Monday, March 13, 2006

O Pior de Jorge Sampaio

Pois, é isso aí: o pior de Jorge Sampaio foi o facto de termos sido obrigados a gramar com o pateta, convencido e cheio de empáfia que é o mano dele.

Realmente, é preciso pachorra para ler a diarreia que o tipo espalha ao sábado na revista do Público, dirigida por essa rainha do politicam,ente correcto que é a Laurinda Alves.

A chatice é que, com o ocaso do Sampaio e a ascenção do Cavaco vamos ter que gramar com a Maria mais os seus poemas; e a gente sabe como são os algarvios, quando lhe dá para fazer versos...

A medalha e o seu reverso

Um homem passeia tranquilamente por um parque em Nova York, quando de repente vê um cão raivoso a ponto de atacar uma aterrorizada menininha de 7 anos. Os curiosos olham de longe, mas, mortos de medo, não fazem nada. O homem não titubeia e atira-se ao animal, aperta-lhe a garganta e mata-o. Um policia que viu o ocorrido aproxima-se, maravilhado, dizendo-lhe:

- O senhor é um herói! Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais: "Um valente novaiorquino salva a vida de uma menininha."

O homem responde:

Obrigado, mas eu não sou de Nova York.

- Bom - diz o polícia - Então dirão: "Um valente americano salva a vida de uma menininha."

- Mas é que eu não sou americano - insiste o homem.

- Bom, isso é o menos... E de onde é você?

- Sou árabe - responde o valente.

No dia seguinte os jornais publicam:

"Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente a uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada."

Sunday, March 12, 2006

Um sem abrigo muito especial

Num prédio em Telheiras (rés de chão destinado a estacionamento), um sem abrigo foi-se instalando, de mansinho. Começou pelos habituais cartões, a seguir trouxe um colchão e, há duas ou três semanas apareceu montada no seu local de pernoita uma cama de ferro à antiga portuguesa. E lá continua.

Sem comentários...

Saturday, March 11, 2006

E agora uma coisa completamente diferente

Esta "bela" foto foi obtida na amazónia. Trata-se de uma gibóia (enfim, ou boa, ou seja o que for que lhe chamem no local) que tinha engolido um sujeito.

Claro que o dito foi retirado já morto da barriga do bicho, fosse por asfixia, fosse pelo abraço mortal que o bicho costuma aplicar às vítimas antes de as engolir.

Thursday, March 09, 2006

Dos cartoons às etiquetas (onde vai isto parar?!)

Esta cena das suceptibilidades do mundo árabe não se limita já aos cartoons. Aliás nunca se limitou, que o diga o autor do "Versículos Satânicos", livro intragável que comprei assim que a fatwa foi emitida, mas que nunca consegui ler. "Peguei-lhe" duas ou três vezes, mas nunca conseguir engolir mais que umas 50 páginas. Jaz numa prateleira, ao lado d' "Os Versículos Sagrados" resposta do "dr. Majid Ali Khan" ao sacrílego Rushdie. Escuso de dizer que a resposta é pior que a posta, ou seja, a amêndoa é pior que o sorvete: além de perfeitamente ilegível, pomposa (o "dr" antes do nome do autor diz tudo...), enfatuada e hiperadjectivada é inaceitavelmente dogmática e pedante.

Voltando às etiquetas, de uma forma serena e sem grandes parangonas nem manifs, uma marca espanhola optou por recolher um lote de camisolas e mudar-lhes a etiqueta por nesta figurar um quadro idílico com uma mesquita em fundo, com uns coraçõezinhos, umas setas, etc.

Por azar, a ponta da seta com os dizeres "dormimos aqui" caem mesmo em cima da mesquita e o cacho de coraçõezinhos fica mesmo em cima do minarete da dita.

Inseri uma imagem com a foto da etiqueta, onde se vê a coisa. A imagem e a notícia vinham no Expresso do passado sábado, na revista Única.

Para evitar perder mercado (muito mais que evitar outras chatices - acho eu), recolheu-se o lote e mudaram-se as etiquetas.

Mas isto deixa bem patente que aquela malta da areia (e, desgraçadamente, do petróleo) é mesmo do piorio e está a ficar mal habituada.

Mas, se calhar, a forma mais adequada de encararmos estas questões é numa perspectiva de mercado, evitando dramatizações e adoptando as estratégias e as tácticas que nos permitam vender os nossos produtos (e ideiais, já agora), comprar os deles e desenvolver o intercâmbio turístico, económico e cultural até onde fôr possível.

De preferência, sem que nenhuma das partes tenha de se pôr de cócoras...

Wednesday, March 08, 2006

Mia Couto e os Cartoons

O texto, tirado do Público de hoje, diz tudo.

Haja alguém com juízo e sem medo daquela malta marada, da areia e do petróleo.

Sunday, March 05, 2006

Ainda a negação do Holocausto

O neo nazi, já com idade para ter juízo que aparece todo ufano na foto, Irving-Qualquer-Coisa, foi condenado na Áustria a uns anos de prisão por ter dito há 17 (DEZASSETE) anos que as câmaras de gás em Auschwitz tinham sido construídas depois da guerra para atrair turistas.

Crime hediondo, caraças!!!

17 (DEZASSETE) anos depois, lá o apanharam e aplicaram a lei pateta que criminaliza a negação deste capítulo da História para descanso das consciências e das boas almas. Para descanso, sobretudo, dos filhos dos "bons austríacos" que olhavam para o lado enquanto passavam os combóios carregados de judeus a caminho dos campos de extremínio (see no evil...) ou que se abotoaram, por tuta e meia, com os negócios dos judeus em retirada, ou que lhes ficaram com as casas ou, etc, etc, etc.

Isto é particularmente ridículo num país quase residual, que nem sequer foi desnazificado, pois as potências vencedoras consideraram o Anschluss uma espécie de invasão, semelhante à da Holanda ou da França, fechando os olhos aos resultados do plebiscito, ao apoio maciço da Santa Madre Igreja (com o cardeal Innitzer à cabeça, a fazer a saudação romana, com Heil Hitler! e tudo, depois de ter votado) e ao envolvimento da sociedade austríaca, de alto a baixo, no esforço de guerra da "grande pátria alemã" reconstruída.

Que o Irving é um pateta, para além de neo nazi, não restam dúvidas. Mas na nossa Civilização costumavam fazer sentido frases como "abomino as tuas ideias, mas bater-me-ei como um leão pela tua liberdade para as manifestares".

Será que agora a liberdade de expressão só funciona até às portas de Jerusalém?

Que grande porra!!!!

O Trabalho dá Saúde - o Sexo também

Este cartoon (estamos no tempo deles, certo?) esteve adormecido uns anos desde que o tirei do Expresso (salvo erro).

Aqui o deixo como recordatória urbi et orbi.

Saturday, March 04, 2006

Ainda as caricaturas

A revista The Gate, folheada para entreter a espera no Aeroporto de Istanbul, trazia o interessante cartoon que acima reproduzo. Representa a torre de Galata (no bairro onde o Galatazarai nasceu) com um maduro, de turbante e cofió, a saltar equipado com asas postiças.

Com a confusão que por aí andou, espero que o cartoonista não se veja acusado de representar o Profeta, num vôo matinal sobre a cidade. Se esta caricatura estivesse junta com as outras 12 e não tivesse sido publicada em Istanbul, era, certo e sabido, o que teria acontecido.

Por falar nisso, parece que a sanzalada das caricaturas se extinguiu, talvez por falta de combustível.

...também não a consigo condenar

O tribunal que julgou Maria da Conceição por assassinato consumado do marido Gonçalo absolveu-a por a acusação não ter conseguido provar o crime.

A vol d'oiseau, o Gonçalo dava porrada de criar bicho na mulher, a quem ia fazendo filhos nos intervalos do tráfico da droga, dos copos e da vadiagem. Um belo dia morreu, ela meteu-o numa arca frigorífica e lá o "conservou" seis neses até se mudar com o novo marido para outra terra. Não se sabe se o novo marido lhe bate, mas é de esperar que a olhe com algum "respeito", já que cesteiro que faz um cesto faz um cento, se me faço entender.

A EDP cortou a electricidade à casa anterior, onde o Gonçalo foi apodrecendo na arca, convenientemente deixada para trás por estar avariada...

Dois anos depois de ter sido congelado, o Gonçalo, ou o que dele sobrou (a foto, tirada do Correio da Manhã de sexta feira, 3 de Março, mostra umas raspas dele no fundo da arca), foi descoberto pelo senhorio e a Judite foi directa à Conceição, de dedo espetado, acusando-a do crime.

Este tipo de casos é dos poucos em que acredito que a justiça (ou coisa que o valha) possa ser feita pelas próprias mãos. E isso por um simples motivo: é que "a Justiça", na grande maioria dos casos de porrada intra muros, nem sequer chega a meter a sua colher entre o punho do marido e o corpinho da mulher. A dita pode levar porrada a vida inteira (leiam os jornais, gentes) que o valente só tem chatices quando exagera um bocado e ela morre. Até lá, nada os pára.

Nada, excepto um pouco de arsénico no café...

Magnata de quê?!

Regressar a Portugal na TAP tem algumas pequenas vantagens. Uma delas é começar a ler os jornais portugueses (mais ou menos) confortavelmente sentado antes de cá chegar.

E, digam lá o que disserem, ler os jornais na net sucks: ler jornais é ter o papel nas unhas, folheá-lo, esbarrar nas costas da cadeira em que o gajo da frente se recosta, pôr de parte as folhas que só fazem peso, dobrá-lo, desdobrá-lo (que chatice, os dedos já estão sebentos...), cheirá-lo, ler os títulos (isto é só palha, que raio!), voltar atrás para, finalmente, ler o pouco que interessa. Mas, como dizia António Botto, "enfim, gosto!"

E no meio dessa orgia de cheiros e papel amarfanhado, lendo o Correio da Manha (como lhe chama, com muito a-propósito, o meu amigo João Reis) que vejo eu?! (perguntem lá, carago: "que viste tu?"). O que acima reproduzo: "Alexandre Alves aposta no Algarve" e o da manha designa-o como "MAGNATA DOS MEDIA".

Para já, o Algarve que se cuide, pois, se se mantiver a "tradição", vai à falência na certa e o "magnata" fica um pouco mais rico.

Este "rapaz" que o da manha nos apresenta já na meia idade, em pose "desportiva" e com um belo bronzeado (um luxo em pleno Inverno...) entrou muito novinho para a Tepclima (creio que ainda na fase de Tiago & Pereira) como adjunto técnico, ou estagiário, ou por aí, era muito esperto e desenrascado e subiu muito rapidamente na empresa. E subiu por mérito próprio, em grande parte, diga-se de passagem e em abono da verdade.

Com a criação da FNAC (não a dos livros, mas Fábrica Nacional de Ar Condicionado, com o lince, lembram-se?) ganhou asas e projecção até que o negócio começou a correr mal, os japoneses (e não só) atacaram em força e, a partir de certa altura, não houve volta dar-lhe.

A coisa foi ao ponto de os cooperantes terem ficado sem um tusto (a Tepclima, "herdeira" da Tiago & Pereira, foi uma cooperativa até ao fim) .

Só que, não obstante as empresas se irem afundando sem solução à vista, alguns "funcionários" enriqueciam a olhos vistos, ele eram altos casarões na Arrábida, altos carrões, altas vidas, chegando mesmo três deles, gestores de topo, a verem-se incluídos nas listas dos mais ricos de Portugal, com fortunas acima de 1 Milhão de contos. O "nosso" Alexandre Alves era o mais enricado dos três, seguindo-se o Engº Brito e a Dra Ladeiras.

Realmente, a competência de um gestor bem poderia ser avaliada à luz deste critério: mesmo que os negócios da empresa vão a pique e o pecúlio dos cooperantes e accionistas se desvaneça, o gestor consegue, contra ventos e marés, salvaguardar "o seu".

Portanto, o Algarve que se cuide e que se cuidem as empresas em que o Alexandre vai investir os tais 4 Milhões de euros.

Ah! que se cuide também quem cair com os 4 milhões, para financiar o magnata...

Sunday, February 26, 2006

LUÍS FILIPE GODINHO (FIXEM O NOME!)

Começou o julgamento do grandecíssimo FILHO DE PUTA que dá pelo nome de Luís Filipe Godinho.

O grandecíssimo CABRÃO era Monitor na Casa Pia (colégio de Santa Catarina) onde passava noites com as crianças à sua mercê, perdão, à sua guarda.

E então era o bom e o bonito! As crianças gritavam, fugiam, queixavam-se e ... nada aconteceu a este BANDIDO durante anos e anos, a ponto de serem imputados a este imundo CANALHA 125 crimes de abuso.

Como teria sido possível a coisa durar tantos anos se não tivesse gozado de silêncios cúmplices (para proteger o bom nome da Instituição, claro!) quando não e cumplicidades ... silenciosas? Só depois de rebentar o escândalo do Bibi & Companhia é que as queixas das crianças foram ouvidas!

Terá isto alguma coisa que ver com o facto de o anterior chefão da Casa Pia ter sido Provedor durante 17 anos?

Tem que ter, até porque o MELIANTE REFORMADO, e com uma bela reforma, (não me lembro do nome do SACANA) tratou, entre outros, do "dossier Carlos Silvino" há uma porrada de anos, pelo que não podia ter deixado de tomar providências para manter sob controlo estreito os colégios sob a sua alçada, os dormitórios à guarda de adultos lúbricos e antigos abusados, crianças pequenas (e/ou deficientes) à mercê de colegas mais velhos, formados com exemplos tão edificantes na Instituição.

O processo Casa Pia não ficará completo (ou mais perto disso) se o antigo Provedor não fôr chamado a explicar-se e a responder por olhar para o lado quando os crimes se passavam sob o seu delicado nariz!

Lembro a frase que Luís Sttau Monteiro colocou na boca de Abraão Zacut, tão adequada ao crime do antigo Provedor:

"... e ai de quem responder: "Senhor, eu dessas coisas não sei, mas sempre honrei pai e mãe e nunca trabalhei ao Sábado"; porque aos olhos do Senhor há apenas um crime, o de fechar os olhos!"

... e o grandecíssimo CABRÃO manteve-os bem fechados e com tampões nos ouvidos!

...

Seila, fui suficientemente agressivo e bruto? é que era mesmo para ser!

Qu'a ganda manif, carago!!!! (se fosse cigano ou árabe...)

Em França foi raptado um rapaz de seu nome Halami. Acabou por ser morto. O nome sugere orígem árabe, mas não: era judeu!

Resultado, uma manif que meteu cardeal, ministros, "gente importante", contra o racismo e o "anti semitismo" (?!). Quando morto é um vulgar "branco", cigano, preto ou árabe (os do costume...) alguém se lembra de promover uma manif destas (e o cardeal de nela participar)?

Mas sendo judeu... o caso é grave!

Transcrevo o Expresso de ontem:

"Milhares de pessoas protestaram hoje à tarde contra o racismo e anti-semitismo nas cidades francesas de Paris, Lyon e Bordéus, devido ao rapto, tortura e morte de um jovem judeu, Ilan Halimi. Estiveram presentes na manifestação em Paris, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, e o cardeal Jean- Marie Lustiger para além de responsáveis religiosos de todas as confissões, políticos de todos os quadrantes, associações muçulmanas e judias. A família de Ilan Halimi não participou na marcha. Nas primeiras filas estavam o presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas de França, Roger Cukierman, a antiga ministra Simone Veil, o primeiro secretário do Partido Socialista, François Hollande, o presidente da Assembleia Nacional, Jean-Louis Debré, e o antigo primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. Um pequeno incidente registou-se à chegada do presidente do Movimento pela França (MPF), Philippe de Villiers, considerado pelas associações anti-racistas «persona non grata». Villiers é conhecido pelas suas posições bastante críticas contra a «imigração descontrolada» e contra a «islamização de França». Alguns manifestantes empurraram-no, enquanto gritavam «racista, racista». A polícia interveio, pondo fim ao incidente. Ao contrário do que fora anunciado, e que fez cancelar a participação de algumas organizações, não esteve presente qualquer representante da Frente Nacional, o partido de extrema-direita de Jean- Marie Le Pen. Uma faixa dizendo «A França negra, branca magrebina contra o racismo e o anti-semitismo», escrita com o alfabeto hebraico e latino, foi desdobrada pela organização SOS Racismo no meio de jovens manifestantes que gritavam «Vingança para Ilan», «Justiça para Ilan». Num outro dístico da União dos Estudantes Judeus de França lê- se: «Racismo, anti-semitismo, violência, indiferença, Mariana (símbolo da República francesa) os teus filhos estão em perigo». Ian Halimi, vendedor de um armazém de rádios em Paris, raptado a 21 de Janeiro por um grupo que pretendia obter um resgate, foi encontrado agonizante perto de uma gare dos arredores a 13 de Fevereiro, amordaçado, algemado e com o corpo coberto de queimaduras. Morreu pouco tempo depois. Das 17 pessoas investigadas, dez têm antecedentes relacionados com anti-semitismo."

Não há dúvida, mortos também os há de 2ª, de 3ª e, neste caso, de 1ª!

Friday, February 24, 2006

Os assassinos estão entre nós

Este era o título de um livro escrito há umas boas décadas, tratando da questão dos nazis com responsabilidades directas no Holocausto que continuavam à solta, com identidades falsas, gozando muitas vezes de situações desafogadas proporcionadas por fundos constituídos em devido tempo.

Mas isso são outros contos e não vos chatear com a "Odessa", nem com o "Corredor Vaticano" nem com outras trivialidades quejandas...

Vou só lembrar que um Holocausto em menor escala ocorreu na ex-jugoslávia e que grande parte dos assassinos continua à solta, ainda vivinhos e escorreitos, como o exemplar que acima vos apresento: Ratko Mladic, chefe do exército dos sérvios na Bósnia de Radovan Karadzic (cujo julgamento decorre). Claro, como os holocaustados não eram judeus, o brado foi relativamente pequeno.

Esquecer o Holocausto (também) tem destas consequências.

Wednesday, February 22, 2006

Os murais do pós Abril 74

Depois do 25 de Abril, as paredes de Lisboa encheram-se de pinturas, umas mais perfeitinhas que outras. As da UDP eram das menos conseguidas, pouco imaginativas e veiculando as ideias pouco sofisticadas do grupelho:

As do povão eram das mais engraçadas, como a que marca a diferença entre o tonto do Otelo e o chefão da Pide.

Cool, man, cool!!!

... mas nada chegava aos calcanhares dos murais do Glorioso, em qualidade gráfica, pelo menos:

Thursday, February 16, 2006

Os cartoons, os disparates e ... o politicamente correcto

A guerra das caricaturas continua para durar, agora com todo o bicho careto a querer marcar terreno.

  • O Freitas, a querer ser "estadista", responsaável e apaziguador (valeu-lhe um elogio do embaixador do Irão!);
  • O Embaixador do Irão, a seguir ao elogio, a dizer que enquanto desempenhou idênticas funções na Polónia foi a Auschwitz-Birkenau, fez contas (?!) e considera que eram precisos 15 anos para matar 6 milhões de judeus. Logo é preciso fazer uns seminários para tirar a limpo quantos foram mesmo mortos.
  • O Freitas (outra vez?!) para corrigir a mão e mostrar que é teso chamou o Embaixador do Irão às Necessidades para lhe comunicar que está muito chateado com a negação do Holocausto (o Freitas ouviu ou leu a entrevista do iraniano? parece que não...), que é uma grosseira deturpação da História e que foi uma ofensa à Humanidade (o Freitas passou-se);
  • A tontinha da Embaixadora de Israel (who else?) , mostrando que nem dá para ser criada da Colete Avidal (se bem me lembro era este o nome de uma colega dela, só que embaixadora dos States), disse-se muito chocada (parecia estar com a lagriminha ao canto do olho...) com a tal grosseira deturpação da História, que nestas coisas não se faz contas (pois, não interessa mas são seis milhões e acabou-se!) mas lá foi dizendo que muita gente foi morta noutros campos, na rua, "em valas comuns" (portanto, se calhar até se pode fazer contas...);
  • O sr dr Vitorino, na sua performance para contrabalançar o Professor, na RTP 1, todo enfatuado e pedante (será bicha?!) considerava as caricaturas de um enorme mau gosto. Mais um que não as viu. Pateta!

Bem, resta-me deixar aqui o link para um site iraniano de caricaturas, muito anterior ao actual concurso sobre o Holocausto, e com muita coisa boa.

Os exemplos que aqui vos deixo são de um croata, Milos Panic, e não tem nada que ver com o Profeta nem com a Shoa, e de um brasileiro, Latuf. O link vai directo à versão em inglês. Se não, não se esqueçam de clicar no "ENGLISH", para pescarem alguma coisa...

Open your minds, folks!

http://www.irancartoon.com/

Thursday, February 09, 2006

Pedroso ainda ausente - até quando?!

Ontem, mais uma vez (Público de 8 FEV), Paulo Pedroso foi referido por uma vítima, não obstante ter sido "miraculosamente" despronunciado e pesem embora as ameaças (legais...) que pesam sobre quem ousar referir Sua Excelência como seu abusador.

O advogado do balofo ex-político tem sido muito eficaz em ameaçar com processos quem ouse referir o seu cliente. A mensagem é clara: se abres o bico, a gente lixa-te!

De tanto ser referido, Pedroso até faz lembrar o movimento de apoio à Fátima Felgueiras (uma colega). Enquanto ausente no Brasil os seus indefectíveis lançaram o movimento "Fátima Sempre Presente". By the way foram (vão?) a Fátima agradecer a graça da eleição à Jacintinha, à irmã Lúcia e à Xará, que terão intercedido por ela, 2000 apoiantes, em grande romaria de 50 autocarros. Esta merecia um post autónomo, carago!

Se Pedroso fosse um cidadão normal, com tanto testemunho já teriam sido tiradas certidões das declarações que o envolveram e aberto um processo autónomo contra o putativo enrabador de criancinhas. Ou reaberto o anterior. Ou chamado a aterrar no presente julgamento, onde tanto depoimanto o chama. Ou...

Mas sendo quem é, parece estar protegido por um escudo invisível...

Wednesday, February 08, 2006

As caricaturas - os judeus


Este post foi motivado pela reacção de um jornal do Irão que considero muito positiva e até engraçada. Em vez (se calhar para além de, não sei) da incitação à violência, estabeleceu um prémio de duas moedas de ouro (o que totaliza à volta de 300 dólares) para quem ganhar o concurso da melhor caricatura sobre o Holocausto.
Bem, à parte legislação um bocado bacoca e complexada (a tal que criminaliza a negação do Holocausto, mas não quem nega que D. Afonso Henriques tenha batido na mãe) a nossa civilização dá-nos a liberdade de fazer pilhéria com tudo. Se alguém se sentir ofendido, pode sempre recorrer aos tribunais.
Assim sendo, vou abrir aqui um espaço para caricaturas sobre o Holocausto, a ver o que é que sai à cena.
Para já, um desafio:
  • haja quem ilustre a cena de dois SS, um com uma toalha à cintura e outro fardado a preceito, olhando para o fumo que sai da chaminé do crematório do campo; o banhista diz para o outro: "temos que melhorar o método, assim não sobra nada para fazer sabão!"
Bom, aqui fica o tal cartoon, esperando não ser esquartejado por nenhuma vaca sagrada.

Tuesday, February 07, 2006

12 caricaturas e 30 virgens

Não consigo perceber o fuzué que vai por esse Mundo Islâmico por causa das caricaturas do Profeta. A questão foi mantida em carteira, em banho Maria, desde Outubro, à espera da altura oportuna para vir a lume e incendiar a rapaziada. O momento parece ter surgido agora, com o pessoal de peito cheio de vento com o triunfo do Há Mais e de orgulho com a posição destemida e tesa do endiabrado Ahmadinejad (porra, até já aprendi, de carreirinha, o nome do mânfio...) .
Mas devia haver limites para a hipocrisia!
A padralhada islamita incita os candidatos a mártir a fazerem-se explodir levando consigo para o outro mundo o maior número possível de infiéis. Garantem-lhes acesso directo ao Paraíso e até lhes reservam um número indeterminado de virgens (30 parece ser o número mais badalado) para entreterem as longas noites da eternidade.
Ou seja, se a padralhada garante que Allah e o Profeta abençoam o martírio dos bombistas suicidas por que carga de água se mostra tão ofendida por Maomé ser representado com uma bomba no turbante?! A representação não é de um criminoso mas sim de um mártir da jihad islâmica, um herói!
Afinal o Profeta apoia os bombistas ou a padralhada está a mentir?
Em que é que ficamos?

Outro cartoon representa um S. Pedro islamita às portas do Paraíso, a receber alminhas chamuscadas de bombistas suicidas, gritando:
"Alto! Alto! Esgotámos o stock de virgens!"
Bem, este cartoon, além de ter a sua graça, decorre directamente do que os clérigos islâmicos pregam (eles, não os infiéis) sobre os méritos do martírio e o prémio respectivo (Paraíso com virgens).
Então, qual é a ofensa?!
...
Esta questão das virgens fez-me sempre imensa "espécie". Se um tipo chega ao Paraíso sem corpo, só com a alminha, para que raio quer 30 virgens?! Mesmo que seja só uma, o desgraçado vai passar a eternidade a olhar para ela (babando-se, quando muito, em espírito) sem lhe poder "fazer" nada.
P'ra quê as virgens?!

Monday, February 06, 2006

Casamento & fufas

A semana passada foi dominada pela discussão sobre as caricaturas de Mafoma (aquela do "stop! Stop! we ran out of virgins!" está uma delícia e, afinal, não são os infiéis que oferecem o paraíso com 30 virgens 30 a quem se fizer explodir em nome e proveito de Allah; portanto, qual é a ofensa?!).

Internamente, a semana foi marcada pela tentativa de duas m'cinhas, Lena e Teresa, casarem (uma contra a outra). Tudo isto promovido pelo sr dr advogado Luís Rodrigues que as patrocina à borliú (pro rata - perdão, pro bono), capitalizando uma notoriedade que, até hoje, nunca teve. Mas, de nega em nega, até ao Supremo, o dr vai ficar famoso e ... rico.

Elas continuarão solteiras e ... fufas.

Dependendo das suas profissões, talvez venham a ganhar alguma coisa com esta exposição.

O parlamento discutirá duas propostas (ou projectos?) de lei, do PCP e do BE, serão chumbados (naturalmente) e p'ro ano há mais!

Afinal,não custava nada criar um novo tipo de casamento e chamar-lhe "casamento homossexual": podia ser assumido por dois gays, por duas lésbicas e, se lhes desse para tanto, por um gay e uma lésbica.

A lei passava a prever os dois tipos de casamento, um entre pessoas de sexos diferentes e outro para pessoas do mesmo sexo. Podia até poupar-se nos formulários, devendo os putativos nubentes colocarem uma cruzinha no quadrado à frente do tipo de casamento escolhido.

Fácil, não? Só que (suspeito) os mariconços iam querer o outro, o bom...

Sunday, January 29, 2006

Angola e o recrutamento local - as baixas

Depois do "para Angola rapidamente e em força" do Botas de Santa Comba e de se ter consumado, pelo menos simbolicamente, com a tomada de Nambuangongo, a reocupação das áreas que a UPA chegou dominar , houve que reajustar o dispositivo para se fazer face a uma situação que se adivinhava prolongada.

As acções de polícia (se alguma vez o foram) iriam transformar-se numa guerra de desgaste sem fim à vista, impondo-se uma "vietnamização" da guerra, tão profunda quanto possível.

A existência de vastas áreas intocadas pela guerra, o cariz marcadamente tribal da UPA e a existência de uma população branca e mestiça em franca expansão, permitiam apostar numa participação cada vez maior de tropa recrutada e treinada em Angola, aliviando o esforço que Portugal fazia, agravado pela eclosão de acções de guerrilha em Moçambique e na Guiné.

A tese de Mestrado do Dr Henrique Gomes Bernardo sobre "Estratégia de um conflito - Angola 1961-1974", defendida em 2003 no ISCSP, aborda aquele tema e dela extraímos os dados que, com a devida vénia, apresentamos no quadro e no gráfico aqui reproduzidos.

Vemos, assim, que a seguir à eclosão do terrorismo a percentagem dos efectivos de recrutamento local seguiu uma linha geral ascendente, com pequenas quebras em 1965 e 1969 e uma quebra brusca em 1967. Nos primeiros anos da década de 70, os efectivos de recrutamento local preenchiam mais de 40% do total. Esta participação na guerra não teve, contudo, correspondência no número de baixas, sendo a mortalidade na tropa de recrutamento local cerca de duas vezes menor que a da tropa oriunda da então metrópole.

As estatísticas apresentadas na tese não são suficientemente desagregadas para permitirem compreender as razões desta disparidade. Contudo, desenhava-se, nos últimos anos de guerra, uma tendência para a equalização das taxas de mortalidade (ver valores para 1971-73) que o 25 de Abril veio interromper. O gráfico seguinte mostra que só em 1961, 69 e 73 as taxas de mortalidade estiveram próximas do equilíbrio, sendo o valor médio de cerca de 50%.

Estes dados vêm lançar alguma luz sobre sobre a velha questão agitada por parte da população branca das colónias, em particular de Angola, segundo os quais a guerra foi um negócio para a tropa que ia da metrópole para Angola "encher-se". É verdade que a guerra é sempre um negócio para muita gente e a de Angola não o deixou de ser para muito boa gente (militares, principalmente oficiais do QP, mas também civis e não só da metrópole...) que conseguiam o ingresso em carreiras na administração colonial, bem mais compensadoras que o acumular de comissões, mesmo quando cumpridas no "ar condicionado".

Não devemos, contudo, permitir que as árvores nos impeçam de ver a floresta: as centenas de milhares de jovens que foram arrebanhados para a guerra, para defender o modo de vida colonial que nada lhes dizia e com que nada beneficiavam, em condições de risco de vida duas vezes maior que o que corriam os mancebos incorporados localmente. Ou seja, os mancebos que iam defender a sua própria terra (e o seu modo de vida) faziam-no em condiçoes bem menos arriscadas que os que vinham da metrópole!

Estes estudos que vão aparecendo, à medida que o distanciamento no tempo vai permitindo encarar o colonialismo e a guerra numa perspectiva histórica e menos numa de paixões exacerbadas e sentimentos de perda irreparáveis e podem ser usados como instrumento para dar resposta aos que, tendo refeito a sua vida depois do trauma do regresso das caravelas, não desistem de denegrir o papel da tropa que, defendendo o sistema colonial durante 14 anos, lhes permitiu manter a ilusão de um futuro possível, numa situação perfeitamente anacrónica, sem paralelo no mundo (orgulhosamente sós, dizia o Botas!).

Ilusão mantida com o sacrifício, quando não do sangue e da vida, de toda uma geração.

O Europa vai abaixo - um bom exemplo

Veio a público (não me lembro se no Público...) que o ex-cinema Europa vai mesmo abaixo. Finalmente!!!

Ainda bem, porque, para além de um péssimo enquadramento na malha urbana (por outras palavras - é um verdadeiro mamarracho!), o edifício está ocupado por pombos que, muito justamente, consideram a fachada um monumental pombal. A foto acima e as inseridas não enganam!

Todos os recantos são utilizados pelos ratos voadores para fazerem as suas necessidades, quando não as fazem directamente na carola de um incauto transeunte.

Um chiqueiro!

Felizmente, parece que, desta vez, a coisa vai fazer-se a contento dos moradores, dos "amantes da kultura", do promotor imobiliário e até da Câmara!. O projecto contempla habitação nos andares, comércio no rés do chão, estacionamento em cave e uma área kultural, ainda não se sabe muito bem onde, nem para quê, nem gerida por quem, nem paga por quem...

Mas do mal, o menos: o dono do edifício vai poder tirar o devido rendimento do bem que possui, a CML deixa de ter à perna a mão estendida dos tais "amantes da kultura" e os moradores livram-se do mamarracho, do chiqueiro e do Europombal.

Até pode ser que passem a usufruir do tal espaço kultural - mas isso, se calhar, era pedir demais...

NEVOU EM LISBOA!

Esta tarde, durante mais de meia hora, nevou em Lisboa!

A temperatura não estava suficientemente baixa para impedir a neve de derreter antes de se acumular, mas o efeito dela a cair, com flocos de tamanho razoável, foi uma delícia.

As fotos foram tiradas de minha casa, do lado do Carrefour.

Saturday, January 21, 2006

Os moradores querem kultura no Cine Paris, já!

Aqui vai uma foto do mamarracho que a CML, pressionada pelos "moradores", adquiriu, em estado mais que lastimoso. Suspeito que assim ficará por uns tempos largos...

Espero que a CML o venda a uma imobiliária que edifique no local e que "devolva" os carcanhóis que a CML gastou com tão improvável centro de Kultura, a dois passos da Casa Fernando Pessoa.

...E NÃO PRENDEM O GADJO!!!

Afinal o cacau não era nada do sobrinho do Isaltino, não eram só duas ou três contas, nem eram apenas umas dezenas de milhar de Euros. Eram uma porrada de contas, alimentadas com dinheiro em notas, ao longo de anos e anos, por familiares e funcionários da Câmara de Oeiras, ascendendo a mais de UM MILHÃO DE EUROS.

Era o esquema das licenças de construção com taxa de urgência...

Parece que só se prova a corrupção com um empreiteiro (um tal Algarvio...) mas o crime de fuga ao fisco é limpinho: há cacau, não entrou na declaração do IRS nem foi feito o pagamento do consequente imposto.

Choça com o gajo!

Qual é ele, qual é?

O Expresso de ontem trazia-nos uma espécie de adivinha que chapo na figura supra, dizendo que o Lino não era.

Na mesma página, vinha uma foto, tirada do DN, com a boca do ex-PC ministro das obras feitas e das otas por fazer. Não será mesmo ele o de cujo?

É que se não for, fico preocupado por haver outro com ainda maior capacidade para aldrabar o pagode...

Wednesday, January 11, 2006

O Jerónimo no Couço


Coitado do Jerónimo! Eu nem devia falar nisto (até se me dói a alminha), mas tem que ser: o homem quer ser Presidente de Portugal e, portanto, não lhe posso permitir baldas.
Em visita ao Couço, retiro ultramontano de comunas empedernidos, uma espécie de sóvia na parvónia, já no longínquo 1975 em que dei aulas de ginástica (?!!!) em Coruche, o kamarada Jerónimo exortou os presentes a que "chamassem os kamaradas que ainda não sabem em quem hádem ir votar..." etc, etc.
É verdade que o kamarada Jerónimo tem menos obrigação de saber falar correctamente que o saloio do sr dr Jorge Coelho.
Mas, porra!!! Se o homem quer ser Presidente de Portugal, alguém tem que lhe ensinar a evitar as bacoradas mais frequentes.
Pelo menos essas!

O Miguelinho e o Iraque

Franzindo imenso as bochecas o Miguel Sousa Tavares arengava às massas ontem, no jornal da noite da TVI, contra os malandros dos amaricanos que atacaram o Iraque onde (toda a gente sabia que) não havia armas de destruição maciça, quando o grande perigo é o Irão.

Já há uns anos Israel atacou as instalações nucleares do Irão, etc, e tal. Isso: ele disse Irão e, pelo "raciocínio" anterior, não parece ter sido engano.

Liguei para a TVI onde duas mocinhas, sucessivamente me atenderam e ouviram a minha exortação de que era preciso alguém contactar o telejornal para corrigirem o bacano.

Foram tão pacientes comigo que, é certo e sabido, me consideraram doido e que, obviamente, o sr dr Miguel estava coberto de razão.

Claro que não houve correcção nenhuma... e o bruto continua a "comentar" à terça feira na TVI, torcendo imenso a fronha, para se perceber que tem convicções muito fortes.

Como diz a minha mais que tudo, "só coisas que me arreliam..."

O Hospital de Santa Maria cobra € 0,70!!!!!

Para meu grande espanto, há dias recebi uma conta para uma familiar minha pagar, no montante de € 0,70 (setenta cêntimos).

O Hospital de Santa Maria enviou a factura pelo correio, com o código para pagamento por multibanco e a conversa habitual sobre alternativas (cheque, vale de correio, etc).

Será que ninguém faz contas nestes locais de esbanjamento que são os Hospitais (de gestão privada ou pública...)?!

Não só o utente gasta tempo e energias para liquidar a conta (paguei por multibanco), como o Estado (que é quem cobre os desvarios destes gestores da treta) gasta mais do que cobra, nesta operação.

BURROS!!!!!

Tuesday, January 10, 2006

Curiosidades...

Da Folha de Couve da Ala Sul, rapinei, com a devida vénia, o texto que se segue, que achei uma delícia:

"A bitola dos caminhos de ferro (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas. Porque foi usado este número?

Porque era esta a bitola dos caminhos de ferro ingleses e, como os caminhos de ferro americanos foram construídos pelos ingleses, esta medida foi a usada... Porque é que os ingleses usavam esta medida?

Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes dos caminhos de ferro e utilizaram as mesmas bitolas das carroças. Porque era usada a medida (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?

Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida. E por que tinham as estradas esta medida?

Porque estas estradas foram abertas pelo antigo império romano aquando das suas conquistas, e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos. E porque é que as medidas dos carros romanos foram definidas assim?

Porque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo!

Finalmente... O vaivém espacial americano, o Space Shuttle, utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol no Utah.

Os engenheiros que projectaram estes tanques queriam fazê-lo mais largos, porém, tinham a limitação dos túneis ferroviários por onde eles seriam transportados, que tinham as suas medidas baseadas na bitola da linha, que estava limitada ao tamanho das carroças inglesas que tinham a largura das estradas europeias da época do império Romano, que tinham a largura do cu de 2 cavalos.

Conclusão: O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do cu do cavalo romano!

[Agricultura de MN]"

Saturday, January 07, 2006

À martelada, naquela idade?!

Um velhinho de 71 anos, depois de se ter servido da Fonte de Marcel Duchamp (lá, como cá, os WC dos museus estão sempre avariados...), achou por bem parti-la à martelada.

Que não o tenha conseguido, não é de espantar, dada a idade do senhor, mas, mesmo assim, é preciso muito "peito feito" e muita força para a ter conseguido danificar!

Será que não se magoou?!

Wednesday, January 04, 2006

Blow job do kamarada Jerónimo (quem diria!...)

No mesmo Expresso que nos revela que 10% dos portugueses abafam a palhinha, publicou-se uma reportagem sobre uma visita do kamarada Jerónimo à Marinha Grande.

Aí, com a ajuda de um kamarada vidraceiro (que lhe segura a lança, com as duas mãos), o lider comuna surpreendeu tudo e todos com o esforçado BLOW JOB que a foto documenta.

Quem havia de dizer?! O kamarada Jerónimo hã?

Saturday, December 31, 2005

Será desta que o bom senso prevalece?

A rapaziada arvorada em Movimento Cívico continua a reclamar contra a demolição da casa onde Almeida Garrett viveu os últimos dois anos (ou serão 2 meses?) de vida.

Para este tipo de gente, é irrelevante que a CML não tenha cheta para evitar a ruína de inúmeroas edifícios que possiu, bem mais valiosos que este (que até é de um particular). O palácio Benagazil está quase irrecuperável, o palácio Ulrich até dá pena ver o estado em que está e que do exterior não se adivinha, o palácio das Galveias precisa de trabalhos urgentes, o palácio Pimenta (museu da Cidade) de urgentes trabalhos precisa, etc, etc, etc.

Para esta malta é irrelevante que a CML não tenha cheta para aproveitar razoavelmente as inúmeras casas de cultura (abertas, abertas às vezes, ou fechadas) que possui - o caso do S. Jorge é um entre muitos - e que se vão degradando.

Para esta gentalha, o que interessa é engrossar o Estado (venham os tachos!!!) e lixar os empresários, tudo em nome da Kultura - afinal na Sóvia o Estado não precisava de empresários para nada!

A dois passos da putativa casa de Garrett há a casa Fernando Pessoa, aberta e funcionar (bem, tanto quanto sei), há o cinema Paris que a CML comprou e não sabe bem o que lhe há-de fazer, há o cinema Europa para cujo local os tais cívicos também querem um centro qualquer, impedindo que o proprietário construa no local (betão, que horror!!!). Mas, segundo eles, o bairro precisa de todos esses centros de Kultura e ainda é pouco!

Espero que a CML se mantenha firme e não permita que este bando de merdosos continue a dificultar a recuperação do património edificado - pago pelos privados, claro!

O Pestana Palace, o palácio Sotto Mayor, o Condes e o Eden são exemplos de edifícios que foram restaurados por privados, com alteração de usos e programas diferentes dos anteriores, mas onde o Estado não teve que gastar um cêntimo.

Mas esta malta pensa que deve ser o Estado a pagar tudo, como se fazia na Sóvia, que se lhes há-de fazer?...

ARRIBA EVO, COÑO!!!

O plantador de coca e defensor dos cocaleros (salvo erro é assim que são chamados) compañero Evo, foi eleito presidente da Bolívia. Vai ser giro! Para além da visita ao Comandante Fidel, já começou a anunciar medidas demagógicas, ingénuas e ... nacional porreiristas.

Até me faz lembrar o Otelo...

Os Verdes apoiam Jerónimo (que espaaaannnnto!!!!)

A notícia tirada do Expresso de ontem merece destaque: os, ou melhor, as Verdes (o tal partido que nunca foi a uma única eleição a solo) apoiam Jerónimo.

Por acaso, o candidato até é mais lúcido que elas, uma vez que mantém em aberto a opção nuclear, enquanto que para aquelas totós o nuclear é um tabu. Limitam-se a papaguear "Nuclear, não, obrigado!".

Um partido, para se manter dentro da lei, tem que ir periodicamente a votos. Só que pode ir sempre "embrulhado", o que não permite ao eleitor fazer uma ideia do valor do partido em termos de votos expressos.

Está mal!

10% dos portugueses são maricas! E esta, hã?!

Este título vinha ontem escarrapachado no Expresso (o Mega, ao lado, pertence a outra notícia, mas veio agarrado; já agora, deixei-o ficar...).

Já estou a ver a malta, 10 gajos à volta de uma mesa, a imaginar qual dos outros representará o décimo "estragado"...

Por outro lado, a distribuição não deve ser homogénea e em certos grupos a percentagem será bem maior que 10%.

... em alguns andará bem perto dos 100%:

Thursday, December 29, 2005

Bi centenário do Bocage VI

  • ... e acho que as homenagens ficam por aqui que, de memória, não saco mais nada. Este, O Tabelião caduco, é um primor de duplos sentidos, fazendo pilhéria sem uma única caralhada (salvo seja, eu):
  • Um tabelião caduco
  • com mulher moça casado
  • vai portar em seu estado
  • por fé o sinal de cuco.
  • Como já não deita suco,
  • por mais que puxe os atilhos,
  • não lhe hão-de faltar casquilhos,
  • para a moça amantes novos,
  • que lhe vão galando os ovos
  • e ele cá, criando os filhos.
  • Ele diz que assim o quer,
  • mas de fúria dará pulos
  • ao ver que são actos nulos
  • os actos que ele fizer.
  • E sem ter direito à mulher,
  • que será desse demónio?
  • Pois logo qualquer belónio
  • lhe desfaz o casamento
  • porque não tem instrumento
  • com que prove o matrimónio.
  • São tristes da moça os fados
  • pois não lhe permitem que ela
  • avance p'la Arrentela
  • 'té Pica de Regalados.
  • Logo, entre esses dois casados
  • se trava renhido pleito.
  • Mas se pelo agravo feito
  • ele a leva à Relação,
  • lá ninguém lhe dá razão
  • sem que mostre o seu direito!
  • E pronto! Resta voltar a meter o Bocage na sepultura e afinfar-lhe o epitáfio, avivando as letras que o tempo, qual vil bicheza, qual piedoso entulho, carcomeu e apagou:
  • Aqui jaz Bocage, o putanheiro,
  • Que comeu, bebeu, fodeu
  • ... sem ter dinheiro!

Monday, December 26, 2005

Bi centenário do Bocage V

Ontem falhei um poema mas ... foi natal, espero que ninguém leve a mal. Aqui vai (este soneto é um bocado desabrido, mas vamos assumir que o Vate estava menos pachorrento quando o escreveu):

.

Dizem que o rei cruel do Averno imundo

tem entre as pernas caralhaz lanceta

para meter nu cu, na aberta greta,

a quem não foder bem cá neste mundo.

.

Tremei, humanos, deste mal profundo!!!

Deixai essas lições, sabida peta,

e foda-se a salvo, coma-se a punheta

esse o prazer da vida mais jucundo!

.

Se, pois, guardar devemos castidade

p'ra que nos deu Deus porras leiteiras

senão p'ra foder bem, com liberdade?!

.

Fodam-se, pois, casadas e solteiras,

e seja isso já, que é curta a idade

e as horas de prazer voam ligeiras.

.

Amanhã há mais (se não me esquecer...)

Saturday, December 24, 2005

Armas de destruição maciça, as tais que nunca existiram...

A minha prima Carolina veio toda esbaforida mostrar-me a notícia que acima transcrevo (Público de hoje, 24/12/2005), não percebendo como raio é que o tribunal de Haia se atreve a condenar um óbvio inocente.

É que, dizia ela, toda a gente sabe que o Sadham nunca teve armas de destruição maciça, que foi tudo uma invenção do Bush e da CIA e mais não sei o quê.

Prima, dizia-lhe eu, não acredite em tudo o que lhe dizem.

Qual que me dizem, primo?! Qual que me dizem?! Toda a gente sabe que o Sadham nunca teve armas de destruição maciça, foi tudo uma montagem para irem lá roubar o petróleo.

Mas, ó prima, e o reactor atómico que os judeus lá foram destruir, também foi uma invenção do Bush?!

Resposta pronta: claro, só que do Bush pai.

Calei-me (de boca aberta de espanto) reflectindo sobre a eficácia com que anti-americanos primários, órfãos da pátria dos amanhãs que cantam, verdes por fora, mas mantendo um íntimo bem vermelho, têm a audiência que têm e manipulam os espíritos simples e bem intencionados, como o da minha prima Carolina...

Que grande porra!!!

Bi Centenário do Bocage IV

Sem prefunctórios, passo à função:

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Não lamentes, ó Nise, o teu estado.

Puta tem sido muita gente boa,

Putíssimas fidalgas tem Lisboa

Milhares de vezes putas têm reinado.

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Dido foi puta, e puta de soldado;

Cleópatra, por puta alcança a coroa

E tu, Lucrécia, com toda a tua proa

Não cuides passar cono teu por cono honrado.

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E aquela da Rússia imperatriz famosa,

que ‘inda há bem pouco morreu, conta a Gazeta

entre mil porras expirou vaidosa.

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Todas no mundo dão a sua greta!

Não fiques, pois, ó Nise, duvidosa,

Que isso de Virgo e Honra é tudo peta!!!

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Só um posfunctório: não é certo que este belo poema tenha saído, originalmente, da pena do Vate Sadino, mas há uma versão sobre a qual o divino Elmano terá dito "se fosse minha, eu tê-la-ia escrito assim:.." etc, e vai barão!

Friday, December 23, 2005

Bi centenário do Bocage III

E aqui vai mais um soneto da lírica Bocageana. Este também mete igreja, como convem à quadra, e é muito, muito, bucólico:

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Quando no estado natural vivia

metida pelo mato a espécie humana

ai da virginal menina desumana

que à força o cono seu aberto via.

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Veio e Estado Social um dia,

manda a lei que o irmão não foda a mana,

é crime até chuchar uma sacana

e pesa a excomunhão na sodomia...

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Quão, lascivos cães, sois mais ditosos!

Se na igreja gostais de uma cachorra

ali mesmo, ante o altar, fodeis gostosos!

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Enquanto a linda moça, feita zorra,

desvia a custo os olhos voluptuosos;

no altar, a vista; a mente, em porra!

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Bonito, lindo, natalício...

Thursday, December 22, 2005

Bi centenário do Bocage II

Conforme prometido, aqui vai mais um soneto do divino Elmano. Como estamos perto do Natal, vai um com sabor a sacristia ou, pelo menos, a convento:

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Bojudo fradalhão de larga venta

abismo inundo de tabaco esturro,

Doutor na asneira, na ciência burro,

de larga e hirsuta barba que no peito assenta

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um domingo no púlpito de apresenta.

Prega nas grades um terrível murro

e calado do povo o gran sussurro

o dique das asneiras arrebenta.

.

Quatro putas mofavam de seus brados

não querendo que falasse contra as modas

um pecador dos mais desaforados!

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Não - diz uma - tu, padre, não me engodas!

Sempre hei-de m' alembrar por meus pecados

da noite em que me deste nove phodas!!!

.

E com esta me bau...

Amanhã há mais.

Wednesday, December 21, 2005

Bi centenário de Bocage I

O Dr Zeco associa-se às comemorações com um poema do Vate (softezinho...):

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Cagando estava a dama mais formosa

e nunca se viu cu com tanta alvura.

Porém, o ver cagar a formosura

mete nojo à vontade mais gulosa.

.

Ela a massa expeliu fedentinosa,

com algum custo, porque estava dura.

Uma carta d'amores de alimpadura

serviu àquela parte malcheirosa.

.

Ora mandem à moça mais bonita

um escrito d'amor que, lisonjeiro,

afectos mova, corações incita.

.

P'ra irdes ver servir de reposteiro

à parte onde o fedor e a merda habitam

do sombrio palácio do alcatreiro.

.

Amanhã há mais.

Sunday, December 04, 2005

O drama da obesidade, ai, ai...

Em Portugal há cada vez mais obesos e, pelos vistos, os amigos dos animais são muito criativos no modo de os levar a passear sem mexer as banhas.

O sr Samuel, da Azambuja, arranjou um esquema muito imaginativo que lhe permite ver televisão, beber coca cola e passear o Bobi.

Só que teve que empenhar a mobília para comparar o tapete...

Tuesday, November 29, 2005

A curva do Sucesso

Achei esta muito, muito, boa!

Mesmo para quem já está quase na estação dos 60...

Sunday, November 27, 2005

Obviamente, demito-o!!!

O Jerónimo está todo embalado, ninguém o segura.

Repararam na boca que mandou, como se a sua eleição fosse uma matéria do domínio do real?

"SE FÔR ELEITO, DEMITO O GOVERNO!"

Mai nada! O homem anda completamente no mundo da Lua!

Nem de propósito, no nº 23 do nosso colega "Folha de Couve da Ala Sul", MAC, em editorial, escreve o seguinte:

"O Jerónimo diz, com naturalidade, que se for eleito dissolve o governo.

Francamente, não é o Jerónimo – com toda a simpatia que lhe tenho e é alguma – que me preocupa.

O que me preocupa é este país maluco, onde um candidato à presidência diz, com toda a naturalidade, que se o povo o eleger, dissolverá o governo eleito com maioria absoluta pelo mesmo povo...

Eu sei que é um candidato de franja, que não representa uma quantidade importante de pessoas; mas é mesmo assim um candidato á presidência do País que diz uma coisa destas e é a Imprensa do mesmo país que a publicita...

Entre isto e o anúncio que diz “Enquanto dá um peidinho morre um golfinho” escarrapachado em veículos que circulam na via pública e prospectos distribuídos pelos peões, fica a minha perplexidade:

Estará todo o mundo louco e eu sã, ou é precisamente o contrário?

Hélas!"

P'ra que não digam que não gosto de gatos...

... pelo menos, fora de casa.

A namorada do Zé Sócrates?!

Sem mais comentários, aqui fica em extracto do Inevitável (a foto e o texto a preto) sobre a putativa namoradinha do nosso virtuoso primeiro ministro.

Visite Istambul

A mesquita de Suleiman vista do Bósforo, com a ponte que guarda a entrada do Corno de Ouro à direita

Para quem nunca tinha visitado um país muçulmano, Istambul foi uma surpresa muito, muito agradável.

É verdade que há mesquitas por todo o lado, eriçadas de altifalantes que debitam às seis da matina e às seis da tarde os cânticos a chamar os fiéis, com mais três rezas cantadas entre essas duas, ao nascer e pôr do sol, mas de resto, nem mulheres mascaradas ou burcadas, nem moscas a disputarem-nos o chá (que não é de menta, mas bom e saboroso chá preto), nem bandos de pedintes a chatear o viajante. Mesmo o véu dito islâmico só de longe em longe se vislumbra, vendo-se mulherio com aspecto normalíssimo, inclusive seguranças de pistola à cinta (no aeroporto).

Uma cidade enorme, razoavelmente limpa, com bazares que mais parecem centros comerciais (pelo menos o Grande Bazar e o Bazar das Especiarias), restaurantes para todos os gostos (em geral com preços mais europeus que asiáticos...), comércio a dar com um pau (couros, ouro, roupas, especiarias, quinquilharias), hotéis em conta. Ah! os russos estão por todo o lado (as russas é que dão mais nas vistas...)

Para além disso, a cidade é linda, linda, linda! Nas margens do Bósforo há palacetes e palácios com arquitectura e tamanho muito variados, a lembrar os livros do Corto Maltese e os tempos do Oriente Expresso (de que há agora uma outra versão, quinzenal, salvo erro, partindo de Londres). E não cheguei a atravessar para a cidade antiga, na margem asiática do Bósforo...

Em resumo, vá lá passar uma semanita e tu me diras des nouvelles!

Saturday, November 19, 2005

Professores a 90% (que sucesso!!!)

Foto do Público de 18 NOV 05

Fiquei estarrecido quando ouvi o circunspecto prof Paulo Sucena lamentar que o Ministério aproveitasse a greve e manif dos profs para falar da (falta de) assiduidade dos ditos.

Dizia o prof Sucena, como se fosse um argumento que definitivamente arrumasse a questão, que os professores dão 90% das aulas.

Noventa por cento, PORRA?!!!!

Isso quer dizer que faltam um dia inteiro em cada duas semanas! E isso inclui as baixas? E o apoio à família?

Será que o prof faz alguma ideia do que se passa no mundo real, considerando mundo irreal o universo da função pública, de que o professorado é expoente?!

Mais à frente, na reportagem televisiva, dizia um outro prof que já tinha feito as contas (notável!) e, entre o que trabalha na escola e o que gasta em casa a preparar as aulas, trabalha 40 horas por semana. E dizia isto como se fosse uma grande coisa (se calhar no tal mundo irreal é mesmo uma grande coisa!).

Para concluir, esta madrugada fui ao hospital de Santa Maria, às urgências; fui às 05h30 porque sabia que era uma hora calma, e não teria pela frente horas de bicha. Foi tudo muito rápido e na Oftalmologia, depois de "tocar à campainha e aguardar", fui atendido por uma médica ensonada, genuinamente perplexa por eu ter vindo àquela hora, e não às horas habituais. Acrescentou, com toda a franqueza, que tinham que aproveitar aquelas horas mortas para dormir para aguentarem o resto do turno.

Como diz a minha mais que tudo, "...é só coisas que me arreliam".

Friday, November 18, 2005

Wednesday, November 16, 2005

O verdadeiro Vereador

A foto mostra o fogoso Zé Sá Fernandes em visita ao túnel do Marquês, que ele jurou empatar até à exaustão.

Na foto, o Zé está mudo e quedo ouvindo atento, venerador e obrigado a arenga do seu ídolo, o decrépito Arqº paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, aqui com um certo ar amarrecado. Este homem sabe de tudo, hidráulica, estruturas, geotecnia, sísmica - parece que só não sabe mesmo é de arquitectura...

Percebe-se quem é o verdadeiro Vereador do Bloco de Esquerda, o Vereador Sombra, o alter ego do Empata Obras.

Sunday, November 13, 2005

As mulheres na ICAR (onde?!)

Que me perdoe o Senhor D. José Policarpo, mas este post deveria ser o "Só pode ser dos copos 2".

Realmente, D. Policarpo, a ICAR (esta paga direitos ao Saramago; ICAR = Igreja Católica Apostólica Romana) não é uma igreja em que os homens têm o papel preponderante? Ai não?

Veja o artigo do Correio da manhã AQUI (gentileza da Seila)

Quantas mulheres foram papa? Nenhuma (tirando a mítica papisa Joana...)

Quantas foram cardeais? Nenhuma.

Quantas foram bispos? Nenhuma.

Quantas foram padres? Nenhuma!!!

Ó Cardeal, mais respeito pelas mulheres, pelo menos por aquelas que não percebem por que raio é que não podem ser padres, bispos, cardeais, papas. Será por algo que têm a menos? Ou por algo que têm a mais?

Esta fixação da ICAR, que tem e sempre teve, pelo sexo (ou simplesmente pelo género) sempre me intrigou imenso...

Só pode ser dos copos...

Estas declarações, numa tipa do Bloco de Esquerda, Presidente da Câmara de uma região onde se bebem boas e abundantes pomadas, só podem ter sido mesmo resultado de uma tarde de copos ou de uma noitada bem regada.