Sunday, October 05, 2008

Literatura & Música na net

(Clique para aumentar a imagem; retorne com <--)

Às vezes surpreendo-me com a ligeireza com que leio em diagonal e arquivo mensagens que não me parecem muito interessantes, à primeira vista.

Hoje, à procura de um mail atrasado, dei de caras com um outro, de uma colega, em que divulgava um site do Ministério Brasileiro da Educação, onde se pode aceder a música, literatura, etc.

Vão lá!

Já que mais não seja, para evitar o seu encerramento...

"...O Ministério da Educação brasileiro disponibiliza tudo isso, basta aceder ao site:

http://www.dominiopublico.gov.br/

Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desactivar o projecto por falta de uso, já que o número de acesso é muito baixo."

E vivó Magalhães!!!

O Expresso trazia hoje um artigo sobre o Magalhães que vos deixo a seguir.

Quer os programas e-escolas e e-escolinhas, quer o projecto empresarial parecem-me muito interessantes.

Para mais pormenores em clique no link

http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=7&catalog=hardware&categoryN=Hardware&category=computadoresPortateisOutros&product=5603583045007

(Clique em cada imagem para ler melhor; depois volte com a seta para a esquerda <--)

Saturday, October 04, 2008

O regresso do Merdoso

Para que não nos esqueçamos do que se passou já lá vão uns anos e não fiquemos só com a ideia de que o sr Dr Deputado Paulo Pedroso foi de cana por erro grosseiro do juiz Rui Teixeira (que ele, coitadinho, nada tinha com o caso e só tinha vindo a Lisboa ver a bola), oiçamos:

http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ

É engraçado o modo como os gajos falam do processo que aperta o pequerrucho Paulo, coitadinho, apanhado nas malhas dos enrabanços, mas só de raspão porque ele não conhecia nem putos, nem Bibi, nem Carlos C'úz nem nunca viu nenhum programa do Herman.

Um santinho!

SIDA incompatível com cozinha - prevaleceu o bom senso!

Há uns quatro anos, um cozinheiro com sida foi despedido do restaurante de um hotel do grupo Sana.

Grande escândalo, discriminação, ignorância de como se propaga a sida, etc, etc. O habitual!

O tribunal deu razão ao sidoso, em primeira instância, a relação confirmou (salvo erro) mas (finalmente!) o Supremo deu razão ao patrão, considerando provado que a continuação do cozinheiro na cozinha, manipulando alimentos, frescos e cozinhados, constituía uma ameaça à saúde dos clientes.

Realmente, os defensores dos direitos dos sidosos alegam que o contágio não se pode fazer pela saliva (pelo beijo ou por projecção da saliva sobre alimentos frescos e destes para um ferimento que a "vítima" tenha na boca), mas apenas pelo sexo e pelo sangue (transfusões, partilha de seringas e por aí adiante). Os grupos de pressão a favor dos sidosos alegam que essas são as únicas vias de contágio, não se conhecendo nenhum caso de contágio por beijo, nem por outras formas mais ou menos imaginosas.

Só que os defensores dos sidosos esquecem (escondem?) que numa grande percentagem dos casos (mais de 50%) a causa da infecção não é conhecida ou é simplesmente presumida como causa provável - caso, por exemplo, de um casal em que o marido promíscuo é a causa provável do contágio da esposa que mantém com ele uma relação exclusiva (mas que pode ter sido contaminada por outras vias - acontece nas melhores famílias...).

Os juízes do Supremo terão sido sensíveis ao facto de o vírus existir na saliva do seropositivo (com ou sem sintomas) e nenhum médico, no seu perfeito juízo (muito menos em tribunal), garantir que esses vírus não podem propagar a doença. Limitam-se a dizer que não se conhece nenhum caso documentado e que o contágio, por essa via, é muito improvável.

O bom senso aconselha, portanto, que os sidosos, tal como os tuberculosos, doentes de hepatites, etc, etc, sejam impedidos de desempenhar funções em que constituam um risco sério para a saúde pública.

Tal como os pedófilos deverão ser impedidos de exercer profissões em que contactem com crianças - é do mais elementar bom senso e a lógica é a mesma.

Infelizmente os lobbies pró-sidosos interessam-se imenso pela defesa do que consideram ser os direitos dos seus protegidos, desvalorizando completamente a saúde dos cidadãos (ainda) seronegativos.

Haja alguém sem receio de afrontar o politicamente correcto e olhar a sida como mais uma doença e não como uma condição que confere a quem a ostenta direitos especiais acrescidos, nomeadamente o direito de contagiar os parceiros na maior das impunidades.

Coitadinho, tem sida ...

Wednesday, October 01, 2008

Peregrinação na terra dos Maias

O bocadinho de México por onde andei, península do Yukatan, tem bué de ruínas do império Maia, algumas das quais restauradas. Tal é o caso de Chichen Itzá e Tulum, que visitámos sob os auspícios do departamento de cultura estatal.

Clique nas fotos para as ampliar; retorne com a seta para a esquerda.

Na Ilha das Mulheres os iguanas eram mato!

Em Chichen Itzá a pirâmide restaurada (na face do outro lado falta muita pedra...) é bastante alta, com cerca de 40 metros.

Ainda em Chichen Itzá visitámos um campo de anca & cotovelo ball no qual as equipes tinham que fazer passar a bola pelo anel que a foto ao lado mostra, situado a cerca de 4 m de altura (nos "estádios" mais mixurucas, não ultrapassava 2 m). Isto sem usar pés nem mãos: só cotovelos, joelhos e ancas e pesando a bola mais de 1 kg!!! No fim do jogo o capitão de uma das equipas (discute-se agora se o da equipa vencedora se da derrotada) era decapitado. Malta muito kulta, muito evoluída, muito mais que os conquistadores espanhóis tidos como selvagens, yessssss...

Em Tulum as ruínas eram mais variadas e concentradas num espaço menor, junto à costa (com praia e santuário para postura de tartarugas).

Mas, como devem imaginar, nada chega à prainha do hotel, com uma ruina maia (suspeito que "fabricada") ali mesmo ao pé, com as caipirinhas e os mojitos à discrição. Que belas férias, carago!!!!

Tuesday, September 16, 2008

Deng Xiaoping, o Pequeno Timoneiro

Não me lembro a que (des)propósito, perguntaram-me há dias quem é que eu achava que tinha sido o homem que mais marcara o século XX.

Vieram-me à ideia os nomes habituais como Churchill, Bill Gates, Pasteur, Mao, Stalin, Hitler mas nenhum se manteve por mais que uns instantes pois nenhuma das marcas que cada um deixou, "boas" ou "más", me pareceu merecer tal destaque.

Até que, de mansinho, se me insinuou o nome do Teng Xiao Ping, o Pequeno Timoneiro, que depois de décadas de expurgos e reabilitações, agarrou a sua oportunidade de conduzir a China para a trajectória de desenvolvimento económico e social de que Mao e todos os que o antecederam a tinham mantido teimosamente afastada.

Como de costume, a resposta veio tardiamente, já a conversa tinha acabado ou seguido outros caminhos (que porra! as saídas de leão, as respostas prontas, os ditos de espírito ocorrem-me sempre - ou quase sempre - muito depois de terem tido a sua oportunidade), de modo que aqui a deixo: mais vale tarde que nunca.

A diferença entre Mao e Deng não estava em o Mao ser mau e o Deng ser bom, ou um ser louco (o Mao não andava longe disso...) e o outro ser ajuizado. Mao era profundamente ignorante de tudo o que fosse economia e do que era o mundo exterior e acreditava que a sua vontade, o seu comando, bastava para que tudo funcionasse como ele pretendia. Se assim não fosse, algum inimigo estava a sabotar o processo. Assim, qualquer "colega" que adquirisse prestígio a ponto de por em perigo a sua posição de nº 1 tinha que ser afastado, humilhado, aniquilado. Chou en Lai foi mantido (quase) sempre na posição de nº 2 pela percepção que Mao tinha da sua grande utilidade (quer internamente, quer nas relações internacionais), mas essa proximidade nunca excluiu humilhações muitas vezes ridículas (a tradutora no cadeirão, Chou, o premier, numa cadeira de mero assessor) e maus tratos que chegaram ao ponto de lhe ser negado (por Mao) o tratamento de um cancro - que acabou por matá-lo.

Em vida de Mao, Deng nunca esteve numa posição de destaque tal que fosse encarado por Mao como uma verdadeira ameaça (chegou, salvo erro, a 6º vice primeiro ministro) de modo que as vezes que foi afastado nunca o foi da forma violenta e "drástica" como sucedeu, por exemplo, a Liu Xao Chi.

Mas a verdade é que as suas teses acabaram por vingar (depois da morte de Mao e da neutralização do Bando dos Quatro) e o país continuou comunista sem ter que obrigatoriamente usar só gatos vermelhos e reconhecendo que enriquecer é glorioso.

Deng teve até a virtude de perceber que, para o país sair do pântano em que Mao o enterrou e seguir pela via mais curta para transformar potencialidades em realidades e tirar da fome e da pobreza centenas de milhões de cidadãos, não podia permitir-se abdicar do poder centralizado e forte. Só assim tinha a garantia de que as decisões tomadas seriam postas em prática sem grandes hesitações entre as milhentas alternativas possíveis.

Daí a necessidade da repressão em Tien am Men. Por muito que custe à nossa sensibilidade, se o massacre de Tien am Men não tivesse ocorrido, teríamos tido uma China a marcar passo como a Rússia marcou durante 10 anos, eventualmente amputada do Tibete e de outras partes do território que, com maior ou menor legitimidade, aspirassem à secessão.

E assim, temos hoje uma China comuno-capitalista (pode?!), com um poder fortemente centralizado mas com uma economia a crescer à volta dos 10% ao ano a ponto de se perspectivar a sua ascenção a 1ª economia mundial dentro de pouco mais de 10 anos, com as áreas rurais a saírem paulatinamente da pobreza ancestral (nas cidades o desenvolvimento foi mais rápido e começou mais cedo, claro), com uma população com um poder de compra crescente, bem vestida (enfim, melhor...), bem alimentada e bem instruída.

Que grande diferença, quando olhamos para o país pobre, esfomeado, ignorante e amedrontado do tempo de Mao!

Não vejo, pois, ninguém que tenha marcado mais e de forma tão profunda o século XX e com uma influência que se vai continuar a exercer muito para lá da viragem do século, como o Pequeno-Grande Timoneiro, Deng Xiaoping.

That's the MAN!

Thursday, September 04, 2008

NOS STATES JÁ "SOMOS" MENOS DE 50% DA POPULAÇÃO...

Michael Richards, conhecido como Kramer da série televisiva Seinfeld, levantou um bom problema. O que se segue é o seu discurso de defesa em tribunal depois de ter feito alguns comentários raciais na sua peça de comédia. Ele levanta alguns pontos muito interessantes.

Já não me lembro do que o Kramer terá dito para atrair sobre si a raiva do politicamente correcto americano, mas acompanhando o que se passa nas áreas ditas cosmopolitas dos States, não é difícil perceber que um branco que não seja maricas nem se curve perante eles (não há perigo...), um branco que não manifeste diariamente (que digo? - a toda a hora!) uma imensa vergonha de o ser, um branco que não abane o rabo sempre que um preto lhe dirige a palavra, um branco que se refira a um preto como qualquer coisa que não seja afro-americano (até este termo cair fora de moda...), arrisca-se, na certa, a ser taxado de racista e cavernícola.

E, afinal, os "brancos" deixaram de estar em maioria na América. Qualquer dia são os hispânicos que perdem as vantagens de minoria étnica...

"Orgulho em ser Branco

Finalmente alguém diz isto.

Quantas pessoas estão actualmente a prestar atenção a isto? Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos, Americanos Árabes, etc.

E depois há os apenas Americanos.

  • Vocês passam por mim na rua e mostram arrogância. Chamam-me 'White boy,' 'Cracker,' 'Honkey,' 'Whitey,' 'Caveman' ...e está tudo bem. Mas quando eu vos chamo Nigger, Kike, Towel head, Sand-nigger, Camel Jockey, Beaner, Gook, or Chink, vocês chamam-me racista. Quando vocês dizem que os Brancos cometem muita violência contra vocês, então por que razão os ghettos são os sítios mais perigosos para se viver?
  • Vocês têm o United Negro College Fund.
  • Vocês têm o Martin Luther King Day.
  • Vocês têm Black History Month.
  • Vocês têm o Cesar Chavez Day.
  • Vocês têm o Yom Hashoah.
  • Vocês têm o Ma'uled Al-Nabi.
  • Vocês têm o NAACP.
  • Vocês têm o BET [Black Entertainment Television] (tradução: Televisão de Entretenimento para pretos)
  • Se nós tivéssemos o WET [White Entertainment Television] seriamos racistas.
  • Se nós tivéssemos o Dia do Orgulho Branco, vocês chamar-nos-iam racistas.
  • Se tivéssemos o mês da História Branca, éramos logo taxados de racistas.
  • Se tivéssemos alguma organização para ajudar apenas Brancos a andarem com a sua vida para frente, éramos logo racistas.

Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.

Quem paga por isto? Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher de outra cor pode ser a Miss America.

Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos, éramos logo chamados de racistas.

Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios só para Negros.

Se nós tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.

Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos nossos direitos seriamos logo apelidados de racistas. Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm medo de o demonstrar publicamente. Mas se nós dissermos que temos "Orgulho Branco", vocês chamam-nos racistas.

Vocês roubam-nos, fazem-nos carjack, disparam sobre nós. Mas, quando um oficial da policia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a sociedade, vocês chamam-no racista.

Eu tenho orgulho.

Mas vocês chamam-me racista.

Por que razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?"

Tuesday, September 02, 2008

DESIDÉRIO MURCHO, O FILÓSOFO - NÃO PERCAM

Quem me conhece sabe bem o quão fortes são as primeiras impressões com que fico de pessoas ou de coisas. Em particular de pessoas.

Depois é o diabo para mudar essa primeira impressão!

Não é que a mudança não se faça e não seja fácil e, muitas vezes radical. A dificuldade está em eu "perder tempo" com um segundo olhar para uma coisa que me deu a forte impressão de não valer a pena.

Já há muito tempo que tinha reparado num colunista do Público, P2, de ar patusco, com um nome (pseudónimo?) ainda mais patusco: Desidério Murcho. Ainda por cima, subscreve os seus textos com um enigmático "Filósofo".

Claro que nunca me deu a pachorra de o ler. Até que o li...

Foi o bastante para a tal impressão forte ser substituída por outra: o homem "tem assunto", não escreve mal, tem uma visão muito lúcida, e com alguma graça, dos temas que aborda.

Ainda por cima tem abordagens abstractas (ou de temas abstractos) a que não sou particularmente "ligado" e que me surgem, por isso mesmo, como novidades interessantes no meu panorama de leituras e interesses.

Posto isto, read the man!

Monday, September 01, 2008

Os cagalhões da Al Qaeda & outros cabrões

A catraia da foto, uma catorzinha, pertence a uma família de bombistas suicidas (pode?!), um irmão já foi desta para melhor e o pai (pai?!) e a mãe (mãe?!) parece que insistiram com ela para enrolar um cinto com explosivos à barriga e ir matar-se junto com soldados americanos, polícias Iraquianos, e outros infiéis, para maior glória de Allah e de Mahomeh, o seu Profeta.

A miúda teve o bom senso de se entregar aos polícias, que lhe tiraram os explosivos. Os paneleiros da Al Qaeda nunca viram um filme do James Bomba; não lhes passou pela cabeça (acéfalo tem cabeça?! por isso...) que o cinto devia ser armadilhado para evitar este desarmar tão fácil da miuda-bomba.

Realmente (agora mais a sério) os gajos que se dedicam a este negócio de arranjar putos, cheios de ideais e pensamentos exaltados, inculcados ma mesquita e na madrasa, são do pior que a raça humana já produziu. Muito piores que o Hitler e o Stalin, por muito jeitosos que estes tenham sido, no seu ramo e no seu tempo.

E não há quem lhes enfie uma banana de dinamite pelo cu acima e a faça explodir, no meio de uma pocilga, para que os porcos devorem os seus restos garantindo, desse modo, que os sacanas fiquem impedidos de ressuscitar no fim dos tempos ou de incarnar, no meio dos mesmos.

QUE A TERRA LHES SEJA PESADA ATÉ À ETERNIDADE!

Friday, August 29, 2008

AO CADAFALSO - ÀS GALÉS - À MARICOPA

O artigo que se segue foi extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana e foi-me enviado pelo meu amigo Costa, sempre atento ao que aí se publica... Os factos são verídicos e a prisão-acampamento está em Maricopa - Arizona. Leia e chore com pena dos presos cujos direitos estão a ser espezinhados pelo malandro do Xerife.

"Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa no Arizona já há bastante tempo e continua sendo re-eleito a cada nova eleição.

Ele criou a 'cadeia-acampamento', que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal. Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detentos, inclusive, têm de pagar. Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detentos pratiquem halterofilismo.

Começou a montar equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros, (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do condado.Para não ser processado por discriminação racial, começou a montar equipes de detentas também, nos mesmos moldes das equipes de detentos.

Cortou a TV a cabo dos detentos, mas quando soube que TV a cabo nas prisões era uma determinação judicial, religou, mas só entra o canal do Tempo e da Disney. Quando perguntado por que o canal do tempo, respondeu que era para os detentos saberem que temperatura vão enfrentar durante o dia quando estiverem prestando serviço na comunidade, trabalhando nas estradas, construções, etc.

Em 1994, cortou o café, alegando que além do baixo valor nutritivo, estava protegendo os próprios detentos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detentos, sem falar na economia aos cofres públicos de quase US$ 100,000.00/ano. Quando os detentos reclamaram, ele respondeu:

Isto aqui não é hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais.

Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outros tipos de vídeo na prisão. Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detentos, respondeu que nem se tivesse, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem. Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou: Com a temperatura atingindo 116º F (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts, (cor-de-rosa), que os detentos recebem do governo.

Na última quarta feira, centenas de detentos estavam recolhidos às barracas, aonde a temperatura chegou a atingir a marca de 138º F (60º C). Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor. Parece que a gente está dentro de um forno, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.

Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detentos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático. Diz ele aos detentos:

Os nossos soldados estão no Iraque onde a temperatura atinge 120° F (50° C), vivem em tendas iguais a vocês, e ainda têm de usar fardamento, botas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto calem a boca e parem de reclamar.

Se houvessem mais prisões como essa, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente. Criminosos têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a pão-de-ló, tendo do bom e melhor, até serem soltos pra voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações. Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei, e pagadores de impostos não têm, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos têm na prisão."

Pesem embora alguns exageros, a ideia vai no sentido certo: punir os condenados com um tempo desagradável na prisão, e não num campo de férias ou num estágio para formação e promoção criminosos.

A ideia de proibir a musculação só é ultrapassada pelos uniformes cor de rosa...

Saturday, August 16, 2008

Os miliTARs e o Poder

(Ah! parece que as capitanias de Portimão, Lisboa-Cascais, e mais uma que não lembro já terão autorizado a distribuição de maçãs - informa a malta da maçã e da saúde - mas só fora do areal, nos parques de estacionamento, etc; o mini-estério da marinha, contudo, desmente. Porra de país!!!)

Esta estória dos miliTARs continuarem a mandar na sociedade civil - como se estivessemos em guerra, actividade para a qual, supostamente, são competetentes - faz-se lembrar um período negro da nossa história, que ainda durou um bom par de anos, a seguir ao 25 de Abril.

Nesse tempo, os miliTARs eram considerados por si próprios e por uma boa parte da malta de esquerda como legitimamente nomeáveis para uma gama infinita de "funções de chefia" na administração central, nas autarquias, etc, etc, etc.

Nessas funções, na esmagadora maioria das vezes, distinguiram-se por uma incompetência e impreparação só comparáveis à arrogância e à pose de quem tem sempre razão em tudo o que faz e (acima de tudo) em tudo o que pensa. Manda a mais elementar justiça que reconheça que, nesse aspecto, não se revelaram (ai de mim) piores que os civis, eleitos ou nomeados...

... e se as medidas tomadas e as ideias paridas não davam os resultados (por eles) esperados, era por causa dos contra-revolucionários, dos saudosistas e fascistas encapotados, empenhados em fazer abortar a revolução dos cravos.

São desse tempo as famigeradas e felizmente efémeras campanhas de dinamização cultural em que bandos de miliTARs acolitados por malta de esquerda e extrema esquerda, todos sem qualquer experiência relevante de vida, caíam sobre campónios aturdidos e semi analfabetos e sobre eles derramavam os conhecimentos de panfleto, as ideias de targeta policopiada, as regras de convivência democrática à la gauche que excluíam tudo o que fosse à direita do PS, pois nesse campo se acoitavam os contra-revolucionários e saudosistas do tempo da outra senhora. Perigosíssimas criaturas, portanto...

Pobre país e pobres de nós outros que desde (pelo menos) meados do século XIX tivemos que aturar uma longa lista de miliTARs que, só por terem jurado umas larachas mal comppreendidas onde as palavras Honra e Dever eram repetidas até à exaustão, se consideravam com direito (pior: com o dever) de intervir na vida do País, de arma na mão, sempre que considerassem, do alto da sua sapiência, que a Pátria estava doente, que "os partidos" e os "políticos" eram mais corruptos que o aceitável, que os sacrossantos interesses das Forças Armadas estavam a ser lesados.

Sinel de Cordes, Carmona, Gomes da Costa, Mendes Cabeçadas, Carlos Selvagem (de alcunha), os cadetes da Rotunda (ou seriam da Porcalhota), os tenentes de Infantaria 5 (ou seriam de Infantaria 16) entre tantos, tantos outros, são apenas uma amostra dessa cáfila que se considerava com especiais direitos a governar o rebanho e que pontuaram a história recente de revoluções, revoltas e "pronunciamentos" que se saldavam, muitas vezes, em dezenas de mortes.

... e agora, quando o Conselho da Revolução jaz morto e enterrado há largos anos, quando o último presidente miliTAR envelhece no remanço da família e das suas memórias, apercebemo-nos de que, afinal, a tropa continua a mandar sobre largas faixas de território, condicionando todas as actividades que lá se desenvolvem ao seu douto julgamento e à sua duvidosa noção de dever e espírito de missão.

PORRA PARA ISTO!!!!!

Tuesday, August 12, 2008

O Cigano assalta e a GNR é que é culpada?! Está tudo maluko..

Que belo exemplo que nos deram os tipos que assaltaram uma quinta (?) nos arredores de Loures! Imaginem que um deles até levava o filho, de 12 anos, certamente para ele ir aprendendo o ofício.

Mesmo com o puto na carrinha, os assaltantes não pararam ao ser vozados para tal e até tentaram atropelar o GNR que estava no caminho da carrinha. Os GNR’s dispararam, pelo menos um dos tiros acertou num pneu da carrinha, mas outro matou o puto.

A rádio dizia, ao fim da manhã, que o advogado da família estava a ponderar se havia de processar a GNR ou o guarda que disparou. O advogado da família?! Os tipos ou são ricos, ou são utentes habituais desse tipo de profissional...

Vá lá, vá lá, não ocorreu ao advogado “da família” processar o pai que levava o filho para o “trabalho” para ele aprender o “ofício”...

Esta tarde, então, ouvi aquilo que foi a cereja ao cimo do bolo: a família do assaltante-professor protestava exaltadadmente contra a GNR chamando-lhe racista, porque os assaltantes eram ... (adivinhem, vá lá...) ciganos! A rádio chamava-lhes, agora mesmo, "alegados assaltantes"!!!

Isto está tudo maluco...

Os ciganos têm fama de muita coisa, coisas boas e coisas más, inclusivé têm fama de tratarem muito bem das crianças! Vê-se: até levam as crianças para o “trabalho” para aprenderem o “ofício” do pai...

. . . . . . .

O Fernando Rosas, o idiota de serviço do Bloco de Esquerda, alinhou pela crítica fácil à GNR, omitindo críticas aos assaltantes e ao pormenor de estarem a iniciar um menor nos assaltos. Pudera, os "alegados assaltantes" eram romanis (*), portanto cuidado com o que se diz...

O Rosas lembra-me aquela malta de esquerda que nos anos quentes imediatamente antes do 25 de Abril, levava as crianças para as manif’s e depois queixava-se de a polícia não ter respeito pelos pais com crianças pequenas.

Ah ganda Rosas!

(*) Palavra que está para cigano como cortesã está para puta: é o mesmo, mas por outras palavras)

Monday, August 11, 2008

Conversas de café - os carros e os cavalos

Um dos jovens colunistas que mais me tem agradado nos últimos tempos é o Luís Filipe Borges - sentido de humor, um olhar atento a abrangente ao que se passa na nossa terra e fora dela, para além de escrever bem e de forma sintética.

Os Shots com que habitualmente termina a crónica semanal no SOL são, muitas vezes, uma delícia. Dois exemplos:

Ontem passei uma hora inteira a ouvir dois burros discutir qual deles tinha o carro com mais cavalos.

Já foi oficialmente declarada a abertura da silly season. Infelizmente para todos nós nunca houve em Portugal tradição de ser declarado o seu fim.

Um mimo!

Saturday, August 09, 2008

REIS ÁGUAS - A REPÚBLICA DAS BANANAS, OU DOS mili TARS...

Para quem pensa que não estamos em guerra: desengane-se, estamos mesmo!

Pelo menos, só assim percebo que um obscuro capitão de mar (?) e guerra (?!) - o Expresso diz que já tem duas condecorações (bolas, bolas, o homem é um alho!) - determina para sua alta recreação o que se pode e não se pode fazer nas praias do Algarve. Leiam aí acima o que o bruto (sim, o gajo da foto) tem a dizer, com a honra e a dignidade (certamente exclusivo dos mili tares...) sempre na boca.

E nas praias de outras "orlas marítimas" haverá, certamente, outro distinto e medalhado capitão de rio e terra que, como se fossemos sargentos da sua tropa, determina se são admissíveis campanhas de distribuição de fruta, se podemos ou não massajar o próximo à borla ou a pagar, se podemos chatear o banhista com a venda dos famigerados apartamentos em time sharing, etc, etc.

Mas que merda é esta?! Já não há autoridades civis? As câmaras municipais, melhor ou pior eleitas pelo maralhal - ou, vá lá, os organismos dependentes do estado central como a polícia, a GNR e a sua brigada fiscal já não servem para garantir o cumprimento das leis? Tem que ser a tropa, comandada por um qualquer medalhado capitão de lar e serra?

Não há dúvida, pessoal, para a tropa se sobrepor às autoridades civis só pode mesmo ser porque:

ESTAMOS EM GUERRA!

Contra quem, isso já é outra questão, mas suspeito que contra nós outros...

Friday, August 08, 2008

IÑAKI, CABRÓN!!!!

O tipo tem mesmo carinha de filho de puta...

ESTE CÃO E FILHO DE CÃO DÁ PELO NOME DE IÑAKI DE JUANA CHAOS E ORGULHA-SE DE TER MORTO (OU PARTICIPADO NA MORTE) DE 25 PESSOAS.

CONDENADO A 3000 ANOS DE PRISÃO, FOI SOLTO AGORA, AO FIM DE 21 ANOS.

TEM BASTANTES APOIANTES, BASTA VER A WIKIPEDIA QUE PUBLICA MONTES DE TEXTOS E LINKS PARA ACESSO A OUTROS, DE APOIO AO GRANDECÍSSIMO CABRÃO: http://en.wikipedia.org/wiki/Iñaki_de_Juana_Chaos

(Por que será que a wikipedia me parece sempre uma coisa de esquerdalhos?!...)

NUNCA SE ARREPENDEU E FEZ GALA EM COMEMORAR OS ATENTADOS DO GRUPELHO TERRORISTA A QUE PERTENCE - A ETA, POIS ENTÃO! - PEDINDO CHAMPANHE...

ENQUANTO ESTEVE ARRECADADO FARTOU-SE COM CHATEAR A POLÍCIA EM SUCESSIVAS GREVES DE FOME (E DE SEDE), COMO SE SE TRATASSE DE UMA PESSOA DE BEM INJUSTAMENTE PRESA.

ESTÃO A VER PARA QUE É QUE EU ACHO (E O "VOSSO" OBAMA TAMBÉM...) QUE SERVIRIA A PENA DE MORTE, NESTES CASOS EXTREMOS? ESTÃO A VER?

SE VIR ESTE CABRÃO A PASSEAR-SE, COMO TURISTA, NAS CALMAS, CON SU COMPAÑERA, UMA GAJA BOAZONA, PELA TRELA, NÃO HESITE EM APONTAR-LHE O DEDO E GRITAR:

ASSASSINO, FORA DE PORTUGAL!

Não lhe podendo limpar o sebo, mijemos-lhe nos sapatos...

Friday, August 01, 2008

A Silly Season

Bem, este post é menos para chagar o Cavaco do que para tirar do monitor aquele lindo desenho que o je produziu, com o chapéu pendurado no cabide. Já estive para o tirar - o desenho todo, não apenas o chapéu...

Cá vai.

Eu fui dos portugueses que ficou com nervoso miudinho a ver o que é que raio o Cabaco tinha para nos dizer de tão grave que o fez vir lá do Coiro da Burra (ou seria do Patacão?) onde gozava umas belas férias (que inveja, carago!!!) ao belo sol dos Algarves.

Eu sou daqueles que, conhecendo uma boa parte do mundo (...) continua a suspirar por uma semanita em Lagos.

Afinal, o Cabaco veio de Poço de Boliqueime para nos dizer que ficou muito chateado por os açorianos pretenderem envolvê-lo em escaramuças parlamentares, ainda por cima a um nívelzinho mixuruca, regional, for god sake!, sempre que houvesse necessidade de dissolver o parlamento daquele cu de mundo (sem desfeita aos açorianos; afinal pagamos-lhes parte das passagens aéreas, etc, etc, à conta da situação de periferia da periferia da periferia...).

O Cabaco deve andar farto dos requentados carapaus alimados da Maria e terá vindo à c'dade em busca de pratos mais elaborados, mais requintados...

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Deliciem-se com a subtileza destas metáforas, diria o saudoso e inigualável Mestre Vilhena, carago!

Sunday, July 27, 2008

O MILAGRE DE S. CRISÓSTOMO


Será possível que nunca vos tenha contado o Milagre de S. Crisóstomo?! A estória, que creio ser da autoria do meu amigo Toni Ferreira, reza mais ou menos assim:
S. Crisóstomo era um eremita já velhote, em crise de fé, que se afastava da cidade e do mundo para melhor buscar o Senhor, nos seus insondáveis caminhos. Numa certa época constríu ele uma choupana (nome que se dá às cabanas dos santos eremitas) muito longe da cidade, num sítio cujo sossego só era cortado pelo murmurar das águas frescas e límpidas de um ribeiro.
O bom do santo habituou-se a meditar boiando na água, só com um chapéu a proteger-lhe o toutiço onde a cabeleira farta de outrora já rareava. A corrente arrastava-o mansamente e, quando a meditação terminava, nadava vigorosamente rio acima, castigando o corpo daquela preguiça que o diabo colou, implacavelmente, ao acto de meditar.
Um belo dia, S. Crisóstomo entrou em acesa disputa com o mafarrico e a discussão foi tão demorada que, quando deu por si, tinha "dado à costa" numa praia fluvial onde três banhistas olhavam com curiosidade o destroço esquisito trazido pelas águas.
A consciência da sua nudez fê-lo levantar-se de um pulo, rapar do chapéu e cobrir apressadamente as partes pudibundas.
Mas então, para sua grande aflição, reparou que as banhistas, pois que de meninas se tratava, estavam a fazer nudismo e os olhos do ancião, guiados pelo demo, saltavam de peitos para púbis, de púbis para nádegas, destas de novo para peitos, num frenesi demoníaco a que o bom do santo só conseguiu por cobro tapando os olhos com ambas as mãos.
E então deu-se o milagre de S. Crisóstomo:
O chapéu não caíu...

Saturday, July 26, 2008

Os Ciganos e os patetas que nós somos...

Leiam (não percam mesmo!) este texto que o meu amigo Costa (correcção, a arquitecta Sofia enviou-me o texto no mesmo dia mas 3 horas mais cedo que o Costa) sacou da imprensa diária, da autoria do Mário Crespo.

"Limpeza étnica

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter. "Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte.

A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.

Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado.

Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul.

É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo.

É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos".

Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade.

O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos."

A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil.

Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor."

Friday, July 25, 2008

Ainda há malta porreira!

Para quem anda distraído com estas coisas (ou se farta a meio das histórias...) conto-vos esta: o sargento Gomes, à guarda de quem a Esmeralda continua, pagou hoje € 36.000,00 ao pai da miúda por a ter subtraído à sua guarda, guarda que o tribunal lhe atribuíra mas que o sargento se recusou a ceder, incorrendo em crime de "subtracção de menor", entre outros.

Parte substancial do cacau foi arranjado pelo Filipe La Féria (receita de um espectáculo) e do José Cid (receita de vários espectáculos), que também ajudaram a custear as contas do advogado.

Não sabia nada disto e fiquei francamente bem impressionado!

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O sargento, ao pagar aquela quantia ao pai da miúda, fez-lhe um desafio: "Ó sr Baltazar, reserve a massa para a educação da miúda", em vez de a usar para se abonecar e gastar em vinho e putas.

Esta última parte é da minha lavra, mas tem todo o cabimento, ai tem, tem...

Wednesday, July 23, 2008

O chá de cadeira

O chá de cadeira era a figura de estilo para referir a menina pouco prendada que ia ao bailarico (ou chá dançante) que ninguém sacava para dançar. No fim do baile, dizia-se que a dita apanhara um chá de cadeira.

Assim estou eu (ai de mim), sentado no corredor, dossier em cima das pernas, notebook (ainda é assim que esta coisa se chama?) em cima do dossier, teclando furiosamente, a esperar por umas assinaturas, sem as quais (estas, concretamente) a manhã de amanhã não me correria de feição. E tenho mesmo que esperar pois a esferográfica e a mão que a segura estarão amanhã e durante uma semana a uns milhares de milhas daqui. A bicha sou só eu (salvo seja, abrenúncio!!!) mas a minha vez não há meio de chegar...

Há uma boa meia hora que os meus colegas estão na República da Cerveja, no Parque das Nações, de copo na mão preparando o estômago para o jantar de despedida do Sérgio.

Daqui até lá não faço mais de meia hora, mas a meia hora só começa a contar quando tiver as papeladas assinadas e arrumadas e estiver dentro da carripana, ganda porra!

Tá visto que vou lá tomar café com eles e... vamos lá ver!