Confirmou-se que Strauss Cão assediou outro membro da direcção do FMI, neste caso, sem sucesso.
A putativa vítima, na foto, conseguiu furtar-se aos avanços do fogoso Dominique e retempera forças no Algarve.
Confirmou-se que Strauss Cão assediou outro membro da direcção do FMI, neste caso, sem sucesso.
A putativa vítima, na foto, conseguiu furtar-se aos avanços do fogoso Dominique e retempera forças no Algarve.
O que a China mudou desde que escolheu a economia de mercado (sistema capitalista, para a economia, nada de equívocos)!
O Pequeno Timoneiro, Deng Xiaoping, estava mais que certo. Até mesmo em manter o controlo em Tian am Men, evitando que se instalasse a bandalheira democrática", como na Rússia pós glasnost...
"Doeu" a uns milhares, mas a pobreza extrema, timbre e característica do regime comunista, "já era" para umas boas centenas de milhão (apanharam? CENTENAS DE MILHÃO, 100.000.000's) de camponeses.
Se fosse cristão, já tinha sido beatificado, no mínimo!!!
Farto de perder corridas neste seu retorno a Fórmula 1, Michael Shumaker decidiu mudar de carreira e ingressar na GNR. Diz o ídolo das massas:
- GNR muito fish; ate tem la gajas parecidas com eu!
O velho Duque de Edimburgo, visivelmente interessado no mulherão que tenta, divertida, limitar os danos no penteado e na exposição do coxame...
Ah! Esqueci-me de proclamar antes, mas ainda vou a tempo.
Depois de muita hesitação, agora vai:
VOU ASSUMIR A NOVA ORTOGRAFIA.
Por isso, quem leu espetáculo no post anterior, quatro ou cinco vezes sem ser espectáculo, faça-me o favor de não me chamar ignorante: é que resolvi mesmo e foi dito e feito!
Acabei com os cês mais ou menos mudos antes dos tês e mais umas quantas "cenas" do género.
Tenho que comprar rapidamente um dicionário atual porque os existentes não servem para esta ação.
A propósito: hesitação ainda leva agá?!
Vamos a ver no isto que dá...
Há dias passei à rua da Glória, de propósito, para ver como estava o velho Ritz Club, a verdadeira catedral da noite lisboeta, nos anos 60 e até ao 25 de Abril.
O edifício lá está, com aspecto cuidado, mas desaproveitado.
Fotos ao lado (a primeira) e de cima.
Aquilo foi um cabaret "à moda antiga", com uma sala de espetáculos como deve ser, a plateia com mesas e pista de dança.
Tinha um bom palco para os espetáculos de animação e um balcão em ferradura, com mesas para clientes que não conseguiam mesa na plateia (foto ao lado, da época).
O ambiente era apimentado por meninas em abundância (e pelas suas tias, presume-se, pela idade de muitas delas) que "ajudavam" os clientes a beber ("alternavam"...) e os levavam a actividades mais interessantes e lucrativas, fora do Ritz Club (que ali não se faziam poucas vergonhas!), esfolando metodicamente os "cabritos" que tinham alguma coisa para esfolar.
Vejam mais sobre o ritz Club clicando no link.Os espetáculos eram um espetáculo! perdoem o pleonasmo - e o exagero...
Desde o ballet Erasto, com bailarinas gordas (ou gordíssimas), todas bem acima dos 40 anos, até ao ilusionista galego que atirava pratos (tipo frizbee) para a plateia, proclamando "y logo, logo, ellos virón ótra véz para mi mánu, verdad?..." - escusado será dizer-se que os pratos caíam quase sempre na plateia, para gáudio da malta.
Como nesses tempos o dinheiro era pouco (ainda não acumulava o pré de cadete da Academia Militar com o vencimento de "monitor extraordinário além do quadro" do Técnico) e não gostava de cerveja, batia-me a noite inteira com uma cerveja grande, daqueles tempos (660 cm3, se não me falha a memória) que ia chupando aos poucos para fazer durar a noite toda...
O Ritz tinha um restaurante no 1º andar, salvo erro, onde se podia ir retemperar as energias, e um salão de barbeiro, onde se podia ir retocar o penteado, caso de quem quisesse atacar peixe mais exigente. Tinha tudo, só faltava uma capela para as meninas aliviarem as conciências, o que as trazia muito preocupadas com a salvação das suas alminhas...
Próximo do Ritz Club ficava o Fontória (parece-me que ainda está a funcionar), na Praça da Alegria, onde às vezes íamos (eu e o meu amigo Carlos A, colega de estudos e de copos, e um amigo para toda a vida) porque também era relativamente acessível.
No Maxime, também na Praça da Alegria e que fechou há poucas semanas, é que nunca pus o pé porque o consumo mínimo era muito alto. É a este cabaret que o Vilhena se refere no seu Manual de Etiqueta quando, no capítulo sobre as boas maneiras à mesa, escreve que "não se come uma feijoada à transmontana como (se come) uma espanhola do Maxime".
Um pouco mais abaixo, à entrada para o parque Mayer, ficava o Cantinho dos Artistas que fechava ao início da manhã, onde íamos acabar a noite a comer qualquer coisa (serviam pratos "de restaurante", snacks, etc) e a meter conversa com as meninas que ainda não tinham levantado ferro com clientes.
O Mário M conheceu aí uma pega, a Marta A, desbocada, oxigenada e meio marreca, que passou a levar com ele ao cinema, onde ela não se coibia de angariar clientes - era um espetáculo! - trocando números de telefone com tipos do outro lado da sala, se a coisa se proporcionasse.
E proporcionou-se mesmo: uma vez que eu e o Mário fomos ao cinema (ao Olímpia, creio) e ficámos no balcão, na lateral, com ela no meio, elegantíssima (putíssima?) de super mini saia, sapatos de saltos altíssimos, com um casaco de peles branco a disfarçar a marreca; a alturas tantas já ela estava à conversa com um mânfio do outro lado do balcão (os tais em U ou ferradura) a dar o nº telefone, a marcar encontro, etc.
E nós a fazermos que não era nada connosco, que nem a conhecíamos...
A seguir ao 25 de Abril, a moral revolucionária (e o afugentamento de latifundiários, empresários, generais, pides, patrões, banqueiros, merceeiros, bispos e padres) fez decair o negócio.
O Ritz deu em casa de folclore ou outra parvoíce do género que vivia de subsídios da Kultura, que é como quem diz, do Zé Pagante, que é quem acaba por pagar estas merdas que ninguém paga para ver...
Até que fechou de vez.
Sic transit gloria mundi.Oculto os apelidos dos meus amigos, excepto do Zé Pagante, porque não sei até que ponto esta exposição mediática lhes agradaria.
Que esta gaja é marada, basta ler as primeiras linhas do texto ao lado para suspeitar.
Mas quem leu (e eu li) os dois livros de memórias dela (o Bilhete de Identidade e o Passaporte) fica com essa ideia de ciência segura. Enfim, eu fiquei...
Não me entandam mal: os livros são bem interessantes, a juventude dela atravessou os últimos anos do Estado Novo e o pós 25 de Abril (parte do tempo um bocado longe, em Oxford), conta muita coisa daqueles tempos, se bem que se perceba que tudo lhe passou ao lado - tudo excepto, talvez, os homens, de quem conta coisas giras, por exemplo a respeito do VPV, eheheheheh!
Como historiadora não tenho nada de mal a dizer da Senhora, como "consumidor". Como não sou "colega" ela até nos poderia estar a meter o garruço que eu era capaz de não perceber.
Mas sobre as virtudes d' "A República" ou simplesmente da nossa 1ª República, o que ela "conta" bate certo com o que contam muitos outros historiadores, jornalistas ou, simplesmente, testemunhas que viveram aquela época.
Desgraçadamente, a verdade histórica é sistematicamente distorcida sobre aqueles tempos de arbitrariedade, semi ditadura e maniqueísmo doentio contra a Igreja e contra a Monarquia (versus, respectivamente, o laicismo e a república) por patetas como o Mário Soares e outros "republicanos e laicos", que a usura do tempo vai reduzindo a relíquias frágeis e pouco dignas de crédito. Além de poucas...
Que descansem em paz e... não nos chateiem.
Posto isto, leiam o texto da Filomena Mónica, tirado do Expresso de hoje, com a devida vénia.
É habitual o PCP e Bloco de (extrema) Esquerda proclamarem a sua virgindade em relação à presente crise e à presente dívida, proclamando que "o povo" não contraíu a dívida nem beneficiou com ela. Foram "os ladrões" que nos conduziram a isto, a famigerada "Direita"...
Como já por aqui ("aquis"...) escrevi, não concordo, de todo!
O PCP e os militares "de Abril" que governaram de facto até meados de 1976 e tutelaram o Estado até à extinção do "Conselho da Revolução", já bem nos anos 80, delapidaram em dois anos, metodicamente, os fundos que o Botas de Santa Comba acumulou durante décadas e que nem a guerra colonial impediu que se mantivessem avultados e seguros.
Mas mais: os militares "de Abril" e o PCP não só delapidaram o que havia "na despensa" como deram cabo da economia nacionalizando bancos e empresas, expropriando terras e transformando explorações agrícolas numa espécie de serviços públicos com "empregados" com horários certos e "posto de trabalho" garantido. As vacas leiteiras que se queixassem (que se lixassem!), que os camaradas cumpriam os seus, deles, horários, que a mais não eram obrigados.
Claro, em 1978 estávamos à porta do FMI, pedindo-lhe para "ajudar" o pobrezinho a re-erguer-se...
Leiam texto que vos deixo (se quiserem ler todo, comprem o Expresso), interessante e que lembra estórias antigas que muito boa gente já esqueceu. Para quem nunca soube, é mais fácil ignorar, claro! Cliquem no texto para ampliar.
Só que o mal já estava feito e desfazê-lo foi (e ainda está a ser) um bico de obra: as privatizações ainda não se concluíram e as leis laborais continuam a espartilhar as empresas com as "conquistas de Abril" quase intactas. De Abril ou do ano seguinte...
Entretanto, todo o mundo comprou casa (inclusive os camaradas) com o dinheiro ao preço da uva mijona e juros bonificados pelo Estado, toda a gente anda de cu tremido à borliú nas autoestradas pagas pelo Orçamento Geral do Estado à concessionária, nos transportes públicos é o Estado que se empenha para manter os preços (tão) baixos, os pobrezinhos recebem casas sem renda, pagas por todos nós, inclusive pelos "remediados" com empréstimos a 30 anos para pagas as casas próprias. Note-se que as rendas "sociais" são baixas, mas se o "pobrezinho" não pagar, ninguém lhe vai à mão, mesmo que tenha à porta um carro melhor que o meu (o que não é difícil...).
Mas, OK: os culpados são só os partidos "burgueses" que governaram até agora, mais os Bancos e os "patrões" que roubaram à tripa forra, como lhes está no sangue, Santo Karl Marx dixit, analisando a sociedade capitalista do século XIX, e os seus seguidores repetem monocordicamente nos ultimos 150 anos.
Lá persistentes são eles...
Abraão Zacut acrescentaria:
Agora sei que e possível e que estamos a ser postos a prova; e todos estamos a ser postos à prova, os bons e os maus, os que a vida já mediu e os que ainda não deram fruto, os que votaram Sócrates e os que se arrependeram, os fortes e os fracos.
E depois da eleições viremos todos do Minho ao Algarve, da raia ao ocidente em longas fileiras que não terão fim e a todos a História perguntará nesse dia:
Em quem votaste quando o Sócrates duplicou a divida e levou o Pais à bancarrota?
E ai de quem responder "eu? Eu dessas coissas não sei mas sempre votei na esquerda e nunca duvidei dos meus chefes nem do secretário geral". Porque aos olhos da História, há apenas um crime:
Votar Sócrates.
(pano rapidissimo)
Blog onde se publicam textos sobre tudo e mais umas botas em que o autor exprime as suas mui doutas opiniões e se sujeita aos comentários de quem o ler e também de quem o tresler.