OLHO POR OLHO E O MUNDO ACABARÁ CEGO.
Sublime!
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O Público de hoje (5ª feira) traz dois artigos que devem ter posto a espumar de indignação a esquerda bem pensante e anti imperialista (leia-se anti americana; perdão! anti-Bush-filho).
E como se indigna a esquerda!!!
Por um lado, Helena Matos, em "Livro de Estilo para referir Israel", faz uma defesa cerrada do direito de Israel existir e lista uma série de aldrabices provenientes da canalha terrorista que os media de esquerda e os politicamente correctos publicam sem hesitar. Depois podem ser desmentidos, mas isso não interessa nada para o asssunto...
Por outro, o Conselheiro da Embaixada de Israel em Lisboa Amir Sagie chama a atenção, no artigo "Hamas: o obstáculo à Paz no Médio Oriente", para a face da guerra que é sistematicamente ocultada pelos tais media, a verdadeira quinta coluna do terrorismo internacional.
E qual é? É simples, os civis israelitas podem ser bombardeados à fartazana (são judeus, são reservistas, são potenciais soldados, logo são culpados) que toda a gente, ou quase, assobia para o ar; do outro lado do muro, são os fantasmas que lançam os rockets, são os fantasmas que utilizam escolas e hospitais para armazenarem armas e explosivos, são os fantasmas que atravessam a fronteira e se fazem explodir onde, no seu suicídio (martírio...), consigam levar mais inimigos para o outro mundo. Fantasmas, porque do lado de lá da fronteira todos são civis inocentes.
Carago! Leiam os artigos e pensem pelas vossas próprias cabecinhas, vá lá...
Muito mais gordo (aqui desforro-me!!!) que nos tempos do Indy e da Noite da Má Língua (aqui em outro sketch), o MEC andava arredio dos palcos dos media, em particular dos principais: Público e Expresso.
Voltou agora ao Público, aparentemente com uma pequena coluna semanal (correcção: coluna diária, o que requer mais fôlego e pedalada que uma semanal e que vai ser uma prova para o que disse a seguir - e que mantenho).
Dificilmente me poderia considerar um admirador do sujeito. Os livros dele, que sobrevoei, não me despertaram interesse sequer para os ler em diagonal e também nunca lhe achei piada como político, nos tempos que andou nessas andanças, de lacinho e ar de menino do côro.
Mas reconheço que o tipo é esperto, culto e tem uma abordagem muito sui generis dos temas que aborda que nos leva a ver novos aspectos em coisas triviais.
E isso, para quem pensa que já viu (quase) tudo não pode deixar de ser uma boa notícia!
Ah! outra coisa: o tipo escreve muito bem...
O Presidente da CM Moura foi considerado pela revista norte americana One World uma das dez personalidades finalistas ao seu prémio internacional, ligado às energias renováveis.
José Pós de Mina, de 50 anos, eleito pelo PCP a cujo Comité Central pertence, apostou na instalação no concelho de um parque de geração fotovoltaica, na Amareleja, que entrou já em produção.
Como seria de esperar, Pós de Mina teve que vencer dificuldades extremas com o bando de idiotas que licenciam os empreendimentos em Portugal, sendo tão difícil licenciar um empreendimento destes, "amigo do ambiente" (raio de frase!) como um central termoeléctrica queimando pó de carvão e bombeando para a atmosfera toneladas e toneladas de CO2.
A teia de burocracia é infernal, os montes de ministérios, direcções gerais, institutos, etc, etc, que têm que dar parecer e por cujo parecer é preciso esperar são de dar em doido.
Mas Pós de Mina perseverou e da sua pachorra havemos de beneficiar todos pois os precedentes criados vão tornar mais ágil o licenciamento de futuros parques fotovoltaicos. De qualquer modo, umas pancadas na madeira e uma boas figas não são demais...
Mesmo que não ganhe o tal prémio, o destaque dado à sua pessoa e a Moura vão permitir olhar com outros olhos aquela terra fronteiriça e ignota mas na vanguarda do aproveitamento de um recurso que temos com abundância: o sol.
Pós de Mina mostrou também que não é só o Turismo que aproveita o sol e o transforma em empregos e bem estar para a população.
Há umas semanas fui ao jantar de aniversário do meu amigo Carlos, no Restaurante do Velho Páteo de Sant'Ana e, para minha agradável surpresa, um dos fadistas que actuou foi uma japonesa.
A dicção ainda tem muito a melhorar, mas canta o fado com muito sentimento e com a cadência e entoações típicas das fadistas tradicionais. Cantou dois fados "antigos", o que me agradou particularmente, a mim que me chateiam solenemente os fados modernaços com letras rebuscadas, tipo Ary dos Santos e outros cromos do género.
Não posso dizer que a generalidade da sala tenha apreciado, mas os aplausos não foram menores que os dispensados a outros dos fadistas que actuaram.
O fado sofreu um grave revés com a subida ao poder da cáfila dos esquerdalhos e desertores, que viam (ainda vêem) em tudo o que era moda no "tempo do fascismo" sinais indesejáveis de saudosismo, quando não de espírito direitista e de révanche...
O fado, a revista, a Académica de Coimbra (substituída por um insípido e efémero Académico...), a Igreja, o futebol, os touros, etc, etc, estiveram na mira dos inquisidores dos primeiros anos pós 25 de Abril.
Tendo resistido a essa cáfila estuporada, o fado conseguiu despertar o interesse de artistas jovens (intérpretes, letristas e compositores), faltando-lhe agora uma certa internacionalização para deixar de ser uma canção simplesmente lisboeta. Muito boa gente prefere ter o fado solidamente ancorado a Lisboa; até ao fado de Coimbra, certos "puristas" se referem como "canção" de Coimbra, pois, para eles, fado só pode ser de Lisboa.
No Japão parece ter nascido e estar a desenvolver-se um saudável interesse pelo fado não apenas nas vozes de portugueses mas também nas vozes de artistas locais que até aprendem português para compreenderem o que cantam e vêm a Portugal para mergulharem no meio fadista e lhe apanharem o jeito e o sentimento.
Vejam alguns exemplos aqui, acolá, ali, acoli e mais ainda aqui. No acompanhamento, a viola e a guitarra não vão nada mal! Só em instrumental, vejam estas interpretações da Gaivota e do Tudo Isto é Fado, com Masahiro Iizumi na guitarra portuguesa.
Já encomendei o CD que a fadista gravou e daqui lhe envio um abraço de incentivo.
Que o ANO NOVO de 2009 lhe traga os sucessos, cá e lá, que procura e merece!
O Público de hoje traz uma série de artigos sobre a nova guerra da Palestina (a mais grave desde a guerra dos 6 dias - classificação que me parece ser um rematado disparate...) nomeadamente um que compara as condições vividas pelas populações de ambos os lados da fronteira.
A ideia parece ser que do lado de Israel há as condições ideais para a guerra, com alarmes, abrigos por todo o lado, provisões armazenadas para o que der e vier, etc, etc, e do lado "de lá", pobreza e completa exposição aos bombardeamentos dos malandros dos judeus. A tentação imediata é pensarmos que os Palestinos poderão ser ajudados "por nós" a fazerem melhores abrigos, a desenvolverem sistemas de alarme, a armazenarem provisões (afinal os estados super-ricos do Golfo são seus apoiantes).
E, claro, serem "por nós" ajudados a fazer o "inimigo sionista" parar com os bombardeamentos. Párem os bombardeamentos, já!!!!
Só que esta tentação, tal como a comparação entre as condições dos dois lados da fronteira não fazem o menor sentido.
A comparação que o jornal faz é entre uma situação de guerra, com Israel a retaliar, bombardeando com meios aéreos (para já) e uma situação de "paz", em que o Há Mais vai despejando para o outro lado da fronteira, todos os dias, baterias de rockets "artesanais", cada vez mais potentes, mais destrutivos, de maior alcance e em maior número.
As cidades fronteiriças, do lado de Israel, têm-se visto obrigadas a adaptar-se a este modo peculiar com que o Há Mais (e uma boa parte do complecente mundo ocidental) encara uma trégua...
A barragem de grande intensidade de rockets com que o Há Mais brindou Israel em vésperas do Natal poderia, em alguma parte do mundo, ficar sem resposta? Onde?
A solução para a infeliz população da faixa de Gaza não é fazer mais abrigos: a solução é, muito simplesmente, acabar com as salvas dos tais rockets "artesanais".
Ou não será?!
(A foto de cima mostra o efeito de um rocket "artesanal" Kassan, lançado pelo Há Mais; reparem no buraco que o rocket dito artesanal fez na laje de betão)
Os nossos autarcas curtem imenso colocar estes palitos, uns mais elegantes e estilizados, outros mais feios e em bruto, um pouco por todo o lado para evitar que os automobilistas (nós todos, afinal) estacionemos com um bocado do carro em cima do passeio (ou todo o carro, consoante as circunstâncias).
A verdade é que estes pinos são autênticas ameaças à integridade física do cidadão, pois são um desafio às habilidades do bicho homem, pricipalmente quando pinta fêmea capitosa no horizonte.
O resultado pode ser dramático, como verão.
Desidério Murcho, na sua crónica semanal na P2 do Público, continuava a discorrer sobre liberdade de expressão e a sua limitação pelos que se ofendem com a expressão do que os outros pensam.
Não percam, mas aproveitem para reflectir...
Não percam igualmente o que as delicadas flores ofendidas têm a dizer.
Sobre esta nova ofensiva, aqui vos deixo um filmezinho sobre a guerra na nossa faixa de Gaza particular: Na Faixa de Gaza.
E depois, o Há Mais reagiu porque os judeus queriam sacar as manas . Deu bué da porrada!!!
| Reacções: |
Não perca as respostas indignadas de dois leitores muito devotos, muito ofendidos com as palavras de Desidério Murcho sobre Papas, homosexuais, intolerância e questões do (de) género.
Lembram-se de quando a padralhada e os seus seguidores tentaram que fosse proibida a projecção em Portugal de um filme sobre Maria do Godard? Salvo erro o Je vous salue, Marie (aqui em versão rap).
E lembram-se quando o pateta do sub Secretário da Kultura Sousa Lara vetou a candidatura do Saramago ao Nobel com o Evangelho segundo Jesus Cristo, queridos , (aqui numa versão muito mais interessante que a do geronte comuna...) por o livro ser assim a modos que herético?
É engraçado que os ofendidos atacam o Público por publicar aquelas ofensas ao Papa, a Deus e a eles próprios, mas nem reparam que o Público deu à estampa, mesmo ao lado do texto herético (...) de Desidério Murcho um texto claramente apologético do padre Stilwell.
Ou seja: dizer bem, está bem; dizer mal, saca do lápis azul e CORTA!!!!!
Depois da censura política, estes maduros clamam pela censura religiosa?! Que porra!
NÃO PERCA!
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Como me apercebi que muitos dos meus conhecidos não "respondem" quando se faz referência à moda de atirar sapatos ao próximo (ignorância chocante!), aqui vos deixo a cena original, não editada, Bush à sapatada, em que, durante a visita de despedida de Bush a Bagdade, um repórter iraquiano lhe atirou os sapatos e chamou cão.
O cartoon de cima foi tirado do Publico do passado domingo.
Dizem os entendidos na (in)cultura daquela gente que mostrar a sola dos sapatos, jogar sapatos e chamar cão são insultos do pior que há.
Bush mostrou bons reflexos ao conseguir desviar-se dos lançamentos à queima roupa e um bom poder de encaixe ao recomendar que não levassem muito a sério a atitude do tipo (que está preso a aguardar julgamento).
Entretanto, o fabricante da marca dos sapatos que serviram de armas de arremesso, um turco de Istanbul, está farto de facturar com o incidente.
Como de costume, Desidério Murcho exprime-se com economia de frases e palavras e diz o que tem a dizer sem se chatear com os melindres que provoca.
É lapidar a frase "Não é de esperar grande sensatez em adultos que acreditam que depois de uns gestos mágicos um copo de vinho se transforma em sangue." Realmente, não é de esperar...
E remata o tema da Natureza como base duvidosa para buscar a moralidade com "Caso fosse a natureza a orientar-nos a moralidade, ser Papa seria o cúmulo da imoralidade."
Não percam!
Clique nas imagens para ampliar.É muito interessante a referência a alunos muito indisciplinados na escola e uns cordeirinhos nos treinos de futebol.
A diferença "é que o valor do futebol é para esse aluno óbvio, ao passo que vê a escola como uma imposição sem sentido".
Leia tudo, não perca!
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Na rua Salgueiro Maia, ao Figo Maduro, de um lado é Lisboa e do outro lado, Loures.
No meio há um buraco.
Arredondado, com cerca de um metro de diâmetro, cheio de água que não lhe deixa ver o fundo. A profundidade andava pelos 50 cm da última vez que vi um camião meter lá a roda.
Será que o meio da rua é terra de ninguém e nem a CML (de Lisboa) nem a sua homónima CML (mas de Loures) se sentem na obrigação de tapar o bendito buraco?!
É que esta escavação já tem mais de um mês e não tenho visto o mais ligeiro indício de lá ter estado alguma brigada de cantoneiros a meter-lhe pedras, entulho ou o colunável tout venant para atenuarem a porrada que um desgraçado de um amortecedor leva se o distraído condutor lá mete a roda.
Se estivéssemos em Mértola ainda aparecia por aí o Cáudio Torres de pincelinho em punho a dizer que estava ali um túmulo etrusco (ai não chegaram ca?! Deixem o Cláudio cheirar o buraco e depois veríamos...),
Uma porra, é o que é!
Não conheço o senhor que assina este artigo no Público de ontem, mas ele alinha uma série de dados que encontramos, a maioria deles, em qualquer almanaque estatístico mas que, juntos e com a prosa do Pedro Jordão, dão que pensar.
Leiam, mas leiam principalmente se vêem a América como a fonte de todos os males, com o Bush filho a servir de Profeta.
Se é um admirador desse País (e desse povo...) leia e fique com mais argumentos para contrapor aos saudosos da Pátria dos amanhã que cantavam, que se babam de gozo e certezas frustradas a cada tropeção dos States.
Claro que nunca reparam no arrepiar de caminho, no dar a volta (muito) por cima que se segue, invariavelmente, a cada tropeção...
Do meu amigo João recebi a preciosidade que vos mostro.
Os carregadores de tijolos do filme aí abaixo com os elevadores de betão de há umas semanas davam uma construtora à qual só faltava a arte e a proficiência do meu amigo João.
Ora vejam.
Já aqui tinha deixado em tempos bem expressa a minha admiração pelo Pequeno Timoneiro que catapultou a China para uma posição cimeira no panorama das economias do sécilo XXI.
Por isso é como muito gosto que "chapo" aqui uma página da Time que dá ao legado de Deng o devido destaque.
Ainda acordávamos o bichinho, que parece estar regalado no melhor dos sonos.
Espero que a contemplação do iguana adormecido acabe por me contagiar. É que isto de sono anda um bocado mal, à parte a horita dormida em frente à televisão, depois do jantar ...
Na próxima sexta feira tem início a publicação na blogosfera de uma peça daquilo a que o Prof Rui Azevedo Teixeira chamou literatura de Alferes, o livreco ANGOLA Recordações da Tropa.
O endereço é http://www.ANGOLA-recordacoes-da-tropa.blogspot.com/
Posso desde já informar que Manuel de Oliveira se mostrou muito interessado em transpor este livro para o cinema.
Infelizmente, depois de o folhear e ler meia dúzia de páginas, achou-o demasiado movimentado e acabou por se desinteressar.
Bolas!
Para que os meus queridos leitorzinhos não fiquem às escuras, obnubilados com a mensagem que subjaz aos dois quadros da filosofia de ponta que aqui coloquei, o post anterior e a apetência do Algo, postado há algumas semanas, deixo-vos o texto acima onde, à guisa de prefácio, Alberto Pimenta estabelece a fundamentação teórica para a Filosofia de Ponta.
Vá lá, cultivem-se que isto não é todos os dias...
A propósito de um comentário noutro post, sobre portas e fechaduras, da canção Eh, Companheiro (aqui numa versão um bocado manhosa, mas dá para apreciarem o poema que mete as tais fechaduras com portas para espreitar, acompanhado ao piano pelo maestro Vitorino Tótó de Almeida), andei à procura de músicas do José Mário Branco ("Bufo" Branco, como lhe chamávamos no Glorioso dos anos 70) e encontrei esta pérola, canção feita sobre um poema genial (mesmo!) da Natália Correia, Queixa das Jovens Almas Censuradas.
A voz do Zé Mário, a melodia e o arranjo musical são muito bons; ainda por cima, as imagens que acompanham a canção estão escolhidas criteriosamente e casam muito bem com a melodia e com o poema, num ménage à trois muito bem conseguido.
Não percam!
Clique aqui e veja se tem a mãozinha e o golpe de vista afinados.
Se passar dos 20 segundos pode considerar-se um craque.
Esta frase, digo eu, tem que ser enquadrada no seu contexto para fazer sentido.
Na vida de Oscar Wilde fez, de facto, todo o sentido.
Mas não pensem os meus queridos leitorzinhos que isto só faz sentido na vida de um homosexual no século XIX.
Qual quê!
Fora do contexto da homosexualidade continua a fazer sentido.
Realmente a gestão dos desejos, tanto quanto a gestão de expectativas, é fulcral na busca de uma vida equilibrada e feliz, em que se procura refrear o que nos pode dar satisfação imediata mas chatices a seguir (ou a longo prazo).
Refrear, sim, mas sem que a repressão sistemática dos desejos (lato sensu) nos leve a cair na frustração, na infelicidade, na desesperança.
. . . . .
Bem, vou ver o peixe que está no forno que este tipo de tiradas não são muito do meu agrado...
Cliquem nas imagens para ampliar e ler.
A coluna de Henrique Raposo no Expresso de hoje poderia resumir-se, em termos de mensagem, ao último parágrafo (refiro-me à primeira parte, que apresento à esquerda).
Contudo, a maneira de dizer, a sucessão de imagens que conduzem à ideia a comunicar tornam este texto, na minha humilde opinião, uma verdadeira delícia.
Ora vejam lá o que acham e depois digam de vossa justiça.
A segunda parte da coluna, à direita, é interessante quer literalmente quer como metáfora: os europeus deixaram de brincar na rua e esfolar os joelhos e na guerra boa (a do Afeganistão, which else?) parecem pouco dispostos a tirar as joelheiras e alinhar com os seus parceiros americanos - agora no papel de bons da fita por obra e graça de Santo Obama (a ver vamos até que ponto) virgem e (se vai dar em) mártir...
Já agora, vejam mais sobre/do colunista, jovem que anda pelos 30 anos e que é um exemplo do que eu defendo há muitos anos: esta juventude está longe de estar perdida, está longe de estar órfã de valores, está muito longe de ficar a dever alguma coisa (em qualidade como pessoas e como cidadãos) aos pretensiosos (e pretensos...) antifascistas da minha geração.
Antes pelo contrário!
A dra Odete Santos já está devidamente instalada no Comité Central do PCP, para o qual os kamaradas a elegeram por voto secreto, destilando protestos e queixumes contra a lei burguesa que não lhes permite as votações por braço no ar.
Com esse método, muito querido dos comunas, conseguiam sempre saber quem votava contra a mainstream - o que levava os kamaradas mais inseguros (...) a levantarem o braço com a mainstream.
Evitavam-se, dessa forma e para ambos os lados, chatices e enxovalhos, quando não umas feriazitas na Sibéria...
Mas a questão agora é outra. Os kamaradas andam excitadíssimos com a perspectiva do fim do kapitalismo (é agora, carago!!!) que, acreditam, está próximo, talvez ao virar da esquina e do ano.
O facto de a dra Odete esperar sentada não é falta de fé no dogma, nada disso: são uns desagradáveis calos na planta do pé direito (coisas...) que se mancomunaram com uma incómoda pontada no joelho esquerdo (talvez menisco, talvez ligamentos cruzados, que isto do golfe para sessentinhas tem os seus quês e porquês).
Daqui envio os meus sinceros votos de um feliz e rápido restabelecimento e lhe deixo o fado Não venhas tarde para ir ouvindo enquanto o kapitalismo balança mas não cai.
Sem grande pachorra para grandes pesquisas, fui directo ao que me ocorreu: vai com cinco da manhã, HEY! (BEM bom) das Doce, agora ressuscitada pela boca do Rui Reininho, salvo erro.
Então vá!
Sobre as Doce vi neste site uma coisa interessante, que os meus queridos leitorzinhos mais expertos nestas matérias já sabiam mas que o je ficou de boca aberta: então não é que a Ágata Pimba da Silva não é mais que Fernanda de Sousa, uma Doce temporária, mas Doce quand même?!
E esta hã?
Ao passar da meia noite, pelo País inteiro ressoou um imenso UFA!!!!!!!!!!!!!!
É que andando meio país há meses e meses a preparar a comemoração dos 100 anos do geronte, de repente tinha-se infiltrado nas mentes dos organizadores a insidiosa dúvida, o terrível receio de que o ancião se finasse antes de completar os prometidos 100 anos.
Um dos bisnetos do cineasta (foto acima, gentileza da Pública), acordado esta madugada, declarou, estremunhado:
- "Se o avô não tivesse chegado até hoje era uma chatice do caraças!!!!!"
Mas, afinal, tudo acabou em bem e, com um jeitinho, a Câmara Municipal do Porto ainda resolve o imbróglio da Casa Manuel de Oliveira antes deste se finar e a contento do velhinho!
Amen.
Hoje deixo-vos aqui uma das sinfonias que mais marcaram a minha incipiente iniciação musical: a sinfonia do Novo Mundo de Dvorjak.
Ouvi-a pela primeira vez (não conhecia nem a peça nem o seu autor...) no Coliseu de Lisboa, pela orquestra sinfónica de Viena, aí por volta de 1970. Saí de lá siderado, ainda com o quarto andamente às voltas na cabeça!
A interpretação que vão ouvir é de uma orquestra que não consegui identificar dirigida por von Karajan. Atenção que o 2º andamento "está partido" em dois ficheiros, o que é uma pena, mas não arranjei melhor. Sorry...
Veja um pouco sobre o compositor aqui.
Na sua coluna semanal no Público (terças feiras, na P2) o filósofo Desidério Murcho "mete-se" com a classe dos professores. Já não é a primeira vez.
É preciso coragem, principalmente numa altura em que essa classe mai-los seus ínclitos representantes se sentem, certamente, cheios de razão, cheios de força ... afinal cheios de gás: há muita gente que continua a pensar que o critério melhor para ter razão é ter muita gente do seu lado.
Clique na imagem para ampliar e ler.
Na última Visão (lado esquerda imagem) e no Público de hoje (lado direito da imagem) vêm duas notícias que se complementam: uma empresa em que o casal "bloco central" tem posições accionistas relevantes gere activos constituídos, em grande parte (€4,5 M em €5,5 M), com carcanhóis resultantes de devoluções frandulentas de impostos.
Isto é uma chatice, Manel! Quando um cobertor escasso, cientificamente posicionado para tapar um corpo que engordou mais do que o devido, começa a ser puxado, levantado, enrolado, mais tarde ou mais cedo o corpinho fica a descoberto.
E com ele as causas que levaram à sua inusitada engorda...
Pacheco Pereira, sem mencionar nomes, tece considerações sobre enriquecer muito em política , que considera impossível acontecer a quem age honestamente, etc, etc.
A ver vamos, como dizia o invisual!(*)
(*) Nós, neste blog, não brincamos em serviço nem usamos palavras que possam chocar as mentes delicadas dos nossos leitorzinhos!
Henrique Raposo (Expresso, 06 DEZ 2008) dá-nos uma proposta totalmente diferente do habitual para encarar o terrorismo: por o ênfase nas democracias asiáticas, Índia, Japão, em vez de centrar toda a atenção no combate aos agentes do terrorismo.
Realmente, as democracias asiáticas são as verdadeiras ameaças ao terrorismo internacional, em particular ao islâmico, pois desenvolvem-se no próprio terreno que o islão extremista e militante considera seu, a base a partir de onde prepara os ataques ao mundo Ocidental.
Não perca!
Nesse mundo ocidental, nessa civilização que o Islão extremista e militante odeia, os valores são tudo (ou quase tudo) o que o Islão abomina: a tolerância, o pluralismo político, cultural e religioso, a liberdade (inclusive sexual) da mulher, a democracia, a separação entre Igreja e Estado.
Para além de acções tácticas para impedir a aproximação entre a Índia e o Paquistão, os ataques recentes em Mumbai enquadram-se na guerra do Islão extremista e militante contra os seus verdadeiros inimigos: as democracias asiáticas, a ânsia de bem estar neste mundo, em oposição à busca de virgens para desfrutar no outro que é, afinal, tudo o que o Islão extremista e militante tem para oferecer.
Tudo, a par da pobreza, da ignorância e da submissão acrítica e acéfala aos mullahs da mesquita e da madraça...
Nos CD's que tenho com árias do Messias (de Händel, ali ao lado) a ária The trumpet shall sound está omissa. É uma ária belíssima, um diálogo entre o trompete e o solista (baixo). Com instrumento barroco e um baixo potente, é uma experiência muito, muito bela.
Para quem não conhece, oiça e delicie-se, se bem que esta não seja a melhor versão (o baixo não é nada de impressionante), mas os solos de trompete são bons. Serve para despertar o interesse.
Para quem conhece, delicie-se. The Trumpet shall sound
Oiçam agora a mesma peça com instrumento barroco
A quinze dias deste blog completar quatro anos de publicação e à bica de publicar o post nº 500, até me pareceu de propósito!
No Público desta manhã, eis que me aparece um facto feito à medida das necessidades, um dos temas que me são mais caros e que têm tido o devido relevo neste blog: a praga das praxes.
Pois é, a escola de Macedo de Cavaleiros, o Instituto Piaget, que o tribunal de primeira instância absolvera, premiando o seu exercício de olhar para o lado enquanto a praxe ladrava e chiava à sua volta, o Instituto, dizia eu, foi condenado na Relação a indemnizar a estudante Ana Damião em cerca de € 40.000,00 (quarenta mil euros).
>
Mais do que isso, a Relação criticou severamente (arrazou, é o termo) a sentença da primeira instância que considerou não estar provado que a estudante (caloira) não aceitou voluntariamente os actos que os "veteranos" lhe ordenaram.
Só quem é muito burro ou está de má fé (para ser directo) é que pode ignorar o clima de coacção, a "pressão social" que se exerce sobre os caloiros para que aceitem tudo o que os "veteranos" lhes fazem ou ordenam que façam e que considerem as sevícias, enxovalhos, humilhações e maus tratos como nada mais que o cumprimento de uma tradição cuja passagem às gerações vindouras lhes compete. Sejam dignos, pois!
O simples facto de ter apresentado queixa aos órgãos competentes do Instituto (incompetentes, afinal...) bastou para que lhe tivessem feito a vida negra (ou branca, conforme a perspectiva), dentro e fora do Instituto, a ponto de ela se ver obrigada a mudar de escola e de cidade.
A coragem da catraia é de enaltecer, numa sociedade em que, muitas vezes, imperam os merdosos, em que defender os nossos direitos é aceitável, desde que não se aponte o dedo a ninguém.
É que fazê-lo, transforma a vítima em bufo, em queixinhas, em anti social.
Este verdadeiro silêncio dos inocentes é, no fundo, a omerta que sustenta as mafias em todo o mundo a qual tem a mesma natureza que a complacência dos mais capazes perante a desonestidade, o cabulanço, a vadiagem e o copianço dos espertos que singram no nosso sistema de ensino e na vida.
Cortar a cabeça, os braços e as pernas às praxes não resolve, mas já é um bom princípio!
O meu colega e amigo Eduardo Nascimento (trabalhámos juntos pela primeira vez na TAAG há uns bons 25 anos) tem vários sketches no Youtube.
Aqui vos deixo uma entrevista actual, com interpretações antigas e outras mais recentes e uma foto dos Rocks, que saquei do site dos Antigos Alunos do Liceu Salvador Correia.
Os Rocks, onde o Eduardo era vocalista, os Kryptons, os Jovens (salvo erro), eram "conjuntos", como se lhes chamava nesse tempo, que já eu conhecia desde os meus tempos de liceu.
E também a intervenção no programa A Minha Geração.
Um abração para o Eduardo!
Depois da Patética, deixo-vos aqui a sonata Moonlight (sonata ao luar, se preferirem) para entrarem bem na noite, na cama ou fora dela, consoante os hábitos do querido leitorzinho e ouvinte.
Cada andamento tem um intérprete diferente. Sorry, não se pode ter tudo...
Se quiser ver mais sobre esta sonata, clique aqui
Por ser um tema muito actual, fui repescar um post já com uns mesitos.
Um tal Nuno Anónimo achou por bem deixar lá, ontem, um comentário - com as acusações habituais...
O que vale é que nunca achei que uma mentira muito repetida se transforma em verdade nem que uma bacorada votada por uma maioria deixe de o ser (bacorada, não maioria). Por isso, durmo bem para ambos os lados...
A situação actual no mundo do ensino não superior é muito "esquisita", pois com a mobilização dos professores no ponto em que está, o sindicato vai usar essa força para impor a sua agenda ao ministério, borrifando-se para quaisquer cedências do governo que, há uns dois meses, teria aceite com as duas mãos.
E, claro, os alunos que se lixem!
Seguindo a deriva musical deste bilogui, cá ficam umas quantas do Stones:
Do Ena Pá 2000 só conhecia a Marilú, que dediquei à dra Odete Santos pela sua eleição para o CC do PCP.
Mas a obra dos irmãos Catita é muito mais vasta, com canções tudo no mesmo género (putas e vinho verde), mas com arranjos musicais bastante elaborados e com qualidade.
Algumas das letras são muito curtidas, como é o caso da canção que vos deixo.
Aqui vai uma amostra:
As putas de Aveiro aceitam dinheiro,
mas as do Japão são pagas com cartão,
as putas do Minho enchem-se de vinho
a puta de Faro leva muita caro,
as putas de Moscovo pertenecem ao povo.
etc, etc, etc, uma desbunda total. Não percam: Putas em Portugal e no Mundo, Live 2001 .
Espreitem também Um mundo Catita e, se quiserem apreciar as letras (quais letras?! os poemas!) cliquem aqui.
Blog onde se publicam textos sobre tudo e mais umas botas em que o autor exprime as suas mui doutas opiniões e se sujeita aos comentários de quem o ler e também de quem o tresler.