Saturday, March 18, 2006

Processo Casa Pia - a intimidação das testemunhas

O caso Casa Pia continua o seu caminho, faltando umas largas centenas de testemunhas para ver o seu fim.

Entretanto, os advogados dos acusados continuam a sua acção intimidatória sobre as testemunhas, como forma mais frutuosa de evitar a condenação dos seus constituintes. No tempo do Al Capone a coisa era mais limpa (tirando a sangueira, claro) e a potencial testemunha era silenciada na verdadeira acepção da palavra.

Nos tempos que vão correndo, trilha-se um caminho mais tortuoso mas com uma potencialidade de longo alcance: a destruição de uma das bases em que assentam os tribunais, o testemunho. Se esta campanha pegar, uma pessoa só pode testemunhar se, além de ter presenciado (os factos, o crime, o delito, o acto) tiver meios para o provar! Porque se não tiver, o seu testemunho passa rapidamente a difamação.

E, pelos vistos, pouco importa que o testemunho seja prestado em tribunal, onde somos obrigados a dizer toda a verdade e só a verdade. A partir de agora, uma pessoa que testemunha um assassinato o melhor que tem a fazer é fechar-se em copas porque, se não tiver ela própria duas testemunhas do que afirma (melhor seria ter três!) arrisca-se a ir de cana por difamar o pobre do réu.

Voltando à vaca fria, uma das testemunhas do processo Casa Pia que terá sido aviado por Paulo Pedroso (sempre tu, meu filho!) e por (vénia) Jaime Gama (shhhhhhhhhhhh), vai agora a tribunal acusado de difamar o sr Presidente do Parlamento, número 2 da hierarquia do Estado.

Começo a acreditar que não só o Carlos Cruz e Companhia se safam, como me começo a convencer de que as testemunhas e, talvez, a senhora Provedora é que vão dentro!

Qual é o espanto?!

Os nossos comentadores, noticiadores e quejandos afinam pelo mesmo diapasão ao declararem o espanto por "um homem que ficará para a História como um monstro" ser objecto de tanta homenagem na sua terra.

Esquecem-se (esquecem-se?) que a desagregação da Jugoslávia trouxe à tona ódios antigos entre comunidades, com o particular acicate das diferenças religiosas. Naturalmente que Slobodan é visto entre os sérvios como um estadista injustamente perseguido pelos estrangeiros que ocuparam o país para proteger "os outros". E tal como aconteceu em Nuremberga só os criminosos do lado derrotado foram julgados, ficando de fora os criminosos do lado apoiado pela NATO & Cia.

O espanto saudável seria se os tais comentadores se atrevessem a fazer uma outra pergunta:

- Então e os criminosos do outro lado?! Cadê?!

Afinal, depois das tropas estrangeiras terem posto cobro às matanças feitas pelos sérvios, os muçulmanos passaram à vingança e os sérvios passaram a ser as vítimas. Tal como do lado muçulmano, também entre os sérvios foram os velhos e as crianças as vítimas preferenciais. Muitas vezes com a protecção condescendente das tropas de ocupação (perdão, de manutenção da paz).

Mas isso, se calhar, ia ferir a ordem estabelecida por minudências...

Friday, March 17, 2006

A velha questão colonial....

Um post mais antigo, lá no fundo, está a suscitar alguma discussão sobre a velha questão de que Portugal vivia à custa de Angola.

Isto era compreensível nos tempos do "ninguém segura!!!" e das ilusões associadas a essa atitude, do género, "se a tropa tuga se for embora, a gente entende-se com os pretos" ou outra atitude de gente mais tresloucada "sem a tropa tuga a gente limpava essas grunhos na hora".

Viu-se, n'é?!

Então, clique e diga de sua justiça.

http://pensarnaodoiaiai.blogspot.com/2006/01/angola-e-o-recrutamento-local-as.html#comments

Thursday, March 16, 2006

É só belezura!!!

Luanda, ao kilómetro vinte e tal, pela estrada da barra do Quanza.

Monday, March 13, 2006

O Pior de Jorge Sampaio

Pois, é isso aí: o pior de Jorge Sampaio foi o facto de termos sido obrigados a gramar com o pateta, convencido e cheio de empáfia que é o mano dele.

Realmente, é preciso pachorra para ler a diarreia que o tipo espalha ao sábado na revista do Público, dirigida por essa rainha do politicam,ente correcto que é a Laurinda Alves.

A chatice é que, com o ocaso do Sampaio e a ascenção do Cavaco vamos ter que gramar com a Maria mais os seus poemas; e a gente sabe como são os algarvios, quando lhe dá para fazer versos...

A medalha e o seu reverso

Um homem passeia tranquilamente por um parque em Nova York, quando de repente vê um cão raivoso a ponto de atacar uma aterrorizada menininha de 7 anos. Os curiosos olham de longe, mas, mortos de medo, não fazem nada. O homem não titubeia e atira-se ao animal, aperta-lhe a garganta e mata-o. Um policia que viu o ocorrido aproxima-se, maravilhado, dizendo-lhe:

- O senhor é um herói! Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais: "Um valente novaiorquino salva a vida de uma menininha."

O homem responde:

Obrigado, mas eu não sou de Nova York.

- Bom - diz o polícia - Então dirão: "Um valente americano salva a vida de uma menininha."

- Mas é que eu não sou americano - insiste o homem.

- Bom, isso é o menos... E de onde é você?

- Sou árabe - responde o valente.

No dia seguinte os jornais publicam:

"Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente a uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada."

Sunday, March 12, 2006

Um sem abrigo muito especial

Num prédio em Telheiras (rés de chão destinado a estacionamento), um sem abrigo foi-se instalando, de mansinho. Começou pelos habituais cartões, a seguir trouxe um colchão e, há duas ou três semanas apareceu montada no seu local de pernoita uma cama de ferro à antiga portuguesa. E lá continua.

Sem comentários...

Saturday, March 11, 2006

E agora uma coisa completamente diferente

Esta "bela" foto foi obtida na amazónia. Trata-se de uma gibóia (enfim, ou boa, ou seja o que for que lhe chamem no local) que tinha engolido um sujeito.

Claro que o dito foi retirado já morto da barriga do bicho, fosse por asfixia, fosse pelo abraço mortal que o bicho costuma aplicar às vítimas antes de as engolir.

Thursday, March 09, 2006

Dos cartoons às etiquetas (onde vai isto parar?!)

Esta cena das suceptibilidades do mundo árabe não se limita já aos cartoons. Aliás nunca se limitou, que o diga o autor do "Versículos Satânicos", livro intragável que comprei assim que a fatwa foi emitida, mas que nunca consegui ler. "Peguei-lhe" duas ou três vezes, mas nunca conseguir engolir mais que umas 50 páginas. Jaz numa prateleira, ao lado d' "Os Versículos Sagrados" resposta do "dr. Majid Ali Khan" ao sacrílego Rushdie. Escuso de dizer que a resposta é pior que a posta, ou seja, a amêndoa é pior que o sorvete: além de perfeitamente ilegível, pomposa (o "dr" antes do nome do autor diz tudo...), enfatuada e hiperadjectivada é inaceitavelmente dogmática e pedante.

Voltando às etiquetas, de uma forma serena e sem grandes parangonas nem manifs, uma marca espanhola optou por recolher um lote de camisolas e mudar-lhes a etiqueta por nesta figurar um quadro idílico com uma mesquita em fundo, com uns coraçõezinhos, umas setas, etc.

Por azar, a ponta da seta com os dizeres "dormimos aqui" caem mesmo em cima da mesquita e o cacho de coraçõezinhos fica mesmo em cima do minarete da dita.

Inseri uma imagem com a foto da etiqueta, onde se vê a coisa. A imagem e a notícia vinham no Expresso do passado sábado, na revista Única.

Para evitar perder mercado (muito mais que evitar outras chatices - acho eu), recolheu-se o lote e mudaram-se as etiquetas.

Mas isto deixa bem patente que aquela malta da areia (e, desgraçadamente, do petróleo) é mesmo do piorio e está a ficar mal habituada.

Mas, se calhar, a forma mais adequada de encararmos estas questões é numa perspectiva de mercado, evitando dramatizações e adoptando as estratégias e as tácticas que nos permitam vender os nossos produtos (e ideiais, já agora), comprar os deles e desenvolver o intercâmbio turístico, económico e cultural até onde fôr possível.

De preferência, sem que nenhuma das partes tenha de se pôr de cócoras...

Wednesday, March 08, 2006

Mia Couto e os Cartoons

O texto, tirado do Público de hoje, diz tudo.

Haja alguém com juízo e sem medo daquela malta marada, da areia e do petróleo.

Sunday, March 05, 2006

Ainda a negação do Holocausto

O neo nazi, já com idade para ter juízo que aparece todo ufano na foto, Irving-Qualquer-Coisa, foi condenado na Áustria a uns anos de prisão por ter dito há 17 (DEZASSETE) anos que as câmaras de gás em Auschwitz tinham sido construídas depois da guerra para atrair turistas.

Crime hediondo, caraças!!!

17 (DEZASSETE) anos depois, lá o apanharam e aplicaram a lei pateta que criminaliza a negação deste capítulo da História para descanso das consciências e das boas almas. Para descanso, sobretudo, dos filhos dos "bons austríacos" que olhavam para o lado enquanto passavam os combóios carregados de judeus a caminho dos campos de extremínio (see no evil...) ou que se abotoaram, por tuta e meia, com os negócios dos judeus em retirada, ou que lhes ficaram com as casas ou, etc, etc, etc.

Isto é particularmente ridículo num país quase residual, que nem sequer foi desnazificado, pois as potências vencedoras consideraram o Anschluss uma espécie de invasão, semelhante à da Holanda ou da França, fechando os olhos aos resultados do plebiscito, ao apoio maciço da Santa Madre Igreja (com o cardeal Innitzer à cabeça, a fazer a saudação romana, com Heil Hitler! e tudo, depois de ter votado) e ao envolvimento da sociedade austríaca, de alto a baixo, no esforço de guerra da "grande pátria alemã" reconstruída.

Que o Irving é um pateta, para além de neo nazi, não restam dúvidas. Mas na nossa Civilização costumavam fazer sentido frases como "abomino as tuas ideias, mas bater-me-ei como um leão pela tua liberdade para as manifestares".

Será que agora a liberdade de expressão só funciona até às portas de Jerusalém?

Que grande porra!!!!

O Trabalho dá Saúde - o Sexo também

Este cartoon (estamos no tempo deles, certo?) esteve adormecido uns anos desde que o tirei do Expresso (salvo erro).

Aqui o deixo como recordatória urbi et orbi.

Saturday, March 04, 2006

Ainda as caricaturas

A revista The Gate, folheada para entreter a espera no Aeroporto de Istanbul, trazia o interessante cartoon que acima reproduzo. Representa a torre de Galata (no bairro onde o Galatazarai nasceu) com um maduro, de turbante e cofió, a saltar equipado com asas postiças.

Com a confusão que por aí andou, espero que o cartoonista não se veja acusado de representar o Profeta, num vôo matinal sobre a cidade. Se esta caricatura estivesse junta com as outras 12 e não tivesse sido publicada em Istanbul, era, certo e sabido, o que teria acontecido.

Por falar nisso, parece que a sanzalada das caricaturas se extinguiu, talvez por falta de combustível.

...também não a consigo condenar

O tribunal que julgou Maria da Conceição por assassinato consumado do marido Gonçalo absolveu-a por a acusação não ter conseguido provar o crime.

A vol d'oiseau, o Gonçalo dava porrada de criar bicho na mulher, a quem ia fazendo filhos nos intervalos do tráfico da droga, dos copos e da vadiagem. Um belo dia morreu, ela meteu-o numa arca frigorífica e lá o "conservou" seis neses até se mudar com o novo marido para outra terra. Não se sabe se o novo marido lhe bate, mas é de esperar que a olhe com algum "respeito", já que cesteiro que faz um cesto faz um cento, se me faço entender.

A EDP cortou a electricidade à casa anterior, onde o Gonçalo foi apodrecendo na arca, convenientemente deixada para trás por estar avariada...

Dois anos depois de ter sido congelado, o Gonçalo, ou o que dele sobrou (a foto, tirada do Correio da Manhã de sexta feira, 3 de Março, mostra umas raspas dele no fundo da arca), foi descoberto pelo senhorio e a Judite foi directa à Conceição, de dedo espetado, acusando-a do crime.

Este tipo de casos é dos poucos em que acredito que a justiça (ou coisa que o valha) possa ser feita pelas próprias mãos. E isso por um simples motivo: é que "a Justiça", na grande maioria dos casos de porrada intra muros, nem sequer chega a meter a sua colher entre o punho do marido e o corpinho da mulher. A dita pode levar porrada a vida inteira (leiam os jornais, gentes) que o valente só tem chatices quando exagera um bocado e ela morre. Até lá, nada os pára.

Nada, excepto um pouco de arsénico no café...

Magnata de quê?!

Regressar a Portugal na TAP tem algumas pequenas vantagens. Uma delas é começar a ler os jornais portugueses (mais ou menos) confortavelmente sentado antes de cá chegar.

E, digam lá o que disserem, ler os jornais na net sucks: ler jornais é ter o papel nas unhas, folheá-lo, esbarrar nas costas da cadeira em que o gajo da frente se recosta, pôr de parte as folhas que só fazem peso, dobrá-lo, desdobrá-lo (que chatice, os dedos já estão sebentos...), cheirá-lo, ler os títulos (isto é só palha, que raio!), voltar atrás para, finalmente, ler o pouco que interessa. Mas, como dizia António Botto, "enfim, gosto!"

E no meio dessa orgia de cheiros e papel amarfanhado, lendo o Correio da Manha (como lhe chama, com muito a-propósito, o meu amigo João Reis) que vejo eu?! (perguntem lá, carago: "que viste tu?"). O que acima reproduzo: "Alexandre Alves aposta no Algarve" e o da manha designa-o como "MAGNATA DOS MEDIA".

Para já, o Algarve que se cuide, pois, se se mantiver a "tradição", vai à falência na certa e o "magnata" fica um pouco mais rico.

Este "rapaz" que o da manha nos apresenta já na meia idade, em pose "desportiva" e com um belo bronzeado (um luxo em pleno Inverno...) entrou muito novinho para a Tepclima (creio que ainda na fase de Tiago & Pereira) como adjunto técnico, ou estagiário, ou por aí, era muito esperto e desenrascado e subiu muito rapidamente na empresa. E subiu por mérito próprio, em grande parte, diga-se de passagem e em abono da verdade.

Com a criação da FNAC (não a dos livros, mas Fábrica Nacional de Ar Condicionado, com o lince, lembram-se?) ganhou asas e projecção até que o negócio começou a correr mal, os japoneses (e não só) atacaram em força e, a partir de certa altura, não houve volta dar-lhe.

A coisa foi ao ponto de os cooperantes terem ficado sem um tusto (a Tepclima, "herdeira" da Tiago & Pereira, foi uma cooperativa até ao fim) .

Só que, não obstante as empresas se irem afundando sem solução à vista, alguns "funcionários" enriqueciam a olhos vistos, ele eram altos casarões na Arrábida, altos carrões, altas vidas, chegando mesmo três deles, gestores de topo, a verem-se incluídos nas listas dos mais ricos de Portugal, com fortunas acima de 1 Milhão de contos. O "nosso" Alexandre Alves era o mais enricado dos três, seguindo-se o Engº Brito e a Dra Ladeiras.

Realmente, a competência de um gestor bem poderia ser avaliada à luz deste critério: mesmo que os negócios da empresa vão a pique e o pecúlio dos cooperantes e accionistas se desvaneça, o gestor consegue, contra ventos e marés, salvaguardar "o seu".

Portanto, o Algarve que se cuide e que se cuidem as empresas em que o Alexandre vai investir os tais 4 Milhões de euros.

Ah! que se cuide também quem cair com os 4 milhões, para financiar o magnata...

Sunday, February 26, 2006

LUÍS FILIPE GODINHO (FIXEM O NOME!)

Começou o julgamento do grandecíssimo FILHO DE PUTA que dá pelo nome de Luís Filipe Godinho.

O grandecíssimo CABRÃO era Monitor na Casa Pia (colégio de Santa Catarina) onde passava noites com as crianças à sua mercê, perdão, à sua guarda.

E então era o bom e o bonito! As crianças gritavam, fugiam, queixavam-se e ... nada aconteceu a este BANDIDO durante anos e anos, a ponto de serem imputados a este imundo CANALHA 125 crimes de abuso.

Como teria sido possível a coisa durar tantos anos se não tivesse gozado de silêncios cúmplices (para proteger o bom nome da Instituição, claro!) quando não e cumplicidades ... silenciosas? Só depois de rebentar o escândalo do Bibi & Companhia é que as queixas das crianças foram ouvidas!

Terá isto alguma coisa que ver com o facto de o anterior chefão da Casa Pia ter sido Provedor durante 17 anos?

Tem que ter, até porque o MELIANTE REFORMADO, e com uma bela reforma, (não me lembro do nome do SACANA) tratou, entre outros, do "dossier Carlos Silvino" há uma porrada de anos, pelo que não podia ter deixado de tomar providências para manter sob controlo estreito os colégios sob a sua alçada, os dormitórios à guarda de adultos lúbricos e antigos abusados, crianças pequenas (e/ou deficientes) à mercê de colegas mais velhos, formados com exemplos tão edificantes na Instituição.

O processo Casa Pia não ficará completo (ou mais perto disso) se o antigo Provedor não fôr chamado a explicar-se e a responder por olhar para o lado quando os crimes se passavam sob o seu delicado nariz!

Lembro a frase que Luís Sttau Monteiro colocou na boca de Abraão Zacut, tão adequada ao crime do antigo Provedor:

"... e ai de quem responder: "Senhor, eu dessas coisas não sei, mas sempre honrei pai e mãe e nunca trabalhei ao Sábado"; porque aos olhos do Senhor há apenas um crime, o de fechar os olhos!"

... e o grandecíssimo CABRÃO manteve-os bem fechados e com tampões nos ouvidos!

...

Seila, fui suficientemente agressivo e bruto? é que era mesmo para ser!

Qu'a ganda manif, carago!!!! (se fosse cigano ou árabe...)

Em França foi raptado um rapaz de seu nome Halami. Acabou por ser morto. O nome sugere orígem árabe, mas não: era judeu!

Resultado, uma manif que meteu cardeal, ministros, "gente importante", contra o racismo e o "anti semitismo" (?!). Quando morto é um vulgar "branco", cigano, preto ou árabe (os do costume...) alguém se lembra de promover uma manif destas (e o cardeal de nela participar)?

Mas sendo judeu... o caso é grave!

Transcrevo o Expresso de ontem:

"Milhares de pessoas protestaram hoje à tarde contra o racismo e anti-semitismo nas cidades francesas de Paris, Lyon e Bordéus, devido ao rapto, tortura e morte de um jovem judeu, Ilan Halimi. Estiveram presentes na manifestação em Paris, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, e o cardeal Jean- Marie Lustiger para além de responsáveis religiosos de todas as confissões, políticos de todos os quadrantes, associações muçulmanas e judias. A família de Ilan Halimi não participou na marcha. Nas primeiras filas estavam o presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas de França, Roger Cukierman, a antiga ministra Simone Veil, o primeiro secretário do Partido Socialista, François Hollande, o presidente da Assembleia Nacional, Jean-Louis Debré, e o antigo primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. Um pequeno incidente registou-se à chegada do presidente do Movimento pela França (MPF), Philippe de Villiers, considerado pelas associações anti-racistas «persona non grata». Villiers é conhecido pelas suas posições bastante críticas contra a «imigração descontrolada» e contra a «islamização de França». Alguns manifestantes empurraram-no, enquanto gritavam «racista, racista». A polícia interveio, pondo fim ao incidente. Ao contrário do que fora anunciado, e que fez cancelar a participação de algumas organizações, não esteve presente qualquer representante da Frente Nacional, o partido de extrema-direita de Jean- Marie Le Pen. Uma faixa dizendo «A França negra, branca magrebina contra o racismo e o anti-semitismo», escrita com o alfabeto hebraico e latino, foi desdobrada pela organização SOS Racismo no meio de jovens manifestantes que gritavam «Vingança para Ilan», «Justiça para Ilan». Num outro dístico da União dos Estudantes Judeus de França lê- se: «Racismo, anti-semitismo, violência, indiferença, Mariana (símbolo da República francesa) os teus filhos estão em perigo». Ian Halimi, vendedor de um armazém de rádios em Paris, raptado a 21 de Janeiro por um grupo que pretendia obter um resgate, foi encontrado agonizante perto de uma gare dos arredores a 13 de Fevereiro, amordaçado, algemado e com o corpo coberto de queimaduras. Morreu pouco tempo depois. Das 17 pessoas investigadas, dez têm antecedentes relacionados com anti-semitismo."

Não há dúvida, mortos também os há de 2ª, de 3ª e, neste caso, de 1ª!

Friday, February 24, 2006

Os assassinos estão entre nós

Este era o título de um livro escrito há umas boas décadas, tratando da questão dos nazis com responsabilidades directas no Holocausto que continuavam à solta, com identidades falsas, gozando muitas vezes de situações desafogadas proporcionadas por fundos constituídos em devido tempo.

Mas isso são outros contos e não vos chatear com a "Odessa", nem com o "Corredor Vaticano" nem com outras trivialidades quejandas...

Vou só lembrar que um Holocausto em menor escala ocorreu na ex-jugoslávia e que grande parte dos assassinos continua à solta, ainda vivinhos e escorreitos, como o exemplar que acima vos apresento: Ratko Mladic, chefe do exército dos sérvios na Bósnia de Radovan Karadzic (cujo julgamento decorre). Claro, como os holocaustados não eram judeus, o brado foi relativamente pequeno.

Esquecer o Holocausto (também) tem destas consequências.

Wednesday, February 22, 2006

Os murais do pós Abril 74

Depois do 25 de Abril, as paredes de Lisboa encheram-se de pinturas, umas mais perfeitinhas que outras. As da UDP eram das menos conseguidas, pouco imaginativas e veiculando as ideias pouco sofisticadas do grupelho:

As do povão eram das mais engraçadas, como a que marca a diferença entre o tonto do Otelo e o chefão da Pide.

Cool, man, cool!!!

... mas nada chegava aos calcanhares dos murais do Glorioso, em qualidade gráfica, pelo menos:

Thursday, February 16, 2006

Os cartoons, os disparates e ... o politicamente correcto

A guerra das caricaturas continua para durar, agora com todo o bicho careto a querer marcar terreno.

  • O Freitas, a querer ser "estadista", responsaável e apaziguador (valeu-lhe um elogio do embaixador do Irão!);
  • O Embaixador do Irão, a seguir ao elogio, a dizer que enquanto desempenhou idênticas funções na Polónia foi a Auschwitz-Birkenau, fez contas (?!) e considera que eram precisos 15 anos para matar 6 milhões de judeus. Logo é preciso fazer uns seminários para tirar a limpo quantos foram mesmo mortos.
  • O Freitas (outra vez?!) para corrigir a mão e mostrar que é teso chamou o Embaixador do Irão às Necessidades para lhe comunicar que está muito chateado com a negação do Holocausto (o Freitas ouviu ou leu a entrevista do iraniano? parece que não...), que é uma grosseira deturpação da História e que foi uma ofensa à Humanidade (o Freitas passou-se);
  • A tontinha da Embaixadora de Israel (who else?) , mostrando que nem dá para ser criada da Colete Avidal (se bem me lembro era este o nome de uma colega dela, só que embaixadora dos States), disse-se muito chocada (parecia estar com a lagriminha ao canto do olho...) com a tal grosseira deturpação da História, que nestas coisas não se faz contas (pois, não interessa mas são seis milhões e acabou-se!) mas lá foi dizendo que muita gente foi morta noutros campos, na rua, "em valas comuns" (portanto, se calhar até se pode fazer contas...);
  • O sr dr Vitorino, na sua performance para contrabalançar o Professor, na RTP 1, todo enfatuado e pedante (será bicha?!) considerava as caricaturas de um enorme mau gosto. Mais um que não as viu. Pateta!

Bem, resta-me deixar aqui o link para um site iraniano de caricaturas, muito anterior ao actual concurso sobre o Holocausto, e com muita coisa boa.

Os exemplos que aqui vos deixo são de um croata, Milos Panic, e não tem nada que ver com o Profeta nem com a Shoa, e de um brasileiro, Latuf. O link vai directo à versão em inglês. Se não, não se esqueçam de clicar no "ENGLISH", para pescarem alguma coisa...

Open your minds, folks!

http://www.irancartoon.com/