Sunday, October 01, 2006

... et vive la France!!!

Mão amiga fez-me chegar este pequeno, mas significativo, sketch de um daquele concursos com que as TV's nos bombardeiam.

Como muito boa gente diz que por eles se vê a ignorância do "nosso" povo, aqui vai o sketch de um concurso em França.

Clique e... chore!

http://www.youtube.com/watch?v=DQRVFILbEi4&eurl

... mas o que se segue, se calhar, ainda o deixará mais triste (este, só com som):

http://www.youtube.com/watch?v=h3x2W3afxgw&mode=related&search=

Tuesday, September 26, 2006

A melhor da semana (uma das últimas...)

.

O Conselho de Reitores não tem razão de ser.

Se os Reitores querem conversar uns com os outros, que formem um Clube.

(Eheheheheheheheheh!!!!)

Não ponho aspas porque estou a citar de memória a frase de Marçal Grilo que, mais coiso, menos coiso, foi como acima escrevi.

Monday, September 25, 2006

O Papa assumiu-se (pelo menos um bocadinho...)

O Papa depois da reacção da rapaziada do crescente declarou, com ar sombrio:

"Io sono molto amaricatto..."

Queria dizer, e assim foi traduzido, "fiquei muito magoado..." com a reacção selvagem dos islamitas. Contudo, talvez seja mais correcto dar à frase um sentido menos ortodoxo.

O Papa, num registo de modéstia e humildade, poderá ter simplesmente reconhecido o que já suspeitávamos, ao ouvi-lo falar com maneirismos e entoações algo insólitas:

"sou muito amaricado..."

Sunday, September 24, 2006

Liberdade com responsabilidade ... nos States, claro!

in Público de domingo, (com erros e tudo...)

Realmente, os tribunais americanos enchem-me as medidas (enfim, na maior parte dos casos...).

Enquanto cá na Parvónia os jornalistas não precisam de proteger as fontes, nos States, não basta dizer "não sou eu que ofendo ou difamo, as minhas fontes é que me disseram...": se o jornalista quer divulgar uma informação que lesa, ofende, difama outro cidadão, tem que provar que o que disse é verdade ou arcar com as consequências.

Ou seja, se o jornalista quer proteger as suas fontes, garantindo o fluxo futuro de informações, tem que fazê-lo "com o corpinho".

Na nossa terrinha, basta dizer que foi uma fonte para ninguém nos ir à mão e os ofendidos ficarem com as suas a abanar, já que não podem processar "as fontes" e o jornalista não é obrigado a revelá-las nem assume a responsabilidade emm seu lugar.

Enfim, a balda do costume...

Frei Bento Domingues é que o topa...

É curioso ler o artigo de Frei Bento Domingues no Público de domingo, do qual extraí a parte mais suculenta.

É consolador ver que na Igreja há quem não se limite ao cerrar de fileiras em torno do Papa e seja capaz de uma análise crítica do que o Papa disse. Felizmente, isso já se pode fazer sem incorrer em grandes chatices.

De qualquer modo era interessante que o Islão tivesse pessoas capazes de debater ideias em vez de considerarem insultos tudo o que se diz e o que eles pensam que se disse. A vitimização está-lhes no sangue...

Saturday, September 23, 2006

CARTOONS DA SEMANA

http://www.time.com/time/cartoons/20060924/8.html

Veja alguns cartoons sobre os temas "fracturantes" (...) da semana, do site da TIME.

E, já agora, reveja a matéria no http://www.irancartoon.com/ .

Sunday, September 17, 2006

O Islão (mais uma vez) espuma de indignação... (REVISTO)

A irmandade do turbante está outra vez na rua, espumando de fúria. Cique para ver exemplos disso (o 3º link leva-o ao escândalo "CASH FOR FATWA" na Índia).

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1270273

http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1538254,00.html

http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1537516,00.html

No fundo, só mostra que, efectivamente o Islão está intimamente ligado à violência perpetrada pelos seus seguidores, as mais das vezes directamente inspirada, quando não ordenada, nas pregações inflamadas nas mesquitas.

Esta indignação, sempre renovada da rua muçulmana, não foi obviamente motivada pela leitura do discurso ou de partes dele. Foi instigada pelos jornais, pelas televisões e pela mesquita, encarregados de dar ao "povão" a interpretação que mais convém à estratégia de confronto que o Islão, há muito, vem desenvolvendo.

Se os escritos e ensinamentos do Profeta dão suporte a essa estratégia, não sei, nem me importa muito. O que é patente é que essa estratégia existe e visa levar a cutura e religião islâmicas às terras infiéis, onde as comunidades islâmicas são caldo de cultura onde germinam 5ªs colunas, quando não células da jihad islâmica.

Também o nosso sheik David Munir (na foto, no 10 de Junho deste ano) se apressou a vir exigir que o Papa peça desculpa por ter ofendido o Islão e o seu Profeta (para sempre seja louvado!).

Era bom e urgente encontrar um substituto viável para o petróleo, única "coisa" que esta gente tem que lhe dá um poder de chantagem perfeitamente desproporcionado ao peso da sua cultura e economia.

É uma porra!

Saturday, September 16, 2006

Finalmente o ceguinho vai ver a Luz. Aleluiah!!!

Estava a ver que o marado da seita Verdade Suprema escapava desta. Afinal, depois de muita balda, muita pimpa de maluco, o tribunal acabou por confirmar a pena de morte.

Que seja para breve (parece que está por horas), para não custar muito caro a quem o tem sustentado.

http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20060915+Pena+de+morte+para+lider+de+seita.htm?wbc_purpose=basic

Friday, September 15, 2006

GraSSinha...

VISÃO, 07 SET 2006

Sem palavras...

Tuesday, September 12, 2006

Ainda a bomba de Hiroshima...

O Expresso do passado sábado trazia a habitual Pluma Caprichosa, coluna da cabecinha loira que dá pelo nome de Clara Ferreira Alves (CFA).

A dita senhora, capaz do melhor e do pior (conforme o vento sopra), faz-me lembrar a Lili (ou Lilith) do impagável Código de Avintes, que era uma burra morena que se disfarçava de loira burra para não a identificarem com a morena inteligente por quem se tomava.

A nossa CFA nem sempre deixa perceber qual das três hipóteses lhe assenta melhor. Dou de barato que seja uma loira inteligente, mas com muitas dificuldades...

Bem, a senhora usava a dita Pluma para listar, comparar e misturar diversos crimes de guerra, de paz e assim assim, o holocausto, as bombas de Hiroshima e Nagazaki, o 11 de Setembro, vai buscar o Vietname, etc, etc.

Sobre as bombas com que os States pararam a guerra "na hora" a senhora, ignorando olimpicamente que havia uma guerra going on, chega a dizer que foi uma vingança dos americanos pelo ataque a Pear Harbour...

Aparentemente para compor o ramalhete, lá aparece o ataque com bombas de fósforo a Dresden como se a destruição daquela cidade alemã mais as duas citadas japonesas não se integrasse perfeitamente na estratégia de guerra seguida pelos aliados para quebrar a economia e o moral dos Alemães e Japoneses. Afinal, a mesma estratégia seguida pelo Reich para quebrar os ingleses, ao bombardear Londres no início da guerra, enquanto lá podia chegar e, mais tarde, descarregando sobre a cidade as V1 e V2, atiradas de bem longe.

Boa ou má (por algum motivo os ingleses marginalizaram o responsável por esta estratégia seguida pela RAF... depois dela ter tido sucesso, claro!) boa ou má, dizia eu, esta estratégia, numa guerra total, faz todo o sentido e continua a ser usada. Como é sabido (enfim, admitamos que sabemos mesmo alguma coisa disto), os mísseis americanos e russos estão apontados às cidades "inimigas" e não apenas a bases de mísseis, barragens, etc. Aliás, após o primeiro ataque, qualquer base terá tempo de lançar os seus mísseis, em retaliação contra as cidades "inimigas", antes de ser destruída. O que torna essa destruição, base vazia de mísseis, uma perda de "preciosas" ogivas que poderiam ter sido aplicadas (onde?) em cidades, pois claro...

A política de dissuasão com base na capacidade de aniquilação total do inimigo (o equilíbrio pelo terror) só faz sentido se estiver em jogo muito mais que meros equipamentos, que estariam obsoletos, em grande parte, na década seguinte.

Não é preciso conhecer muito dos últimos dois anos da guerra no Pacífico nem ser perito em cultura japonesa, para perceber que o Japão nunca se renderia sem um "empurrão" dramático e resistiria até com paus e pedras à invasão das suas quatro ilhas principais. Iwo Jima e Okinawa foram amostras inequívocas do que esperava a tropa americana, mas também a tropa japonesa e a população apanhada "no meio".

O uso da bomba atómica foi, de longe, melhor opção que a continuação da guerra. Resta saber se o seu uso em cidades menores não teria tido o mesmo efeito no terminar da guerra...

.........

PS: Hiroshima e Nagazaki eram mesmo "cidades menores"; acima de Hiroshima, muito maior que Nagasaki, em população, havia, pelo menos, Tóquio, Osaca, Kobe, Nagoia, Yokohama e Quioto, talvez Sapporo e Kitakyusyu. E afinal, para parar a guerra com um Xeque Mate, a escolha óbvia teria sido Tóquio, com o pequeno óbice de poder não ficar ninguém credível para assinar a rendição...

Monday, September 11, 2006

11 de Setembro - a quinta coluna

Cinco anos após os atentados terroristas contra o Pentágono e as torres gémeas, parece cada vez mais aceite a ideia de que se calhar os States mereciam ter o que tiveram.

Não elegeram eles (e por duas vezes!) um semi mentecapto para Presidente?

Não se enterraram eles no Iraque, depois de terem conduzido a "guerra justa" da ONU contra o Afeganistão?

E afinal, a tal de Al Caeda existe mesmo? E se existe, é assim tão má como a pintam?

E o Bin Laden não será, afinal, uma espécie de mártir que sofre pelo seu povo e que apenas quer que todos nós partilhemos as glórias, as alegrias e as 37 virgens (já agora, não esqueçamos as ditas...) que o Islão promete a quem o abraça?

E não terão sido os ataques mais uma acção encoberta da CIA para ... sabe-se lá para quê?!

Proponho que deixemos esta controvérsia em suspenso (por algumas horas) e nos lembremos do que vimos pela televisão, em directo, no dia 11 de Setembro: aviões cheios de passageiros (pelo menos dois) a serem dirigidos contra as torres, causando a morte a algumas três mil pessoas de várias nacionalidades, de várias raças, com o traço comum de trabalharem naquele local e lá estarem àquela hora, ou irem naqueles vôos, ou serem polícias ou bombeiros e terem acorrido àquele local para tentarem salvar gente (e apagar os fogos).

Lembremo-nos também que os pilotos kamikaze estavam longe de serem pobres desesperados e ignorantes, tendo, ao que parece, actuado no seu perfeito juízo (o que quer que isso seja).

Com Bush ou sem ele, com Iraque ou sem Sadham (com Israel ou sem Palestina) tenho em muito má conta a malta que, talvez por falta de coragem para enfrentar os seus inimigos, matam gente que vai trabalhar (de combóio ou metro, em Espanha, na Inglaterra ou na Índia) ou que está a trabalhar, ou a divertir-se (coisa muito mal vista entre a irmandade do turbante...).

Estes briosos combatentes suicidas são como o marido corneado que, não tendo atributos para sovar quem o corneou ... mija-lhe no sapato.

Desgraçadamente uma boa parte da intelectualidade do mundo ocidental olha esta corja de BANDIDOS como desgraçadinhos que estão a lutar contra aquilo a que chamam "o Império", constituindo-se numa espécie de quinta coluna que, se não esconde explosivos nem acoita bombistas, dá-lhes, ao menos, um suporte "moral" perfeitamente imerecido.

Julgarão esses bons rapazes que o Islão lhes vai agradecer? Será que tencionam converter-se? Há malucos para tudo...

Será que pensam que a nossa civilização conseguirá defender-se, tratando com bonomia os islamitas que vivem no seu seio e dessa base segura a atacam?

Tudo indica que muito boa gente (e alguma gente boa) não se apercebeu ainda de que a guerra do Islão se dirige precisamente contra os fundamentos e contra as principais conquistas da NOSSA civilização, visando destruí-la!

Até quando esta quinta coluna conseguirá passar despercebida (e impune...)?

Que grande porra!

Tuesday, August 29, 2006

O Santíssimo Hezb Olá! e o seu Profeta

O senhor de ar tranquilo que a foto mostra é um bandido cujos acólitos escondem o armamento, nomedamente mísseis e respectivas rampas de lançamento móveis, nas caves de edifícios de habitação, vestem à civil e têm as suas instalações (militares para todos os efeitos práticos) dentro e à mistura com as casas, centros comerciais, etc, da população civil.

Veio agora a público dizer que se soubesse que o rapto dos dois soldados provocaria esta reacção de Israel, certamente não os teria raptado. Fantástico!

Ou seja, estava à espera que Israel continuassse indefinidamente sem reagir enquanto o Hezb Olá! bombardeava a população israelita com rockets e mísseis, e atacava os soldados judeus, do lado de cá da fronteira, matando-os e raptando-os!

Grande cão e filho de cão!

E, note-se, o Líbano estava a ressurgir das aventuras dos anos 80 e 90, sem ter território ocupado por Israel - já o mesmo não se pode dizer em relação à Síria (quero dizer, o Líbano tem território ocupado pela Síria). O Líbano Ficou feito em cacos, para gáudio do Irão e da Síria, que aparecem agora, pela mão do Hezb Olá! a pagar a reconstrução das casas e a sustentar o maralhal. Ca gandas benfeitores, carago!

Leiam o que diz o prof Pires Aurélio sobre o assunto, com a sua habitual ponderação:

Friday, August 25, 2006

As salas de chuto (ou será xuto?)

Parece que este Governo vai avançar com mais uma medida pragmática, deixando-se de hesitações e avançando ... p'rá frente!

E olhem que eu detesto o PS, se calhar ainda pela recordação do nefasto dr Soares, da sua família e da sua pandilha...

Ontem à noite, numa televisão perto de nós, um senhor tipo associação católica amigos da Vida, lamentava tão desastrada decisão e avisava que a Europa nos ia censurar. Além do mais, dizia o senhor, o Prof Valadares Tavares tinha liderado um estudo sobre tão delicada matéria do qual resultara um relatório de 170 páginas (o pateta mostrava-se impressionado com as 170 páginas...) que demonstrava que a toxicodependência está a crescer entre nós.

Bem, digo eu, assim sendo, se calhar é tempo de percebermos que as medidas "respeitáveis" e tradicionais (a educação, a desintoxicação, o aconselhamento, os "acampamentos" Patriarche...) não resolvem coisa nenhuma e temos de começar a tomar medidas para, pelo menos, conter os estragos. As salas de chuto têm a virtude, já que mais não seja, de melhorar as condições de higiene (e conforto, porra!) em que aquela malta vive e se injecta.

O ideal seria mesmo a aplicação gratuita das drogas em locais apropriados (não digo hospitais, mas qualquer coisa entre hospital e sala de chuto), onde o drogadinho não tivesse qualquer contacto com o produto, para além da pica, dada por um enfermeiro. A droga não saía de lá e não seria, em situação alguma, entregue ao drogadinho.

Se calhar os traficantes não iam gostar - nem a Liga dos Amigos da Vida e outros especialistas quejandos...

E (já agora) será que os senhores guardas prisionais, classe selectíssima e com voto nesta matéria, já autorizam que se faça troca de seringas nas prisões?!

Saturday, August 19, 2006

O Verão, a estação do disparate

Quase a entrar de férias, o Dr Zeco não quis deixar de presentear os seus leitorzinhos com uma composição dominical sobre as maluqueiras do Verão.

Assim, com o alto patrocínio do Prof Bambo (lê-se Bambô, ok?), cá vai uma selecção do que está a ser a nossa estação do disparate.

O Carlinhos Castro continua imparável a descobrir as gajas mais improváveis, sempre "elegantíssimas", lindas e... com casa posta. As mais das vezes autênticos chassos, mas nem é bem o caso que a foto mostra: o nome, Sinsu Pitta, é que não lembra ao Menino Jesus! Ainda por cima, em español, sinsupita quer dizer "sem a sua pita", o que quer que isso seja...

Numa praia da moda, o Carlinhos lá foi descobrindo os traseiros mais prometedores e atribuíu a este o primeiro prémio, na modalidade de "beleza celulítica". O Prof Bambo, quando lhe mostrei a foto, comentou, na sua infinita sabedoria:

"Ulàlà, làlà, làlà! C'est um beau cul, ça!".

Para esta, como se vai ouvindo cada vez mais "não há palavras!"...

E, porque o Dr Zeco tem que ir ao Carrefour (não, infelizmente não é outro patrocinador), deixámos para o fim a notícia que caíu que nem uma bomba nos selectíssimos meios artístico e ilguense: o Herman José está de casamento marcado com a neta da Ana Bola.

Tendo-lhe sido perguntado, pela jornalista Felicita Casapia, se não tinha medo que o apresentador lhe "fizesse mal" (sic), a mocita respondeu de pronto, um tanto desiludida:

- Quem, ele?! Náááááááá, nem mal, nem bem (que raio de porra a minha avó se havia de lembrar?! Olh'ó caraças da velha!)

Sunday, August 13, 2006

Um Nobel SS - que horror!!!!

O último Nobel da Literatura do século XX, Günter Grass, revelou ter pertencido às Waffen SS, nos últimos anos da guerra. Alistou-se com 15 anos, depois de uma vulgaríssima carreira nas Juventudes Hitlerianas, e foi SS até ser feito prisioneiro pelos americanos.

Por enquanto, o céu ainda não lhe desabou sobre a cabeça, mas é de esperar que, mais tarde ou mais cedo, isso venha a suceder.

Para já pergunta-se por que raio é que só agora fala sobre este aspecto da sua experiência um tipo que se tem batido nos últimos 40 anos para que se quebre o muro de silêncio sobre o que sucedeu na Alemanha dos tempos de Hitler, tendo ele próprio contribuído com uma mão cheia de livros sobre o assunto.

A seguir, virão os comentários, cheios de pudor, das virgens e outros trastes sobre como foi possível dar o prémio Nobel a um SS, a um nazi, a um putativo torturador de judeus. E perguntarão, arredondando imenso os olhos, se "não serão assassinos, todos os SS?!".

E mesmo que o puto de então se tenha limitado a pertencer a uma unidade combatente (as Waffen SS eram tropas combatentes) e a defender o seu país (nesse tempo, já na defensiva) lutando contra outras unidades combatentes russas ou americanas, ou inglesas, é certo e sabido que os burocratas da Kultura lhe vão colar uma etiqueta na lapela, que não carece de nenhuma prova "SS, anti-semita, nazi, assassino".

Muitos desses burocratas serão, é mais do que certo, antigos ou actuais apoiantes do Grande Pai Stalin e dos seus sucessores. Com toda a autoridade moral, portanto...

Espero estar enganado, mas duvido.

A Paridade - Aleluiah!!!!

Estranha combinação: foi preciso um Primeiro Ministro pragmático e um Presidente "pouco político" e, certamente, não de esquerda, para se dar o passo que faltava para alargar a abertura das portas da política e da administração pública às mulheres.

Aleluiah!!!!

Até aqui, o políticamente correcto dita(va) que forçar a abertura dessas portas, impondo quotas, era uma desconsideração, uma desqualificação para as mulheres (o que é verdade) e o assunto morria por aí.

Com esta medida, a que o PS se antecipou metendo nas suas listas 1/3 de mulheres, vamos mais além, acelerando a ascenção de mais mulheres a cargos políticos, em proporção cada vez mais equilibrada, e participando com cada vez maior peso na formação das listas de candidatos ao Parlamento e às Autarquias, na escolha de pessoas para cargos na administração e nas empresas públicas. Esse maior peso evitará, cada vez mais, que nessas escolham as mulheres sejam sistematicamente preteridas, mesmo que mais competentes que o macho escolhido, uma vez que , até aqui, as escolhas têm sido feitas por grupos de cavalheiros, com imensa consideração e respeito pelas "senhoras" mas mantendo a convicção íntima e inconfessada de que o lugar das ditas "senhoras" é o lar, é a educação dos filhos, são as peúgas do marido.

Sem este abanão, sem este verdadeiro atalho forçado, continuaremos com participações de 10 ou 15% de mulheres e viva o velho, sabe-se lá até quando...

Acho que esta pequena desconsideração valeu bem a pena!

Wednesday, August 09, 2006

Em Espanha ainda há generais... (com tomates, presumo)

No Público de ontem, dia 8 de Agosto, o sr Tenente Coronel Piloto Aviador (reformado) João José Brandão Ferreira dá largas à sua habitual veia contra "os políticos" (leia-se, "os civis") que maltratam esses seres puros e cheios de virtudes, os militares, guardiões da Honra e da Constituição, que juraram defender.

Isto a propósito de um general espanhol que, representando o Rei numa cerimónia oficial, resolveu tecer considerações sobre o estatuto da Catalunha e as ameaças à Constituição que o dito encerrava, insinuando a ideia de que os militares poderiam não o tolerar. Levou, muito naturalmente, "uma porrada", como se diz na gíria militar, o que muito indignou o nosso tenente coronel.

O General espanhol esqueceu-se da hierarquia e aproveitou o destaque de estar e representar o Rei para fazer uma intervenção marcadamente política, que sabia ter larga cobertura dos meios de comunicação. Esta atitude, política e oportunista, está proibida a um militar enquanto tal, e o General sabia-o muito bem. Sabia também que com Tejero de Molina ainda vivo na memória dos espanhóis, a "coisa" não podia passar em branco.

Os militares durante séculos (em particular os 19 e 20) foram uma verdadeira desgraça para os países que os sustentaram, em Espanha e cá desta banda da fronteira, sempre que intervieram na governação, no seu afã de se substituirem aos "políticos menores", como lhes chama o nosso tenente coronel. "Brilharam", por essa via, verdadeiras cavalgaduras que o meu espírito cristão se recusa a nomear, mas de que os leitores terão, certamente, dezenas de exemplos, cada qual o mais incompetente, irresponsável e sobranceiro.

O senhor tenente coronel esquece-se de que os militares juraram defender a constituição mas nada dá o direito a cada um deles de defenderem a sua interpretação pessoal do que é ou deveria ser o respeito pela Constituição. Ou de se manifestarem quando, em seu entender, uma determinada lei ou uma determinada medida "dos políticos" viola a Constituição. Também era o que faltava! Se querem intervir na política, deixam a tropa (e o poder que as armas proporcionam...) e entram na política, como qualquer cidadão. Civil, entenda-se.

Os militares defendem a ordem constitucional vigente, e para isso os sustentamos dentro dos quartéis e rigorosamente fora da política, ou seja defendem o conjunto das instituições que decorrem do edifício legislativo do qual a Constituição é a lei suprema.

O senhor tenente coronel termina com uma frase do Padre António Vieira, mas esquece-se, talvez por distração, de referir o autor a quem a foi buscar. O que é muito feio.

Citando de memória e ao correr da pena, escreveu o Padre António Vieira "Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devieis, ela o que costuma". O seu a seu dono...

Tuesday, August 08, 2006

Unidos contra a discriminação!

Há pouco, ao ler o Público, ia caindo da cadeira: como é possível eu estar de acordo com a UGT e, pior ainda, com a CGTP?! Estarei a ficar (a voltar a ficar, ai de mim!) comuna?!

Afinal, não há perigo. Aquelas duas dinossáuricas instituições apenas acham que é errado e deveria ser ilegal discriminar os fumadores, excluindo-os de candidaturas a empregos.

Realmente, esta merda (desculpem, mas é o termo) está a ficar descontrolada. A Europa, realidade fictícia que só se afirma no contraste com os States, resolveu, neste assunto do antitabagismo, afirmar-se pela ultrapassagem do que se passa no país dos gringos. É obra!

Assim, um qualquer burocrata feito Komissário resolveu que é legítimo (não viola qualquer lei) excluir pessoas de concursos para empregos (públicos ou privados) pelo facto de o candidato ser fumador.

E não se trata de ser "apanhado" a fumar no local de trabalho, não! É pelo simples facto de fumar fora do local de trabalho, em casa ou em outro local onde tal acto seja permitido.

Explica o "artista": é que uma pessoa depois de fumar, vem para o local de trabalho com um cheiro nauseabundo que incomoda os colegas!

Parece que quem dava esta explicação, ao inclinar-se para o jornalista, chapou-lhe na cara com um hálito, quase sólido, a estômago doente e ao abrir os braços num gesto de impotência ("não há outra coisa a fazer, p'cebe?") acabou por aniquilá-lo com um par de sovaquinhos mal lavados de fazer inveja a um estivador dos anos 50.

Mas "isso" são cheiros que não provocam o câncaro, são cheiros saudáveis, campestres. Quem se incomodar, que se mate ou que se lixe (lixe, lixe!)

E assim vai a Europa... com Portugal a reboque.

Thursday, August 03, 2006

Editorial do jornal APOIAR nº 41

Marques Correia

(...) Nas últimss edições tem-se notado um crescente número de cartas, comentando textos (criticando ou apoiando), trazendo problemas pessoais, enviando livros e pedindo a sua divulgação.

Na medida do possível temos publicado as cartas (que me perdoe o sr Alberto Pereira Cavaleiro, mas a sua última carta dar-me-ia uma trabalheira dos diabos se a fosse transcrever: era extensa e tive muita dificuldade em perceber a letra), divulgado os livros, encaminhado os problemas apresentados.

Um jornal precisa de ter leitores "activos" que "se piquem", que critiquem, que não deixem passar o que os choca, para aferir o interesse das matérias abordadas, para dialogar com o seu público alvo.

Posto isto, dos acontecimentos desde a última edição do jornal avulta o 10 de Junho, data esquisita que já não é o dia da Raça (o que quer que isso fosse ou tenha sido), é o dia de Camões mas é comemorado como sendo o dia de Portugal e das comunidades portuguesas. Isto oficialmente, porque oficiosamente foi a data escolhida para uma espécie de dia do combatente, enquanto as associações de ex-Combatentes não avançam "no terreno" com o tal dia em que se enaltecerá, em que se honrará o combatente de todos os tempos e de todas as guerras em que andámos envolvidos (em que nos envolveram, melhor dito).

E assim, junto ao forte do Bom Sucesso e ao Monumento do Combatente realiza-se uma cerimónia paralela à comemoração oficial do 10 de Junho (a do Presidente e das medalhas de bom cidadão e de bom assessor da última campanha...). Essa paralela tem vindo a ganhar notoriedade e legitimidade oficial com a presença habitual de secretários de Estado, de generais na reserva ou reforma, do grosso dos medalhados com a Torre e Espada e, últimamente, com gestores públicos e privados de topo. Este ano até ganhou altos patrocínios da PT, do BCP, etc.

Muito cool.

Esta edição do Encontro Nacional do Combatente (o tal 10 de Junho paralelo) serviu de local de encontro de várias associações para assinarem um caderno reivindicativo comum para ser apresentado ao Ministro da Defesa.

Infelizmente nem todas as associações estão motivadas para esta luta, sendo a ADFA uma delas. Por outro lado, a substituição do Ministro da Defesa e secretários de Estado não favorece muito estas reivindicações. O novo Ministro quererá, certamente, inteirar-se dos dossiers e não tomar decisões precipitadas, muito menos sob pressão.

Contudo, o novo Ministro poderá ter uma nova postura, uma outra consideração pelos ex-combatentes que o seu antecessor nunca mostrou ter.

De facto, Nuno Severiano Teixeira, filho de um oficial do QP e estudioso de longa data de questões de defesa nacional, terá, certamente, uma visão clara dos problemas dos ex-combatentes cuja resolução nunca foi uma prioridade para o Dr Amado. Este andou ocupado a inventariar material encaixotado para vender na sucata, conseguindo uns cobres, a juntar aos que poupou com as pensões dos ex-combatentes e com a segurança social dos militares no activo para, com isso, aliviar o malfadado deficit das contas públicas.

E com isso, fazer um brilharete perante o nosso Primeiro...

Dr Fidel Castro Ruz

Os irmãos, cunhados, filha, genro, netos e demais Família cumprem o doloroso dever de comunicar a reforma antecipada, por motivo de saúde, do seu irmão, cunhado, sogro e avô, o conhecido jurista Dr Fidel Castro Ruz.

O jubilado pretende instalar-se no lar da 3ª idade Monte Abraão, próximo de Miami Beach, na Little Havana, onde goza de grande popularidade e tem numerosos amigos.

A missa de corpo ausente será celebrada na basílica central de Havana no dia 6 de Agosto, pelas 16h00.

Fato de passeio; agradece-se um ar de enterro.

Não rir em circunstância alguma.

Agência Barata (sucursal em Havana)

Tuesday, August 01, 2006

Chávez e Ahmanidejad - unidos sabe-se lá por onde...

Conhecendo o calibre dos pombinhos e os interesses que os seus regimes defendem, bem se pode dizer que os dois marmanjos são diferentes em tudo, até no aspecto.

Numa coisa, porém, são semelhantes: no antagonismo descabelado e um tanto pateta face aos States. Qui se ressamble, s'assemble...

NÃO APAGUEM A MEMÓRIA (DELES...)

O Vasco Pulido Valente é (parece ser) uma pessoa amarga, olhando o mundo com olhinhos míopes e provincianos (oh! Oxford, que faço eu aqui?!), com um pessimismo radical em relação às pessoas (pelo menos aos seus - ai dele! - conterrâneos) e às coisas. O livro da Filomena Mónica dá-nos alguns elementos para percebermos o (des)funcionamento do artista. Leiam o livro dela que vale a pena. Não pela história da época em que decorre (tudo passou ao lado daquela rapariga...) mas pelas petites histoires, de alcova e próximas disso.

De qualquer modo, o senhor de vez em quando dá umas cacetadas certeiras, até com uma certa parcimónia o que só confere credibilidade ao acto: deixa de parecer a habitual descasca de arrasa pessegueiro, para se vestir de crítica ponderada e feita com olímpico distanciamento.

É o caso do texto que vos trago (sacado do Público de domingo, creio eu...) em que os descascados são os tipos que protestam contra toda a obra que implique a destruição de um local de culto, perdão, de um lugar onde um anti fascista levou umas chapadas ou teve que assumir a pose de anjo, de braços abertos (a estátua, como lhe chamavam).

Só que, as mais das vezes, o putativo anti fascista mais não era que um impenitente comuna, empenhado, isso sim, em implantar na Parvónia uma espécie de Comuna de Lisboa, inspirada no país do Grande Pai Stáline (que para sempre seja louvado!).

A Pide e o PC estiveram envolvidos numa guerrinha particular que durou anos, aquela enviando para o Tarrafal os comunas (e outros opositores) que vinham à rede, estes ansiosos por mandar neste jardim e atirarem com os Pides (e outros opositores) para a Sibéria ou pior...

No fundo, no fundo, eram e são farinha do mesmo saco.

Bem, perdoem-me a arenga e leiam o VPV, que vale a pena.

O Eduardo está de morte, bolas!!!

(in Público, 31JUL 2006)

Eu a cortar-me no palavreado mais forte, dando à senhora o benefício da dúvida, e o EPR sai a terreiro com uma desanca em forma...

O EPC, o Eduardo (merece este tratamento mais próximo!), um dos destacados sicofantas do templo da Kultura cá da Parvónia, é que não foi de intrigas e desfiou o rosário de, ao que parece, queixas antigas.

Até aquela de a família ter andado a comer dos subsídios para as artes, até isso não lhe escapou.

Esperemos por outra carta aberta da senhora (a pianista, como lhe chama o Eduardo) que a última, francamente, era um bocado pífia...

Friday, July 28, 2006

...O QUE É QUE DIZ ELA??!!

Porra, alguém percebe o que é que a tipa diz?!

Mi diga, vai?

MARIA JOÃO PIRES TORTURADA?!

A conhecida pianista Mª João Pires deixou Portugal para se fixar no Brasil, alegando ter sido vítima de verdadeira tortura por parte das autoridades portuguesas.

Tenciona criar no Brasil um "projecto" como o que agora abandonou em Belgais.

O dito projecto, um centro e escola de artes musicais, que a pianista criou no interior de Portugal (ali para a Beira Baixa), pesem embora todos os méritos e todos os benefícios para a região, muito carente de equipamentos e actividades culturais, estava, à partida, condenado ao fracasso.

De facto, longe das grandes audiências que só uma região densamente povoada proporciona (leia-se, uma grande cidade) e, pela mesma razão, impedida de atrair um número significativo de estudantes pagantes, esse meritório projecto dependia quase a 100% de haver alguém que alimentasse a actividade, sem qualquer retorno económico. Isto é, tratou-se desde o início de mais uma mão estendida a disputar os subsídios estatais, escassos e ainda bem!

Pela minha parte, desejo-lhe as maiores felicidades e que tenha aprendido alguma coisa (duvido...) com este insucesso.

Monday, July 24, 2006

QUE VIVAM ASPU!!!

(in Público de 24 JUL 2006)

Fantástico, delicioso, foi a coisa ter nascido como reacção à chantagem puritana dos Camones:

- "a gente dá cacau para a luta contra a sida desde que vocês condenem a prostituição".

A oferta foi recusada e aspu (abreviatura de as putas) decidiram angariar fundos, tanto ou mais do que perderam por não irem na conversa dos Camones.

A marca DASPU (das putas, em versão mais curta) é um sucesso!

Para maior delícia, as donas, duas Lúcias, de uma boutique finérrima chamada Daslu, ficaram chateadas por lhes roubarem a ideia da marca e ameaçaram meter em tribunal as lançadoras da Daspu. As dondocas tiveram que recuar, metidas a ridículo por tudo o que era televisão, rádio e folha de couve, e aspu tiveram uma publicidade gratuita que ajudou, e muito, a lançar a marca.

By the way, no Brasil a prostituição já é uma profissão reconhecida e há legislação na forja para regulamentar essa actividade profissional.

Por cá, continuamos a manter uma situação totalmente favorável ao chulo e ao traficante de mulheres. É uma espécie de dano colateral para defender um princípio moral e a sacrossanta Família cristã. O Professor explica...

Que cócó!

(estas Daspu e Daslu fazem-me lembrar a estória, velhinha, dos manos chineses o Fu e o Ku; zangavam-se, o Ku dava uma chapada no FU que respondia espetando a bengala no olho do Ku - um drama!...)

Sunday, July 23, 2006

A Guerra Civil de Espanha

Na semana que passou, comemoraram-se os 70 anos do início da Guerra Civil Espanhola. Felizmente, as marcas que deixou foram-se atenuando, a transição para a democracia fez-se sem sobressaltos (passe a revolta falhada do Tejero Molina e a sua tomada das Cortes, de pistola em punho, "todos p'ro chão, coño!"), e até já se iniciou um pequeno ajuste de contas com a História. Saber onde está enterrado fulano e sicrano, quem está em que vala comum, reabilitar os condenados do lado perdedor...

Começa também a ser possível falar da Guerra Civil Espanhola sem termos que chamar cabrón e fascista ao Franco e lutadores pela liberdade aos "outros".

Até se pode reflectir sobre a semelhança entre a República espanhola e o regime de Allende, ambos suportados por maiorias exíguas e pouco estáveis, e ambas enveredando por reformas profunda e fracturantes (como agora se diz), com a pressa de quem sabe que essas reformas nunca passariam nas próximas eleições. E sem olhar a consequências...

No caso da República espanhola, a coligação ia das esquerdas moderadas aos comunistas e aos anarquistas e, entre outras coisas, não resistiram ao apelo do anticlericalismo radical e começaram a matar frades, freiras e padres como se estivessem na Sóvia, onde pontificava o grande pai Stalin e que era o modelo para muitos dos ditos republicanos...

Depois, foi o que se viu. Perante a indescritível tropa fandanga, que a foto mostra, e que, um pouco de todo o mundo comuna, veio molhar a sopa nos fascistas espanhóis, o exército de Franco até parecia um exército disciplinado e bem treinado, à imagem dos seus aliados alemães.

E o engraçado é que os tipos que foram matar espanhóis pelo lado das brigadas internacionais, são vistos (ainda) como uns gajos porreiros, uns românticos (como o Hemingway...) que só queriam que em Espanha não vencessem os fascistas.

Uns eram apoiados por Hitler e Mussolini (eram os maus!!!); os outros, os bons, eram apoiados por Stalin, mas isso agora não interessa nada, como diria aquela maluka da televisão...

O Cabeça de Abóbora está em todas...

O Dr Soares não pára! Depois da trepa que levou nas presidenciais e da deselegância com que (não) aceitou a dupla derrota (até o pateta do Manel Alegre obteve do eleitorado uma votação mais gorda...) o geronte continua a botar faladura, em particular quando as grandes causas, aquelas pelas quais vale a pena lutar até ao fim, o exigem.

Não sei porquê (juro!) o Dr Soares cada vez mais me faz lembrar o Cabeça de Abóbora, o saudoso broncas que foi o último venerando Chefe de Estado desta parvónia.

Pois o actual Cabeça de Abóbora vem agora verberar Israel, ele, que esteve calado que nem um rato enquanto o Há Mais e o Hezb Olá! se iam fortalecendo a olhos vistos, aquele conquistando a maioria no pseudo estado da Palestina, este instalando-se como um 2º estado dentro do Líbano, cujo governo não tem qualquer controlo sobre ele.

E enquanto se fortaleciam, iam lançando rockets sobre Israel, assim como não quer a coisa, que os judeus são mazoquistas e desde que os rockets só matassem campónios eles nem se davam ao trabalho de reagir...

Note-se que os tais rockets vão desde engenhocas artesanais que mal passam a fronteira, até verdadeiros mísseis que alcançam, para já, Haifa. Constituem, pois, uma verdadeira ameaça à segurança de Israel. E como os Iranianos, o verdadeiro inimigos por trás da Síria e do Hezb Olá!, até andam à procura de um arsenal nuclear, Israel não pode (mesmo!) deixar correr o marfim.

E não deixou. Fez o que era necessário.

No meio disto tudo, os libaneses são as vítimas: incapazes de controlar o Hezb Olá! cujos membros, cobardemente, se escondem entre eles, estão a ficar com o país de pantanas quando uns poucos anos de paz tinham sido suficientes para o Líbano voltar a figurar no mapa como destino turístico e de negócios.

Entretando, grandes manifes têm tido lugar nas capitais europeias em que Israel é acusado de usar de grande violência contra pessoas que só querem ter a sua terra e lutam com maõs nuas ou, quando muito, com kalashnicovs.

Se olharem para a imagem abaixo, vão ver que as Kalashnicovs deles são um bocado cresciditas, não é verdade?! Note-se que o 3º a contar da esquerda é o tal que tem atingido Haifa; os seguintes impressionam mas parece que ainda não foram usados.

Ainda os deuses da Ecologia

Para minha surpresa, o episódio ridículo dos paraísos ecológicos, ilhas de felicidade e bem estar (com a Colômbia em 2º lugar, a Costa Rica em 3º e Cuba em 6º...) não passou completamente despercebido cá na parvónia.

O Henrique Monteiro, agora como director do Expresso, deixou o seu comentário arrasa pessegueiro bem expresso na sua coluna, que a seguir transcrevo na íntegra.

Boa, Henrique Monteiro.

Cumprimentos ao nosso primo Marques de Correia.

Tuesday, July 18, 2006

A Naomi Campbell processada pela criada Costa Riquenha

A Naomi não é flor que se cheire.

Insultava e arreava porrada na criada, como faziam as senhoras católicas dos anos 50, só que aquelas confessavam-se a seguir (eram muito devotas!) e a cabra da Naomi, além de não se confessar, ainda lhe chamava branca de segunda.

Só visto.

Monday, July 17, 2006

Os Paraísos segundo os deuses da Ecologia

O Público trazia uma interessante estatística: a lista dos países em que a população se sentia mais feliz, em que o "desenvolvimento" menos agredia o planeta. O Planeta sentir-se-ia, pois, muito feliz nessas paragens.

A chatice é que, para além do 1º lugar para o Vanuatu, paraíso onde parece que não há Coca Cola nem MacDonnalds e o maralhal anda todo nu, ou quase. A chatice, dizia o je, é que em 2º lugar vem a Colômbia e em 3º a Costa Rica, aparecendo a República Dominicana num dos lugares seguintes e (suspeito, mas não confirmei) o Haiti deve aparecer num lugar cimeiro. Portugal fica-se para lá do 130º lugar.

Um conhecido empresário dizia há pouco tempo que em Portugal mandava a Quercus (seja a Quercus borealis ou a Quercus suber).

Pela amostra do que é um planeta feliz, eles que fiquem na Colômbia e nos deixem fazer a barragem no Sabor (no tal último vale selvagem da Europa) e os aldeamentos na Comporta - para termos alternativa ao Vanuatu e a Punta Cana.

É pena que esta gente prefira as centrais térmicas às barragens, ache que para ir à praia o carrito tenha que ficar a 2km da água e que o sítio onde se bebe uma água não possa ficar a menos que 500 m da dita.

Por que raio serão assim?! Quem lhes paga?! Que prefiram a Colômbia ainda posso perceber...

O médio Oriente...

A situação no médio (e próximo) oriente pode ser dividida em três situações que prevalecem em três países/zonas geográficas:

  • o Irão;
  • o Iraque;
  • Israel/Palestina/Líbano;

Saltando as duas primeiras (ficam para depois), na terceira tudo está como dantes no quartel de Abrantes. Israel, não obstante ter desmantelado os colonatos na faixa de Gaza e em parte da margem ocidental do Jordão, continua a ser alvejado com rockets a partir da faixa de Gaza e do Sul do Líbano lançados por malta que não lhe reconhece o direito a existir. Não reconhece nem nunca reconheceu.

E como o "Governo" da Palestina, uma mistura de Há Mais e OLP (cada vez mais dominada pela Al Fatah) não governa puto, em particular não controla os extremistas islâmicos (e outros descontentes quejandos), Israel, de tempos a tempos, faz uns foçados para lá da fronteira para tentar manter a coisa sob controlo.

Desta vez, o rapto de um soldado desencadeou uma operação maior que as habituais, os Hezbolahs (uma espécie de Irão/Síria dentro do Líbano), que além de rockets têm uns misseis capazes de alcançar umas largas dezenas de quilómetros, meteram-se ao barulho e raptaram mais dois soldados israelitas. A coisa complicou-se.

Julgo que é isso que os Hezbolahs (partido de deus) e o Há Mais querem, para que a sua "luta" não deixe as manchetes e não perca os financiamentos dos países que lhes pagam o matabicho.

Mas no fundo, no fundo, mais bombardeamento, mais rocketada, tudo na mesma.

Só uma coisa me faz "espécie": por que carga de água é que Israel ainda não localizou e destruíu a totalidade das plataformas lança mísseis, camiões enormes (olhe só a figura!!!), difíceis de esconder e facilmente identificáveis pelos satélites espiões com câmaras de alta resolução que, até ver, só Israel e os States têm.

Uma judia ortodoxa, de uma aldeola próxima da fronteira com a faixa de Gaza perguntava (Público de hoje):

- Por que é que o exército só agora respondeu?! Se calhar foi porque os rockets já têm alcance para atingir a cidade mais próxima...

Monday, July 03, 2006

De muerte, coño!

Deliciem-se com este pequeno sketch do sr Santo Cristo, nos nossos dias:

http://video.google.com/videoplay?docid=-2566269671806009973

Está de morte!

Wednesday, June 21, 2006

NÃO ESQUEÇAMOS O AFFAIRE CASA PIA

Há pouco tempo foi condenado a 16 anos o brioso pedagogo sr Dr Luís Filipe Godinho que tomava conta das crianças do colégio de Santa Catarina, do grupo (?) Casa Pia. Este rapaz, grande educador da juventude desvalida, mereceu um post ao qual, infelizmente, não me foi possível juntar a foto do senhor. Não perde pela demora...

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/02/lus-filipe-godinho-fixem-o-nome.html#comments

Entretanto, para não nos esquecermos de que o caso Casa Pia continua a correr os seus trâmites no tribunal da Boa Hora, aqui fica um link para um post já com mais de um ano. Há que refrescar memórias, para evitar que, daqui a uns tempos, ainda se pense no sr Carlos Cruz como um perseguido pela justiça por tanto amar e favorecer a juventude. E ele, que é de lágrima fácil, sublinha a ideia com uns soluços, de microfone na beiça...

Benza-o S. Neutel!

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2005/04/pedofilia-na-casa-pia-livro-de-pedro.html#comments

A intimidação de testemunhas, entretanto, vai prosseguindo (como se em tribunal uma testemunha tivesse que se pôr a pau e arrolar duas testemunhas para cada afirmação que faz...) e aqui vai um link para um caso paradigmático.

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/03/processo-casa-pia-intimidao-das.html#comments

No meio disto tudo, por entre as gotas de chuva, o mestre Pedroso lá vai singrando, muito falado em Tribunal, mas não há mal que lhe chegue. Ainda o havemos de ver embaixador (na Tailândia, eheheheheh), comendador ou coisa que o valha. E o mano vai chegar ao Conselho Superior de Magistratura, pois então?!

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/02/pedroso-ainda-ausente-at-quando.html#comments

Saturday, June 17, 2006

O massacre de Mueda

Com a devida vénia transcrevo um texto recebido da Casa do Brigadeiro (obrigado, Fernando "Karipande") que se refere a um dos massacres que pontuaram a nossa convivência fraterna com os povos das nossas queridas províncias ultramarinas. Mueda, Baixa do Cassange, Pidgiguiti, Wiriyamu são nomes de apenas alguns dos mais badalados...
"FOI há 46 anos que as tropas coloniais do então regime fascista de Portugal massacraram mais de cinco centenas de moçambicanos que exigiam a independência nacional, em Mueda, província de Cabo Delgado.
Foi também a 16 de Junho de 1980 que o falecido presidente Samora Machel anunciou, em Maputo, a criação da moeda nacional, metical, em substituição do escudo português. Por outro lado, assinala-se hoje o Dia da Criança Africana, acontecimento que recorda a carnificina perpetrada, em 1976, pelas forças repressivas do "apartheid" contra jovens estudantes no Soweto, arredores de Joanesburgo, na África do Sul, que protestavam contra a segregação racial no sistema de educação naquele país vizinho.
A 16 de Junho de 1960, em Mueda, mais de 500 moçambicanos foram massacrados pelas tropas coloniais portuguesas. O seu único crime foi o de terem exigido a independência do país. Mais uma vez, a repressão do colonialismo português se abateu sobre o povo que, por vias pacificas, tentava conquistar os seus legítimos direitos.
Os acontecimentos que precederam o massacre de Mueda são sobejamente conhecidos: o povo moçambicano revoltava-se cada vez mais e com força contra a exploração e a opressão coloniais. Na região de Mueda, por exemplo, a população era obrigada a trabalhar nas plantações de sisal a troco de uma ninharia que não era sequer suficiente para assegurar a sua subsistência, era forçada a cultivar algodão no lugar de culturas que lhe proporcionasse alimentos."
Por coincidência, comemora-se por estes dias os 100 anos do nascimento do antigo bispo da Beira, D. Sebastião de Resende, que, muito antes de começar o terrorismo, já se revoltava perante o regime de semi-escravatura a que os indígenas eram sujeitos e levantava a questão de o futuro de Moçambique passar pela independência.
Este, tal como o padre António Vieira duzentos e cinquenta anos antes, não julgava fora do tempo, mas bem dentro do seu tempo: não gostava do que via e não achava natural nem legítimas a escravatura nem a servidão humana.

Thursday, May 11, 2006

VIVE LA FRANCE!

É verdade! Depois de tanta malta a dizer disparates sobre o holocausto ter sido o maior crime contra a humanidade e outra a contestar, referindo serem o Grande Pai Stalin e o Chairman Mao, mais os seus Grandes Terrores, os verdadeiros detentores desse título, finalmente os franceses apontam na direcção certa.

VIVE LA FRANCE!!!!!

Como eu tenho andado, desde há muito, a rosnar baixinho pelos cantos, só uma atitude do tipo "os pretos não contam para estas merdas" (...mas os judeus contam, pelo menos, a dobrar!) é que nos permitiria não ver o óbvio: a escravatura industrializada pós século XVI foi, esse sim, o maior crime contra a Humanidade. Ao longo de pouco mais de três séculos, vagas sucessivas de pretos, vendidos, na maioria dos casos, por outros pretos, atravessaram o Atlântico em condições mais que precárias e com taxas de mortalidade, muitas vezes, superiores a 50%, para proporcionar aos colonos brancos do Brasil, Caraíbas e América do Norte mão de obra inesgotável e cordata, que se pagava a si própria e, ainda por cima, se reproduzia. O conceito de investimento reprodutível veio, certamente, daqui (si non vero e, veramente, bene trovatto!).

E tudo se passou com a bênção da Santa Madre Igreja, pois evidentemente! Salve-se o padre António Vieira que soube julgar no seu tempo aquilo que muito menino não consegue ver hoje, e quase se lixou!

Mas isso são outros contos.

E termino como acabei, com um mais que justo

VIVE LA FRANCE!!!

Tudo menos a Espanha!!! Nabos!

Finalmente um estímulo tirou-me da modorra em que me encontro (pelo menos para este tipo de escritas...): os senhores deputados ficaram muito escamados porque o ministro das obras públicas se declarou um iberista!

Olha o gajo que nos quer debaixo da pata dos castelhanos!!! Um dos rapazes da bancada do CDS até falou do sangue derramado pelos nossos antepassados para garantir a "nossa" independência, benza-o Deus!

O mesmo ganapo, mais adiante (ou menos, se calhar) dizia não se lembrar de, nos últimos 100 anos (sic!), algum governante ter, deste modo, alienado a soberania Pátria (isto não sic, mas foi mais ou menos assim), etc e tal.

Então o pateta andou a dormir nos últimos 20 anos, ou quê?! Não notou nenhuma perda de soberania, nem percebeu o que recebeu em troca?!

E quanto a liberdades e democracia, presumo que se pode ser comuna, democrata cristão, etc, mas ser federalista (em relação ao modelo europeu) ou iberista, no sentido de uma convergência das regiões ibéricas (Portugal, com a Galiza, a Andaluzia, a Catalunha, etc) num só estado ibérico, isso não!

Isso é que é democracia, caraças!!!

Sunday, April 23, 2006

O funcionamento do Estado

in Público de 23 ABR 2006, revista Pública

Humberto Delgado e os equívocos

A historiadora Iva Delgado tem sido incansável na campanha para manter viva a memória de seu pai, aproveitando as oportunidades que lhe surgem para o fazer.

E se o facto de se tratar do pai da senhora desculpa este denodo, o mesmo não poderá dizer-se do "produto" que ela nos tenta "vender". Produto de duvidoso mérito e um tanto fora de prazo.

É que Delgado nada teve de revolucionário, nem de particularmente progressista. Foi apenas um general do regime que entrou em choque com Salazar mais por questões pessoais do que políticas. Ao ser cilindrado pela máquina que garantia a continuidade do regime, o general entrou numa vertigem libertária em que o seu imenso ego lhe garantia que a sua simples presença em Portugal arrastaria multidões ansiosas por o levarem ao poder.

Ou seja, Delgado, a quem o PCP chamava General Coca Cola (por motivos óbvios...) entrou na "onda" Cunhalista do levantamento popular.

E a boa da Iva, no seu afã filial, vem agora sentenciar o dislate de que o Público de domingo fazia o título que acima se reproduz.

Pelos vistos, Iva e os seus companhons de route não perceberam nada do 25 de Abril: o que faltou a Delgado para antecipar a queda do regime não foi a ligação às massas, mas um estrato muito alargado de oficiais descontentes e fartos de guerra que, independentemente de massas e arrozes, fizeram um golpe de estado, por motivos quase exclusivamente (pelo menos no início) corporativos.

Voilá!

25 de Abril - pintura d'alferes

Tal como existe a literatura d'alferes, na expressão feliz do Prof Rui Azevedo Teixeira, também se pode falar de pintura d'alferes, expressão "artística" desenvolvida pelos oficiais milicianos durante as comissão em África, quando a pachorra, o tempo e as "condições" o permitiam.

O quadro que se reproduz, óleo sobre tela, foi pintado (pelo Dr Zeco, numa anterior encarnação)em Maio-Junho de 1974, e aludia ao 25 de Abril e ao quebrar das grilhetas simbólicas que prendiam os pretos aos seus senhores de 4 séculos.

Um bocado naïf, mas enfim... acho que, num cômputo geral, valeu a pena.

Saturday, April 22, 2006

A Assembleia da República e a indignação hipócrita do maralhal

Nesta batucada da indignação dos "bons cidadãos" contra os políticos mandriões e faltosos que preferiram começar o fim de semana da Páscoa à quarta feira, só me apercebi de uma voz sensata: o Narana Coissoró.

Sabendo ele que os deputados têm o mesmíssimo direito a faltar às sessões, com as mesmíssimas consequências, nas mesmíssimas variadas circunstâncias que a lei define, caracteriza e prescreve (porque, se não estão acima da lei, também não estão abaixo dela) dizia ele que era da mais elememtar prudência não agendar votações, para mais votações importantes, para datas em que a incidência de faltas seja previsível. Adiantou mesmo que o plenário não reunisse na semana santa, apenas funcionassem as comissões parlamentares.

E deu como exemplo de dias de alto absentismo expectável os de jogos de futebol importantes.

O ciddadão exemplar (les braves gents, do Brassens) tremeram de indignação: eles são uns privilegiados, se nós (?) não podemos faltar, por que é que eles podem?!

Pergunta errada, que deveria ser substituída por est'outra: se nós podemos faltar (justificamos, metemos um dia de férias, "adoecemos" ou, simplesmente, não justificamos, ponto final) por que carga de água devemos esperar (ou desejar...) que eles não possam?!

Se calhar, dever-se-iam alterar as leis: para as braves gents, as leis actuais; para os deputados, uma alínea nos direitos laborais dizendo "excepto para deputados".

Era lindo... mas é isto mesmo que as braves gents (sem assumirem) gostariam que se fizesse.

Lápide evocativa do regicídio

Com a devida vénia, transcreve-se do jornal APOIAR, o texto que se segue:´

"No passado dia 1 de Fevereiro foi inaugurada no Terreiro do Paço uma lápide evocativa do regicídio, com a presença, entre outras indivi-dualidades, do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Prof Carmona Rodrigues, e do Duque de Bragança, Senhor D. Duarte, ex- combatente na Guerra Colonial.

O Presidente da Real Associação de Lisboa, Dr Ricardo D'Abranches, dirigiu um convite à APOIAR, na pessoa do director do jornal, para se associar à cerimónia que, quase um século depois, vem evocar um acto de uma vilência e crueza singulares, marca de tempos em que o assassinato por motivações políticas era quase desculpado em nome de uma hipotética e utópica evolução das sociedades.

Este acto de alto simbolismo vem tirar do esquecimento a que o Portugal republicano votou o nosso penúltimo Rei, como que envergonhado por não ter sido capaz de trazer o bem estar e a prosperidade aos portugueses, que prometia por artes de uma simples mudança de regime.

Implantada a república, não se notaram as melhorias prometidas, muito pelo contrário! A ascenção de políticos corruptos, a juntar aos já encartados, levou o País próximo da bancarrota de que só a mão de ferro do sacrista de Santa Comba (numa mão o chicote, na outra o piedoso rosário) o havia de salvar.

O descerramento desta lápide evocativa do regicídio é também como que uma resposta aos que, não há muitos anos, tentaram repor o monumento funerário que assinalava a sepultura de um dos regicidas, como se o seu criminoso acto fosse digno de reconhecimento público por parte do Portugal moderno".

O Irão e os Amaricanos

Desta vez (carago!) não consigo concordar, sem sequer compreender bem os camones: por que raio é que andam com tanta tanga em relação ao programa nuclear do Irão?

Não será claro que cada país tem o direito de desenvolver os meios de produção de energia que entender? Afinal o petróleo não é eterno e quando a China e a Índia começarem a beber dele à tripa forra a pressão sobre os países produtores vai ser muito maior do que é hoje. E as reservas vão-se em poucas décadas.

E mesmo que o Irão produza armas atómicas, qual é o galho? Claro que a generalização do Nuke Club a toda a maltosa não é propriamente o cenário mais seguro para o planeta e o apoio dos Aiatolas ao radicalismo islâmico não augura nada de bom.

Mas ... e então?

Não será fatal como o destino que com o "progresso" tecnológico cada vez mais países terão acesso ao know how e aos meios para fazerem bombas atómicas? É preciso aprender a viver com essa realidade em vez de apenas tentar-se evitá-la com uma autoridade global que não existe. A ONU, para além dos tachos que distribui e de ir controlando guerrinhas locais, de pouco mais serve.

Com este escarcéu todo, o que os Camones conseguem é que o preço da gasolina continue a subir. E se resolverem atacar o Irão, aí é que temos que começar a pensar mais em andar de bicicleta.

Que porra!!!

Friday, April 21, 2006

Histórias do Mato III

Aqui vai mais uma estória dos velhos tempos da Angola colonial, contada pela protagonista, Raquel, mãe da nossa colega Teresa. A venerável banheira que a imagem mostra é o Nyassa, fotografado nos Açores durante a 2ª guerra mundial. Era um luxo, um verdadeiro paquete, ao pé do a seguir referido João Belo...

"Eu, Raquel Lacerda, achei-me em Angola com 17 anos, depois duma viagem no João Belo que demorou 21 dias, de Lisboa a Luanda, parando em tudo o que era sítio para se abastecer. O barco estava nas últimas (aliás foi a última viagem que fez!) e quase, quase se passou fome!

O Fernando, que por ter o Curso Superior Colonial, não passou por aspirante do Quadro Administrativo, foi colocado em Dange-ia-Manha, um posto isolado em que a nossa casa ainda tinha forro de esteiras e mobília feita de caixotes de sabão. É claro que o chão era de terra batida!

Estivemos uns dias no Dondo, em casa dum comerciante, o Sr. Jaco, que funcionava tambem como hotel. Nas paredes passeavam osgas brancas que era proíbido matar porque comiam os mosquitos mas que se desprendiam da parede quando lhes apetecia, indo cair dentro das camisas dos homens ou decote das senhoras.... um horror!

O Sr. Jaco participou que iríamos ter um belo petisco para o almoço: caldeirada de cabrito! Todos embandeiraram em arco, claro! Depois do almoço, bem regado e repetido, o homem participou que o cabrito....era macaco! Houve parvos que sairam à pressa da mesa para irem vomitar mas eu, a futura mamã de 11 criancinhas, muito grávida da Teresa, a 1ª da ninhada, resolvi ser franca e óbvia: a caldeirada assentara-me lindamente, não iria deitá-la fora! E fez-me óptimo proveito.

Dias depois fomos para o posto e pouco tempo depois passaram lá uns engenheiros que iam verificar a ponte sobre o Quanza que tinha estado avariada, não dando passagem a carros.

Um deles disse para o Fernando: "que porcaria de posto este, longe de tudo, só com uma casa...nem merecia uma bomba atómica!" - "uma quê?" - perguntou o Fernando. E para espanto dos engenheiros nós não sabiamos que a 2ª guerra mundial tinha acabado e o que era uma bomba atómica. Estavamos em 1945!"

25 de Abril, sempre?

Transcreve-se a seguir o Editorial do jornal APOIAR nº 40:

"Quando este número chegar a casa dos sócios, duas datas marcantes terão, entretanto, decorrido: o 25 de Abril e o 1º de Maio.

Vamos fazer algumas referências ao 25 de Abril, data "nossa" por excelência, deixando de parte o 1º de Maio que, com o seu folclore muito próprio, tem vindo a sair de moda, tal como a Páscoa cujo peso pagão, quase nulo, não consegue contrabalançar um significado religioso que cada vez nos parece mais estranho. Salvem-se os judeus e os mouros, cada vez mais agarrados às suas crenças.

No Natal, ao menos, o hábito das prendas e das comezainas à lareira disfarça e compensa a perda de sentido religioso cada vez mais notório nas nossas gentes (e nas outras também, por essa Europa fora...).

Voltando à vaca fria (afinal o 25 de Abril também tem vindo a arrefecer na razão directa do envelhecimento dos seus principais protagonistas), já no princípio de Abril se fez ouvir o Otelo a contar as suas estórias da época (ficámos agora a saber que o Spínola o encontrou a rua e lhe pediu opinião sobre se havia de publicar ou não o Portugal e o Futuro; p'ro ano teremos mais revelações, não perca!) e à medida que a efeméride se aproximava teremos ouvido o inefável Vasco Lourenço, talvez o Diniz D'Almeida (não é que o homem parece agora mais "calmo", quase normal?!), certamente o Marques Júnior (o mais normal de todos, Deus o guarde e conserve).

O 25 de Abril, golpe militar puro e duro, permitiu que o país se desenvolvesse sem os pesados lastros da guerra colonial e de governantes tacanhos e saudosos dos tempos do Botas de Santa Comba (ah! esses tempos!!!); entrámos para a Europa, abrimo-nos ao mundo, viajámos, lemos tudo, bebemos tudo, comemos tudo, vimos tudo, fumámos tudo (pois...) mas, realmente, não deixámos de ser um povo profundamente subjugado por um poder (quase) discricionário em que o Estado (quase) se limita a gerir o barco de modo a que os poderosos (de ontem, de anteontem e de hoje) continuem a prosperar à custa do Zé Povinho. Já viram quanto paga o Estado aos Administradores das empresas públicas? E já viram como os escolhe? Pois é...

Claro que o Zé é hoje mais exigente: já não aceita andar descalço, nem comer a côdea do pão (quero dizer, a côdea do pão), nem viver em barracas, nem sequer levar uns estalos da Polícia de vez em quando. Mas, se olharmos bem para o nosso dia a dia o que vemos?

Se queremos ter uma vida um pouco mais folgada (em dinheiro) temos que aceitar trabalhar 10 e 12 horas por dia (quase) sete dias por semana e ... cara alegre!

Entretanto, no que toca ao apoio ao cidadão deficiente, em particular àqueles que o Estado mandou para a guerra e de lá voltaram afectados fisica ou psiquicamente, os avanços têm sido mais no papel que de facto.

Foi produzida alguma legislação que consagra direitos aos ex-combatentes e deveres ao Estado, mas a regulamentação das leis tem sido lenta e penosa (o Estado tem aqui três velocidades: devagar, devagarinho e ... parado) de modo que os efeitos são escassos ou não se vêem de todo.

(...) Por tudo isto, mais que Zeca Afonso, este 25 de Abril lembra-me José Cid, quando cantava:

Nascia a flor na ponta de uma espingarda, para nada, camarada!"

Saturday, April 01, 2006

Histórias do Mato II

Devidamente autorizado, aqui fica mais uma crónica dos tempos do antigamente em Angola, pela minha amiga Teresa Lacerda. A imagem é uma gravura da Luanda antiga.

"Já a década de 50 ia alta e o papá Lacerda estava colocado no Quela, a 100kms de Malange.

O Quela era um luxo: tinha escola, médico, enfermeiro... Padre não tinha mas havia uma Missão relativamente perto e... pois... era o suficiente. E... pasmem: tinha um motor barulhento que era ligado à tardinha e desligado às 23 e assim as nossas cavernas eram iluminadas! E também as ruas, estão a ver?

Era outro paraíso! O clima estupendo, paisagens de tirar o fôlego, perto de Malange onde os meus pais de vez em quando iam ao cinema (oh Fernando! Sabes que filme estará este fim de semana em Malange? Não? Mas sei eu: é "Sissi, Imperatriz da Áustria"! - O papá Lacerda anuia e lá iam eles.), hortas verdejantes, roças de café e A Baixa do Cassange, a maravilha suprema!

Na Baixa do Cassange cultivava-se algodão.

Para se ir para a Baixa seguíamos por uma estrada que tinha uma certa zona...(sobre isto falo noutra altura!) e passávamos por um Miradouro construido à beira da falésia com pilares por onde se enrolavam trepadeiras que faziam caramanchão; por baixo dele uma enorme mesa com bancos corridos tudo em cimento. E sabem o que se fazia por lá? Brutas churrascadas, claro! A poucos metros, num pequeno morro, havia um Forte que mais parecia um aldeamento de Reserva de Caça. Lindo! O Forte de Cabatuquila, o Miradouro de... também. Do Miradouro via-se a Baixa. Um espanto, podem crer: Kms e Kms a perder de vista. Dias houve em que estando no Miradouro, com sol, se assistia de balcão a duas ou três tempestades distintas na Baixa! E tínhamos direito a arco-íris e tudo...

Com zonas tão diversificadas pertencendo ao Distrito de Malange, decidiu o Sr. Governador fazer uma Exposição Feira onde cada Conselho apresentaria, em pavilhão, o que de mais característico houvesse por lá.

O papá Lacerda reuniu com os Chefes de Posto do seu Conselho no sentido de unirem esforços e apresentarem um pavilhão digno de tão linda região. Claro que haveria o café, o algodão, os frutos, as madeiras trabalhadas em lindas peças, e que sei eu mais. Não sei de quem foi a brilhante ideia de se construir, no pavilhão, um mini-zoo mas estão já a imaginar onde os animalitos estavam estacionados desde que foram capturados até ao dia da inauguração. No nosso quintal, pois então! A mamã Raquel teve de desalojar as suas queridas galinhas Island Red para outras instalações e lá iam chegando desde herbívoros a COBRAS!

Foi uma época alucinante! Que comeriam os bambis? Qua dar às cobras? E à tarde, depois da escola, lá íamos todos apanhar umas vagens de umas árvores que bordejavam as ruas e que nós, contrariados, tínhamos de ir dar aos bambis, às gazelas...( eram doces e queriamo-las para nós).

Do resto da bicharada alguém se encarregaria, claro.

A mamã Raquel levou-nos várias vezes a Malange para nos mandar fazer as fatiotas à modista (escolher e comprar os tecidos, tirar medidas, escolher os feitios dos vestidos das meninas, fazer as provas... escolher e experimentar sapatos a condizer... Nessa altura éramos só 7 ainda).

Uns dois dias antes do início da Feira os animais foram transportados em várias carrinhas (os senhores comerciantes ajudaram na tarefa) para Malange onde o Sr. Governador disponibilizou as capoeiras dele. A família avançou também na última viagem e ficou alojada onde sempre ficava, numas vivendas perto do Palácio onde era hábito ficarem os funcionários.

Dia da Inauguração: os pavilhões estavam construídos, os artefactos e bens da terra já nos seus lugares, só faltavam os bichinhos. Uma azáfama a transportá-los e a instalá-los. Tudo numa boa. Mas para trás ficou O Bambi que o papá Lacerda não confiava a ninguém e que ele fez questão de levar na cabine da carrinha ao seu colo passando o volante ao Secretário. E lá foram eles todos lampeiros pela cidade fora em direcção ao sul do Bairro Azul onde era a Feira. Numa curva mais apertada o papá Lacerda desiquilibra-se, O Bambi assusta-se e esperneia e com uma patita bate no fecho da porta e... lá se foram Bambi e Papá Lacerda porta fora! Do Bambi não se ouviu mais falar! O papá Lacerda estampou-se de encontro ao passeio e... o Sr Secretário levou-o ao Hospital onde ele foi generosamente pintalgado com mercúrio e alguns pensos. Nada partido.

Em casa, a mamã Raquel com a ajuda da primogénita(eu) vestiu e despiu e voltou a vestir a malta jé em desassossego. Como havia sempre um bebé, provavelmente amamentou várias vezes o indez. Estava preocupada, a desgraçada.

Do papá Lacerda não havia notícias (ainda não tinham inventado os telemóveis naquela zona nem em zona nenhuma).

A hora marcada para a inauguração aproximou-se, chegou e partiu e nós ali. E eis que aparecem os valentes trabalhadores. "Então, Fernando? Tiveste um desastre a conduzir?" "Não. Foi o Pereira que..." "Oh seu malvado! Então vai fazer ISTO a um homem que não faz mal a ninguém?" E fez mensão de se atirar ao desgraçado julgando que ele teria batido no papá Lacerda... "Não, não... ele não fez nada..." balbuciava o Cristo com a boca toda inchada.

Um braço ao peito, inchado e vermelhusco e foi fardado com a ajuda da chorosa esposa. Ficou lindo, o papá Lacerda, de farda de gala, limpa e engomada e BRANCA!

A família fez uma entrada triunfal no recinto da Feira! Estava o Governador Geral e todas, todas as figuras colunáveis da época! Um show! A RTP, acabadinha de nascer na Metrópole, enviou jornalistas para fazer a cobertura do evento... O Sr Governador Geral teria comentado com o seu Secretário: "Que colégio é aquele que chegou agora com a sua professora?"

Um beijinho da vossa, Teresa

PS - Esqueci-me de vos dizer que as meninas iam todas de igual (vestido de bordado inglês com gola redonda e lacinho azul-escuro, sapato de verniz e meia branca) e os rapazes também!(calção azul escuro, camisa branca, lacinho azul escuro, sapato de verniz e meia branca)... Imaginação não faltava à mamã Raquel..."

Tuesday, March 28, 2006

Sabedoria Islâmica...

"Quando chegares a casa bate na mulher. Ela saberá porquê!" (não se riam, que a nossa civilização tem pior)

Histórias do Mato I

Como a minha amiga Teresa Lacerda não tem atinado com os posts, aproveitando o renascer deste tema no site da malta do Salvador Correia, aqui enxerto uma das estórias dela. Enjoy!

"Início da década de 50.

O papá Lacerda colocado em Cacolo como administrador dos Bondo e Bângalas, entre Saurimo e Malange, vivia feliz e contente entre a administração e as sanzalas e a colecta dos impostos e a tentativa (frouxa) de convencer uns quantos mancebos a oferecerem-se como "voluntários" para as minas da Diamang no Dundo e a orientar umas quantas queimadas "controladas" e a promover o recenciamento e a vacinação da varíola (e não sei que mais)(quem se lembra das brigadas da Pentamidina?) e a sua casa.

Tão feliz estava que se recusava a pedir transferência para uma terra mais... Cacolo não tinha médico, nem padre, nem escola...

A mamã Raquel que se esforçava desesperadamente em orientar uma casa cheia de crianças e os milhentos funcionários que lhe caíam no prato porque se diziam e estavam em trânsito e ainda não tinha sido "inventado" o avião para aquelas bandas e chegavam por terra e arrasados de dias e dias de viagem com mulheres, sogras e filhos pedia-lhe desesperada que pensasse na dita transferência até porque a Teresinha(eu) estava em idade de ir para a escola. Que não, que estava muito bem ali, que o clima era óptimo, que havia muita caça, que os funcionários eram porreirinhos, que as crianças andavam à vontade...

A mamã Raquel que fizera o curso comercial há pouco tempo(casara-se com 16 anos) e ainda tinha as matérias muito frescas decidiu ensinar a sua primogénita(eu) a ler e a escrever.

E assim foi: com resmas de papel almaço e lápis vários e mais tarde com caneta de aparo e um tinteiro que o papá Lacerda trouxe da administração ensinou a criança(eu) a ler e a escrever (todas as regras gramaticais de que se lembrava - e eram muitas) e também as tabuadas e as contas e problemas daqueles das torneiras etc... e Geografia e História de Portugal. E tão entusiasmada andava que quase deu o curso comercial à cachopa(eu) que ia aprendendo tudo julgando que era assim mesmo!

Quando achou que sim, que a rapariga(eu) já lia e etc, foram a Saurimo e inscreveram-na para fazer os exames da 1ª à 2ª e da 2ª à 3ª em regime de ensino doméstico e no dia afixado lá foram todos na carrinha que dessa vez até funcionou. (Nessa altura faziam-se exames em todas as classes, lembram-se?)

Corria o ano de 1953.

Claro que a rapariga(eu) fez uns exames belíssimos e ao fim do dia resolveram regressar a Cacolo pela fresca.

Feitos vários kms, o ajudante da carrinha que ia de farolim ligado a baterias, bate na capota a assinalar caça. O papá Lacerda emocionado, trava e salta ligeiro(também ele era um rapazito...) e pega na espingarda para prover a nossa gruta de carne fresca! A recém-examinada(eu) estava em pulgas: a sua 1ª caçada!

O Xico dizia: "Patrão, é um veado e vem para a estrada, para a frente do carro". O papá Lacerda corre para a frente do mesmo e espera. Um belíssimo veado cruza a estrada em saltos elegantes e o destemido caçador dispara... e não acerta. O Xico grita: "Patrão! está a dar a volta no mato e vai passar por trás da carrinha!" E lá vai o caçador aos saltos apanhar o veado quando ele passasse pela estrada. O veado passou, o caçador disparou e não acertou. E o Xico grita: "Patrão! está a dar a volta no mato..." E nova correria para a frente da carrinha... E novo disparo e nada!

E na cabine a mamã Raquel e a filha(eu) riam-se às gargalhadas! "Passem-me cartuchos e não façam barulho que me espantam a caça!" gritava o caçador. Os cartuchos seguiam viagem mas não acertavam... O caçador desistiu de correr para a traseira da carrinha quando se apercebeu que a caça voltaria para a parte da frente, aí para a 5ª ou 6ª volta...

Depois foi o descalabro total: que tivessem contado (no meio da risota, dos gritos por cartuchos e pedidos de pouco barulho) foram mais 17 voltas que a criatura deu ao carro!!! E eis que à 17ª volta contada, o veado dá o tal salto elegante pela estrada e cai redondo na valeta depois do tiro!

Gritos e vivas e felicitações!

Aproximaram-se do bicho e não havia sinal de bala...

Nunca souberam de que tinha morrido: de susto, ataque cardíaco ou exaustão.

A recém-examinada(eu) recusou-se a assistir à autópsia, a comer nem que fosse uma febra e nunca mais quis ir a caçadas...

Beijinhos da vossa

Teresa"

Saturday, March 25, 2006

A Energia Nuclear

Finalmente, décadas após a recusa da central em Ferrel e do slogan (redutor, quase acéfalo, como o são todos os slogans) NUCLEAR NÃO, OBRIGADO, a discussão voltou, pela mão do empresário Patrick Monteiro de Barros., que quer investir no sector.

Sendo os argumentos principais dos movimentos ANTI NUKE o perigo latente de explosão/contaminação ambiental e o destino a dar aos resíduos (de funcionamebnto e de desmantelamento), faz todo o sentido fazer o ponto da situação sobre o "estado da arte" neste capítulo. Pelo menos de 30 em 30 anos...

Por outro lado, é preciso comparar o perfil da produção de energia eléctrica actual com o de antanho, nomeadamente o nível das reservas de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural), a participação das energias renováveis (principalmente a eólica, que teve um grande desenvolvimento no período), o aumento das necessidades de energia (o papel da China e da Índia neste capítulo).

Remexendo tudo, perceber se os reactores nucleares têm (ainda) um papel a desempenhar, se são o futuro ou se devem esperar a sua oportunidade no caixote do lixo da história ou, vá lá, na preteleira.

A pior atitude é mesmo a de recusa liminar a discutir o assunto, a pensar (afinal pensar não é um acto tão doloroso assimm...) e voltar a tapar o pensamento e calar a discussão com cartazes de NUCLEAR NÃO, OBRIGADO.

...ou escrever textos como a pérola que vos deixo:

http://gaia.org.pt/?q=node/148

A tolerância Islâmica é assim....

A coexistência do Islão com as outras religiões continua a ser um conceito vazio, por muito que o Xeique Munir nos diga o contrário.

E por muito que os islamitas se refiram a Alá como "o misericordioso". Se o é, os seus seguidores, na generalidade, não o imitam nesse particular.

No Afeganistão, sem os Taliban no poder e com as tropas internacionais (ONU? Nato? whatever) no terreno, um muçulmano resolveu converter-se ao cristianismo.

Crime terrível, cum carago!!!

Parece que a única chance que tem de se esquivar à pena capital é alegar demência. O que, como a foto (Público de 5ª feira) mostra, nem deve ser muito difícil.

Friday, March 24, 2006

A ETA acordou de um longo coma...

Saídos dos confins dos anos 60 do século passado, de cara coberta e boina basca, três maduros da conhecida organização terrorista, como que despertados de um coma de décadas, vieram a público declarar um cessar fogo permanente (sem depor armas nem mostrar as caras...) com o objectivo de "dar impulso a um processo democrático em Euskal Herria para construir um novo quadro em que sejam reconhecidos os direitos.." etc, etc.

Pelos vistos, ainda pensam que Franco Cabron continua a reinar, que a democracia ainda não se estabeleceu para as bandas daquela Herria, que os bascos não são livres de se associarem à sua vontade e de defender as suas ideias, inclusive a de independência da tal Euskal Herria.

Será que estes gajos não desaparecem do mapa?

Será que filho de assassino tem que se manter no negócio do pai?!

Saturday, March 18, 2006

Processo Casa Pia - a intimidação das testemunhas

O caso Casa Pia continua o seu caminho, faltando umas largas centenas de testemunhas para ver o seu fim.

Entretanto, os advogados dos acusados continuam a sua acção intimidatória sobre as testemunhas, como forma mais frutuosa de evitar a condenação dos seus constituintes. No tempo do Al Capone a coisa era mais limpa (tirando a sangueira, claro) e a potencial testemunha era silenciada na verdadeira acepção da palavra.

Nos tempos que vão correndo, trilha-se um caminho mais tortuoso mas com uma potencialidade de longo alcance: a destruição de uma das bases em que assentam os tribunais, o testemunho. Se esta campanha pegar, uma pessoa só pode testemunhar se, além de ter presenciado (os factos, o crime, o delito, o acto) tiver meios para o provar! Porque se não tiver, o seu testemunho passa rapidamente a difamação.

E, pelos vistos, pouco importa que o testemunho seja prestado em tribunal, onde somos obrigados a dizer toda a verdade e só a verdade. A partir de agora, uma pessoa que testemunha um assassinato o melhor que tem a fazer é fechar-se em copas porque, se não tiver ela própria duas testemunhas do que afirma (melhor seria ter três!) arrisca-se a ir de cana por difamar o pobre do réu.

Voltando à vaca fria, uma das testemunhas do processo Casa Pia que terá sido aviado por Paulo Pedroso (sempre tu, meu filho!) e por (vénia) Jaime Gama (shhhhhhhhhhhh), vai agora a tribunal acusado de difamar o sr Presidente do Parlamento, número 2 da hierarquia do Estado.

Começo a acreditar que não só o Carlos Cruz e Companhia se safam, como me começo a convencer de que as testemunhas e, talvez, a senhora Provedora é que vão dentro!

Qual é o espanto?!

Os nossos comentadores, noticiadores e quejandos afinam pelo mesmo diapasão ao declararem o espanto por "um homem que ficará para a História como um monstro" ser objecto de tanta homenagem na sua terra.

Esquecem-se (esquecem-se?) que a desagregação da Jugoslávia trouxe à tona ódios antigos entre comunidades, com o particular acicate das diferenças religiosas. Naturalmente que Slobodan é visto entre os sérvios como um estadista injustamente perseguido pelos estrangeiros que ocuparam o país para proteger "os outros". E tal como aconteceu em Nuremberga só os criminosos do lado derrotado foram julgados, ficando de fora os criminosos do lado apoiado pela NATO & Cia.

O espanto saudável seria se os tais comentadores se atrevessem a fazer uma outra pergunta:

- Então e os criminosos do outro lado?! Cadê?!

Afinal, depois das tropas estrangeiras terem posto cobro às matanças feitas pelos sérvios, os muçulmanos passaram à vingança e os sérvios passaram a ser as vítimas. Tal como do lado muçulmano, também entre os sérvios foram os velhos e as crianças as vítimas preferenciais. Muitas vezes com a protecção condescendente das tropas de ocupação (perdão, de manutenção da paz).

Mas isso, se calhar, ia ferir a ordem estabelecida por minudências...

Friday, March 17, 2006

A velha questão colonial....

Um post mais antigo, lá no fundo, está a suscitar alguma discussão sobre a velha questão de que Portugal vivia à custa de Angola.

Isto era compreensível nos tempos do "ninguém segura!!!" e das ilusões associadas a essa atitude, do género, "se a tropa tuga se for embora, a gente entende-se com os pretos" ou outra atitude de gente mais tresloucada "sem a tropa tuga a gente limpava essas grunhos na hora".

Viu-se, n'é?!

Então, clique e diga de sua justiça.

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/01/angola-e-o-recrutamento-local-as.html#comments

Thursday, March 16, 2006

É só belezura!!!

Luanda, ao kilómetro vinte e tal, pela estrada da barra do Quanza.

Monday, March 13, 2006

O Pior de Jorge Sampaio

Pois, é isso aí: o pior de Jorge Sampaio foi o facto de termos sido obrigados a gramar com o pateta, convencido e cheio de empáfia que é o mano dele.

Realmente, é preciso pachorra para ler a diarreia que o tipo espalha ao sábado na revista do Público, dirigida por essa rainha do politicam,ente correcto que é a Laurinda Alves.

A chatice é que, com o ocaso do Sampaio e a ascenção do Cavaco vamos ter que gramar com a Maria mais os seus poemas; e a gente sabe como são os algarvios, quando lhe dá para fazer versos...

A medalha e o seu reverso

Um homem passeia tranquilamente por um parque em Nova York, quando de repente vê um cão raivoso a ponto de atacar uma aterrorizada menininha de 7 anos. Os curiosos olham de longe, mas, mortos de medo, não fazem nada. O homem não titubeia e atira-se ao animal, aperta-lhe a garganta e mata-o. Um policia que viu o ocorrido aproxima-se, maravilhado, dizendo-lhe:

- O senhor é um herói! Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais: "Um valente novaiorquino salva a vida de uma menininha."

O homem responde:

Obrigado, mas eu não sou de Nova York.

- Bom - diz o polícia - Então dirão: "Um valente americano salva a vida de uma menininha."

- Mas é que eu não sou americano - insiste o homem.

- Bom, isso é o menos... E de onde é você?

- Sou árabe - responde o valente.

No dia seguinte os jornais publicam:

"Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente a uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada."