O novo Presidente da CML tomou hoje posse. Parece que vai poder governar com uma minoria de vereadores, "ajudado" pelo Zé Sá Fernandes, o tal que fazia falta.
O acordo está aberto a outros participantes, talvez o do PCP, se calhar a louca da arquitecta Roseta...
Para já, os votos incertos do Zé custam o seguinte: a CML tem que garantir que em todos os novos empreendimentos imobiliários, 20% dos apartamentos são vendidos "a preços inferiores ao mercado"!!!! Ou seja, a CML vai chantagear os requerentes: ou cedem, ou os projectos não serão licenciados.
Os tribunais vão entupir, claro!
O mais chato disto é que o palerma do Zé pretende levar ao extremo o que o João Soares começou. O João realojou os "pobrezinhos" ao lado de quem comprava os apartamentos, em zonas nobres da cidade, enquanto grande parte de nós, os pagadores de impostos, temos que comprar casa fora de Lisboa para poder ter uma casa razoável (ou comprar em Lisboa uma merda de casa...).
O pateta do Zé pretende meter "os pobrezinhos" nos próprios prédios: um andar em cada cinco é para vender ou alugar "abaixo dos preços de mercado". Os assaltos ficarão muito mais facilitados, mas, se calhar, não é isso que o solidário Zé pretende.
Obrigado, Zé!
Marques Correia

Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.
No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.
A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.
O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.


Se o ano de 2006 viu um arqui-criminoso morrer na cama, amparado no carinho da família e no apoio dos seus correligionários, pelo menos um outro morreu no cadafalso sob os impropérios dos adeptos de uma das suas vítimas: Saddam Hussein foi executado, não obstante os pedidos das Marias Madalenas deste mundo para que a sua miserável vida fosse poupada.

