Wednesday, February 07, 2007

Comunicado do BES

Com a devida vénia, transcrevo aqui um comunicado que mão amiga me fez chegar e que pretende esclarecer uma dúvida que tem pairado nas cabecinhas dos nossos leitores. Aqui vai:

Ricardo Salgado, Presidente do BES, esclarece que Carolina Salgado não pertence à família.

Carolina é “Sal” por parte do pai e “gado” por parte da mãe.

Depreende-se que a ascendência do banqueiro seja outra...

Sunday, February 04, 2007

Fátima e o referendo

Fátima, altar do mundo, é nestes tempos que vão correndo uma espécie de sede do NÃO, com sucursais em cada igreja, em cada paróquia, em cada sacristia.

Como se dizia dantes:

"Em cada canto, Espírito Santo"

O boneco que mostro, de mestre Vilhena, como de costume, ilustra aquela cena do peregrino com uma perna amputada que vai a Fátima e pede à Senhora:

- Minha querida Nossa Senhora, gostava tanto de ter as duas pernas iguais... isto, para além da vitória do NÃO!

TLIIIIIIIIMMMMMMMMMMM! Ficou como o boneco mostra.

Conclusão: a Senhora corta direito quem tem pernas tortas (ou então ouve mal). Vamos ver se ouviu a segunda parte do pedido.

Friday, February 02, 2007

Aborto segundo o Prof Marcelo

(actualizado em 3/2/2007)

Oiçam esta maravilha; o mais engraçado é que corresponde quase ponto por ponto (e só ligeiramente caricaturizado) à posição do Professor!

http://www.youtube.com/watch?v=myf5ces77PU

Se quiserem, vejam a coisa real usando o link a seguir.

http://www.youtube.com/watch?v=AfrMHnT3jKE&NR

Ah! Já agora, aqui vai a resposta do Professor às bacoradas bolçadas num comício pelo pateta enfatuado do Xico (Torquemada) Louçã:

http://www.youtube.com/watch?v=LgECmHs92Vc&mode=related&search=

Tuesday, January 30, 2007

Os abortos da D. Adozinda

No debate dos prós e contras, tal como num outro em que participei na semana passada, algumas pessoas insistiram em ares enfatuados e frases patetas do género "isto é muito sério!", "não devemos fazer humor com isto" e outras tonterias de malta sisuda, que se leva imensamente a sério.

Sorry!

Aqui vai uma estoriazinha dos tempos em que um aborto era um aborto, era uma coisa que a vizinha (a Sra Aldegundes, a D. Gracinda, a Sra D. Tomásia) fazia porque um homem não é de pau e a gente tem que se precaver, não é vizinha?

A sra Adozinda era um mulherão nos seus trintas, provida de carnes e abundante em humores e calores. O sr Manel, já nos seus cinquentas não lhe acompanhava a passada, mas fazia por cumprir os seus deveres a que se comprometera perante a Santa Madre Igreja, que é como quem diz perante o padre Júlio, de sua alcunha o topa todas...

Claro que ao fim de alguns anos de casório, o padre Júlio, das receitas de ave marias e padre nossos que passava à boazona da Adozinda, já passara a aviar as receitas ao domicílio, evitando que aquela ovelha tonta desse cabeçadas com o padeiro ou o marçano, o que levaria aquele lar à desgraça e a Adozinda à perdição.

Assim, ficava tudo em paz, com recato, equilíbrio e o bom do topa todas lá ia mantendo em respeito o mafarrico que tanto o atormentava com o aguilhão da carne.

Para abreviar, um belo dia o sr Manel chegou cedo a casa, a ciática tinha voltado a atormentá-lo, deitou-se logo e só no dia seguinte é que saíu da cama e de casa, já mais arribado e razoavelmente bem dormido.

O padre Júlio, por mór da maleita do dono da casa, tivera que passar toda a tarde e toda a noite fechado no guarda fato, para onde a Adozinda o empurrara mal ouvira o marido empurrar a porta de casa.

Saído o sr Manel, a Adozinda corre ao guarda fato e abre a porta para o padre sair.

- Sr Padre, como é que se aguentou este tempo todo, que o rais parta do meu Manel não havia meio de desamparar a loja?!

- a princípio muito mal, muito mal; a fomeca começou a apertar e não havia forma de a acalmar. Até que, tateando no escuro, encontrei uns frascos com picles, que foi o que me aguentou até agora. Por acaso, até não eram nada maus, não senhora!

- Ah! porra do padre que comeu os meus abortos, rais o partam!

Pano rapidíssimo.

Prós e Contras - o SIM versus o NÃO

O programa prós e contras da RTP desta noite consistiu num debate moderado entre um grupo de adeptos do NÃO (a tontinha da Laurinda Alves, o dr Aguiar Branco, o dr Lapa (?) o engº Fernando Santos, a fadista Kátia Guerreiro, etc) e do SIM (o Pureza do BE, o prof Vital Moreira, a escritora Lídia Jorge, etc), razoavelmente civilizado, mas sem trazer nada de mais, como era de esperar.

A rapaziada do NÃO fala de bébé, de filho, de criança quando se refere ao feto, não saindo do que considera a defesa da vida. Contudo, muitos deles, o dr Aguiar Branco, por exemplo, aceitam tranquilamente o aborto no seguimento de violação. Outros aceitam, nas calmas, que em caso de perigo de vida para a mulher ou malformação do feto, se faça o aborto.

Fico sem perceber onde lhes fica a defesa intransigente da vida.

De qualquer modo, falando de filho e de criança, nenhum se declarou apoiante de que o aborto seja punido como infanticídio (forma de homicídio, assassinato, portanto) e, pelo contrário, muitos afirmam não querer que as mulheres sejam punidas.

Fico baralhado. É criança ou não? Sé é, matá-la é menos crime se tiver menos de 1 ano? Menos de 2 anos? Menos de ... ?

O SIM quase só fala da mulher, insiste na protecção à mulher, na criação de condições seguras caso queira abortar, mas recusa pronunciar-se sobre o significado de matar o feto (é terminar uma vida? desde quando é que será crime? etc). Mantém-se, no fundo, fiel à linha histórica, ao modo como a questão surgiu, precisamente para fazer face ao aborto clandestino, feito por vizinhas mais ou menos bruxas ou parteiras, como método de contracepção, com taxas de mortalidade consideráveis.

Só o Vital Moreira aflorou a questão, não afirmando nada, mas desafiando os do NÃO, que enchiam a boca de "criança" e "filho", a requererem a criminalização do aborto como infanticídio, em nome da coerência.

Em resumo, nada de novo à esquerda ou à direita, a treta habitual.

Como era de esperar: afinal toda a gente sabe, quem aborta e quem não aborta, desde sempre, que o que se desenvolve dentro da barriga da mulher vai ser um bébé ao fim de mais ou menos 9 meses. Até lá ...

(os dois "bonecos" que ilustram o post são, como é bom de ver, da autoria de mestre José Vilhena, a quem agradeço)

Sunday, January 21, 2007

A propósito do aborto (ups!) da IVG

O referendo do próximo mês traz-nos ao televisor, ao rádio, aos jornais as habituais tiradas dos donos da vida (a malta pouco recomendável do NÃO) e dos amigos das mulheres (a malta não mais recomendável do SIM). Traz-nos também à memória um episódio delicioso protagonizado por Natália Correia, então Deputada da Nação, e um colega de legislatura, um pateta do CDS, João Morgado de sua graça, que achava que «O acto sexual é para ter filhos».

Teve o azar de o afirmar em plena Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, e a Natália começou imediatamente a escrevinhar, a escrevinhar, a escrevinhar, até que pediu a palavra. Leu o seguinte poema, que mão amiga me fez chegar há pouco:

Já que o coito - diz Morgado -

tem como fim cristalino,

preciso e imaculado

fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão

sexual petisco manduca,

temos na procriação

prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,

lógica é a conclusão

de que o viril instrumento

só usou - parca ração! -

uma vez. E se a função

faz o órgão - diz o ditado -

consumada essa excepção,

ficou capado o Morgado.

( Natália Correia - 3 de Abril de 1982 )

Sunday, January 14, 2007

Naufrágio a 20 (vinte) metros da praia!

Desde que o Luz do Sameiro naufragou em plena praia da Légua, a vinte metros da areia (pelas fotos, não deve ter sido a muito mais), temos ouvido as mais desencontradas tomadas de posição dos "responsáveis" pelos vários institutos e instituições envolvidas na função de prevenir acidentes e salvar vidas, num desagradável prolongamento duma silly season que foi fértil em disparates e tontarias.

Tenho estado calado, porque, entre outras coisas, me apetecia ter perguntado por que carga de água os náufragos não se atiraram à água e nadaram para terra? Com os coletes salva-vidas não teria sido grande problema. Mas... não tinham coletes salva-vidas? E por que carga de água não os tinham colocados?! Claro, é sempre delicado atribuir aos mortos alguma culpa pelo acidente que os levou... daí ter estado nas encolhas até agora.

Por outro lado, apetecia-me também ter perguntado por que carga de água, vários mirones (inclusive uma corporação de bombeiros) esteve na praia a ver os náufragos, um a um, caírem à água e serem enrolados, levados, submersos, afogados, sem que uma corda com uma bóia na ponta (ou sem ela) tivesse sido lançada. Vinte metros!!! Vejam bem a fotografia!!

Como diz o Zé António Saraiva, e muito bem, no SOL de ontem:

"há uns anos, alguém correria a avisar a capitania, esta faria um telefonema e meia hora depois o salva-vidas estaria a resgatar os náufragos".

Eu diria mais: há uns anos, enquanto se esperava pelo tal salva-vidas, alguém teria feito qualquer coisa, em vez de ficar a ver o mar pescar três vidas a escassos metros (as fotos não mentem) da praia.

O ministro da Defesa, depois da linguagem a puxar ao sentimento do chefe do estado maior da armada e dos inguéritos que vão ser abertos, aparece-nos agora, com o seu ar meio naïf, a dizer que foi feito tudo o que era humanamente possível para salvar os náufragos. Foi feito tudo, senhor Ministro? Não me diga! Será que acompanhou "de perto" a coisa, será que se informou, antes de se pronunciar?! Não me parece...

Deixando de lado os "responsáveis", a braços com as suas prioridades, os seus procedimentos, os seus prazos, encaremos outra realidade muito mais desagradável: o comportamento dos "não responsáveis" em todo este drama. Afinal, em que raio de gente nos estamos a tornar?! Em "cidadãos-funcionários" que esperam que venham os "meios competentes", sem tentarmos ajudar o nosso semelhante que morre à frente do nosso nariz, quase ao alcance da nossa mão?! Só porque não nos compete salvá-los?!

E que espécie de bombeiros (que espécie de gente!) fica nas encolhas sem usar tudo o que tem e não tem, inclusive uma mota de água, só porque não era a eles que competia fazer o salvamento?!

Repito a questão: em que raio de gente é que nos estamos a tornar?!

Friday, January 12, 2007

O Amor é ...

Eheheheheheheheheheheheheheheh!!!!

Tuesday, January 09, 2007

Outra vez o General Carlos "Arre Macho" Azeredo...



Saído momentaneamente da oubliette onde, para nosso descanso espiritual, tombou há muito, o general de cavalos & pingalim veio iluminar-nos com o seu patriotismo inabalável.
Assunto (pasmem, ó Tágides!): a nossa querida Índia, a pérola da coroa, Goa, pois então!

Tirada não se sabe de onde o Público veio repescar uma frase daquele cavaleiro que continua a ver na ocupação de Goa uma ataque ilegal (?!) e (etc) contra os Direitos Humanos.

Tá visto, os indianos tinham mais "Direitos Humanos" sob a pata do colono do têm integrados no país que coincide (por que será?!) com o sub continente indiano.

No tempo do Estado Novo esses "Direitos Humanos" tão caros ao senhor General, eram, como se sabe, uma enormidade de direitos.

Que saudades daqueles tempos, não é, senhor General?

A melhor da semana!

O Júlio Machado Vaz e a Ana Mesquita têm imensa piada.

Há pouco ouvi-os na edição da noite e o sexólogo rematou a sessão com uma frase deliciosa:

O sexo é como o bridge; se não temos um bom parceiro, é bom que tenhamos uma boa mão...

Monday, January 08, 2007

As Sete Maravilhas - de Portugal, claro!!!!

Não sei por que carga de água, o anúncio das sete Maravilhas do Mundo vai ser feito em Portugal.

Certamente, com pompa e circunstância, com montes de eventos paralelos, programas de entretenimento para participantes e acompanhantes, montes de jornalistas & equiparados a registar a grande revelação.

Com tal exposição mediática, era preciso que as autoridades que tutelam o turismo, os agentes turísticos, os operadores, etc, etc, fossem muito incompetentes (ou distraídos...) para não aproveitarem uma oportunidade destas.

E aproveitaram mesmo! Em vez de se limitarem a investir no evento, criaram um facto que pode ajudar a incrementar o turismo por uns tempos largos, criando um circuito que pode ter um programa próprio e que poderá ser articulado de diversas maneiras (a imaginação é livre) com outros programas. O circuito das Sete Maravilhas de Portugal e muitos outros que integrem uma ou mais com programas gastronómicos, de turismo de habitação, caminhadas, etc, etc, etc.

Qal foi a ideia? 'Tá-se mesmo a ver: criou-se um concurso paralelo que visa atribuir a sete "maravilhas" domésticas o estatuto de Maravilhas de Portugal. O momento não podia ser melhor para se fazer a sua divulgação e a promoção de circuitos para as visitar. Será uma espécie de Portugal dos Pequenitos? Bem, se se vender bem, qual é o problema?

Claro que há logo quem fique muito incomodado e que considere patético eleger sete maravilhas domésticas por não se ter nenhuma que entre nas sete mundiais. Se calhar é patético, se calhar é saloio, se calhar...

Mas não aproveitar as luzes da ribalta para valorizar os nossos sítios com interesse turístico e promovê-los, isso sim, seria saloio, patetico e, acima de tudo, pura idiotice.

Salazar fez-nos assim, pequeninos, pobrezinhos, tímidos e respeitadores...

Que porra!!!

Não à Pescanova!!!! A malta Quer cus!!!!

Mais uma vez a rapaziada da Quercus perfila-se como uma tenebrosa organização que se opõe a tudo o que mexe, a tudo o que traga bem estar, empregos, a tudo o que possa facilitar a vida das pessoas.

em Marrocos sai melhor!

Há poucos dias foi anunciado um vultuoso investimento da Pescanova em aquacultura (pregado, salvo erro), que dará emprego directo a umas 200 pessoas.

Hoje ouvi na rádio a maviosa voz do sr Spínola a ladrar (no offense to the dogs) contra o empreendimento, por estar previsto para um sítio integrado na sagrada Rede Natura 2000. O projecto foi recusado em Espanha pelo mesmo motivo, de modo que, ao que parece, a Quercus está empenhada em que o dito vá para bem londe daquela rede - se calhar vai acabar em Marrocos (ó p'rós marroquinos preocupados)...

... ou vai para um local alternativo, como hipocritamente alvitrou o sr Spínola, bem longe da costa, para não poluir o mar com antibióticos, restos de ração e... não sei que mais. O sr Spínola, saudoso da sua Madeira natal onde a aquacultura da truta se faz encosta acima, deve querer que a Pescanova vá criar pregados na lagoa comprida - se é que a sagrada Rede Natura 2000 não a engloba também (acho que sim).

Tá visto, Marrocos parece ser mesmo o destino de tão poluidora "fábrica" de pregado...

Mais uma vez, não vejo o que possa chamar a esta gentinha merdosa, de mais suave, que não seja:

CAMBADA DE BANDALHOS!!!!!!!

Tuesday, January 02, 2007

Decisões de Ano Novo

Neste ano de 2007 que agora começa, é mister tomarmos as decisões corajosas que nos permitam levar a vidinha a bom porto ou, como diz a patetatada actual, nos permita crescer como pessoas (o que quer que isso seja).

Mestre José Vilhena, sempre atento às nossas necessidades e vicissitudes, sugere uma decisão muito corajosa, para ser tomada por quem anda a saltar a cerca e já se sente sem fôlego para grandes cometimentos.

FELIZ ANO NOVO!!!!!!!

Na entrada deste novo ano, o Dr Zeco e eu próprio desejamos a todos os nossos leitorzinhos um ano de 2007 cheio de coisas boas!

Sunday, December 31, 2006

Ao cadafalso!!!!!

Se o ano de 2006 viu um arqui-criminoso morrer na cama, amparado no carinho da família e no apoio dos seus correligionários, pelo menos um outro morreu no cadafalso sob os impropérios dos adeptos de uma das suas vítimas: Saddam Hussein foi executado, não obstante os pedidos das Marias Madalenas deste mundo para que a sua miserável vida fosse poupada.

Não foi!

Monday, December 18, 2006

A Britney foi ao barbeiro?

Parece que nos ambientes kultíssimos, frequentados pela beautiful people de New York, se instalou uma discussão interessantíssima:

A Britney Spears foi ao barbeiro?

E uma outra: a motorista participou na operação?

... e com estas questões se ocupam as mentes brilhantes da cosmopolita cidade que não dorme, entre duas snifadelas de coca e duas bacoradas contra o horrendo Bush Filho.

Os papparazzi, pelo menos, parece que andam com a pontaria afinada...

(A recém nomeada e famigerada Alta Autoridade para o Combate ao Vício e Promoção da Virtude na Blogosfera não permitiu a exibição das duas fotos da Britney a entrar para o carro da Paris Hilton; o recurso aos tribunais está a ser ponderado)

Wednesday, December 13, 2006

Bando de SAFARDANAS!

Para comentário posterior (meu e de quem ler o post) aqui fica a notícia do Público sobre a malta que quer que o vale do Sabor contiue "o último rio selvagem da Europa".

Bando de malandros. Arranjaram umas merdosas 350 assinaturas, mas (mesmo tão poucas) era bom saber quantas pessoas da região conseguiram "levar"...

Veja mais do que esta malta pretende no site (cujo link encontra mais abaixo) cheio de fotografias de tartarugas, de pedrinhas e calhaus, de margens sem marca humana. No fundo, estes bandalhos acham que temos tanto território que podemos bem reservar umas coutadas para eles e os seus bem comportados meninos irem ao fim de semana ver a natureza em estado selvagem.

E ainda têm a cara de pau para sugerir outras localizaões para a barragem. Como em Foz Côa, as alternativas então indicadas foram atacadas por esta corja, assim que ganharam a guerra de Foz Côa.

E (claro!) a população da região que se lixe, como se lixaram os de Foz Côa.

Bandalhos!!!

http://www.saborlivre.org/

"A Plataforma Sabor Livre (PSL) entregou na Comissão de Ambiente da União Europeia um manifesto com 350 assinaturas contra a construção da barragem do Baixo Sabor, no sul do distrito de Bragança.

De acordo com a PSL, estrutura constituída por várias associações ambientalistas, o manifesto público assinado por cerca de 350 investigadores ligados à área do ambiente, foi entregue numa reunião em Bruxelas. Nele, reafirma-se "categoricamente a importância de manter o rio Sabor isento de barragens".

Os ambientalistas alegam que o rio "é o último selvagem da Europa", apesar de ter sido construída no seu leito a barragem da Serra Serrada, que abastece a cidade e parte do concelho de Bragança de água, e da existência de várias pontes ao longo do curso, com cerca de 100 quilómetros.A iniciativa da PSL acontece quando a Comissão Europeia está a analisar uma queixa da plataforma ambientalista contra a construção da barragem, por alegados danos nos valores ambientais existentes naquela zona do rio Sabor.

Em comunicado, a PLS refere ter manifestado na reunião em Bruxelas a sua "preocupação" com a alegada "pressão política que tem sido feita junta da Comissão Europeia no sentido de arquivar a queixa contra a construção da barragem".Nos últimos meses, deputados portugueses no Parlamento Europeu, a Associação de Municípios do Baixo Sabor e outros representantes políticos têm feito chegar a Bruxelas posições em defesa da construção do empreendimento."Impactos gravosos sobre os valores ambientais"A Plataforma Sabor Livre, acompanhada de uma alta representante da organização mundial BirdLife International, entregou à Comissão do Ambiente da União Europeia um conjunto de documentos técnicos relativos ao processo, que alega demonstrarem "inequivocamente os impactos gravosos sobre os valores ambientais" que a construção da barragem provoca.

Os ambientalistas consideram a barragem do Sabor "uma solução ilegal" por entenderem que existem "alternativas menos gravosas para o ambiente", nomeadamente no rio Côa, bem como uma outra barragem projectada para a região, na foz do rio Tua."Se a construção de uma destas barragens teria efeitos desastrosos para o ambiente, a construção das duas constituiria o fim dos rios termo-mediterrânicos de Trás-os-Montes e das comunidades de plantas destes vales, relíquias que já desapareceram de toda a bacia do Douro devido à construção do sistema de barragens", referem.

A Plataforma Sabor Livre reitera como "inadmissível que o Governo português teime em avançar com o projecto, apesar da reprovação do Instituto de Conservação da Natureza".A organização ambientalista lembra ainda uma segunda queixa que apresentou à Comissão Europeia contra o Estado português, por eventual violação das regras da concorrência, caso decida financiar a construção do empreendimento."

Monday, December 11, 2006

MORREU O CARNICEIRO DE SANTIAGO

Morreu Pinochet, um dos maiores filhos de puta do século XX.

  • Livrou o Chile da bandalheira que os comunas e associados estavam a criar, sem uma base eleitoral sólida, muito ao estilo da república espanhola de triste memória.
  • Permitiu que a economia se desenvolvesse de forma sustentada (ainda não se falava disso naquela altura) em claro contraste com as repúblidas das bananas vizinhas.
  • Não permitiu grandes roubalheiras, pelo menos das que levaram nas repúblicas das bananas vizinhas a dívida externa a níveis astronómicos.
  • Mas...

No mas é que está a porra! É que o sacana pensava mesmo que os militares eram a nata da nata da nata, que os que pensavam pela sua cabeça, mesmo que só um niquinho à esquerda eram uma ameaça para a Pátria (e para o domínio da nata sobre a ralé), de modo que instituíu um regime de terror, de arbitrariedade total em que nada nem ninguém controla as sacrossantas Forças Armadas. Só mesmo Sua Excelência...

Foi o que se viu. Nem no Brasil, nem na Argentina nem nas demais repúblicas das bananas se conseguiu ultrapassar a brutalidade e arbítrio de Pinochet, e nem se pode dizer que não o tenham tentado...

E este grandecíssimo cabrão morreu na cama, como uma pessoa normal sem ter tido mais que uns incómodos ligeiros. Valeu-nos o juíz Garçon que o fez passar pela vergonha (incómodo, nem tanto) de ter ficado retido em Inglaterra uns largos meses.

Se existe alguma coisa depois da morte, que as almas dos que chacinou não lhe dêem a paz que não merece!

Sal sem sol ... que se lixe!!!!

(Actualizado em 15 DEZ 2006)

A foto acima, foi tirada no primeiro dia, ainda havia algum sol e pouco vento. Depois (pelo menos no dia seguinte, hoje melhorou...) o vento engrossou e o sol foi-se.

Mas ao menos estamos de férias.

Afinal, a coisa lá foi melhorando e ainda tivémos 3 dias de sol e quase sem vento.

Fizémos uma volta à ilha e, para nosso espanto, parece que as vacas comem pedras (ou, pelo menos, alguma coisa quase invisível que encontra por entre elas).

Hoje, a escassas horas de regrassar à Portuga, a máquina fotográfica evaporou-se - com um bué de fotografias porreiras tiradas esta manhã, aproveitando o sol e a ida a Santa Maria levantar cacau (vai, barão!!!!!).

Friday, December 08, 2006

A frase mais burra da semana

Candidata à frase mais burra do ano é, sem dúvida (para mim, pelo menos), a frase de um médico (tinha que ser, não?!), o sr dr investigador António Coutinho (quem?! Coutinho quê?! Quem conhece o gajo?!).

Logo apoiado pelos seus pares, com destaque para o bastonário da Ordem dos Médicos, o pateta terá dito qualquer coisa como:

- É preciso garantir que para médico não vão os aldrabões (*), nem os snobes nem os burros.

E continuou a perorar sobre o facto de "agora" o factor de selecção ser só a nota do secundário (**), não explicando como é que pretende garantir que só os tipos com espírito de missão e o "chamamento" acedam a tão especial profissão. Isso, e como vai barrar o acesso aos aldrabões (*), aos snobs (why, man?!) e ... aos burros. A estes últimos seria muito complicado e a distinta profissão arriscava-se a ver o seu campo de recrutamento muito limitado...

Bem, o que me parece de uma arrogância a toda a prova é este bando de totós pensarem (será que pensam mesmo?) que só na sua douta profissão seria interessante evitar a existência de aldrabões, burros e snobes. Então nas outras não há problema em serem exercidas por aldrabões e por burros?! Por snobes, não vejo, francamente, qual é o problema...

Oh sr doutor, enxergue-se, homem!

Maldosamente (?!), pareceu-me descortinar no "pensamento" do "investigador" Coutinho uma certa saudade pelos bons tempos em que havia respeito, havia "educação" e em que, para além das boas notas, era preciso também ser de boas famílias, já que a Universidade não era para qualquer um...

(*) creio que ele não disse aldrabões, mas não me lembro ao certo que outros figurões deveriam ter o caminho barrado ao exercício da medicina, segundo o senhor doutor...

(**) o inteligentíssimo Bastonário terá alvitrado a realização de um exame de admissão, pelo menos a algumas cadeiras, que seria um método mais correcto do que a nota do secundário (entenda-se, a do 12º ano). As entrevistas não são um método a considerar por causa das cunhas a que os senhores doutores seriam vulneráveis (pelos vistos, não é só às prendinhas dos promotores de vendas das farmaceuticas que eles são vulneráveis)