Wednesday, December 01, 2010

O JOVEM CHURCHILL E A ÁFRICA

Comprei há pouco e estou a ler um pequeno livro de Winston Churchill escrito em 1908 a seguir a uma viagem que empreendeu pelo continente Africano, em particular pela África Oriental inglesa.

O livro tem, pois, mais de cem anos e foi escrito antes do seu autor se ter tornado mundialmente conhecido pela sua participação na Grande Guerra, como 1º Lorde do Almirantado, de, mais tarde, ter sido um dos heróis da 2ª guerra mundial, como 1º Ministro da Inglaterra, e de ter ganho o Nobel da Literatura.

O autor já tinha, contudo, ganho fama e conhecimentos da realidade africana ao ter estado como correspondente de guerra, participante e aventureiro na guerra dos bóeres, na África do Sul, a que ele se refere várias vezes neste livro.

Para além de descrever caçadas, paisagens e gentes (colonos, indianos e "aborígenes") o autor tece considerações sobre a evolução da África Oriental, então uma realidade recente no Império Britânico, em particular sobre o papel que poderiam ter nessa evolução os brancos e indianos, colonos e emigrantes protegidos como súbditos do Império Britânico.

Como branco nascido no fim do século XIX, não duvida nem por um instante de que a Europa tem as mais belas paisagens do mundo (para além de tudo o mais em que se manifesta a superioridade europeia...).

Este pecadilho revela-se com a comparação que faz entre as paisagens da África Oriental, que descreve com pormenor e sensibilidade, e as de outras paragens, considerando que podem superar as da África do Sul e da Índia. Mais, considera-as tão belas que até se podem comparar às dos mais belos países da Europa...

Winston Churchill tem a grande vantagem, para nós, que o lemos cem anos depois destes escritos, de poder pensar sobre o Império, os Protectorados, os colonos, os indianos e os "aborígenes" com objectividade e todo o distanciamento que lhe permite o facto de não precisar minimamente de África ou da Índia para enriquecer. Não é, pois, um colono a falar da evolução de uma terra longínqua, então protectorado, futura colónia - eventual terra de brancos.

O Protectorado Britânico da África Oriental estava, então, ainda hesitante entre continuar a "proteger" os reinos locais e evoluir para uma ou mais colónias.

No primeiro caso, prevaleceriam os interesses dos reinos locais, com a coroa Britânica a gerir os conflitos, a administrar a justiça do homem branco e a manter a ordem; no segundo, prevaleceriam os interesses dos colonos.

Churchill parece não gostar nada desta segunda hipótese, com milhares de colonos a devassarem os territórios, pondo tudo, recursos e população, ao serviço da sua sede de riqueza imediata.

Tudo isto é um bocado teórico, mas não deixa de ser interessante acompanhar os debates a que os europeus se dedicavam, teorizando sobre uma realidade que, já naquela altura, parecia fadada a evoluir para o estatuto de colónia, com os interessas dos brancos a prevalecer sobre os dos colonizados, mão de obra barata mas que tinha que ser "disciplinada" por ser composta por malta mais dada ao relaxe que ao trabalho... Afinal "o branco (...) não saíu do seu país para realizar tarefas duras" que serão "as funções do negro".

O jovem Churchill reflete ainda sobre o papel dos indianos na colonização da África Oriental, como comerciantes e como soldados, nomeadamente no direito dos países colocarem barreiras ou limitarem a imigração de pessoas de determinadas raças tidas por indesejáveis.

Refere com algum exagero a capacidade dos indianos para desempenharem a maioria das tarefas com maior sucesso que os brancos e, sobre os "aborígenes" pretos, refere a sua capacidade para aprender e para desempenhar tarefas mais ou menos complexas, se bem que no exército de Sua Magestade o seu papel se resumisse ao de praças.

Dou-vos algumas amostras para aguçar o apetite para um livro muito, muito interessante para quem se interessa pela história da colonização, em particular de África.

Essa história, nunca é demais dizê-lo, ainda está por escrever.

OS PRESIDENTES E A CRISE

Como não podia deixar de ser, a presente crise (veja sobre as crises aqui) tem dado pano para mangas no que toca a acusações entre as (várias) esquerdas e as (várias) direitas, com acusações mútuas sobre a paternidade da mesma.

A acusação mais louca vem do Poeta Alegre (não confunda com Pateta Alegre...) que diz que Cavaco, como Presidente tem uma grande responsabilidade na crise. Como Presidente?! Que poderes julga o Pateta Alegre (perdão, o Poeta Alegre) que o Presidente tem?

Está marado, só pode!

Bem, está marado, mas tem alguma razão no potencial de influência que um Presidente pode ter no eclodir de uma crise como a presente.

Recordam-se quando a Ferreira Leite era ministra das Finanças e começou a campanha pelo rigor das contas, pela diminuição do deficit e da dívida pública? Recordam-se?

Nesse tempo as vacas ainda não estava de pele e osso e o PS ainda recordava com saudade o tempo das mãos largas do governo do Guterres. O que, segundo eles, fazia sentido era investir no social, na cultura e no desenvolvimento deixando o deficit crescer dentro de limites razoáveis. Afinal estávamos no Euro, nada de mal nos podia acontecer...

E foi então que o estafermo do Sampaio pariu a sua frase lapidar, única coisa que ficou dos seus dez anos de presidência:

Há mais vida para além do deficit!

Frase assassina, verdadeiro frete feito ao seu PS, que a aproveitou para mostrar aos cidadãos que o governo tinha como único objectivo reduzir o deficit, deixando para segundo plano o desenvolvimento, o social, a kultura.

Realmente, com posições destas, não é de espantar que ao fim de uns anos a dívida tenha chegado onde chegou e o país, em crise permanente, se tenha visto sem preparação para fazer face à crise vinda de fora.

E eu votei naquele sacana, em 1996, por não gostar do Cavaco.

Erro que não voltei nem voltarei a cometer.

Safa!

O CAVACO NÃO DÁ ABÉBIAS!

Se bem que as sondagens não sejam concordantes nas pontuações, como se vê nestas duas que no passado fim de semana eram publicadas pelo Expresso (a de cima) e pelo Píblico (a do lado), a verdade é que o posicionamento relativo dos candidatos é unânime e que a evolução dos ditos também.

Todas indicam que Cavaco está bem encaminhado para limpar logo na primeira volta e que é o único candidato a subir de forma constante. Sobre ele, como meu candidato (ai de mim...) vai um post à parte.

O Chico Lopes lá vai mantendo a mesma percentagem de intenções de voto, ligadas, certamente, ao núcleo duro (calhau...) dos eleitores fiéis ao Partido.

O Nobre Bonzinho lá vai perdendo o ímpeto inicial: estas coisas cansam, não têm o interesse, a variedade e a cobertura benévola e gratuita das campanhas para dar de comer e dar injecções aos pobrezinhos d'aquem e d'alem mar... um gajo chateia-se, caramba!

O marado do Manel Alegre lá continua a papaguear as tretas do costume, daquilo que ele acha ser de esquerda, da verdadeira esquerda, o que quer que isso seja. Agora, acha que o Cavaco tem imensa responsabilidade na presente crise, não só pelos 10 anos como primeiro ministro mas (pasmem!) principalmente pelos cinco como Presidente. O gajo não bate bem, não haja dúvida...

E pronto! ... ah, desculpem-me, falta-me falar do Defensor Moura, o médico pachola do meu batalhão.

Realmente não há nada que dizer: saído do anonimato com o desvario de querer demolir o melhor (por acaso também o mais alto...) prédio de Viana (veja aqui), a ele vai voltar, fatalmente, depois de finda a 1ª volta das eleições.

Sorry Doc!

Thursday, November 18, 2010

OBVIAMENTE, EXECUTADO. BEM FEITO!

Clique no texto para ampliar e ler (use a lupa no cursor)

Talvez se lembrem de um tipo já com idade de ter juízo que se associou a um puto (17 aninhos quando foi preso) para a seguinte tarefa:

O cabrão que a foto mostra ia no porta bagagem do carro conduzido pelo puto; o porta bagagem tinha um furinho por onde o cabrão disparava sobre os transeuntes (matou 13 pessoas) num plano arquitectado para obter determinadas vantagens de cariz terrorista e/ou religioso...

Foram ambos apanhados e o cabrão foi condenado à morte, God save the States!!!

Foi executado na passada semana, mais uma vez God save the States!!!

Olhando para a foto, muitas santas almas dirão:

- Coitado do homem, tem um ar tão triste! Ainda or cima, afro-americano (as santas almas têm receio de serem tomadas por racistas se disserem "um preto") nos States, deve ser uma vítima daquela horrível sociedade. Criaram um desajustado e agora matam-no para se livrarem de responsabilidades!

Gente santa, gentinha, gente de merda!

Incapazes de aceitar a responsabilidade de votar pela morte de um tipo que não presta, não respeita a vida alheia e mata pessoas...

Monday, November 15, 2010

REVISTA PLAYBOY NO SÉCULO XIX

Vejam só o que fui desencantar num baú que (ao que me dizem) veio do sótão de um antepassado meu.

Se querem ver o que ele apreciava, é só clicar aqui .

Use o cursor para folhear a revista - as páginas não passam se não o fizer.

Sunday, November 14, 2010

AINDA O EDIFÍCIO COUTINHO - A TEIMOSIA DE SÓCRATES E DEFENSOR MOURA

Clique na imagem para ampliar (use a lupa do cursor) e ler

Lembram-se desta estória que começou há mais de uma década, em que uns senhores convencidos da superioridade da sua estética e da sua visão da cidade (?!) empenharam-se em correr com os locatários (e proprietários das suas fracções) de um prédio para o deitarem abaixo.

Porquê?

Poque não se encaixava na sua "visão" do que deveria ser a requalificação da baixa de Viana do Castelo.

Só por isso?!

Claro que não, há outra razão: havia dinheiro para esbanjar, dinheiro que, obviamente, não pertencia a tão importantes decisores - pertencia (e pertence) a nós todos, comunidade organizada em Estado, plantada no extremo poente da península Ibérica e tão mal gerida, muitas vezes connosco a olhar para o outro lado...

Leiam o texto que aqui vos deixo (tirado do Expresso de ontem), clicando sobre ele para ampliar, e leiam mais clicando aqui e acoli .

Saturday, November 13, 2010

HUMOR ÀS SEIS DA MATINA

Um galo descobre a infidelidade da galinha e fica furioso! Começa a partir o galinheiro todo incluindo os ovos!

Só que lá no meio havia um 1 ovo de barro...

O galo completamente fora de si grita para a galinha:

- Ah minha grande puta! Nem o galo de Barcelos te escapou!

O FUTURO DA CRIANÇA

Do meu amigo João (não sei onde ele descola estas...), procurando em e-mails já com um par de meses, fui sacar esta, que acho muito boa.

Right?

Friday, November 12, 2010

EDITORIAL - JORNAL APOIAR Nº 66

Para ler o jornal completo, clique aqui.

EDITORIAL

Este número do APOIAR é distribuído em plena crise do não Orçamento para 2011.

A qual é uma sub-crise da crise em que Portugal está mergulhado vai para mais de um ano (upa, upa, dirá o leitor, upa, upa!).

A qual, por sua vez, se desenvolve dentro da crise mais geral (por via da bendita globalização...) inicialmente chamada do sub-prime.

Esta, por seu turno, processa-se dentro do que muito boa gente diz ser uma das crises cíclicas do capitalismo que, segundo alguns teóricos, já o deveria ter levado ao seu fim.

No meio disto tudo, senhores muito competentes e bem preparados, uns no Governo outros nas oposições, trabalham arduamente para nos salvar (a nós e à Pátria, dizem).

A bem dizer já nos andam a tentar salvar desde meados do século XIX e, que se tenha visto, só o Botas de Santa Comba conseguiu que o país vivesse com o que tinha durante um laaaargo período. Vivia pobrezinho, limpinho, temente a Deus e à Nossa Senhora de Fátima, servidor atento e obrigado aos chefes e chefinhos (as várias polícias lá estavam para o manter na linhaça...), mas, a verdade é que o Banco de Portugal foi enchendo os cofres (com dinheiro, em vez de, como de costume, se encher de notas de empréstimo, sempre a crescer), foi enchendo, enchendo, enchendo, para os ditos se esvaziarem com estrondo nos primeiros tempos do pós 25 de Abril.

O desgoverno de quem nos governa já vem de muito longe e o mal que o País é governado só é comparável com o bem que essa gente se tem governado.

O nosso povão, mais espertalhão que esperto, topa-os muito bem e justifica a sua governação com o simples ditado “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte é tolo ou não tem arte”. Eles têm-na...

E assim vamos vivendo em pleno século XXI governados por um sistema que pode garantir montes de liberdades (podemos chamar cabrão, chulo e ladrão a qualquer ministro ou ao primeiro deles, que ninguém nos vem à mão; ganda liberdade, pá!!!) mas não nos garante o governo sábio e competente da coisa pública. Desde logo porque o sistema é desenhado de modo a garantir sempre a existência de duas entidades antagónicas, o Governo e a Oposição, que, imediatamente a seguir à tomada de posse do Governo, entram em confronto: este, tentando governar; aquela tentando por todos meios minar a acção do Governo.

A Oposição é, pela sua natureza multifacetada, composta por vários partidos, logo não é una na sua acção. Só que, para nosso mal, toda a Oposição converge num ponto: minar a acção do Governo. Aí é o povão francês que explica a coisa: “... quando se trata de malhar nos chuis, todo o mundo se reconcilia”. Neste caso é no Governo, mas ideia é a mesma.

A ver vamos no que isto dá mas, como dizia um amigo meu não há muito tempo: parece-me que a coisa não vai correr bem...

No meio de tanta austeridade, tanto corte, tanta redução nos subsídios, pensões, salários, etc, etc, é de esperar que sejam (como sempre!) os mais vulneráveis, os pobres, os desempregados, os pensionistas, os reformados, os velhos, os deficientes, os doentes que mais vão sofrer com a crise. Ora os ex-combatentes encontram-se distribuídos por estes grupos e vão ser dos mais afectados por mais esta crise.

Não acredito nos efeitos benéficos de uma greve geral, efeitos que, sobre uma economia débil e em crise, são sempre mais negativos que positivos. Mas, estando o Governo e parte da Oposição manifestamente a mostrar uma grande insensibilidade para com os mais vulneráveis e uma grande relutância em cortar nas despesas supérfluas e sumptuárias, confesso, caros leitores, que cada vez me parece mais que uma grevezinha geral contribuirá para mostrar a quem nos governa que tem que virar a tesoura dos cortes para outro lado.

Quem tem que pensar no equilíbrio das contas públicas e na preservação do sistema financeiro não o deve fazer à custa de quem, por força das circunstâncias, viveu uma vida inteira a equilibrar orçamentos domésticos escassos e, mesmo assim, muitas vezes, conseguiu comprar uma casa, um carrito e pôr os filhos na Universidade.

O Ministro das Finanças teria muito a aprender com esses portugueses se tivesse humildade para tanto...

Marques Correia

Thursday, November 11, 2010

OS MACCANN NAO DESCURAM A SUA DEFESA

A advogada portuguesa dos MacCann anunciou que vai interpor recurso da sentença que determinou o levantamento do embargo à venda do livro de Gonçalo Amaral sobre o sumiço de Madeleine MacCann.

Os argumentos da advogada são, no mínimo, risíveis:

1. Gonçalo Amaral queria ganhar dinheiro com o livro;

2. Queria aumentar o sofrimento dos MacCann;

3. Queria prejudicar a investigação.

A advogada estará bêbeda?! Que é isto?!

A verdade é que que quem publica um livro tem como objectivo (um deles, pelo menos) vendê-lo e fazer dinheiro. É perfeitamente legítimo. Os Maccann, aliás, fartaram-se com fazer dinheiro à custa da mesmíssima notoriedade do caso.

Gonçalo Amaral queria aumentar o sofrimento dos MacCann?! O que ele faz no livro (ao longo de todo o livro) é demonstrar que uma das hipóteses a ser investigada era (e é) a morte da miúda e ocultação do cadáver pelos pais. Sucede em muitos casos deste tipo e, tendo falhado até agora as demais hipóteses, nomeadamente a do rapto, impunha-se que a investigação tivesse seguido a via da morte (acidental?) seguida de ocultação do corpo.

Com o livro, Gonçalo Amaral pretende prejudicar a investigação? Pelo contrário! Pretende que a investigação não seja amputada, como foi, de uma hipótese que, em muitos casos, conduz à solução da investigação. De facto, os MacCann têm usado todos os meios ao seu alcance para impedir que a sua possível participação no sumiço da filha seja investigado, prejudicando, eles sim, a investigação.

Quem não deve não teme!

Os MacCann têm usado para sua defesa pessoal uma boa parte dos fundos consideráveis que o público, sensibilizado com a sua exibida dor, lhes entregou para custear a investigação.

A situação é particularmente chata quando se sabe (estava na net, no youtube e não só) que os dois cães vindos de Inglaterra para cheirarem sangue, um, e cadáver, o outro, encontraram intenso cheiro a sangue no quarto da miúda e a cadáver no carro usado pelos MacCann. Investigar o possível papel dos pais no sumiço da filha era (e é) uma parte indispensável da investigação.

O que temem os MacCann?

Os MacCann pretendem agora que a investigação seja reaberta, mas apenas para procurar a miúda (veja aqui ), não querem que seja investigada a sua possível participação no caso.

Quantos bandidos se teriam safo se tivessem tido tanto dinheiro (como os MacCann têm, dado pelo público...) para evitarem que o seu papel fosse investigado? Quantos?

NUNO CARDOSO PREJUDICA A C.M.PORTO E SAI ILIBADO...

Palavras para quê?

Assim se vê a força do F.C.Pê...

Friday, November 05, 2010

DIFERENÇA ENTRE UM HELICÓPTERO E UM AVIÃO

Sabem qual é a diferença entre um helicóptero e um avião (segundo o meu amigo António Almeida)?

Pensem bem... olhem para o helicóptero, à esquerda.

Olhem para o aviãozinho, à direita.

Então, que vos parece?

Acha que um avião conseguia o efeito sobre os passageiros que a foto seguinte ilustra?

Eheheheheheheheh!

VAO FAZER CONTROLO PARA A "COISA" DA MAE DO LUIS HORTA

Para quem não saiba a quem se referia o Queiroz, aqui vos deixo a chipala do mocinho...

POR ISTO E QUE FALTA SEMPRE DINHEIRO PARA OBRAS E EVENTOS!!!

Era bom saber-se:
- quanto era o anterior salário deste bando de chupistas;
- qual a percentagem do "peso" da administração no orçamento da Capital da Cultura;
- quais os subsídios de reintegração que estes chupistas vao chupar no fim desta "comissão de serviço";
- etc...

Wednesday, November 03, 2010

A TIA AMPARO...

Esta é muito mazinha, foi-me enviada por um colega que descobre estas coisas sabe-se lá onde. Divirtam-se!

A Tia Amparo era uma mulher de 93 anos que estava particularmente afectada pela morte recente do seu marido.

Ela decidiu suicidar-se e juntar-se a ele no Além.

Pensando que o melhor para ela seria acabar rápido com o assunto, foi buscar a velha pistola do exército que pertencera ao seu marido e tomou a decisão de disparar um tiro no coração, já que estava destroçada pela dor da sua perda.

Não querendo falhar o tiro num órgão vital e tornar-se num vegetal e num fardo para os seus familiares, telefonou ao seu médico de família para lhe perguntar onde ficava exactamente o seu coração.

O médico respondeu-lhe:

- "Dona Amparo, que pergunta?!... O seu coração está exactamente debaixo do seu seio esquerdo" .

...e foi assim que a querida tia Amparo deu cabo do joelho!!!

Monday, November 01, 2010

GRACIA NASI - AS PERSEGUIÇÕES AOS CRISTÃOS NOVOS NA ADMIRÁVEL EUROPA CRISTÃ

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Este fim de semana prolongado, retirado em Lagos, deu-me oportunidade de avançar muito na leitura do último livro da Ester Mucznic.

Além de ser uma dar colunistas (do Público) que raras vezes perco e que leio quase sempre com gosto, deve ter sido (ela e a Filomena Mónica...) uma verdadeira brasa, na sua juventude. O que nunca é despiciendo e por isso aqui refiro.

Neste livro, Ester Mucznic traça a rota de uma senhora judia, nascida numa família de cristãos novos (eram judeus expulsos de Espanha pelos reis católicos e convertidos à força por obra e graça do Senhor D. Manuel I) desde a sua Lisboa natal até Istanbul onde, naquele reino muçulmano, pôde finalmente assumir-se como judia e praticar a sua religião.

Mas não foram apenas os reinos peninsulares que perseguiram os judeus: a rota da Senhora foi marcada por sucessivas perseguições e expulsões de Antuérpia, Veneza e Ferrara, sempre com a inquisição à perna em conluio com os monarcas, que cobiçavam a sua imensa fortuna e ambicionavam o seu confisco.

O livro é muito instrutivo em particular para quem pensa que o Hitler foi um caso isolado e atípico na convivência entre cristãos e judeus. Pode ter sido o mais violento e drástico (os meios de que dispunha eram outros...) mas o papel da Igreja na perseguição aos judeus foi muito mais antiga, duradoura, persistente e encarniçada do que a do sombrio cabo austríaco. A matança de Lisboa, atiçada pela padralhada, é disso um exemplo eloquente.

Sintomático foi o acolhimento e apoio dado pelo Império Otomano a judeus e cristãos novos, o que foi praticamente norma nas relações entre judeus e muçulmanos durante séculos até a questão palestina fazer azedar essas relações.

Leiam que vale a pena.

Sunday, October 31, 2010

OS NOVOS RICOS, A ARQUITECTURA E OS ESQUERDALHOS

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A propósito da inauguração da extravagante torre/moradia de 27 andares, um misto de duplexes, triplexes e, aparentemente, quadriplexes (pelo que se percebe das fotos que a Publica traz hoje...), que terá custado mil milhões de dólares e terá demorado sete anos a construir, o articulista, um tal Mark Magnier, discorre sobre os bilionários pouco dados a solidariedade e filantropias, antes mais virados para a ostentação do que têm.

Aqui está um tema que vende, bem condimentado com as diferenças abissais entre ricos e pobres, e inimagináveis entre muito ricos e muito pobres.

Isto, claro, a propósito da torre/moradia ter sido implantada no meio de (ou com vista para) um bairro da lata de Mumbai (o novo nome de Bombaim).

O articulista esquece-se, não sabe, ou a "ideologia" não o deixa ver que as décadas de iniciativa estatal pouco ou nada trouxeram de bom para os pobres da Índia, para além de lhes dar o gozo duvidoso de não terem tido por muitos, muitos anos de se confrontarem com os exibicionismos dos bilionários.

Bilionários que no tempo da Sra Indira Ghandi, do seu paizinho e do seu filho, tudo primeiros ministros, se contariam pelos dedos de uma mão.

Esse gozo só pode mesmo ser mazoquista: desde que a Índia enveredou por uma certa liberalização da economia (os esquerdalhos ladrarão já: pois, é o neo liberalismo!!!) que esta entrou num ritmo de crescimento acentuado à la BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) de que resultou o aparecimento até agora de, segundo a Pública, 69 bilionários e 42.800 milionários, quantidade actual desses espécimes.

Isto é um ultrage para o povo trabalhador!, ladrarão em uníssono orquestrado o sindicalista e o comuna, sedentos de acabar com os ricos. E dirão, pensativamente, um para o outro: "se eu mandasse, camarada, ia já tudo para a Sibéria..."

Mas, afinal, qual o significado da existência de tantos e cada vez mais ricaços na Índia? Para os esquerdalhos, maiores diferenças entre ricos e pobres, mais exploração, o agudizar das contradições de classe e por esse caminho fora.

Para os pobres, significa mais oportunidades de trabalho com todas as consequências habituais: mais emprego (precário, claro!), menos fome, mais hipóteses de os filhos estudarem, melhor saúde, mais esperança no futuro.

Naturalmente que o pobre gostaria de ter um Ferrari como o patrão (também eu, carago!), de ter pelo menos uma das mansões dele e de ter as amantes boazonas como as do patrão. Já não falo dos barcos e helicópteros...

Mas isto representa um salutar elevar de expectativas em relação ao que ele, o pobre, aspirava antes do bilionário montar a fábrica que lhe dá trabalho, onde o explora horrorosamente com mais umas centenas de antigos camponeses transformados em desempregados e biscateiros esfomeados na grande cidade.

É que antes disso, ele apenas aspirava a ter que comer nesse dia, que no dia seguinte (se houvesse dia seguinte) logo se veria...

E pronto! A moral desta estória é simplemente o que o meu saudoso amigo Eduardo Santos (recorde-o aqui) dizia:

Acabar com os ricos? Que disparate, devemos é acabar com os pobres!

ESTADO LADRÃO, DEVOLVE A IGREJA DE CAMPOLIDE QUE ROUBASTE HÁ 100 ANOS!!!

Leia mais clicando aqui e mais aqui e veja um filmezinho, clicando aqui, sobre o estado a que o Estado deixou chegar o património que roubou durante a jacobina 1ª República, de tristíssima memória.

Esse mesmo Estado quer agora vender a igreja ao Patriarcado por umas centenas de milhares de Euros.

A que propósito deveria o Patriarcado pagar para lhe ser devolvido um bem roubado?!

Só mesmo na cabeça anticlerical de um republicano assanhado.

Ou talvez não: a verdade é que no tempo do Salazar/Cerejeira, a coisa também não se resolveu...

QUERIAM GOIABAS?!

Há menos de um mês, quando acabei as férias, deixei a goiabeira com muitas goiabas verdes, pequeninas, algumas secas, escuras e a árvore com parte das folhas amarelecidas e secas.

Hoje encontrei-as verdejante e saudável, carregada de goiabas maduras e com imensas caídas no chão.

Um espectáculo!

Apanhámos uns quilitos, deitámos fora outro tanto (as que estavam caídas, já "tocadas" ou francamente apodrecidas) e vão ficar na árvore mais uns tantos que espero que a família colha e aproveite.

Veja aqui .

No chão, estava o que parecia uma minhoca grande, morta e seca.

Apanhei-a e olhando-a de perto viu-se logo que era uma cobra (cerca de 10 cm); a pele escamosa e o esqueleto que se via por um rasgão na pele não deixavam dúvidas de que era um vertebrado.

Cobras no quintal - temos que andar de botas de borracha ou coisa que o valha.

Tal tá a moenga, compadre, tal tá a moenga!!!

Saturday, October 23, 2010

PENA DE MORTE EM PORTUGAL ABOLIDA EM 1976

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O título do post não é gozo: ando há anos a resmungar contra o bando de sacristas que embandeiram em arco por Portugal ter abolido a pena de morte em meados do século XIX, mostrando assim ser um estado paladino do respeito pela vida e pela pessoa humana.

O tanas!

Se é verdade que a pena de morte para crimes civis foi abolida em meados daquele século, precedida poucos anos antes pela abolição da pena de morte por crimes políticos, só em 1911 a pena de morte por crimes militares (traição, etc) foi abolida.

Mesmo assim, em atitude típica da 1ª república, aquela pena voltou a ser restabelecida assim que foi conveniente, em 1916, com a entrada de Portugal na Grande Guerra.

O respeito pela vida, pela pessoa humana, etc e tal teve que esperar até 1976, já depois do 25 de Abril, para se poder dizer com toda a propriedade que Portugal aboliu a pena de morte!

Veja o que diz a Wikipédia sobre o assunto aqui, de que transcrevo o seguinte:

"Portugal foi praticamente o primeiro país da Europa e do Mundo a abolir a pena capital, pois antes dele apenas a tinham abolido a efêmera República Romana, em 1849, e o Principiado de S. Marino, em 1852.

De qualquer modo, Portugal foi o primeiro Estado do Mundo a prever a abolição da pena de morte na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867.

Cronologia:

Abolida para crimes políticos em 1852 (artigo 16.º do Acto Adicional à Carta Constitucional de 5 de Julho, sancionado por D. Maria II).

Abolida para crimes civis em 1867 no reinado de D. Luís.

Abolida para todos os crimes, excepto por traição durante a guerra, em Julho em 1867 (Lei de 1 de Julho de 1867). A proposta partiu do ministro da Justiça Augusto César Barjona de Freitas, sendo submetida à discussão na Câmara dos Deputados. Transitou depois para a Câmara dos Pares, onde foi aprovada.

Mas a pena de morte continuava no Código de Justiça Militar. Em 1874, quando o soldado de infantaria n.º 2 António Coelho assassinou o alferes Palma e Brito, levantou-se grande discussão sobre a pena a aplicar.

Abolição para todos os crimes, incluindo os militares, em 1911.

Readmitida em 1916 a pena de morte para crimes de traição em tempo de guerra.

Abolição total em 1976.

A última execução conhecida em território português foi em 1846, em Lagos. Remonta a 1 de Julho de 1772 a última execução de uma mulher, que se chamava Luísa de Jesus.

A última execução oficial, de homem ou mulher, foi em 1917, durante a primeira guerra mundial, por traição, no seio do exército português em França, ao abrigo do Direito Português.

De forma extra-oficial, a PIDE, polícia política do regime ditatorial português designado por Estado Novo, executou (deliberadamente ou na sequência de torturas) alguns ativistas anti-regime e, de forma praticamente sistemática, os elementos capturados na guerra contra os movimentos emancipacionistas de três colónias portuguesas (Guiné-Bissau, Angola e Moçambique) entre 1961 e 1974.

Actualmente, a pena de morte é um acto proibido e ilegal segundo o artigo 24.º, n.º 2, da Constituição Portuguesa."

Wednesday, October 20, 2010

VIV'Ó SÓCRATES!!!!!!!

A BRINCAR, A BRINCAR SE VÃO DIZENDO AS VERDADES….DM

Portugal daqui a 2 anos !

Um menino regressa da escola cansado e faminto e, pergunta à mãe:

Mamã, que há de comer?'

Nada, meu filho.'

O menino olha para o papagaio, que têm na gaiola, e pergunta:

Mamã, porque não há papagaio com arroz?'

Porque não há arroz.'

E papagaio no forno?'

Não há gás.'

E papagaio no grelhador eléctrico?'

Não há electricidade.'

E papagaio frito?'

Não há azeite.'

E o papagaio contentíssimo gritava:

VIVA O SÓCRATES !!!

Recebida do meu amigo Toni Ferreira

O IKEA TEM TUDO!

O meu amigo João chamou-me a atenção para as novidades do IKEA, em particular uma espreguiçadeira desenhada para evitar desconforto em certas posições, para certas pessoas.

Não é uma ideia do caraças?!

Hã?!

Tuesday, October 19, 2010

CLARA - a menina que sobreviveu ao holocausto

Clique na foto da contracapa para ampliar e ler

Depois de uma noite mal dormida (ontem foram 2 horitas, pouco mais...) acabei hoje o livro que dá o título ao post.

É giro quando se pensa que se leu (ou, ao menos se ouviu falar de) tudo o que há para ler sobre o holocausto eis que surge do fundo da memória colectiva de uma (melhor, de quatro) família este livro que narra como dezoito pessoas foram escondidas, alimentadas e salvas por uma família alemã numa pequena cidade polaca.

Durante os 18 meses passados num bunker escavado sob a casa dos Beck, a família alemã, Clara, então com 15 e 16 anos, escreveu um diário que está hoje no Museu do Holocausto de Washington.

Se é ligado a estes temas, não perca!

Veja também alguns sketches sobre o mesmo tema aqui e aqui.

Veja/oiça também a entrevista de Clara (agora com 80 anos) sobre o livro.

Saturday, October 16, 2010

RECORDAR FRANÇOISE HARDY

Podia ter-me dado para pior. Aqui há dias uma malta de Luanda recordava no FB músicas do "nosso tempo" (anos 60's eramos teenagers, festas de garagem, etc, etc) e passaram o Tous les garçons et les filles da Françoise Hardy.

Ora a dita garina foi só uma paixão do caraças cá do rapaz que só não foi pior porque tive sempre os pezinhos bem assentes no chão.

Mas que foi paixão, isso foi! (enfim, como se adora a nossa senhora, à distância, e tal e coiso...)

Oiçam a seguir (é só clicar nos links) algumas canções da menina...

Le Temps de l'amour

Comment te dire adieu com legendas em espanhol, para quem não "apanhou" o francês na escola...

Le premier bonheur du jour (caíram aí uns pingos do monitor? pronto, pronto, já as sequei...) Fantástica!!!

J'suis d'accord (si tu ne me demandes pas d'aller chez toi) - a minha preferida.

Espero que gostem.

DESEMPREGO E SUBSÍDIOS GENEROSOS

Já estou a ver alguns amigos meus (e ex-amigos, ai de mim...) a bolsarem críticas contra o Comité Nobel, certamente minado pelo vírus do Neo Liberalismo...

Pois é, o dito Comité atribuíu o Nobel da Economia (clique no link para ver o comentário, no Expresso de hoje, de Henrique Raposo) a três investigadores (também hediondos neo liberais, certamente...) que ousaram estabelecer uma relação de causa - efeito entre generosos subsídios de desemprego e (o quê? o quê?...) desemprego, pois claro.

Para a rapaziada (o Dr Manel Carvalho da Silva, por exemplo) que diz que é evidente que ninguém prefere ficar com o subsídio de desemprego e recusar trabalhos "mal pagos", isto deve ser mesmo uma heresia...

Mas, mesmo sem ter visto (e lido) os papers dos investigadores laureados, a coisa faz todo o sentido, olá se faz!