Não deixe de ler a crónica das terças feiras (no Público) do filósofo Desidério Murcho, que aqui reproduzo, com a devida vénia.
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Não deixe de ler a crónica das terças feiras (no Público) do filósofo Desidério Murcho, que aqui reproduzo, com a devida vénia.
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Sem grandes comentários (o tema não merece), aqui vai:
Casamento estendido a Gays & Lésbicas - concordo, e concordo que é uma questão de direitos de cidadania. Assim, deve ser também estendido a irmãos (irmão com irmã, irmã com irmã e irmão com irmão - também são cidadãos, ou não?!), bem como a pais e filhos (pai com filha e filho com mãe, sem excluir as variantes gay e lésbica - Deus me livre e guarde! - mãe com filha e filho com pai - são ou não são cidadãos?!).
Adopção de crianças por casais homo - concordo, mas com muitas reservas e quase no fim da lista de prioridades. Tal lista de prioridades deveria ser revista, digamos, de 10 em 10 anos, para acolher os resultados da observação sobre o desenvolvimento das crianças em casais de diversos matizes - em função dos géneros dos pais adoptivos e do adoptado. Conhecimento que é muito limitado e se tem prestado a especulações as mais delirantes...
Casamentos com múltiplos membros (*) - concordo, uma vez que é um direito de cidadania: por que cargas de água é que a sociedade deveria impedir que três (ou quatro, ou mais) cidadãos, no pleno gozo dos seus direitos civis, vivessem juntos, em plena coabitação e união carnal, e desejassem ver essa união "oficializada" e reconhecida pela sociedade?! Por que não?! Haja o primeiro trio que se chegue à frente...
Espero que os meus estimados leitorzinhos tenham percebido que neste último grupo estão incluídos os casamentos polígamos e poliandros. Os nossos irmãos muçulmanos e mórmons estão, pois, defendidos por este extremar da defesa dos direitos de cidadania.
. . . . . .
A comunidade deveria dar mais apoios aos casais com filhos (naturais ou adoptados) e menos aos casais sem filhos, fossem os casais hetero ou homo, casados, em união de facto ou simplesmente "juntos". Não tem nada que ver com o assunto?! Tem tudo que ver com o assunto. Num tempo em que se diz, com a maior cara de pau, que o casamento não tem nada que ver com procriação é preciso apoiar quem produz (ou cria) crianças.
(*) - sem prejuízo de, em tais uniões, só haver mulheres
Alguns amigos têm-me picado por eu não escrever sobre as eleições americanas. Confesso que nenhum dos candidatos me entusiasma e a saída do Bush também não me motiva por aí além.
Como o meu conhecimento (ainda que, naturalmente, muito incompleto) dos presidentes americanos não começou com o Reagan, muito menos com o Clintoris, não encontro nenhum motivo para achar o Bush particularmente mau. Antes pelo contrário, dado ter apanhado com o 11/9 pela frente (imaginam o desastre que teria sido ter o Gore como presidente?!) e ter tido sempre à perna o ass hole do Michael Moore (gordíssimo, seboso, suspeito que gay, palerma, manipulador) - o crédito que é dado a um tipo como aquele, que faz filmes totalmente desonestos mostra bem o baixíssimo grau de informação da maralha. Nos States e cá, evidentemente.
Bem, deixando-me de perfunctórios, cá vão as sínteses sobre os candidatos:
Ai Hillary, Hillary, preferiram o pregador a ti...
O Mário Crespo, de vez em quando tem umas saídas muito boas. Vejamos esta:
"Pactos de silêncio
No Outono de 1989 conduzi na RTP os debates entre os candidatos a Lisboa. O grande confronto foi PS/PSD. Duas candidaturas notáveis.
Jorge Sampaio, secretário-geral, elevou a política autárquica em Portugal a um nível de importância sem precedentes ao declarar-se candidato quando os socialistas viviam um dos seus cíclicos períodos de lutas intestinas.
O PSD escolheu Marcelo Rebelo de Sousa. No debate da RTP confrontei-os com a fotocópia de documentos dos arquivos do executivo camarário do CDS de Nuno Abecassis.
Um era o acordo entre os promotores de um enorme complexo habitacional na zona da Quinta do Lambert e a Câmara. Estipulava que a Câmara receberia como contrapartida pela cedência dos terrenos um dos prédios com os apartamentos completamento equipados. Era um edifício muito grande, seguramente vinte ou trinta apartamentos, numa zona que aos preços do mercado era (e é) valiosíssima.
Outro documento tinha o rol das pessoas a quem a Câmara tinha entregue os apartamentos. Havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. Aqui aparecia o nome de personagem proeminente na altura que era chefe de redacção na RTP. A lista discriminava os montantes irrisórios que pagavam pelo arrendamento dos apartamentos topo de gama na Quinta do Lambert.
Confrontados com esta prova de ilicitude, os candidatos às autárquicas de 1989 prometeram, todos, pôr fim ao abuso. O desaparecido semanário Tal e Qual foi o único órgão de comunicação que deu seguimento à notícia. Identificou moradores, fotografou o prédio e referiu outras situações de cedência questionável de património camarário a indivíduos que não configuravam nenhum perfil de carência especial. E durante vinte anos não houve consequência desta denúncia pública.
O facto de haver jornalistas entre os beneficiários destas dádivas do poder político explica muito do apagamento da notícia nos órgãos de comunicação social, muitos deles na altura colonizados por pessoas cuja primeira credencial era um cartão de filiação partidária.
Assim, o bodo aos ricos continuou pelas câmaras de Jorge Sampaio e de João Soares e, pelo que sabemos agora, pelas câmaras de outras forças partidárias. Quem tem estas casas gratuitas (é isso que elas são) é gente poderosa.
Há assessores dispersos por várias forças políticas e a vários níveis do Estado, capazes de com uma palavra no momento certo construir ou destruir carreiras.
Há jornalistas que com palavras adequadas favoreceram ou omitiram situações de gravidade porque isso era (é) parte da renda cobrada nos apartamentos da Quinta do Lambert e noutros lados.
O silêncio foi quebrado agora que os media se multiplicaram e não é possível esconder por mais vinte anos a infâmia das sinecuras. Os prejuízos directos de décadas de venalidade política atingem muitos milhões.
Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público "legalmente".
Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert.
São a mesma gente.
Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora."
Leiam este pequenino texto sobre a casa do Kamarada Batista Bastos - omiti o texto grande, sobre a polémica (melhor, sobre a pouca vergonha) da atribuição de casas a compagnons de route, amigalhaços e quejandos.
A propósito, alguém sabe quanto paga (ou pagava) a Melucha, viúva do pai do Miguel Sousa Tavares (putativa madrasta do Miguel) no casarão da Alameda das Linhas de Torres? Quem souber, que apite.
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Não sei se se aperceberam, mas está em discussão nas altas instâncias sauditas uma proposta de edito religioso (fatwa) para obrigar as mulheres a andarem só com um olho destapado. Não é gozo, é mesmo a sério!!!
Isto depois de vários figurões terem bolsado a opinião de que os comentadores e os proprietários de certos canais televisivos deveriam ser condenados à morte (e mortos, claro...) pelos programas menos "modestos" que difundem na sua programação. Não se trata de pornografia, mas de inocentes mostranços de joelhos e pescoços.
Bando de bardamerdas!
Para amenizar, aqui vai uma figurinha que a minha mais que tudo me mandou há uns tempos e que tem agora a sua oportunidade.
"UMA DAS CARACTERÍSTICAS HUMANAS MAIS DESPREZÍVEIS É O SENTIDO DAS HIERARQUIAS ..."
"PARA MUITAS PESSOAS, A ORTOGRAFIA, A PRONÚNCIA, AS REFERÊNCIAS LIVRESCAS OU CULTURAIS SÃO MEROS ADEREÇOS SOCIAIS QUE SE USAM UNICAMENTE COM O FIM DE EXIBIR IMAGINADAS SUPERIORIDADES SOCIAIS."
"Encarar a filosofia, as artes e as actividades cognitivas em geral como instrumentos de opressão social e pessoal é um sinal da insaciável estupidez humana”.
Com a devida vénia, reproduzo a coluna de Desidério Murcho desta manhã (ontem, ai de mim...) no Público. Enjoy!
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Às vezes surpreendo-me com a ligeireza com que leio em diagonal e arquivo mensagens que não me parecem muito interessantes, à primeira vista.
Hoje, à procura de um mail atrasado, dei de caras com um outro, de uma colega, em que divulgava um site do Ministério Brasileiro da Educação, onde se pode aceder a música, literatura, etc.
Vão lá!
Já que mais não seja, para evitar o seu encerramento...
"...O Ministério da Educação brasileiro disponibiliza tudo isso, basta aceder ao site:
http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desactivar o projecto por falta de uso, já que o número de acesso é muito baixo."
O Expresso trazia hoje um artigo sobre o Magalhães que vos deixo a seguir.
Quer os programas e-escolas e e-escolinhas, quer o projecto empresarial parecem-me muito interessantes.
Para mais pormenores em clique no link
(Clique em cada imagem para ler melhor; depois volte com a seta para a esquerda <--)
Para que não nos esqueçamos do que se passou já lá vão uns anos e não fiquemos só com a ideia de que o sr Dr Deputado Paulo Pedroso foi de cana por erro grosseiro do juiz Rui Teixeira (que ele, coitadinho, nada tinha com o caso e só tinha vindo a Lisboa ver a bola), oiçamos:
http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ
É engraçado o modo como os gajos falam do processo que aperta o pequerrucho Paulo, coitadinho, apanhado nas malhas dos enrabanços, mas só de raspão porque ele não conhecia nem putos, nem Bibi, nem Carlos C'úz nem nunca viu nenhum programa do Herman.
Um santinho!
Há uns quatro anos, um cozinheiro com sida foi despedido do restaurante de um hotel do grupo Sana.
Grande escândalo, discriminação, ignorância de como se propaga a sida, etc, etc. O habitual!
O tribunal deu razão ao sidoso, em primeira instância, a relação confirmou (salvo erro) mas (finalmente!) o Supremo deu razão ao patrão, considerando provado que a continuação do cozinheiro na cozinha, manipulando alimentos, frescos e cozinhados, constituía uma ameaça à saúde dos clientes.
Realmente, os defensores dos direitos dos sidosos alegam que o contágio não se pode fazer pela saliva (pelo beijo ou por projecção da saliva sobre alimentos frescos e destes para um ferimento que a "vítima" tenha na boca), mas apenas pelo sexo e pelo sangue (transfusões, partilha de seringas e por aí adiante). Os grupos de pressão a favor dos sidosos alegam que essas são as únicas vias de contágio, não se conhecendo nenhum caso de contágio por beijo, nem por outras formas mais ou menos imaginosas.
Só que os defensores dos sidosos esquecem (escondem?) que numa grande percentagem dos casos (mais de 50%) a causa da infecção não é conhecida ou é simplesmente presumida como causa provável - caso, por exemplo, de um casal em que o marido promíscuo é a causa provável do contágio da esposa que mantém com ele uma relação exclusiva (mas que pode ter sido contaminada por outras vias - acontece nas melhores famílias...).
Os juízes do Supremo terão sido sensíveis ao facto de o vírus existir na saliva do seropositivo (com ou sem sintomas) e nenhum médico, no seu perfeito juízo (muito menos em tribunal), garantir que esses vírus não podem propagar a doença. Limitam-se a dizer que não se conhece nenhum caso documentado e que o contágio, por essa via, é muito improvável.
O bom senso aconselha, portanto, que os sidosos, tal como os tuberculosos, doentes de hepatites, etc, etc, sejam impedidos de desempenhar funções em que constituam um risco sério para a saúde pública.
Tal como os pedófilos deverão ser impedidos de exercer profissões em que contactem com crianças - é do mais elementar bom senso e a lógica é a mesma.
Infelizmente os lobbies pró-sidosos interessam-se imenso pela defesa do que consideram ser os direitos dos seus protegidos, desvalorizando completamente a saúde dos cidadãos (ainda) seronegativos.
Haja alguém sem receio de afrontar o politicamente correcto e olhar a sida como mais uma doença e não como uma condição que confere a quem a ostenta direitos especiais acrescidos, nomeadamente o direito de contagiar os parceiros na maior das impunidades.
Coitadinho, tem sida ...
O bocadinho de México por onde andei, península do Yukatan, tem bué de ruínas do império Maia, algumas das quais restauradas. Tal é o caso de Chichen Itzá e Tulum, que visitámos sob os auspícios do departamento de cultura estatal.
Clique nas fotos para as ampliar; retorne com a seta para a esquerda.
Na Ilha das Mulheres os iguanas eram mato!
Em Chichen Itzá a pirâmide restaurada (na face do outro lado falta muita pedra...) é bastante alta, com cerca de 40 metros.
Ainda em Chichen Itzá visitámos um campo de anca & cotovelo ball no qual as equipes tinham que fazer passar a bola pelo anel que a foto ao lado mostra, situado a cerca de 4 m de altura (nos "estádios" mais mixurucas, não ultrapassava 2 m). Isto sem usar pés nem mãos: só cotovelos, joelhos e ancas e pesando a bola mais de 1 kg!!! No fim do jogo o capitão de uma das equipas (discute-se agora se o da equipa vencedora se da derrotada) era decapitado. Malta muito kulta, muito evoluída, muito mais que os conquistadores espanhóis tidos como selvagens, yessssss...
Em Tulum as ruínas eram mais variadas e concentradas num espaço menor, junto à costa (com praia e santuário para postura de tartarugas).
Mas, como devem imaginar, nada chega à prainha do hotel, com uma ruina maia (suspeito que "fabricada") ali mesmo ao pé, com as caipirinhas e os mojitos à discrição.
Que belas férias, carago!!!!
Não me lembro a que (des)propósito, perguntaram-me há dias quem é que eu achava que tinha sido o homem que mais marcara o século XX.
Vieram-me à ideia os nomes habituais como Churchill, Bill Gates, Pasteur, Mao, Stalin, Hitler mas nenhum se manteve por mais que uns instantes pois nenhuma das marcas que cada um deixou, "boas" ou "más", me pareceu merecer tal destaque.
Até que, de mansinho, se me insinuou o nome do Teng Xiao Ping, o Pequeno Timoneiro, que depois de décadas de expurgos e reabilitações, agarrou a sua oportunidade de conduzir a China para a trajectória de desenvolvimento económico e social de que Mao e todos os que o antecederam a tinham mantido teimosamente afastada.
Como de costume, a resposta veio tardiamente, já a conversa tinha acabado ou seguido outros caminhos (que porra! as saídas de leão, as respostas prontas, os ditos de espírito ocorrem-me sempre - ou quase sempre - muito depois de terem tido a sua oportunidade), de modo que aqui a deixo: mais vale tarde que nunca.
A diferença entre Mao e Deng não estava em o Mao ser mau e o Deng ser bom, ou um ser louco (o Mao não andava longe disso...) e o outro ser ajuizado. Mao era profundamente ignorante de tudo o que fosse economia e do que era o mundo exterior e acreditava que a sua vontade, o seu comando, bastava para que tudo funcionasse como ele pretendia. Se assim não fosse, algum inimigo estava a sabotar o processo. Assim, qualquer "colega" que adquirisse prestígio a ponto de por em perigo a sua posição de nº 1 tinha que ser afastado, humilhado, aniquilado. Chou en Lai foi mantido (quase) sempre na posição de nº 2 pela percepção que Mao tinha da sua grande utilidade (quer internamente, quer nas relações internacionais), mas essa proximidade nunca excluiu humilhações muitas vezes ridículas (a tradutora no cadeirão, Chou, o premier, numa cadeira de mero assessor) e maus tratos que chegaram ao ponto de lhe ser negado (por Mao) o tratamento de um cancro - que acabou por matá-lo.
Em vida de Mao, Deng nunca esteve numa posição de destaque tal que fosse encarado por Mao como uma verdadeira ameaça (chegou, salvo erro, a 6º vice primeiro ministro) de modo que as vezes que foi afastado nunca o foi da forma violenta e "drástica" como sucedeu, por exemplo, a Liu Xao Chi.
Mas a verdade é que as suas teses acabaram por vingar (depois da morte de Mao e da neutralização do Bando dos Quatro) e o país continuou comunista sem ter que obrigatoriamente usar só gatos vermelhos e reconhecendo que enriquecer é glorioso.
Deng teve até a virtude de perceber que, para o país sair do pântano em que Mao o enterrou e seguir pela via mais curta para transformar potencialidades em realidades e tirar da fome e da pobreza centenas de milhões de cidadãos, não podia permitir-se abdicar do poder centralizado e forte. Só assim tinha a garantia de que as decisões tomadas seriam postas em prática sem grandes hesitações entre as milhentas alternativas possíveis.
Daí a necessidade da repressão em Tien am Men. Por muito que custe à nossa sensibilidade, se o massacre de Tien am Men não tivesse ocorrido, teríamos tido uma China a marcar passo como a Rússia marcou durante 10 anos, eventualmente amputada do Tibete e de outras partes do território que, com maior ou menor legitimidade, aspirassem à secessão.
E assim, temos hoje uma China comuno-capitalista (pode?!), com um poder fortemente centralizado mas com uma economia a crescer à volta dos 10% ao ano a ponto de se perspectivar a sua ascenção a 1ª economia mundial dentro de pouco mais de 10 anos, com as áreas rurais a saírem paulatinamente da pobreza ancestral (nas cidades o desenvolvimento foi mais rápido e começou mais cedo, claro), com uma população com um poder de compra crescente, bem vestida (enfim, melhor...), bem alimentada e bem instruída.
Que grande diferença, quando olhamos para o país pobre, esfomeado, ignorante e amedrontado do tempo de Mao!
Não vejo, pois, ninguém que tenha marcado mais e de forma tão profunda o século XX e com uma influência que se vai continuar a exercer muito para lá da viragem do século, como o Pequeno-Grande Timoneiro, Deng Xiaoping.
That's the MAN!
Michael Richards, conhecido como Kramer da série televisiva Seinfeld, levantou um bom problema. O que se segue é o seu discurso de defesa em tribunal depois de ter feito alguns comentários raciais na sua peça de comédia. Ele levanta alguns pontos muito interessantes.
Já não me lembro do que o Kramer terá dito para atrair sobre si a raiva do politicamente correcto americano, mas acompanhando o que se passa nas áreas ditas cosmopolitas dos States, não é difícil perceber que um branco que não seja maricas nem se curve perante eles (não há perigo...), um branco que não manifeste diariamente (que digo? - a toda a hora!) uma imensa vergonha de o ser, um branco que não abane o rabo sempre que um preto lhe dirige a palavra, um branco que se refira a um preto como qualquer coisa que não seja afro-americano (até este termo cair fora de moda...), arrisca-se, na certa, a ser taxado de racista e cavernícola.
E, afinal, os "brancos" deixaram de estar em maioria na América. Qualquer dia são os hispânicos que perdem as vantagens de minoria étnica...
"Orgulho em ser Branco
Finalmente alguém diz isto.
Quantas pessoas estão actualmente a prestar atenção a isto? Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos, Americanos Árabes, etc.
E depois há os apenas Americanos.
Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.
Quem paga por isto? Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher de outra cor pode ser a Miss America.
Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos, éramos logo chamados de racistas.
Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios só para Negros.
Se nós tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.
Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos nossos direitos seriamos logo apelidados de racistas. Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm medo de o demonstrar publicamente. Mas se nós dissermos que temos "Orgulho Branco", vocês chamam-nos racistas.
Vocês roubam-nos, fazem-nos carjack, disparam sobre nós. Mas, quando um oficial da policia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a sociedade, vocês chamam-no racista.
Eu tenho orgulho.
Mas vocês chamam-me racista.
Por que razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?"

Quem me conhece sabe bem o quão fortes são as primeiras impressões com que fico de pessoas ou de coisas. Em particular de pessoas.
Depois é o diabo para mudar essa primeira impressão!
Não é que a mudança não se faça e não seja fácil e, muitas vezes radical. A dificuldade está em eu "perder tempo" com um segundo olhar para uma coisa que me deu a forte impressão de não valer a pena.
Já há muito tempo que tinha reparado num colunista do Público, P2, de ar patusco, com um nome (pseudónimo?) ainda mais patusco: Desidério Murcho. Ainda por cima, subscreve os seus textos com um enigmático "Filósofo".
Claro que nunca me deu a pachorra de o ler. Até que o li...
Foi o bastante para a tal impressão forte ser substituída por outra: o homem "tem assunto", não escreve mal, tem uma visão muito lúcida, e com alguma graça, dos temas que aborda.
Ainda por cima tem abordagens abstractas (ou de temas abstractos) a que não sou particularmente "ligado" e que me surgem, por isso mesmo, como novidades interessantes no meu panorama de leituras e interesses.
Posto isto, read the man!
A catraia da foto, uma catorzinha, pertence a uma família de bombistas suicidas (pode?!), um irmão já foi desta para melhor e o pai (pai?!) e a mãe (mãe?!) parece que insistiram com ela para enrolar um cinto com explosivos à barriga e ir matar-se junto com soldados americanos, polícias Iraquianos, e outros infiéis, para maior glória de Allah e de Mahomeh, o seu Profeta.
A miúda teve o bom senso de se entregar aos polícias, que lhe tiraram os explosivos. Os paneleiros da Al Qaeda nunca viram um filme do James Bomba; não lhes passou pela cabeça (acéfalo tem cabeça?! por isso...) que o cinto devia ser armadilhado para evitar este desarmar tão fácil da miuda-bomba.
Realmente (agora mais a sério) os gajos que se dedicam a este negócio de arranjar putos, cheios de ideais e pensamentos exaltados, inculcados ma mesquita e na madrasa, são do pior que a raça humana já produziu. Muito piores que o Hitler e o Stalin, por muito jeitosos que estes tenham sido, no seu ramo e no seu tempo.
E não há quem lhes enfie uma banana de dinamite pelo cu acima e a faça explodir, no meio de uma pocilga, para que os porcos devorem os seus restos garantindo, desse modo, que os sacanas fiquem impedidos de ressuscitar no fim dos tempos ou de incarnar, no meio dos mesmos.
QUE A TERRA LHES SEJA PESADA ATÉ À ETERNIDADE!
O artigo que se segue foi extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana e foi-me enviado pelo meu amigo Costa, sempre atento ao que aí se publica... Os factos são verídicos e a prisão-acampamento está em Maricopa - Arizona. Leia e chore com pena dos presos cujos direitos estão a ser espezinhados pelo malandro do Xerife.
"Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa no Arizona já há bastante tempo e continua sendo re-eleito a cada nova eleição.
Ele criou a 'cadeia-acampamento', que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal. Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detentos, inclusive, têm de pagar. Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detentos pratiquem halterofilismo.
Começou a montar equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros, (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do condado.Para não ser processado por discriminação racial, começou a montar equipes de detentas também, nos mesmos moldes das equipes de detentos.
Cortou a TV a cabo dos detentos, mas quando soube que TV a cabo nas prisões era uma determinação judicial, religou, mas só entra o canal do Tempo e da Disney. Quando perguntado por que o canal do tempo, respondeu que era para os detentos saberem que temperatura vão enfrentar durante o dia quando estiverem prestando serviço na comunidade, trabalhando nas estradas, construções, etc.
Em 1994, cortou o café, alegando que além do baixo valor nutritivo, estava protegendo os próprios detentos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detentos, sem falar na economia aos cofres públicos de quase US$ 100,000.00/ano. Quando os detentos reclamaram, ele respondeu:
Isto aqui não é hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais.
Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outros tipos de vídeo na prisão. Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detentos, respondeu que nem se tivesse, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem. Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou: Com a temperatura atingindo 116º F (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts, (cor-de-rosa), que os detentos recebem do governo.
Na última quarta feira, centenas de detentos estavam recolhidos às barracas, aonde a temperatura chegou a atingir a marca de 138º F (60º C). Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor. Parece que a gente está dentro de um forno, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.
Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detentos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático. Diz ele aos detentos:
Os nossos soldados estão no Iraque onde a temperatura atinge 120° F (50° C), vivem em tendas iguais a vocês, e ainda têm de usar fardamento, botas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto calem a boca e parem de reclamar.
Se houvessem mais prisões como essa, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente. Criminosos têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a pão-de-ló, tendo do bom e melhor, até serem soltos pra voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações. Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei, e pagadores de impostos não têm, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos têm na prisão."
Pesem embora alguns exageros, a ideia vai no sentido certo: punir os condenados com um tempo desagradável na prisão, e não num campo de férias ou num estágio para formação e promoção criminosos.
A ideia de proibir a musculação só é ultrapassada pelos uniformes cor de rosa...
(Ah! parece que as capitanias de Portimão, Lisboa-Cascais, e mais uma que não lembro já terão autorizado a distribuição de maçãs - informa a malta da maçã e da saúde - mas só fora do areal, nos parques de estacionamento, etc; o mini-estério da marinha, contudo, desmente. Porra de país!!!)
Esta estória dos miliTARs continuarem a mandar na sociedade civil - como se estivessemos em guerra, actividade para a qual, supostamente, são competetentes - faz-se lembrar um período negro da nossa história, que ainda durou um bom par de anos, a seguir ao 25 de Abril.
Nesse tempo, os miliTARs eram considerados por si próprios e por uma boa parte da malta de esquerda como legitimamente nomeáveis para uma gama infinita de "funções de chefia" na administração central, nas autarquias, etc, etc, etc.
Nessas funções, na esmagadora maioria das vezes, distinguiram-se por uma incompetência e impreparação só comparáveis à arrogância e à pose de quem tem sempre razão em tudo o que faz e (acima de tudo) em tudo o que pensa. Manda a mais elementar justiça que reconheça que, nesse aspecto, não se revelaram (ai de mim) piores que os civis, eleitos ou nomeados...
... e se as medidas tomadas e as ideias paridas não davam os resultados (por eles) esperados, era por causa dos contra-revolucionários, dos saudosistas e fascistas encapotados, empenhados em fazer abortar a revolução dos cravos.
São desse tempo as famigeradas e felizmente efémeras campanhas de dinamização cultural em que bandos de miliTARs acolitados por malta de esquerda e extrema esquerda, todos sem qualquer experiência relevante de vida, caíam sobre campónios aturdidos e semi analfabetos e sobre eles derramavam os conhecimentos de panfleto, as ideias de targeta policopiada, as regras de convivência democrática à la gauche que excluíam tudo o que fosse à direita do PS, pois nesse campo se acoitavam os contra-revolucionários e saudosistas do tempo da outra senhora. Perigosíssimas criaturas, portanto...
Pobre país e pobres de nós outros que desde (pelo menos) meados do século XIX tivemos que aturar uma longa lista de miliTARs que, só por terem jurado umas larachas mal comppreendidas onde as palavras Honra e Dever eram repetidas até à exaustão, se consideravam com direito (pior: com o dever) de intervir na vida do País, de arma na mão, sempre que considerassem, do alto da sua sapiência, que a Pátria estava doente, que "os partidos" e os "políticos" eram mais corruptos que o aceitável, que os sacrossantos interesses das Forças Armadas estavam a ser lesados.
Sinel de Cordes, Carmona, Gomes da Costa, Mendes Cabeçadas, Carlos Selvagem (de alcunha), os cadetes da Rotunda (ou seriam da Porcalhota), os tenentes de Infantaria 5 (ou seriam de Infantaria 16) entre tantos, tantos outros, são apenas uma amostra dessa cáfila que se considerava com especiais direitos a governar o rebanho e que pontuaram a história recente de revoluções, revoltas e "pronunciamentos" que se saldavam, muitas vezes, em dezenas de mortes.
... e agora, quando o Conselho da Revolução jaz morto e enterrado há largos anos, quando o último presidente miliTAR envelhece no remanço da família e das suas memórias, apercebemo-nos de que, afinal, a tropa continua a mandar sobre largas faixas de território, condicionando todas as actividades que lá se desenvolvem ao seu douto julgamento e à sua duvidosa noção de dever e espírito de missão.
PORRA PARA ISTO!!!!!
Que belo exemplo que nos deram os tipos que assaltaram uma quinta (?) nos arredores de Loures! Imaginem que um deles até levava o filho, de 12 anos, certamente para ele ir aprendendo o ofício.
Mesmo com o puto na carrinha, os assaltantes não pararam ao ser vozados para tal e até tentaram atropelar o GNR que estava no caminho da carrinha. Os GNR’s dispararam, pelo menos um dos tiros acertou num pneu da carrinha, mas outro matou o puto.
A rádio dizia, ao fim da manhã, que o advogado da família estava a ponderar se havia de processar a GNR ou o guarda que disparou. O advogado da família?! Os tipos ou são ricos, ou são utentes habituais desse tipo de profissional...
Vá lá, vá lá, não ocorreu ao advogado “da família” processar o pai que levava o filho para o “trabalho” para ele aprender o “ofício”...
Esta tarde, então, ouvi aquilo que foi a cereja ao cimo do bolo: a família do assaltante-professor protestava exaltadadmente contra a GNR chamando-lhe racista, porque os assaltantes eram ... (adivinhem, vá lá...) ciganos! A rádio chamava-lhes, agora mesmo, "alegados assaltantes"!!!
Isto está tudo maluco...
Os ciganos têm fama de muita coisa, coisas boas e coisas más, inclusivé têm fama de tratarem muito bem das crianças! Vê-se: até levam as crianças para o “trabalho” para aprenderem o “ofício” do pai...
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O Fernando Rosas, o idiota de serviço do Bloco de Esquerda, alinhou pela crítica fácil à GNR, omitindo críticas aos assaltantes e ao pormenor de estarem a iniciar um menor nos assaltos. Pudera, os "alegados assaltantes" eram romanis (*), portanto cuidado com o que se diz...
O Rosas lembra-me aquela malta de esquerda que nos anos quentes imediatamente antes do 25 de Abril, levava as crianças para as manif’s e depois queixava-se de a polícia não ter respeito pelos pais com crianças pequenas.
Ah ganda Rosas!
(*) Palavra que está para cigano como cortesã está para puta: é o mesmo, mas por outras palavras)
Um dos jovens colunistas que mais me tem agradado nos últimos tempos é o Luís Filipe Borges - sentido de humor, um olhar atento a abrangente ao que se passa na nossa terra e fora dela, para além de escrever bem e de forma sintética.
Os Shots com que habitualmente termina a crónica semanal no SOL são, muitas vezes, uma delícia. Dois exemplos:
Ontem passei uma hora inteira a ouvir dois burros discutir qual deles tinha o carro com mais cavalos.
Já foi oficialmente declarada a abertura da silly season. Infelizmente para todos nós nunca houve em Portugal tradição de ser declarado o seu fim.
Um mimo!
Blog onde se publicam textos sobre tudo e mais umas botas em que o autor exprime as suas mui doutas opiniões e se sujeita aos comentários de quem o ler e também de quem o tresler.