A Associação 25 de Abril (sempre, sempre,ao lado do povo e contra o Império, jáááááá) arranjou um debate para assinalar mais um aniversário da guerra do Iraque (3 anos, 4?...).
Na sessão pontificaram os habituais anti americanos (perdão, anti Bush...) com destaque para o Mário Soares, a Ana Gomes (cada vez mais tola e mais de regresso ao MRPP ou, se calhar, a bater à porta do Bloco), o tonto do Freitas do Amaral, mais um ou dois rapazes do Bloco de Extrema Esquerda (a Ana Amaral Dias, salvo erro).
O Marocas, excitadíssimo, acha que tem que ser responsabilizado o Durão Barroso porque recebeu, nos Açores, o Bush, o Blair e o Aznar para (pasmem, como eu pasmei!) decidirem o ataque ao Iraque.
Então, quando a reunião ocorreu, o Durão foi acusado (e ridicularizado) de ter servido de mestre de cerimónias (ouvi, na altura, muito pior) dum encontro destinado a apoiar o Bush na sua decisão de atacar o Iraque.
Agora, sem pestanejar e sem temer que os presentes pasmassem ante a sua (desmedida) cara de pau e desonestidade intelectual, o Marocas vem dizer que o Durão e o Aznar participaram na decisão de atacar o Iraque!
Em que ficamos, carago?!
Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.
No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.
A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.
O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.

