Wednesday, November 16, 2005

O verdadeiro Vereador

A foto mostra o fogoso Zé Sá Fernandes em visita ao túnel do Marquês, que ele jurou empatar até à exaustão.

Na foto, o Zé está mudo e quedo ouvindo atento, venerador e obrigado a arenga do seu ídolo, o decrépito Arqº paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, aqui com um certo ar amarrecado. Este homem sabe de tudo, hidráulica, estruturas, geotecnia, sísmica - parece que só não sabe mesmo é de arquitectura...

Percebe-se quem é o verdadeiro Vereador do Bloco de Esquerda, o Vereador Sombra, o alter ego do Empata Obras.

Sunday, November 13, 2005

As mulheres na ICAR (onde?!)

Que me perdoe o Senhor D. José Policarpo, mas este post deveria ser o "Só pode ser dos copos 2".

Realmente, D. Policarpo, a ICAR (esta paga direitos ao Saramago; ICAR = Igreja Católica Apostólica Romana) não é uma igreja em que os homens têm o papel preponderante? Ai não?

Veja o artigo do Correio da manhã AQUI (gentileza da Seila)

Quantas mulheres foram papa? Nenhuma (tirando a mítica papisa Joana...)

Quantas foram cardeais? Nenhuma.

Quantas foram bispos? Nenhuma.

Quantas foram padres? Nenhuma!!!

Ó Cardeal, mais respeito pelas mulheres, pelo menos por aquelas que não percebem por que raio é que não podem ser padres, bispos, cardeais, papas. Será por algo que têm a menos? Ou por algo que têm a mais?

Esta fixação da ICAR, que tem e sempre teve, pelo sexo (ou simplesmente pelo género) sempre me intrigou imenso...

Só pode ser dos copos...

Estas declarações, numa tipa do Bloco de Esquerda, Presidente da Câmara de uma região onde se bebem boas e abundantes pomadas, só podem ter sido mesmo resultado de uma tarde de copos ou de uma noitada bem regada.

Os dois maninhos da fama não se safam!

O Paulo Poderoso e o Hermann, não obstante serem falados quase todos os dias em tribunal, em particular o merdoso, parece que sempre se safam.

Da choça, que da fama já não se livram...

Na Relação, os senhores desembargadores acharam que os putos são uns aldrabões, até parece que... (hum, hum, é melhor fechar a matraca que ainda vou dentro).

Está gordíssimo, o Freitas!!!

Já repararam bem no Prof Freitas? O homem está gordíssimo, parce um texugo, para não dizer pior. Ó Professor, veja lá se começa a fazer um bocado de exercício, carago!

Vá lá, vamos a mexer essas banhas!

Friday, November 11, 2005

Actualização do dicionário

Otário: Indivíduo que defende, com ardor mas sem argumentos, a construção do Aeroporto da Ota.

Wednesday, November 09, 2005

Soares, o anti Salazar (sim, esse mesmo)

O texto é muito comprido, mas o Vasco Graça Moura (DN 9/11/05) excedeu-se. Leiam, mesmo que seja só em diagonal.

"Sem prejuízo de alguma complacência risonha, devem ser tratadas com a indispensável severidade as afirmações de Soares quanto ao seu currículo político, ao seu espírito humanista, ao seu sentido de solidariedade, à sua coerência, aos seus nove livros e às suas referências internacionais.

O seu currículo político encerrou-se por um desastre quando, em 1999, se obstinou em disputar a presidência do Parlamento Europeu e perdeu, sem glória e sem fair play. Desde então foi inócuo e decorativo. Mas já antes estava manchado pela parcialidade com que ele exerceu o seu segundo mandato, num crescendo de obstrução ao Governo.

Só dois casos, entre muitos em 1992, Soares fez fortes pressões sobre a UGT para impedir a concertação social, o que Torres Couto denunciou publicamente; em 1993, quis bloquear o plano de erradicação das barracas em Lisboa e no Porto.

A mesma acrisolada solidariedade humanista com que tentou impedir uma habitação condigna para os mais desfavorecidos, já o tinha também levado a negar a existência de fome em Setúbal, quando era primeiro-ministro e sabia do que ali se passava. Só muito mais tarde veio a reconhecer que as críticas do bispo de Setúbal eram legítimas.

Quanto à coerência estamos conversados depois das suas rábulas sem nome sobre a "ditadura da maioria" e de outras mais recentes, ele, que foi um medíocre primeiro-ministro antes de ter sido um presidente injusto, insinua agora que a chefia de um bom Governo é uma má qualificação para essas funções.

Depois, vem à baila a questão da Cultura.

Enquanto ele cultivava, por puro prazer e com o charme proverbial, os seus amigos escritores e artistas, Cavaco Silva reformava a Comunicação Social (apesar de Soares, o estrénuo paladino das liberdades, ter também boicotado quanto pôde a criação da televisão privada), lançava o Centro Cultural de Belém, a Casa de Serralves, a rede de leitura pública, a Comissão dos Descobrimentos, a reforma do sistema educativo; e também criava, sensível a uma intervenção directa de Luís Francisco Rebelo, um regime de IRS em benefício dos criadores culturais e obtinha em Bruxelas os primeiros fundos para se acorrer à recuperação do património cultural.

Isto para dar só alguns exemplos de preocupações culturais sérias, de intervenções culturais ainda mais sérias e de abertura multidisciplinar e fecunda às questões da cultura.

Acaso o cultivado Soares alguma vez perdeu tempo com estas minudências?

Mas, e os nove livros?

Sem contar as suas cinco obras anteriores, uma delas editada em Nova Iorque e Londres, mais os quatro volumes de intervenções como primeiro-ministro, mais os seus artigos, que puseram levianas governações em estado de choque (coisa que jamais se passou com uma só linha escrita por Soares), o discreto Cavaco Silva escreveu livros bem mais importantes As Reformas da Década (1995); Portugal e a Moeda Única (1997), com significativo prefácio de Jacques Delors; União Económica e Monetária, Funcionamento e Implicações (1999); Crónicas de uma Crise Anunciada (2001); Autobiografia Política (2002) e Autobiografia Política-II (2004). Houve títulos que ultrapassaram os 170 mil exemplares.

Por eles se pode ver o que Cavaco Silva andava a fazer, enquanto Soares patrocinava buzinões e endereçava ditirambos alambicados "à son ami Mitterrand".

Esta figura sinistra, ligada ao Governo de Vichy, patrocinou pelo menos um acto de terrorismo de Estado em que morreu um cidadão português e não hesitou em colocar a máquina do Estado francês ao serviço dos seus interesses estritamente pessoais, incluindo a mais nauseabunda rede de escutas telefónicas aos seus próprios colaboradores, apenas com esse fim.

O autor desta sucessão de patifarias é a grande referência ética, política, internacional e humanista de Soares. Leiam-se os textos que lhe dedica a pp. 205 e seguintes de Intervenções - 10 (1996).

Cavaco Silva, que faz parte do Clube de Madrid para a transição e consolidação democrática e da restrita Global Leading Foundation para aconselhamento político ao mais alto nível dos países com problemas, sempre seria ouvido com o maior respeito no Grupo Billerberg, ou em Davos, ou no G7, ou na OMC, lá, onde Soares hoje só teria lugar "cá fora", num chinfrim protestatário contra tudo e contra todos.

Soares já tinha idade para saber que não é assim que se luta contra um adversário a quem ele devia agradecer a maior parte da visibilidade que teve enquanto foi presidente. "

Sunday, November 06, 2005

O Coelho está em maus lençóis...

O Coelhone veio a público, todo enxofrado, proclamar-se um homem impoluto e absolutamente incorruptível.

Tudo bem. Até pode ser.

Só que, para além disso, proclamou (e o Tótó do Procurador Geral confirmou) que no processo respeitante ao empreiteiro Santo de Cascais não há absolutamente nada contra ele, que não é suspeito de nada.

Porra, estão a fazer de nós parvos ou quê?!

Então um juiz despacha favoravelmente uma devassa à casa de um cidadão (ainda por cima com acesso à comunicação social e a tudo e mais umas botas) sem que haja qualquer suspeita contra ele?! Sem que alguma coisa no processo o relacione com a investigação em curso?!

Seja o jogo de xadrês ou outra coisa qualquer, o juiz ordenou a devassa à casa do Coelhone porque havia indícios bastantes de que nessa casa poderia ser encontrada alguma coisa que fosse esclarecedora para o processo.

Claro que essa coisa poderia não ser do dono da casa e, simplesmente, estar no quarto da criada que andaria enrolada com o Bibi e, nas horas vagas, fazia uns fretes ao empreiteiro Santo.

Será isso? Se calhar...

Thursday, November 03, 2005

Evolução ... invertida

Do Staline ao Sócrates

Esta já se contava na Rússia no tempo do Grande Pai Staline...

Selos de Portugal

Sócrates queria um selo com a sua foto para deixar para a posteridade o seu mandato no Governo deste país que está de tanga. Os selos são criados, impressos e vendidos. O nosso PM fica radiante! Mas em poucos dias ele fica furioso ao ouvir reclamações de que o selo não adere aos envelopes.

O Primeiro-ministro convoca os responsáveis e ordena que investiguem o assunto.

Eles pesquisam as agências dos Correios de todo o país e relatam o problema.O relatório diz:

"Não há nada de errado com a qualidade dos selos.O problema é que o povo está a cuspir no lado errado."

Sunday, October 30, 2005

O terrorista que preside ao Irão

Depois de se ter envolvido na tomada de reféns na embaixada americana em Teerão, passou os anos 80 a dar vergastadas nas mulheres que (imagine-se!) anadavam a mostrar o tornozelo na rua, integrado nas brigadas de combate ao vício e promoção da virtude. Também cortavam à escovinha os cabelos daquelas que, de uma forma menos modesta, deixavam cair uma madeixa mais rebelde, ficando os homens em brasa. É que, mesmo no Irão, um homem não é pau!

Eleito Presidente da República, título decorativo num país em que são os mullahs (a padralhada local) quem realmente manda e em que o eleito se submete ao Ayatola Khamenei, o lider espiritual da nação, o "rapazinho" (desculpem-me mas o nome é muito difícil de recordar) resolve dedicar-se à missão da sua vida. Essa missão, ao que parece, é riscar Israel do mapa, como afirmou em público e manteve, ante o repúdio geral que tal bacorada mereceu.

Percebe-se agora melhor a que se destina a tal energia atómica para fins pacíficos...

O idiota esquece-se, talvez, que o odiado estado judaico tem umas centenas de bombas atómicas, meios para as descarregar sobre o Irão e... vontade de se defender (atacando primeiro, claro).

E o "rapazinho" também se esquece que agora nem sequer há a Sóvia para segurar a mão dos judeus...

Vão ao KULTO que é giro

Para os bota de elástico que, sem nunca terem feito mais que olhar para a capa da KULTO, a deitam no lixo resmungando "geração rasca!" aqui vai um post do blog da revista, a título de exemplo.

Aqui vos deixo o link do colega e uma sugestão: folheiem a revista e vão ao blog, que vale a pena! http://kulto.blogspot.com/

E aqui vai o post exemplificativo:

"É preferível correr do que caminhar para ficar menos molhado à chuva... daaah!!!

A resposta pode parecer um bocado óbvia, mas a verdade é que já causou alguma polémica e manteve algumas pessoas (não muitas) inundadas de opiniões acerca do assunto.

Em 1995, dois meteorologistas da Carolina do Norte resolveram que estava um lindo dia para se encharcarem à chuva no parque de estacionamento. Ambos percorrem 100 metros, um a correr e outro a caminhar calmamente, debaixo de uma forte chuvada.

Os dois tinham mais ou menos a mesma estatura e usavam roupas iguais.No final, pesaram as roupas e os resultados são estes:

Caminhante: 220 g de água; Corredor: 130 g de água

Eles pesaram-nas também no princípio, quando estavam secas. A diferença de peso é a água absorvida pela roupa. E também usaram sacos de plástico junto ao corpo para evitar que o suor molhasse também a roupa.

Mas lembra-te: ficar molhado não é a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa. Não vale a pena ser atropelado por um autocarro ou torcer um pé, para evitar uns pingos!

Ah, e também há aquelas coisas: os chapéus de chuva e impermeáveis...?"

Saturday, October 29, 2005

Reabilitar o colonialismo (coisas de retornado, no seu pior)

Anda por aí a recolher assinaturas um site com uma petição para que seja "feita justiça" aos "...que nados e criados ou só criados além-mar ergueram sob o signo do trabalho honesto verdadeiros IMPÉRIOS, a REPARAÇÃO MORAL, afinal, a que temos jus".

Esta malta não aprendeu nada e pensa que, só por se terem passado trinta anos sobre o 25 de Abril, já ninguém se lembra de como os pretos eram tratados, de como eram relegados para um lugar mais que secundário na sua própria terra onde só tinham direito a levar uma vida de criado, ou pouco mais, desde que andassem na linha.

Mas leiam, leiam a petição que esta malta tem a lata de fazer.

Aqui fica o link: http://www.petitiononline.com/verdade/

O mais triste desta tragédia toda é que muitos dos que vão subscrever a petição (uns escassos 101, em 30/10 às 07h55) estão convencidos (mesmo!) de que os pretos eram tratados com bondade e tolerância e que só os malandros, os que se deixavam levar pelos "nossos inimigos externos" é que eram sujeitos a castigos (justos, portanto).

De resto, acham que a sociedade era multi-racial (ainda que feita de modo unívoco: branco com preta, quase nunca o contrário...) e que a descolonização deveria ter sido feita, contra tudo e contra todos, de uma forma "séria", ou seja, dando tempo a que os colonos de lá tirassem tudo o que possuíam, incluindo fábricas, maquinaria, carros, barcos, recheio de casa, etc, etc, etc.

Esse tempo só poderia ter sido obtido à custa do prolongamento da presença militar, com o empenhamento de quem, durante 14 anos, lhes permitiu uma vida sossegada e proveitosa, muitas vezes um enriquecimento rápido, que (quase) só aos portugueses (leia-se brancos) beneficiou: a tropa portuguesa, tão mal vista pelos colonos...

Ora a tropa portuguesa fez-lhes um manguito dos grandes, como era de esperar, e muito bem!

A última ceia

Os que se sentam à manjedoura do Orçamento do Estado, como dizia o saudoso Francisco Sousa Tavares, e os que se acotovelam por um lugar...

Friday, October 28, 2005

Low cost em Beja?!

Ouvi ontem à noite uma notícia, repetida esta manhã (rádio e TV) de que o Governo vai atribuir o aeroporto de Beja às companhias aéreas low cost.

Para servir a região de Lisboa, tem-se falado na pista das OGMA em Alverca. Os especialistas têm-se farto de escrever sobre o assunto, a ver se entra um pouco de luz e de ideias na cabeça opaca do ministro Lino. Para não se dizer que anda a toque de caixa e mostrar a sua independência e excelência de ideias, o pateta manda (vamos ver se se confirma...) as low cost para Beja.

Assim, um tipo vem (viria!) de Londres por tuta e meia, saía em Beja e teria que gastar mais do que o bilhete de avião e perderia mais umas duas horas para chegar a Lisboa, ou ao Algarve.

Esta gente tem mesmo cabeça?!

Wednesday, October 26, 2005

Vasco Franco, low profile, man...

Este texto tem uns bons 2 anos (li-o num panfleto divulgado na C. M. de Lisboa), mas divulgo-o agora que o recebi de novo, enviado por uma colega da CML. Aqui vai:

"Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade. A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.

O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.

A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel."

Moral da história: melhor que ser uma super star efémera é manobrar na sombra, com eficácia, capitalizando efeitos a longo prazo.

Mais roubalheiras...

A grandecíssima cabra e ladra da Fátima Felgueiras (a Câmara até pagava viagens aos filhos da gaja!) afinal só vai a julgamento lá para as calendas.

Como houve uma irregularidade processual em relação a 3 (três) crimes, a investigação relativa a esses e aos restantes 30 (trinta) volta praticamente à estaca zero.

Pode?!

Será que a cabra voltou do Brasil já com alguma dica sobre a decisão em perspectiva sobre o assunto? Até parece que sim; afinal, também se pisgou para o Brasil antes de ser notificada...

Foto e gordas tiradas do Público

O que por aí se rouba, carago!!!

Por muito mal que a justiça ande, com os juízes em greve e outros disparates quejandos, a verdade é que vai sendo cada vez mais frequente a bófia andar a morder as canelas dos ditos poderosos (ou, pelo menos, ricos).

E fica (mais ou menos) patente que, para além dos lucros normais dos bancos (leia-se legais, porque, cá para mim, são mas é anormais), há, espero que comprovadamente, um vasto campo para roubalheiras, fugas ao fisco, etc, etc, em benefício, não só dos investidores, mas, parece que principalmente, de quem detém as rédeas do poder para fazer as operações convenientes.

Como pouco mais posso fazer do que mudar de banco (de um que está em vias de ser apanhado para outro que ainda não foi exposto...), fico à coca, à espera se esse banco de cabrões (queria dizer bando de cabrões, mas banco, afinal, não fica mal de todo), chulos e vigaristas vão dentro e ficam à sombra por largos anos. A ver se, ao menos, perdem o bronzeado que ostentam em pleno inverno, para nos fazer inveja...

Que diabo, se "lá fora" já se arrecadam os tipos que roubam a comunidade, mesmo que muito ricos, por que não havemos de conseguir o mesmo por cá?!

Prendam-me esses cabrões, já!!!!

Morreu Rosa Parks

A mulher que, em 1955, fez rebentar a revolta dos negros americanos contra as leis ancestrais que instituíam a descriminação racial nos States faleceu ontem aos 92 anos.

Cansada, depois de um dia inteiro agarrada à máquina de costura, com os pés e os artelhos doridos, Rosa Parks, então com 42 anos, achou que não tinha nada que dar o lugar a um branco e ficou-se no seu banco da zona do autocarro reservada aos pretos. Reservada, entenda-se, até que a zona branca ficasse lotada...

Foi presa, não sei se chegou a ser julgada pelo crime de desobediência ou outro que tal, mas a sua atitude desencadeou uma revolta dos diabos da qual o acto mais badalado (e eficaz!) foi um boicote aos transportes. Claro que os pretos, se bem que alojados atrás e obrigados a dar lugar aos branquelas, pagavam bilhete, donde o boicote, que se prolongou por cerca de um ano, pesou forte nas receitas das empresas de transportes.

Claro que a vida de Rosa foi muito afectada, não obstante a generalidade da comunidade negra (afroamericana, para usar o figurino PC) tivesse beneficiado com a luta que daí resultou pelos direitos cívicos. Teve que se mudar para Detroit, onde os invernos gélidos lhe terão mantido bem aberta a saudade das amenidades climatéricas do sul.

Esta mulher merece o mesmo destaque que nos states é dado às sufragistas, até porque actuou em circunstâncias bem mais desfavoráveis que estas.

Foto do Público

Tuesday, October 25, 2005

O melhor e o pior de Soares

O melhor: uma gracinha (por sinal com piada!)

Diferença entre Deus e Soares: Deus está em toda a parte; Soares já esteve...

O pior:

Candidato-me para cortar o passo à direita revanchista; os portugueses sabem que comigo podem dormir descansados - as suas liberdades estão protegidas.

ou seja, a cabeça (?) do geronte continua (como já se sabia) a pairar nos tempos em que era preciso lutar contra os faxistas e cortar o passo à reacção (o que quer que isso fosse).

Até dá pena, tadinho...