Thursday, February 16, 2006

Os cartoons, os disparates e ... o politicamente correcto

A guerra das caricaturas continua para durar, agora com todo o bicho careto a querer marcar terreno.

  • O Freitas, a querer ser "estadista", responsaável e apaziguador (valeu-lhe um elogio do embaixador do Irão!);
  • O Embaixador do Irão, a seguir ao elogio, a dizer que enquanto desempenhou idênticas funções na Polónia foi a Auschwitz-Birkenau, fez contas (?!) e considera que eram precisos 15 anos para matar 6 milhões de judeus. Logo é preciso fazer uns seminários para tirar a limpo quantos foram mesmo mortos.
  • O Freitas (outra vez?!) para corrigir a mão e mostrar que é teso chamou o Embaixador do Irão às Necessidades para lhe comunicar que está muito chateado com a negação do Holocausto (o Freitas ouviu ou leu a entrevista do iraniano? parece que não...), que é uma grosseira deturpação da História e que foi uma ofensa à Humanidade (o Freitas passou-se);
  • A tontinha da Embaixadora de Israel (who else?) , mostrando que nem dá para ser criada da Colete Avidal (se bem me lembro era este o nome de uma colega dela, só que embaixadora dos States), disse-se muito chocada (parecia estar com a lagriminha ao canto do olho...) com a tal grosseira deturpação da História, que nestas coisas não se faz contas (pois, não interessa mas são seis milhões e acabou-se!) mas lá foi dizendo que muita gente foi morta noutros campos, na rua, "em valas comuns" (portanto, se calhar até se pode fazer contas...);
  • O sr dr Vitorino, na sua performance para contrabalançar o Professor, na RTP 1, todo enfatuado e pedante (será bicha?!) considerava as caricaturas de um enorme mau gosto. Mais um que não as viu. Pateta!

Bem, resta-me deixar aqui o link para um site iraniano de caricaturas, muito anterior ao actual concurso sobre o Holocausto, e com muita coisa boa.

Os exemplos que aqui vos deixo são de um croata, Milos Panic, e não tem nada que ver com o Profeta nem com a Shoa, e de um brasileiro, Latuf. O link vai directo à versão em inglês. Se não, não se esqueçam de clicar no "ENGLISH", para pescarem alguma coisa...

Open your minds, folks!

http://www.irancartoon.com/

Thursday, February 09, 2006

Pedroso ainda ausente - até quando?!

Ontem, mais uma vez (Público de 8 FEV), Paulo Pedroso foi referido por uma vítima, não obstante ter sido "miraculosamente" despronunciado e pesem embora as ameaças (legais...) que pesam sobre quem ousar referir Sua Excelência como seu abusador.

O advogado do balofo ex-político tem sido muito eficaz em ameaçar com processos quem ouse referir o seu cliente. A mensagem é clara: se abres o bico, a gente lixa-te!

De tanto ser referido, Pedroso até faz lembrar o movimento de apoio à Fátima Felgueiras (uma colega). Enquanto ausente no Brasil os seus indefectíveis lançaram o movimento "Fátima Sempre Presente". By the way foram (vão?) a Fátima agradecer a graça da eleição à Jacintinha, à irmã Lúcia e à Xará, que terão intercedido por ela, 2000 apoiantes, em grande romaria de 50 autocarros. Esta merecia um post autónomo, carago!

Se Pedroso fosse um cidadão normal, com tanto testemunho já teriam sido tiradas certidões das declarações que o envolveram e aberto um processo autónomo contra o putativo enrabador de criancinhas. Ou reaberto o anterior. Ou chamado a aterrar no presente julgamento, onde tanto depoimanto o chama. Ou...

Mas sendo quem é, parece estar protegido por um escudo invisível...

Wednesday, February 08, 2006

As caricaturas - os judeus


Este post foi motivado pela reacção de um jornal do Irão que considero muito positiva e até engraçada. Em vez (se calhar para além de, não sei) da incitação à violência, estabeleceu um prémio de duas moedas de ouro (o que totaliza à volta de 300 dólares) para quem ganhar o concurso da melhor caricatura sobre o Holocausto.
Bem, à parte legislação um bocado bacoca e complexada (a tal que criminaliza a negação do Holocausto, mas não quem nega que D. Afonso Henriques tenha batido na mãe) a nossa civilização dá-nos a liberdade de fazer pilhéria com tudo. Se alguém se sentir ofendido, pode sempre recorrer aos tribunais.
Assim sendo, vou abrir aqui um espaço para caricaturas sobre o Holocausto, a ver o que é que sai à cena.
Para já, um desafio:
  • haja quem ilustre a cena de dois SS, um com uma toalha à cintura e outro fardado a preceito, olhando para o fumo que sai da chaminé do crematório do campo; o banhista diz para o outro: "temos que melhorar o método, assim não sobra nada para fazer sabão!"
Bom, aqui fica o tal cartoon, esperando não ser esquartejado por nenhuma vaca sagrada.

Tuesday, February 07, 2006

12 caricaturas e 30 virgens

Não consigo perceber o fuzué que vai por esse Mundo Islâmico por causa das caricaturas do Profeta. A questão foi mantida em carteira, em banho Maria, desde Outubro, à espera da altura oportuna para vir a lume e incendiar a rapaziada. O momento parece ter surgido agora, com o pessoal de peito cheio de vento com o triunfo do Há Mais e de orgulho com a posição destemida e tesa do endiabrado Ahmadinejad (porra, até já aprendi, de carreirinha, o nome do mânfio...) .
Mas devia haver limites para a hipocrisia!
A padralhada islamita incita os candidatos a mártir a fazerem-se explodir levando consigo para o outro mundo o maior número possível de infiéis. Garantem-lhes acesso directo ao Paraíso e até lhes reservam um número indeterminado de virgens (30 parece ser o número mais badalado) para entreterem as longas noites da eternidade.
Ou seja, se a padralhada garante que Allah e o Profeta abençoam o martírio dos bombistas suicidas por que carga de água se mostra tão ofendida por Maomé ser representado com uma bomba no turbante?! A representação não é de um criminoso mas sim de um mártir da jihad islâmica, um herói!
Afinal o Profeta apoia os bombistas ou a padralhada está a mentir?
Em que é que ficamos?

Outro cartoon representa um S. Pedro islamita às portas do Paraíso, a receber alminhas chamuscadas de bombistas suicidas, gritando:
"Alto! Alto! Esgotámos o stock de virgens!"
Bem, este cartoon, além de ter a sua graça, decorre directamente do que os clérigos islâmicos pregam (eles, não os infiéis) sobre os méritos do martírio e o prémio respectivo (Paraíso com virgens).
Então, qual é a ofensa?!
...
Esta questão das virgens fez-me sempre imensa "espécie". Se um tipo chega ao Paraíso sem corpo, só com a alminha, para que raio quer 30 virgens?! Mesmo que seja só uma, o desgraçado vai passar a eternidade a olhar para ela (babando-se, quando muito, em espírito) sem lhe poder "fazer" nada.
P'ra quê as virgens?!

Monday, February 06, 2006

Casamento & fufas

A semana passada foi dominada pela discussão sobre as caricaturas de Mafoma (aquela do "stop! Stop! we ran out of virgins!" está uma delícia e, afinal, não são os infiéis que oferecem o paraíso com 30 virgens 30 a quem se fizer explodir em nome e proveito de Allah; portanto, qual é a ofensa?!).

Internamente, a semana foi marcada pela tentativa de duas m'cinhas, Lena e Teresa, casarem (uma contra a outra). Tudo isto promovido pelo sr dr advogado Luís Rodrigues que as patrocina à borliú (pro rata - perdão, pro bono), capitalizando uma notoriedade que, até hoje, nunca teve. Mas, de nega em nega, até ao Supremo, o dr vai ficar famoso e ... rico.

Elas continuarão solteiras e ... fufas.

Dependendo das suas profissões, talvez venham a ganhar alguma coisa com esta exposição.

O parlamento discutirá duas propostas (ou projectos?) de lei, do PCP e do BE, serão chumbados (naturalmente) e p'ro ano há mais!

Afinal,não custava nada criar um novo tipo de casamento e chamar-lhe "casamento homossexual": podia ser assumido por dois gays, por duas lésbicas e, se lhes desse para tanto, por um gay e uma lésbica.

A lei passava a prever os dois tipos de casamento, um entre pessoas de sexos diferentes e outro para pessoas do mesmo sexo. Podia até poupar-se nos formulários, devendo os putativos nubentes colocarem uma cruzinha no quadrado à frente do tipo de casamento escolhido.

Fácil, não? Só que (suspeito) os mariconços iam querer o outro, o bom...

Sunday, January 29, 2006

Angola e o recrutamento local - as baixas

Depois do "para Angola rapidamente e em força" do Botas de Santa Comba e de se ter consumado, pelo menos simbolicamente, com a tomada de Nambuangongo, a reocupação das áreas que a UPA chegou dominar , houve que reajustar o dispositivo para se fazer face a uma situação que se adivinhava prolongada.

As acções de polícia (se alguma vez o foram) iriam transformar-se numa guerra de desgaste sem fim à vista, impondo-se uma "vietnamização" da guerra, tão profunda quanto possível.

A existência de vastas áreas intocadas pela guerra, o cariz marcadamente tribal da UPA e a existência de uma população branca e mestiça em franca expansão, permitiam apostar numa participação cada vez maior de tropa recrutada e treinada em Angola, aliviando o esforço que Portugal fazia, agravado pela eclosão de acções de guerrilha em Moçambique e na Guiné.

A tese de Mestrado do Dr Henrique Gomes Bernardo sobre "Estratégia de um conflito - Angola 1961-1974", defendida em 2003 no ISCSP, aborda aquele tema e dela extraímos os dados que, com a devida vénia, apresentamos no quadro e no gráfico aqui reproduzidos.

Vemos, assim, que a seguir à eclosão do terrorismo a percentagem dos efectivos de recrutamento local seguiu uma linha geral ascendente, com pequenas quebras em 1965 e 1969 e uma quebra brusca em 1967. Nos primeiros anos da década de 70, os efectivos de recrutamento local preenchiam mais de 40% do total. Esta participação na guerra não teve, contudo, correspondência no número de baixas, sendo a mortalidade na tropa de recrutamento local cerca de duas vezes menor que a da tropa oriunda da então metrópole.

As estatísticas apresentadas na tese não são suficientemente desagregadas para permitirem compreender as razões desta disparidade. Contudo, desenhava-se, nos últimos anos de guerra, uma tendência para a equalização das taxas de mortalidade (ver valores para 1971-73) que o 25 de Abril veio interromper. O gráfico seguinte mostra que só em 1961, 69 e 73 as taxas de mortalidade estiveram próximas do equilíbrio, sendo o valor médio de cerca de 50%.

Estes dados vêm lançar alguma luz sobre sobre a velha questão agitada por parte da população branca das colónias, em particular de Angola, segundo os quais a guerra foi um negócio para a tropa que ia da metrópole para Angola "encher-se". É verdade que a guerra é sempre um negócio para muita gente e a de Angola não o deixou de ser para muito boa gente (militares, principalmente oficiais do QP, mas também civis e não só da metrópole...) que conseguiam o ingresso em carreiras na administração colonial, bem mais compensadoras que o acumular de comissões, mesmo quando cumpridas no "ar condicionado".

Não devemos, contudo, permitir que as árvores nos impeçam de ver a floresta: as centenas de milhares de jovens que foram arrebanhados para a guerra, para defender o modo de vida colonial que nada lhes dizia e com que nada beneficiavam, em condições de risco de vida duas vezes maior que o que corriam os mancebos incorporados localmente. Ou seja, os mancebos que iam defender a sua própria terra (e o seu modo de vida) faziam-no em condiçoes bem menos arriscadas que os que vinham da metrópole!

Estes estudos que vão aparecendo, à medida que o distanciamento no tempo vai permitindo encarar o colonialismo e a guerra numa perspectiva histórica e menos numa de paixões exacerbadas e sentimentos de perda irreparáveis e podem ser usados como instrumento para dar resposta aos que, tendo refeito a sua vida depois do trauma do regresso das caravelas, não desistem de denegrir o papel da tropa que, defendendo o sistema colonial durante 14 anos, lhes permitiu manter a ilusão de um futuro possível, numa situação perfeitamente anacrónica, sem paralelo no mundo (orgulhosamente sós, dizia o Botas!).

Ilusão mantida com o sacrifício, quando não do sangue e da vida, de toda uma geração.

O Europa vai abaixo - um bom exemplo

Veio a público (não me lembro se no Público...) que o ex-cinema Europa vai mesmo abaixo. Finalmente!!!

Ainda bem, porque, para além de um péssimo enquadramento na malha urbana (por outras palavras - é um verdadeiro mamarracho!), o edifício está ocupado por pombos que, muito justamente, consideram a fachada um monumental pombal. A foto acima e as inseridas não enganam!

Todos os recantos são utilizados pelos ratos voadores para fazerem as suas necessidades, quando não as fazem directamente na carola de um incauto transeunte.

Um chiqueiro!

Felizmente, parece que, desta vez, a coisa vai fazer-se a contento dos moradores, dos "amantes da kultura", do promotor imobiliário e até da Câmara!. O projecto contempla habitação nos andares, comércio no rés do chão, estacionamento em cave e uma área kultural, ainda não se sabe muito bem onde, nem para quê, nem gerida por quem, nem paga por quem...

Mas do mal, o menos: o dono do edifício vai poder tirar o devido rendimento do bem que possui, a CML deixa de ter à perna a mão estendida dos tais "amantes da kultura" e os moradores livram-se do mamarracho, do chiqueiro e do Europombal.

Até pode ser que passem a usufruir do tal espaço kultural - mas isso, se calhar, era pedir demais...

NEVOU EM LISBOA!

Esta tarde, durante mais de meia hora, nevou em Lisboa!

A temperatura não estava suficientemente baixa para impedir a neve de derreter antes de se acumular, mas o efeito dela a cair, com flocos de tamanho razoável, foi uma delícia.

As fotos foram tiradas de minha casa, do lado do Carrefour.

Saturday, January 21, 2006

Os moradores querem kultura no Cine Paris, já!

Aqui vai uma foto do mamarracho que a CML, pressionada pelos "moradores", adquiriu, em estado mais que lastimoso. Suspeito que assim ficará por uns tempos largos...

Espero que a CML o venda a uma imobiliária que edifique no local e que "devolva" os carcanhóis que a CML gastou com tão improvável centro de Kultura, a dois passos da Casa Fernando Pessoa.

...E NÃO PRENDEM O GADJO!!!

Afinal o cacau não era nada do sobrinho do Isaltino, não eram só duas ou três contas, nem eram apenas umas dezenas de milhar de Euros. Eram uma porrada de contas, alimentadas com dinheiro em notas, ao longo de anos e anos, por familiares e funcionários da Câmara de Oeiras, ascendendo a mais de UM MILHÃO DE EUROS.

Era o esquema das licenças de construção com taxa de urgência...

Parece que só se prova a corrupção com um empreiteiro (um tal Algarvio...) mas o crime de fuga ao fisco é limpinho: há cacau, não entrou na declaração do IRS nem foi feito o pagamento do consequente imposto.

Choça com o gajo!

Qual é ele, qual é?

O Expresso de ontem trazia-nos uma espécie de adivinha que chapo na figura supra, dizendo que o Lino não era.

Na mesma página, vinha uma foto, tirada do DN, com a boca do ex-PC ministro das obras feitas e das otas por fazer. Não será mesmo ele o de cujo?

É que se não for, fico preocupado por haver outro com ainda maior capacidade para aldrabar o pagode...

Wednesday, January 11, 2006

O Jerónimo no Couço


Coitado do Jerónimo! Eu nem devia falar nisto (até se me dói a alminha), mas tem que ser: o homem quer ser Presidente de Portugal e, portanto, não lhe posso permitir baldas.
Em visita ao Couço, retiro ultramontano de comunas empedernidos, uma espécie de sóvia na parvónia, já no longínquo 1975 em que dei aulas de ginástica (?!!!) em Coruche, o kamarada Jerónimo exortou os presentes a que "chamassem os kamaradas que ainda não sabem em quem hádem ir votar..." etc, etc.
É verdade que o kamarada Jerónimo tem menos obrigação de saber falar correctamente que o saloio do sr dr Jorge Coelho.
Mas, porra!!! Se o homem quer ser Presidente de Portugal, alguém tem que lhe ensinar a evitar as bacoradas mais frequentes.
Pelo menos essas!

O Miguelinho e o Iraque

Franzindo imenso as bochecas o Miguel Sousa Tavares arengava às massas ontem, no jornal da noite da TVI, contra os malandros dos amaricanos que atacaram o Iraque onde (toda a gente sabia que) não havia armas de destruição maciça, quando o grande perigo é o Irão.

Já há uns anos Israel atacou as instalações nucleares do Irão, etc, e tal. Isso: ele disse Irão e, pelo "raciocínio" anterior, não parece ter sido engano.

Liguei para a TVI onde duas mocinhas, sucessivamente me atenderam e ouviram a minha exortação de que era preciso alguém contactar o telejornal para corrigirem o bacano.

Foram tão pacientes comigo que, é certo e sabido, me consideraram doido e que, obviamente, o sr dr Miguel estava coberto de razão.

Claro que não houve correcção nenhuma... e o bruto continua a "comentar" à terça feira na TVI, torcendo imenso a fronha, para se perceber que tem convicções muito fortes.

Como diz a minha mais que tudo, "só coisas que me arreliam..."

O Hospital de Santa Maria cobra € 0,70!!!!!

Para meu grande espanto, há dias recebi uma conta para uma familiar minha pagar, no montante de € 0,70 (setenta cêntimos).

O Hospital de Santa Maria enviou a factura pelo correio, com o código para pagamento por multibanco e a conversa habitual sobre alternativas (cheque, vale de correio, etc).

Será que ninguém faz contas nestes locais de esbanjamento que são os Hospitais (de gestão privada ou pública...)?!

Não só o utente gasta tempo e energias para liquidar a conta (paguei por multibanco), como o Estado (que é quem cobre os desvarios destes gestores da treta) gasta mais do que cobra, nesta operação.

BURROS!!!!!

Tuesday, January 10, 2006

Curiosidades...

Da Folha de Couve da Ala Sul, rapinei, com a devida vénia, o texto que se segue, que achei uma delícia:

"A bitola dos caminhos de ferro (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas. Porque foi usado este número?

Porque era esta a bitola dos caminhos de ferro ingleses e, como os caminhos de ferro americanos foram construídos pelos ingleses, esta medida foi a usada... Porque é que os ingleses usavam esta medida?

Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes dos caminhos de ferro e utilizaram as mesmas bitolas das carroças. Porque era usada a medida (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?

Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida. E por que tinham as estradas esta medida?

Porque estas estradas foram abertas pelo antigo império romano aquando das suas conquistas, e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos. E porque é que as medidas dos carros romanos foram definidas assim?

Porque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo!

Finalmente... O vaivém espacial americano, o Space Shuttle, utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol no Utah.

Os engenheiros que projectaram estes tanques queriam fazê-lo mais largos, porém, tinham a limitação dos túneis ferroviários por onde eles seriam transportados, que tinham as suas medidas baseadas na bitola da linha, que estava limitada ao tamanho das carroças inglesas que tinham a largura das estradas europeias da época do império Romano, que tinham a largura do cu de 2 cavalos.

Conclusão: O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do cu do cavalo romano!

[Agricultura de MN]"

Saturday, January 07, 2006

À martelada, naquela idade?!

Um velhinho de 71 anos, depois de se ter servido da Fonte de Marcel Duchamp (lá, como cá, os WC dos museus estão sempre avariados...), achou por bem parti-la à martelada.

Que não o tenha conseguido, não é de espantar, dada a idade do senhor, mas, mesmo assim, é preciso muito "peito feito" e muita força para a ter conseguido danificar!

Será que não se magoou?!

Wednesday, January 04, 2006

Blow job do kamarada Jerónimo (quem diria!...)

No mesmo Expresso que nos revela que 10% dos portugueses abafam a palhinha, publicou-se uma reportagem sobre uma visita do kamarada Jerónimo à Marinha Grande.

Aí, com a ajuda de um kamarada vidraceiro (que lhe segura a lança, com as duas mãos), o lider comuna surpreendeu tudo e todos com o esforçado BLOW JOB que a foto documenta.

Quem havia de dizer?! O kamarada Jerónimo hã?

Saturday, December 31, 2005

Será desta que o bom senso prevalece?

A rapaziada arvorada em Movimento Cívico continua a reclamar contra a demolição da casa onde Almeida Garrett viveu os últimos dois anos (ou serão 2 meses?) de vida.

Para este tipo de gente, é irrelevante que a CML não tenha cheta para evitar a ruína de inúmeroas edifícios que possiu, bem mais valiosos que este (que até é de um particular). O palácio Benagazil está quase irrecuperável, o palácio Ulrich até dá pena ver o estado em que está e que do exterior não se adivinha, o palácio das Galveias precisa de trabalhos urgentes, o palácio Pimenta (museu da Cidade) de urgentes trabalhos precisa, etc, etc, etc.

Para esta malta é irrelevante que a CML não tenha cheta para aproveitar razoavelmente as inúmeras casas de cultura (abertas, abertas às vezes, ou fechadas) que possui - o caso do S. Jorge é um entre muitos - e que se vão degradando.

Para esta gentalha, o que interessa é engrossar o Estado (venham os tachos!!!) e lixar os empresários, tudo em nome da Kultura - afinal na Sóvia o Estado não precisava de empresários para nada!

A dois passos da putativa casa de Garrett há a casa Fernando Pessoa, aberta e funcionar (bem, tanto quanto sei), há o cinema Paris que a CML comprou e não sabe bem o que lhe há-de fazer, há o cinema Europa para cujo local os tais cívicos também querem um centro qualquer, impedindo que o proprietário construa no local (betão, que horror!!!). Mas, segundo eles, o bairro precisa de todos esses centros de Kultura e ainda é pouco!

Espero que a CML se mantenha firme e não permita que este bando de merdosos continue a dificultar a recuperação do património edificado - pago pelos privados, claro!

O Pestana Palace, o palácio Sotto Mayor, o Condes e o Eden são exemplos de edifícios que foram restaurados por privados, com alteração de usos e programas diferentes dos anteriores, mas onde o Estado não teve que gastar um cêntimo.

Mas esta malta pensa que deve ser o Estado a pagar tudo, como se fazia na Sóvia, que se lhes há-de fazer?...

ARRIBA EVO, COÑO!!!

O plantador de coca e defensor dos cocaleros (salvo erro é assim que são chamados) compañero Evo, foi eleito presidente da Bolívia. Vai ser giro! Para além da visita ao Comandante Fidel, já começou a anunciar medidas demagógicas, ingénuas e ... nacional porreiristas.

Até me faz lembrar o Otelo...

Os Verdes apoiam Jerónimo (que espaaaannnnto!!!!)

A notícia tirada do Expresso de ontem merece destaque: os, ou melhor, as Verdes (o tal partido que nunca foi a uma única eleição a solo) apoiam Jerónimo.

Por acaso, o candidato até é mais lúcido que elas, uma vez que mantém em aberto a opção nuclear, enquanto que para aquelas totós o nuclear é um tabu. Limitam-se a papaguear "Nuclear, não, obrigado!".

Um partido, para se manter dentro da lei, tem que ir periodicamente a votos. Só que pode ir sempre "embrulhado", o que não permite ao eleitor fazer uma ideia do valor do partido em termos de votos expressos.

Está mal!

10% dos portugueses são maricas! E esta, hã?!

Este título vinha ontem escarrapachado no Expresso (o Mega, ao lado, pertence a outra notícia, mas veio agarrado; já agora, deixei-o ficar...).

Já estou a ver a malta, 10 gajos à volta de uma mesa, a imaginar qual dos outros representará o décimo "estragado"...

Por outro lado, a distribuição não deve ser homogénea e em certos grupos a percentagem será bem maior que 10%.

... em alguns andará bem perto dos 100%:

Thursday, December 29, 2005

Bi centenário do Bocage VI

  • ... e acho que as homenagens ficam por aqui que, de memória, não saco mais nada. Este, O Tabelião caduco, é um primor de duplos sentidos, fazendo pilhéria sem uma única caralhada (salvo seja, eu):
  • Um tabelião caduco
  • com mulher moça casado
  • vai portar em seu estado
  • por fé o sinal de cuco.
  • Como já não deita suco,
  • por mais que puxe os atilhos,
  • não lhe hão-de faltar casquilhos,
  • para a moça amantes novos,
  • que lhe vão galando os ovos
  • e ele cá, criando os filhos.
  • Ele diz que assim o quer,
  • mas de fúria dará pulos
  • ao ver que são actos nulos
  • os actos que ele fizer.
  • E sem ter direito à mulher,
  • que será desse demónio?
  • Pois logo qualquer belónio
  • lhe desfaz o casamento
  • porque não tem instrumento
  • com que prove o matrimónio.
  • São tristes da moça os fados
  • pois não lhe permitem que ela
  • avance p'la Arrentela
  • 'té Pica de Regalados.
  • Logo, entre esses dois casados
  • se trava renhido pleito.
  • Mas se pelo agravo feito
  • ele a leva à Relação,
  • lá ninguém lhe dá razão
  • sem que mostre o seu direito!
  • E pronto! Resta voltar a meter o Bocage na sepultura e afinfar-lhe o epitáfio, avivando as letras que o tempo, qual vil bicheza, qual piedoso entulho, carcomeu e apagou:
  • Aqui jaz Bocage, o putanheiro,
  • Que comeu, bebeu, fodeu
  • ... sem ter dinheiro!

Monday, December 26, 2005

Bi centenário do Bocage V

Ontem falhei um poema mas ... foi natal, espero que ninguém leve a mal. Aqui vai (este soneto é um bocado desabrido, mas vamos assumir que o Vate estava menos pachorrento quando o escreveu):

.

Dizem que o rei cruel do Averno imundo

tem entre as pernas caralhaz lanceta

para meter nu cu, na aberta greta,

a quem não foder bem cá neste mundo.

.

Tremei, humanos, deste mal profundo!!!

Deixai essas lições, sabida peta,

e foda-se a salvo, coma-se a punheta

esse o prazer da vida mais jucundo!

.

Se, pois, guardar devemos castidade

p'ra que nos deu Deus porras leiteiras

senão p'ra foder bem, com liberdade?!

.

Fodam-se, pois, casadas e solteiras,

e seja isso já, que é curta a idade

e as horas de prazer voam ligeiras.

.

Amanhã há mais (se não me esquecer...)

Saturday, December 24, 2005

Armas de destruição maciça, as tais que nunca existiram...

A minha prima Carolina veio toda esbaforida mostrar-me a notícia que acima transcrevo (Público de hoje, 24/12/2005), não percebendo como raio é que o tribunal de Haia se atreve a condenar um óbvio inocente.

É que, dizia ela, toda a gente sabe que o Sadham nunca teve armas de destruição maciça, que foi tudo uma invenção do Bush e da CIA e mais não sei o quê.

Prima, dizia-lhe eu, não acredite em tudo o que lhe dizem.

Qual que me dizem, primo?! Qual que me dizem?! Toda a gente sabe que o Sadham nunca teve armas de destruição maciça, foi tudo uma montagem para irem lá roubar o petróleo.

Mas, ó prima, e o reactor atómico que os judeus lá foram destruir, também foi uma invenção do Bush?!

Resposta pronta: claro, só que do Bush pai.

Calei-me (de boca aberta de espanto) reflectindo sobre a eficácia com que anti-americanos primários, órfãos da pátria dos amanhãs que cantam, verdes por fora, mas mantendo um íntimo bem vermelho, têm a audiência que têm e manipulam os espíritos simples e bem intencionados, como o da minha prima Carolina...

Que grande porra!!!

Bi Centenário do Bocage IV

Sem prefunctórios, passo à função:

.

Não lamentes, ó Nise, o teu estado.

Puta tem sido muita gente boa,

Putíssimas fidalgas tem Lisboa

Milhares de vezes putas têm reinado.

.

Dido foi puta, e puta de soldado;

Cleópatra, por puta alcança a coroa

E tu, Lucrécia, com toda a tua proa

Não cuides passar cono teu por cono honrado.

.

E aquela da Rússia imperatriz famosa,

que ‘inda há bem pouco morreu, conta a Gazeta

entre mil porras expirou vaidosa.

.

Todas no mundo dão a sua greta!

Não fiques, pois, ó Nise, duvidosa,

Que isso de Virgo e Honra é tudo peta!!!

.

Só um posfunctório: não é certo que este belo poema tenha saído, originalmente, da pena do Vate Sadino, mas há uma versão sobre a qual o divino Elmano terá dito "se fosse minha, eu tê-la-ia escrito assim:.." etc, e vai barão!

Friday, December 23, 2005

Bi centenário do Bocage III

E aqui vai mais um soneto da lírica Bocageana. Este também mete igreja, como convem à quadra, e é muito, muito, bucólico:

.

Quando no estado natural vivia

metida pelo mato a espécie humana

ai da virginal menina desumana

que à força o cono seu aberto via.

.

Veio e Estado Social um dia,

manda a lei que o irmão não foda a mana,

é crime até chuchar uma sacana

e pesa a excomunhão na sodomia...

.

Quão, lascivos cães, sois mais ditosos!

Se na igreja gostais de uma cachorra

ali mesmo, ante o altar, fodeis gostosos!

.

Enquanto a linda moça, feita zorra,

desvia a custo os olhos voluptuosos;

no altar, a vista; a mente, em porra!

.

Bonito, lindo, natalício...

Thursday, December 22, 2005

Bi centenário do Bocage II

Conforme prometido, aqui vai mais um soneto do divino Elmano. Como estamos perto do Natal, vai um com sabor a sacristia ou, pelo menos, a convento:

.

Bojudo fradalhão de larga venta

abismo inundo de tabaco esturro,

Doutor na asneira, na ciência burro,

de larga e hirsuta barba que no peito assenta

.

um domingo no púlpito de apresenta.

Prega nas grades um terrível murro

e calado do povo o gran sussurro

o dique das asneiras arrebenta.

.

Quatro putas mofavam de seus brados

não querendo que falasse contra as modas

um pecador dos mais desaforados!

.

Não - diz uma - tu, padre, não me engodas!

Sempre hei-de m' alembrar por meus pecados

da noite em que me deste nove phodas!!!

.

E com esta me bau...

Amanhã há mais.

Wednesday, December 21, 2005

Bi centenário de Bocage I

O Dr Zeco associa-se às comemorações com um poema do Vate (softezinho...):

.

Cagando estava a dama mais formosa

e nunca se viu cu com tanta alvura.

Porém, o ver cagar a formosura

mete nojo à vontade mais gulosa.

.

Ela a massa expeliu fedentinosa,

com algum custo, porque estava dura.

Uma carta d'amores de alimpadura

serviu àquela parte malcheirosa.

.

Ora mandem à moça mais bonita

um escrito d'amor que, lisonjeiro,

afectos mova, corações incita.

.

P'ra irdes ver servir de reposteiro

à parte onde o fedor e a merda habitam

do sombrio palácio do alcatreiro.

.

Amanhã há mais.

Sunday, December 04, 2005

O drama da obesidade, ai, ai...

Em Portugal há cada vez mais obesos e, pelos vistos, os amigos dos animais são muito criativos no modo de os levar a passear sem mexer as banhas.

O sr Samuel, da Azambuja, arranjou um esquema muito imaginativo que lhe permite ver televisão, beber coca cola e passear o Bobi.

Só que teve que empenhar a mobília para comparar o tapete...

Tuesday, November 29, 2005

A curva do Sucesso

Achei esta muito, muito, boa!

Mesmo para quem já está quase na estação dos 60...

Sunday, November 27, 2005

Obviamente, demito-o!!!

O Jerónimo está todo embalado, ninguém o segura.

Repararam na boca que mandou, como se a sua eleição fosse uma matéria do domínio do real?

"SE FÔR ELEITO, DEMITO O GOVERNO!"

Mai nada! O homem anda completamente no mundo da Lua!

Nem de propósito, no nº 23 do nosso colega "Folha de Couve da Ala Sul", MAC, em editorial, escreve o seguinte:

"O Jerónimo diz, com naturalidade, que se for eleito dissolve o governo.

Francamente, não é o Jerónimo – com toda a simpatia que lhe tenho e é alguma – que me preocupa.

O que me preocupa é este país maluco, onde um candidato à presidência diz, com toda a naturalidade, que se o povo o eleger, dissolverá o governo eleito com maioria absoluta pelo mesmo povo...

Eu sei que é um candidato de franja, que não representa uma quantidade importante de pessoas; mas é mesmo assim um candidato á presidência do País que diz uma coisa destas e é a Imprensa do mesmo país que a publicita...

Entre isto e o anúncio que diz “Enquanto dá um peidinho morre um golfinho” escarrapachado em veículos que circulam na via pública e prospectos distribuídos pelos peões, fica a minha perplexidade:

Estará todo o mundo louco e eu sã, ou é precisamente o contrário?

Hélas!"

P'ra que não digam que não gosto de gatos...

... pelo menos, fora de casa.

A namorada do Zé Sócrates?!

Sem mais comentários, aqui fica em extracto do Inevitável (a foto e o texto a preto) sobre a putativa namoradinha do nosso virtuoso primeiro ministro.

Visite Istambul

A mesquita de Suleiman vista do Bósforo, com a ponte que guarda a entrada do Corno de Ouro à direita

Para quem nunca tinha visitado um país muçulmano, Istambul foi uma surpresa muito, muito agradável.

É verdade que há mesquitas por todo o lado, eriçadas de altifalantes que debitam às seis da matina e às seis da tarde os cânticos a chamar os fiéis, com mais três rezas cantadas entre essas duas, ao nascer e pôr do sol, mas de resto, nem mulheres mascaradas ou burcadas, nem moscas a disputarem-nos o chá (que não é de menta, mas bom e saboroso chá preto), nem bandos de pedintes a chatear o viajante. Mesmo o véu dito islâmico só de longe em longe se vislumbra, vendo-se mulherio com aspecto normalíssimo, inclusive seguranças de pistola à cinta (no aeroporto).

Uma cidade enorme, razoavelmente limpa, com bazares que mais parecem centros comerciais (pelo menos o Grande Bazar e o Bazar das Especiarias), restaurantes para todos os gostos (em geral com preços mais europeus que asiáticos...), comércio a dar com um pau (couros, ouro, roupas, especiarias, quinquilharias), hotéis em conta. Ah! os russos estão por todo o lado (as russas é que dão mais nas vistas...)

Para além disso, a cidade é linda, linda, linda! Nas margens do Bósforo há palacetes e palácios com arquitectura e tamanho muito variados, a lembrar os livros do Corto Maltese e os tempos do Oriente Expresso (de que há agora uma outra versão, quinzenal, salvo erro, partindo de Londres). E não cheguei a atravessar para a cidade antiga, na margem asiática do Bósforo...

Em resumo, vá lá passar uma semanita e tu me diras des nouvelles!

Saturday, November 19, 2005

Professores a 90% (que sucesso!!!)

Foto do Público de 18 NOV 05

Fiquei estarrecido quando ouvi o circunspecto prof Paulo Sucena lamentar que o Ministério aproveitasse a greve e manif dos profs para falar da (falta de) assiduidade dos ditos.

Dizia o prof Sucena, como se fosse um argumento que definitivamente arrumasse a questão, que os professores dão 90% das aulas.

Noventa por cento, PORRA?!!!!

Isso quer dizer que faltam um dia inteiro em cada duas semanas! E isso inclui as baixas? E o apoio à família?

Será que o prof faz alguma ideia do que se passa no mundo real, considerando mundo irreal o universo da função pública, de que o professorado é expoente?!

Mais à frente, na reportagem televisiva, dizia um outro prof que já tinha feito as contas (notável!) e, entre o que trabalha na escola e o que gasta em casa a preparar as aulas, trabalha 40 horas por semana. E dizia isto como se fosse uma grande coisa (se calhar no tal mundo irreal é mesmo uma grande coisa!).

Para concluir, esta madrugada fui ao hospital de Santa Maria, às urgências; fui às 05h30 porque sabia que era uma hora calma, e não teria pela frente horas de bicha. Foi tudo muito rápido e na Oftalmologia, depois de "tocar à campainha e aguardar", fui atendido por uma médica ensonada, genuinamente perplexa por eu ter vindo àquela hora, e não às horas habituais. Acrescentou, com toda a franqueza, que tinham que aproveitar aquelas horas mortas para dormir para aguentarem o resto do turno.

Como diz a minha mais que tudo, "...é só coisas que me arreliam".

Friday, November 18, 2005

Wednesday, November 16, 2005

O verdadeiro Vereador

A foto mostra o fogoso Zé Sá Fernandes em visita ao túnel do Marquês, que ele jurou empatar até à exaustão.

Na foto, o Zé está mudo e quedo ouvindo atento, venerador e obrigado a arenga do seu ídolo, o decrépito Arqº paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, aqui com um certo ar amarrecado. Este homem sabe de tudo, hidráulica, estruturas, geotecnia, sísmica - parece que só não sabe mesmo é de arquitectura...

Percebe-se quem é o verdadeiro Vereador do Bloco de Esquerda, o Vereador Sombra, o alter ego do Empata Obras.

Sunday, November 13, 2005

As mulheres na ICAR (onde?!)

Que me perdoe o Senhor D. José Policarpo, mas este post deveria ser o "Só pode ser dos copos 2".

Realmente, D. Policarpo, a ICAR (esta paga direitos ao Saramago; ICAR = Igreja Católica Apostólica Romana) não é uma igreja em que os homens têm o papel preponderante? Ai não?

Veja o artigo do Correio da manhã AQUI (gentileza da Seila)

Quantas mulheres foram papa? Nenhuma (tirando a mítica papisa Joana...)

Quantas foram cardeais? Nenhuma.

Quantas foram bispos? Nenhuma.

Quantas foram padres? Nenhuma!!!

Ó Cardeal, mais respeito pelas mulheres, pelo menos por aquelas que não percebem por que raio é que não podem ser padres, bispos, cardeais, papas. Será por algo que têm a menos? Ou por algo que têm a mais?

Esta fixação da ICAR, que tem e sempre teve, pelo sexo (ou simplesmente pelo género) sempre me intrigou imenso...

Só pode ser dos copos...

Estas declarações, numa tipa do Bloco de Esquerda, Presidente da Câmara de uma região onde se bebem boas e abundantes pomadas, só podem ter sido mesmo resultado de uma tarde de copos ou de uma noitada bem regada.

Os dois maninhos da fama não se safam!

O Paulo Poderoso e o Hermann, não obstante serem falados quase todos os dias em tribunal, em particular o merdoso, parece que sempre se safam.

Da choça, que da fama já não se livram...

Na Relação, os senhores desembargadores acharam que os putos são uns aldrabões, até parece que... (hum, hum, é melhor fechar a matraca que ainda vou dentro).

Está gordíssimo, o Freitas!!!

Já repararam bem no Prof Freitas? O homem está gordíssimo, parce um texugo, para não dizer pior. Ó Professor, veja lá se começa a fazer um bocado de exercício, carago!

Vá lá, vamos a mexer essas banhas!

Friday, November 11, 2005

Actualização do dicionário

Otário: Indivíduo que defende, com ardor mas sem argumentos, a construção do Aeroporto da Ota.

Wednesday, November 09, 2005

Soares, o anti Salazar (sim, esse mesmo)

O texto é muito comprido, mas o Vasco Graça Moura (DN 9/11/05) excedeu-se. Leiam, mesmo que seja só em diagonal.

"Sem prejuízo de alguma complacência risonha, devem ser tratadas com a indispensável severidade as afirmações de Soares quanto ao seu currículo político, ao seu espírito humanista, ao seu sentido de solidariedade, à sua coerência, aos seus nove livros e às suas referências internacionais.

O seu currículo político encerrou-se por um desastre quando, em 1999, se obstinou em disputar a presidência do Parlamento Europeu e perdeu, sem glória e sem fair play. Desde então foi inócuo e decorativo. Mas já antes estava manchado pela parcialidade com que ele exerceu o seu segundo mandato, num crescendo de obstrução ao Governo.

Só dois casos, entre muitos em 1992, Soares fez fortes pressões sobre a UGT para impedir a concertação social, o que Torres Couto denunciou publicamente; em 1993, quis bloquear o plano de erradicação das barracas em Lisboa e no Porto.

A mesma acrisolada solidariedade humanista com que tentou impedir uma habitação condigna para os mais desfavorecidos, já o tinha também levado a negar a existência de fome em Setúbal, quando era primeiro-ministro e sabia do que ali se passava. Só muito mais tarde veio a reconhecer que as críticas do bispo de Setúbal eram legítimas.

Quanto à coerência estamos conversados depois das suas rábulas sem nome sobre a "ditadura da maioria" e de outras mais recentes, ele, que foi um medíocre primeiro-ministro antes de ter sido um presidente injusto, insinua agora que a chefia de um bom Governo é uma má qualificação para essas funções.

Depois, vem à baila a questão da Cultura.

Enquanto ele cultivava, por puro prazer e com o charme proverbial, os seus amigos escritores e artistas, Cavaco Silva reformava a Comunicação Social (apesar de Soares, o estrénuo paladino das liberdades, ter também boicotado quanto pôde a criação da televisão privada), lançava o Centro Cultural de Belém, a Casa de Serralves, a rede de leitura pública, a Comissão dos Descobrimentos, a reforma do sistema educativo; e também criava, sensível a uma intervenção directa de Luís Francisco Rebelo, um regime de IRS em benefício dos criadores culturais e obtinha em Bruxelas os primeiros fundos para se acorrer à recuperação do património cultural.

Isto para dar só alguns exemplos de preocupações culturais sérias, de intervenções culturais ainda mais sérias e de abertura multidisciplinar e fecunda às questões da cultura.

Acaso o cultivado Soares alguma vez perdeu tempo com estas minudências?

Mas, e os nove livros?

Sem contar as suas cinco obras anteriores, uma delas editada em Nova Iorque e Londres, mais os quatro volumes de intervenções como primeiro-ministro, mais os seus artigos, que puseram levianas governações em estado de choque (coisa que jamais se passou com uma só linha escrita por Soares), o discreto Cavaco Silva escreveu livros bem mais importantes As Reformas da Década (1995); Portugal e a Moeda Única (1997), com significativo prefácio de Jacques Delors; União Económica e Monetária, Funcionamento e Implicações (1999); Crónicas de uma Crise Anunciada (2001); Autobiografia Política (2002) e Autobiografia Política-II (2004). Houve títulos que ultrapassaram os 170 mil exemplares.

Por eles se pode ver o que Cavaco Silva andava a fazer, enquanto Soares patrocinava buzinões e endereçava ditirambos alambicados "à son ami Mitterrand".

Esta figura sinistra, ligada ao Governo de Vichy, patrocinou pelo menos um acto de terrorismo de Estado em que morreu um cidadão português e não hesitou em colocar a máquina do Estado francês ao serviço dos seus interesses estritamente pessoais, incluindo a mais nauseabunda rede de escutas telefónicas aos seus próprios colaboradores, apenas com esse fim.

O autor desta sucessão de patifarias é a grande referência ética, política, internacional e humanista de Soares. Leiam-se os textos que lhe dedica a pp. 205 e seguintes de Intervenções - 10 (1996).

Cavaco Silva, que faz parte do Clube de Madrid para a transição e consolidação democrática e da restrita Global Leading Foundation para aconselhamento político ao mais alto nível dos países com problemas, sempre seria ouvido com o maior respeito no Grupo Billerberg, ou em Davos, ou no G7, ou na OMC, lá, onde Soares hoje só teria lugar "cá fora", num chinfrim protestatário contra tudo e contra todos.

Soares já tinha idade para saber que não é assim que se luta contra um adversário a quem ele devia agradecer a maior parte da visibilidade que teve enquanto foi presidente. "

Sunday, November 06, 2005

O Coelho está em maus lençóis...

O Coelhone veio a público, todo enxofrado, proclamar-se um homem impoluto e absolutamente incorruptível.

Tudo bem. Até pode ser.

Só que, para além disso, proclamou (e o Tótó do Procurador Geral confirmou) que no processo respeitante ao empreiteiro Santo de Cascais não há absolutamente nada contra ele, que não é suspeito de nada.

Porra, estão a fazer de nós parvos ou quê?!

Então um juiz despacha favoravelmente uma devassa à casa de um cidadão (ainda por cima com acesso à comunicação social e a tudo e mais umas botas) sem que haja qualquer suspeita contra ele?! Sem que alguma coisa no processo o relacione com a investigação em curso?!

Seja o jogo de xadrês ou outra coisa qualquer, o juiz ordenou a devassa à casa do Coelhone porque havia indícios bastantes de que nessa casa poderia ser encontrada alguma coisa que fosse esclarecedora para o processo.

Claro que essa coisa poderia não ser do dono da casa e, simplesmente, estar no quarto da criada que andaria enrolada com o Bibi e, nas horas vagas, fazia uns fretes ao empreiteiro Santo.

Será isso? Se calhar...

Thursday, November 03, 2005

Evolução ... invertida

Do Staline ao Sócrates

Esta já se contava na Rússia no tempo do Grande Pai Staline...

Selos de Portugal

Sócrates queria um selo com a sua foto para deixar para a posteridade o seu mandato no Governo deste país que está de tanga. Os selos são criados, impressos e vendidos. O nosso PM fica radiante! Mas em poucos dias ele fica furioso ao ouvir reclamações de que o selo não adere aos envelopes.

O Primeiro-ministro convoca os responsáveis e ordena que investiguem o assunto.

Eles pesquisam as agências dos Correios de todo o país e relatam o problema.O relatório diz:

"Não há nada de errado com a qualidade dos selos.O problema é que o povo está a cuspir no lado errado."

Sunday, October 30, 2005

O terrorista que preside ao Irão

Depois de se ter envolvido na tomada de reféns na embaixada americana em Teerão, passou os anos 80 a dar vergastadas nas mulheres que (imagine-se!) anadavam a mostrar o tornozelo na rua, integrado nas brigadas de combate ao vício e promoção da virtude. Também cortavam à escovinha os cabelos daquelas que, de uma forma menos modesta, deixavam cair uma madeixa mais rebelde, ficando os homens em brasa. É que, mesmo no Irão, um homem não é pau!

Eleito Presidente da República, título decorativo num país em que são os mullahs (a padralhada local) quem realmente manda e em que o eleito se submete ao Ayatola Khamenei, o lider espiritual da nação, o "rapazinho" (desculpem-me mas o nome é muito difícil de recordar) resolve dedicar-se à missão da sua vida. Essa missão, ao que parece, é riscar Israel do mapa, como afirmou em público e manteve, ante o repúdio geral que tal bacorada mereceu.

Percebe-se agora melhor a que se destina a tal energia atómica para fins pacíficos...

O idiota esquece-se, talvez, que o odiado estado judaico tem umas centenas de bombas atómicas, meios para as descarregar sobre o Irão e... vontade de se defender (atacando primeiro, claro).

E o "rapazinho" também se esquece que agora nem sequer há a Sóvia para segurar a mão dos judeus...

Vão ao KULTO que é giro

Para os bota de elástico que, sem nunca terem feito mais que olhar para a capa da KULTO, a deitam no lixo resmungando "geração rasca!" aqui vai um post do blog da revista, a título de exemplo.

Aqui vos deixo o link do colega e uma sugestão: folheiem a revista e vão ao blog, que vale a pena! http://kulto.blogspot.com/

E aqui vai o post exemplificativo:

"É preferível correr do que caminhar para ficar menos molhado à chuva... daaah!!!

A resposta pode parecer um bocado óbvia, mas a verdade é que já causou alguma polémica e manteve algumas pessoas (não muitas) inundadas de opiniões acerca do assunto.

Em 1995, dois meteorologistas da Carolina do Norte resolveram que estava um lindo dia para se encharcarem à chuva no parque de estacionamento. Ambos percorrem 100 metros, um a correr e outro a caminhar calmamente, debaixo de uma forte chuvada.

Os dois tinham mais ou menos a mesma estatura e usavam roupas iguais.No final, pesaram as roupas e os resultados são estes:

Caminhante: 220 g de água; Corredor: 130 g de água

Eles pesaram-nas também no princípio, quando estavam secas. A diferença de peso é a água absorvida pela roupa. E também usaram sacos de plástico junto ao corpo para evitar que o suor molhasse também a roupa.

Mas lembra-te: ficar molhado não é a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa. Não vale a pena ser atropelado por um autocarro ou torcer um pé, para evitar uns pingos!

Ah, e também há aquelas coisas: os chapéus de chuva e impermeáveis...?"

Saturday, October 29, 2005

Reabilitar o colonialismo (coisas de retornado, no seu pior)

Anda por aí a recolher assinaturas um site com uma petição para que seja "feita justiça" aos "...que nados e criados ou só criados além-mar ergueram sob o signo do trabalho honesto verdadeiros IMPÉRIOS, a REPARAÇÃO MORAL, afinal, a que temos jus".

Esta malta não aprendeu nada e pensa que, só por se terem passado trinta anos sobre o 25 de Abril, já ninguém se lembra de como os pretos eram tratados, de como eram relegados para um lugar mais que secundário na sua própria terra onde só tinham direito a levar uma vida de criado, ou pouco mais, desde que andassem na linha.

Mas leiam, leiam a petição que esta malta tem a lata de fazer.

Aqui fica o link: http://www.petitiononline.com/verdade/

O mais triste desta tragédia toda é que muitos dos que vão subscrever a petição (uns escassos 101, em 30/10 às 07h55) estão convencidos (mesmo!) de que os pretos eram tratados com bondade e tolerância e que só os malandros, os que se deixavam levar pelos "nossos inimigos externos" é que eram sujeitos a castigos (justos, portanto).

De resto, acham que a sociedade era multi-racial (ainda que feita de modo unívoco: branco com preta, quase nunca o contrário...) e que a descolonização deveria ter sido feita, contra tudo e contra todos, de uma forma "séria", ou seja, dando tempo a que os colonos de lá tirassem tudo o que possuíam, incluindo fábricas, maquinaria, carros, barcos, recheio de casa, etc, etc, etc.

Esse tempo só poderia ter sido obtido à custa do prolongamento da presença militar, com o empenhamento de quem, durante 14 anos, lhes permitiu uma vida sossegada e proveitosa, muitas vezes um enriquecimento rápido, que (quase) só aos portugueses (leia-se brancos) beneficiou: a tropa portuguesa, tão mal vista pelos colonos...

Ora a tropa portuguesa fez-lhes um manguito dos grandes, como era de esperar, e muito bem!

A última ceia

Os que se sentam à manjedoura do Orçamento do Estado, como dizia o saudoso Francisco Sousa Tavares, e os que se acotovelam por um lugar...

Friday, October 28, 2005

Low cost em Beja?!

Ouvi ontem à noite uma notícia, repetida esta manhã (rádio e TV) de que o Governo vai atribuir o aeroporto de Beja às companhias aéreas low cost.

Para servir a região de Lisboa, tem-se falado na pista das OGMA em Alverca. Os especialistas têm-se farto de escrever sobre o assunto, a ver se entra um pouco de luz e de ideias na cabeça opaca do ministro Lino. Para não se dizer que anda a toque de caixa e mostrar a sua independência e excelência de ideias, o pateta manda (vamos ver se se confirma...) as low cost para Beja.

Assim, um tipo vem (viria!) de Londres por tuta e meia, saía em Beja e teria que gastar mais do que o bilhete de avião e perderia mais umas duas horas para chegar a Lisboa, ou ao Algarve.

Esta gente tem mesmo cabeça?!

Wednesday, October 26, 2005

Vasco Franco, low profile, man...

Este texto tem uns bons 2 anos (li-o num panfleto divulgado na C. M. de Lisboa), mas divulgo-o agora que o recebi de novo, enviado por uma colega da CML. Aqui vai:

"Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade. A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.

O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.

A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel."

Moral da história: melhor que ser uma super star efémera é manobrar na sombra, com eficácia, capitalizando efeitos a longo prazo.

Mais roubalheiras...

A grandecíssima cabra e ladra da Fátima Felgueiras (a Câmara até pagava viagens aos filhos da gaja!) afinal só vai a julgamento lá para as calendas.

Como houve uma irregularidade processual em relação a 3 (três) crimes, a investigação relativa a esses e aos restantes 30 (trinta) volta praticamente à estaca zero.

Pode?!

Será que a cabra voltou do Brasil já com alguma dica sobre a decisão em perspectiva sobre o assunto? Até parece que sim; afinal, também se pisgou para o Brasil antes de ser notificada...

Foto e gordas tiradas do Público

O que por aí se rouba, carago!!!

Por muito mal que a justiça ande, com os juízes em greve e outros disparates quejandos, a verdade é que vai sendo cada vez mais frequente a bófia andar a morder as canelas dos ditos poderosos (ou, pelo menos, ricos).

E fica (mais ou menos) patente que, para além dos lucros normais dos bancos (leia-se legais, porque, cá para mim, são mas é anormais), há, espero que comprovadamente, um vasto campo para roubalheiras, fugas ao fisco, etc, etc, em benefício, não só dos investidores, mas, parece que principalmente, de quem detém as rédeas do poder para fazer as operações convenientes.

Como pouco mais posso fazer do que mudar de banco (de um que está em vias de ser apanhado para outro que ainda não foi exposto...), fico à coca, à espera se esse banco de cabrões (queria dizer bando de cabrões, mas banco, afinal, não fica mal de todo), chulos e vigaristas vão dentro e ficam à sombra por largos anos. A ver se, ao menos, perdem o bronzeado que ostentam em pleno inverno, para nos fazer inveja...

Que diabo, se "lá fora" já se arrecadam os tipos que roubam a comunidade, mesmo que muito ricos, por que não havemos de conseguir o mesmo por cá?!

Prendam-me esses cabrões, já!!!!

Morreu Rosa Parks

A mulher que, em 1955, fez rebentar a revolta dos negros americanos contra as leis ancestrais que instituíam a descriminação racial nos States faleceu ontem aos 92 anos.

Cansada, depois de um dia inteiro agarrada à máquina de costura, com os pés e os artelhos doridos, Rosa Parks, então com 42 anos, achou que não tinha nada que dar o lugar a um branco e ficou-se no seu banco da zona do autocarro reservada aos pretos. Reservada, entenda-se, até que a zona branca ficasse lotada...

Foi presa, não sei se chegou a ser julgada pelo crime de desobediência ou outro que tal, mas a sua atitude desencadeou uma revolta dos diabos da qual o acto mais badalado (e eficaz!) foi um boicote aos transportes. Claro que os pretos, se bem que alojados atrás e obrigados a dar lugar aos branquelas, pagavam bilhete, donde o boicote, que se prolongou por cerca de um ano, pesou forte nas receitas das empresas de transportes.

Claro que a vida de Rosa foi muito afectada, não obstante a generalidade da comunidade negra (afroamericana, para usar o figurino PC) tivesse beneficiado com a luta que daí resultou pelos direitos cívicos. Teve que se mudar para Detroit, onde os invernos gélidos lhe terão mantido bem aberta a saudade das amenidades climatéricas do sul.

Esta mulher merece o mesmo destaque que nos states é dado às sufragistas, até porque actuou em circunstâncias bem mais desfavoráveis que estas.

Foto do Público

Tuesday, October 25, 2005

O melhor e o pior de Soares

O melhor: uma gracinha (por sinal com piada!)

Diferença entre Deus e Soares: Deus está em toda a parte; Soares já esteve...

O pior:

Candidato-me para cortar o passo à direita revanchista; os portugueses sabem que comigo podem dormir descansados - as suas liberdades estão protegidas.

ou seja, a cabeça (?) do geronte continua (como já se sabia) a pairar nos tempos em que era preciso lutar contra os faxistas e cortar o passo à reacção (o que quer que isso fosse).

Até dá pena, tadinho...

Saturday, October 22, 2005

Medina Carreira dixit

O fiscalista que foi ministro de Mário Soares e que se afastou progressivamente do PS até à desfiliação há relativamente pouco tempo (2 a 3 anos, se o tempo não passou depressa demais) é agora mandatário de Cavaco em Lisboa.

Para além do comentário que a imagem reproduz, topem mais este:

"Ou Mário Soares perde e vai ter um desgosto imenso ou ele ganha e vamos nós ter um desgosto"

Mais palavras para quê?

(retirado do Expresso de 22 OUT 05)

O povo ama Fátima Felgueiras

Mão excepcionalmente amiga mailou-me esta preciosidade. Aqui fica:

José estava farto da vida!

Um dia resolveu enforcar-se numa árvore. Esta, estava tão seca, que o ramo quebrou.

Depois, José atirou-se para a frente de um camião. Nada. Travou a tempo!

Tentou com uma pistola. Encravou.

Pediu ajuda a um amigo. Este, recusou.

Experimentou com veneno. Estava fora do prazo, ganhou uma valente dor de barriga.

Estava desesperado! Tinha de encontrar uma solução infalível. Ligou a televisão, estava a começar o noticiário. Foi aí que viu a escuridão ao fim do túnel. Era isso! Não ia falhar!

Saiu, entrou no automóvel, e conduziu em direcção ao norte. Ao fim de algum tempo, chegou ao seu destino final. Na praça central de Felgueiras a agitação era geral. José foi-se entranhando na multidão. Quando estava bem no centro, gritou com toda a força que lhe restava:

QUERO QUE A FÁTIMA SE FODA!!!

A missa de corpo presente é amanhã, às 15:30, na igreja do Bonfim.

Thursday, October 20, 2005

O puto Ronaldo e as piranhas que cercam "os famosos"

O título indica que, se bem que a violação seja materialmente possível, me parece de todo improvável.

Magic Johnson, a propósito da sua sida, contava que à saída dos treinos e dos jogos era só escolher quem queriam levar para o hotel, dentre a multidão de fãs ansiosas (e ansiosos) de ter a recordação de uma queca famosa como consolo de uma velhice menos feliz.

A miss América Negra que tramou o truculento Mike Tyson confessou em tribunal que foi com ele para o quarto e para a cama, nuazinha como deus a fez, e que no último momento disse que era só roço. Tenha dito ou não, o que é certo é que o boxeur levou seis anos (salvo erro) dos quais cumpriu 2 ou 3 o que lhe valeu várias desgraças e a conversão ao islão.

As mães de vários putos nos States levavam-nos para brincar com o Michael Jackson para o acusarem de assédio aos putos e exigirem chorudas indemnizações. Era um modo de vida...

  • Moral da história: se tens bago e és famoso não dês quecas sem o advogado ao lado ou, pelo menos, sem a putativa quecante (subtil, man, subtil) ter assinado um contrato visto e aprovado pelo advogado.

Sem isso, é muito, muito perigoso!

O Blog do MASP

Um grupo de indefectíveis (?) do sr dr Mário Soares lançaram um blog não oficial para apoio da candidatura do geronte. O logotipo é o que se mostra (a cinzento, côr de que o geronte se vai aproximando e com a elegância corrigida) e que assimila o ancião à figura do super Mário.

Os maduros dizem ser um blog "inteiramente livre" e republicano "feito por pessoas que querem ver Mário Soares ganhar as próximas eleições presidenciais". Por mim, acho que só pode mesmo ser gozo...

De qualquer modo, aqui deixo o link para o "colega" http://mario-super.blogspot.com/ e, já agora, para quem quiser gozar com os indefectíveis, aqui fica também o e-mail dos maduros blogsupermario@mail.com

Wednesday, October 19, 2005

Coisas de polícias e cavalos

PSP: O caso foi contado numa carta de um leitor, assinada por Joel Lima, no Jornal O Record e retomada pelo Expresso do dia 17 do mês passado.

À saída de um estádio de futebol em Lisboa, um adepto do Sporting armou-se em engraçado com uma mulher-polícia a cavalo:

"Eh, sabe que o seu cavalo está a espumar da boca?"

Rápida como uma seta ela responde-lhe:

"Também você estava, se estivesse seis horas entre as minhas pernas."

PS - a gravura é da saudosíssima Filosofia de Ponta

Tuesday, October 18, 2005

A OTA E O VELHO SOARES...

Que a Ota é uma bacorada nacional, não tenho grandes dúvidas.

Que da família Soares ninguém se aproveita, muito menos.

Posto isto, aqui fica o texto, tal como o recebi:

"Um Crime - Uma história de 2 aeroportos:

Áreas: Aeroporto de Málaga: 320 hectares; Aeroporto de Lisboa: 520 hectares

Pistas: Aeroporto de Málaga: 1 pista; Aeroporto de Lisboa: 2 pistas

Tráfego (2004): Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7 a 8% ao ano; Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano

Soluções para o aumento de capacidade: Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de Passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista; Lisboa: 1 novo aeroporto € 3.000 a 5.000 milhões, solução faraónica a 40Km da cidade.

É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito, ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos.

Ninguém investiga isto?

E sabem quem é o dono dos terrenos da Ota..... Pois é... o Dr. Mário Soares, sabem agora porque é que ele se vai recandidatar ?!!

Porque o negócio com o Cavaco na presidência poderia ser inviabilizado. É preciso fazer alguma coisa. Pelo menos divulguem"

Este texto foi-me enviado como sendo do Miguel Sousa Tavares. Posteriormente quem o enviou, desmentiu tal orígem, pelo que apaguei as referências ao Miguel, acrescentando esta para corrigir o que cá esteve antes.

Sunday, October 16, 2005

Todos os grunhos, O GRUNHO

Olhando a carantonha do major, não posso deixar de me sentir tentado a embarcar nas teorias daquela malta que tentava relacionar os comportamentos, "índoles", tendências, etc, das pessoas com as proporções da caixa craniana.

Mediam e re-mediam as cabeças dos presidiários em busca duma espécie de número de chumbo que permitisse determinar quem viria a ser criminoso (e quanto) e quem continuaria bonzinho pela vida fora.

O major, depois de ter sido expulso da tropa por se abotoar com o dinheiro da compra das batatas e outras vitualhas com que alimentava a soldadesca (parte do qual ia para a cadeia de lojas de electrodomésticos que se expandia à razão de várias por ano, só em Angola) lá conseguiu ser re-integrado, à custa de muita cunha e de chatear meio mundo. Teve, claro, que esperar muito tempo até que chegassem ao topo da hierarquia os seus camaradas de curso...

Na política, o homem mantém um curriculum parecido: lembram-se do grunho, em plena campanha eleitoral, há uns anos, com a TV a ver, oferecendo televisões e vídeos à escola visitada "vá lá, entrega um vídeo aqui à escola, pá!"...

Afinal, a forma da cabeça, o ar alarve, a carantonha feia, as feições grosseiras, os modos boçais não se alteraram.

Portanto...

Saturday, October 15, 2005

NÓBEIS, Pofessor?! Nóbeis?!

O psiquiatra Carlos Amaral Dias, num daqueles chatíssimos e pretensiosos programas nas manhãs de sábado na TSF, falando sobre o Nobel da literatura, arrancou a seguinte bojarda, que não corrigiu:

- Os prémios Nóbeis (etc, pano rapidíssimos)

Porra, Professor, que passe a manhã de sábado a trocar irrelevâncias com o outro Carlos (Andrade, salvo erro), elogiando-se mutuamente numa sessão de lambidelas que só visto - vá lá, vá lá!

Agora que mande bacoradas e não as corrija, deixando o semi-analfabeto ouvinte a pensar "ah! afinal diz-se prémios Nóbeis e não prémios Nobel - o Prof é que sabe" - isso, Professor, isso é que não pode ser!

A ver vamos se no próximo sábado, entre duas lambidelas, o Prof se explica...

Friday, October 14, 2005

Os marroquinos e os pretos - a culpa é do espanhol!

Os marroquinos não foram de intrigas: encamionaram os pretos recambiados pelos esapnhóis e foram largá-los no deserto.

Pelos vistos, tinham razão em não se preocuparem com a opinião pública: o grupo de eurodeputados que foi ao local (incluindo o pateta do Miguel Portas) concluiu que os culpados são (imaginem quem) os espanhóis!!!!!!!

Ou seja, os marroquinos, talvez por serem mouros, primitivos, etc, etc, fizeram aquilo que se esperava deles. Os espanhóis deveriam ter aceite a malta que lhes assaltou a fronteira, levá-los a um centro de acolhimento, dar-lhes de comer, beber e dormir e dar-lhes (acima de tudo) um papel que lhes garante um tempo (creio que 2 meses) para saírem (?!!!) da União.

Claro que sem fronteiras entre estados, com este "espírito" europeu e com este modo de expulsar, tão sui generis, os assaltantes vão rapidamente para os seus destinos pré-estabelecidos onde irão trabalhar, mendigar, enfim, fazer o que a União lhe permitir (tudo).

Portugal não se poderá filiar nos States (isso, os da América?)

Wednesday, October 12, 2005

O julgamento da mãe (?) e do tio (?) da Joana

Voto nos 25 anos de prisão efectiva (não há mais, que chatice) para aquela grandecíssima cabra, e acrescento:

PUTA, VACA, ASSASSINA!

Que pena não ser esquartejada (ou empalada - talvez fosse melhor) e atirada aos porcos!

Espero que quando recolher à penitenciária as colegas lhe tratem da saúde (com requintes, de preferência).

Mau perder e mau ganhar...

Deram-me muito gozo as derrotas do Carrilho (que mau perder!) e a do Joãozinho Soares. Este, de mão dada com o Jorge hádem Coelho, deve ter sido prejudicado pelo "votem no meu rapaz" do velho Soares, à boca da urna, marimbando-se para o bom senso e para a lei, acima da qual é óbvio que ele se imagina.

Quanto ao major Valentim, o discurso bacoco, reles e alarve com que pontuou a vitória mostra bem a qualidade do bicho.

Da Fátima, basta dizer (e pasmar...) que a gaja (yes, a gaja) continua a bolsar a ideia (?) de que todo o processo que contra ela corre na justiça é um trabalho encomendado pelos adversários políticos.

Pode?!

Wednesday, October 05, 2005

O Carrilho reune com 2 (dois) estudantes!

O candidato Manel Maria visitou o espaço Ágora onde era suposto reunir com associações de estudantes de Lisboa.

Só que o espaço estava deserto à excepção de dois dirigentes associativos que lá se sentaram a uma mesa com o candidato com um café à frente.

Parece que o debate foi animado!

(Será só falta de organização?)

Limpeza étnica nas Amoreiras

A Mundicenter publicou um comunicado a pedir desculpa pelas frases desbocadas da sua directora de Comunicação cessante sobre o facto de o centro Comercial das Amoreiras ter agora uma menor afluência de pretos.

A senhora referia-se à quebra de 3% de visitantes que as Amoreiras tiveram com a abertura do Colombo e disse que até tinha sido porreiro porque havia agora menos "pessoas de côr" no seu Centro Comercial.

Nem se deu ao trabalho de dizer se se tratava de malta desordeira, com aspecto rap ou coisa no género: achou (?!) que a plateia a que se dirigia compreenderia perfeitamente que tinha sido melhor assim.

Espanta-me o Zé Falcão não ter promovido uma manif, mesmo de um homem só, à porta das Amoreiras...

Thursday, September 22, 2005

10.000 (dez mil) mortos em New Orleans (cadê?!)

Durante a nova campanha anti Bush, aproveitando a maior catástrofe natural que se abateu sobre os States nas últimas décadas, a malta do costume proclamava (ainda a ventania soprava) que teriam morrido 10000 (dez mil) pessoas.

Dias depois, a estimativa mantinha-se: dez mil pessoas.

Dias depois, idem, mas esclarecia-se (?!) que, para além dos 400 e tal, até então contados, os restantes 9600 e tal estariam no fundo, lá bem no fundo...

Afinal, drenada quase toda a água, estamos bem abaixo dos 1000 (mil) mortos.

É de dizer: com tanto morto (mil não lhes chegava) foi preciso inventar mais 9000 para mostrar quão mau é o Bush!

Descobriu-se ainda que a maioria dos mortos é afro-americana! O Bush é mesmo racista, só salva os brancos (grande malandro)!

Afinal, lá se foi informando que cerca de 70% da população da cidade era... afro-americana.

Assim vai a esquerda, órfã da pátria dos amanhãs que cantavam, mas ainda com o inimigo para zurzir...

O ano lectivo começou bem

O bom do Sócrates, nos interevalos dos apupos, lá foi proclamando que, com a nova gestão, o ano escolar começou bem.

Esqueceu-se de dizer à custa de quê:

  • reformas feitas na anterior gestão (a principal foi colocar os profs numa só etapa e não em 3,5 concursos, até para lá do Natal);
  • informatização do sistema de colocações;
  • uma primeira "corrida" catastrófica (implementação incompetente do novo sistema sem manter em paralelo o anterior...)

E o Sócrates lá vai fazendo fumo com a chaminé alheia, sempre com a maior cara de pau...

Cesteiro que faz um cesto...

Um dos motivos que levaram o tribunal de Felgueiras a levantar a prisão preventiva decretada à Fátima do mesmo nome foi já não haver perigo de fuga!

É só o julgamento começar e as coisas começarem a correr mal...

ESTAVA UM DIA TÃO SOLARENGO...

Será que só eu é que reparo que muitos dos semi-analfabetos que botam faladura na televisão não sabem a diferença entre soalheiro e solarengo?!