Thursday, December 08, 2011

As barragens e a incoerência dos "ambientalistas"

O melhor comentário que vi sobre a questão das barragens vem hoje no Público, é muito curto e direto, e foi escrito por um sr Andrade, do Porto. Reproduzo-o ao lado.

Começa com

"O Douro está cheio de barragens e foi classificado Parimónio Mundial pela UNESCO, mas agora uma barragem num afluente desclassifica a região só porque se trata de uma barragem..."

No mesmo jornal, também hoje, publicou-se o pior comentário - esse é muito mais difícil de  escolher pois abundam os comentários de supostos ambientalistas atacando as barragens por adulterarem a paisagem e os "habitats! (?) e os "ecossistemas" (?!) sem valorizarem a reserva de água doce, cada vez mais escassa e a regularização dos caudais.
Na realidade, ao sabotarem os planos de aproveitamento do potencial hidroelétrico nacional estão a apoiar a construção e a manutenção ao serviço de centrais térmicas que enviam toneladas e toneladas de CO2 e partículas para a atmosfera.

E defendem eles as medidas contra as emissões de gases de estufa! 

Pois o sr JF, também do Porto, vem afirmar as alternativas às barragens, que toda a gente sabe que estão ali ao virar da esquina e que são, adivinhem:

- energia magnética (?!!!);
- energia ponto zero (!!!!!);
- água salgada (what?!)
- muitos outros interessantes sistemas mistos (oh égua!) 

Este, ao menos, não me parece querer fazer-se passar por ambientalista, antes pretende dar-se ares de ocultista ou "iniciado" em ciências muito avançadas (que tal o motor ião-solar, está fora de moda?).

Num ponto não consigo atinar com a lógica dos "ambientalistas": quando lhes dá para a questão da água, traçam um quadro dantesco sobre as guerras que no futuro teremos por escassez de água potável; quando toca às barragens assanham-se com garras e dentes contra os que as apoiam.

O que parece que o lógico e razoável seria construir grandes barragens para aproveitar a água doce e, como complemento, turbinar alguma água para gerar energia elétrica limpa e barata.

Mas eles são tudo menos razoáveis...  

Saturday, December 03, 2011

UM ORTOPEDISTA DE FUGIR (MESMO A COXEAR...)

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Senhora que a foto do Expresso de hoje mostra foi operada ao tornozelo errado por um Senhor Doutor que não se terá dado ao trabalho de ler a papeleta que a acompanhava (assim a modos que ler as instruções...), terá discutido com a enfermeira que terá dito que não era aquela perna, era a outra, mas o Senhor Doutor  insistiu que era mesmo aquela que estava preparada para a ação. O Senhor Doutor terá deduzido que era aquela perna a operar, tudo isto, segundo o Expresso.

 
A doente, quando acordou, não queria acreditar e desatou num berreiro compreensível. É que o Senhor Doutor é que tinha descoberto o problema que a afligia e ela até tinha tido três consultas com Ele (com letra grande, que isto de sumidades é preciso ter respeitinho...).
 
Neste momento está tudo a caminho do Tribunal, pois o Senhor Doutor recusou-se a pagar a indemnização de 35.000,00 Euros que a ofendida reclama.

O Expresso conta a estória e dá nomes aos bois, inclusive ao  ortopedista, João Goulão. Leia o artigo completo, ao lado.

Não me lembro como é que foi quando, há trinta e tal anos fui operado ao joelho direito. Mas lembro-me distintamente, nas duas recentes operações que fiz, em 2010 e 2011, que, antes de me anestesiarem, confirmaram comigo que eu era fulano de tal e que ia ser operado a isto e àquilo.

Até no centro de medicina chinesa, antes da massagem (um luxo asiático, eheheheheh!) ou da acupunctura, a menina que me leva para o local do tratamento (todas  me conhecem há anos!) confirma que sou fulano de tal e que vou fazer este tratamento e não aquele. Obtida a confirmação, diz que o doutor já vem e retira-se.

Não sei qual é o protocolo no hospital onde o Senhor Doutor João Goulão opera os seus incautos pacientes, mas o bom senso recomenda que o cirurgião, antes de começar a cortar, confirme (pela papeleta, processo, ou pelo doente, se falou com ele antes da anestesia) que vai cortar a coisa certa.

Salvo seja...

REVOLUÇÕES GRATIS - NÃO HÁ!

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O historiador Rui Ramos dá-nos (o atraso na publicação é meu, claro!) o seu ponto de vista sobre o combustível das revoluções e recoeda o forrobodó que foi o PREC, pago com o dinheiro que Salazar, laboriosamente, acumulou.

Já no 28 de Maio a Única, revista do Expresso publicava uma crónica (desgraçadamente não fixei o autor) que abordava este tema e destacava que o PREC foi possível e durou tanto tempo porque havia dinheiro para gastar.

Quando o dinheiro se acabou, acabou o PREC. Vasco Gonçalves, grande revolucionário e kamarada mas (ai dele) com a responsabilidades do cofre e da despensa teve que avisar os vague mestres de que o cacau estava a acabar e que era preciso austeriade (é verdade, o Companheiro Vasco também falou nesse termo que os comunas vituperam...).

Como o articulista refere, com graça, Portugal deixou de estar a caminho do Socialismo e passou a estar a caminho do FMI.

Rui Ramos, en passant, faz uma referência aos que reclamam "outro 25 de Abril" quando na realidade o que querem dizer é outro PREC, que é uma coisa diferente...

PEDRO LOMBA - CONSELHOS A QUEM COMEÇA A UNIVERSIDADE

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Escavando a pasta Pictures, dei com este texto, digitalizado em Setembro e não utilizado, que aqui repesco e vo-lo apresento. Parece-me muito interessante, não só pelas sugestões (no título, chamei-lhes, maldosamente, conselhos...) que Pedro Lomba dá a quem começa agora os estudos mas pela referência que faz à carreira ou às carreiras que muitos terão ou não terão.

Isto fez-me lembrar o mundo à parte em que vivem os funcionários públicos (incluo, obviamente, a tropa nesse grupo) sempre chateados porque a "progressão nas carreiras" está bloqueada ou não singram como era suposto, porque um qualquer novo estatuto não acautela essa tão sacrossanta "progressão na carreira" ou que, pura e simplesmente, não define as "progressões na carreira".

Alguns mili-tares quase chegaram, aqui há uns vinte anos, talvez mais,  a fazer uma revolução (enfim, p'raí um pronunciamento) porque não havia meio de chegarem a coronel (um direito, carago, uma conquista de Abril...).

Os sindicalistas, malta com a cabeça formatada pelo molde de funcionário público, continuam a reclamar contra a indefinição de carreiras no "sector privado" onde a "precariedade" é cada vez maior e "as conquistas de Abril" estão sob o fogo cerrado do patronato.

Esta malta nunca saíu do PREC, benza-os S. Lenine virgem e mártir... 

Thursday, December 01, 2011

SINDICALISMO APÁTICO E A GREVE "GERAL"

Paulo Guinote, o professor que se tornou uma estrela da blogosfera (A educação do meu umbigo, http://educar.wordpress.com/  ) escreveu um texto muito interessante que saíu no Público de 2ª ou terça feira, que acima reproduzo na íntegra, com a devida vénia.

Paulo Guinote reconhece que a resposta que os sindicatos estão a dar à crise são apáticas e muito mais fracas do que seria de esperar e atribui essa fraqueza a uma seérie de factores, nomeadamente ao facto de as organizações sindicais serem pouco diferenciadas e (esta é que me dá gozo!) porque elas estão cada vez mais burocráticas e "estabelecidas" e transformam os protestos em coreografias que os adversários (leia-se, o Governo, os patrões) conseguem prever e ultrapassar facilmente, já nem fazendo grande esforço para a evitar.

Mais adiante considera que o movimento sindical se tem fechado demasiado ao ponto de nas suas cúpulas os rostos se sucederem décadas a fio, com escassa renovação e nula ligação ao exercício de qualquer profissão.

Lapidar!  

Monday, November 14, 2011

OS MILI - TARS

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Não faço a mínima ideia  de quem é a Filipa de Campos, que de Sintra escreveu para a Visão a carta ao lado: curta e grossa! Além disso, acertou no taratal, como quem aponta aos coelhos e não falha. Realmente os militares vivem fixados na sua carreira, nas diuturnidades, nas antiguidades, nos concursos, nos cursos para promoção a..., ou simplesmente de Estado Maior, mas também nos  montanços, nas promoções por escolha e por distinção, até ao generalato. Se não há vaga para ser promovido o "que está à bica", passa-se o que está a tapá-lo para um alto cargo em que fique supranumerário (não ocupa lugar no quadro) e permite a promoção do tal que estava "à bica", antes de ser atingido pelo limite de idade.

Muitos vão ficando pelo caminho (retiram-se passando à reserva - paga por todos nós), mas muitos, muitíssimos chegam ao topo, num exército de faz de conta com mais generais que soldados, passe o exagero óbvio. Mas lá que são mais que as mães, lá isso são.

E tudo a mamar na teta do Zé Povinho, e a protestar quando os seus direitos (e a sua carreira) são beliscados.

Um amigo meu dizia que a unidade de inteligência era o Tar que tinha como submúltiplos o deci-tar, o centi-tar e o militar.

Friday, November 11, 2011

EDITORIAL DO JORNAL APOIAR Nº 71

Começando pelas efemérides, aqui evoco três, de uma assentada:

- Em 11 de Setembro passaram 10 anos sobre o ataque da Al Qaeda aos camones que marcou o início de uma guerra de tipo completa-mente novo em que o avião, o meio de transporte mais seguro, se transforma numa espécie de míssil tripulado por fanáticos, matando de uma assenta centenas de cidadãos sem olhar às nacionalidades, raças, religiões. Um nojo!!!

- O fim da ETA (esta notícia ainda nem tem um mês e vamos ver se se concretiza mesmo: eu não acredito!) outro bando de assassinos, que há décadas mata pessoas em Espanha, mesmo depois de, com o desapare-cimento do velho Franco (esse cabrón que morreu na cama e não no paredón...), ter deixado de ser crime defender a independência do País Basco. Nitidamente, um grupo de rapazes que “provaram o sangue” e lhe tomaram o gosto.

- O 5 de Outubro, em que uns caquéticos cidadãos se entretêm a comemorar a substituição do rei por um presidente, há 101 anos. Não se iludam, a república não trouxe ao País mais bem estar, nem mais liberdade (que havia muito mais nos últimos anos da monarquia que nos primeiros 64 anos de república) nem mais “grandeza”. Realmente, vendo bem a coisa, o único objetivo que a república alcançou foi mesmo depor o rei e substituí-lo por um presidente! É muito pouco para comemorar, ou estou errado?!

A crise internacional continua a grassar por essa Europa fora e não há meio de abrandar, antes pelo contrá-rio. Realmente deve ser muito difícil sair de uma crise sem haver um poder central que garanta a tomada de medidas adequadas e em tempo útil que façam prevalecer o interesse comum sobre os interesses particula-res dos vários países. É como conduzir um carro por uma estrada cheia de curvas com 17 pessoas agarradas ao volante – mesmo quando duas ou três são matulonas e as outras menos abonadas.

Para já parece que o nosso Governo tem levado muito a peito a tarefa para que foi eleito que é a de acabar com o período looooongo em que fomos governados à rica, dando casa aos milhões de pobrezinhos (sem grandes preocupações em avaliar se os “pobrezinhos” eram mesmo pobrezinhos), gastando com a saúde, com a segurança social e com a educação rios de dinheiro sem quaisquer preocupações notórias de racionalidade e eficiência.

Somos ricos, vai barão!

Garantiu-se à população uma “mobilidade” quase gratuita – viram o deficit acumulado das CP, Refer, dos vários Metros, da TAP, da Carris e dos vários transportes municipalizados? O que vos diz? Somos ricos, o utilizador dos transportes paga um bocadinho, o Estado paga um bocadão. Lindo!

A rede de autoestradas não parou de crescer, muitas delas nasceram como SCUT’s: somos, ricos, o utili-zador não paga nada, o Orçamento do Estado paga tudo.

Claro que todas estas medidas dos Cavacos, dos Guterres, dos Sócrates desta terra, eram muito louváveis, não tenho dúvidas disso! A chatice é que foram levadas à prática com dinheiro emprestado, pelo qual paga-mos juros que representam uma despesa cada vez maior e que, mais tarde ou mais cedo, tem que ser pago.

E é escusado estarmos com fantasias de que foram os banqueiros e os governantes que nos roubaram, que foram “eles” que pediram os empréstimos e que “nós” (cada um de nós) não vivemos, não senhor!, acima das nossas posses.

Nós, como País, como sociedade vivemos há décadas com orçamentos deficitários, com uma dívida crescente “à pala” da qual passamos pela A22 (e por outras A qualquer coisa) sem pagar um tusto, vamos ao Centro de Saúde e pagamos 2 Euros por uma consulta, andamos na escola pública sem pagar um chavo e na Universidade pública pagando uma fração do que ela custa; tiramos o cartão Sete Colinas ou outro que o valha por tuta e meia, reformamo-nos e podemos manter um emprego remunerado que a Segurança Social continua a pagar-nos a “reforma”. Se estamos “no desemprego”, a receber subsídio, podemos recusar empregos que não achamos “condignos”... e todo um enorme rol de direitos e “conquistas” que mantemos com dinheiro emprestado.

Ah! Esquecia-me dos iluminados que dizem que a Grécia não vai pagar a dívida e que nós devíamos fazer o mesmo: a Europa ficava à rasca e pagava por nós, para... não me lembro qual era o argumento, mas a Europa pagava e nós continuávamos a viver à rica. Não era bonito?!

Infelizmente não pode ser assim, nem deve ser assim. Os compromissos têm que ser honrados (não me refiro à troica, refiro-me aos credores em geral) e não nos resta senão arranjar maneira de apertar mais o cinto, governar a casa com menos do que temos para sobrar um bocadinho para ir pagando.

Só seremos uns bons ante-passados se deixarmos aos nossos descendentes um País livre de dívidas.

Tudo o mais é conversa de mau pagador!

Thursday, November 10, 2011

AS GREVES, OS GREVISTAS, OS INDIGNADOS E... NÓS OUTROS

Não sei se repararam que, no meio da euforia grevista, principalmente em Lisboa, de tudo o que é empresa falida (Metro, CP, Refer, Carris, Transtejo, Emrabalis, etc) - parece que até o Metro do Mondegio aderiu à fez greve - no meio daquela vermelhidão toda, o Metro do Porto continuou a funcionar, na boa, sem que os seus trabalhadores se sentissem coagidos a ficar em casa ou a "ocupar os locais de trabalho".
O texto que vos deixo, publicado há dias no Público wxplica porquê.

Infelizmente o que impera nas outras empresas do ramo parece ser o espírito de funcionário público do "tudo nos é devido, nada devemos ao "patrão", muito menos aos "clientes"".

E mais não digo, leiam o texto.

Sunday, October 23, 2011

É do caralho!!! (e não sou eu que o digo...)


 
No Público de ontem vinha um texto muito engraçado (engraçado como o caralho, se seguirmos o seu guião) sobre um caso que chegou à Relação e que aí lhe foi dada uma sentença notável, de que aqui vos deixo a parte final. Aqui o deixo, na íntegra.

Faz-me lembrar um caso que se passou comigo há uns bons 30 anos, com um processo disciplinar em que eu era o instrutor, o que me fez contactar, por escrito, o gabinete jurídico da empresa a perguntar qual era o quadro penal para um mecânico que diz ao chefe de equipa "vai p'ró caralho".

O tal gabinete jurídico era constituído por duas advogadas que, de seguida, me convocaram para uma reunião na qual, com a maior cara de pau, me informaram de que o que eu escrevera era objetivamente uma falta de respeito para com elas porque eu o fizera "bem sabendo" que o texto seria lido por duas senhoras, etc, etc.

Desfiz-me em argumentos e desculpas, mas só depois de muito humilhado é que me mandaram embora. Tempos depois soube que tinha sido gozo e que elas de desfizeramem gargalhadas quando eu saí, de rabo entre as pernas.

Foi do caralho!

 

Sunday, September 25, 2011

John Kennedy - mais vale cair em graça...

O presidente Kennedy será sempre lembrado como um grande presidente, desgraçadamente morto antes de ter podido mostrar que o era.

Morto antes do envolvimento a fundo no Vietname, creditado com a vitória na crise dos mísseis e desculpado na derrota da Baía dos Porcos, invejado pelo contínuo cortejo de mulheres (desde a Marilyn Monroe...) que lhe eram servidas pela corte que o acompanhava desde os tempos da universidade, a verdade é que para uma presidência, tudo isso é muito, muito pouco.

Ainda por cima, a aventura da invasão a Cuba, se bem que preparada pelo seu antecessor, foi autorizada por ele depois de lhe ter tirado tudo o que poderia ter dado à invasão alguma hipótese de sucesso - o apoio aéreo.

E, do alto da sua "superioridade intelectual e cultural" (parece que tocava piano e falava francês...), fazia apreciações negativas sobre políticos com muito mais currículo que ele e que, após a sua morte, acarinharam mais os direitos civis, o apoio aos pobres (na educação, na saúde na proteção social) do que ele fez ou propôs fazer durante o seu encurtado mandato.

Lyndon Johnson, que ficou para a história como o Presidente que enterrou a América na guerra do Vietname foi quem deu o impulso que faltava para que os direitos civis dos negros fossem mais que uma simples e vã esperança.

Foi o principal responsável pela legislação da Grande Sociedade que incluía leis para impor os direitos civis dos negros, programas de apoio na saúde aos pobres (Medicare e Medicaid), proteção do ambiente, ajudas à educação dos pobres e pelo programa, que teve algum sucesso, de guerra à pobreza. Até incluía um programa  de radio e televisão públicas, tão populares entre a malta de esquerda dos nossos dias!

E o que dizia dele John Kennedy, entre duas quecas com amigas entroduzidas discretamente pelas traseiras da Casa Branca, lá onde décadas depois o desgraçado do Bill Clinton foi enxovalhado por uns simples bóbós feitos por uma estagiária?

Dizia: "podes imaginar o que aconteceria ao País se Lyndon fosse Presidente?"

Que grandecíssimo ass hole...

Sunday, September 18, 2011

Parque dos Principes devolve logradouro à cidade


Durante anos e anos, o condomínio em Telheiras que dá pelo nome pretencioso de Parque dos Príncipes manteve o uso exclusivo de uma porção apreciável do espaço público para seu uso exclusivo. A foto acima (tirada do Google earth) dá uma ideia da área que os Príncipes dos nossos tempos abarbataram, cercaram com rede alta e trataram a preceito, para seu uso exclusivo.
O condomínio colocou portões nos extremos do logradouro, para garantir que "os vândalos" (nós outros...) não entravam, como era de seu direito. O espaço era (é) dotado de candeeiros da iluminação pública, com a electricidade paga por todos nós...
Finalmente o tribunal pos termo a este abuso, a esta autêntica roubalheira e mandou remover os portões de modo a que os lisboetas voltassem a ter acesso àquele espaço.

Só assim foi possível incluir o atravessamento do mesmo no meu circuito de fim de semana e fazer as fotos que coloquei no facebook...

Os Príncipes não perdem os hábitos antigos... puta que os pariu!!!


Saturday, September 10, 2011

O ISLÃO É ISTO...

Por muito que nos venham com a treta de que o Islão liderava a ciência, as artes, a matemática há 900 anos (!) a verdade é que o Islão é hoje, em grande parte, isto:
- primitivismo, intolerância, ignorância.

Penha Longa pet friendly Hotel and SPA

Só me faltava ver esta.

Preço/Cão: €125 (por estadia).

Para quem nutre tanto amor pelos bichinhos até me parece em conta...

Friday, September 09, 2011

Cortar, cortar, cortar!

Abaixo o despesismo na educação, na saude, na segurança social!
Fogo sobre os cabrões que chupam na vaca escondendo-se atrás dos alunos (e dos professores...), dos doentes, dos pobres!

Thursday, September 08, 2011

Os aniversários dos "famosos"

O Publico, as vezes, passa-se completamente.
Hoje fiquei a saber de uma nova profissão, a par com Director de..., futebolista, actor, cantora, piloto. (Trata-se de "esposa de Eduardo Ferro Rodrigues".
Pode?!

Wednesday, September 07, 2011

OS NOSSOS INTELECTUALOIDES...

No inquérito que vem na última página da Pública, o pneumologista Filipe Froes (quem?!), à pergunta "qual a citação que usa quando quer impressionar os amigos",  respondeu com a seguinte citação da Bíblia (segundo ele):

O que Pedro diz de Paulo diz mais de Pedro que de Paulo.

Desconhecia e achei o máximo!

Mas ... não me lembrava de nada na Bíblia que tornasse essa citação verosímil.

Hoje, enquanto esperava que a minha caríssima metade se "despachasse" de uma pequena cirurgia à vista, toca de pesquisar na Bíblia (santa internet!), 17 páginas em que Pedro era referido.

Isto depois de resultados nulos serem devolvidos à busca por "o que Pedro diz", "Pedro diz", "diz de Paulo"...

Ora a tal frase não entra na Bíblia, é a constatação sem margem para dúvida.
A frase "pertence" a Carl Jung, como a Santa internet me informou, depois de uma busca aturada por "o que Pedro diz de Paulo".

Encontrei também num outro blog um post interessante sobre este assunto, cujo link aqui vos deixo http://tribodejacob.blogspot.com/2011/09/pedro-e-paulo.html  

Moral da estória: quando um intelectualóide da nossa praça (ou de outras) se sair com uma citação, desconfiem do gajo! 

Sunday, September 04, 2011

O ACIDENTE QUE MANUEL JOÃO RAMOS (O VEREADOR DOS AUTOMOBILIZADOS) PROVOCOU

Clique nos textos das imagens para ampliar e ler melhor (use a lupa, no cursor)

Antes mais, uma declaração, para que conste: não tenho pelo MJ Ramos qualquer simpatia, antes pelo contrário. Um tipo que se arma em perito em cidadania e segurança rodoviária sem outros estudos e "argumentos" que ter perdido um filho num acidente, não me merece qualquer simpatia. Reparei no senhor, quando o triste Jornal da Praceta, um dos seus primeiros palcos, tomou a seu cargo a luta contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça Lins do Rego. O eminente cidadão chegou a vereador de qualquer coisa na C.M. de Lisboa, no grupo da cidadã Helena Roseta. 
.  .  .  .  .  .  .  .  .

Finalmente, na Focus, encontrei uma descrição do acidente que deu orígem ao nascimento deste "perito". Não uma coisa feita por terceiros, mas contada pelo próprio.

Ele vinha numa estrada com separador central, o IP5, decidiu ultrapassar um camião que vinha muito devagar e então reparou num camião "desgovernado" que vinha a cerca de 120 km/h e que acabou por lhe bater de trás.

Claro que o motorista do camião apanhou dois anos de prisão, com pena suspensa, mais dois anos de trabalho comunitário. Bateu na traseira do carro que ia à sua frente, lixou-se. Até aqui tudo normal.

Só que há um "pormenor" que o MJ Ramos tenta escamotear mas que na descrição que faz do acidente é bem patente:

ele mudou de faixa para ultrapassar o camião lento e só então se apercebeu de que vinha um outro camião na mesma faixa, a 120. Por falta de travões ou, simplesmente por o carro do Manel João se ter metido à sua frente (mudando de faixa à pai Adão...) o camionista não conseguiu travar.

Claro que o MJ Ramos se transformou num defensor ardente da condução defensiva mas não tem a HOMBRIDADE, para não falar na HONESTIDADE, (deve ser do stress pós traumático...) de reconhecer que o acidente foi causado por ele ao mudar de faixa sem se certificar de que o podia fazer com segurança.

Como, ainda por cima ia devagar, a ultrapassagem (mesmo sendo a descer) não foi feita com a rapidez que se exige para que o seu carro não ficasse muito tempo na faixa da esquerda. O excesso de velocidade  e a falta de travões do camião fizeram o resto.

O condutor do camião fez de bode expiatório e o assunto ficou arrumado.

Imagino que o tribunal terá tido, como é natural, imensa simpatia pela perda daquele pai que, assim, deve ter escapado sem uma reprimenda...

O MJ Ramos tem a lata de dizer, no artigo da Focus, que há muito mais culpados, para além do desgraçado do condutor do camião, mas fica-se por que construíu a estrada, etc, etc, nunca dando qualquer sinal de se sentir culpado pela manobra perigosa e "nada defensiva" que fez e que, essa sim, causou o acidente.

E como quem bate por trás é que se lixa, o nosso amigo fiou impune e incólume. 

Ficamos, assim, a saber que um caso de sucesso (como a Focus lhe chama) em lidar com uma tragédia é não a encarar de frente e ocultar até de nós próprios a culpa que podemos ter no "quiosque".

Muito estranho...

Saturday, September 03, 2011

Ainda a boca infeliz do Américo Trabalhador Amorim

Não sou leitor (nem apreciador) dos gatos malcheirosos mas o Ricardo Araújo Pereira acerta na mouche! (Na Visão)

Médicos, os candongueiros da vida humana

Os responsáveis pelos transplantes demitiram-se porque o ministro não respeita a vida humana.
Que "sem olhar a despesas" se podia salvar a vida a muitos mais doentes não e novidade nenhuma: tinha era que se mandar todos os anos uns milhares de doentes para os melhores hospitais do estrangeiro.
Se os senhores doutores cortassem no desperdício (e nas suas horas extra...), talvez sobrasse mais para tratar os doentes...

Friday, September 02, 2011

Paulo de Carvalho

É impressão minha ou este tipo está com um ar cada vez mais paneleiroso?

Está, não está?...