Saturday, May 05, 2007

O beijo e o Islão (ou Ahmadinejad e a professora)

Segundo o Público de ontem, o presidente iraniano terá sido criticado por ter beijado a luva da sua antiga professora primária, em público.

Alguns peritos em islamismo e estudiosos do Corão (incluindo o mullah Cat Stevens) mostraram-se estupefactos, pois a professora estava vestida com modéstia (os pés e artelhos, que a foto não mostra, também estavam cobertos de negros panejamentos) e o Ahmadinejad tinha os cotovelos tapados (parece que esta malta, quando se excita, fica com os cotovelos avermelhados devido ao afluxo intenso de sangue àquela conhecida zona erógena).

O PND,AA! julga saber a verdadeira razão da reprimenda: olhando bem a foto, vemos que a suposta professora primária é, afinal, um homem disfarçado de velha e o Islão, como é sabido, condena severamente as pessoas portadoras de diferença no campo da orientação sexual.

Nesse campo, a expressão máxima permitida é que os rapazes passeiem de mãos dadas, como é tão comum no mundo islâmico.

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Consultando um dos alfarrábios da Prof Dra Edith Star, a propósito de rapazes de mão dada, recordo que a palavra "almoço" veio directamente do árabe, por junção numa só das duas palavras AL e MOÇO (em português: "o rapaz"). Este prato era muito apreciado pelos mouros que se instalaram no Allgarve e que deixaram vestígios em todo o sul da península.

Já a expressão "pequeno almoço" teve uma génese ligeiramente diferente, tendo evoluído, de forma algo enviesada, de AL MOÇO PEQUENO (em português "o menino", com a variante algarvia "o moçe p'quene"). Esta expressão foi assimilada pelos comunas e a isso se deve o facto de se dizer, maldosamente, que os comunas comiam criancinhas ao pequeno almoço.

Aprendam, leitorzinhos, que a Prof Dra Edith Star não dura para sempre...

Thursday, May 03, 2007

Editorial do Apoiar nº 45

Marques Correia

Os últimos tempos foram dominados pela crise dos reféns no Irão, pela vitória do Botas no concurso para o melhor português de todos os tempos e ainda pelo rescaldo do referendo ao aborto, versão 2.

Deixo passar a questão dos diplomas do 1º Ministro (e das aldrabices na UNI) por manifesta falta de interesse para o comum dos mortais, quanto mais para os ex-combatentes.

A questão dos soldados ingleses aprisionados pelo Irão acabou em nada, o que permite concluir que os partidários da confrontação com o grande Satã e seus acólitos talvez não tenham tanto poder como os sound bytes do sr Ahmadinejad podem sugerir.

Ainda bem, que de guerras e mortos já aquela região tem que chegue e sobre.

Quanto ao concurso para escolher o maior português de todos os tempos, ficámo-nos pelo prolongamento póstumo da luta entre o regime autoritário e retrógrado de Salazar, com a Pide como tropa de choque, e o PCP, defensor da implantação em Portugal de um regime copiado da pátria dos amanhãs que cantam (ou cantavam...) e do Grande Pai Stalin. O concurso foi, pois, desvirtuado, se alguma virtualidade encerrava, com este regresso à guerra fria para consumo doméstico.

Uma outra interpretação, talvez rebuscada, fornece uma hipótese de explicação do modo como o Estado (ou a sociedade, por procuração) trata os ex-combatentes: cerca de 60% dos votantes no dito concurso apoiam Salazar ou Cunhal, ou seja, se a amostra é representativa, 60% dos portugueses consideram os ex-combatentes com stress de guerra como traidores (lembram-se da posição da Liga nos tempos do general Pinto Magalhães e do Prof Herlander Duarte?) ou como defensores do colonialismo e do Estado Novo.

Se calhar a falta de apoio, a falta de seguimento que têm tido as leis que, a duras penas, são produzidas na AR, a sistemática penúria de verbas, se calhar nada disso é fruto do acaso.

Dá que pensar...

Na última Assembleia Geral da APOIAR foi apresentado aos sócios o novo esquema de financiamento do Ministério da Defesa Nacional que aponta no sentido de um corte significativo no apoio do Estado às associações de antigos combatentes, o que poderá conduzir a uma diminuição da actividade que estas associações desenvolvem, substituindo-se ao apoio que as instituições públicas de saúde deveriam prestar.

Só a gestão rigorosa e parcimoniosa que tem sido conduzida pela Direcção da APOIAR permitiu que esta nova atitude do Mindef não tivesse tido consequências gravosas no funcionamento da APOIAR já em 2006.

A famosa Rede de Apoio aos ex-combatentes continua por realizar e não parece estar mais próxima hoje do que quando foi anunciada já lá vão uns quantos anos.

Com a nova política de financiamento das associações adoptada pelo Mindef e sem a Rede avançar, parece inevitável que o apoio aos ex-combatentes corre o risco de se degradar, se não mesmo voltar aos níveis de há anos atrás, quando só o Júlio de Matos prestava algum apoio às vítimas do stress de guerra.

Terá mesmo que ser asim?

Quando vai o Estado ganhar alguma vergonha?!

Ah! Ganda Carmona; força, Professor!

Deliciei-me com a declaração do professor: não se sente culpado de crime nenhum, a lei em vigor não o obriga a demitir-se nem a suspender o mandato, mesmo que metade (menos um) de todos os vereadores se demitisse, a lei viabiliza a continuação da Câmara (a lei privilegia, aliás, a estabilidade: a câmara quase só cai ... se quiser), portanto, fica onde está, para onde foi eleito.

Que ele ficou numa posição muito difícil (refiro-me ao corte do apoio do PSD, o resto é paisagem), ficou; que dificilmente vai conseguir fazer passar o que quer que seja, na Câmara ou na Assembleia, também.

Mas não deixa de me dar muito gozo que um tipo não se deixe levar pelo que a maioria (ou melhor, "as maiorias") pensa, não se deixe empurrar (ainda por cima por moralistas baratos como o Zé Sá Fernandes) e faz o que acha que deve.

... e aposto que o processo de que é arguido vai dar em nada.

A ver vamos!

Tuesday, May 01, 2007

Altar urbano

Vindo pelo eixo norte-sul, na saída para Telheiras, quem é que já reparou numa espécie de altar (posto de guarda?), todo arranjado e caiado de branco, à sombra de uma figueira, com um velhote a cumprimentar quem passa?

Nunca o vi pedir esmola.

Esta manhã estava muito murcho, todo embrulhado num velho roupão, com um gorro enterrado na cabeça.

Passa aqui parte do dia mas ao fim da tarde zarpa para outro sítio onde, talvez, passe a noite.

Aqui fica a nota e a foto.

Sunday, April 29, 2007

... é verdade, o 25 de Abril!

E então não é que me esqueci do 25 de Abril?!

Nesse belo feriado fui dar uma volta pelo recém inaugurado túnel do Marquês (à noite, nas calmas, passada toda aquela confusão que vi pela televisão), não me apercebi de nenhuma inclinação que me incomodasse e, note-se, percorri o túnel de Monsanto para Lisboa. O limite de 40 km/h até me pareceu ridículo, se bem que os especialistas em tráfego e túneis, ETT, Zé Sá Fernandes e João dos Automobilizados o achem excessivo: segundo eles, 30 km/h deveria ser o limite, e vá lá, vá lá!!!.

Ainda vi, de relance, o Cabaco (carago!) a discursar sobre a busca de novas formas de celebrar Abril e um rapaz do meu clube (guess which), na AR, a avisar a malta contra os perigos da falta de liberdade de imprensa (parece que os coronéis do lápis azul estão a postos; será isso?).

Felizmente, para a malta nova (o futuro da Nação...) esta data não difere muito das muitas que encontram nas placas toponímicas, o 5 de Outubro, o 1º de Dezembro, o 28 de Maio, que se misturam e confundem com o 4 de Infantaria, o Artilharia 1 (ou será 16?), enfim uma trabalheira compreender essa treta toda.

Digo "felizmente" porque, para eles, para a malta nova, a "democracia" e a "liberdade" são realidades tão naturais como o sol e a como a sucessão dos dias e das noites, que existem desde sempre (o sempre é, como tudo, relativo).

E assim, daqui a não muitos anos, o 25 de Abril será comemorado por um grupo de malta com os pés para a cova (quem já foi espreitar as comemorações do 5 de Outubro, ali junto ao Técnico, sabe do que falo) ante a indiferença do resto da população para quem o Salazar foi um estadista do século XX, com museu em Santa Comba Dão, do qual se diz que nem era tão bera como o Marquês de Pombal.

Nesses tempos, imagina-se um gajo culto, com um curso de Estudos Olisiponenses e tudo, a explicar a um amigo que o tal Pombal é o tipo do leão, que se chama assim por ter uma estátua por cima do túnel do Marquês, que foi o gajo que mandou construir o dito túnel.

Do Zé Sá Fernandes e do seu medo das inclinações ninguém se lembrará, claro!

Sunday, April 22, 2007

O herói de Virginia Tech

O massacre perpetrado pelo estudante na Virginia Tech merece-me três pequenas notas, melhor, duas pequenas e uma grande nota:

  1. quantos mais massacres terão que ocorrer até que os States instituam um controlo apertado sobre a venda e posse de armas de fogo? Ainda me lembro do Charlton Heston, decrépito e julgando-se a representar o papel de um cow boy do século XIX, a perorar sobre o direito de posse de arma de fogo, que os americanos têm e devem continuar a ter, para se defenderem. Imagino que a polícia é um complemento (dispensável?) desse esquema individual de defesa...
  2. o rapazinho, coitadinho, tímidinho, solitariozinho, doentinho, etc, etc, mata 32 pessoas e dita para a câmara que quem teve a culpa foram ... os outros! Nem a responsabilidade do que fez ele assume, o grandecíssimo ... doentinho!
  3. quando o assassino apareceu à porta de uma sala de aulas, o professor, de 75 anos, sobrevivente do holocausto, fez-lhe frente, acabou por ser morto, mas o seu sacrifício permitiu a grande parte dos alunos saltarem pelas janelas e salvarem as vidas. Isto, sim, é um HERÓI!

Os ideias rapadas, skins piolhosos

O cavalheiro da esquerda (sem ofensa...) esteve envolvido no assassinato do caboverdiano Alcino, ocorrido há anos no Bairro Alto. Apanhou quatro anos de pildra e continua a destilar o mesmo ódio boçal contra os não brancos que o levou ao raid para "caçar pretos" com um bando de "valentes" da sua igualha, durante o qual sovaram até à morte o sobredito Alcino.

O título deste post remete para a saudosa Filosofia de Ponta, dos bons tempos do Independente, e para o que os nazis chamavam aos judeus. Pretende ser um duplo (e merecido) insulto ao bando de idiotas que militam nos grupos de extrema direita racista, caceteira e xenófoba.

Saturday, April 21, 2007

CHHHHHHH... não se pode negar o holocausto

Era fatal como o destino: em vez de se acabar com a lei idiota que criminaliza a negação do holocausto em países mais afectados pelas memórias da segunda guerra mundial, a mancha está a alastrar.

A UE, onde se concentram o pior que os países europeus têm quer na burocracia, quer no politicamente correcto, decidiu que os seus membros devem criminalizar a negação do holocausto.

Por enquanto, parece que não é crime negar que D. Afonso Henriques tenha batida na mãe; por enquanto também se pode negar a existência de Deus e da nossa senhora de Fátima.

Mas a verdade é que, por este andar, tenho que me por a pau e deixar de lembrar a história passada a 13 de Maio de 1917, na Cova da Iria, em que a catraia Lúcia de Jesus, filha do Abóbora, contou que viu uma boneca em cima duma carrasqueira, do tamanho da Virgínia, a falar com uma voz muito fininha e sem mexer os beiços.

Esta lei é uma anedota e atenta directamente contra os fundamentos da liberdade de pensamento e de opinião e da sua consequente expressão.

É que um dos aspectos basilares da liberdade é precisamente a possibilidade de cada um dizer (e pensar) as maiores asneiras sem ter à perna um fiscal do combate ao vício e da promoção da virtude. E, por este andar, vamos ter mesmo, ai vamos, vamos!

Leiam o que o Pacheco Pereira escreve no Expresso de hoje, sobre este assunto, - ele tem muito mais pachorra que eu para explicar estas coisas a quem não quer perceber...

. . . . . .

Aqui vai uma prova de que o holocausto existiu mesmo; sobre isso o autor deste blog não tem dúvidas, mas reconhece aos outros o direito de pensarem de forma diferente, mesmo que seja só para chatear. E, convenhamos, os judeus andarem a viver à custa do que aconteceu aos seus pais há 60 anos é, no mínimo, grotesco!

...e depois falam dos iranianos!

A senhora de que a foto mostra o nariz não pode vir a Portugal a uma congresso sobre direitos humanos por falta de visto. Sendo iraniana, fica-se logo a pensar que é o regime dos mullahs que não a deixa sair do país, certo?

Errado! A senhora está a trabalhar nos States, tem um visto simples que não lhe garante a re-entrada, caso saia de lá. E como (segundo o Público, por "razões burocráticas e políticas") o mini estado que controla a imigração lhe recusou um visto para entradas e saídas múltiplas, a boa da Shirin acha mais prudente não sair dos States.

E isto tendo recebido o Nobel da Paz em 2003 - será que aqueles gordos burocratas e imaginam como potencial bombista suicida?

Para um país que se proclama o paraíso das liberdades, não está nada mal...

O monopólio das farmácias vai acabar, aleluia!!!!

Parece que é desta: a lei que garantia aos farmacéuticos mais precisamente aos licenciados em farmácia o monopólio da posse das farmácias, vai, finalmente, ser revogada.

Já pensaram que "lindo" que seria se uma empresa de construção só pudesse ser propriedade de um licenciado em engenharia civil ou arquitectura? E se uma petroquímica só pudesse ser de um licenciado em engenharia químico-industrial? etc, etc, etc?! Já pensaram?!

Pois é isso mesmo que se passa com as farmácias, como se a responsabilidade pelo cumprimento das normas da indústria dependessem das aptidões do "dono" e não de a empresa ter uma estrutura organizada, certificada, etc, etc, e não de nessa estrutura certos postos chave tivessem que ser assumidos por pessoas com determinadas qualificações.

E ainda há Carneiras que defendem o statu quo com a linguagem convicta com que o fez a tontinha que a imagem mostra.

Deus a benza e proteja, como (consta que) protege os pobres de espírito a quem tornou herdeiros do reino dos céus!

Saturday, April 14, 2007

As ideias que não se apagam

Afinal, a CML, sempre pressurosa, lá retirou ou mandou retirar o cartaz dos Gatos que fazia contraponto ao dos skins reciclados.

Depois de verem o seu cartaz todo borrado pelos democratas-de-uma-banda-só, os skins substituiram-no por um outro, novinho em folha, com o mesmo lay out mas com dizeres diferentes. Reivindicam agora o direito a terem opinião diferente da main stream (sê-lo-á, mesmo main, essa stream?) sobre a posição face aos emigrantes. Dizem eles que "as ideias não se apagam, discutem-se" - explica lá isso ao BE e ao PC, ó meu!

Cá para mim, têm toda a razão, com este segundo cartaz: não percebo porque carga de água a posição a favor da maior abertura aos emigrantes deve ter mais liberdade de expressão que a posição contrária à entrada de mais emigrantes. A segunda posição até pode ser idiota, até pode ser contrária aos interesses da sociedade, da economia, etc, mas por que carga de água é que deve ser censurada? A resposta óbvia é porque sim!

Com a proibição de fumar, de dizer verdades inconvenientes (vide STJ aí mais abaixo), de registar a raça de um tipo (mais tarde ou mais cedo, o género também), de gravar imagens de pessoas em público, na via pública, estamos a chegar muito perto do dia em que alguém irá ao Irão fazer um estágio nas Brigadas de Combate ao Vício e Promoção da Virtude.

Já lá estou a imaginar o palerma do Louçã...

Thursday, April 12, 2007

Com a verdade me ofendo (ACTUALIZAÇÃO)

Será que toda a gente se apercebeu dum acontecimento perfeitamente tarado que aconteceu na semana passada? Então, vá:

Resumidamente, um tipo qualquer (duma Câmara, dum clube de futebol, who cares?!) queixou-se de um jornal porque o dito publicou que o senhor tinha uma dívida grande ao Fisco.

Como tinha mesmo, o tribunal absolveu o jornal.

O senhor escalou a coisa e a Relação confirmou a sentença.

Não satisfeito, o tal senhor insistiu e recorreu para o Supremo.

Os Supremos Juízes deram-lhe razão. Porquê?

Porque, não obstante o dito senhor dever mesmo uma pipa de massa ao Fisco, os Super Juízes consideraram que a notícia não tinha relevância social, pelo que não tinha nada que ser publicada, até porque lesou a imagem do dito senhor.

E esta, hã, perguntaria o defunto Pessa!!!!

A imprensa não pode noticiar nada que seja verdade, sem que os senhores Super Juízes o autorizem, pois passa a fazer jurisprudência a ideia de que com a verdade me ofendes.

Puta de terra esta!

......

Espero, claro, que um qualquer Tribunal Europeu reponha a coisa nos eixos, até porque os senhores Super Juízes, se calhar, estavam com um grãozinho na asa (a votação terá sido a seguir ao almoço) e não sabiam o que faziam...

AFINAL:

Como muitas vezes se passa, não podemos confiar no que noticia a nossa comunicação dita social. Cingindo-me apenas ao Público, um dos intervenientes na querela (a outra é o Sporting), deparei hoje com a notícia que transcrevo na íntegra que poderia titular como

"Afinal a bebedeira do Supremo não terá sido tanta assim e a razão do Público também não"

Aí vai:

Saturday, April 07, 2007

Gandas Gatos!!!

Os Gatos Fedorentos merecem felicitações pelo modo engraçado e eficaz como reagiram ao cartaz do PNR.

Nada como ridicularizar os skins e os seus descendentes mais quadrados, em vez de lhes dar importância como o pateta do Louçã de Loyola, cada vez mais assumidamente uma espécie de inquisitor mór do reyno.

O PNR tem todo o direito de não querer cá mais emigrantes desde que o faça como manda a sapatilha: sem incitar ao ódio, ao racismo, etc. E não incitaram, por muito que o dito Louçã gostasse que o tivessem feito e disso os tenha acusado...

.....

Ridícula é a posição anunciada pela CML: vai mandar remover o cartaz dos Gatos (e multá-los) porque só os partidos políticos têm o direito de conspurcar o Marquês de Pombal com propaganda; os privados não têm esse direito, mesmo que se tratem de cartazes políticos!

Ainda a malta do NÃO (até quando?!)

O Público da passada 5ª feira trazia um artigo em que uma tal Isilda Pegado, uma sujeita perfeitamente desvairada que ficámos a conhecer aquando da última campanha do NÃO, tirava conclusões delirantes sobre os resultados do referendo.

Resumidamente, dizia a tia (é uma tia, claro!), que como o referendo não foi vinculativo e apenas 25% dos portugueses "quer o aborto livre" (enfim, é uma interpretação defensável), a AR não pode legislar no sentido indicado pelo resultado do mesmo. É que a tia não p'cebe bem isso de vinculativo ou lá que é, 'tá a ver?!

Isso mesmo: a tia acha que como o coiso não foi vinculativo, a AR fica de mãos atadas - tem que ir a novas legislativas em que a questão doaborto seja explicitamente discutida e votada para que a AR possa legislar no sentido que as eleições indicarem.

Claro que a tia não explica como será a sua atitude se o partido vencedor apoiar o SIM e tiver, digamos, 51% (maioria absoluta) tendo votado 51% dos eleitores, ou seja, se apenas 0,51 x 0,51 = 25% (mais coiso, menos coiso) dos eleitores tiverem votado no partido vencedor que apoiasse o SIM. Como ela refere ter sucedido agora, com o referendo.

A gaja é perfeitamente louca: dias antes tinha desenvolvido o mesmo "raciocínio" num seminário, mas foi mais longe, pois contava como pró NÃO todos os que não votaram SIM no referendo, e acrescentava-lhe mais cerca de 1,5 milhões de crianças por nascer que, segundo a tia, contavam pelo NÃO!!!!!

Assim tão desonesta, a tia vai p'ró Inferno, não achááááá´?!

É (também) malta desta que defende o NÃO e a quem o Público dá espaço.

Espaço, ou corda para se enrodilharem...

Monday, March 26, 2007

A guerra do Iraque e o pateta do Soares

A Associação 25 de Abril (sempre, sempre,ao lado do povo e contra o Império, jáááááá) arranjou um debate para assinalar mais um aniversário da guerra do Iraque (3 anos, 4?...).

Na sessão pontificaram os habituais anti americanos (perdão, anti Bush...) com destaque para o Mário Soares, a Ana Gomes (cada vez mais tola e mais de regresso ao MRPP ou, se calhar, a bater à porta do Bloco), o tonto do Freitas do Amaral, mais um ou dois rapazes do Bloco de Extrema Esquerda (a Ana Amaral Dias, salvo erro).

O Marocas, excitadíssimo, acha que tem que ser responsabilizado o Durão Barroso porque recebeu, nos Açores, o Bush, o Blair e o Aznar para (pasmem, como eu pasmei!) decidirem o ataque ao Iraque.

Então, quando a reunião ocorreu, o Durão foi acusado (e ridicularizado) de ter servido de mestre de cerimónias (ouvi, na altura, muito pior) dum encontro destinado a apoiar o Bush na sua decisão de atacar o Iraque.

Agora, sem pestanejar e sem temer que os presentes pasmassem ante a sua (desmedida) cara de pau e desonestidade intelectual, o Marocas vem dizer que o Durão e o Aznar participaram na decisão de atacar o Iraque!

Em que ficamos, carago?!

Monday, March 05, 2007

Os gringos estão loucos!!!

Nos States um professor foi apanhado com vinte fotografias de pornografia infantil.

Apanhou 200 (duzentos) anos de prisão, confirmados pelo supremo tribunal do estado (não me lembro que estado, nem me interessa muito).

Qualquer dia, um tipo que esteja a ler o Lolita, ou a ver o filme vê-se acusado de pedófilo (ou porno-pedófilo) e vai de cana. E se se babar em público, olhando a Lolita, se calhar é acusado de lascívia culposa e mama com mais uns anitos em cima.

Mesmo que nunca tenha ido à Tailândia nem tenha frequentado nenhuma das sacristias católicas americanas, em que os padres ministram a catequese em privado, mesmo assim, nunguém diga que está seguro...

Quando as penas não são proporcionais ao crime cometido, por que carga de água é que um criminoso se há-de ficar por crimes menores? Aproveita e mata já todos os que o trataram mal, o gajo que lhe sacou a garina, a garina que o trocou por outro, o motorista que lhe apitou na passadeira, o colega de escola que lhe sacou a merenda...

Estes gringos não se enxergam, carago!

Saturday, March 03, 2007

A democracia representativa e o verniz

Realmente, há muito boa gente que não lida bem com a democracia representativa. Há até quem não conviva bem com democracia nenhuma...

Vem isto a propósito da morte da OPA da SONAE sobre a PT e o chorrilho de disparates que alguns dos derrotados derramaram sobre quem, de microfone em punho, os quis ouvir. Honra seja aos Azevedo, pai e filho, que se portaram na linhaça, bem como ao seu representante na AG.

Ficámos a saber, por exemplo, que o Estado para não interferir, ser neutro, deixar o mercado funcionar, deveria ter votado a favor da desblindagem dos estatutos da PT. Quer directamente, por intermédio do seu representante, quer por intermédio da CGD.

Ou seja, esta gente acha que o mercado começa para fora das portas da AG dos accionistas da PT; o capital representado na AG está fora do mercado, para estas mentes brilhantes.

Por outro lado, estes iluminados acharão que a CGD e as demais empresas detidas a 100% pelo Estado não devem ter administrações independentes, focadas fundamentalmente na valorização dos activos, mas voltar ao tempo dos "komissários" e dos resultados persistentemente negativos que caracterizaram o sector público até há bem pouco tempo. Até se ouvia dizer que as empresas públicas não deviam ter lucros!

Mas não deve ser isso: deve ser só falta de pensar um bocadinho antes de falar ou de escrever...

Com José Manuel Fernandes, no seu já referido (post anterior) editorial no Público de hoje, ficámos a saber (enfim, levando um pouco mais longe o "raciocínio" do senhor) que só é legítima uma decisão (numa assembleia geral ou numa eleição para autarquias, presidenciais, legislativas...) quando a maioria relativa ganhadora multiplicada pela percentagem dos votantes der mais que 50%!!!!!!!!! Ó JMF, ainda estamos no MRPP, ou quê?!

A malta do tempo da outra senhora e (alguns monárquicos) refilam contra o actual modelo de eleições porque quando um governo resulta de uma maioria de, digamos, 47% dos votos expressos, ele tem o apoio de apenas 28,2% dos portugueses, se 40% se tiverem absitido de votar. E olham-nos com os olhos em alvo dizendo:

- 28,2% mandam nos outros 71,8%! É isto democracia?!

Pois é, para JMF como "só" estiveram representados na AG 67,5% do capital e destes "só" 46,6% foram contrários à desblindagem, o antigo stalinista conclui que 31,4% dos accionistas estão a decidir o que os outros 68,6% vão fazer.

Será que JMF chegou da Albânia (ou terá sido da China?) há meia dúzia de meses e ainda não percebeu como funciona "a coisa"?

Se calhar...

A propósito do fim da OPA da SONAE

No editorial do Público de hoje, dia 3 de Março, José Manuel Fernandes (JMF) escreve sobre (melhor dizendo, contra) o fim da OPA da SONAE, que atribui ao facto de Portugal e o Governo serem iliberais.

Concretizando, JMF critica o representante do Estado na AG da PT por se ter abstido e o representante da CGD (a que chama banco do Estado) por ter votado contra a desblindagem dos estatutos da PT.

Com toda a deselegância, o editorialista refere o "passado leninista" do ministro Lino que lhe permite "dizer que o branco é preto sem corar". É engraçado ler este tipo de prosa em JMF, um antigo militante da extrema esquerda (também de matriz leninista, recordo), deixando transparecer antigas guerrinhas que, pelos vistos, o tempo não resolveu.

Ao longo de todo o editorial, JMF assume várias coisas, como as intenções do representante da CGD: terá votado o que o Estado mandou e não o que o CA da CGD entendeu ser o melhor para valorizar (a médio prazo, claro) os seus activos.

Se pode servir de exemplo, este vosso escriba considerou, tal como a CGD, que as suas setecentas e tal acções têm muito melhor futuro na PT do que numa tal SONAE COM, com uma estratégia de desenvolvivento que é , no mínimo, uma incógnita.

Antes de proclamar que escreveria o mesmo editorial mesmo que não tivesse acções na SONAE nem dirigisse um jornal detido a 100% pela SONAE (temos que acreditar que ele é independente; mas quer que acreditemos que o CA da CGA não o é...) ainda nos brinda com uma referência ao patrão Belmiro que terá construído "o único grande grupo económico português (...) a partir do nada a seguir ao 25 de Abril"!

Ó JMF, então a história da empresa que detém o Público a 100% começou "do nada" a seguir ao 25 de Abril?! Informe-se, homem!

Sem beliscar o valor de Belmiro de Azevedo, há que ter a honestidade intelectual de não escamotear o período de gestação e crescimento do Engº à sombra de Afonso Pinto Magalhães (APM), que fundou a SONAE em 1959. É preciso também não esquecer o período conturbado pós 25 de Abril, das nacionalizações selvagens, em que o industrial colocou Belmiro (um "filho do povo") à frente da SONAE acabando por transferir para ele parte das acções (começou com 16% já em 1982), até Belmiro ascender ao controlo do grupo, com a morte de APM.

Controlo que nunca foi aceite pacificamente pela família de Pinto Magalhães, em particular pela viúva, que o contestaram em tribunal. Desistiram do processo sem nunca se ter chegado a um veredito.

Mas isso são outros contos...

Wednesday, February 28, 2007

Zeca Afonso e as loucuras alentejanas...

Ao completarem-se os 20 anos sobre a morte do Zeca Afonso, o "país solidário" agitou-se tentando trazer para a ribalta um cantor que foi muito importante antes do 25 de Abril mas que, depois daquela data, apareceu sempre colado à esquerda mais tresloucada do tipo "amigos do general Otelo", poder popular, UDP's, PUP's, GDUP's, FUP's e quejandos que não são mais (tirando a UDP, claro) que uma névoa difusa que já não sabemos bem o que eram nem quem lá andava - apenas que a ligação ao "general Otelo" era um traço de união.

Passado o 25 de Abril, na vertigem da "revolução", a qualidade da música do Zeca, contariamente ao que sucedeu com, por exemplo, Sérgio Godinho, caíu a pique com temas e letras feitas "a metro", do tipo "vamos todos ajudar o poder popular, vaiiiii" ou "Angola ué! Angola uá! fica de pé com o MPLA" e outros belos poemas quejandos. Uma lástima!

Pois a rapaziada de Grândola lembrou-se agora de fundar um Observatório Internacional das Canções de Protesto! Um quê?!

É preciso comentar?!

Porra!

Tuesday, February 27, 2007

As artes de Calatrava

As cidades hão-de perder o mau hábito de gastar dinheiro com "artistas" que, depois de serem principescamente pagos pelo seu trabalho, entendem que a funcionalidade da sua obra deve ser completamente secundária em relação ao seu valor artístico.

Por miúdos:

Um arquitecto-engenheiro, como é o caso do Calatrava, faz uma ponte muito bonitinha, numa de cujas extremidades o maralhal tropeça, cai, dá cabeçadas, enfim, aquela preciosa obra muito bonitinha não funciona como era suposta, ou seja, como uma ponte por onde os peões devem poder circular com segurança.

A autarquia resolver "dar-lhe um jeito"; não sabemos se houve contactos com o gabinete-empresa do "artista", mas o que é certo é que o dito está muito zangado pela "barbaridade" cometida pela autarquia de Bilbao.

Claro que a "barbaridade" do projecto que faz o pessoal cair e dar cabeçadas perdoa-se ao artista.

Afinal, a ponte é tão bonitinha, benza-a Deus...

Friday, February 23, 2007

Alex Alves volta a atacar

Só mesmo o regresso do Alexandre Alves ou do Padre Fred para me tirar da minha pasmaceira e me fazer postar.

Este sem vergonha, que começou como um puto esperto numa cooperativa, subiu, subiu, subiu até a FNAC falir e a Tepclima acabar. Com os accionista de uma e os sócios da outra a perderem tudo, este sem vergonha, entretanto, soube navegar no mar agitado e passou a figurar na lista dos mais ricos de Portugal.

Confortado, é certo, com a companhi a de dois outros administradores que nessas listas apareciam com fortunas acima de um milhão de contos.

Para uma empresa e uma cooperativa que faliram estrondosamente, não estiveram nada mal, os artistas!

Os outros dois (um e uma) eclipsaram-se quase completamente, mas o Alexandre surge de tempos a tempos, como magnata (!) da imprensa, como "barão vermelho" (deve ser por ter sido candidato a candidato à presidência do Benfica, há um tempão) sempre a anunciar a entrada em negócios de muitos milhões.

Este tipo não tem vergonha?!

Tá visto que não...

Monday, February 19, 2007

No rescaldo do referendo - os alhos e os bugalhos...

Parece que, afinal, Nª Senhora não terá ficado tão triste como a padralhada dizia. Conhecida pela sua bondade, terá até ficado aliviada com as hipóteses que as mulheres passarão a ter de evitarem uma gravidez indesejada sem terem que ir a Espanha ou ao vão de escada.

Ou sem terem de meter mais filhos desgraçados neste mundo onde a malta do NÃO se desmultiplica, em tempo de referendo, em ofertas de toda a sorte de apoio, logo esquecidas após o fecho das urnas. Safa-se a Igreja, vá lá!

A Igreja sempre disse, até há uns séculos, pelo menos, que a alminha só entra no corpo quando a criança nasce. Por isso nem sequer resultam anjinhos dos abortos que se fazem. Recordo que as fazedoras de anjinhos não eram todas as abortadeiras, mas as que avia(va)m as crianças (não fetos) logo após o nascimento.

Os Camones andam preocupados com a possibilidade de o feto sentir dor e consideram a hipótese de legislar no sentido de o anestesiar antes de se fazer o aborto. Parece gozo, mas naquelas cabecinhas tontas cabe tudo e mais umas botas. Além disso, vão quarenta anos à nossa frente no que toca a estas coisas. A lógica até se alcança e é a mesma que levou os amigos dos animais (Animal, Peta, etc, etc) a obterem uma alteração dos métodos de abate das vacas, pelo menos da Europa, de modo torná-lo indolor.

Matar sim, mas sem dor! Claro que o passo seguinte (vão ao site da ANIMAL, cliquem na multidão de links sugestivos, gentes!) é privar-nos do bife, do leite, dos ovos e da manteiga, que aquela malta não brinca em serviço!

Será que a padralhada, mais a rapaziada do NÃO, vão também exigir que se lhe dê (ao feto) a extrema unção antes do aborto ser feito e que, feito aquele, lhe seja dado um enterro cristão? A Associação Portuguesa de Funerárias e Afins assim o exije e esfrega as mãos antevendo os lucros!

Acho que a questão de definir o momento da entrada da alma no corpo (do feto, da criança?) está outra vez na ordem do dia, a menos que a Igreja, numa de modernaça, assobie para o lado ante tão arcaica questão...

Saturday, February 10, 2007

E agora, uma coisa completamente diferente:

O cúmulo da sorte é...

... um gajo casar-se com uma indiana, raspar o sinalzinho na testa dela e sair-lhe um apartamento em Albufeira!

Um pensamento para ajudar a decidir...

Neste dia de reflexão antes do referendo, nem me passa pela cabeça violar a regra que nos manda parar com toda a propaganda pró SIM ou pró NÃO.

Por muito parva que considere (e considero!) esta regra (se levada a sério, implicaria remover todos os outdoors até à meia noite de ontem...) aqui vai uma pílula para ajudar a pensar, mandada pelo padre Fred do seu retiro brasileiro:

Nunca um coxo treinou atletas para a maratona nem um mudo deu aulas de dicção.

Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade!

Eles lá sabem porquê!

Eheheheheheheheheheheheheh!!!!!

Votem bem, votem (vocês sabem o quê!)

Wednesday, February 07, 2007

Comunicado do BES

Com a devida vénia, transcrevo aqui um comunicado que mão amiga me fez chegar e que pretende esclarecer uma dúvida que tem pairado nas cabecinhas dos nossos leitores. Aqui vai:

Ricardo Salgado, Presidente do BES, esclarece que Carolina Salgado não pertence à família.

Carolina é “Sal” por parte do pai e “gado” por parte da mãe.

Depreende-se que a ascendência do banqueiro seja outra...

Sunday, February 04, 2007

Fátima e o referendo

Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.

Como se dizia dantes:

"Em cada canto, Espírito Santo"

O boneco que mostro, de mestre Vilhena, como de costume, ilustra aquela cena do peregrino com uma perna amputada que vai a Fátima e pede à Senhora:

- Minha querida Nossa Senhora, gostava tanto de ter as duas pernas iguais... isto, para além da vitória do NÃO!

TLIIIIIIIIMMMMMMMMMMM! Ficou como o boneco mostra.

Conclusão: a Senhora corta direito quem tem pernas tortas (ou então ouve mal). Vamos ver se ouviu a segunda parte do pedido.

Friday, February 02, 2007

Aborto segundo o Prof Marcelo

(actualizado em 3/2/2007)

Oiçam esta maravilha; o mais engraçado é que corresponde quase ponto por ponto (e só ligeiramente caricaturizado) à posição do Professor!

http://www.youtube.com/watch?v=myf5ces77PU

Se quiserem, vejam a coisa real usando o link a seguir.

http://www.youtube.com/watch?v=AfrMHnT3jKE&NR

Ah! Já agora, aqui vai a resposta do Professor às bacoradas bolçadas num comício pelo pateta enfatuado do Xico (Torquemada) Louçã:

http://www.youtube.com/watch?v=LgECmHs92Vc&mode=related&search=

Tuesday, January 30, 2007

Os abortos da D. Adozinda

No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.

Sorry!

Aqui vai uma estoriazinha dos tempos em que um aborto era um aborto, era uma coisa que a vizinha (a Sra Aldegundes, a D. Gracinda, a Sra D. Tomásia) fazia porque um homem não é de pau e a gente tem que se precaver, não é vizinha?

A sra Adozinda era um mulherão nos seus trintas, provida de carnes e abundante em humores e calores. O sr Manel, já nos seus cinquentas não lhe acompanhava a passada, mas fazia por cumprir os seus deveres a que se comprometera perante a Santa Madre Igreja, que é como quem diz perante o padre Júlio, de sua alcunha o topa todas...

Claro que ao fim de alguns anos de casório, o padre Júlio, das receitas de ave marias e padre nossos que passava à boazona da Adozinda, já passara a aviar as receitas ao domicílio, evitando que aquela ovelha tonta desse cabeçadas com o padeiro ou o marçano, o que levaria aquele lar à desgraça e a Adozinda à perdição.

Assim, ficava tudo em paz, com recato, equilíbrio e o bom do topa todas lá ia mantendo em respeito o mafarrico que tanto o atormentava com o aguilhão da carne.

Para abreviar, um belo dia o sr Manel chegou cedo a casa, a ciática tinha voltado a atormentá-lo, deitou-se logo e só no dia seguinte é que saíu da cama e de casa, já mais arribado e razoavelmente bem dormido.

O padre Júlio, por mór da maleita do dono da casa, tivera que passar toda a tarde e toda a noite fechado no guarda fato, para onde a Adozinda o empurrara mal ouvira o marido empurrar a porta de casa.

Saído o sr Manel, a Adozinda corre ao guarda fato e abre a porta para o padre sair.

- Sr Padre, como é que se aguentou este tempo todo, que o rais parta do meu Manel não havia meio de desamparar a loja?!

- a princípio muito mal, muito mal; a fomeca começou a apertar e não havia forma de a acalmar. Até que, tateando no escuro, encontrei uns frascos com picles, que foi o que me aguentou até agora. Por acaso, até não eram nada maus, não senhora!

- Ah! porra do padre que comeu os meus abortos, rais o partam!

Pano rapidíssimo.

Prós e Contras - o SIM versus o NÃO

O programa prós e contras da RTP desta noite consistiu num debate moderado entre um grupo de adeptos do NÃO (a tontinha da Laurinda Alves, o dr Aguiar Branco, o dr Lapa (?) o engº Fernando Santos, a fadista Kátia Guerreiro, etc) e do SIM (o Pureza do BE, o prof Vital Moreira, a escritora Lídia Jorge, etc), razoavelmente civilizado, mas sem trazer nada de mais, como era de esperar.

A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.

Fico sem perceber onde lhes fica a defesa intransigente da vida.

De qualquer modo, falando de filho e de criança, nenhum se declarou apoiante de que o aborto seja punido como infanticídio (forma de homicídio, assassinato, portanto) e, pelo contrário, muitos afirmam não querer que as mulheres sejam punidas.

Fico baralhado. É criança ou não? Sé é, matá-la é menos crime se tiver menos de 1 ano? Menos de 2 anos? Menos de ... ?

O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.

Só o Vital Moreira aflorou a questão, não afirmando nada, mas desafiando os do NÃO, que enchiam a boca de "criança" e "filho", a requererem a criminalização do aborto como infanticídio, em nome da coerência.

Em resumo, nada de novo à esquerda ou à direita, a treta habitual.

Como era de esperar: afinal toda a gente sabe, quem aborta e quem não aborta, desde sempre, que o que se desenvolve dentro da barriga da mulher vai ser um bébé ao fim de mais ou menos 9 meses. Até lá ...

(os dois "bonecos" que ilustram o post são, como é bom de ver, da autoria de mestre José Vilhena, a quem agradeço)

Sunday, January 21, 2007

A propósito do aborto (ups!) da IVG

O referendo do próximo mês traz-nos ao televisor, ao rádio, aos jornais as habituais tiradas dos donos da vida (a malta pouco recomendável do NÃO) e dos amigos das mulheres (a malta não mais recomendável do SIM). Traz-nos também à memória um episódio delicioso protagonizado por Natália Correia, então Deputada da Nação, e um colega de legislatura, um pateta do CDS, João Morgado de sua graça, que achava que «O acto sexual é para ter filhos».

Teve o azar de o afirmar em plena Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, e a Natália começou imediatamente a escrevinhar, a escrevinhar, a escrevinhar, até que pediu a palavra. Leu o seguinte poema, que mão amiga me fez chegar há pouco:

Já que o coito - diz Morgado -

tem como fim cristalino,

preciso e imaculado

fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão

sexual petisco manduca,

temos na procriação

prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,

lógica é a conclusão

de que o viril instrumento

só usou - parca ração! -

uma vez. E se a função

faz o órgão - diz o ditado -

consumada essa excepção,

ficou capado o Morgado.

( Natália Correia - 3 de Abril de 1982 )

Sunday, January 14, 2007

Naufrágio a 20 (vinte) metros da praia!

Desde que o Luz do Sameiro naufragou em plena praia da Légua, a vinte metros da areia (pelas fotos, não deve ter sido a muito mais), temos ouvido as mais desencontradas tomadas de posição dos "responsáveis" pelos vários institutos e instituições envolvidas na função de prevenir acidentes e salvar vidas, num desagradável prolongamento duma silly season que foi fértil em disparates e tontarias.

Tenho estado calado, porque, entre outras coisas, me apetecia ter perguntado por que carga de água os náufragos não se atiraram à água e nadaram para terra? Com os coletes salva-vidas não teria sido grande problema. Mas... não tinham coletes salva-vidas? E por que carga de água não os tinham colocados?! Claro, é sempre delicado atribuir aos mortos alguma culpa pelo acidente que os levou... daí ter estado nas encolhas até agora.

Por outro lado, apetecia-me também ter perguntado por que carga de água, vários mirones (inclusive uma corporação de bombeiros) esteve na praia a ver os náufragos, um a um, caírem à água e serem enrolados, levados, submersos, afogados, sem que uma corda com uma bóia na ponta (ou sem ela) tivesse sido lançada. Vinte metros!!! Vejam bem a fotografia!!

Como diz o Zé António Saraiva, e muito bem, no SOL de ontem:

"há uns anos, alguém correria a avisar a capitania, esta faria um telefonema e meia hora depois o salva-vidas estaria a resgatar os náufragos".

Eu diria mais: há uns anos, enquanto se esperava pelo tal salva-vidas, alguém teria feito qualquer coisa, em vez de ficar a ver o mar pescar três vidas a escassos metros (as fotos não mentem) da praia.

O ministro da Defesa, depois da linguagem a puxar ao sentimento do chefe do estado maior da armada e dos inguéritos que vão ser abertos, aparece-nos agora, com o seu ar meio naïf, a dizer que foi feito tudo o que era humanamente possível para salvar os náufragos. Foi feito tudo, senhor Ministro? Não me diga! Será que acompanhou "de perto" a coisa, será que se informou, antes de se pronunciar?! Não me parece...

Deixando de lado os "responsáveis", a braços com as suas prioridades, os seus procedimentos, os seus prazos, encaremos outra realidade muito mais desagradável: o comportamento dos "não responsáveis" em todo este drama. Afinal, em que raio de gente nos estamos a tornar?! Em "cidadãos-funcionários" que esperam que venham os "meios competentes", sem tentarmos ajudar o nosso semelhante que morre à frente do nosso nariz, quase ao alcance da nossa mão?! Só porque não nos compete salvá-los?!

E que espécie de bombeiros (que espécie de gente!) fica nas encolhas sem usar tudo o que tem e não tem, inclusive uma mota de água, só porque não era a eles que competia fazer o salvamento?!

Repito a questão: em que raio de gente é que nos estamos a tornar?!

Friday, January 12, 2007

O Amor é ...

Eheheheheheheheheheheheheheheh!!!!

Tuesday, January 09, 2007

Outra vez o General Carlos "Arre Macho" Azeredo...



Saído momentaneamente da oubliette onde, para nosso descanso espiritual, tombou há muito, o general de cavalos & pingalim veio iluminar-nos com o seu patriotismo inabalável.
Assunto (pasmem, ó Tágides!): a nossa querida Índia, a pérola da coroa, Goa, pois então!

Tirada não se sabe de onde o Público veio repescar uma frase daquele cavaleiro que continua a ver na ocupação de Goa uma ataque ilegal (?!) e (etc) contra os Direitos Humanos.

Tá visto, os indianos tinham mais "Direitos Humanos" sob a pata do colono do têm integrados no país que coincide (por que será?!) com o sub continente indiano.

No tempo do Estado Novo esses "Direitos Humanos" tão caros ao senhor General, eram, como se sabe, uma enormidade de direitos.

Que saudades daqueles tempos, não é, senhor General?

A melhor da semana!

O Júlio Machado Vaz e a Ana Mesquita têm imensa piada.

Há pouco ouvi-os na edição da noite e o sexólogo rematou a sessão com uma frase deliciosa:

O sexo é como o bridge; se não temos um bom parceiro, é bom que tenhamos uma boa mão...

Monday, January 08, 2007

As Sete Maravilhas - de Portugal, claro!!!!

Não sei por que carga de água, o anúncio das sete Maravilhas do Mundo vai ser feito em Portugal.

Certamente, com pompa e circunstância, com montes de eventos paralelos, programas de entretenimento para participantes e acompanhantes, montes de jornalistas & equiparados a registar a grande revelação.

Com tal exposição mediática, era preciso que as autoridades que tutelam o turismo, os agentes turísticos, os operadores, etc, etc, fossem muito incompetentes (ou distraídos...) para não aproveitarem uma oportunidade destas.

E aproveitaram mesmo! Em vez de se limitarem a investir no evento, criaram um facto que pode ajudar a incrementar o turismo por uns tempos largos, criando um circuito que pode ter um programa próprio e que poderá ser articulado de diversas maneiras (a imaginação é livre) com outros programas. O circuito das Sete Maravilhas de Portugal e muitos outros que integrem uma ou mais com programas gastronómicos, de turismo de habitação, caminhadas, etc, etc, etc.

Qal foi a ideia? 'Tá-se mesmo a ver: criou-se um concurso paralelo que visa atribuir a sete "maravilhas" domésticas o estatuto de Maravilhas de Portugal. O momento não podia ser melhor para se fazer a sua divulgação e a promoção de circuitos para as visitar. Será uma espécie de Portugal dos Pequenitos? Bem, se se vender bem, qual é o problema?

Claro que há logo quem fique muito incomodado e que considere patético eleger sete maravilhas domésticas por não se ter nenhuma que entre nas sete mundiais. Se calhar é patético, se calhar é saloio, se calhar...

Mas não aproveitar as luzes da ribalta para valorizar os nossos sítios com interesse turístico e promovê-los, isso sim, seria saloio, patetico e, acima de tudo, pura idiotice.

Salazar fez-nos assim, pequeninos, pobrezinhos, tímidos e respeitadores...

Que porra!!!

Não à Pescanova!!!! A malta Quer cus!!!!

Mais uma vez a rapaziada da Quercus perfila-se como uma tenebrosa organização que se opõe a tudo o que mexe, a tudo o que traga bem estar, empregos, a tudo o que possa facilitar a vida das pessoas.

em Marrocos sai melhor!

Há poucos dias foi anunciado um vultuoso investimento da Pescanova em aquacultura (pregado, salvo erro), que dará emprego directo a umas 200 pessoas.

Hoje ouvi na rádio a maviosa voz do sr Spínola a ladrar (no offense to the dogs) contra o empreendimento, por estar previsto para um sítio integrado na sagrada Rede Natura 2000. O projecto foi recusado em Espanha pelo mesmo motivo, de modo que, ao que parece, a Quercus está empenhada em que o dito vá para bem londe daquela rede - se calhar vai acabar em Marrocos (ó p'rós marroquinos preocupados)...

... ou vai para um local alternativo, como hipocritamente alvitrou o sr Spínola, bem longe da costa, para não poluir o mar com antibióticos, restos de ração e... não sei que mais. O sr Spínola, saudoso da sua Madeira natal onde a aquacultura da truta se faz encosta acima, deve querer que a Pescanova vá criar pregados na lagoa comprida - se é que a sagrada Rede Natura 2000 não a engloba também (acho que sim).

Tá visto, Marrocos parece ser mesmo o destino de tão poluidora "fábrica" de pregado...

Mais uma vez, não vejo o que possa chamar a esta gentinha merdosa, de mais suave, que não seja:

CAMBADA DE BANDALHOS!!!!!!!

Tuesday, January 02, 2007

Decisões de Ano Novo

Neste ano de 2007 que agora começa, é mister tomarmos as decisões corajosas que nos permitam levar a vidinha a bom porto ou, como diz a patetatada actual, nos permita crescer como pessoas (o que quer que isso seja).

Mestre José Vilhena, sempre atento às nossas necessidades e vicissitudes, sugere uma decisão muito corajosa, para ser tomada por quem anda a saltar a cerca e já se sente sem fôlego para grandes cometimentos.

FELIZ ANO NOVO!!!!!!!

Na entrada deste novo ano, o Dr Zeco e eu próprio desejamos a todos os nossos leitorzinhos um ano de 2007 cheio de coisas boas!

Sunday, December 31, 2006

Ao cadafalso!!!!!

Se o ano de 2006 viu um arqui-criminoso morrer na cama, amparado no carinho da família e no apoio dos seus correligionários, pelo menos um outro morreu no cadafalso sob os impropérios dos adeptos de uma das suas vítimas: Saddam Hussein foi executado, não obstante os pedidos das Marias Madalenas deste mundo para que a sua miserável vida fosse poupada.

Não foi!

Monday, December 18, 2006

A Britney foi ao barbeiro?

Parece que nos ambientes kultíssimos, frequentados pela beautiful people de New York, se instalou uma discussão interessantíssima:

A Britney Spears foi ao barbeiro?

E uma outra: a motorista participou na operação?

... e com estas questões se ocupam as mentes brilhantes da cosmopolita cidade que não dorme, entre duas snifadelas de coca e duas bacoradas contra o horrendo Bush Filho.

Os papparazzi, pelo menos, parece que andam com a pontaria afinada...

(A recém nomeada e famigerada Alta Autoridade para o Combate ao Vício e Promoção da Virtude na Blogosfera não permitiu a exibição das duas fotos da Britney a entrar para o carro da Paris Hilton; o recurso aos tribunais está a ser ponderado)

Wednesday, December 13, 2006

Bando de SAFARDANAS!

Para comentário posterior (meu e de quem ler o post) aqui fica a notícia do Público sobre a malta que quer que o vale do Sabor contiue "o último rio selvagem da Europa".

Bando de malandros. Arranjaram umas merdosas 350 assinaturas, mas (mesmo tão poucas) era bom saber quantas pessoas da região conseguiram "levar"...

Veja mais do que esta malta pretende no site (cujo link encontra mais abaixo) cheio de fotografias de tartarugas, de pedrinhas e calhaus, de margens sem marca humana. No fundo, estes bandalhos acham que temos tanto território que podemos bem reservar umas coutadas para eles e os seus bem comportados meninos irem ao fim de semana ver a natureza em estado selvagem.

E ainda têm a cara de pau para sugerir outras localizaões para a barragem. Como em Foz Côa, as alternativas então indicadas foram atacadas por esta corja, assim que ganharam a guerra de Foz Côa.

E (claro!) a população da região que se lixe, como se lixaram os de Foz Côa.

Bandalhos!!!

http://www.saborlivre.org/

"A Plataforma Sabor Livre (PSL) entregou na Comissão de Ambiente da União Europeia um manifesto com 350 assinaturas contra a construção da barragem do Baixo Sabor, no sul do distrito de Bragança.

De acordo com a PSL, estrutura constituída por várias associações ambientalistas, o manifesto público assinado por cerca de 350 investigadores ligados à área do ambiente, foi entregue numa reunião em Bruxelas. Nele, reafirma-se "categoricamente a importância de manter o rio Sabor isento de barragens".

Os ambientalistas alegam que o rio "é o último selvagem da Europa", apesar de ter sido construída no seu leito a barragem da Serra Serrada, que abastece a cidade e parte do concelho de Bragança de água, e da existência de várias pontes ao longo do curso, com cerca de 100 quilómetros.A iniciativa da PSL acontece quando a Comissão Europeia está a analisar uma queixa da plataforma ambientalista contra a construção da barragem, por alegados danos nos valores ambientais existentes naquela zona do rio Sabor.

Em comunicado, a PLS refere ter manifestado na reunião em Bruxelas a sua "preocupação" com a alegada "pressão política que tem sido feita junta da Comissão Europeia no sentido de arquivar a queixa contra a construção da barragem".Nos últimos meses, deputados portugueses no Parlamento Europeu, a Associação de Municípios do Baixo Sabor e outros representantes políticos têm feito chegar a Bruxelas posições em defesa da construção do empreendimento."Impactos gravosos sobre os valores ambientais"A Plataforma Sabor Livre, acompanhada de uma alta representante da organização mundial BirdLife International, entregou à Comissão do Ambiente da União Europeia um conjunto de documentos técnicos relativos ao processo, que alega demonstrarem "inequivocamente os impactos gravosos sobre os valores ambientais" que a construção da barragem provoca.

Os ambientalistas consideram a barragem do Sabor "uma solução ilegal" por entenderem que existem "alternativas menos gravosas para o ambiente", nomeadamente no rio Côa, bem como uma outra barragem projectada para a região, na foz do rio Tua."Se a construção de uma destas barragens teria efeitos desastrosos para o ambiente, a construção das duas constituiria o fim dos rios termo-mediterrânicos de Trás-os-Montes e das comunidades de plantas destes vales, relíquias que já desapareceram de toda a bacia do Douro devido à construção do sistema de barragens", referem.

A Plataforma Sabor Livre reitera como "inadmissível que o Governo português teime em avançar com o projecto, apesar da reprovação do Instituto de Conservação da Natureza".A organização ambientalista lembra ainda uma segunda queixa que apresentou à Comissão Europeia contra o Estado português, por eventual violação das regras da concorrência, caso decida financiar a construção do empreendimento."

Monday, December 11, 2006

MORREU O CARNICEIRO DE SANTIAGO

Morreu Pinochet, um dos maiores filhos de puta do século XX.

  • Livrou o Chile da bandalheira que os comunas e associados estavam a criar, sem uma base eleitoral sólida, muito ao estilo da república espanhola de triste memória.
  • Permitiu que a economia se desenvolvesse de forma sustentada (ainda não se falava disso naquela altura) em claro contraste com as repúblidas das bananas vizinhas.
  • Não permitiu grandes roubalheiras, pelo menos das que levaram nas repúblicas das bananas vizinhas a dívida externa a níveis astronómicos.
  • Mas...

No mas é que está a porra! É que o sacana pensava mesmo que os militares eram a nata da nata da nata, que os que pensavam pela sua cabeça, mesmo que só um niquinho à esquerda eram uma ameaça para a Pátria (e para o domínio da nata sobre a ralé), de modo que instituíu um regime de terror, de arbitrariedade total em que nada nem ninguém controla as sacrossantas Forças Armadas. Só mesmo Sua Excelência...

Foi o que se viu. Nem no Brasil, nem na Argentina nem nas demais repúblicas das bananas se conseguiu ultrapassar a brutalidade e arbítrio de Pinochet, e nem se pode dizer que não o tenham tentado...

E este grandecíssimo cabrão morreu na cama, como uma pessoa normal sem ter tido mais que uns incómodos ligeiros. Valeu-nos o juíz Garçon que o fez passar pela vergonha (incómodo, nem tanto) de ter ficado retido em Inglaterra uns largos meses.

Se existe alguma coisa depois da morte, que as almas dos que chacinou não lhe dêem a paz que não merece!

Sal sem sol ... que se lixe!!!!

(Actualizado em 15 DEZ 2006)

A foto acima, foi tirada no primeiro dia, ainda havia algum sol e pouco vento. Depois (pelo menos no dia seguinte, hoje melhorou...) o vento engrossou e o sol foi-se.

Mas ao menos estamos de férias.

Afinal, a coisa lá foi melhorando e ainda tivémos 3 dias de sol e quase sem vento.

Fizémos uma volta à ilha e, para nosso espanto, parece que as vacas comem pedras (ou, pelo menos, alguma coisa quase invisível que encontra por entre elas).

Hoje, a escassas horas de regrassar à Portuga, a máquina fotográfica evaporou-se - com um bué de fotografias porreiras tiradas esta manhã, aproveitando o sol e a ida a Santa Maria levantar cacau (vai, barão!!!!!).

Friday, December 08, 2006

A frase mais burra da semana

Candidata à frase mais burra do ano é, sem dúvida (para mim, pelo menos), a frase de um médico (tinha que ser, não?!), o sr dr investigador António Coutinho (quem?! Coutinho quê?! Quem conhece o gajo?!).

Logo apoiado pelos seus pares, com destaque para o bastonário da Ordem dos Médicos, o pateta terá dito qualquer coisa como:

- É preciso garantir que para médico não vão os aldrabões (*), nem os snobes nem os burros.

E continuou a perorar sobre o facto de "agora" o factor de selecção ser só a nota do secundário (**), não explicando como é que pretende garantir que só os tipos com espírito de missão e o "chamamento" acedam a tão especial profissão. Isso, e como vai barrar o acesso aos aldrabões (*), aos snobs (why, man?!) e ... aos burros. A estes últimos seria muito complicado e a distinta profissão arriscava-se a ver o seu campo de recrutamento muito limitado...

Bem, o que me parece de uma arrogância a toda a prova é este bando de totós pensarem (será que pensam mesmo?) que só na sua douta profissão seria interessante evitar a existência de aldrabões, burros e snobes. Então nas outras não há problema em serem exercidas por aldrabões e por burros?! Por snobes, não vejo, francamente, qual é o problema...

Oh sr doutor, enxergue-se, homem!

Maldosamente (?!), pareceu-me descortinar no "pensamento" do "investigador" Coutinho uma certa saudade pelos bons tempos em que havia respeito, havia "educação" e em que, para além das boas notas, era preciso também ser de boas famílias, já que a Universidade não era para qualquer um...

(*) creio que ele não disse aldrabões, mas não me lembro ao certo que outros figurões deveriam ter o caminho barrado ao exercício da medicina, segundo o senhor doutor...

(**) o inteligentíssimo Bastonário terá alvitrado a realização de um exame de admissão, pelo menos a algumas cadeiras, que seria um método mais correcto do que a nota do secundário (entenda-se, a do 12º ano). As entrevistas não são um método a considerar por causa das cunhas a que os senhores doutores seriam vulneráveis (pelos vistos, não é só às prendinhas dos promotores de vendas das farmaceuticas que eles são vulneráveis)

Tuesday, December 05, 2006

Pensamento do dia

Na gravura seguinte, Vilhena faz-nos meditar sobre um mistério em que, provavelmente nunca tinhamos pensado, mas que faz todo o sentido.

Como é que não se extingue e, pelo contrário, se multiplica, uma espécie que renunciou ao processo reprodutivo?

Sunday, December 03, 2006

Homenagem a Vilhena - Pensamento do dia

O assassinato de Sá Carneiro

(Modificado em 31 DEZ 2006)

Parece que as dúvidas, se as havia, estão em vias de serem dissipadas.

O Sô Zé, bafiento bombista e pseudo ocultista (lembram-se do programa o Jantar dos Bruxos?) veio agora dizer às claras o que andava a dizer off the record há muito: que houve mesmo uma bomba, feita pelo Sô Zé, ainda como José Esteves, posta no avião e que explodiu pouco depois da descolagem (ao subir o trem?) provocando o rasto de destroços, os estilhaços no calcanhar do piloto, a morte dos tripulantes e passageiros antes de o avião se despenhar.

Aqui deixo um retrato do estadista, visto pelo mestre, em meados dos anos 90, muito depois do assassinato de Sá Carneiro.

HOMENAGEM A JOSÉ VILHENA

Uma ida rápida a Lagos proporcionou-me uma espécie de revisão da matéria dada, ao rever/ler uma colecção de Cavacos, Fala Baratos, Gaiolas Abertas e revistas subsequentes daquele humorista meio maldito.

De facto, só a tese de mestrado do Rui Zink, publicada em livro, a exposição no Palácio das Galveias e uma antologia de desenhos do mestre, da responsabilidade de Rui Zink, permitiram que as novas gerações o conhecessem e as mais antigas o vissem e dele falassem sem o pudor pateta que muitas vezes acompanhava as alusões à sua obra.

Como assinante das suas revistas durante muitos anos, comprador dos seus livros, em particular os do tempo da outra senhora, e admirador confesso do mestre, cumpre-me homenageá-lo publicando aqui alguns dos desenhos de sátira mordaz e certeira, tanto do meu agrado. Começo por uma constatação histórica, corolário de investigação aturada levada a cabo com a colaboração da prestimosa Dorita, funcionária para todo o serviço:

O desenho que se segue era (salvo erro) do livro O Elogio da Nobreza, publicado antes do 25 de Abril, que tive, emprestei e não consegui recuperar, muito menos o encontrei à venda...

A seguir, uma piada que faz lembar o Cesarini no poema em que refere qualquer coisa como para quê falarmos tanto da fome, quando há tanta gente que come...

... e para terminar, por hoje, aqui vai a famosíssima Parábola dos camaleões:

Tuesday, November 28, 2006

Little brother is watching you...

Um dos dramas da nossa sociedade é o medo da transparência mascarado, mais que muitas vezes, com uma intransigente defesa do "privado".

Sem perder muito tempo com ruim defunto, lembro a sanha do dr Soares em impedir que os computadores falassem uns com os outros, que impediu o cruzamento de dados que permite agilizar investigações, caçar (caçar, claro!) fujões ao fisco e outros delinquentes.

Uma das últimas relíquias dessa atitude anacrónica é o sigilo bancário: eu posso receber o pagamento por serviços prestados em cheque, sem passar recibo, depositar o cheque na minha conta e ... não declarar o ganho em sede de IRS. Ninguém me vai à mão, a menos que o sigilo bancário seja levantado por eu ter sido apanhado noutra esquina qualquer.

Indo directo ao objecto deste post. Por muito que as câmaras de video na via pública tenham milhentas limitações para proteger o cidadão em público de ser gravado a fazer coisas públicas, alegadamente por se tratar de entrar na esfera privada do cidadão (na rua?!), os telemóveis fazem by pass a essa dificuldade na maior das calmas.

Nos últimos dias os jornais noticiaram dois casos paradigmáticos:

  • Numa biblioteca da UCLA, nos States, um polícia investiu contra um estudante iraniano sem identificação, derrubou-o com a pistola de dardos e descarga eléctrica, algemou-o e continuou a dardejá-lo, ante os protestos dos outros estudantes, que assistiam siderados. Siderados, mas não passivos. Em menos de um fósforo, os note books recebiam os filmes captados pelos telemóveis e colocavam-nos na net, mostrando o agressor de todos os ângulos possíveis e imaginários, em cada momento da agressão, com som, em directo e ao vivo...
  • O rapaz alto e desengonçado da série Seinfeld, o Kramer, num espectáculo em que actuava, chateou-se com uns tipos que não lhe achavam piada, chamou-lhes pretos e destilou mais umas quantas tiradas de cariz racista. O patrão sacou-o do palco na hora. No dia seguinte o artista apressou-se a pedir desculpas quando a cena apareceu na net, sem margem para dúvidas nem para qualquer plausible denial.

Como eu ando a dizer já há uns anos, as três melhores invenções das últimas décadas foram, por ordem de importância:

  • 1. o telemóvel;
  • 2. a internet
  • 3. e (claro!) o chocolate líquido (iaaaammmmm)

Saturday, November 25, 2006

Requiem (?) para um revolucionário sui generis

Só mesmo uma cabecinha tonta como a do Otelo para se imaginar a resgatar a Pátria das mãos da burguesia ... à bomba!

Só mesmo uma república das bananas como é o nosso jardim à beira mar plantado para deixar sem castigo os responsáveis (directos e indirectos) por crimes de sangue, assaltos a bancos, incitação à violência e outras tropelias perpetradas por um grupo de sevandijas que se auto rotulavam FP 25, alusão ao 25 de Abril.

Aqui vos deixo um painel "artístico" (telefonei à malta do "Trop d'Artistes" para obter a devida autorização, mas estavam em greve, como sempre...) alusivo ao sevandija mór, a quem o Glorioso dedicava, in illo tempore, o delicioso slogan que reproduzo:

A FOICE E O MARTELO NA CABEÇA DO OTELO!

Desgraçadamente, nem foice, nem martelo, nem grades, nada! Anda livre como um passarinho e ainda temos que lhe aturar os arrotos a posta de pescada.

Puta de vida!

25 de Novembro de 1975 - o verdadeiro 25 de Abril...

Passam hoje 31 anos sobre o golpe (contra golpe ou whatever) que, de uma vez por todas, cortou rentes as aspirações do PCP em implantar cá na Portuga um regime semelhante ao que o Breznev, meio intoxicado em comprimidos, conduzia lá na Sóvia.

Tendo o 25 de Abril sido um golpe pouco mais que corporativo (dispenso-me de contar a história...) o PCP, único partido com organização e implantação antiga, profunda e a sério, rapidamente tratou de o transformar, de movimento sem norte nem suporte político, numa bengala para atingir os objectivos que o kamarada Cunhal traçara umas boas décadas atrás.

As eleições para a Constituinte foram um rude golpe para os sociais fascistas (eheheheheh!) tendo ficado evidente que a grande maioria dos eleitores não queria o PCP nem pintado de azul (o que só viria a suceder anos mais tarde - I mean, o pintado de azul...).

Claro que a rapaziada vermelhusca não se ficou, até porque tinha muito apoio dentro dos quartéis e nos sindicatos, e foi tentando minar as instituições do Estado, de modo a, quando menos o maralhal esperasse, estaríamos todos a toque de caixa com o kamarada Cunhal ao leme da barca e o rádio a passar intermináveis barqueiros do Volga e coiros do exército vermelho para gáudio dos famélicos da terra e das vítimas da fome.

Felizmente, em 25 de Novembro, de uma série de movimentações que iam dando em guerra civil (enfim, à nossa escala pequenina...) resultou o aparelho do Estado sofrer uma verdadeira desinfestação da praga vermelha que o minava e o papel do PCP foi, final e duradouramente, reduzido à dimensão do seu apoio nas eleições.

Ou seja, o manancial de liberdades, de perspectivas risonhas e de amanhãs radiosos proveio do 25 de Novembro de 1975 e não do 25 de Abril de 1974.

QED (pelo menos, para já, não tenho pachorra para mais...)

Tuesday, November 21, 2006

Só mesmo de designer...

Algures no Tagus Park, fui dar com uma sala de espera mobilada com vários exemplares do mamarracho mostrado na foto.

No início, pensei que tinham sido mal fabricados e tinham abatido ao centro, com o peso da malta. Mas não: o designer que concebeu o mamarracho, fê-lo mesmo assim.

Escuso de dizer que, para uma só pessoa, até é cómodo. Mas se duas pessoas tentam poisar sem terem nenhum laço especial, arriscam-se a vir a tê-lo.

Alguém sabe quem foi o palerma que concebeu esta peça de mobiliário?

Friday, November 17, 2006

A malta da teoria da conspiração II

A malta da teoria da conspiração tem uma quantidade considerável de documentos em que se apoia, um dos quais é a foto acima - ampliação do 1º (ou 2º...) avião que atingiu o WTC, visto por baixo, com um terceiro reactor, ou uma bomba, ou o que quer que seja, mostrando que não era um avião cometrcial.

Do restante material, o que tive a pachorra de ver é um conjunto de imagens (quase sempre com a qualidade da 1ª e 3ª que aqui vos deixo; a do pentágono é, neste universo, do melhor que se arranja - e, para mim, a mais "perturbadora"), argumentos, afirmações, suposições a que terão acesso pelos links que aqui vos deixo, por amabilidade do Rouxinol.

Sem mais, vejam, oiçam e digam-nos de vossa justiça.

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http://www.youtube.com/watch?v=Zsn4JA450iA

http://www.amics21.com/911/imgs/underside.jpg

http://physics911.net/

http://video.google.com/videoplay?docid=-6708190071483512003

Aqui abaixo vai o que foi o pano de fundo de toda esta discussão.

What else?...

Sunday, November 12, 2006

A malta da teoria da conspiração - haja pachorra

Espreitem a evolução (um tanto inesperada ...) dos comentários ao post sobre "A quinta coluna, etc".

Isto há malta para tudo...

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/09/11-de-setembro-quinta-coluna.html

Tuesday, November 07, 2006

Uma para desenjoar..

Durante a 2ª grande guerra, um soldado alemão está prestes a matar um soldado polaco.

De repente, o céu abre-se num clarão e uma voz troveja:

- Não mates esse homem!

- Por que não? pergunta o alemão.

- Porque ele, um dia, será Papa!

O polaco rejubila e o alemão, meio atarantado, pergunta:

- Então e eu?

- Tu serás o Papa a seguir a ele.

Pano rapidíssimo!

E Bibó Rui Rio, Carago!!!

Desgraçadamente, não parece ser possível falar das atitudes do Presidente da Câmara do Porto sem nos colocarmos (ou sermos colocados pelos nossos interlocutores) numa de duas posições extremas, duas verdadeiras classes socioculturais:
  • ou somos uns grunhos, sem cultura e ressabiados com os intelectuais de esquerda (há outros?!), incapazes de olharmos um objecto sem questionarmos a sua utilidade (e o preço); somos classificados Classe B (ou C, ou mesmo D);
  • ou somos amantes das artes e da cultura e só queremos que os artistas tenham liberdade (e meios) para produzirem a sua arte para nosso prazer e proveito espiritual, e estaremos na Classe A (a boa!);

Assim, no Porto, a rapaziada amante da arte (e, alguns, amantes dos próprios artistas...) e que a si próprios se vêem como tal, vituperam o Rui Rio como o último dos grunhos que recusa ao povão a maravilha que é a arte produzida a expensas dos dinheiros públicos, sem controlo do que produz quem produz, e mantendo o direito de morder a mão que lhes dá o pão (ou cuspir no prato em que lhes é servida a sopa dos pobres).

Tal como na Educação (isso seria outra estória...), na Kultura (e aqui entra o K...) não se olha a despesas e, quem olhar, não estará a zelar pelo dinheiro que, além de público, é escasso, mas apenas a mostrar que despreza a arte e a Kultura. E, portanto, despreza o povão a quem a kultura é servida, com parcimónia, em teatros também públicos, postos à disposição das kultas companhias, à borliú, para gáudio e proveito. Dado e arregaçado!

Parece-me razoável (pelo menos quando a massa não abunda) que a autarquia pague os serviços de companhais de teatro (é quase só esta arte que está em causa), em função da qualidade das peças que tenham preparado e encenado e após selecção dos vários concorrentes, para elas actuarem em teatros municipais. As receitas seriam, claro, para a autarquia. Em alternativa, que concessione parte das salas a quem tiver peito para as explorar.

Não me parece razoável que a autarquia aloje à borla (ou com rendas mensais de 15 contos!) uma ou várias companhias e lhes custeie a existência e actividade, sem lhes impor nada em troca - ou seja, com o subsídio a companhia faz o que quiser (pode até encenar pela n ésima vez a tão batida peça "À espera de Godot" - é verdade, está outra vez em cena...) e no ano seguinte lá está de mão estendida ... e língua afiada.

Como dizia o careca: só em Portugal!

Porra de gente!

Sunday, November 05, 2006

QUE LA BÊTE MEURE!!!

Terminou, finalmente, o julgamento (possível) do carniceiro de Bagdad, com a mais que desejável (e, se calhar, previsível) pena de morte. Por enforcamento.

Parece que o senhor prefere(ia) ser fusilado... enfim, não se pode ter tudo.

Espero bem que seja efectivamente executado um figurão que durante décadas tratou o Iraque como um feudo pessoal, não hesitando em chacinar, incluisive com armas químicas (as tais que nunca foram encontradas, mas que mataram, salvo erro, uns 6.000 curdos), quem se lhe opôs ou disso se viu acusado.

Em antecipação, até me parece que já estou a ouvir os lamentos dos bonzinhos e os comentários da rapaziada anti States (perdão, anti-este-Bush), arredondando imenso os olhinhos bondodos e rosnando impropérios contra o Império:

"se executam o Saddam, porque é não julgam o Bush que é, pelo menos!, tão criminoso como ele?! Porquê?!!!!"

Vejam mais no Público de hoje:

http://www.rdp.pt/index.php?article=259029&visual=16

Saturday, November 04, 2006

A Mafia e a GNR

O festival de escandaleiras na GNR continua...

O chefão máximo, general Mourato Nunes, que continua inexplicavelmente a flutuar naquele mar de corrupção, declara nas calmas que não há nada provado contra a malta que fazia pela vida na Escola Prática da Guarda, não obstante os processos em curso, os dois oficiais superiores suspensos, etc, etc.

Agora chega a notícia do processo de averiguações instaurado ao tenente Rodrigues Coelho que, como chefe da contabilidade daquela escola, denunciou as irregularidades. Suspenderam-lhe a promoção e estão a fazer-lhe a cama sob a suspeita (oh, crime de lesa Mafia) de ter falado "cá para fora", para o Expresso.

Afinal, a Omerta mafiosa também funciona na GNR, como era de esperar, digo eu...