Wednesday, June 10, 2009

A ESCOLA...

Em Portugal é igualito, coño!

Tuesday, June 09, 2009

TIANANMEN - 20 ANOS DEPOIS...

Reveja o tipo dos sacos de supermercado (?) à frente da coluna de tanques aqui . Este foi o episódio que ficou na memória de toda a gente que acompanhou a revolta dos estudantes (recorde aqui) contra o regime de Pequim, esperando que o PCC caísse de maduro como o PCUS caíu de podre.

Não caíu.

Manteve o rumo traçado pelo Pequeno Timoneiro, mantendo as rédeas do poder firmemente nas mãos e comandando (viabilizando) um desenvolvimento económico e social que levou a China à posição em que está, a caminho de se tornar a 1ª economia mundial. Mais dez anitos e deve lá chegar. Veja mais aqui: Deng Xiaoping.

Teria sido melhor que o PCC se tivesse desmoronado ante a força da razão (?) dos revoltosos pela Liberdade? Foi melhor usar a força necessária para acabar com a revolta e evitar veleidades semelhantes nos tempos mais próximos?

Olhando para o que se passou na URSS e nos dez anos de pobreza, marasmo e estagnação entre a queda de Gorbatchov e o advento de Putin, é legítimo perguntar:

Teria sido melhor, para quem?

Monday, June 08, 2009

O CLUBE DOS MARCIANOS

Às vezes sinto-me completamente marciano. O que me vale é que, quase sempre penso que marcianos são os outros.

Serão mesmo?!

Num jantar, este fim de semana, fiquei siderado com duas pessoas que habitualmente me deixam siderado. Portanto, até aí, tudo normal.

Só que que desta vez a coisa foi muito para além do que eu consideraria simples marcianismo. Ora vejam:

Um dos convivas defendia com calor e ardor que estamos em plena decadência e que um dos sinais desses tempos decadentes é que vemos, por exemplo, artistas de cinema como presidentes, putas como deputadas (ou coisa que o valha), etc.

Defendia ele que para cargos políticos os candidatos teriam que ter algum tipo de filtragem para evitar que uns tipos desqualificados fossem eleitos para cargos de responsabilidade, para os quais não têm competência. E insistia em alta (e alterada) voz: vocês acham que um actor pode ser Presidente, mas eu acho que não podia ser e devia ser impedido de se candidatar. Insistia no exemplo do Reagan e alegava, a crédito da sua posição, que se um advogado não podia pilotar um avião, também um actor não podia ser Presidente (Governador, PM, etc).

Sobre os economistas, juristas, engenheiros e outras gentes desqualificadas não se falou - se calhar só os funcionários públicos com cursos na École Nationale d'Administration Publique seriam competentes para cargos de responsabilidade.

Será assim?

O outro, depois de perorar contra os palhaços (Durão Barroso, Pacheco Pereira, a "Leite Azedo" - Ferreira Leite, suponho, etc) e os ladrões (80% dos políticos, incluindo o Sócrates, que devia ser preso), depois de zurzir nos defensores do capitalismo neo liberal (euzinho...) e em tudo o que mexia, à despedida, conciliador, diz que isto está a mudar, tem mesmo que mudar, porque a civilização ocidental está a dar o berro, por culpa do Bush e companhia, que não conseguiu impedir que o comércio e a economia mundiais se estejam a passar para "o lado de lá".

O lado de lá era a China! Desgraçadamente já não deu para aprofundar, mas parece que o homem acha que os malandros dos americanos deveriam ter sabido manter a China no seu canto e, não o tendo conseguido, a civilização ocidental vai pelo cano abaixo.

Ambos são cultos, inteligentes e informados (conheço-os há mais de 40 anos) mas... há ali qualquer coisa que não funciona bem!

Até aqui só tinha ouvido, a uma senhora já muito entradota, uma opinião semelhante: que só pessoas com alguma cultura deveriam poder votar, para evitar que fossem votar sem fazerem a mínima ideia do que está em causa, sem perceberem o que lá vão fazer, etc. Claro que não explica como é que a coisa se processaria: um exame de cultura política? Uma entrevista com umapessoa culta, de confiança? ...?

Devo ser mesmo marciano, carago!!!

(e não é que existe um blog dos Marcianos?! Visite-os: os Marcianos .)

Sunday, June 07, 2009

O DISCURSO DO OBAMA NO CAIRO - E VIVA O BUSH!!!!!

O presidente Obama fez um belo discurso no Cairo que poderá ter sido o começo de alguma coisa, de uma melhor convivência entre os States e o mundo árabe. Para o mundo árabe moderado, entenda-se, pois para o "mundo árabe fundamentalista" o discurso do Obama são é mais que um amontoado de palavras de infiel (duplamente infiel...) que o vento há-le levar e que não hão-de evitar a sua destruição implacável sob a espada dos filhos dilectos de Allah.

Para os nossos intelectuais de esquerda (e não só, caraças! e não só) foi mais uma pérola de um político de eleição que, até agora, tem feito o que "eles" esperavam que fizesse.

A menina da foto ao lado, P2 do Público de hoje, (tão burrinha, benza-a Deus; mas ela é pequenina, ainda tem desculpa...) depois de despejar sobre nós a habitual descarga de cosmopolitismo (que mete um diálogo numa chat room com um colega em Cabul) e os panegíricos ao Obama, diz a alturas tantas:

"A estupidez é perigosa. Mais perigosa é a vontade de domar o Mundo. Bush é estúpido e quis domar o Mundo. Tudo o que Obama disse no Cairo é o contrário."

Será que é assim tão difícil perceber que Obama pode ser magnânimo, "compreensivo" e aberto porque alguém antes dele mostrou que a América se e quando fôr preciso sabe pôr as garras de forra e ir atrás dos que a ameaçam ou atacam, mesmo que se escondam nos confins do Afeganistão ou do Iraque (or else)?!

Deve ser mesmo difícil, 'tá visto...

Grande parte da credibilidade do Presidente Americano Obama na cena internacional vem directamente do modo como o anterior detentor do cargo lidou com uma agressão violenta ao coração da América, sem receio de começar duas guerras caras e desgastantes em muito pouco tempo (a primeira delas menos de um mês depois do ataque às torres gêmeas).

Mesmo que nem sempre o tenha feito com o melhor discernimento.

Teria Obama (ou o tonto Clintóris) feito melhor?

Duvido, e faço pouco!

DIA "D" - SE O RIDÍCULO MATASSE...

Na foto ao lado vêem-se dirigentes de vários países cujas tropas tomaram parte na invasão da Normandia, iniciada com uma série de desembarques extremamente mortíferos em 6 de Junho de 1944.

Como vem sendo habitual desde o fim da guerra, homenageiam-se, acima de tudo, os cerca de 20.000 soldados que nos primeiros dias ali morreram, sendo figuras centrais os veteranos ainda vivos, cada vez menos à medida que os anos passam.

E já passaram 65 anos.

Na foto identificam-se o Obama, o príncipe Carlos de Inglaterra, o primeiro ministro Gordon Brown, talvez o Sarkozy na extrema direita da foto. A foto parece normal, mas, de repente, há um pormenor que me salta à vista de maneira gritante: o peito fartamente medalhado que aparece na foto não é o de um veterano, mas o do príncipe Carlos de Inglaterra.

Ó diabo! não será mau gosto esta exibição medalhística, numa cerimónia em que as medalhas dos antigos combatentes assinalam, no mínimo, a sua presença na campanha que levou à vitória sobre a Alemanha, representando muitas vezes a participação em batalhas, ferimentos em combate, actos relevantes heróicos ou abnegados debaixo de fogo, etc, etc?! Ora as medalhas do príncipe, se bem que, certamente, conferidas regularmente (e, se calhar, com mérito) referem-se a actos de militar "de aviário", serviços distintos, comportamento exemplar, medalhas atribuídas por países estrangeiros, medalhas comemorativas, etc, etc, etc.

Não será de um mau gosto extremo o controverso príncipe aparecer nas comemorações do dia D com o peito coberto de medalhas "desse tipo"?

Certamente que sim, para além de o cobrir de ridículo...

Friday, June 05, 2009

CONFRARIA DA PUNHETA DE BACALHAU (E ESTA, HÃ?!)

Ouvindo a Antena 1, esta manhã, nem queria acreditar: foi criada e vai ser oficializada em Cacilhas a Confraria da Punheta de Bacalhau, pela mão (tinha mesmo de ser pela mão...) de Hernani Magalhães (veja no Público ).

A confraria já conta com 30 punheteiros.

Estou com uma certa curiosidade para ver qual será a farpela que irão escolher. Can you guess?...

Hernani Magalhães referiu que "A confraria não quer combater nada nem ninguém mas apenas afirmar a Punheta de Bacalhau como uma das marcas portuguesas, procurando preservar a gastronomia de elevada qualidade, sem preocupações estéticas".

Concluiu com um sonoro e vibrante:

"A punheta é do povo!"

Lindo!!!

Monday, June 01, 2009

ODE AO POETA ARY DOS SANTOS - Le Cul

Atenção: a ode não é o poema que se transcreve a seguir, que é do Ary dos Santos. Para ouvir a ode, declamada, clique no botão de PLAY, na imagem acima.

  • A cidade é um chão de palavras pisadas
  • a palavra criança a palavra segredo.
  • A cidade é um céu de palavras paradas
  • a palavra distância e a palavra medo.
  • A cidade é um saco um pulmão que respira
  • pela palavra água pela palavra brisa
  • A cidade é um poro um corpo que transpira
  • pela palavra sangue pela palavra ira.
  • A cidade tem praças de palavras abertas
  • como estátuas mandadas apear.
  • A cidade tem ruas de palavras desertas
  • como jardins mandados arrancar.
  • A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
  • A palavra silêncio é uma rosa chá.
  • Não há céu de palavras que a cidade não cubra
  • não há rua de sons que a palavra não corra
  • à procura da sombra de uma luz que não há.

Ouça este poema musicado e cantado pelo Zeca Afonso.

O Ary dos Santos foi um dos maiores poetas da segunda metade do século XX e a sua morte prematura impediu que a torrente impetuosa, expressiva e profundamente humana que brotava da sua pena continuasse a dar-nos poemas belíssimos como o que acima vos deixei.

O PODER DOS TRIBUNAIS RABÍNICOS - MUDOU ALGUMA COISA?

Relendo coisas antigas, se bem que recentemente transplantadas para o presente num processo que tenho vindo a empreender, dei de caras com um fait divers de que já não me lembrava: é sobre um tipo que esteve 32 (trinta e dois!) anos preso à ordem do conde Vintém (perdão, de um tribunal rabínico) por se ter recusado a dar o divórcio à sua cara metade (veja aqui ).

O caso, já quando foi noticiado, naquela altura, me pareceu uma aberração completa num país em que a democracia funciona (e bem) há décadas. Como é possível uma interferência tão grosseira e prepotente na vida de um cidadão, num país como Israel?

Na net só encontrei um link sobre o assunto, que apenas dá umas dicas sobre o ponto de vista da ortodoxia judaica: o Yehia foi um herói que se sacrificou para que a lei de Deus fosse cumprida e o matrimónio se mantivesse indissolúvel (como Deus, aparentemente, quer): clique aqui, e procure lá para o final do texto .

Alguém me dá alguma achega sobre isto?

Thursday, May 28, 2009

LE GRAND DISEUR DU BOCAGE, MOI MÊME! TARÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃNNNNNN

Oiça uma versão curta (não quis ler, só disse o que a memória debitou) do Um tabelião caduco do Bocage.

No youtube tem mais umas coisinhas...

Monday, May 25, 2009

A PEIXEIRADA DO DIA

A peixeira e malcriada da Manuela Moura Guedes apanhou pela frente finalmente um gajo que não teve papas na língua nem receio de ficar mal na fotografia.

Não percam o filme da peixeirada.

Clique aqui

Saturday, May 23, 2009

O DECLÍNIO DO DANDY - ANTÓNIO BOTO, O BEATO

Toda agente conhece (ou pensa que conhece) António Boto, poeta da primeira metade do século XX, a quem são atribuídos poemas eróticos do tipo do "Nunca te foram ao cu nem às perninhas, aposto..." e das "Balofas carnes de compridas tetas caindo aos montões em duas mamas pretas..."

Estava eu a preparar uns sketches para meter no youtube (aqui vai um) quando me lembrei que o António Boto (o roto, como diz o Toni Ferreira, sempre mordaz) tinha um poema dedicado ao cardeal Cerejeira que me apetecia incluir no sketch, como exemplo do que a velhice e o medo da morte podem fazer à sanidade mental de um indivíduo.

Procurei ali na estante dos livros e desenterrei um livro de poemas (As Canções de António Boto, com um artigo de Fernando Pessoa sobre o autor, à guisa de prefácio), sem nada de especial a assinalar, mas eu não sou nada versado nestas matérias...

Desenterrei também na secção sobre Fátima, um palmo de prateleira, o livro onde está o tal poema.

O livro, Fátima poema do mundo, é uma enfiada de sabujices à Igreja e em particular ao cardeal Cerejeira, de quem obteve o imprimatur (precisava?!) e a quem o autor dedica o tal poema, um soneto com um ritmo muito bem conseguido, um verdadeiro desperdício para o tema que tratava... (pode ouvi-lo aqui)

Pesando o que li (em diagonal, claro) e dando uma volta pela net (veja, por exemplo, aqui ), ficou-me a ideia de que talvez o homem não se tenha degradado com a idade, mas tenha sido sempre "assim", mais a dar para o beato (lá por ser larilas não podia ser beato?!), com uns arroubos de libertinagem desde a juventude, que o temor a Deus, à Nossa Senhora e à Santa Madre Igreja não conseguiram castrar totalmente.

Já a mão de ferro de Salazar, que o expulsou da função pública, parece ter sido mais eficaz. O desterro no Brasil, a pobreza e a doença poderão ter feito vir ao de cima e refinar o lado beato do escritor.

Vitorino Nemésio dedicou-lhe um poema no qual figura, à guisa de epitáfio:

Ai, pobre de António Boto

Tão dandy naquele Chiado!

Antes sujinho, antes roto

Que suspeito condenado!”.

Vitorino Nemésio talvez tenha sido mauzinho ao usar a palavra roto, sabidamente ambígua. O que seria uma injustiça, já que António Boto não cultivava a ambiguidade, tão em voga entre os "artistas" dos nossos dias, antes se dizia o único homossexual assumido de Portugal...

LUANDA - ADEUS SAUDOSISMO, OLÁ FUTURO

Clique AQUI se quiser aceder a desenvolvimentos no post LUANDA - adeus saudosismo, olá futuro.

E, claro!, é muito bem vindo se quiser participar com o seu ponto de vista sobre a nossa colonização exemplar.

Vá lá não se limite a espreitar, escreva, diga de sua justiça mesmo achando que sabe muito mais (porra!...) que nós todos juntos, pobres ignorantes que ousamos esgravatar a terra com o nosso pauzinho e escrever umas garatujas dispersas.

Exponha-se, não se esconda!

TORTURA TALIBAN

Foto enviada pelo meu amigo João (onde é que raio ele as descobre?!)

Andam o Obama e os seus seguidores intelectuais da costa leste preocupados com o water boarding; andam os PC's e outros "anti fascistas" agitadíssimos para que não se apaguem as memórias das terríveis torturas a que foram sujeitos (a estátua e a privação de sono)...

Vê-se mesmo que não fazem a menor ideia do que seja tortura "a sério"!

Outra versão diz-me que o senhor na foto é anormalmente pouco membrudo, tendo adoptado esta terapeutica para corrigir o defeito.

Como diria o diácono Remédios aos alunos mal comportados, "Estico-te, pá, estico-te!".

Saturday, May 16, 2009

A PARQUE EXPO 10 ANOS DEPOIS DA EXPO 98

Cliquem nas imagens para as ampliar

Mais de 10 anos depois de encerrada a EXPO 98, podemos dizer que o que dela ficou, o Parque das Nações, a Parque EXPO ou como se lhe queira chamar foi das melhores intervenções urbanas de que Lisboa já beneficiou.

Desde que o Marquês de Pombal fez reconstruir a baixa, cujo estilo acabou por recebeu o seu nome, sobre os escombros de 1755, não se fez nada melhor que a Parque Expo.

Claro que muita gentinha preferia a zona oriental "como estava" ou preferia uma intervenção "diferente".

Pois, mas a que se fez foi esta, continua a haver espaço à brava para construir, com taxas de ocupação relativamente baixas, com espaços verdes generosos e (espantem-se!) bem tratados.

O passeio público à beira rio já se estende da Torre Vasco da Gama, à qual se "encosta" agora um hotel , até para lá da estátua da rainha Catarina de Bragança (rainha de Inglaterra, princesa de Portugal) é muito agradável e tranquilo, bom para passear, parar a olhar o rio ou o verde dos espaços entre este e os edifícios, namorar, ler, meditar.

A foto não faz justiça ao hotel: já vai nos 20 andares e ainda não parou de subir; a foto tem um bom par de meses.

Também dá para ir de bicicleta até à zona ocidental da Expo, ali na zona do Cervejanário.

Este já teve melhores dias, quer na comida quer no serviço: alguns dos empregados/as parecem mais arrumadores e drogadinhos que empregados de uma casa (que ainda é) conceituada.

A última vez que lá almocei, instintivamente agarrava a carteira quando uma sujeita muito esquisita se aproximava, como se esperasse que, no mínimo, me viesse pedir uma moedinha.

Uma pena...

Esta estátua é uma réplica da que esteve para ser "plantada" em New York, em Queens, com 10 m de altura.

Os pseudo intelectuais daquelas bandas, receando que os afro-americanos ficassem chateados por se estar a dar destaque a uma rainha "negreira" e esclavagista, fizeram imensa confusão para que a estátua fosse para outro sítio.

Acabou por não ser montada onde era suposto e aguarda agora ser refundida para aproveitamento do bronze.

Em nome do politicamente correcto que grassa entre as "elites" dos States.

Puta de sorte!

COMPRIIIIIIIIIDA, MAS BOA!

Mão amiga fez-me chegar esta delícia (claro que não fui eu que fiz!):

Mulher - Onde vais?

Homem - Vou sair um pouco.

Mulher - Vais de carro?

Homem - Sim.

Mulher - Tem gasolina?

Homem - Sim.... coloquei.

Mulher - Vais demorar?

Homem - Não... coisa de uma hora.

Mulher - Vais a algum lugar específico?

Homem - Não... só andar por aí.

Mulher - Não preferes ir a pé?

Homem - Não... vou de carro.

Mulher - Traz-me um gelado!

Homem - Trago... que sabor?

Mulher - Morango.

Homem - Ok... na volta pra casa eu passo na loja e compro.

Mulher - Na volta?

Homem - Sim... senão derrete.

Mulher - Passa lá agora, compra e deixa aqui..

Homem - Não... é melhor não! Na volta... é rápido!

Mulher - Ahhhhh!

Homem - Quando eu voltar eu como um contigo!

Mulher - Mas tu não gostas de morango!

Homem - Eu compro outro... de outro sabor.

Mulher - Assim fica mais caro... traz de ananás!

Homem - Eu também não gosto de ananás.

Mulher - Traz de chocolate... nós os dois gostamos.

Homem - Ok! Beijo... já venho....

Mulher - Ei!

Homem - O que é?

Mulher - Chocolate não... Flocos...

Homem - Não gosto de flocos!

Mulher - Então traz de morango pra mim e do que quiseres pra ti.

Homem - Foi o que eu sugeri desde o princípio!

Mulher - Estás a ser ironico?

Homem - Não, não tou! Vou indo.

Mulher - Vem cá dar-me um beijo de despedida!

Homem - Querida! Eu já venho... depois.

Mulher - Depois não... quero agora!

Homem - Tá bom! (Beijo.)

Mulher - Vais no teu carro ou no meu?

Homem - No meu.

Mulher - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não!

Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...

Mulher - Tás a precisar?

Homem - Não sei... vou ver quando sair!

Mulher - Não demores!

Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)

Mulher - Ei!

Homem - Que foi agora?

Mulher - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora!

Homem - Calma... estou a tentar sair e não consigo!

Mulher - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?

Homem - O que queres dizer com isso?

Mulher - Nada... não quero dizer nada!

Homem - Que é... achas que te estou a trair?

Mulher - Não... claro que não... mas sabes como é?

Homem - Como é o quê?

Mulher - Homens!

Homem - Generalizando ou falando de mim?

Mulher - Generalizando.

Homem - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!

Mulher - Tá bem... então vai.

Homem - Vou.

Mulher - Ei!

Homem - Que foi, porra?

Mulher - Leva o telémovel, estúpido!

Homem - Pra quê? Pra ma estares sempre a ligar?

Mulher - Não... caso aconteça algo, tens o telémovel.

Homem - Não... deixa estar...

Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso!

Homem - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito!

Mulher - Eu também! Posso cuscar no teu telémovel?

Homem - Pra quê?

Mulher - Sei lá! Jogar um joguinho!

Homem - Queres o meu telémovel pra jogar?

Mulher - É.

Homem - Tens a certeza?

Mulher - Sim.

Homem - Liga o computador... tá cheio de joguinhos!

Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!

Homem - Lata velha? Comprei-o o mês passado!

Mulher - Tá..ok... então leva o telémovel senão eu vou cuscar...

Homem - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo...

Mulher - É?

Homem - É.

Mulher - Então onde está?

Homem - O quê?

Mulher - O que deveria estar no telémovel mas não está...

Homem - Como!?

Mulher - Nada! Esquece!

Homem - Tas nervosa?

Mulher - Não... não tou...

Homem - Então eu vou!

Mulher - Ei!

Homem - O que ééééééé?

Mulher - Já não quero o gelado!

Homem - Ah é?

Mulher - É!

Homem - Então eu também já não vou sair!

Mulher - Ah é?

Homem - É.

Mulher - Boa! Vais ficar aqui comigo?

Homem - Não ...tou cansado... vou dormir!

Mulher - Preferes dormir a ficar comigo?

Homem - Não... vou dormir, só isso!

Mulher - Estás nervoso?

Homem - Claro, porra!!!

Mulher - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?!?!...

Saturday, May 09, 2009

...E VIVA O 25 DE ABRIL

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Um bocado fora de tempo, aqui vai o artigo sobre o 25 de Abril, uma visão muito pessoal da coisa, publicado no último número, o 57, da revista da APOIAR .

Só agora publico aqui porque tinha primeiro que sair a revista.

Enjoy!

Wednesday, May 06, 2009

Os compadres alentejanos...

Só de alentejanos...

Dois compadres assaltaram um banco, fugiram de carro e, quando se julgaram a salvo, pararam numa estrada secundária a descansar.

Diz um: - Atão, aproveitamos para contar o dinhêro?

Responde o outro: - 'Nan vale a pena essa trabalhêra, compadre, logo no Telejornal dizem quanto é!

Pano rapidíssimo!

CARTAS DE CÁ - A pequena revista

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Se se interessa pela Índia, em particular por Goa, não como "a nossa querida Goa" do Botas de Santa Comba, mas como uma terra onde se desenvolveu uma cultura cruzada do português e do indiano, fortemente temperada por um cristianismo atípico, leia esta crónica que a P2 nos traz às quartas feiras.

Se quiser pitar bons petiscos goeses (também eles diferentes dos indianos...), num local tranquilo, com boa música de fundo, sem ruído de trânsito e com um estacionamento fácil em parque privativo, vá almoçar à Casa de Goa , na ruela que liga as Necessidades, a descer, a Alcântara, ao restaurante que o Sebastião (sim, sim, o do Cantinho da Paz e, antes disso, do saudosíssimo Velha Goa, junto ao jardim da Parada, em Campo de Ourique).

É bom que tenha algum tempo disponível para não estar a correr...

E, já agora, siga a sugestão do Paulo Varela Gomes e vá ao http://www.littlemag.com e "puxe-o" para os favoritos, para aceder, pelo menos, mensalmente.

Foi o que fiz.

A ver vamos os resultados que escorrem para aqui...

O FIM DO MEIO com Desidério Murcho

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Esta semana, o professor volta aos temas e textos que me enchem as medidas. Diz ele:

"... se os fins não justificam os meios, o que haveria de os justificar?!"

"... nada mais pode justificar os meio, excepto os fins."

"Quer-se dizer (...) que certos meios não justificam certos fins."

À medida que lia o texto mais me ia convencendo de que o homem é bruxo: é que o que ele escreveu (enfim quase tudo) é o que eu tenho rosnado em surdina sobre este assunto quando oiço a sentença professoral de que "os meios não justificam os fins".

Passo a palavra ao professor.

Como já não escrevia há algumas semanas,

READ THE MAN!

Friday, May 01, 2009

O 1º de Maio, os Maios e o mês que há de vir

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O 1º de Maio, passei-o em Lagos.

Nada de manifs com grunhos a provocarem grunhos e o Vital Moreira, com a sua figura de Avô Cantigas acabando por ser agredido por malta ressabiada (diz-se que) afecta à CGTP - ganda bronca!!!

Maio é um mês lixado, com o May day (festa dos trabalhadores), o 13 de Maio (peregrinação a Fátima), as Cantigas do Maio (e viva o Zeca!), o mês em que o Zé Bação foi mobilizado (Apaga Maio!! Apaga Maio!!) - a propósito, quem tiver o livro de poesia do Zé Bação Leal, edição muito pequena e, creio, não reeditado, que me diga o preço (you name it, you got it - dentro do razoável, claro).

Mas em Lagos o Maio é uma coisa muito delicada. É que cá na terra não há mês de Maio: a seguir a Abril conta-se o mês que há de vir, Junho, Julho, etc.

Há muitos anos, havia por cá uma festividade durante a qual um moç' era vestido e carregado de ouro, arrecadas, cordões, etc, etc (era um dos maluquinhos da terra, para evitar espertezas, se bem me entendem), e passeado em cima de um burro a mostrar a riqueza das gentes.

Seria um ritual pagão para atrair a prosperidade para o burgo? Alguém saberá, nanja eu.

O que consta é que um belo ano o atrasado mental vestido de Maio, assim se chamava ao personagem que montavam no burro carregado do ouro da terra, que, nesse ano, não era tão atrasado como lhe competia, quando apanhou o pessoal distraído e já avançado nos vinhos, medronhos e amarguinhas, picou o burro e pôs-se ao fresco com o ouro em cima do lombo.

O pessoal, olhando o burro com o falso def em fuga, exclamava (conta-se): quanto mais longe, mais loze! (forma deturpada de conjugar o verbo luzir)

Nunca mais voltou.

Daí p'ra frente, os lacobrigenses deixaram de ter mês de Maio e afinam nas horas quando alguém lho lembra, refere o mês que há de vir ou exclama "mó' dieb', quanto mai' longe mai' loze!!!"

No 1º de Maio, é tradição os lacobrigenses engendrarem uma espécie de espantalhos, uns mais trapalhões, outros mais elaborados, e plantarem-nos à porta (ou à janela), em memória do mês que lhes fugiu.

Os exemplares que mostro foram fotografados hoje, em Lagos que corri seca e meca à caça deles.

De tão poucos fica-me a convicção de que a tradição já não é o que era...