Thursday, July 21, 2005

Enquanto estiveram calados...

Esta manhã a Palmilha News, edição noticiosa matinal da Palmilha Dentada, da Antena 1, dizia mais ou menos o seguinte, sobre a demissão por cansaço do macambúzio ministro das Finanças:

  • Enquanto o Governo esteve calado, tudo, bem, não dizia asneiras e lá se ia aguentando. Quando começou a falar, o Sócrates para um lado, o das Finanças para o lado oposto, o Freitas, em autocrítica "colectiva" profunda, para todos os outros lados, a coisa começou a dar para o torto.

Brincando, brincando, a Palmilha até não está muito longe da verdade.

Tuesday, July 19, 2005

A estação maluca

Os nossos políticos atravessam um período engraçado, tudo a puxar para o disparate, ou não estivessemos na silly season em que o pessoal quer é praia e rimanso.

Do Alberto João, nem vale a pena falar: o tipo, mais as assembleias que o apoiam (e que ele sustenta...), é mais o tempo que disparata do que aquele em que diz coisas com tino.

O Sampaio (o senhor Presidente, então?!) acha que não se deve falar em recessão, nem em crise: se calhar nem se deve ir ao médico, não vá ele descobrir alguma macacoa que nos apague.

O ministro das Finanças, com aquele ar tímido de quem as faz pela calada descobriu que é preciso apertar o cinto (onde tem ele tido a cabeça até hoje?!).

O tonto do Freitas vem agora criticar o governo a que pertence, ainda por cima para dizer banalidades (pelo menos pelo que o DN deixou escorrer da entrevista a publicar amanhã): que nem tudo tem sido bem feito, que se cometeram alguns erros, que não se soube explicar muito bem os quês e porquês dos aumentos de tudo. O homem, pelos vistos, não tem estado muito nos conselhos de ministros, tem estado mas não o deixam abrir a boca ou tem-se fartado de bater sonecas.

Das duas, três!

Monday, July 11, 2005

A esquerda e o terrorismo

O dr Soares (benza-o Deus!) não consegue livrar-se do seu lastro esquerdalho que não sobrevive sem aquelas verdades primordiais do tipo:

  • a escola não é para ensinar, mas para educar;
  • na escola o que importa não é aprender, mas desenvolver no aluno capacidades de abordagem de problemas concretos em contextos pré definidos;
  • os criminosos são um produto da sociedade (má e injusta);
  • os ricos roubam os pobres e são tanto mais ricos quanto mais os roubaram;
  • os ricos que paguem a crise;

Na cabeça (?!) desta gente, o terrorismo é uma resposta do terceiro mundo espoliado pelo imperialismo (europeu e americano, claro!), única resposta possível contra um inimigo poderoso, implacável e ímpio.

Logo, para estas mentes (?!) brilhantes, os actos terroristas estão de algum modo legitimados, enquanto actos de uma guerra global em que o campo de batalha é o mundo inteiro, e onde os mais fracos atacam os mais ricos onde dói mais e onde eles menos esperam. Ou seja, atacam alvos civis às horas de ponta, nos locais mais movimentados.

No fundo, das lágrimas de crocodilo que estas luminárias verteram pelos civis de Hiroschima nada resta para chorar pelos civis mortos em Nova York, Madrid ou Londres.

Por isso, na mente (?!) do dr Soares, um ataque terrorista é simplesmente a resposta (que ele não tem balls para considerar legítima) à má política de um estado: anteontem da América de Bush (há outra?), ontem à política seguidista de Aznar, hoje ao casamento de Blair com Bush no Iraque.

Traço comum (e para finalizar): o combate cego à América (de Bush...), o ódio visceral que estes antigos seguidores da Pátria dos Amanhãs que Cantam votam aos States.

Sunday, July 10, 2005

A protecção das fontes

O mundo dos media está em polvorosa, tremendo de indignação com a prisão de uma senhora jornalista que optou por não indicar ao juiz as fontes que lhe fizeram determinadas revelações. E foi dentro até as revelar.

A protecção das fontes é, no mundo dito civilizado, um dever dos jornalistas. Mais do que um dever, é uma necessidade básica: sem segredo, muito boa gente, muito potencial informador, não precisaria de pensar duas vezes para se fechar em copas, e o jornalista ficaria sem assunto, para além das suas hipóteses e especulações. Sem fontes, o jornalismo de investigação estaria condenado ou muito próximo disso.

Só que a rapaziada da caneta dá a este dever/necessidade/direito, um valor absoluto que exclui completamente um outro aspecto básico da ética jornalística: a responsabilidade por aquilo que se escreve. Essa responsabilidade pode levar o jornalista a ter que responder em tribunal se a sua escrita ofender alguém, invadir a privacidade de alguém, violar algum segredo (de estado ou de natureza privada) ou, de qualquer outro modo, infringir a lei.

Mas que sucede quando o jornalista veicula uma informação de uma fonte que se revela errada e é processado por calúnia?

De duas, uma: ou o jornalista assume o que escreveu (e protege a fonte - o que é raríssimo) ou se desculpa com a fonte cuja identidade não pode revelar. Termina tudo em samba, e o caluniado que se amole!

Esta interpretação rasca da protecção das fontes constitui uma total desresponsabilização do profissional da informação e é, a meu ver, o desvirtuar completo desse regime.

Ou seja, o jornalista deveria pesar bem o que escreve, deveria avaliar bem a veracidade do que a fonte lhe comunica (e a sua boa fé...), e ser sempre responsável pelo que escreve. Se revela ou não a fonte mentirosa, é lá com ele.

Dito de outro modo, o jornalista deveria proteger a fonte com o corpo e não deveria usar a protecção da identidade da fonte como meio para "retirar o corpo" e fugir às responsabilidades.

Os Merdosos 3 - os ecologistas encartados

Inimigos do nuclear e das barragens, este curioso grupo parece defender o regresso "ao amor e uma cabana" com uma vela acesa, pois até os ecológicos aerodínamos lhes causam confusão ao espírito frágil e sensível, pelo muito que desfeiam a paisagem (e até desfeiam mesmo, digo eu).

Para além das albufeiras afogarem os animaizinhos incautos e as árvores não transplantadas, parece que o que as barragens oferecem em reservas de água e electricidade limpa os deveria sensibilizar, mas não. Esta malta nem no tempo de seca extrema é sensibilizável, espapaçada nas esplanadas em Lisboa ou no Porto (em debates sérios, claro!), onde não há seca, com um copo de sumo à frente (o sumo é provocação, claro), e não percebe que a água vai ser (já vai sendo...) o verdadeiro ouro, o verdadeiro petróleo do futuro. Sem ela, estamos lixados, para falar bem e depressa.

Estou para ver a mobilização contra a central do Patrick: é de esperar de novo a malta do Woodstock à portuguesa, com mais hemorróidas, mais barriga e menos filhos às cavalitas que no tempo da central do Veiga Simão, acompanhada agora por aqueles jovenzinhos que, à falta de melhor, têm debutado nos últimos anos na contestação aos touros de morte. Ah! também teremos o maestro Vitorino, o Sérgio (mais gordinho...) e o inefável prof Boaventura. Vai ser uma festa, encontrar velhos amigos (kamaradas...), lembrar as quecas de antanho à beira rio (tens visto a Ana PC? e a São Pencuda? está uma baleia!) ... um carnaval!

Só espero não ter que chamar merdosos aos governantes que forem na conversa e não construírem agora as barragens, os parques de aerogeradores e as centrais nucleares que nos garantam a energia barata e a água de que tanto precisamos e que serão vitais no futuro.

Os Merdosos 2 - Zé Sá Fernandes

Depois de ter defendido algumas causas que lhe deram notoriedade (e, certamente, proveito), o homem investe contra toda a obra que contrarie as posições tradicionalmente defendidas pelo Mestre e, em geral, contra tudo o que lhe cheire a betão.

O Zé S.F. defende a limitação dos automóveis em Lisboa sem apresentar um plano de conjunto minimamente credível (e até tem o prof Nunes da Silva na equipa ou muito próximo): limita-se, pelo que tem mostrado, a defender o método pindérico (esta cobra direitos, ok?) que consiste em deixar degradar as entradas e a distribuição do tráfego na cidade e, em caso algum, dimensioná-las na medida dos aumentos de tráfego verificados.

A ideia subjacente a esse método é "vem de combóio - ou a butes - porque de carro 'tás lixado!"

Candidato à Câmara Municipal de Lisboa, parece não ter ideias próprias: como advogado que é parece ser apenas o representante, o procurador, das ideias do Mestre (Gonçalo Ribeiro Telles, who else?) que cita (honra lhe seja) a cada passo: é a cintura ecológica, é o corredor verde para Monsanto, são as hortas ecológicas (esta é que me mata!), é a "culpa" do túnel do Marquês nos danos do túnel do Rossio (como lhe confidenciou o Mestre...).

De resto, são lugares comuns e baboseiras ("Lisboa é gente", pois...) muitas das quais parece ir buscar ao Bloco de Esquerda que, apoiando o Zé S.F., se livra das chatices de apresentar candidatura própria ou (pior, muito pior!!!!) ter que apoiar o Carrilho.

(mandam as boas regras que informe os leitores que chegaram a este ponto que quem assim escreve representa a coligação Lisboa Feliz - essa mesmo, a do Santana (ai de mim...) - e é (re)candidato à Assembleia de Freguesiado Lumiar pelo PSD)

Os Merdosos 1 - Alberto João, o Jardim

(O primeiro merdoso não é necessariamente o mais merdoso, mas apenas o que, neste momento, está mais à mão)

Com que então "não quero cá os ch'neses"?! E quando alguém (o Marques Mendes) diz, tratando o assunto com pinças, que o tipo foi infeliz no que disse, a matilha de apaniguados salta-lhe em cima por ter ofendido, mais uma vez, Sua Excelência!

Realmente, já não há pachorra (há muito, muito tempo) para aturar as alarvidades deste pateta que, à custa da pobreza extrema dos madeirenses, consegue manter-se solidamente no poder em troca de cinco réis de mel coado e de muito, muito, carnaval. Que disto é que o meu povo góóóóóóóstáááá.

Que muitos jornalistas são mesmo um bando de safados e de filhos de puta não é nenhum espanto e aplica-se (penso eu de que) a todos os grupos profissionais, sociais, etc (a começar pelos políticos, autarcas e cidadãos comuns).

Mas um tipo que até é presidente do governo de uma região autónoma vir dizê-lo da forma grosseira como o fez o Alberto João serve apenas para mostrar a categoria do homem: merdoso, javardo e, no mínimo, pateta.

Friday, July 08, 2005

ASSASSINOS E SUB HOMENS

(Inicialmente, este post levava o título de "Os merdosos - 1" e seria o primeiro de uma série em que o Dr Zeco apontava os vários tipos de merdosos que bloqueiam / atrapalham / chateiam e não deixam que a vida de nós outros siga o seu curso normal e desejável: para a frente! Só que era injusto colocar o Zé Sá Fernandes, o Alberto João e outros nanicos no mesmo saco em que coloco a merda sub-humana que, nos últimos anos, tem tentado fazer a nossa civilização regredir para o patamar em que hoje se encontra o mundo islâmico. Não era justo. Por isso, mudei o nome a este post e mantenho título "Os merdosos" reservado para os tais nanicos)

Os SUB HOMENS voltaram a atacar.

Não atacam para viver (melhor), não atacam para que os filhos tenham um futuro melhor que o deles, não atacam sequer para sobreviver.

Atacam para cumprir o que pensam ser os ditames do islão, cujo livro sagrado seguem à letra e donde tiram as mais delirantes interpretações, do género:

  • Só há dois tipos de homem: o muçulmano e o infiel;
  • Recebo-te em minha casa, mas não te apresento a minha mulher porque, se tu apenas olhasses o local onde ela está, eu teria o direito de te vazar os olhos com uma faca;
  • O muçulmano não é obrigado a seguir nenhuma lei feita pelos homens; só a lei de deus;
  • O muçulmano tem o dever (na luta contra o infiel) de causar o maior número de mortes possível porque, se não o fizer, está condenado ao inferno.

Poupo-vos as tiradas sobre as 30 (ou serão 60?) virgens e outras bacoradas sobre mulheres.

Esta gente é mesmo merdosa. É preciso (ai de mim) ir buscar a Hitler uma classificação que se aplica perfeitamente a esta gente: untermenchen, sub homens, tal e qual!!!

Saturday, June 25, 2005

O Irão estava a ficar muito arejado...

Com a derrota de Rafsanjani nas eleições presidenciais no Irão, a ténue luz ao fundo do túnel parece ter-se apagado por mais algum tempo.

Não que o derrotado seja um ás de modernidade, mas porque, tendo um pé bem assente entre os conservadores é um tipo pragmático e mostrou, pelo menos enquanto foi speaker do parlamento (enfim, espécie de parlamento) e presidente, no período difícil após a morte de Komeiny, não ser um radical cego pelo Corão e pela tradição mais arcaica.

A Time de há duas semanas dedicava várias páginas à movida que parece medrar entre os jovens quadros bem sucedidos, endinheirados e amantes da música e da boa vida, que não exclui o diabo-álcool, tomado em loucas correrias de carro pelas noites de Teerão, com curtas paragens para reabastecimento de vários quitutes, ante a passividade da polícia.

Aparentemente, vamos (vão eles, cruzes, canhoto!!!) voltar à pureza da ortodoxia, sob a batuta zelosa das "brigadas do combate ao pecado e promoção da virtude".

E foi o povão eleitor que o pediu...

Monday, June 20, 2005

A Marcha Contra a Criminalidade

Os skins cá do burgo ficaram muito preocupados com o aumento da criminalidade e o PRN tratou logo de convocar uma marcha para protestar contra os criminosos "vindos de fora" e, já agora, caçar pretos. Esta designação também inclui árabes, monhés, ciganagem e, em geral, tudo o que não seja meninos puros e "limpos" como eles (?!). Curiosamente, nos States a designação "pretos" também os inclui a eles (nós) que, como hispânicos, não somos tão brancos como os irlandeses... um gozo!

Num dos slogans, os marchantes apelavam a um Portugal "mais branco e mais limpo". Com malta merdosa como a que apareceu na manif, e que as fotos que saíram no Público mostram bem, acho que eles queriam era dizer:

POR UM PORTUGAL MAIS BRONCO E MAIS CARECA!!!

Saturday, June 18, 2005

Mentiroso! (olha quem fala...)

A Função Pública está zangada com o Governo; parece que os médicos e os farmacéuticos também e, ultimamente, a rapaziada dos tribunais juntou-se à pandilha. E, estes últimos, nem têm pudor em declarar que ameaçam greve por não admititrem qualquer degradação no seu estatuto (mesmo assim, grandes pulhas!!!).

É claro que o Delfim tem-se posto a jeito, depois de prometer mundos e fundos, de ter dito e repetido que não subia os impostos (até parecia o pai Bush "read my lips: no tax raises!") acabou por subi-los e de que maneira. Quebrada a promessa-jura por um, quebrada por mil e vai daí é o IVA, é o imposto sobre combustíveis, é o imposto automóvel, é o imposto sobre o tabaquinho ... é fartar vilanagem. Cortar significativamente nas despesas do Estado é que não!

A ver vamos se a mão que segura o cartaz que chama mentiroso ao Delfim ainda se lembrará disso quando for chamada a pôr a cruzinha nas eleições para o parlamento, daqui a um monte de meses...

Cunhal é fixe!

"... on pardonne à tout ceux qui nous ont ofensés, les morts sont touts des braves ty-y-pes!" mais coiso, menos coiso, assim Georges Brassens cantava os mortos que, uma vez mortos, deixavam de ser os sacanas que foram em vida para passarem a ser uns tipos porreiros.

É o que parece ter acontecido com Cunhal que, depois de uma vida a defender o modelo soviético (o do Grande Pai Staline, entenda-se) e outras desgraças quejandas cá para o burgo (e para a Checoslováquia, en passand...), aparece agora como um cidadão exemplar, pai de família, (só falta) temente a deus e ... benfiquista.

Até a delegação do CDS/PP, com o seu novo presidente e a Zèzinha à cabeça testemunharam o seu incondicional apreço pelo camarada Álvaro, cantando o "Avante, Camarada" a plenos pulmões.

Só visto!

Sunday, June 05, 2005

As reformas especiais e os velhos de primeira

A reforma especial do ministro das Finanças tem dado que falar, nem sempre pelas boas razões. Muito do que se tem dito passa, a meu ver, ao lado da questão que interessa discutir: se o tal fundo de pensões foi alimentado com descontos feitos ao vencimento do senhor, ou se foi alimentado por verbas públicas, retiradas dos resultados da instituição, Banco de Portugal, neste caso.

Quem tem o caso Mira Amaral ainda fresquinho, lembrar-se-á, certamente, que os 18.000 euros mensais eram "compostos" com uma pensão vinda de um fundo especial para onde, para além dos descontos dos participantes, a Caixa Geral de Depósitos vertia todos os anos verbas avultadas, tudo legal, tudo aprovado em Conselho de Administração.

O mesmo se passa, certamente, no Banco de Portugal pois 6 (seis) anos de descontos no vencimento de um Vice Governador não geram, de maneira nenhuma, um capital que, por muito bem gerido que seja, pague uma renda vitalícia de 8.000 euros por mês.

Fazendo as contas de forma grosseira, para não complicar, diria que para render por ano 96.000 euros (12 x 8.000), o capital investido atingiu um valor de (a 5% ao ano - fundo sem risco muito, muito bem gerido) 96.000/0,05 = 1,92 milhões de euros.

Supondo que o senhor só começou a receber a pensão 5 anos depois de sair do BP, período durante o qual o capital só se valorizou, ele valeria, aquando do último desconto, 1.920.000 / 1,276281562 = 1.504.379 euros. (1,276281562 é 1,05 elevado a 5, anos com juros compostos)

Se o actual senhor ministro fez descontos durante 14 meses por ano, ao longo de seis anos, o desconto mensal terá que ter sido de cerca de 17.909 euros. Na realidade, foi menor, da ordem dos 17.000, pois cada desconto mensal valorizou-se ao longo de 72 meses, o primeiro, ao longo de um mês, o último.

De qualquer modo, estas "contas de merceeiro" servem para mostrar que nenhum vice governador, só com descontos no seu vencimento constitui um fundo que lhe pague uma renda vitalícia de 8.000 euros por mês.

Note-se que se o fundo fosse ainda melhor gerido e rendesse 10% ao ano, a desconto mensal teria de ser, mesmo assim, da ordem dos 7.000 euros; se rendesse uns mais normais 3%, o desconto mensal teria que ter sido da ordem dos 30.000 euros!!!

Portanto, há que "indagar" e perceber quanto, de dinheiros públicos, é desviado dos lucros do banco para municiar o fundo especial que faz do senhor ministro um velho de primeira, no meio de nós outros, futuros velhos de 2ª, 3ª ou 4ª, cujas reformas não terão aquelas benesses.

Ainda a profanação do Corão

O mundo Islâmico continua excitadíssimo (alguma vez deixou de estar?!), desta vez com a suposta profanação de um exemplar do Corão.

O Público dedica hoje meia página a tão interessante assunto: as investigações para determinar se na prisão de Guantánamo se respeita ou não o Corão!!!!!!

A vida, a liberdade, o direito a ser acusado formalmente no prazo que a lei determina, etc, etc, são minudências que não interessam puto àquela malta (suspeito que nem sabem o que isso seja...). Querem é saber se os salpicos do mijo do soldado camone, semi-atrasado mental a quem dá imenso gozo mijar para os ventiladores das celas (!!), atingiram ou não um exemplar do Corão.

E estão-se cagando para o resto (como diria o pateta do Ferro Rodrigues).

Entretanto as pobres criancinhas educadas (?) no seio daquela religião manifestam-se de Cor(aç)ão aberto, contra os horrorosos mijadores!!!!

Merda de mundo aquele, carago!

Os reformados da Função Pública

O Público trazia este domingo um cartoon do Luís Afonso (o do Bartoon) que está uma delícia. Deliciem-se:

Wednesday, June 01, 2005

AS MULHERES NO ISLÃO

Há pessoas que, quando se fala de Islão, muçulmanos, etc, referem imediatamente a sua florescente cultura, as matemáticas, as casas ecológicas, etc, etc.

Desgraçadamente isso foi há uns 1000 (mil) anos.

Actualmente, para além dos suicidas em busca de 30 virgens celestiais (o número varia) em troca da morte de infiéis (e de muçulmanos que estiverem por perto...), a florescente civilização islâmica é, essencialmente, uma sociedade de homens com uns animais bípedes e sem alma que são pau para toda a obra (e para todo o pau) ao serviço dos senhores: as mulheres.

A imagem (tirada do Público) sugere que, se com os talibans as mulheres eram vítimas de um particular encarniçamento de sacristas frustrados e impotentes, com os senhores que se seguiram não deixaram de ser praticamente escravas de labregos que precisam de as humilhar para se sentirem senhores. E a padralhada islâmica continua a dar-lhes toda a cobertura...

Não se erra por muito ao dizer que o grau de civilização (desenvolvimento cultural e humano, liberdades individuais, etc) de uma sociedade se afere pelo estatuto que as mulheres têm nela.

Sunday, May 29, 2005

Palettes de fetos abortados!!!

O cromo que a foto mostra é o reitor do Santuário de Fátima. Está muito preocupado com as possíveis consequências da despenalização do aborto e alertou as suas ovelhinhas para a possibilidade de os contentores dos hospitais virem a ficar abarrotados de corpos de criancinhas (inteiros, uns, despedaçados, outros) caso o aborto venha a ser despenalizado e realizado livremente nos hospitais.

Depois do aborto, atacou outra desgraça, marca dos nossos tempos, o casamento entre homossexuais, antevendo visitas de estado em que uma senhora presidente aparece trazendo outra pelo braço, ambas de malinha de mão... (realmente, tinha a sua piada)

O padreco passou-se!

De qualquer modo, esta última imagem sugere que o problema dele em relação ao aborto é "mais geral": aborto, homossexualidade, libertinagem,dissolução dos costumes, perda da Fé... e por aí fora. O que lhe vale é que o Papa foi durante quase 30 anos a figura máxima da Santa Inquisção (com outro nome, mas isso aí).

Eis a treta que nos espera daqui até ao referendo.

A França e a Constituição Europeia

Os franceses vão hoje a votos referendar a dita Constituição Europeia, sob a pressões tremendas dos que receiam o NÃO e dos que o desejam.

Os segundos, com o inimaginável Bové em destaque (o gajo marado, ultranacionalista, conhecido por partir Mac Donnald's...) dizem, entre muito disparate e muitas coisas acertadas, que a Constituição vai trazer desemprego e toda uma lista de horrores. Os nãoistas franceses querem, acima de tudo, correr com o Governo e com o Chirac. O NÃO não os derruba mas, certamente, enfraquece-os, pelo menos no plano externo.

Os defensores do SIM temem, acima de tudo, que a "Europa se desfaça" se a França disser NÃO. Temem ou querem convercer-nos disso...

Na realidade (digo eu...) se a França disser NÃO vai ficar tudo na mesma, melhor: terá que ser "afinada" a tal constituição para que possa ser aceite por todos os 25 países membros.

Ora isto é que é normal. Arranjou-se um grupo de trabalho que fez um texto (eventualmente muito bem feito) e querer-se que a maioria da população em cada um dos 25 países membros o aceitasse, logo à primeira é que seria perfeitamente anormal. Quase só por milagre assim será (seria).

É claro que se a Europa quer ter peso (e ser levada a sério) face aos States (e à China) tem que ter uma política externa, umas forças armadas, uma política económica, etc, que não resultem do que 25 países têm em comum em cada momento, ou seja, para encurtar: as decisões têm que deixar de ser tomadas por unanimidade para passarem a ser tomadas por maioria. Tão simples (e tão difícil de lá chegar...) como isso.

É claro que os pequenos países perdem todo o peso que agora têm se as decisões passarem a ser por maioria. É que agora, tendo poder para vetar as decisões pretendidas pelos "grandes", o seu voto tem que ser comprado, ou seja, os seus interesses têm que ser acautelados. Como será depois? "Ai dos vencidos!"?

Por isso, e só por isso, penso (agora) que Portugal deve dizer Não a esta Constituição, reservando o seu Sim para um texto em que os interesses dos pequenos países estejam melhor defendidos.

Sacrilégio! Bíblia na sanita

Está a causar grande indignação nos meios cristãos americanos a descoberta de fotos da profanação de uma Bíblia Sagrada, durante os interrogatórios dos presos de Guantánamo.

A foto que inserimos mostra o livro sagrado dos cristãos imediatamente antes do prisioneiro, o taliban português, ser obrigado a defecar-lhe em cima.

Contactado pela CNN, o porta voz do Pentágono limitou-se a dizer:

Se fosse outro Corão era uma chatice, lá isso era! Mas sendo uma Bíblia, francamente I don't give a shit!

Esta resposta está a causar grande indignação no mundo islâmico onde se interpretou a resposta como "sendo a Bíblia, não lhe cago em cima", depreendendo-se, pois, que o faria sobre o outro livro sagrado. Sacrilégio!

E assim vai o nosso mundo...

Thursday, May 26, 2005

É fartar, vilanagem!

Depois da grande surpresa do déficit (plain, sem receitas extraordinárias) poder chegar aos 6,8%, anunciado com grande solenidade e aos bochechos pelo impagável Vitinho Constâncio, o bom do Sócrates sacou da manga o pacote de medidas para combater o déficit (afinal, ou os 6,8% não eram surpresa ou o homem trabalha depressa) que se resumem a uma: aumentar os impostos. O resto é a treta do costume. Assim é fácil, carago!

E têm (os seus acólitos) a desfaçatez de vir dizer que só violam uma promessa eleitoral! Claro, aumentando os impostos, é fartar vilanagem: ficam com massa para gastar, gastar, gastar, como exigem as restantes promessas.

Assim é fácil, meus irmão!

Ainda assim, sempre quero ver se o Coelhone não tem que engulir a língua por ter reafirmado, ainda há poucos dias, com a eloquência que o caracteriza (e sem dizer hádem, espantoso!) que a via do Infante não terá portagens.

A ver vamos; se calhar com o IVA a 23%, a coisa ainda se consegue...