Monday, March 26, 2007

A guerra do Iraque e o pateta do Soares

A Associação 25 de Abril (sempre, sempre,ao lado do povo e contra o Império, jáááááá) arranjou um debate para assinalar mais um aniversário da guerra do Iraque (3 anos, 4?...).

Na sessão pontificaram os habituais anti americanos (perdão, anti Bush...) com destaque para o Mário Soares, a Ana Gomes (cada vez mais tola e mais de regresso ao MRPP ou, se calhar, a bater à porta do Bloco), o tonto do Freitas do Amaral, mais um ou dois rapazes do Bloco de Extrema Esquerda (a Ana Amaral Dias, salvo erro).

O Marocas, excitadíssimo, acha que tem que ser responsabilizado o Durão Barroso porque recebeu, nos Açores, o Bush, o Blair e o Aznar para (pasmem, como eu pasmei!) decidirem o ataque ao Iraque.

Então, quando a reunião ocorreu, o Durão foi acusado (e ridicularizado) de ter servido de mestre de cerimónias (ouvi, na altura, muito pior) dum encontro destinado a apoiar o Bush na sua decisão de atacar o Iraque.

Agora, sem pestanejar e sem temer que os presentes pasmassem ante a sua (desmedida) cara de pau e desonestidade intelectual, o Marocas vem dizer que o Durão e o Aznar participaram na decisão de atacar o Iraque!

Em que ficamos, carago?!

Monday, March 05, 2007

Os gringos estão loucos!!!

Nos States um professor foi apanhado com vinte fotografias de pornografia infantil.

Apanhou 200 (duzentos) anos de prisão, confirmados pelo supremo tribunal do estado (não me lembro que estado, nem me interessa muito).

Qualquer dia, um tipo que esteja a ler o Lolita, ou a ver o filme vê-se acusado de pedófilo (ou porno-pedófilo) e vai de cana. E se se babar em público, olhando a Lolita, se calhar é acusado de lascívia culposa e mama com mais uns anitos em cima.

Mesmo que nunca tenha ido à Tailândia nem tenha frequentado nenhuma das sacristias católicas americanas, em que os padres ministram a catequese em privado, mesmo assim, nunguém diga que está seguro...

Quando as penas não são proporcionais ao crime cometido, por que carga de água é que um criminoso se há-de ficar por crimes menores? Aproveita e mata já todos os que o trataram mal, o gajo que lhe sacou a garina, a garina que o trocou por outro, o motorista que lhe apitou na passadeira, o colega de escola que lhe sacou a merenda...

Estes gringos não se enxergam, carago!

Saturday, March 03, 2007

A democracia representativa e o verniz

Realmente, há muito boa gente que não lida bem com a democracia representativa. Há até quem não conviva bem com democracia nenhuma...

Vem isto a propósito da morte da OPA da SONAE sobre a PT e o chorrilho de disparates que alguns dos derrotados derramaram sobre quem, de microfone em punho, os quis ouvir. Honra seja aos Azevedo, pai e filho, que se portaram na linhaça, bem como ao seu representante na AG.

Ficámos a saber, por exemplo, que o Estado para não interferir, ser neutro, deixar o mercado funcionar, deveria ter votado a favor da desblindagem dos estatutos da PT. Quer directamente, por intermédio do seu representante, quer por intermédio da CGD.

Ou seja, esta gente acha que o mercado começa para fora das portas da AG dos accionistas da PT; o capital representado na AG está fora do mercado, para estas mentes brilhantes.

Por outro lado, estes iluminados acharão que a CGD e as demais empresas detidas a 100% pelo Estado não devem ter administrações independentes, focadas fundamentalmente na valorização dos activos, mas voltar ao tempo dos "komissários" e dos resultados persistentemente negativos que caracterizaram o sector público até há bem pouco tempo. Até se ouvia dizer que as empresas públicas não deviam ter lucros!

Mas não deve ser isso: deve ser só falta de pensar um bocadinho antes de falar ou de escrever...

Com José Manuel Fernandes, no seu já referido (post anterior) editorial no Público de hoje, ficámos a saber (enfim, levando um pouco mais longe o "raciocínio" do senhor) que só é legítima uma decisão (numa assembleia geral ou numa eleição para autarquias, presidenciais, legislativas...) quando a maioria relativa ganhadora multiplicada pela percentagem dos votantes der mais que 50%!!!!!!!!! Ó JMF, ainda estamos no MRPP, ou quê?!

A malta do tempo da outra senhora e (alguns monárquicos) refilam contra o actual modelo de eleições porque quando um governo resulta de uma maioria de, digamos, 47% dos votos expressos, ele tem o apoio de apenas 28,2% dos portugueses, se 40% se tiverem absitido de votar. E olham-nos com os olhos em alvo dizendo:

- 28,2% mandam nos outros 71,8%! É isto democracia?!

Pois é, para JMF como "só" estiveram representados na AG 67,5% do capital e destes "só" 46,6% foram contrários à desblindagem, o antigo stalinista conclui que 31,4% dos accionistas estão a decidir o que os outros 68,6% vão fazer.

Será que JMF chegou da Albânia (ou terá sido da China?) há meia dúzia de meses e ainda não percebeu como funciona "a coisa"?

Se calhar...

A propósito do fim da OPA da SONAE

No editorial do Público de hoje, dia 3 de Março, José Manuel Fernandes (JMF) escreve sobre (melhor dizendo, contra) o fim da OPA da SONAE, que atribui ao facto de Portugal e o Governo serem iliberais.

Concretizando, JMF critica o representante do Estado na AG da PT por se ter abstido e o representante da CGD (a que chama banco do Estado) por ter votado contra a desblindagem dos estatutos da PT.

Com toda a deselegância, o editorialista refere o "passado leninista" do ministro Lino que lhe permite "dizer que o branco é preto sem corar". É engraçado ler este tipo de prosa em JMF, um antigo militante da extrema esquerda (também de matriz leninista, recordo), deixando transparecer antigas guerrinhas que, pelos vistos, o tempo não resolveu.

Ao longo de todo o editorial, JMF assume várias coisas, como as intenções do representante da CGD: terá votado o que o Estado mandou e não o que o CA da CGD entendeu ser o melhor para valorizar (a médio prazo, claro) os seus activos.

Se pode servir de exemplo, este vosso escriba considerou, tal como a CGD, que as suas setecentas e tal acções têm muito melhor futuro na PT do que numa tal SONAE COM, com uma estratégia de desenvolvivento que é , no mínimo, uma incógnita.

Antes de proclamar que escreveria o mesmo editorial mesmo que não tivesse acções na SONAE nem dirigisse um jornal detido a 100% pela SONAE (temos que acreditar que ele é independente; mas quer que acreditemos que o CA da CGA não o é...) ainda nos brinda com uma referência ao patrão Belmiro que terá construído "o único grande grupo económico português (...) a partir do nada a seguir ao 25 de Abril"!

Ó JMF, então a história da empresa que detém o Público a 100% começou "do nada" a seguir ao 25 de Abril?! Informe-se, homem!

Sem beliscar o valor de Belmiro de Azevedo, há que ter a honestidade intelectual de não escamotear o período de gestação e crescimento do Engº à sombra de Afonso Pinto Magalhães (APM), que fundou a SONAE em 1959. É preciso também não esquecer o período conturbado pós 25 de Abril, das nacionalizações selvagens, em que o industrial colocou Belmiro (um "filho do povo") à frente da SONAE acabando por transferir para ele parte das acções (começou com 16% já em 1982), até Belmiro ascender ao controlo do grupo, com a morte de APM.

Controlo que nunca foi aceite pacificamente pela família de Pinto Magalhães, em particular pela viúva, que o contestaram em tribunal. Desistiram do processo sem nunca se ter chegado a um veredito.

Mas isso são outros contos...

Wednesday, February 28, 2007

Zeca Afonso e as loucuras alentejanas...

Ao completarem-se os 20 anos sobre a morte do Zeca Afonso, o "país solidário" agitou-se tentando trazer para a ribalta um cantor que foi muito importante antes do 25 de Abril mas que, depois daquela data, apareceu sempre colado à esquerda mais tresloucada do tipo "amigos do general Otelo", poder popular, UDP's, PUP's, GDUP's, FUP's e quejandos que não são mais (tirando a UDP, claro) que uma névoa difusa que já não sabemos bem o que eram nem quem lá andava - apenas que a ligação ao "general Otelo" era um traço de união.

Passado o 25 de Abril, na vertigem da "revolução", a qualidade da música do Zeca, contariamente ao que sucedeu com, por exemplo, Sérgio Godinho, caíu a pique com temas e letras feitas "a metro", do tipo "vamos todos ajudar o poder popular, vaiiiii" ou "Angola ué! Angola uá! fica de pé com o MPLA" e outros belos poemas quejandos. Uma lástima!

Pois a rapaziada de Grândola lembrou-se agora de fundar um Observatório Internacional das Canções de Protesto! Um quê?!

É preciso comentar?!

Porra!

Tuesday, February 27, 2007

As artes de Calatrava

As cidades hão-de perder o mau hábito de gastar dinheiro com "artistas" que, depois de serem principescamente pagos pelo seu trabalho, entendem que a funcionalidade da sua obra deve ser completamente secundária em relação ao seu valor artístico.

Por miúdos:

Um arquitecto-engenheiro, como é o caso do Calatrava, faz uma ponte muito bonitinha, numa de cujas extremidades o maralhal tropeça, cai, dá cabeçadas, enfim, aquela preciosa obra muito bonitinha não funciona como era suposta, ou seja, como uma ponte por onde os peões devem poder circular com segurança.

A autarquia resolver "dar-lhe um jeito"; não sabemos se houve contactos com o gabinete-empresa do "artista", mas o que é certo é que o dito está muito zangado pela "barbaridade" cometida pela autarquia de Bilbao.

Claro que a "barbaridade" do projecto que faz o pessoal cair e dar cabeçadas perdoa-se ao artista.

Afinal, a ponte é tão bonitinha, benza-a Deus...

Friday, February 23, 2007

Alex Alves volta a atacar

Só mesmo o regresso do Alexandre Alves ou do Padre Fred para me tirar da minha pasmaceira e me fazer postar.

Este sem vergonha, que começou como um puto esperto numa cooperativa, subiu, subiu, subiu até a FNAC falir e a Tepclima acabar. Com os accionista de uma e os sócios da outra a perderem tudo, este sem vergonha, entretanto, soube navegar no mar agitado e passou a figurar na lista dos mais ricos de Portugal.

Confortado, é certo, com a companhi a de dois outros administradores que nessas listas apareciam com fortunas acima de um milhão de contos.

Para uma empresa e uma cooperativa que faliram estrondosamente, não estiveram nada mal, os artistas!

Os outros dois (um e uma) eclipsaram-se quase completamente, mas o Alexandre surge de tempos a tempos, como magnata (!) da imprensa, como "barão vermelho" (deve ser por ter sido candidato a candidato à presidência do Benfica, há um tempão) sempre a anunciar a entrada em negócios de muitos milhões.

Este tipo não tem vergonha?!

Tá visto que não...

Monday, February 19, 2007

No rescaldo do referendo - os alhos e os bugalhos...

Parece que, afinal, Nª Senhora não terá ficado tão triste como a padralhada dizia. Conhecida pela sua bondade, terá até ficado aliviada com as hipóteses que as mulheres passarão a ter de evitarem uma gravidez indesejada sem terem que ir a Espanha ou ao vão de escada.

Ou sem terem de meter mais filhos desgraçados neste mundo onde a malta do NÃO se desmultiplica, em tempo de referendo, em ofertas de toda a sorte de apoio, logo esquecidas após o fecho das urnas. Safa-se a Igreja, vá lá!

A Igreja sempre disse, até há uns séculos, pelo menos, que a alminha só entra no corpo quando a criança nasce. Por isso nem sequer resultam anjinhos dos abortos que se fazem. Recordo que as fazedoras de anjinhos não eram todas as abortadeiras, mas as que avia(va)m as crianças (não fetos) logo após o nascimento.

Os Camones andam preocupados com a possibilidade de o feto sentir dor e consideram a hipótese de legislar no sentido de o anestesiar antes de se fazer o aborto. Parece gozo, mas naquelas cabecinhas tontas cabe tudo e mais umas botas. Além disso, vão quarenta anos à nossa frente no que toca a estas coisas. A lógica até se alcança e é a mesma que levou os amigos dos animais (Animal, Peta, etc, etc) a obterem uma alteração dos métodos de abate das vacas, pelo menos da Europa, de modo torná-lo indolor.

Matar sim, mas sem dor! Claro que o passo seguinte (vão ao site da ANIMAL, cliquem na multidão de links sugestivos, gentes!) é privar-nos do bife, do leite, dos ovos e da manteiga, que aquela malta não brinca em serviço!

Será que a padralhada, mais a rapaziada do NÃO, vão também exigir que se lhe dê (ao feto) a extrema unção antes do aborto ser feito e que, feito aquele, lhe seja dado um enterro cristão? A Associação Portuguesa de Funerárias e Afins assim o exije e esfrega as mãos antevendo os lucros!

Acho que a questão de definir o momento da entrada da alma no corpo (do feto, da criança?) está outra vez na ordem do dia, a menos que a Igreja, numa de modernaça, assobie para o lado ante tão arcaica questão...

Saturday, February 10, 2007

E agora, uma coisa completamente diferente:

O cúmulo da sorte é...

... um gajo casar-se com uma indiana, raspar o sinalzinho na testa dela e sair-lhe um apartamento em Albufeira!

Um pensamento para ajudar a decidir...

Neste dia de reflexão antes do referendo, nem me passa pela cabeça violar a regra que nos manda parar com toda a propaganda pró SIM ou pró NÃO.

Por muito parva que considere (e considero!) esta regra (se levada a sério, implicaria remover todos os outdoors até à meia noite de ontem...) aqui vai uma pílula para ajudar a pensar, mandada pelo padre Fred do seu retiro brasileiro:

Nunca um coxo treinou atletas para a maratona nem um mudo deu aulas de dicção.

Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade!

Eles lá sabem porquê!

Eheheheheheheheheheheheheh!!!!!

Votem bem, votem (vocês sabem o quê!)

Wednesday, February 07, 2007

Comunicado do BES

Com a devida vénia, transcrevo aqui um comunicado que mão amiga me fez chegar e que pretende esclarecer uma dúvida que tem pairado nas cabecinhas dos nossos leitores. Aqui vai:

Ricardo Salgado, Presidente do BES, esclarece que Carolina Salgado não pertence à família.

Carolina é “Sal” por parte do pai e “gado” por parte da mãe.

Depreende-se que a ascendência do banqueiro seja outra...

Sunday, February 04, 2007

Fátima e o referendo

Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.

Como se dizia dantes:

"Em cada canto, Espírito Santo"

O boneco que mostro, de mestre Vilhena, como de costume, ilustra aquela cena do peregrino com uma perna amputada que vai a Fátima e pede à Senhora:

- Minha querida Nossa Senhora, gostava tanto de ter as duas pernas iguais... isto, para além da vitória do NÃO!

TLIIIIIIIIMMMMMMMMMMM! Ficou como o boneco mostra.

Conclusão: a Senhora corta direito quem tem pernas tortas (ou então ouve mal). Vamos ver se ouviu a segunda parte do pedido.

Friday, February 02, 2007

Aborto segundo o Prof Marcelo

(actualizado em 3/2/2007)

Oiçam esta maravilha; o mais engraçado é que corresponde quase ponto por ponto (e só ligeiramente caricaturizado) à posição do Professor!

http://www.youtube.com/watch?v=myf5ces77PU

Se quiserem, vejam a coisa real usando o link a seguir.

http://www.youtube.com/watch?v=AfrMHnT3jKE&NR

Ah! Já agora, aqui vai a resposta do Professor às bacoradas bolçadas num comício pelo pateta enfatuado do Xico (Torquemada) Louçã:

http://www.youtube.com/watch?v=LgECmHs92Vc&mode=related&search=

Tuesday, January 30, 2007

Os abortos da D. Adozinda

No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.

Sorry!

Aqui vai uma estoriazinha dos tempos em que um aborto era um aborto, era uma coisa que a vizinha (a Sra Aldegundes, a D. Gracinda, a Sra D. Tomásia) fazia porque um homem não é de pau e a gente tem que se precaver, não é vizinha?

A sra Adozinda era um mulherão nos seus trintas, provida de carnes e abundante em humores e calores. O sr Manel, já nos seus cinquentas não lhe acompanhava a passada, mas fazia por cumprir os seus deveres a que se comprometera perante a Santa Madre Igreja, que é como quem diz perante o padre Júlio, de sua alcunha o topa todas...

Claro que ao fim de alguns anos de casório, o padre Júlio, das receitas de ave marias e padre nossos que passava à boazona da Adozinda, já passara a aviar as receitas ao domicílio, evitando que aquela ovelha tonta desse cabeçadas com o padeiro ou o marçano, o que levaria aquele lar à desgraça e a Adozinda à perdição.

Assim, ficava tudo em paz, com recato, equilíbrio e o bom do topa todas lá ia mantendo em respeito o mafarrico que tanto o atormentava com o aguilhão da carne.

Para abreviar, um belo dia o sr Manel chegou cedo a casa, a ciática tinha voltado a atormentá-lo, deitou-se logo e só no dia seguinte é que saíu da cama e de casa, já mais arribado e razoavelmente bem dormido.

O padre Júlio, por mór da maleita do dono da casa, tivera que passar toda a tarde e toda a noite fechado no guarda fato, para onde a Adozinda o empurrara mal ouvira o marido empurrar a porta de casa.

Saído o sr Manel, a Adozinda corre ao guarda fato e abre a porta para o padre sair.

- Sr Padre, como é que se aguentou este tempo todo, que o rais parta do meu Manel não havia meio de desamparar a loja?!

- a princípio muito mal, muito mal; a fomeca começou a apertar e não havia forma de a acalmar. Até que, tateando no escuro, encontrei uns frascos com picles, que foi o que me aguentou até agora. Por acaso, até não eram nada maus, não senhora!

- Ah! porra do padre que comeu os meus abortos, rais o partam!

Pano rapidíssimo.

Prós e Contras - o SIM versus o NÃO

O programa prós e contras da RTP desta noite consistiu num debate moderado entre um grupo de adeptos do NÃO (a tontinha da Laurinda Alves, o dr Aguiar Branco, o dr Lapa (?) o engº Fernando Santos, a fadista Kátia Guerreiro, etc) e do SIM (o Pureza do BE, o prof Vital Moreira, a escritora Lídia Jorge, etc), razoavelmente civilizado, mas sem trazer nada de mais, como era de esperar.

A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.

Fico sem perceber onde lhes fica a defesa intransigente da vida.

De qualquer modo, falando de filho e de criança, nenhum se declarou apoiante de que o aborto seja punido como infanticídio (forma de homicídio, assassinato, portanto) e, pelo contrário, muitos afirmam não querer que as mulheres sejam punidas.

Fico baralhado. É criança ou não? Sé é, matá-la é menos crime se tiver menos de 1 ano? Menos de 2 anos? Menos de ... ?

O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.

Só o Vital Moreira aflorou a questão, não afirmando nada, mas desafiando os do NÃO, que enchiam a boca de "criança" e "filho", a requererem a criminalização do aborto como infanticídio, em nome da coerência.

Em resumo, nada de novo à esquerda ou à direita, a treta habitual.

Como era de esperar: afinal toda a gente sabe, quem aborta e quem não aborta, desde sempre, que o que se desenvolve dentro da barriga da mulher vai ser um bébé ao fim de mais ou menos 9 meses. Até lá ...

(os dois "bonecos" que ilustram o post são, como é bom de ver, da autoria de mestre José Vilhena, a quem agradeço)

Sunday, January 21, 2007

A propósito do aborto (ups!) da IVG

O referendo do próximo mês traz-nos ao televisor, ao rádio, aos jornais as habituais tiradas dos donos da vida (a malta pouco recomendável do NÃO) e dos amigos das mulheres (a malta não mais recomendável do SIM). Traz-nos também à memória um episódio delicioso protagonizado por Natália Correia, então Deputada da Nação, e um colega de legislatura, um pateta do CDS, João Morgado de sua graça, que achava que «O acto sexual é para ter filhos».

Teve o azar de o afirmar em plena Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, e a Natália começou imediatamente a escrevinhar, a escrevinhar, a escrevinhar, até que pediu a palavra. Leu o seguinte poema, que mão amiga me fez chegar há pouco:

Já que o coito - diz Morgado -

tem como fim cristalino,

preciso e imaculado

fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão

sexual petisco manduca,

temos na procriação

prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,

lógica é a conclusão

de que o viril instrumento

só usou - parca ração! -

uma vez. E se a função

faz o órgão - diz o ditado -

consumada essa excepção,

ficou capado o Morgado.

( Natália Correia - 3 de Abril de 1982 )

Sunday, January 14, 2007

Naufrágio a 20 (vinte) metros da praia!

Desde que o Luz do Sameiro naufragou em plena praia da Légua, a vinte metros da areia (pelas fotos, não deve ter sido a muito mais), temos ouvido as mais desencontradas tomadas de posição dos "responsáveis" pelos vários institutos e instituições envolvidas na função de prevenir acidentes e salvar vidas, num desagradável prolongamento duma silly season que foi fértil em disparates e tontarias.

Tenho estado calado, porque, entre outras coisas, me apetecia ter perguntado por que carga de água os náufragos não se atiraram à água e nadaram para terra? Com os coletes salva-vidas não teria sido grande problema. Mas... não tinham coletes salva-vidas? E por que carga de água não os tinham colocados?! Claro, é sempre delicado atribuir aos mortos alguma culpa pelo acidente que os levou... daí ter estado nas encolhas até agora.

Por outro lado, apetecia-me também ter perguntado por que carga de água, vários mirones (inclusive uma corporação de bombeiros) esteve na praia a ver os náufragos, um a um, caírem à água e serem enrolados, levados, submersos, afogados, sem que uma corda com uma bóia na ponta (ou sem ela) tivesse sido lançada. Vinte metros!!! Vejam bem a fotografia!!

Como diz o Zé António Saraiva, e muito bem, no SOL de ontem:

"há uns anos, alguém correria a avisar a capitania, esta faria um telefonema e meia hora depois o salva-vidas estaria a resgatar os náufragos".

Eu diria mais: há uns anos, enquanto se esperava pelo tal salva-vidas, alguém teria feito qualquer coisa, em vez de ficar a ver o mar pescar três vidas a escassos metros (as fotos não mentem) da praia.

O ministro da Defesa, depois da linguagem a puxar ao sentimento do chefe do estado maior da armada e dos inguéritos que vão ser abertos, aparece-nos agora, com o seu ar meio naïf, a dizer que foi feito tudo o que era humanamente possível para salvar os náufragos. Foi feito tudo, senhor Ministro? Não me diga! Será que acompanhou "de perto" a coisa, será que se informou, antes de se pronunciar?! Não me parece...

Deixando de lado os "responsáveis", a braços com as suas prioridades, os seus procedimentos, os seus prazos, encaremos outra realidade muito mais desagradável: o comportamento dos "não responsáveis" em todo este drama. Afinal, em que raio de gente nos estamos a tornar?! Em "cidadãos-funcionários" que esperam que venham os "meios competentes", sem tentarmos ajudar o nosso semelhante que morre à frente do nosso nariz, quase ao alcance da nossa mão?! Só porque não nos compete salvá-los?!

E que espécie de bombeiros (que espécie de gente!) fica nas encolhas sem usar tudo o que tem e não tem, inclusive uma mota de água, só porque não era a eles que competia fazer o salvamento?!

Repito a questão: em que raio de gente é que nos estamos a tornar?!

Friday, January 12, 2007

O Amor é ...

Eheheheheheheheheheheheheheheh!!!!

Tuesday, January 09, 2007

Outra vez o General Carlos "Arre Macho" Azeredo...



Saído momentaneamente da oubliette onde, para nosso descanso espiritual, tombou há muito, o general de cavalos & pingalim veio iluminar-nos com o seu patriotismo inabalável.
Assunto (pasmem, ó Tágides!): a nossa querida Índia, a pérola da coroa, Goa, pois então!

Tirada não se sabe de onde o Público veio repescar uma frase daquele cavaleiro que continua a ver na ocupação de Goa uma ataque ilegal (?!) e (etc) contra os Direitos Humanos.

Tá visto, os indianos tinham mais "Direitos Humanos" sob a pata do colono do têm integrados no país que coincide (por que será?!) com o sub continente indiano.

No tempo do Estado Novo esses "Direitos Humanos" tão caros ao senhor General, eram, como se sabe, uma enormidade de direitos.

Que saudades daqueles tempos, não é, senhor General?

A melhor da semana!

O Júlio Machado Vaz e a Ana Mesquita têm imensa piada.

Há pouco ouvi-os na edição da noite e o sexólogo rematou a sessão com uma frase deliciosa:

O sexo é como o bridge; se não temos um bom parceiro, é bom que tenhamos uma boa mão...