A Antena 1 anda há um monte de tempo com um programa matinal, "as músicas da minha vida", em que uns cromos escolhidos debitam umas banalidades sobre os motivos que os levaram a eleger 4 ou 5 canções como as canções das suas vidas.
Volta não vira acontece o inesperado. Há pouco tempo entrou-me o desaparecido Brassens pelo carro adentro (num post mais abaixo); esta manhã (ontem, mais precisamente) deparei-me, assim de chapada, pela mão do Luis Filipe Costa, com "le déserteur" que já não ouvia há uma porrada de tempo. Em boa verdade já nem me lembrava que existia...
Aqui fica Le deserteur. Enjoy!
A versão não é a original, fanhosa e só com viola, mas é o mesmo Boris Vian (pouco mais velho, morreu 5 anos depois de fazer a canção), com um arranjo musical mais elaborado, mas o poema, um tanto naïf, esse está aí todinho.
É preciso lembrar à malta mais nova (e à da minha idade, já esquecida) que nos anos 50 (a canção é de 1954) as duas guerras mundiais estavam ainda bem vivas (ainda havia velhos gaseados na Grande Guerra), principalmente na França e Alemanha que em 70 anos estiveram envolvidas em três guerras que marcaram a grande maioria das famílias de ambos os países a ferro, fogo e sangue.
Para quem nasceu ou vive a sua juventude na Comunidade Europeia custa imaginar que há pouco mais de meio século a civilizadíssima Europa era palco de guerras fraticidas, era pasto de ódios tão intensos quanto os que, ainda hoje, encontramos na antiga Jugoslávia, entre servios, croatas, bósnios, etc, e pensamos: que primitivos...
Sobre o Boris Vian veja mais.


















