Monday, January 05, 2009

ORA VIVA, HÁ QUE TEMPOS NÃO O VIA MAIS GORDO (ahahahahahahahahahah!)

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Muito mais gordo (aqui desforro-me!!!) que nos tempos do Indy e da Noite da Má Língua (aqui em outro sketch), o MEC andava arredio dos palcos dos media, em particular dos principais: Público e Expresso.

Voltou agora ao Público, aparentemente com uma pequena coluna semanal (correcção: coluna diária, o que requer mais fôlego e pedalada que uma semanal e que vai ser uma prova para o que disse a seguir - e que mantenho).

Dificilmente me poderia considerar um admirador do sujeito. Os livros dele, que sobrevoei, não me despertaram interesse sequer para os ler em diagonal e também nunca lhe achei piada como político, nos tempos que andou nessas andanças, de lacinho e ar de menino do côro.

Mas reconheço que o tipo é esperto, culto e tem uma abordagem muito sui generis dos temas que aborda que nos leva a ver novos aspectos em coisas triviais.

E isso, para quem pensa que já viu (quase) tudo não pode deixar de ser uma boa notícia!

Ah! outra coisa: o tipo escreve muito bem...

Sunday, January 04, 2009

JOSÉ PÓS DE MINA - AUTARCA DO FUTURO

O Presidente da CM Moura foi considerado pela revista norte americana One World uma das dez personalidades finalistas ao seu prémio internacional, ligado às energias renováveis. José Pós de Mina, de 50 anos, eleito pelo PCP a cujo Comité Central pertence, apostou na instalação no concelho de um parque de geração fotovoltaica, na Amareleja, que entrou já em produção.

Como seria de esperar, Pós de Mina teve que vencer dificuldades extremas com o bando de idiotas que licenciam os empreendimentos em Portugal, sendo tão difícil licenciar um empreendimento destes, "amigo do ambiente" (raio de frase!) como um central termoeléctrica queimando pó de carvão e bombeando para a atmosfera toneladas e toneladas de CO2.

A teia de burocracia é infernal, os montes de ministérios, direcções gerais, institutos, etc, etc, que têm que dar parecer e por cujo parecer é preciso esperar são de dar em doido.

Mas Pós de Mina perseverou e da sua pachorra havemos de beneficiar todos pois os precedentes criados vão tornar mais ágil o licenciamento de futuros parques fotovoltaicos. De qualquer modo, umas pancadas na madeira e uma boas figas não são demais...

Mesmo que não ganhe o tal prémio, o destaque dado à sua pessoa e a Moura vão permitir olhar com outros olhos aquela terra fronteiriça e ignota mas na vanguarda do aproveitamento de um recurso que temos com abundância: o sol.

Pós de Mina mostrou também que não é só o Turismo que aproveita o sol e o transforma em empregos e bem estar para a população.

Saturday, January 03, 2009

FADISTA JAPONESA NO VELHO PÁTEO DE SANT'ANA

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Há umas semanas fui ao jantar de aniversário do meu amigo Carlos, no Restaurante do Velho Páteo de Sant'Ana e, para minha agradável surpresa, um dos fadistas que actuou foi uma japonesa.

A dicção ainda tem muito a melhorar, mas canta o fado com muito sentimento e com a cadência e entoações típicas das fadistas tradicionais. Cantou dois fados "antigos", o que me agradou particularmente, a mim que me chateiam solenemente os fados modernaços com letras rebuscadas, tipo Ary dos Santos e outros cromos do género.

Não posso dizer que a generalidade da sala tenha apreciado, mas os aplausos não foram menores que os dispensados a outros dos fadistas que actuaram.

O fado sofreu um grave revés com a subida ao poder da cáfila dos esquerdalhos e desertores, que viam (ainda vêem) em tudo o que era moda no "tempo do fascismo" sinais indesejáveis de saudosismo, quando não de espírito direitista e de révanche...

O fado, a revista, a Académica de Coimbra (substituída por um insípido e efémero Académico...), a Igreja, o futebol, os touros, etc, etc, estiveram na mira dos inquisidores dos primeiros anos pós 25 de Abril.

Tendo resistido a essa cáfila estuporada, o fado conseguiu despertar o interesse de artistas jovens (intérpretes, letristas e compositores), faltando-lhe agora uma certa internacionalização para deixar de ser uma canção simplesmente lisboeta. Muito boa gente prefere ter o fado solidamente ancorado a Lisboa; até ao fado de Coimbra, certos "puristas" se referem como "canção" de Coimbra, pois, para eles, fado só pode ser de Lisboa.

No Japão parece ter nascido e estar a desenvolver-se um saudável interesse pelo fado não apenas nas vozes de portugueses mas também nas vozes de artistas locais que até aprendem português para compreenderem o que cantam e vêm a Portugal para mergulharem no meio fadista e lhe apanharem o jeito e o sentimento.

Vejam alguns exemplos aqui, acolá, ali, acoli e mais ainda aqui. No acompanhamento, a viola e a guitarra não vão nada mal! Só em instrumental, vejam estas interpretações da Gaivota e do Tudo Isto é Fado, com Masahiro Iizumi na guitarra portuguesa.

Já encomendei o CD que a fadista gravou e daqui lhe envio um abraço de incentivo.

Que o ANO NOVO de 2009 lhe traga os sucessos, cá e lá, que procura e merece!

AINDA (OU MAIS UMA VEZ...) A FAIXA DE GAZA

O Público de hoje traz uma série de artigos sobre a nova guerra da Palestina (a mais grave desde a guerra dos 6 dias - classificação que me parece ser um rematado disparate...) nomeadamente um que compara as condições vividas pelas populações de ambos os lados da fronteira.

A ideia parece ser que do lado de Israel há as condições ideais para a guerra, com alarmes, abrigos por todo o lado, provisões armazenadas para o que der e vier, etc, etc, e do lado "de lá", pobreza e completa exposição aos bombardeamentos dos malandros dos judeus. A tentação imediata é pensarmos que os Palestinos poderão ser ajudados "por nós" a fazerem melhores abrigos, a desenvolverem sistemas de alarme, a armazenarem provisões (afinal os estados super-ricos do Golfo são seus apoiantes).

E, claro, serem "por nós" ajudados a fazer o "inimigo sionista" parar com os bombardeamentos. Párem os bombardeamentos, já!!!!

Só que esta tentação, tal como a comparação entre as condições dos dois lados da fronteira não fazem o menor sentido.

A comparação que o jornal faz é entre uma situação de guerra, com Israel a retaliar, bombardeando com meios aéreos (para já) e uma situação de "paz", em que o Há Mais vai despejando para o outro lado da fronteira, todos os dias, baterias de rockets "artesanais", cada vez mais potentes, mais destrutivos, de maior alcance e em maior número.

As cidades fronteiriças, do lado de Israel, têm-se visto obrigadas a adaptar-se a este modo peculiar com que o Há Mais (e uma boa parte do complecente mundo ocidental) encara uma trégua...

A barragem de grande intensidade de rockets com que o Há Mais brindou Israel em vésperas do Natal poderia, em alguma parte do mundo, ficar sem resposta? Onde?

A solução para a infeliz população da faixa de Gaza não é fazer mais abrigos: a solução é, muito simplesmente, acabar com as salvas dos tais rockets "artesanais".

Ou não será?!

(A foto de cima mostra o efeito de um rocket "artesanal" Kassan, lançado pelo Há Mais; reparem no buraco que o rocket dito artesanal fez na laje de betão)

Friday, January 02, 2009

ISTO É UM PERIGO!!!!!

Os nossos autarcas curtem imenso colocar estes palitos, uns mais elegantes e estilizados, outros mais feios e em bruto, um pouco por todo o lado para evitar que os automobilistas (nós todos, afinal) estacionemos com um bocado do carro em cima do passeio (ou todo o carro, consoante as circunstâncias).

A verdade é que estes pinos são autênticas ameaças à integridade física do cidadão, pois são um desafio às habilidades do bicho homem, pricipalmente quando pinta fêmea capitosa no horizonte.

O resultado pode ser dramático, como verão.

Tuesday, December 30, 2008

PENSAR OUTRA VEZ COM DESIDÉRIO MURCHO

Desidério Murcho, na sua crónica semanal na P2 do Público, continuava a discorrer sobre liberdade de expressão e a sua limitação pelos que se ofendem com a expressão do que os outros pensam.

Não percam, mas aproveitem para reflectir...

Não percam igualmente o que as delicadas flores ofendidas têm a dizer.

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ISRAEL RESOLVE ACABAR COM OS ROCKETS A PARTIR DA FAIXA DE GAZA

Sobre esta nova ofensiva, aqui vos deixo um filmezinho sobre a guerra na nossa faixa de Gaza particular: Na Faixa de Gaza.

E depois, o Há Mais reagiu porque os judeus queriam sacar as manas . Deu bué da porrada!!!

AS DELICADAS FLORES OFENDIDAS...

Não perca as respostas indignadas de dois leitores muito devotos, muito ofendidos com as palavras de Desidério Murcho sobre Papas, homosexuais, intolerância e questões do (de) género.

Lembram-se de quando a padralhada e os seus seguidores tentaram que fosse proibida a projecção em Portugal de um filme sobre Maria do Godard? Salvo erro o Je vous salue, Marie (aqui em versão rap).

E lembram-se quando o pateta do sub Secretário da Kultura Sousa Lara vetou a candidatura do Saramago ao Nobel com o Evangelho segundo Jesus Cristo, queridos , (aqui numa versão muito mais interessante que a do geronte comuna...) por o livro ser assim a modos que herético?

É engraçado que os ofendidos atacam o Público por publicar aquelas ofensas ao Papa, a Deus e a eles próprios, mas nem reparam que o Público deu à estampa, mesmo ao lado do texto herético (...) de Desidério Murcho um texto claramente apologético do padre Stilwell.

Ou seja: dizer bem, está bem; dizer mal, saca do lápis azul e CORTA!!!!!

Depois da censura política, estes maduros clamam pela censura religiosa?! Que porra!

NÃO PERCA!

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Thursday, December 25, 2008

BUSH, MAD DOG, GO HOME! (E PIMBA, PIMBA!)

Como me apercebi que muitos dos meus conhecidos não "respondem" quando se faz referência à moda de atirar sapatos ao próximo (ignorância chocante!), aqui vos deixo a cena original, não editada, Bush à sapatada, em que, durante a visita de despedida de Bush a Bagdade, um repórter iraquiano lhe atirou os sapatos e chamou cão.

O cartoon de cima foi tirado do Publico do passado domingo.

Dizem os entendidos na (in)cultura daquela gente que mostrar a sola dos sapatos, jogar sapatos e chamar cão são insultos do pior que há.

Bush mostrou bons reflexos ao conseguir desviar-se dos lançamentos à queima roupa e um bom poder de encaixe ao recomendar que não levassem muito a sério a atitude do tipo (que está preso a aguardar julgamento).

Entretanto, o fabricante da marca dos sapatos que serviram de armas de arremesso, um turco de Istanbul, está farto de facturar com o incidente.

Wednesday, December 24, 2008

BENTO XVI, AS QUESTÕES DE "GÉNERO" E DESIDÉRIO MURCHO

Correndo o risco de sobrecarregar este blog com muitas transcrições de textos alheios e poucos de produção própria, insiro aqui mais um texto de Desidério Murcho, sacado do Público, no qual o professor dáa sua opinião sobre as declarações do Papa que causaram o habitual furor e "indignação" entre as comunidades gay.

Como de costume, Desidério Murcho exprime-se com economia de frases e palavras e diz o que tem a dizer sem se chatear com os melindres que provoca.

É lapidar a frase "Não é de esperar grande sensatez em adultos que acreditam que depois de uns gestos mágicos um copo de vinho se transforma em sangue." Realmente, não é de esperar...

E remata o tema da Natureza como base duvidosa para buscar a moralidade com "Caso fosse a natureza a orientar-nos a moralidade, ser Papa seria o cúmulo da imoralidade."

Não percam!

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PENSAR OUTRA VEZ COM DESIDÉRIO MURCHO

Mais um artigo, na P2 do Público das terças feiras, sobre educação, que recomendo.

É muito interessante a referência a alunos muito indisciplinados na escola e uns cordeirinhos nos treinos de futebol.

A diferença "é que o valor do futebol é para esse aluno óbvio, ao passo que vê a escola como uma imposição sem sentido".

Leia tudo, não perca!

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Tuesday, December 23, 2008

NO MEIO ESTÁ A VIRTUDE E... UM BURACO

Na rua Salgueiro Maia, ao Figo Maduro, de um lado é Lisboa e do outro lado, Loures.

No meio há um buraco.

Arredondado, com cerca de um metro de diâmetro, cheio de água que não lhe deixa ver o fundo. A profundidade andava pelos 50 cm da última vez que vi um camião meter lá a roda.

Será que o meio da rua é terra de ninguém e nem a CML (de Lisboa) nem a sua homónima CML (mas de Loures) se sentem na obrigação de tapar o bendito buraco?!

É que esta escavação já tem mais de um mês e não tenho visto o mais ligeiro indício de lá ter estado alguma brigada de cantoneiros a meter-lhe pedras, entulho ou o colunável tout venant para atenuarem a porrada que um desgraçado de um amortecedor leva se o distraído condutor lá mete a roda.

Se estivéssemos em Mértola ainda aparecia por aí o Cáudio Torres de pincelinho em punho a dizer que estava ali um túmulo etrusco (ai não chegaram ca?! Deixem o Cláudio cheirar o buraco e depois veríamos...),

Uma porra, é o que é!

Monday, December 22, 2008

OS ADMIRÁVEIS E CONTRADITÓRIOS AMERICANOS

Não conheço o senhor que assina este artigo no Público de ontem, mas ele alinha uma série de dados que encontramos, a maioria deles, em qualquer almanaque estatístico mas que, juntos e com a prosa do Pedro Jordão, dão que pensar.

Leiam, mas leiam principalmente se vêem a América como a fonte de todos os males, com o Bush filho a servir de Profeta.

Se é um admirador desse País (e desse povo...) leia e fique com mais argumentos para contrapor aos saudosos da Pátria dos amanhã que cantavam, que se babam de gozo e certezas frustradas a cada tropeção dos States.

Claro que nunca reparam no arrepiar de caminho, no dar a volta (muito) por cima que se segue, invariavelmente, a cada tropeção...

FELIZ NATAL E UM 2009 SEM CRISES NEM CHATICES!

A todos os meus queridos leitorzinhos, daqui exprimo os meus votos de um NATAL FELIZ e um 2009 cheio de coisas boas!

Wednesday, December 17, 2008

NO BANGLA DESH, DUMPER PARA QUÊ?!

Do meu amigo João recebi a preciosidade que vos mostro.

Os carregadores de tijolos do filme aí abaixo com os elevadores de betão de há umas semanas davam uma construtora à qual só faltava a arte e a proficiência do meu amigo João.

Ora vejam.

DENG XIAOPING - Small Man, Big Legacy

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Já aqui tinha deixado em tempos bem expressa a minha admiração pelo Pequeno Timoneiro que catapultou a China para uma posição cimeira no panorama das economias do sécilo XXI.

Por isso é como muito gosto que "chapo" aqui uma página da Time que dá ao legado de Deng o devido destaque.

Tuesday, December 16, 2008

ERRAR É HUMANO... Tchekhov

ERRAR É HUMANO: MAIS HUMANO AINDA É ATRIBUIR O ERRO AOS OUTROS

De antologia!

PENSAR OUTRA VEZ COM DESIDÉRIO MURCHO

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Continuando a escrever sobre educação, Desidério Murcho publicou hoje no suplemento P2 do Público a crónica Avaliação e Mentira.

Não perca!

O ELOGIO À PREGUIÇA

Palavras para quê?!

Ainda acordávamos o bichinho, que parece estar regalado no melhor dos sonos.

Espero que a contemplação do iguana adormecido acabe por me contagiar. É que isto de sono anda um bocado mal, à parte a horita dormida em frente à televisão, depois do jantar ...

Monday, December 15, 2008

NOVO BLOG - ABERTURA SEXTA FEIRA, DIA 19DEZ2008

Na próxima sexta feira tem início a publicação na blogosfera de uma peça daquilo a que o Prof Rui Azevedo Teixeira chamou literatura de Alferes, o livreco ANGOLA Recordações da Tropa.

O endereço é http://www.ANGOLA-recordacoes-da-tropa.blogspot.com/

Posso desde já informar que Manuel de Oliveira se mostrou muito interessado em transpor este livro para o cinema.

Infelizmente, depois de o folhear e ler meia dúzia de páginas, achou-o demasiado movimentado e acabou por se desinteressar.

Bolas!