muita coisa que está em vias de parar.

Será que a Troica não deixa?...