Friday, August 08, 2008

IÑAKI, CABRÓN!!!!

O tipo tem mesmo carinha de filho de puta...

ESTE CÃO E FILHO DE CÃO DÁ PELO NOME DE IÑAKI DE JUANA CHAOS E ORGULHA-SE DE TER MORTO (OU PARTICIPADO NA MORTE) DE 25 PESSOAS.

CONDENADO A 3000 ANOS DE PRISÃO, FOI SOLTO AGORA, AO FIM DE 21 ANOS.

TEM BASTANTES APOIANTES, BASTA VER A WIKIPEDIA QUE PUBLICA MONTES DE TEXTOS E LINKS PARA ACESSO A OUTROS, DE APOIO AO GRANDECÍSSIMO CABRÃO: http://en.wikipedia.org/wiki/Iñaki_de_Juana_Chaos

(Por que será que a wikipedia me parece sempre uma coisa de esquerdalhos?!...)

NUNCA SE ARREPENDEU E FEZ GALA EM COMEMORAR OS ATENTADOS DO GRUPELHO TERRORISTA A QUE PERTENCE - A ETA, POIS ENTÃO! - PEDINDO CHAMPANHE...

ENQUANTO ESTEVE ARRECADADO FARTOU-SE COM CHATEAR A POLÍCIA EM SUCESSIVAS GREVES DE FOME (E DE SEDE), COMO SE SE TRATASSE DE UMA PESSOA DE BEM INJUSTAMENTE PRESA.

ESTÃO A VER PARA QUE É QUE EU ACHO (E O "VOSSO" OBAMA TAMBÉM...) QUE SERVIRIA A PENA DE MORTE, NESTES CASOS EXTREMOS? ESTÃO A VER?

SE VIR ESTE CABRÃO A PASSEAR-SE, COMO TURISTA, NAS CALMAS, CON SU COMPAÑERA, UMA GAJA BOAZONA, PELA TRELA, NÃO HESITE EM APONTAR-LHE O DEDO E GRITAR:

ASSASSINO, FORA DE PORTUGAL!

Não lhe podendo limpar o sebo, mijemos-lhe nos sapatos...

Friday, August 01, 2008

A Silly Season

Bem, este post é menos para chagar o Cavaco do que para tirar do monitor aquele lindo desenho que o je produziu, com o chapéu pendurado no cabide. Já estive para o tirar - o desenho todo, não apenas o chapéu...

Cá vai.

Eu fui dos portugueses que ficou com nervoso miudinho a ver o que é que raio o Cabaco tinha para nos dizer de tão grave que o fez vir lá do Coiro da Burra (ou seria do Patacão?) onde gozava umas belas férias (que inveja, carago!!!) ao belo sol dos Algarves.

Eu sou daqueles que, conhecendo uma boa parte do mundo (...) continua a suspirar por uma semanita em Lagos.

Afinal, o Cabaco veio de Poço de Boliqueime para nos dizer que ficou muito chateado por os açorianos pretenderem envolvê-lo em escaramuças parlamentares, ainda por cima a um nívelzinho mixuruca, regional, for god sake!, sempre que houvesse necessidade de dissolver o parlamento daquele cu de mundo (sem desfeita aos açorianos; afinal pagamos-lhes parte das passagens aéreas, etc, etc, à conta da situação de periferia da periferia da periferia...).

O Cabaco deve andar farto dos requentados carapaus alimados da Maria e terá vindo à c'dade em busca de pratos mais elaborados, mais requintados...

. . . . . .

Deliciem-se com a subtileza destas metáforas, diria o saudoso e inigualável Mestre Vilhena, carago!

Sunday, July 27, 2008

O MILAGRE DE S. CRISÓSTOMO


Será possível que nunca vos tenha contado o Milagre de S. Crisóstomo?! A estória, que creio ser da autoria do meu amigo Toni Ferreira, reza mais ou menos assim:
S. Crisóstomo era um eremita já velhote, em crise de fé, que se afastava da cidade e do mundo para melhor buscar o Senhor, nos seus insondáveis caminhos. Numa certa época constríu ele uma choupana (nome que se dá às cabanas dos santos eremitas) muito longe da cidade, num sítio cujo sossego só era cortado pelo murmurar das águas frescas e límpidas de um ribeiro.
O bom do santo habituou-se a meditar boiando na água, só com um chapéu a proteger-lhe o toutiço onde a cabeleira farta de outrora já rareava. A corrente arrastava-o mansamente e, quando a meditação terminava, nadava vigorosamente rio acima, castigando o corpo daquela preguiça que o diabo colou, implacavelmente, ao acto de meditar.
Um belo dia, S. Crisóstomo entrou em acesa disputa com o mafarrico e a discussão foi tão demorada que, quando deu por si, tinha "dado à costa" numa praia fluvial onde três banhistas olhavam com curiosidade o destroço esquisito trazido pelas águas.
A consciência da sua nudez fê-lo levantar-se de um pulo, rapar do chapéu e cobrir apressadamente as partes pudibundas.
Mas então, para sua grande aflição, reparou que as banhistas, pois que de meninas se tratava, estavam a fazer nudismo e os olhos do ancião, guiados pelo demo, saltavam de peitos para púbis, de púbis para nádegas, destas de novo para peitos, num frenesi demoníaco a que o bom do santo só conseguiu por cobro tapando os olhos com ambas as mãos.
E então deu-se o milagre de S. Crisóstomo:
O chapéu não caíu...

Saturday, July 26, 2008

Os Ciganos e os patetas que nós somos...

Leiam (não percam mesmo!) este texto que o meu amigo Costa (correcção, a arquitecta Sofia enviou-me o texto no mesmo dia mas 3 horas mais cedo que o Costa) sacou da imprensa diária, da autoria do Mário Crespo.

"Limpeza étnica

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter. "Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte.

A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.

Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado.

Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul.

É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo.

É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos".

Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade.

O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos."

A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil.

Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor."

Friday, July 25, 2008

Ainda há malta porreira!

Para quem anda distraído com estas coisas (ou se farta a meio das histórias...) conto-vos esta: o sargento Gomes, à guarda de quem a Esmeralda continua, pagou hoje € 36.000,00 ao pai da miúda por a ter subtraído à sua guarda, guarda que o tribunal lhe atribuíra mas que o sargento se recusou a ceder, incorrendo em crime de "subtracção de menor", entre outros.

Parte substancial do cacau foi arranjado pelo Filipe La Féria (receita de um espectáculo) e do José Cid (receita de vários espectáculos), que também ajudaram a custear as contas do advogado.

Não sabia nada disto e fiquei francamente bem impressionado!

. . . . .

O sargento, ao pagar aquela quantia ao pai da miúda, fez-lhe um desafio: "Ó sr Baltazar, reserve a massa para a educação da miúda", em vez de a usar para se abonecar e gastar em vinho e putas.

Esta última parte é da minha lavra, mas tem todo o cabimento, ai tem, tem...

Wednesday, July 23, 2008

O chá de cadeira

O chá de cadeira era a figura de estilo para referir a menina pouco prendada que ia ao bailarico (ou chá dançante) que ninguém sacava para dançar. No fim do baile, dizia-se que a dita apanhara um chá de cadeira.

Assim estou eu (ai de mim), sentado no corredor, dossier em cima das pernas, notebook (ainda é assim que esta coisa se chama?) em cima do dossier, teclando furiosamente, a esperar por umas assinaturas, sem as quais (estas, concretamente) a manhã de amanhã não me correria de feição. E tenho mesmo que esperar pois a esferográfica e a mão que a segura estarão amanhã e durante uma semana a uns milhares de milhas daqui. A bicha sou só eu (salvo seja, abrenúncio!!!) mas a minha vez não há meio de chegar...

Há uma boa meia hora que os meus colegas estão na República da Cerveja, no Parque das Nações, de copo na mão preparando o estômago para o jantar de despedida do Sérgio.

Daqui até lá não faço mais de meia hora, mas a meia hora só começa a contar quando tiver as papeladas assinadas e arrumadas e estiver dentro da carripana, ganda porra!

Tá visto que vou lá tomar café com eles e... vamos lá ver!

Sem recibo, nada feito...

A propósito do trabalhador da TAP que faltava (post mais abaixo) um colega contou-me um caso real, passado com ele:

Um belo dia, o meu colega foi à secretaria do ISEL para protestar contra uma quantia a mais que lhe fora cobrada e para ser reembolsado. Tudo bem, sem problemas. Só que a funcionária pediu-lhe o recido que lhe fora passado pela quantia cobrada.

Azar, o meu colega já não tinha o recibo - nunca lhe passara pela cabeça vir a precisar dele.

Sem recibo não há reembolso, decidiu a funcionária sem dar nenhuma aberta.

Só para chatear, o "cliente" exigiu uma segunda via do recibo. A atónita funcionária consultou os seus botões, talvez o chefe, e acabou por passar a segunda via do bendito recibo.

O meu colega, então, devolveu a segunda via do recido à funcionária, que lhe fez prontamente o reembolso.

Afinal, para que raio era necessário o recibo (ou a 2ª via), no meio disto tudo?!

Sunday, July 13, 2008

GANDA MUSSOLINI!!!

E esta, hã!

Sempre considerei, e considero, o Mussolini como uma espécie de ass hole, campónio, arrogante e convencido de que governava um grande país. Meteu-se numa guerra para a qual o país pequeno e atrasado não estava preparado e lá foi, a muito custo, ocupando a Abissínia, depois de um passeio pela Tripolitânia, mas ao meter-se nos balcãs, atolou-se até ao pescoço e teve o tio Adolfo ir em seu socorro para terminar a missão de chegar a Atenas. O resto, até ser pendurado ao lado da Claretta Petacci, é mais que sabido.

Descobri agora que o homem não era parvo de todo - mais uma vez, aí vem o Carlos Té com a sua sabedoria de vida vertida no Lado Lunar: toda a alma tem uma face negra, nem tu nem eu fugimos à regra.

O bom do Benito, pelos vistos (e como era de esperar) também tinha um lado solar, uma face "branca". Aqui fica a pérola (sem gozo):

A POLTRONA E AS PANTUFAS SÃO AS RUÍNAS DO HOMEM

Se eu tiver juízo, é desta que vou deixar de aterrar no sofá, com ou sem pantufas, logo, logo a seguir ao jantar, e amodorrar durante três ou quatro horas em que podia muito bem estar a fazer algo de útil - já que mais não fosse a fazer exercícios (o sudoku?) que atrasem a inexorável decrepitude das célulazinhas cinzentas.

E para quem já entrou no terço final desta vida, é bem importante atrasar esse processo...

Thursday, July 10, 2008

O MAROCAS NÃO SE ENXERGA

Depois de ter sido enxovalhado na sua tentativa de voltar à ribalta, na malograda e risível candidatura às presidenciais, o Mário Soares está a derrapar cada vez mais para os seus tempos gloriosos de gauchiste. Realmente ser contra o Salazar era fácil e ser contra o Caetano, além de fácil, até nem era perigoso por aí além. Bons tempos, dr Soares, bons tempos...

O decrépito ancião descobriu agora que os campos de concentração nazis eram uma espécie de estâncias de férias, com taxa de mortalidade próxima do zero, boa alimentação, boas instalações, actividades desportivas, tempo para rezas, etc, etc, etc, e que os presos que a Gestapo & Cia arrecadavam neles eram bandidos e tipos envolvidos em terrorismo, ou, pelo menos, suspeitos de terrorismo.

Só assim percebo por que carga de água o pateta compara a prisão de Guantánamo com os campos de concentração nazis.

Para um visitante assíduo da sinagoga lisboeta, de kippa e mantilha, é de estranhar esta comparação perfeitamente insultuosa para os judeus que morreram como moscas nos campos de concentração nazis.

Claro que o canastrão queria apenas enxovalhar os odiados americanos, alvo fácil para quem se sente, certamente, órfão do Caetano e do Salazar. O homem parou no tempo - durante a campanha eleitoral, afirmou-se, num comício, como o anti-Salazar.

Fraco trunfo para usar quase 40 anos depois da morte do Botas...

Sunday, July 06, 2008

A PROPRIEDADE PRIVADA

Sempre me causou espanto as pessoas super ciosas dos seus "direitos" que reclamam quando no baldio do outro lado da rua é construído um prédio que lhes tira "as vistas".

Aparentemente, para essa gente, as cidades deviam ser uma espécie de descampados onde cada um de nós teria a sua moradia isolada, com montes de terreno à volta e "vistas" a perder de vista... mesmo pagando apenas o preço de um T2 no 7º andar de num condomínio de 2ª categoria! Isso é que são direitos, carago!!!

Pois a "nossa" Paula Rego está em pé de guerra por o dono do prédio ao lado querer acrescentar-lhe dois andares, que lhe vão fazer um bocadinho de sombra sobre a generosa claraboia que "abastece" o estúdio de luz natural.

Claro que a "nossa" Paula está-se cagando se o PDM lá do sítio permite a obra que o vizinho quer fazer na sua propriedade: a ela só interessa evitar a chatice de ter que procurar outro estúdio, caso a luz natural deixe de ser a ideal, depois da obra do vizinho!

Será que a tótó não se enxerga?! Será que não quer gastar dinheiro para montar um estúdio no centro de uma propriedade nos arredores que lhe garanta que nenhum prédio será construído próximo do seu estúdio?!

Até parece que os estúdios dos artistas consagrados têm direitos de servidão sobre os terrenos circundantes, à imagem do que sucede com aeroportos, paióis e outros que tais!

A fama subiu-lhe à cabeça, tá visto...

Saturday, July 05, 2008

NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O deputado João Semedo teve do melhor e do pior.

Do melhor: uma proposta, acolhida pela Assembleia, que permitirá aos doentes ter um acompanhante nas urgências dos hospitais. Aleluia! Isto é muito bom, numa altura em que os hospitais públicos são baluartes nos quais funcionários públicos no pior e mais arcaico sentido desprezam o paciente, quando não o maltratam mesmo...

Do pior: o facto de alguns hospitais privados terem 25% da sua receita proveniente de protocolos com a ADSE levou o bloquista a considerar estar perante um caso de parasitismo. O pateta (se calhar basta dizer "o bloquista"...) não percebe que se o Serviço Nacional de Saúde (SNS) prestasse serviços de qualidade, com prontidão e eficiência, a ADSE e outros serviços do Estado não teriam que proteger os seus utentes enviando-os para a medicina privada. A ministra (aquele olhar de esguelha nunca me enganou) já há umas semanas tinha dado o mote acusando a ADSE de recorrer aos hospitais e clínicas privadas em vez de dar a sua preferência ao SNS.

Nem um nem outro percebem que a preferência tem que merecer-se, em concorrência com outros prestadores de serviços de saúde, e que o dever da ADSE é para com os seus utentes e não para com o tal SNS.

O bando habitual dos amigos da memória anti-fascista (ou coisa que o valha) conseguiu levar à AR uma petição para que fosse proibido o museu Salazar que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão quer construir lá no sítio.

E não é que uma ampla maioria apoiou a ideia de proibir o Museu?! Do BE ao PS passando pelo PCP e seu penduricalho "Os Verdes", toda a esquerda apoiou a ideia de proibir o Museu com a justificação de que a coisa será um templo da extrema direita para branquear o salazarismo.

Claro que o museu será isso mesmo - nunca vi nenhuma casa museu de um determinado Fabiano que se dedicasse a denegri-lo. Claro que o museu vai apresentar, certamente, o que o regime teve de bom e atenuar o que teve de mau. So, what?

Liberdade não será isso mesmo?! Para os esquerdalhos, parece que não...

ANACRONISMO

Esta semana um grupo de pessoas raptadas pelos bandidos das FARC foi libertado, numa operação rocambolesca, aparentemente levada a cabo pelo exército e pela secreta colombiana.

Aleluia!!!

A Ingrid, cada vez menos verde (pudera, seis anos a verdejar na selva converte qualquer verde num adepto ferrenho e comovido da law & order, for god sake!) lá foi até Paris agradecer ao Sarkozy a ajudinha que deu.

Deve seguir-se o abraço ao louco de Caracas... ou talvez não, se ela perceber que o dito louco trata as FARC como um partido político (e dá-lhes dinheiro!) e o governo da Colômbia como bandidos. Vamos lá ver o que ela faz.

Isto faz-me lembrar os meus tempos de extrema esquerda (soft, soft) em que a luta armada parecia ser solução para quase tudo e o Guevara (mesmo morto) até parecia ser libertador de alguma coisa para além de si próprio. Estávamos nos anos 60 e 70 do século passado, a URSS, os States e a China dominavam tudo e parecia mesmo que só à porrada é que alguma coisa mudava.

Mas em pleno século XXI, mesmo na América Latrina, continuar a haver guerrilha de extrema esquerda?! Ainda por cima, financiando-se no tráfico de droga e no negócio dos raptos?! Esquerda my ass, os gajos são bandidos e mais nada ...

Isto é (só pode ser!) um anacronismo crasso, um bando de patetas que parou no tempo e não encontra o caminho do futuro.

What a mess!!!

Wednesday, July 02, 2008

A MAIS MAZINHA DA SEMANA...

A Microsoft lançou uma nova gama de software dirigida a um target específico, tendo começado pelo substituto do Visual Basic: o INVISUAL BASIC.

Saturday, June 28, 2008

SUPERPOWER, MEU!

Enviada pela minha Mais-Que-Tudo, aqui vai uma estoriazinha cheia de verdade.

A NACIONALIDADE DE ADÃO E EVA

Um alemão, um francês, um inglês e um angolano comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.

O alemão disse:

  • Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.

Imediatamente, o francês reagiu:

  • Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:

  • Not a chance! Take a look: a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.

Depois de alguns segundos mais de contemplação, o angolano exclama:

  • Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso. Só podem ser Angolanos!!!

Sunday, June 22, 2008

O Posto de Trabalho e a job description

Conta-se que na TAP, uma das empresas mais sindicalizadas do país, com pesadíssimas tradições do tempo do funcionalismo público, um visitante ficou espantado ao ver dois trabalhadores da Manutenção a executarem uma tarefs esquisitíssima: vinham da cauda do avião em direcção ao cockpit, na cabina, um abria um painel (um PSU, para ser mais preciso) e, pouco depois, um colega fechava-o. Entretanto, o primeiro tinha aberto o PSU seguinte que o colega, pouco depois, fechava.

O espantado visitante perguntou ao responsável da Manutenção que o acompanhava o que raio estavam eles a fazer. Resposta pronta:

- Estão a fazer o levantamento dos números de série (s/n) dos geradores de oxigénio, que estão dentro dos PSU's. Acontece que o terceiro membro da equipa faltou, mas isso não impede o dois kamaradas de cumprirem o ponto e fazerem a sua parte do trabalho, não é verdade?

Por azar, o kamarada que faltara era precisamente o que lia e anotava o s/n de cada gerador de oxigénio...

Tuesday, June 17, 2008

A TURQUIA E O VÉU DITO ISLÂMICO

O Supremo Tribunal da Turquia parece que está em vias de imitar os Franceses na sua tineta de proibir o véu islâmico.

Sei muito bem (acho que sei) que as mocinhas que militam pelo uso do tal véu o fazem por pressão familiar e religiosa, bebida no leite materno, instilada no ar que se respira lá em casa, na mesquita e na escola. Ou como reacção à imposição que não lembra ao menino Allazinho - as imposições e as proibições estão mesmo a pedir reacções do tipo "estou-me marimbando para o véu, mas vou usá-lo se o quiserem proibir".

Proibir o seu uso (a retórica dos franceses era que a escola pública tinha que ser neutra em relação às religiões, por isso nem cricifixos, nem véus, nem ... etc) parece-me uma atitude que terá feito sentido no tempo do Ataturk, mas que agora não faz sentido nenhum.

Vai-se criar um problema onde nenhum problema existia.

Os islamitas militantes agradecem, claro!

OUTRA VEZ O GENERAL COCA COLA SEM MEDO...

De tempos a tempos, o pessoal lembra-se de um general que se zangou por o Salazar não lhe dar os cargos a que ele aspirava e, vai daí, resolveu passar-se para o reviralho, mas numa posição de chefe, claro!

O livro publicado no cinquentenário das eleições presidenciais de 1958, por um neto do general (ou será já marechal?) Delgado mostra bem a vacuidade do personagem e explica por que é que a sua fundação é uma espécie de clube das IVA's (filha e mãe - sim ainda viva e centenária) em que a filha se tornou na guardiã da memória do Pai - já que pouco há para guardar e pouca gente para a investigar.

O livro do neto lê-se em meia dúzia de horas (saltando a palha que se encontrar sobre as diagonais, claro) e é elucidativo: em 1225 páginas (mais 118 de notas, bibliografia, índice remissivo, etc) metade contam a sua vida de pilar da situação (na página 555, a um ano das eleições, ainda se regista a sua tomada de posse como Director Geral da Aeronáutica Civil), 200 páginas dão conta da sua dissidência, campanha eleitoral e culmina com o exílio na embaixado do Brasil.

O resto é a história empolada da sua acção para liderar a oposição, com um espírito messiânico perfeitamente deslocado e uma convicção, que a realidade se encarregou de desmentir rápida e brutalmente, de que "o povo português" estava com ele e levantar-se-ia contra Salazar se suspeitasse que o general sem medo tinha cruzado a fronteira rumo a Lisboa.

Toda a sua triste acção entre a campanha eleitoral de 58 e o seu apagamento pela PIDE refletem este equívoco quanto à sua importância.

O neto descobre agora que o general não foi morto a tiro, mas à porrada. Brilhante, nos tempos que vão correndo, meter "tortura" no romance só pode contribuir para o tornar mais interessante e vender melhor.

Que coisa triste!

Sunday, June 08, 2008

200.000: ENA TANTOS!!!!!!!

A CGTP & Cia mobilizaram uma data de malta para se manifestar contra o Governo: contra a carestia de vida (pão, brioches, etc) e mais um ror de malandrices que o Sócrates, à revelia da esquerda (?) tem andado a fazer.

E está muita malta (o velho Soares, por exemplo) muito preocupada porque 200.000 gajos é muito gajo, a população deve estar muito descontente com a vidinha. E se calhar está...

O que foi giro é que uma boa parte dos entrevistados, entre os 200.000, era malta de fora de Lisboa, do Alentejo, por exemplo (agarrados pelo sotaque e pela prosápia - com um microfone à frente e com tempo, até poesia nos atiram!), que foram comboiados pela máquina da CGTP/PC para fazerem número na capital, às portas do Sócrates.

Por acaso, até foi num sítio muito mais visível que a porta do Sócrates: o Marquês, a avenida da Liberdade, a baixa.

Já o Salazar fazia a mesma fita, quando queria ter uma manifestação de apoio ou desagravo para mostrar ao pagode e ao inglês. A CGTP aprendeu a cartilha (ou não fossem espinhos do mesma roseira), até porque o Kamarada Secretário Geral, o Dr Manel Carvalho da Silva, deu em erudito, tirou uma licenciatura e um mestrado (pré Bolonha) e até um doutoramento já abichou.

Ora 200.000 gajos é muito gajo, principalmemte quando vistos de perto. Se olharmos de longe (não é de Cacilhas, é da fronteira de Espanha ou de mais longe ainda) os 200.000 são um ponto na paisagem, menos de 2% da população portuguesa, ou seja, um em cada 50 portugueses veio a Lisboa manifestar-se (ok, ok, ou saíu de casa, em Lisboa...) .

Então e os outros 98%, os outros 49 em 50?

Apoiam o Sócrates? Se calhar, nem todos.

Apoiam a CGTP mas não apanharam boleia para vir a Lisboa? Quem souber que o diga, que eu não sei...

Idem, mas acharam que não valia a pena manifestarem-ne nas berças onde vivem? Tampouco sei...

De qualquer modo, os 200.000 arrolados e comboiados, não deixam de ser apenas 1 em cada 50 portugueses.

Os mais velhinhos lembrar-se-ão de que nas eleições de 1975 o PCP, que dominava a rua, os jornais, os sindicatos, o Governo (até ao 5º Governo Provisório), a tropa, etc, etc, se ficou por uns miseráveis 12 ou 14%, isto ao correr da memória.

Ou seja: 200.000 na rua podem ser pouco mais de 200.000 nas urnas.

Ora nas urnas, 200.000 é pouco, meu, muito pouco!

Monday, June 02, 2008

ASSASSINATOS "DE HONRA" NO ADMIRÁVEL MUNDO MUÇULMANO

Leia os mais recentes desenvolvimentos no caso da rapariga morta pelos homens da casa para lavar a sua (deles...) honra.

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2008/05/uma-no-cravo-outra-na-rapariga.html#comments

Veja também http://www.publico.clix.pt/ edição de 2 de Junho, pág 17

Saturday, May 31, 2008

A PRAXE, AS PRAXES

Bem, este não vai ser um post para teorizar sobre as praxes, por falta de pachorra.

Mas o post aqui vai, porque tinha decidido postar sobre este assunto assim que vi, babando-me de gozo, que um bando de cavernícolas foi condenado, ao fim de processo com um bom par de anos, a penas pouco mais que simbólicas por terem praxado uma caloira embolando-a em merda de vaca e outras "brincadeiras" semelhantes.

Realmente, as praxes nada têm que ver com a integração dos novos alunos (caloiros, infras, etc) na Universidade, que para isso não há qualquer necessidade de praxe...

Tem tudo a ver, isso sim, com inculcar nos novos alunos o espírito merdoso que caracteriza a "tradição" dita académica, que faz de um cábula poli-repetente um veterano temido pelos mais novos, e um "dux veteranorum" (ou marechal da praxe) de um idiota precocemente embezerrado pela cerveja.

Só mesmo pela cabeça cheia de trampa de um dux veteranorum, ainda por cima portuense, é que, nos dias de hoje, poderia passar a ideia de que as colegas veteranas não podem usar colete na fardeta dita "vestir de praxe". Cantar o fado e fazer serenatas também não pode ser coisa de mulher e quanto a ser elegível para dux veteranorum, cruzes, canhoto: nunca, mas nunca!

Portanto, de teoria praxal, estamos conversados!

Posto isto, a minha relação com a praxe começou por ser muito pacífica: em Sá da Bandeira, no Liceu Diogo Cão, os caloiros eram praxados nas primeiras semanas do ano lectivo, levavam uma carecada em forma de coroa, havia uns desfiles pelas ruas da cidade (facultativos, certamente, porque não participei em nenhum e nada me aconteceu).

A careca era o símbolo de ter ascendido à categoria de (futuro) doutor, portanto, não só não incomodava como era uma diferença notória em relação à ralé que tinha ido para a Escola Industrial e não para o Liceu. Ora, naqueles tempos, mais do que agora, era muito importante atentar nas diferenças que não nos separavam, mas nos distinguiam (e de que maneira!)...

Muitos anos mais tarde, na Academia Militar, como infra (designação dada ao novo aluno que, segundo a tradição, estava n furos abaixo de cão, mas vários acima de polícia), a coisa fiou mais fino. Estava-se em regime de internato (não havia para onde fugir) e a escola, por intermédio dos seus oficiais, fingia que não aceitava a praxe mas olhava sempre para o lado mesmo quando a praxe se exercia debaixo dos seus bélicos bigodes. E, além do mais, durava todo o primeiro ano.

Como eu, já nessa altura, não tinha pachorra para grandes conversas, para grandes filosofias, fui dos mais praxados do meu ano. Melhor dizendo, fomos dois os mais praxados nesse ano, e de longe.

Como tinha bom cabedal, as cambalhotas à volta da parada, os mergulhos na vala (cheia de água lamacenta), o "rastejar até mim!", as quedas faciais e as flexões que se lhe seguiam pouco me afectavam; em boa verdade até me endureciam o coiro e me tornavam menos vulnerável àquelas actividades. Por outro lado, como a cabeça nunca me funcionou mal (enfim, pelo menos para questões de aprendizagem) o aproveitamento escolar pouco se ressentia com a sanha praxística que eu atraía com as bocas (e os olhares) que mandava...

Dois exemplos:

O pessoal de Artilharia estava muito divertido (e bebido) pois comemorava-se o dia daquela arma. Alta madrugada, os alunos do 2º ano resolveram acordar os infras para despejarem uma arenga avinhada sobre as virtudes da Artilharia, sobre o Mouzinho, etc, etc, etc. Eu estava, obviamente, com uma valente cara de chateado e, como de costume, não me dava ao trabalho de disfarçar. Um artilheiro bonacheirão (realmente, um tipo porreiro) chegou-se a mim e, fraternalmente, aconselhou-me, em voz baixa, a por um ar menos chateado, pois eles estavam a comemorar, estavam satisfeitos, que diabo, era o dia da Artilharia! Resposta minha, imediata: eu estou-me cagando para o dia da Artilharia!

Sacrilégio! Nunca se tinha visto tal desaforo! Passei o resto da noite a ser praxado e nas noites seguintes, depois do jantar, quando o pessoal ia para a sala de estudo, eu ia para a sala da Artilharia onde me dedicava a rastejar à volta da sala, a fazer flexões e cambalhotas, etc, enquanto os outros estudavam, ou liam romances. Até que, uns tempos depois, se fartaram.

Outro caso engraçado, foi quando, não me lembro a que propósito, estava a ser praxado por um repetente (os repetentes tinham o direito de praxar os infras - nunca percebi se teriam alguma coisa a ensinar-lhes...) e eu, provocador, aconselhei-o a ir estudar pois no dia seguinte tinhamos um teste de Geometria Descritiva e ele até tinha uma série de negativas. Ele não gostou do meu atrevimento, em boa verdade ficou fulo, e a sessão de praxe prolongou-se. No dia seguinte fez-se o teste e quando saíram as notas, eu terei tido 16 ou 17 (habitual, para mim, naquela cadeira) e o desgraçado, a negativa habitual. Claro que não podia deixar passar a oportunidade de o gozar (discretamente, claro) com qualquer coisa como: eu não lhe disse que era melhor ter ido estudar, eu não lhe disse?! Isso valeu-me mais umas sessões de praxe, mas ficar calado e engolir, isso é que não!

Já no fim do 2º ano (portanto em princípio já fora da alçada habitual das estruturas da praxe) fui a julgamento de praxe por, segundo a acusação, ter provocado a expulsão de um colega mais velho na casa, para me vingar das praxadelas com que ele me teria mimoseado. A acusação era falsa, para além de vir de um pateta a quem (esse sim), nos tempos de infra, eu votava uma visceral antipatia pela forma parva, idiota e cretina como praxava. O que se passara foi que um sujeito que só queria "putas e vinho verde", mau aluno, repetente, faltoso e beberrão, (se bem que bom homem) estava a um passo de chumbar o que aconteceria se tivesse mais faltas ou um castigo que fosse. Eu tinha, nessa altura, uma posição de chefia (era chefe de camarata) e ele faltou à formatura da noite sem dizer água vai: nem sequer teve a atenção, ou simplesmente o tino, de mandar dizer que estava "ao golpe" e que eu não lhe marcasse falta, nada! Naturalmente, marquei-lhe falta e ele foi castigado, chumbou o ano, como era o segundo chumbo foi expulso da Academia e foi incorporado como soldado. Daí a acusação que me foi feita.

No julgamento de praxe fui defendido pelo Antas da Cunha (o tipo dos petróleos ANKA) e, se bem que a acusação não tivesse sido dada como provada, fui condenado a não praxar durante três meses. Pouco me importou - a minha acção como praxador era, entre outras coisas, esconder debaixo da minha cama os mais perseguidos pelos praxadores...

Enfim, basta de praxe, basta de MERDA!

Disse!