Monday, June 01, 2009

O PODER DOS TRIBUNAIS RABÍNICOS - MUDOU ALGUMA COISA?

Relendo coisas antigas, se bem que recentemente transplantadas para o presente num processo que tenho vindo a empreender, dei de caras com um fait divers de que já não me lembrava: é sobre um tipo que esteve 32 (trinta e dois!) anos preso à ordem do conde Vintém (perdão, de um tribunal rabínico) por se ter recusado a dar o divórcio à sua cara metade (veja aqui ).

O caso, já quando foi noticiado, naquela altura, me pareceu uma aberração completa num país em que a democracia funciona (e bem) há décadas. Como é possível uma interferência tão grosseira e prepotente na vida de um cidadão, num país como Israel?

Na net só encontrei um link sobre o assunto, que apenas dá umas dicas sobre o ponto de vista da ortodoxia judaica: o Yehia foi um herói que se sacrificou para que a lei de Deus fosse cumprida e o matrimónio se mantivesse indissolúvel (como Deus, aparentemente, quer): clique aqui, e procure lá para o final do texto .

Alguém me dá alguma achega sobre isto?

Thursday, May 28, 2009

LE GRAND DISEUR DU BOCAGE, MOI MÊME! TARÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃNNNNNN

Oiça uma versão curta (não quis ler, só disse o que a memória debitou) do Um tabelião caduco do Bocage.

No youtube tem mais umas coisinhas...

Monday, May 25, 2009

A PEIXEIRADA DO DIA

A peixeira e malcriada da Manuela Moura Guedes apanhou pela frente finalmente um gajo que não teve papas na língua nem receio de ficar mal na fotografia.

Não percam o filme da peixeirada.

Clique aqui

Saturday, May 23, 2009

O DECLÍNIO DO DANDY - ANTÓNIO BOTO, O BEATO

Toda agente conhece (ou pensa que conhece) António Boto, poeta da primeira metade do século XX, a quem são atribuídos poemas eróticos do tipo do "Nunca te foram ao cu nem às perninhas, aposto..." e das "Balofas carnes de compridas tetas caindo aos montões em duas mamas pretas..."

Estava eu a preparar uns sketches para meter no youtube (aqui vai um) quando me lembrei que o António Boto (o roto, como diz o Toni Ferreira, sempre mordaz) tinha um poema dedicado ao cardeal Cerejeira que me apetecia incluir no sketch, como exemplo do que a velhice e o medo da morte podem fazer à sanidade mental de um indivíduo.

Procurei ali na estante dos livros e desenterrei um livro de poemas (As Canções de António Boto, com um artigo de Fernando Pessoa sobre o autor, à guisa de prefácio), sem nada de especial a assinalar, mas eu não sou nada versado nestas matérias...

Desenterrei também na secção sobre Fátima, um palmo de prateleira, o livro onde está o tal poema.

O livro, Fátima poema do mundo, é uma enfiada de sabujices à Igreja e em particular ao cardeal Cerejeira, de quem obteve o imprimatur (precisava?!) e a quem o autor dedica o tal poema, um soneto com um ritmo muito bem conseguido, um verdadeiro desperdício para o tema que tratava... (pode ouvi-lo aqui)

Pesando o que li (em diagonal, claro) e dando uma volta pela net (veja, por exemplo, aqui ), ficou-me a ideia de que talvez o homem não se tenha degradado com a idade, mas tenha sido sempre "assim", mais a dar para o beato (lá por ser larilas não podia ser beato?!), com uns arroubos de libertinagem desde a juventude, que o temor a Deus, à Nossa Senhora e à Santa Madre Igreja não conseguiram castrar totalmente.

Já a mão de ferro de Salazar, que o expulsou da função pública, parece ter sido mais eficaz. O desterro no Brasil, a pobreza e a doença poderão ter feito vir ao de cima e refinar o lado beato do escritor.

Vitorino Nemésio dedicou-lhe um poema no qual figura, à guisa de epitáfio:

Ai, pobre de António Boto

Tão dandy naquele Chiado!

Antes sujinho, antes roto

Que suspeito condenado!”.

Vitorino Nemésio talvez tenha sido mauzinho ao usar a palavra roto, sabidamente ambígua. O que seria uma injustiça, já que António Boto não cultivava a ambiguidade, tão em voga entre os "artistas" dos nossos dias, antes se dizia o único homossexual assumido de Portugal...

LUANDA - ADEUS SAUDOSISMO, OLÁ FUTURO

Clique AQUI se quiser aceder a desenvolvimentos no post LUANDA - adeus saudosismo, olá futuro.

E, claro!, é muito bem vindo se quiser participar com o seu ponto de vista sobre a nossa colonização exemplar.

Vá lá não se limite a espreitar, escreva, diga de sua justiça mesmo achando que sabe muito mais (porra!...) que nós todos juntos, pobres ignorantes que ousamos esgravatar a terra com o nosso pauzinho e escrever umas garatujas dispersas.

Exponha-se, não se esconda!

TORTURA TALIBAN

Foto enviada pelo meu amigo João (onde é que raio ele as descobre?!)

Andam o Obama e os seus seguidores intelectuais da costa leste preocupados com o water boarding; andam os PC's e outros "anti fascistas" agitadíssimos para que não se apaguem as memórias das terríveis torturas a que foram sujeitos (a estátua e a privação de sono)...

Vê-se mesmo que não fazem a menor ideia do que seja tortura "a sério"!

Outra versão diz-me que o senhor na foto é anormalmente pouco membrudo, tendo adoptado esta terapeutica para corrigir o defeito.

Como diria o diácono Remédios aos alunos mal comportados, "Estico-te, pá, estico-te!".

Saturday, May 16, 2009

A PARQUE EXPO 10 ANOS DEPOIS DA EXPO 98

Cliquem nas imagens para as ampliar

Mais de 10 anos depois de encerrada a EXPO 98, podemos dizer que o que dela ficou, o Parque das Nações, a Parque EXPO ou como se lhe queira chamar foi das melhores intervenções urbanas de que Lisboa já beneficiou.

Desde que o Marquês de Pombal fez reconstruir a baixa, cujo estilo acabou por recebeu o seu nome, sobre os escombros de 1755, não se fez nada melhor que a Parque Expo.

Claro que muita gentinha preferia a zona oriental "como estava" ou preferia uma intervenção "diferente".

Pois, mas a que se fez foi esta, continua a haver espaço à brava para construir, com taxas de ocupação relativamente baixas, com espaços verdes generosos e (espantem-se!) bem tratados.

O passeio público à beira rio já se estende da Torre Vasco da Gama, à qual se "encosta" agora um hotel , até para lá da estátua da rainha Catarina de Bragança (rainha de Inglaterra, princesa de Portugal) é muito agradável e tranquilo, bom para passear, parar a olhar o rio ou o verde dos espaços entre este e os edifícios, namorar, ler, meditar.

A foto não faz justiça ao hotel: já vai nos 20 andares e ainda não parou de subir; a foto tem um bom par de meses.

Também dá para ir de bicicleta até à zona ocidental da Expo, ali na zona do Cervejanário.

Este já teve melhores dias, quer na comida quer no serviço: alguns dos empregados/as parecem mais arrumadores e drogadinhos que empregados de uma casa (que ainda é) conceituada.

A última vez que lá almocei, instintivamente agarrava a carteira quando uma sujeita muito esquisita se aproximava, como se esperasse que, no mínimo, me viesse pedir uma moedinha.

Uma pena...

Esta estátua é uma réplica da que esteve para ser "plantada" em New York, em Queens, com 10 m de altura.

Os pseudo intelectuais daquelas bandas, receando que os afro-americanos ficassem chateados por se estar a dar destaque a uma rainha "negreira" e esclavagista, fizeram imensa confusão para que a estátua fosse para outro sítio.

Acabou por não ser montada onde era suposto e aguarda agora ser refundida para aproveitamento do bronze.

Em nome do politicamente correcto que grassa entre as "elites" dos States.

Puta de sorte!

COMPRIIIIIIIIIDA, MAS BOA!

Mão amiga fez-me chegar esta delícia (claro que não fui eu que fiz!):

Mulher - Onde vais?

Homem - Vou sair um pouco.

Mulher - Vais de carro?

Homem - Sim.

Mulher - Tem gasolina?

Homem - Sim.... coloquei.

Mulher - Vais demorar?

Homem - Não... coisa de uma hora.

Mulher - Vais a algum lugar específico?

Homem - Não... só andar por aí.

Mulher - Não preferes ir a pé?

Homem - Não... vou de carro.

Mulher - Traz-me um gelado!

Homem - Trago... que sabor?

Mulher - Morango.

Homem - Ok... na volta pra casa eu passo na loja e compro.

Mulher - Na volta?

Homem - Sim... senão derrete.

Mulher - Passa lá agora, compra e deixa aqui..

Homem - Não... é melhor não! Na volta... é rápido!

Mulher - Ahhhhh!

Homem - Quando eu voltar eu como um contigo!

Mulher - Mas tu não gostas de morango!

Homem - Eu compro outro... de outro sabor.

Mulher - Assim fica mais caro... traz de ananás!

Homem - Eu também não gosto de ananás.

Mulher - Traz de chocolate... nós os dois gostamos.

Homem - Ok! Beijo... já venho....

Mulher - Ei!

Homem - O que é?

Mulher - Chocolate não... Flocos...

Homem - Não gosto de flocos!

Mulher - Então traz de morango pra mim e do que quiseres pra ti.

Homem - Foi o que eu sugeri desde o princípio!

Mulher - Estás a ser ironico?

Homem - Não, não tou! Vou indo.

Mulher - Vem cá dar-me um beijo de despedida!

Homem - Querida! Eu já venho... depois.

Mulher - Depois não... quero agora!

Homem - Tá bom! (Beijo.)

Mulher - Vais no teu carro ou no meu?

Homem - No meu.

Mulher - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não!

Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...

Mulher - Tás a precisar?

Homem - Não sei... vou ver quando sair!

Mulher - Não demores!

Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)

Mulher - Ei!

Homem - Que foi agora?

Mulher - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora!

Homem - Calma... estou a tentar sair e não consigo!

Mulher - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?

Homem - O que queres dizer com isso?

Mulher - Nada... não quero dizer nada!

Homem - Que é... achas que te estou a trair?

Mulher - Não... claro que não... mas sabes como é?

Homem - Como é o quê?

Mulher - Homens!

Homem - Generalizando ou falando de mim?

Mulher - Generalizando.

Homem - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!

Mulher - Tá bem... então vai.

Homem - Vou.

Mulher - Ei!

Homem - Que foi, porra?

Mulher - Leva o telémovel, estúpido!

Homem - Pra quê? Pra ma estares sempre a ligar?

Mulher - Não... caso aconteça algo, tens o telémovel.

Homem - Não... deixa estar...

Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso!

Homem - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito!

Mulher - Eu também! Posso cuscar no teu telémovel?

Homem - Pra quê?

Mulher - Sei lá! Jogar um joguinho!

Homem - Queres o meu telémovel pra jogar?

Mulher - É.

Homem - Tens a certeza?

Mulher - Sim.

Homem - Liga o computador... tá cheio de joguinhos!

Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!

Homem - Lata velha? Comprei-o o mês passado!

Mulher - Tá..ok... então leva o telémovel senão eu vou cuscar...

Homem - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo...

Mulher - É?

Homem - É.

Mulher - Então onde está?

Homem - O quê?

Mulher - O que deveria estar no telémovel mas não está...

Homem - Como!?

Mulher - Nada! Esquece!

Homem - Tas nervosa?

Mulher - Não... não tou...

Homem - Então eu vou!

Mulher - Ei!

Homem - O que ééééééé?

Mulher - Já não quero o gelado!

Homem - Ah é?

Mulher - É!

Homem - Então eu também já não vou sair!

Mulher - Ah é?

Homem - É.

Mulher - Boa! Vais ficar aqui comigo?

Homem - Não ...tou cansado... vou dormir!

Mulher - Preferes dormir a ficar comigo?

Homem - Não... vou dormir, só isso!

Mulher - Estás nervoso?

Homem - Claro, porra!!!

Mulher - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?!?!...

Saturday, May 09, 2009

...E VIVA O 25 DE ABRIL

Clique na imagem para ampliar e ler

Um bocado fora de tempo, aqui vai o artigo sobre o 25 de Abril, uma visão muito pessoal da coisa, publicado no último número, o 57, da revista da APOIAR .

Só agora publico aqui porque tinha primeiro que sair a revista.

Enjoy!

Wednesday, May 06, 2009

Os compadres alentejanos...

Só de alentejanos...

Dois compadres assaltaram um banco, fugiram de carro e, quando se julgaram a salvo, pararam numa estrada secundária a descansar.

Diz um: - Atão, aproveitamos para contar o dinhêro?

Responde o outro: - 'Nan vale a pena essa trabalhêra, compadre, logo no Telejornal dizem quanto é!

Pano rapidíssimo!

CARTAS DE CÁ - A pequena revista

Clique na imagem para ampliar e ler

Se se interessa pela Índia, em particular por Goa, não como "a nossa querida Goa" do Botas de Santa Comba, mas como uma terra onde se desenvolveu uma cultura cruzada do português e do indiano, fortemente temperada por um cristianismo atípico, leia esta crónica que a P2 nos traz às quartas feiras.

Se quiser pitar bons petiscos goeses (também eles diferentes dos indianos...), num local tranquilo, com boa música de fundo, sem ruído de trânsito e com um estacionamento fácil em parque privativo, vá almoçar à Casa de Goa , na ruela que liga as Necessidades, a descer, a Alcântara, ao restaurante que o Sebastião (sim, sim, o do Cantinho da Paz e, antes disso, do saudosíssimo Velha Goa, junto ao jardim da Parada, em Campo de Ourique).

É bom que tenha algum tempo disponível para não estar a correr...

E, já agora, siga a sugestão do Paulo Varela Gomes e vá ao http://www.littlemag.com e "puxe-o" para os favoritos, para aceder, pelo menos, mensalmente.

Foi o que fiz.

A ver vamos os resultados que escorrem para aqui...

O FIM DO MEIO com Desidério Murcho

Clique na imagem para ampliar e ler.

Esta semana, o professor volta aos temas e textos que me enchem as medidas. Diz ele:

"... se os fins não justificam os meios, o que haveria de os justificar?!"

"... nada mais pode justificar os meio, excepto os fins."

"Quer-se dizer (...) que certos meios não justificam certos fins."

À medida que lia o texto mais me ia convencendo de que o homem é bruxo: é que o que ele escreveu (enfim quase tudo) é o que eu tenho rosnado em surdina sobre este assunto quando oiço a sentença professoral de que "os meios não justificam os fins".

Passo a palavra ao professor.

Como já não escrevia há algumas semanas,

READ THE MAN!

Friday, May 01, 2009

O 1º de Maio, os Maios e o mês que há de vir

Clique nas imagens para as ampliar

O 1º de Maio, passei-o em Lagos.

Nada de manifs com grunhos a provocarem grunhos e o Vital Moreira, com a sua figura de Avô Cantigas acabando por ser agredido por malta ressabiada (diz-se que) afecta à CGTP - ganda bronca!!!

Maio é um mês lixado, com o May day (festa dos trabalhadores), o 13 de Maio (peregrinação a Fátima), as Cantigas do Maio (e viva o Zeca!), o mês em que o Zé Bação foi mobilizado (Apaga Maio!! Apaga Maio!!) - a propósito, quem tiver o livro de poesia do Zé Bação Leal, edição muito pequena e, creio, não reeditado, que me diga o preço (you name it, you got it - dentro do razoável, claro).

Mas em Lagos o Maio é uma coisa muito delicada. É que cá na terra não há mês de Maio: a seguir a Abril conta-se o mês que há de vir, Junho, Julho, etc.

Há muitos anos, havia por cá uma festividade durante a qual um moç' era vestido e carregado de ouro, arrecadas, cordões, etc, etc (era um dos maluquinhos da terra, para evitar espertezas, se bem me entendem), e passeado em cima de um burro a mostrar a riqueza das gentes.

Seria um ritual pagão para atrair a prosperidade para o burgo? Alguém saberá, nanja eu.

O que consta é que um belo ano o atrasado mental vestido de Maio, assim se chamava ao personagem que montavam no burro carregado do ouro da terra, que, nesse ano, não era tão atrasado como lhe competia, quando apanhou o pessoal distraído e já avançado nos vinhos, medronhos e amarguinhas, picou o burro e pôs-se ao fresco com o ouro em cima do lombo.

O pessoal, olhando o burro com o falso def em fuga, exclamava (conta-se): quanto mais longe, mais loze! (forma deturpada de conjugar o verbo luzir)

Nunca mais voltou.

Daí p'ra frente, os lacobrigenses deixaram de ter mês de Maio e afinam nas horas quando alguém lho lembra, refere o mês que há de vir ou exclama "mó' dieb', quanto mai' longe mai' loze!!!"

No 1º de Maio, é tradição os lacobrigenses engendrarem uma espécie de espantalhos, uns mais trapalhões, outros mais elaborados, e plantarem-nos à porta (ou à janela), em memória do mês que lhes fugiu.

Os exemplares que mostro foram fotografados hoje, em Lagos que corri seca e meca à caça deles.

De tão poucos fica-me a convicção de que a tradição já não é o que era...

Tuesday, April 28, 2009

Pensar outra vez - EXPLORAÇÃO DO PROLETARIADO

Clique para ampliar e ler

Desidério Murcho discorre hoje (caderno P2 do Público)sobre os que pretendem que o Estado alimente as suas actividades pouco ou nada rentáveis, ainda que muito meritórias e socialmente relevantes.

Depois de ter marcado o terreno, na crónica da semana passada, fazendo a distinção entra a falsa esquerda e a verdadeira esquerda, toca a dizer que são falsos esquerdistas os intelectuais que pretendem ser dever do Estado (leia-se de nós outros, pagadores de impostos) financiar as suas estimáveis actividades.

Claro que são actividades intelectuais altamente meritórias mas, infelizmente, pouco ou nada interessantes para os campónios, proletas e quejandos, tão brutos agora que têm diploma da escolaridade obrigatória, carro, casa e senhora como eram quando analfabrutos, pé descalço e vivendo numa parte de casa ou numa barraca de bairro da lata.

Com a devida vénia ao Professor, permito-me discordar: um tipo de esquerda (verdadeira!) ou de direita (católico e praticante) pode ser candidato a abancar à mangedoura do Estado numa infinidade de funções e atitudes, continuando a prezar os valores superiores da esquerda ou da direita com solenidade, coerência e até proveito. Até me parece que os esquerdista da nossa praça, de papel passado e créditos firmados (Mário Soares, etc; desse género) têm precisamente essa visão em relação a uma coisa que eles chamam a Kultura.

A menos que se armadilhe o terreno, definindo a esquerda como a casa de todas as virtudes...

O que ela, decididamente, não é!

Sunday, April 26, 2009

CLUBE DAS VIRGENS... What?!!!!!!

Visite o blog do clube das Virgens mas sem malícia, sem malícia...

E visite também o clube das Relaxadas que tem pinta de ser interessante.

As imagens foram tiradas do suplemento P2 do Público de hoje

A donzelinha de 26 aninhos, ali ao lado, teve a ideia peregrina de fundar um clube de pessoas que, assumidamente, perfilham a mesma opção de vida (?): a virgindade ou, se preferirem, a donzelice, como diria o grande e saudoso Odorico Paraguaçu. Veja mais este sketch e delicie-se: a personagem (da telenovela O Bem Amado) era, de facto, espantosa, com um vocabulário pitoresco e muito, muito divertido.

Deixo aos meus queridos leitorzinhos a tarefa de imaginarem como serão os estautos do clube, nomeadamente como evitar que pessoas que já não estão como nasceram se inscrevam no clube para, desse modo, ganharem, perante a família, perante um futuro pretendente, um estatuto recauchutado.

Amanhã, no Porto, realiza-se um congresso sobre o desejo. A menina vai participar numa mesa redonda cujo tema é "O desejo do não desejo"!

Bem, vou mas é ver As donas de casa desesperadas que sempre são umas gajas reais, um bocado maradas mas maradas dentro do real.

O desejo do não desejo?! Give me a break!

Isto está lindo, está!

Saturday, April 25, 2009

O 25 de Abril e o cauteleiro membrudo

Um cauteleiro, figura típica de antes do 25 de Abril, andava com a pasta debaixo do braço, com algumas cautelas, cientificamente colocadas, meio expostas para atrair os incautos.

O cauteleiro entrou num pequeno mictório público onde se encontravam já vários utentes.

Chegando-se ao único posto disponível, o cauteleiro fez os preparativos da ordem e começou a função.

Nesse momento, olhando distraídamente (disfarçadamente?), o vizinho do lado reparou que o cauteleiro era excepcionalmente dotado, um verdadeiro Príapo.

De espantado que ficou, o vizinho deixou de disfarçar e fitou descaradamente as partes pudibundas e desmedidas do cauteleiro, com ar de quem estava a ver um disco voador, ou uma baleia na via pública ou, como era o caso, um verdadeiro nabo do Entroncamento.

Como a pasta (donde as cautelas espreitavam) estava do lado do espantado vizinho, o cauteleiro interpretou mal o olhanço e perguntou:

- Ó freguês, vai a taluda?

- Porra! Nem a aproximação! - foi a resposta .

25 de Abril - tudo é relativo

Para os comunas proletas, os PC's, mais os comunas caviar, os BE's, o "espírito" de Abril" perdeu-se nos meandros do PREC e levou a machadada final no 25 de Novembro.

Para os democratas (percebem a diferença, a dicotomia, entre comunas e democratas?) o espírito de Abril, se algum houve, recuperou-se no 25 de Novembro.

Uns choram hoje o falhanço da sua sociedade sem classes tendo a Sóvia e as "democracias populares" por modelo; os outros saúdam o que ficou do 25 de Abril: a Liberdade e a Democracia (ou pelo menos o fim da ditadura), o fim da guerra, a normalidade de vida que nos levou à integração na Europa.

É tudo uma questão de ponto de vista.

Mas vamos ao que interessa, que o 25 de Abril é um fait divers com 35 anos ao qual os putos (felizmente) não ligam nenhuma: "O quê? não podiam votar nem ler um jornal qualquer e vocês iam nisso, vocês deixavam?! Gandas tansos!" - realmente não cabe na cabeça de ninguém que a normalidade actual alguma vez tenha estado suspensa de um Estado Novo qualquer ainda por cima com um campónio de sacristia à frente...

Ouçam esta (também via Lam):

Ao fim da tarde, um ginecologista aguarda a sua última paciente, que não chega.

Depois de 30 minutos de espera, ele supõe que esta já não virá e resolve tomar um gin tónico para relaxar antes de voltar para casa. Instala-se confortavelmente numa poltrona e começa a ler o jornal quando toca a campaínha. É a paciente que chega, toda esbaforida, e a pedir desculpas pelo atraso.

- Não tem importância - responde o médico. - Olhe, eu estava a beber um gin tónico enquanto a esperava. Quer um também para relaxar um pouco?

- Aceito com prazer - responde a paciente aliviada. Ele serve-lhe um copo, senta-se na sua frente e começam a conversar sobre banalidades. De repente ouve-se um barulho de chave na porta do consultório. O médico tem um sobressalto, levanta-se bruscamente e diz:

- A minha mulher! Rápido, tire a roupa e abra as pernas!

Na vida tudo é tão relativo!!...

Thursday, April 23, 2009

OTELO CORONEL - ERA MESMO O QUE ME FALTAVA...

ACTUALIZAÇÃO:

Afinal o grunho acha que é pouco (perto de sessenta mil euros de retroactivos) e que devia ter sido promovido com retroactivos a 1986, quando os seus colegas de curso foram promovidos.

Será que este grandecíssimo cabrão não se enxerga?!

__________________________________________________________________

O general Otelo, como lhe chamava a malta da extrema esquerda aí pela UDP, grupelho de Mendes, PUP, GDUP's e quejandos, o general Otelo, dizia eu, foi promovido a coronel. UAU!!!!

A promoção deveu-se a um suposto prejuízo que o "capitão de Abril" terá sofrido na sua carreira militar por ter estado metido no 25 de Abril.

Quem viveu (ou, pelo menos, assistiu com alguma atenção) os 10 anos do pós 25 de Abril apercebeu-se, certamente, de duas coisas:

Primeira, que o Otelo ganhou, com o 25 de Abril, uma projecção que nunca teria tido se tivesse permanecido à margem do golpe e do PREC que se lhe seguiu;

Segunda, que Otelo foi muito prejudicado na sua carreira militar (e cívica) por se ter ligado (de motu proprio) a movimentos de extrema esquerda e ter estado envolvido na rede bombista das FP 25 de Abril.

Assim, se Otelo tivesse sido um Abrilista com juízo tinha-se reformado como major general ou mesmo tenente general; como a cabecinha tonta o empurrou para o anarco-bombismo, lixou-se. Bem feita!

A lei da reconstituição das carreiras prejudicadas não lhe é, claramente, aplicável.

Só falta mesmo reconstituirem a carreira do major Valentim Loureiro, expulso do exército por se locupletar com as verbas para o rancho dos soldados e "perdoado" ao fim de muita insistência.

Mas se o louco e bombista do Otelo foi promovido, por que não também o guloso e tarado do Valentim?! Assim como assim só fez os soldados comerem pior, enquanto que o Otelo e os seus bombistas foram responsáveis por roubos e assaltos, incluindo vários crimes de morte.

Isto está bonito, está...

Tuesday, April 21, 2009

A MAIS ANTIGA PROFISSÃO

Com a devida vénia ao meu amigo Toni Ferreira, aqui fica esta pérola que ele me enviou:

"Dizem que a profissão mais antiga do mundo foi a prostituição.

Não posso concordar. Até porque não havia dinheiro quando o mundo começou e se para o homem bastava dar com uma moca na cabeça da mulher e arrastá-la para a sua caverna, porque carga de água haveria de pagar?

Dizem então que a primeira profissão deve ter sido um dos trabalhos mais básicos, como agricultura ou caça. Embora concorde que tenham sido das primeiras profissões, não creio que tenha sido a primeira , até porque no início não havia ferramentas para agricultura nem armas para caçar.

Sugerem então que tenha sido o ensino. Mas para ensinar é preciso aprender. É a história de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Neste caso, o estudante ou o professor. Ninguém nasce ensinado, logo teria de estudar primeiro.

Mas no início não acredito que o homem tenha partido para esta actividade assim de arranque.

Temos de nos colocar na pele desse primeiro homem para perceber. Então, o homem aparece. Um homem, Adão, sozinho, sem saber o que fazer.

Qual a sua primeira iniciativa?

Obviamente, coça os tomates .

Assim sendo, a primeira profissão do mundo foi claramente...

funcionário público! "

Esquerda, direita, um, dois...

Clique na imagem para ampliar e ler

O prof Desidério perde-se hoje em reviravoltas para nos mostrar as virtudes da esquerda, as desvirtudes da falsa esquerda (ou o mais fino faux gauche) e os vícios da direita cujos "membros" não podem "...concordar com os ideais da esquerda genuína: que a racionalidade não é mera expressão de interesses e que é irracional proteger os interesses dos endinheirados contra os interesses dos despojados".

Daqui se depreende que quando um rico e um pobre vão a um tribunal da esquerda genuína, o interesse do "despojado" prevalece sempre sobre o do "endinheirado". Muito instrutivo!

Eu até posso pensar que percebo o que o prof quer dizer; mas o que ele de facto diz é que onde está a Virtude, aí está a esquerda. Onde a Virtude falta, aí reside a direita ou, quando muito, a falsa esquerda, onde a Virtude escasseia.

E viva o Kamarada Enver Hoxcha, Grande Líder!!!