Wednesday, October 22, 2008

UM 007 ESLAVO AO SERVIÇO DE SUA MAJESTADE?!

Daniel Craig até pode ser inglês, ser um bom actor e os filmes do 007 que fizer até podem ser bons filmes.

Mas não é preciso olhar com muito cuidado para o actor para se perceber as inequívocas feições eslavas, completamente incompatíveis com o personagem very british que durante a guerra fria tinha como principais adversários (inimigos, melhor dizendo) precisamente os sóvias do KGB.

É certo que a guerra fria acabou.

Mas ter um eslavo a fazer de 007, agente secreto ao serviço de Sua Magestade?!

Por amor de Deus!!!!

Saturday, October 18, 2008

HAIDER - É MELHOR UM SKIN NO PARLAMENTO QUE CEM NA RUA

    • ÚLTIMA HORA (OU QUASE...)
    • Afinal, o Haider andava enrolado com um puto que "puxou" para vice e sucessor do partido.
    • E são os skins tão homofóbicos!
    • Realmente, quando se vê o skin Mário qualquer coisa a fazer musculação com os seus capangas, tudo em tronco nu, cobertos de brilha cobre ou coisa que o valha, pensando bem, há ali um certo ambiente gay, ou não?!
    • Podiam eram assumir um bocadinho a "diferença"...

    A morte de Haider deve ter deixado muito gauchiste babado de gozo, pensando que a extrema direita austríaca perdeu algum impulso com essa morte. Talvez sim, talvez não. Por mim prefiro ver a coisa por outro prisma, que me parece muito mais importante: a extrema direita existe, há muito boa gente que acha que os imigrantes são uma ameaça para muitos aspectos da nossa vida, que não gostam de mouros, ciganos nem de pretos e outros que, mais "intelectuais", apreciam a "obra de Hitler" e consideram que o holocausto é um tremendo exagero promovido pelos judeus.

    Tudo bem, afinal a extrema esquerda também tem o direito de idolatrar o Grande Pai Staline, o louco do Mao ou o atrasado mental do filho do Grande Líder.

    O que é preciso é que essas gentes, organizadas ou não em grupos políticos, nos tentem convercer da bondade das suas ideias e, periodicamente, as submetam à sociedade para se saber qual a aceitação que têm. E se a aceitação for grande, não vejo por que carga de água não hão de participar em Governos, Parlamentos e Assembleias autárquicas sem que o país seja ostracizado como o foi a Áustria com o governo Shuster-Haider.

    Afinal, o que é pernicioso é que essa malta de extrema (direita, esquerda ou religiosa) resolva impor as suas ideias à força, com arruaças de rua e perseguições aos seus odiados-de-estimação.

    Por outras palavras:

    mais vale um Haider no Parlamento que centenas de skins na rua à caça de pretos e ciganos.

          RECORDAR OSCAR WILDE

          A frase escrita na pedra (P2, Público) está longe de ser do melhor que o divino Oscar escreveu ou disse. Em boa verdade, veio agarrada à fotografia. Mas a que se segue, essa tem muito que se lhe diga:

          "QUANDO ERA JOVEM PENSAVA QUE O DINHEIRO ERA A COISA MAIS IMPORTANTE DO MUNDO. AGORA TENHO A CERTEZA"

          Friday, October 17, 2008

          PINO LINO

          Por gentileza do meu amigo Tony Ferreira, aqui vai o Rap Pino Lino, pelo impagável Hugo Chavez.

          OUTONO, FOLHAS CAINDO...

          ...e os ramos vêm atrás.

          Thursday, October 16, 2008

          GESTÃO POR OBJECTIVOS

          Porra, como é que eu ainda não conhecia esta?!

          Aqui vai:

          Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome, Joaquim Gonçalves. Um era sacerdote e o outro, taxista. Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.

          - O teu nome ?

          - Joaquim Gonçalves.

          - És o sacerdote?

          - Não, o taxista.

          São Pedro consulta as suas notas e diz:

          - Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar. Próóóóóximo!

          - O teu nome?

          - Joaquim Gonçalves.

          - És o sacerdote?

          - Sim, sou eu mesmo.

          - Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.

          O sacerdote diz:

          - Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!

          - Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...

          - Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia!Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?

          - Não é nenhum engano - diz São Pedro - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.

          - Não entendo!

          - Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar. Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária...!

          MUITO BÃO!!!

          Tuesday, October 14, 2008

          PENSAR OUTRA VEZ COM DESIDÉRIO MURCHO

          Não deixe de ler a crónica das terças feiras (no Público) do filósofo Desidério Murcho, que aqui reproduzo, com a devida vénia.

          Clique na imagem para aumentar e retorne com a seta <-

          Sunday, October 12, 2008

          Casamento estendido aos gays e lésbicas

          Sem grandes comentários (o tema não merece), aqui vai:

          Casamento estendido a Gays & Lésbicas - concordo, e concordo que é uma questão de direitos de cidadania. Assim, deve ser também estendido a irmãos (irmão com irmã, irmã com irmã e irmão com irmão - também são cidadãos, ou não?!), bem como a pais e filhos (pai com filha e filho com mãe, sem excluir as variantes gay e lésbica - Deus me livre e guarde! - mãe com filha e filho com pai - são ou não são cidadãos?!).

          Adopção de crianças por casais homo - concordo, mas com muitas reservas e quase no fim da lista de prioridades. Tal lista de prioridades deveria ser revista, digamos, de 10 em 10 anos, para acolher os resultados da observação sobre o desenvolvimento das crianças em casais de diversos matizes - em função dos géneros dos pais adoptivos e do adoptado. Conhecimento que é muito limitado e se tem prestado a especulações as mais delirantes...

          Casamentos com múltiplos membros (*) - concordo, uma vez que é um direito de cidadania: por que cargas de água é que a sociedade deveria impedir que três (ou quatro, ou mais) cidadãos, no pleno gozo dos seus direitos civis, vivessem juntos, em plena coabitação e união carnal, e desejassem ver essa união "oficializada" e reconhecida pela sociedade?! Por que não?! Haja o primeiro trio que se chegue à frente...

          Espero que os meus estimados leitorzinhos tenham percebido que neste último grupo estão incluídos os casamentos polígamos e poliandros. Os nossos irmãos muçulmanos e mórmons estão, pois, defendidos por este extremar da defesa dos direitos de cidadania.

          . . . . . .

          A comunidade deveria dar mais apoios aos casais com filhos (naturais ou adoptados) e menos aos casais sem filhos, fossem os casais hetero ou homo, casados, em união de facto ou simplesmente "juntos". Não tem nada que ver com o assunto?! Tem tudo que ver com o assunto. Num tempo em que se diz, com a maior cara de pau, que o casamento não tem nada que ver com procriação é preciso apoiar quem produz (ou cria) crianças.

          (*) - sem prejuízo de, em tais uniões, só haver mulheres

          As eleições americanas

          Alguns amigos têm-me picado por eu não escrever sobre as eleições americanas. Confesso que nenhum dos candidatos me entusiasma e a saída do Bush também não me motiva por aí além.

          Como o meu conhecimento (ainda que, naturalmente, muito incompleto) dos presidentes americanos não começou com o Reagan, muito menos com o Clintoris, não encontro nenhum motivo para achar o Bush particularmente mau. Antes pelo contrário, dado ter apanhado com o 11/9 pela frente (imaginam o desastre que teria sido ter o Gore como presidente?!) e ter tido sempre à perna o ass hole do Michael Moore (gordíssimo, seboso, suspeito que gay, palerma, manipulador) - o crédito que é dado a um tipo como aquele, que faz filmes totalmente desonestos mostra bem o baixíssimo grau de informação da maralha. Nos States e cá, evidentemente.

          Bem, deixando-me de perfunctórios, cá vão as sínteses sobre os candidatos:

          • Obama: tem uma belíssima voz e uma boa figura (não parece ter muito mais, para além de mulher boa)

          • Mc Cain: não tem boa voz nem boa figura (que mais terá que não tenhamos visto?)

          Ai Hillary, Hillary, preferiram o pregador a ti...

          Saturday, October 11, 2008

          Ainda as casas da CML

          O Mário Crespo, de vez em quando tem umas saídas muito boas. Vejamos esta:

          "Pactos de silêncio

          No Outono de 1989 conduzi na RTP os debates entre os candidatos a Lisboa. O grande confronto foi PS/PSD. Duas candidaturas notáveis.

          Jorge Sampaio, secretário-geral, elevou a política autárquica em Portugal a um nível de importância sem precedentes ao declarar-se candidato quando os socialistas viviam um dos seus cíclicos períodos de lutas intestinas.

          O PSD escolheu Marcelo Rebelo de Sousa. No debate da RTP confrontei-os com a fotocópia de documentos dos arquivos do executivo camarário do CDS de Nuno Abecassis.

          Um era o acordo entre os promotores de um enorme complexo habitacional na zona da Quinta do Lambert e a Câmara. Estipulava que a Câmara receberia como contrapartida pela cedência dos terrenos um dos prédios com os apartamentos completamento equipados. Era um edifício muito grande, seguramente vinte ou trinta apartamentos, numa zona que aos preços do mercado era (e é) valiosíssima.

          Outro documento tinha o rol das pessoas a quem a Câmara tinha entregue os apartamentos. Havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. Aqui aparecia o nome de personagem proeminente na altura que era chefe de redacção na RTP. A lista discriminava os montantes irrisórios que pagavam pelo arrendamento dos apartamentos topo de gama na Quinta do Lambert.

          Confrontados com esta prova de ilicitude, os candidatos às autárquicas de 1989 prometeram, todos, pôr fim ao abuso. O desaparecido semanário Tal e Qual foi o único órgão de comunicação que deu seguimento à notícia. Identificou moradores, fotografou o prédio e referiu outras situações de cedência questionável de património camarário a indivíduos que não configuravam nenhum perfil de carência especial. E durante vinte anos não houve consequência desta denúncia pública.

          O facto de haver jornalistas entre os beneficiários destas dádivas do poder político explica muito do apagamento da notícia nos órgãos de comunicação social, muitos deles na altura colonizados por pessoas cuja primeira credencial era um cartão de filiação partidária.

          Assim, o bodo aos ricos continuou pelas câmaras de Jorge Sampaio e de João Soares e, pelo que sabemos agora, pelas câmaras de outras forças partidárias. Quem tem estas casas gratuitas (é isso que elas são) é gente poderosa.

          Há assessores dispersos por várias forças políticas e a vários níveis do Estado, capazes de com uma palavra no momento certo construir ou destruir carreiras.

          Há jornalistas que com palavras adequadas favoreceram ou omitiram situações de gravidade porque isso era (é) parte da renda cobrada nos apartamentos da Quinta do Lambert e noutros lados.

          O silêncio foi quebrado agora que os media se multiplicaram e não é possível esconder por mais vinte anos a infâmia das sinecuras. Os prejuízos directos de décadas de venalidade política atingem muitos milhões.

          Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente".

          Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert.

          São a mesma gente.

          Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora."

          Batista Bastos e as casas da Câmara

          Leiam este pequenino texto sobre a casa do Kamarada Batista Bastos - omiti o texto grande, sobre a polémica (melhor, sobre a pouca vergonha) da atribuição de casas a compagnons de route, amigalhaços e quejandos.

          A propósito, alguém sabe quanto paga (ou pagava) a Melucha, viúva do pai do Miguel Sousa Tavares (putativa madrasta do Miguel) no casarão da Alameda das Linhas de Torres? Quem souber, que apite.

          Clique na imagem para a aumentar e ler confortavelmente;

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          O admirável Mundo Muçulmano...

          Não sei se se aperceberam, mas está em discussão nas altas instâncias sauditas uma proposta de edito religioso (fatwa) para obrigar as mulheres a andarem só com um olho destapado. Não é gozo, é mesmo a sério!!!

          Isto depois de vários figurões terem bolsado a opinião de que os comentadores e os proprietários de certos canais televisivos deveriam ser condenados à morte (e mortos, claro...) pelos programas menos "modestos" que difundem na sua programação. Não se trata de pornografia, mas de inocentes mostranços de joelhos e pescoços.

          Bando de bardamerdas!

          Para amenizar, aqui vai uma figurinha que a minha mais que tudo me mandou há uns tempos e que tem agora a sua oportunidade.

          Wednesday, October 08, 2008

          Pensar outra vez, com Desidério Murcho

          "UMA DAS CARACTERÍSTICAS HUMANAS MAIS DESPREZÍVEIS É O SENTIDO DAS HIERARQUIAS ..."

          "PARA MUITAS PESSOAS, A ORTOGRAFIA, A PRONÚNCIA, AS REFERÊNCIAS LIVRESCAS OU CULTURAIS SÃO MEROS ADEREÇOS SOCIAIS QUE SE USAM UNICAMENTE COM O FIM DE EXIBIR IMAGINADAS SUPERIORIDADES SOCIAIS."

          "Encarar a filosofia, as artes e as actividades cognitivas em geral como instrumentos de opressão social e pessoal é um sinal da insaciável estupidez humana”.

          Com a devida vénia, reproduzo a coluna de Desidério Murcho desta manhã (ontem, ai de mim...) no Público. Enjoy!

          Clique para ler Retorne com <--

          Sunday, October 05, 2008

          Literatura & Música na net

          (Clique para aumentar a imagem; retorne com <--)

          Às vezes surpreendo-me com a ligeireza com que leio em diagonal e arquivo mensagens que não me parecem muito interessantes, à primeira vista.

          Hoje, à procura de um mail atrasado, dei de caras com um outro, de uma colega, em que divulgava um site do Ministério Brasileiro da Educação, onde se pode aceder a música, literatura, etc.

          Vão lá!

          Já que mais não seja, para evitar o seu encerramento...

          "...O Ministério da Educação brasileiro disponibiliza tudo isso, basta aceder ao site:

          http://www.dominiopublico.gov.br/

          Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desactivar o projecto por falta de uso, já que o número de acesso é muito baixo."

          E vivó Magalhães!!!

          O Expresso trazia hoje um artigo sobre o Magalhães que vos deixo a seguir.

          Quer os programas e-escolas e e-escolinhas, quer o projecto empresarial parecem-me muito interessantes.

          Para mais pormenores em clique no link

          http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=7&catalog=hardware&categoryN=Hardware&category=computadoresPortateisOutros&product=5603583045007

          (Clique em cada imagem para ler melhor; depois volte com a seta para a esquerda <--)

          Saturday, October 04, 2008

          O regresso do Merdoso

          Para que não nos esqueçamos do que se passou já lá vão uns anos e não fiquemos só com a ideia de que o sr Dr Deputado Paulo Pedroso foi de cana por erro grosseiro do juiz Rui Teixeira (que ele, coitadinho, nada tinha com o caso e só tinha vindo a Lisboa ver a bola), oiçamos:

          http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ

          É engraçado o modo como os gajos falam do processo que aperta o pequerrucho Paulo, coitadinho, apanhado nas malhas dos enrabanços, mas só de raspão porque ele não conhecia nem putos, nem Bibi, nem Carlos C'úz nem nunca viu nenhum programa do Herman.

          Um santinho!

          SIDA incompatível com cozinha - prevaleceu o bom senso!

          Há uns quatro anos, um cozinheiro com sida foi despedido do restaurante de um hotel do grupo Sana.

          Grande escândalo, discriminação, ignorância de como se propaga a sida, etc, etc. O habitual!

          O tribunal deu razão ao sidoso, em primeira instância, a relação confirmou (salvo erro) mas (finalmente!) o Supremo deu razão ao patrão, considerando provado que a continuação do cozinheiro na cozinha, manipulando alimentos, frescos e cozinhados, constituía uma ameaça à saúde dos clientes.

          Realmente, os defensores dos direitos dos sidosos alegam que o contágio não se pode fazer pela saliva (pelo beijo ou por projecção da saliva sobre alimentos frescos e destes para um ferimento que a "vítima" tenha na boca), mas apenas pelo sexo e pelo sangue (transfusões, partilha de seringas e por aí adiante). Os grupos de pressão a favor dos sidosos alegam que essas são as únicas vias de contágio, não se conhecendo nenhum caso de contágio por beijo, nem por outras formas mais ou menos imaginosas.

          Só que os defensores dos sidosos esquecem (escondem?) que numa grande percentagem dos casos (mais de 50%) a causa da infecção não é conhecida ou é simplesmente presumida como causa provável - caso, por exemplo, de um casal em que o marido promíscuo é a causa provável do contágio da esposa que mantém com ele uma relação exclusiva (mas que pode ter sido contaminada por outras vias - acontece nas melhores famílias...).

          Os juízes do Supremo terão sido sensíveis ao facto de o vírus existir na saliva do seropositivo (com ou sem sintomas) e nenhum médico, no seu perfeito juízo (muito menos em tribunal), garantir que esses vírus não podem propagar a doença. Limitam-se a dizer que não se conhece nenhum caso documentado e que o contágio, por essa via, é muito improvável.

          O bom senso aconselha, portanto, que os sidosos, tal como os tuberculosos, doentes de hepatites, etc, etc, sejam impedidos de desempenhar funções em que constituam um risco sério para a saúde pública.

          Tal como os pedófilos deverão ser impedidos de exercer profissões em que contactem com crianças - é do mais elementar bom senso e a lógica é a mesma.

          Infelizmente os lobbies pró-sidosos interessam-se imenso pela defesa do que consideram ser os direitos dos seus protegidos, desvalorizando completamente a saúde dos cidadãos (ainda) seronegativos.

          Haja alguém sem receio de afrontar o politicamente correcto e olhar a sida como mais uma doença e não como uma condição que confere a quem a ostenta direitos especiais acrescidos, nomeadamente o direito de contagiar os parceiros na maior das impunidades.

          Coitadinho, tem sida ...

          Wednesday, October 01, 2008

          Peregrinação na terra dos Maias

          O bocadinho de México por onde andei, península do Yukatan, tem bué de ruínas do império Maia, algumas das quais restauradas. Tal é o caso de Chichen Itzá e Tulum, que visitámos sob os auspícios do departamento de cultura estatal.

          Clique nas fotos para as ampliar; retorne com a seta para a esquerda.

          Na Ilha das Mulheres os iguanas eram mato!

          Em Chichen Itzá a pirâmide restaurada (na face do outro lado falta muita pedra...) é bastante alta, com cerca de 40 metros.

          Ainda em Chichen Itzá visitámos um campo de anca & cotovelo ball no qual as equipes tinham que fazer passar a bola pelo anel que a foto ao lado mostra, situado a cerca de 4 m de altura (nos "estádios" mais mixurucas, não ultrapassava 2 m). Isto sem usar pés nem mãos: só cotovelos, joelhos e ancas e pesando a bola mais de 1 kg!!! No fim do jogo o capitão de uma das equipas (discute-se agora se o da equipa vencedora se da derrotada) era decapitado. Malta muito kulta, muito evoluída, muito mais que os conquistadores espanhóis tidos como selvagens, yessssss...

          Em Tulum as ruínas eram mais variadas e concentradas num espaço menor, junto à costa (com praia e santuário para postura de tartarugas).

          Mas, como devem imaginar, nada chega à prainha do hotel, com uma ruina maia (suspeito que "fabricada") ali mesmo ao pé, com as caipirinhas e os mojitos à discrição. Que belas férias, carago!!!!

          Tuesday, September 16, 2008

          Deng Xiaoping, o Pequeno Timoneiro

          Não me lembro a que (des)propósito, perguntaram-me há dias quem é que eu achava que tinha sido o homem que mais marcara o século XX.

          Vieram-me à ideia os nomes habituais como Churchill, Bill Gates, Pasteur, Mao, Stalin, Hitler mas nenhum se manteve por mais que uns instantes pois nenhuma das marcas que cada um deixou, "boas" ou "más", me pareceu merecer tal destaque.

          Até que, de mansinho, se me insinuou o nome do Teng Xiao Ping, o Pequeno Timoneiro, que depois de décadas de expurgos e reabilitações, agarrou a sua oportunidade de conduzir a China para a trajectória de desenvolvimento económico e social de que Mao e todos os que o antecederam a tinham mantido teimosamente afastada.

          Como de costume, a resposta veio tardiamente, já a conversa tinha acabado ou seguido outros caminhos (que porra! as saídas de leão, as respostas prontas, os ditos de espírito ocorrem-me sempre - ou quase sempre - muito depois de terem tido a sua oportunidade), de modo que aqui a deixo: mais vale tarde que nunca.

          A diferença entre Mao e Deng não estava em o Mao ser mau e o Deng ser bom, ou um ser louco (o Mao não andava longe disso...) e o outro ser ajuizado. Mao era profundamente ignorante de tudo o que fosse economia e do que era o mundo exterior e acreditava que a sua vontade, o seu comando, bastava para que tudo funcionasse como ele pretendia. Se assim não fosse, algum inimigo estava a sabotar o processo. Assim, qualquer "colega" que adquirisse prestígio a ponto de por em perigo a sua posição de nº 1 tinha que ser afastado, humilhado, aniquilado. Chou en Lai foi mantido (quase) sempre na posição de nº 2 pela percepção que Mao tinha da sua grande utilidade (quer internamente, quer nas relações internacionais), mas essa proximidade nunca excluiu humilhações muitas vezes ridículas (a tradutora no cadeirão, Chou, o premier, numa cadeira de mero assessor) e maus tratos que chegaram ao ponto de lhe ser negado (por Mao) o tratamento de um cancro - que acabou por matá-lo.

          Em vida de Mao, Deng nunca esteve numa posição de destaque tal que fosse encarado por Mao como uma verdadeira ameaça (chegou, salvo erro, a 6º vice primeiro ministro) de modo que as vezes que foi afastado nunca o foi da forma violenta e "drástica" como sucedeu, por exemplo, a Liu Xao Chi.

          Mas a verdade é que as suas teses acabaram por vingar (depois da morte de Mao e da neutralização do Bando dos Quatro) e o país continuou comunista sem ter que obrigatoriamente usar só gatos vermelhos e reconhecendo que enriquecer é glorioso.

          Deng teve até a virtude de perceber que, para o país sair do pântano em que Mao o enterrou e seguir pela via mais curta para transformar potencialidades em realidades e tirar da fome e da pobreza centenas de milhões de cidadãos, não podia permitir-se abdicar do poder centralizado e forte. Só assim tinha a garantia de que as decisões tomadas seriam postas em prática sem grandes hesitações entre as milhentas alternativas possíveis.

          Daí a necessidade da repressão em Tien am Men. Por muito que custe à nossa sensibilidade, se o massacre de Tien am Men não tivesse ocorrido, teríamos tido uma China a marcar passo como a Rússia marcou durante 10 anos, eventualmente amputada do Tibete e de outras partes do território que, com maior ou menor legitimidade, aspirassem à secessão.

          E assim, temos hoje uma China comuno-capitalista (pode?!), com um poder fortemente centralizado mas com uma economia a crescer à volta dos 10% ao ano a ponto de se perspectivar a sua ascenção a 1ª economia mundial dentro de pouco mais de 10 anos, com as áreas rurais a saírem paulatinamente da pobreza ancestral (nas cidades o desenvolvimento foi mais rápido e começou mais cedo, claro), com uma população com um poder de compra crescente, bem vestida (enfim, melhor...), bem alimentada e bem instruída.

          Que grande diferença, quando olhamos para o país pobre, esfomeado, ignorante e amedrontado do tempo de Mao!

          Não vejo, pois, ninguém que tenha marcado mais e de forma tão profunda o século XX e com uma influência que se vai continuar a exercer muito para lá da viragem do século, como o Pequeno-Grande Timoneiro, Deng Xiaoping.

          That's the MAN!

          Thursday, September 04, 2008

          NOS STATES JÁ "SOMOS" MENOS DE 50% DA POPULAÇÃO...

          Michael Richards, conhecido como Kramer da série televisiva Seinfeld, levantou um bom problema. O que se segue é o seu discurso de defesa em tribunal depois de ter feito alguns comentários raciais na sua peça de comédia. Ele levanta alguns pontos muito interessantes.

          Já não me lembro do que o Kramer terá dito para atrair sobre si a raiva do politicamente correcto americano, mas acompanhando o que se passa nas áreas ditas cosmopolitas dos States, não é difícil perceber que um branco que não seja maricas nem se curve perante eles (não há perigo...), um branco que não manifeste diariamente (que digo? - a toda a hora!) uma imensa vergonha de o ser, um branco que não abane o rabo sempre que um preto lhe dirige a palavra, um branco que se refira a um preto como qualquer coisa que não seja afro-americano (até este termo cair fora de moda...), arrisca-se, na certa, a ser taxado de racista e cavernícola.

          E, afinal, os "brancos" deixaram de estar em maioria na América. Qualquer dia são os hispânicos que perdem as vantagens de minoria étnica...

          "Orgulho em ser Branco

          Finalmente alguém diz isto.

          Quantas pessoas estão actualmente a prestar atenção a isto? Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos, Americanos Árabes, etc.

          E depois há os apenas Americanos.

          • Vocês passam por mim na rua e mostram arrogância. Chamam-me 'White boy,' 'Cracker,' 'Honkey,' 'Whitey,' 'Caveman' ...e está tudo bem. Mas quando eu vos chamo Nigger, Kike, Towel head, Sand-nigger, Camel Jockey, Beaner, Gook, or Chink, vocês chamam-me racista. Quando vocês dizem que os Brancos cometem muita violência contra vocês, então por que razão os ghettos são os sítios mais perigosos para se viver?
          • Vocês têm o United Negro College Fund.
          • Vocês têm o Martin Luther King Day.
          • Vocês têm Black History Month.
          • Vocês têm o Cesar Chavez Day.
          • Vocês têm o Yom Hashoah.
          • Vocês têm o Ma'uled Al-Nabi.
          • Vocês têm o NAACP.
          • Vocês têm o BET [Black Entertainment Television] (tradução: Televisão de Entretenimento para pretos)
          • Se nós tivéssemos o WET [White Entertainment Television] seriamos racistas.
          • Se nós tivéssemos o Dia do Orgulho Branco, vocês chamar-nos-iam racistas.
          • Se tivéssemos o mês da História Branca, éramos logo taxados de racistas.
          • Se tivéssemos alguma organização para ajudar apenas Brancos a andarem com a sua vida para frente, éramos logo racistas.

          Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.

          Quem paga por isto? Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher de outra cor pode ser a Miss America.

          Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos, éramos logo chamados de racistas.

          Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios só para Negros.

          Se nós tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.

          Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos nossos direitos seriamos logo apelidados de racistas. Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm medo de o demonstrar publicamente. Mas se nós dissermos que temos "Orgulho Branco", vocês chamam-nos racistas.

          Vocês roubam-nos, fazem-nos carjack, disparam sobre nós. Mas, quando um oficial da policia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a sociedade, vocês chamam-no racista.

          Eu tenho orgulho.

          Mas vocês chamam-me racista.

          Por que razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?"