A onda de disparates a respeito dos jogos da selecção portuguesa de raguebi (ou será reiguebi? ou...), as honrosas derrotas por menos de cem de diferença com os cavernículas da Nova Zelândia, a quase vitória com a Roménia, etc, etc, porra!
Que falta de pachorra, meus, que falta de pachorra.
Um bando de grootas (lembram-se do Jonhnny Groota? não se lembram, pronto...) gordalhufos e a cantar a portuguesa (parece que a sabem de cor, vá lá, vá lá) com ares agressivos, aos berros, tidos por uma espécie de intelectuais, amadores, uns gentlemen do desporto.
Leiam o que dizia há uns dias um gajo, João Miguel Tavares, no DN, e poupo algum esforço de digitação. Só uns cheirinhos:
"E cantam o hino nacional com um tal entusiasmo que se Louis Pasteur fosse vivo ainda os vacinava."
"... mas daí a transformá-los nos maiores heróis da Nação só porque andam num campeonato do mundo a perder os jogos todos (e por muitos) é capaz - digo eu - de ser um bocadinho exagerado."
""Ficou a sensação que era possível derrotar a Itália." (Título do Público)Ficou a sensação, ficou. Eu às vezes também tenho a sensação que podia jogar melhor à bola que o Messi. Que podia ser mais esperto que o Bill Gates."
"Mas, de quando em quando, a Pátria dá nisto: elege os seus heróis, fecha as cortinas do pensamento, e chora muito a ouvir o hino nacional. É esquisito. Mas é assim."
Aí vai o link, não percam:
http://dn.sapo.pt/2007/09/25/opiniao/quem_nao_atura_elogios_raguebi_levan.html

Marques Correia

Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.
No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.
A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.
O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.
