Sunday, May 13, 2007

Fátima - 90 anos de embuste

Fátima é hoje um local de culto mariano perfeitamente implantado e estabilizado, com os factos que lhe deram orígem tão distantes no tempo que quaisquer dúvidas que tenham surgido no início e ao longo dos anos podem ser perfeitamente enquadradas e em nada afectam a sua "verdade histórica".

Saber se o que Lúcia disse em 1917 é mais verdade que o que foi dizendo ao longo dos anos, principalmente a partir de 1935, é um exercício que só ajuda a que Fátima seja falada, seja discutida, e, repito, em nada a afecta.

Naturalmente, daqui a 100 anos, o que contará será, como hoje, saber se o complexo é visitado por 5 ou 10 milhões de peregrinos, se o Papa vem ou não vem nesse ano, qual é o cardeal que preside, quantos milagres ocorreram, quantas toneladas de velas são incineradas (é um espectáculo e peras: as velas são autenticamente atiradas para as monumentais assadeiras construídas para dar vazão aos milhares velas que os devotos prometeram acender).

Andaram bem os padres que criaram Fátima, que apostaram em três pastorinhos, um meio tonto, uma muito pequenina e propensa a assumir o que a prima mais velha achava e uma "prima mais velha" marcadamente mitómana, teimosa e suficientemente esperta para perceber que tinha a ganhar tudo (enfim, perdeu a liberdade...) em alinhar no esquema. O cónego Formigão bem pode estar satisfeito, sobre a sua nuvenzinha: enquanto visconde de Montelo fez o que pode para publicitar o novo culto, para promover as peregrinações, para dar um substracto "sério" à coisa.

Da história completamente terra a terra (a boneca em cima da carrasqueira, do tamanho da Virgínia, a falar com uma voz fininha e a dizer, sem mexar os beiços, "eu sou a nossa senhora" ou "eu sou a imaculada conceição") que contou em 1917 evoluiu para uma história que foi retocando à medida que a sua "educação" conventual progredia, com uma senhora mais brilhante que mil sóis, com um manto onde se destacava uma estrela, um coração a sobressair do peito, sangrando abundantemente, a aparição precedida pelo anúncio de um anjo, enfim, um mimo!

Para a Igreja, a contas com o anticlericalismo dominante, aquilo foi uma verdadeira tábua de salvação, que vingou e que dá hoje receitas de que a Igreja tanto necessita.

A última vez que lá fui (não há mais de dois meses) não deixei de considerar uma notável coincidência a forma de nave espacial escolhida para a nova basílica. Fina de Armada deveria ter ficado muito satisfeita (não sei se é viva ou morta), ou não tivesse ela defendido a tese de que o que aconteceu em Fátima em 1917 foi uma visita de um extraterrestre a contactar a população local.

Thursday, May 10, 2007

Islamismo: Hirsi Ali fala do que sabe!

Curiosamente, quem nos apresenta a muçulmana Hirsi Ali é Esther Mucznik, israelita, que escreve no Público.

Hirsi Ali nasceu na Somália (a foto mostra as características fisionómicas das raparigas daquela parte de África, esguias de nariz e rosto finos, normalmente belíssimas) passou pela Arábia Saudita e Quénia, foi trocada, vendida e comprada, excisada e finalmente fugiu para a Holanda.

Não teve aí uma vida fácil pois as suas posições frontais e desassombradas em relação ao mundo islâmico ferem o fino gosto da rapaziada para quem "não podemos ofender as pessoas de outras culturas com as manifestações da nossa", devemos tomar posições islâmicamente correctas, esconder o Natal e a Páscoa, e outras barbariadaes quejandas.

Sem tomar as palavras de Hirsi Ali como "a Verdade" e sem lhe dar especial credibilidade por ter tido uma vida desgraçada, ouçamos, ao menos o que tem a dizer sobre uma realidade e um mundo que conhece bem:

"O Islão é irreformável e incompatível com a emancipação da mulher".

"Fiz esta viagem (da Somália até à Holanda) em direcção aos direitos humanos. Hoje sei que um destes mundos é simplesmente melhor que o outro."

"A verdade é que uma sociedade onde há medo de falar não é uma sociedade livre e ganhar a guerra das ideias é também ousar ofender".

"Nos meus ouvidos ainda ressoam as diatribes do iman apelando ao castigo de Theo (Théo Van Gogh, o neonazi assassinado na Holanda) e prometendo para mim a maldição divina sob a forma de cegueira e de um cancro no cérbro e na língua".

"Apesar do que se diz, este país (os States, qual havia de ser?!...) continua a ser o reino da liberdade".

E por aqui me fico, para os meus leitorzinhos meditarem (se não fôr muitas vezes, não lhes faz doer a cabeça...)

Lisboa...

Não é completamente original (e o que o é?...) mas é uma frase com montes de potencialidades:

LISBOA É UM ASSUNTO DEMASIDAMENTE SÉRIO PARA SER DEIXADO À ELITE LISBOETA, RESPONSÁVEL POR A CIDADE TER CHEGADO ONDE CHEGOU.

(in Público, 10 Maio 2007)

Wednesday, May 09, 2007

E viv'ó SARKO!!!!

Só um pequenino apontamento sobre a pátria das revoluções, da burocracia e da xenofobia:

Depois das "manifestações" de "jovens" que, chateados com a vitória "da direita", queimaram, entre outras coisas, uma scooter (de um grande kapitalista, presumo), espero que Sarko retome o seu discurso sobre a escumalha suburbana e lhe aplique as medidas convenientes.

Chega de 28 de Maio (ou será Maio de 68?)!!!

Sunday, May 06, 2007

Tribunal condena agressão a professora. Aleluia!!!

Será que está algo a mudar? Será que as cabras que agridem professores que não aturam as más criações dos rebentos vão passar a levar pela medida grande? Será?!

Pelo menos, desta vez foi.

Um juiz de Braga condenou a "heroica" autora da agressão a uma professora a uma multa de cerca de € 2.100,00 e a indemnizar a agredida em € 5.000,00. E deixou bem claro que a metia na choça se ela não caísse com o cacau, e depressinha!

A isto chamo eu uma boa notícia! Falta agora fazer o mesmo aos papás dos meninos que agridem ou/e insultam professores e ficam na boa por serem menores.

A lei responsabiliza os pais pelos delitos dos rebentos enquanto estes são menores. Portanto, espero que a coisa pegue, nem que seja de empurrão, e passe a haver condenação de alguém sempre que um professor seja agredido.

A lei deveria, aliás, ser revista para permitir que a agressão a um professor, em funções ou em consequência das suas funções, seja agravada como delito contra um agente da autoridade. Afinal, a relação professor-aluno é uma função social, ensino da juventude, seja esse ensino obrigatório ou não.

Vamos lá ver como é que isto evolui, que pior do que está é difícil...

Saturday, May 05, 2007

O beijo e o Islão (ou Ahmadinejad e a professora)

Segundo o Público de ontem, o presidente iraniano terá sido criticado por ter beijado a luva da sua antiga professora primária, em público.

Alguns peritos em islamismo e estudiosos do Corão (incluindo o mullah Cat Stevens) mostraram-se estupefactos, pois a professora estava vestida com modéstia (os pés e artelhos, que a foto não mostra, também estavam cobertos de negros panejamentos) e o Ahmadinejad tinha os cotovelos tapados (parece que esta malta, quando se excita, fica com os cotovelos avermelhados devido ao afluxo intenso de sangue àquela conhecida zona erógena).

O PND,AA! julga saber a verdadeira razão da reprimenda: olhando bem a foto, vemos que a suposta professora primária é, afinal, um homem disfarçado de velha e o Islão, como é sabido, condena severamente as pessoas portadoras de diferença no campo da orientação sexual.

Nesse campo, a expressão máxima permitida é que os rapazes passeiem de mãos dadas, como é tão comum no mundo islâmico.

..................................

Consultando um dos alfarrábios da Prof Dra Edith Star, a propósito de rapazes de mão dada, recordo que a palavra "almoço" veio directamente do árabe, por junção numa só das duas palavras AL e MOÇO (em português: "o rapaz"). Este prato era muito apreciado pelos mouros que se instalaram no Allgarve e que deixaram vestígios em todo o sul da península.

Já a expressão "pequeno almoço" teve uma génese ligeiramente diferente, tendo evoluído, de forma algo enviesada, de AL MOÇO PEQUENO (em português "o menino", com a variante algarvia "o moçe p'quene"). Esta expressão foi assimilada pelos comunas e a isso se deve o facto de se dizer, maldosamente, que os comunas comiam criancinhas ao pequeno almoço.

Aprendam, leitorzinhos, que a Prof Dra Edith Star não dura para sempre...

Thursday, May 03, 2007

Editorial do Apoiar nº 45

Marques Correia

Os últimos tempos foram dominados pela crise dos reféns no Irão, pela vitória do Botas no concurso para o melhor português de todos os tempos e ainda pelo rescaldo do referendo ao aborto, versão 2.

Deixo passar a questão dos diplomas do 1º Ministro (e das aldrabices na UNI) por manifesta falta de interesse para o comum dos mortais, quanto mais para os ex-combatentes.

A questão dos soldados ingleses aprisionados pelo Irão acabou em nada, o que permite concluir que os partidários da confrontação com o grande Satã e seus acólitos talvez não tenham tanto poder como os sound bytes do sr Ahmadinejad podem sugerir.

Ainda bem, que de guerras e mortos já aquela região tem que chegue e sobre.

Quanto ao concurso para escolher o maior português de todos os tempos, ficámo-nos pelo prolongamento póstumo da luta entre o regime autoritário e retrógrado de Salazar, com a Pide como tropa de choque, e o PCP, defensor da implantação em Portugal de um regime copiado da pátria dos amanhãs que cantam (ou cantavam...) e do Grande Pai Stalin. O concurso foi, pois, desvirtuado, se alguma virtualidade encerrava, com este regresso à guerra fria para consumo doméstico.

Uma outra interpretação, talvez rebuscada, fornece uma hipótese de explicação do modo como o Estado (ou a sociedade, por procuração) trata os ex-combatentes: cerca de 60% dos votantes no dito concurso apoiam Salazar ou Cunhal, ou seja, se a amostra é representativa, 60% dos portugueses consideram os ex-combatentes com stress de guerra como traidores (lembram-se da posição da Liga nos tempos do general Pinto Magalhães e do Prof Herlander Duarte?) ou como defensores do colonialismo e do Estado Novo.

Se calhar a falta de apoio, a falta de seguimento que têm tido as leis que, a duras penas, são produzidas na AR, a sistemática penúria de verbas, se calhar nada disso é fruto do acaso.

Dá que pensar...

Na última Assembleia Geral da APOIAR foi apresentado aos sócios o novo esquema de financiamento do Ministério da Defesa Nacional que aponta no sentido de um corte significativo no apoio do Estado às associações de antigos combatentes, o que poderá conduzir a uma diminuição da actividade que estas associações desenvolvem, substituindo-se ao apoio que as instituições públicas de saúde deveriam prestar.

Só a gestão rigorosa e parcimoniosa que tem sido conduzida pela Direcção da APOIAR permitiu que esta nova atitude do Mindef não tivesse tido consequências gravosas no funcionamento da APOIAR já em 2006.

A famosa Rede de Apoio aos ex-combatentes continua por realizar e não parece estar mais próxima hoje do que quando foi anunciada já lá vão uns quantos anos.

Com a nova política de financiamento das associações adoptada pelo Mindef e sem a Rede avançar, parece inevitável que o apoio aos ex-combatentes corre o risco de se degradar, se não mesmo voltar aos níveis de há anos atrás, quando só o Júlio de Matos prestava algum apoio às vítimas do stress de guerra.

Terá mesmo que ser asim?

Quando vai o Estado ganhar alguma vergonha?!

Ah! Ganda Carmona; força, Professor!

Deliciei-me com a declaração do professor: não se sente culpado de crime nenhum, a lei em vigor não o obriga a demitir-se nem a suspender o mandato, mesmo que metade (menos um) de todos os vereadores se demitisse, a lei viabiliza a continuação da Câmara (a lei privilegia, aliás, a estabilidade: a câmara quase só cai ... se quiser), portanto, fica onde está, para onde foi eleito.

Que ele ficou numa posição muito difícil (refiro-me ao corte do apoio do PSD, o resto é paisagem), ficou; que dificilmente vai conseguir fazer passar o que quer que seja, na Câmara ou na Assembleia, também.

Mas não deixa de me dar muito gozo que um tipo não se deixe levar pelo que a maioria (ou melhor, "as maiorias") pensa, não se deixe empurrar (ainda por cima por moralistas baratos como o Zé Sá Fernandes) e faz o que acha que deve.

... e aposto que o processo de que é arguido vai dar em nada.

A ver vamos!

Tuesday, May 01, 2007

Altar urbano

Vindo pelo eixo norte-sul, na saída para Telheiras, quem é que já reparou numa espécie de altar (posto de guarda?), todo arranjado e caiado de branco, à sombra de uma figueira, com um velhote a cumprimentar quem passa?

Nunca o vi pedir esmola.

Esta manhã estava muito murcho, todo embrulhado num velho roupão, com um gorro enterrado na cabeça.

Passa aqui parte do dia mas ao fim da tarde zarpa para outro sítio onde, talvez, passe a noite.

Aqui fica a nota e a foto.

Sunday, April 29, 2007

... é verdade, o 25 de Abril!

E então não é que me esqueci do 25 de Abril?!

Nesse belo feriado fui dar uma volta pelo recém inaugurado túnel do Marquês (à noite, nas calmas, passada toda aquela confusão que vi pela televisão), não me apercebi de nenhuma inclinação que me incomodasse e, note-se, percorri o túnel de Monsanto para Lisboa. O limite de 40 km/h até me pareceu ridículo, se bem que os especialistas em tráfego e túneis, ETT, Zé Sá Fernandes e João dos Automobilizados o achem excessivo: segundo eles, 30 km/h deveria ser o limite, e vá lá, vá lá!!!.

Ainda vi, de relance, o Cabaco (carago!) a discursar sobre a busca de novas formas de celebrar Abril e um rapaz do meu clube (guess which), na AR, a avisar a malta contra os perigos da falta de liberdade de imprensa (parece que os coronéis do lápis azul estão a postos; será isso?).

Felizmente, para a malta nova (o futuro da Nação...) esta data não difere muito das muitas que encontram nas placas toponímicas, o 5 de Outubro, o 1º de Dezembro, o 28 de Maio, que se misturam e confundem com o 4 de Infantaria, o Artilharia 1 (ou será 16?), enfim uma trabalheira compreender essa treta toda.

Digo "felizmente" porque, para eles, para a malta nova, a "democracia" e a "liberdade" são realidades tão naturais como o sol e a como a sucessão dos dias e das noites, que existem desde sempre (o sempre é, como tudo, relativo).

E assim, daqui a não muitos anos, o 25 de Abril será comemorado por um grupo de malta com os pés para a cova (quem já foi espreitar as comemorações do 5 de Outubro, ali junto ao Técnico, sabe do que falo) ante a indiferença do resto da população para quem o Salazar foi um estadista do século XX, com museu em Santa Comba Dão, do qual se diz que nem era tão bera como o Marquês de Pombal.

Nesses tempos, imagina-se um gajo culto, com um curso de Estudos Olisiponenses e tudo, a explicar a um amigo que o tal Pombal é o tipo do leão, que se chama assim por ter uma estátua por cima do túnel do Marquês, que foi o gajo que mandou construir o dito túnel.

Do Zé Sá Fernandes e do seu medo das inclinações ninguém se lembrará, claro!

Sunday, April 22, 2007

O herói de Virginia Tech

O massacre perpetrado pelo estudante na Virginia Tech merece-me três pequenas notas, melhor, duas pequenas e uma grande nota:

  1. quantos mais massacres terão que ocorrer até que os States instituam um controlo apertado sobre a venda e posse de armas de fogo? Ainda me lembro do Charlton Heston, decrépito e julgando-se a representar o papel de um cow boy do século XIX, a perorar sobre o direito de posse de arma de fogo, que os americanos têm e devem continuar a ter, para se defenderem. Imagino que a polícia é um complemento (dispensável?) desse esquema individual de defesa...
  2. o rapazinho, coitadinho, tímidinho, solitariozinho, doentinho, etc, etc, mata 32 pessoas e dita para a câmara que quem teve a culpa foram ... os outros! Nem a responsabilidade do que fez ele assume, o grandecíssimo ... doentinho!
  3. quando o assassino apareceu à porta de uma sala de aulas, o professor, de 75 anos, sobrevivente do holocausto, fez-lhe frente, acabou por ser morto, mas o seu sacrifício permitiu a grande parte dos alunos saltarem pelas janelas e salvarem as vidas. Isto, sim, é um HERÓI!

Os ideias rapadas, skins piolhosos

O cavalheiro da esquerda (sem ofensa...) esteve envolvido no assassinato do caboverdiano Alcino, ocorrido há anos no Bairro Alto. Apanhou quatro anos de pildra e continua a destilar o mesmo ódio boçal contra os não brancos que o levou ao raid para "caçar pretos" com um bando de "valentes" da sua igualha, durante o qual sovaram até à morte o sobredito Alcino.

O título deste post remete para a saudosa Filosofia de Ponta, dos bons tempos do Independente, e para o que os nazis chamavam aos judeus. Pretende ser um duplo (e merecido) insulto ao bando de idiotas que militam nos grupos de extrema direita racista, caceteira e xenófoba.

Saturday, April 21, 2007

CHHHHHHH... não se pode negar o holocausto

Era fatal como o destino: em vez de se acabar com a lei idiota que criminaliza a negação do holocausto em países mais afectados pelas memórias da segunda guerra mundial, a mancha está a alastrar.

A UE, onde se concentram o pior que os países europeus têm quer na burocracia, quer no politicamente correcto, decidiu que os seus membros devem criminalizar a negação do holocausto.

Por enquanto, parece que não é crime negar que D. Afonso Henriques tenha batida na mãe; por enquanto também se pode negar a existência de Deus e da nossa senhora de Fátima.

Mas a verdade é que, por este andar, tenho que me por a pau e deixar de lembrar a história passada a 13 de Maio de 1917, na Cova da Iria, em que a catraia Lúcia de Jesus, filha do Abóbora, contou que viu uma boneca em cima duma carrasqueira, do tamanho da Virgínia, a falar com uma voz muito fininha e sem mexer os beiços.

Esta lei é uma anedota e atenta directamente contra os fundamentos da liberdade de pensamento e de opinião e da sua consequente expressão.

É que um dos aspectos basilares da liberdade é precisamente a possibilidade de cada um dizer (e pensar) as maiores asneiras sem ter à perna um fiscal do combate ao vício e da promoção da virtude. E, por este andar, vamos ter mesmo, ai vamos, vamos!

Leiam o que o Pacheco Pereira escreve no Expresso de hoje, sobre este assunto, - ele tem muito mais pachorra que eu para explicar estas coisas a quem não quer perceber...

. . . . . .

Aqui vai uma prova de que o holocausto existiu mesmo; sobre isso o autor deste blog não tem dúvidas, mas reconhece aos outros o direito de pensarem de forma diferente, mesmo que seja só para chatear. E, convenhamos, os judeus andarem a viver à custa do que aconteceu aos seus pais há 60 anos é, no mínimo, grotesco!

...e depois falam dos iranianos!

A senhora de que a foto mostra o nariz não pode vir a Portugal a uma congresso sobre direitos humanos por falta de visto. Sendo iraniana, fica-se logo a pensar que é o regime dos mullahs que não a deixa sair do país, certo?

Errado! A senhora está a trabalhar nos States, tem um visto simples que não lhe garante a re-entrada, caso saia de lá. E como (segundo o Público, por "razões burocráticas e políticas") o mini estado que controla a imigração lhe recusou um visto para entradas e saídas múltiplas, a boa da Shirin acha mais prudente não sair dos States.

E isto tendo recebido o Nobel da Paz em 2003 - será que aqueles gordos burocratas e imaginam como potencial bombista suicida?

Para um país que se proclama o paraíso das liberdades, não está nada mal...

O monopólio das farmácias vai acabar, aleluia!!!!

Parece que é desta: a lei que garantia aos farmacéuticos mais precisamente aos licenciados em farmácia o monopólio da posse das farmácias, vai, finalmente, ser revogada.

Já pensaram que "lindo" que seria se uma empresa de construção só pudesse ser propriedade de um licenciado em engenharia civil ou arquitectura? E se uma petroquímica só pudesse ser de um licenciado em engenharia químico-industrial? etc, etc, etc?! Já pensaram?!

Pois é isso mesmo que se passa com as farmácias, como se a responsabilidade pelo cumprimento das normas da indústria dependessem das aptidões do "dono" e não de a empresa ter uma estrutura organizada, certificada, etc, etc, e não de nessa estrutura certos postos chave tivessem que ser assumidos por pessoas com determinadas qualificações.

E ainda há Carneiras que defendem o statu quo com a linguagem convicta com que o fez a tontinha que a imagem mostra.

Deus a benza e proteja, como (consta que) protege os pobres de espírito a quem tornou herdeiros do reino dos céus!

Saturday, April 14, 2007

As ideias que não se apagam

Afinal, a CML, sempre pressurosa, lá retirou ou mandou retirar o cartaz dos Gatos que fazia contraponto ao dos skins reciclados.

Depois de verem o seu cartaz todo borrado pelos democratas-de-uma-banda-só, os skins substituiram-no por um outro, novinho em folha, com o mesmo lay out mas com dizeres diferentes. Reivindicam agora o direito a terem opinião diferente da main stream (sê-lo-á, mesmo main, essa stream?) sobre a posição face aos emigrantes. Dizem eles que "as ideias não se apagam, discutem-se" - explica lá isso ao BE e ao PC, ó meu!

Cá para mim, têm toda a razão, com este segundo cartaz: não percebo porque carga de água a posição a favor da maior abertura aos emigrantes deve ter mais liberdade de expressão que a posição contrária à entrada de mais emigrantes. A segunda posição até pode ser idiota, até pode ser contrária aos interesses da sociedade, da economia, etc, mas por que carga de água é que deve ser censurada? A resposta óbvia é porque sim!

Com a proibição de fumar, de dizer verdades inconvenientes (vide STJ aí mais abaixo), de registar a raça de um tipo (mais tarde ou mais cedo, o género também), de gravar imagens de pessoas em público, na via pública, estamos a chegar muito perto do dia em que alguém irá ao Irão fazer um estágio nas Brigadas de Combate ao Vício e Promoção da Virtude.

Já lá estou a imaginar o palerma do Louçã...

Thursday, April 12, 2007

Com a verdade me ofendo (ACTUALIZAÇÃO)

Será que toda a gente se apercebeu dum acontecimento perfeitamente tarado que aconteceu na semana passada? Então, vá:

Resumidamente, um tipo qualquer (duma Câmara, dum clube de futebol, who cares?!) queixou-se de um jornal porque o dito publicou que o senhor tinha uma dívida grande ao Fisco.

Como tinha mesmo, o tribunal absolveu o jornal.

O senhor escalou a coisa e a Relação confirmou a sentença.

Não satisfeito, o tal senhor insistiu e recorreu para o Supremo.

Os Supremos Juízes deram-lhe razão. Porquê?

Porque, não obstante o dito senhor dever mesmo uma pipa de massa ao Fisco, os Super Juízes consideraram que a notícia não tinha relevância social, pelo que não tinha nada que ser publicada, até porque lesou a imagem do dito senhor.

E esta, hã, perguntaria o defunto Pessa!!!!

A imprensa não pode noticiar nada que seja verdade, sem que os senhores Super Juízes o autorizem, pois passa a fazer jurisprudência a ideia de que com a verdade me ofendes.

Puta de terra esta!

......

Espero, claro, que um qualquer Tribunal Europeu reponha a coisa nos eixos, até porque os senhores Super Juízes, se calhar, estavam com um grãozinho na asa (a votação terá sido a seguir ao almoço) e não sabiam o que faziam...

AFINAL:

Como muitas vezes se passa, não podemos confiar no que noticia a nossa comunicação dita social. Cingindo-me apenas ao Público, um dos intervenientes na querela (a outra é o Sporting), deparei hoje com a notícia que transcrevo na íntegra que poderia titular como

"Afinal a bebedeira do Supremo não terá sido tanta assim e a razão do Público também não"

Aí vai:

Saturday, April 07, 2007

Gandas Gatos!!!

Os Gatos Fedorentos merecem felicitações pelo modo engraçado e eficaz como reagiram ao cartaz do PNR.

Nada como ridicularizar os skins e os seus descendentes mais quadrados, em vez de lhes dar importância como o pateta do Louçã de Loyola, cada vez mais assumidamente uma espécie de inquisitor mór do reyno.

O PNR tem todo o direito de não querer cá mais emigrantes desde que o faça como manda a sapatilha: sem incitar ao ódio, ao racismo, etc. E não incitaram, por muito que o dito Louçã gostasse que o tivessem feito e disso os tenha acusado...

.....

Ridícula é a posição anunciada pela CML: vai mandar remover o cartaz dos Gatos (e multá-los) porque só os partidos políticos têm o direito de conspurcar o Marquês de Pombal com propaganda; os privados não têm esse direito, mesmo que se tratem de cartazes políticos!

Ainda a malta do NÃO (até quando?!)

O Público da passada 5ª feira trazia um artigo em que uma tal Isilda Pegado, uma sujeita perfeitamente desvairada que ficámos a conhecer aquando da última campanha do NÃO, tirava conclusões delirantes sobre os resultados do referendo.

Resumidamente, dizia a tia (é uma tia, claro!), que como o referendo não foi vinculativo e apenas 25% dos portugueses "quer o aborto livre" (enfim, é uma interpretação defensável), a AR não pode legislar no sentido indicado pelo resultado do mesmo. É que a tia não p'cebe bem isso de vinculativo ou lá que é, 'tá a ver?!

Isso mesmo: a tia acha que como o coiso não foi vinculativo, a AR fica de mãos atadas - tem que ir a novas legislativas em que a questão doaborto seja explicitamente discutida e votada para que a AR possa legislar no sentido que as eleições indicarem.

Claro que a tia não explica como será a sua atitude se o partido vencedor apoiar o SIM e tiver, digamos, 51% (maioria absoluta) tendo votado 51% dos eleitores, ou seja, se apenas 0,51 x 0,51 = 25% (mais coiso, menos coiso) dos eleitores tiverem votado no partido vencedor que apoiasse o SIM. Como ela refere ter sucedido agora, com o referendo.

A gaja é perfeitamente louca: dias antes tinha desenvolvido o mesmo "raciocínio" num seminário, mas foi mais longe, pois contava como pró NÃO todos os que não votaram SIM no referendo, e acrescentava-lhe mais cerca de 1,5 milhões de crianças por nascer que, segundo a tia, contavam pelo NÃO!!!!!

Assim tão desonesta, a tia vai p'ró Inferno, não achááááá´?!

É (também) malta desta que defende o NÃO e a quem o Público dá espaço.

Espaço, ou corda para se enrodilharem...

Monday, March 26, 2007

A guerra do Iraque e o pateta do Soares

A Associação 25 de Abril (sempre, sempre,ao lado do povo e contra o Império, jáááááá) arranjou um debate para assinalar mais um aniversário da guerra do Iraque (3 anos, 4?...).

Na sessão pontificaram os habituais anti americanos (perdão, anti Bush...) com destaque para o Mário Soares, a Ana Gomes (cada vez mais tola e mais de regresso ao MRPP ou, se calhar, a bater à porta do Bloco), o tonto do Freitas do Amaral, mais um ou dois rapazes do Bloco de Extrema Esquerda (a Ana Amaral Dias, salvo erro).

O Marocas, excitadíssimo, acha que tem que ser responsabilizado o Durão Barroso porque recebeu, nos Açores, o Bush, o Blair e o Aznar para (pasmem, como eu pasmei!) decidirem o ataque ao Iraque.

Então, quando a reunião ocorreu, o Durão foi acusado (e ridicularizado) de ter servido de mestre de cerimónias (ouvi, na altura, muito pior) dum encontro destinado a apoiar o Bush na sua decisão de atacar o Iraque.

Agora, sem pestanejar e sem temer que os presentes pasmassem ante a sua (desmedida) cara de pau e desonestidade intelectual, o Marocas vem dizer que o Durão e o Aznar participaram na decisão de atacar o Iraque!

Em que ficamos, carago?!