Segundo o Público de ontem, o presidente iraniano terá sido criticado por ter beijado a luva da sua antiga professora primária, em público.
Alguns peritos em islamismo e estudiosos do Corão (incluindo o mullah Cat Stevens) mostraram-se estupefactos, pois a professora estava vestida com modéstia (os pés e artelhos, que a foto não mostra, também estavam cobertos de negros panejamentos) e o Ahmadinejad tinha os cotovelos tapados (parece que esta malta, quando se excita, fica com os cotovelos avermelhados devido ao afluxo intenso de sangue àquela conhecida zona erógena).
O PND,AA! julga saber a verdadeira razão da reprimenda: olhando bem a foto, vemos que a suposta professora primária é, afinal, um homem disfarçado de velha e o Islão, como é sabido, condena severamente as pessoas portadoras de diferença no campo da orientação sexual.
Nesse campo, a expressão máxima permitida é que os rapazes passeiem de mãos dadas, como é tão comum no mundo islâmico.
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Consultando um dos alfarrábios da Prof Dra Edith Star, a propósito de rapazes de mão dada, recordo que a palavra "almoço" veio directamente do árabe, por junção numa só das duas palavras AL e MOÇO (em português: "o rapaz"). Este prato era muito apreciado pelos mouros que se instalaram no Allgarve e que deixaram vestígios em todo o sul da península.
Já a expressão "pequeno almoço" teve uma génese ligeiramente diferente, tendo evoluído, de forma algo enviesada, de AL MOÇO PEQUENO (em português "o menino", com a variante algarvia "o moçe p'quene"). Esta expressão foi assimilada pelos comunas e a isso se deve o facto de se dizer, maldosamente, que os comunas comiam criancinhas ao pequeno almoço.
Aprendam, leitorzinhos, que a Prof Dra Edith Star não dura para sempre...
Marques Correia

Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.
No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.
A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.
O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.


Se o ano de 2006 viu um arqui-criminoso morrer na cama, amparado no carinho da família e no apoio dos seus correligionários, pelo menos um outro morreu no cadafalso sob os impropérios dos adeptos de uma das suas vítimas: Saddam Hussein foi executado, não obstante os pedidos das Marias Madalenas deste mundo para que a sua miserável vida fosse poupada.

