Sunday, April 17, 2005

Nova manifestação da ANIMAL!!!

Na sua perseguição à odiada Fátima Lopes, a Animal, depois da manif na Av de Roma, fez nova manifestação à porta de uma loja da modista, desta vez no Porto.

Tal como em Lisboa, na véspera, a manif do Porto reuniu apenas 20 pessoas. Serão sempre as mesmas?! Com a pressa em embarcar e desembarcar no autocarro para nova Manif em Cú de Judas, acontece, às vezes, que os cartazes se trocam...

Ganda gaffe!

Saturday, April 16, 2005

Apito dourado - vivam as juízas!!!!

Decididamente, a nova fornada de juízes (com grande destaque para as juízas) parece ter por traço comum o preocupar-se muito em fazer justiça e incomodar-se pouco com a categoria social (?), posses, porte e dignidade exemplares dos arguidos. E cortam a direito, que até dá gosto ver.

O despacho de pronúncia do bando do apito não deixa dúvidas quanto a isso, nem deixa de lado favores habituais que estes senhores importantes e de boas famílias fazem a senhores de menos boas famílias, sempre servidores, atentos e obrigados. Em troca de um pequenino favor, que maior não podem fazer. Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara, não é?

Ou seja dar prendinhas, relógios de marca, férias nas Caraíbas, jantaradas com putas à discrição, etc, passa a ser tido em conta pelos tribunais.

Como eu ando a miar há muito tempo, muito na nossa Justiça está a mudar e não são reformas vindas "de cima", são os juízes que têm menos teias de aranha no toutiço.

Lembram-se da discussão surrealista se era ou não lícito os médicos receberem prendinhas (das farmacéuticas, claro!) até, digamos 16 contos, e sobre qual seria o limiar do suborno? Lembram-se? Mais dia menos dia, vamos ter "senhores doutores" (as tais canetas de platina, ouro e prata) a irem de cana como manda a sapatilha. A saúde nas prisões só tinha a beneficiar com tão ilustres inquilinos...

Vamos ver se as testemunhas não desdizem em tribunal o que disseram na instrução. É que até ao lavar dos cestos é vindima e esta vida está pela hora da morte, não é verdade?

Manifestação (?) da Animal & apoiantes

Ontem à tarde, um grupo de valorosos defensores do reino animal, 20 (vinte) segundo o Público de hoje, manifestou-se junto à boutique da Fátima Lopes, na Avenida de Roma, ante a indiferença dos transeuntes.

Uma senhora de meia idade ter-lhes-á perguntado se as peles estavam em saldo, ansiosa por renovar a estola de pele de raposa, já muito ratada pela traça e a pedir urgente reforma. Eles não terão gostado, mas também não perceberam bem a pergunta (ainda não falam bem o português, estão a ver?).

A Fátima Lopes, entretanto, agradece a publicidade.

Sunday, April 10, 2005

Pedofilia na Casa Pia - livro de Pedro Namora

Com a presença da provedora da Casa Pia, a esquisitíssima Catalina Pestana, que prefaciou o livro, e muitas pessoas ligadas ao processo, foi lançado a 4 deste mês na Bertrand o livro de Pedro Namora "A Dor das Crianças Não Mente".

Vou comprá-lo, lê-lo, e depois direi de minha justiça neste local.

Entretanto, sempre vou dizendo que não serei um leitor imparcial: tenho muita simpatia pelo papel que o Pedro Namora desempenha neste caso, dando a cara, com muita paixão, para que se faça justiça compensando, de algum modo, os lesados e castigando os abusadores. Castigando-os, por muito mediáticos, abonados e cheios de amigos que sejam, por muitas lágrimas que vertam para as câmaras, por muito simpáticas que sejam as esposas.

Estou à vontade para manifestar esta posição porque conheci o Pedro Namora quando fomos colegas na AIP, onde ele era a figura de proa da Comissão de Trabalhadores, conotado com o PCP, cursado na antiga União Soviética, e eu actuava em muitas assembleias como opositor acerrimo das posições dele. Não eramos amigos.

Mas em relação a abusos de crianças internadas numa instituição por adultos que deviam tomar conta delas e que, ainda por cima, os entregavam a terceiros para actividades afins, as minhas posições e as do Pedro Namora se não são coincidentes, não andarão longe.

Portanto, independentemente de questões de pormenor, daqui lhe envio um abraço e o meu apoio.

Os métodos da Animal

Anda a circular na net um filmezinho que intercala declarações em que a Fátima Lopes (a modista) afirma que as peles que usa nos seus modelos são naturais, com cenas de faca e alguidar de animais a serem mortos ou, num dos casos, esfolados em vida.

A conclusão que se pretende que o espectador tire é:

a culpa é da Fátima Lopes e das pessoas como ela que usam peles obtidas daquela maneira selvagem.

O que até teria alguma razão de ser se não fosse o seguinte:

  • Já é crime (há muito, muito tempo) maltratar animais;
  • Já é crime, há não tanto tempo, caçar espécies protegidas;
  • É legal importar, confeccionar, vender e usar vestuário feito com peles de animais (excepto espécies protegidas);
  • A atitude da Animal é cega: é a mesmíssima em relação a animais selvagens (caçados) como em relação a animais criados em cativeiro para abate (ver o caso recente da criação de chinchilas);

Ou seja, para a Animal a questão não está em punir os prevaricadores (até foram filmados e a malta da Animal - ou da sua prima PETA - estava atenta, para conseguir uma cópia do filme, bom para a sua causa) mas impedir o uso de peles (de todas as peles), mesmo de espécies cuja caça está regulamentada, até de espécies criadas especificamente para abate.

Criar chinchilas para abate é o mesmo que criar frangos em aviário, ou vacas em vacarias ou porcos em suiniculturas, ou peixes em tanques para (e só para) servir a espécie humana. Mas há uma única diferença que a Animal explora: as chinchilas são ratinhos grandes, tão lindos, com uma pele tão sedosa (pois...), com um arzinho tão meigo.... logo, a Fátima Lopes é uma anormal! Brilhante conclusão, não é?!

A atitude da Animal é equivalente a querer que seja proibido o consumo de carne de vaca, caso viesse a público que alguns matadouros liquidavam os bichos à paulada ou os esfolavam em vida e, ainda por cima, acharem que a culpa era de quem gosta de bife do lombo!

Mas não pensem que estou a divagar. O que esta malta quer mesmo é, para além do fim das touradas (todas) e do uso de peles, que os animais sejam "deixados em paz", que os homens deixem de comer carne e peixe e que o leite só seja tirado às vaquinhas e os ovos à galinhas desde que elas consintam...

E quando aparecer a associação Vegetal (se é que não existe já), aí, então, estaremos lixados: só nos restará mesmo comer pedras!

Mas fica-me um pequeno gozo: a rapaziada da Vegetal dirá dos tipos da Animal (horrendos comedores de plantas) o que estes dizem agora de nós outros (horrendos comedores de carne e portadores de carteiras e casacos de cabedal).

Patetas!

Friday, April 08, 2005

Pedofilos na Casa Pia - 1ª condenação

O primeiro caso em julgamento respeitante à pedofilia na Casa Pia chegou ao fim com a condenação de João Beselga a seis anos de choça mais €50.000,00 a título de compensação à vítima.

O condenado é formado em Estudos Teológicos pela Universidade Católica e dava aulas de Religião e Moral (duvidosa...) num dos colégios da instituição. Para além das aulas, tomava conta dos putos à noite e, segundo o tribunal apurou, convidava alguns para o seu quarto onde lhes mostrava "coisas bonitas" na internet. Interessou-se particularmente por uma aluna, então com 14 anos, com alguma deficiência mental de quem abusou por duas vezes. O Tribunal deu como provados os actos de que vinha acusado e condenou-o.

A advogada do Beselga, Sandra Rito (como?!), já anunciou que vai recorrer, pois tanto ela como o condenado consideram que a prova produzida em Tribunal é insuficiente.

De facto, o juiz presidente do colectivo deu destaque, no depoimento da vítima, à atitude, olhos baixos, rubor, etc, que terão pesado na sentença. Não havendo testemunhas dos actos, é bem possível que a instaância superior se abstraia destas impressões e pondere as provas efectivamente apresentadas. A ver vamos.

Entretanto, fica dado um sinal muito positivo de que o outro caso em julgamento é mesmo para ir até ao fim, independentemente do mediatismo e da "importância" dos réus, do "peso" e número das testemunhas abonatórias arroladas, da simpatia e mediatismo das esposas expostas.

Tenho confiança (tenho mesmo, e muita) nos juizes da nova fornada (principalmente nas juizas) que se impressionam pouco com os "senhores importantes" e cortam a direito.

Como a populaça clamava durante a Revolução Francesa, eu também clamo (em sentido figurado):

AO CADAFALSO!!!!

Pois.

Monday, April 04, 2005

Morreu o Papa

Finalmente aconteceu o que já era esperado mas que ainda chocou (?!) muita gente: o Papa morreu.

Como dizem os romanos, "morreu um Papa, faz-se outro" e a Igreja continua.

Mas os últimos dias foram, para o desgraçado cidadão, uma chatice pegada. Antes de o homem morrer, os abutres dos media procuravam depoimentos bombásticos, fiéis a chorar, famílias unidas pelo fervor da oração por João Paulo II, peregrinos em Fátima de propósito para rezar pelo Papa, enquanto que as estações nos massacravam com a faladura dos Padres Melícias e Feytor Pinto, mais o Frei Bento Domingues (mais comedido), mais o Padre João Seabra, mais o monsenhor Belo, mais ...

Os noticiários enchiam-se da não notícia da morte esperada e de filmes e filmezinhos sobre o Papa enquanto tal ou enquanto menimo/homem/padre/bispo/cardeal Woitila.

Finalmente, com a morte do Papa, há alguma esperança de o folhetim ter fim à vista e de acabar esta seca!

Não deixaram o homem morrer em paz, ao menos que nos deixem a nós viver em paz.

Já não era sem tempo!

Mão amiga fez-me chegar a notícia que a seguir transcrevo, de uma medida que já tardava e que visa centrar o esforço das brigadas fiscais sobre as empresas onde há evidências de fraude, em vez de fiscalizações aleatórias, supostamente mais "justas", mas, as mais das vezes, infrutíferas.

"A Direcção-geral de Finanças está a avisar as empresas que apresentaram prejuízos em 2002 e 2003 que se voltarem a fazê-lo em 2004 as suas contas serão fiscalizadas, segundo uma nota do ministério emitida esta sexta-feira. Em 2002 e 2003 houve 11.260 mil empresas que registaram prejuízos fiscais, segundo o Ministério das Finanças, às quais foi enviada uma carta alertando-as para a possibilidade de, caso repitam os prejuízos em 2004, passarem a reunir as condições para uma fiscalização das Finanças.

De acordo com a Lei Geral Tributária, «quando os contribuintes apresentam, sem razão justificada, resultados tributáveis nulos ou prejuízos fiscais durante três anos consecutivos, a administração tributária pode proceder à avaliação indirecta da respectiva matéria tributável», pode ler-se no comunicado enviado à Lusa.

O novo governo socialista elegeu o combate à fraude e à evasão fiscal como um dos seus objectivos, numa altura em que a redução do défice público precisa bastante de mais receitas fiscais."

Espero é mais medidas que apontem no mesmo sentido: aumentar a eficácia da máquina fiscal com o objectivo de cobrar toda a receita fiscal devida ao Estado, inclusive recuperar a que ficou por cobrar nos anos anteriores (antes que prescrevam).

Saturday, April 02, 2005

Experiência

Isto é para ver se é desta que meto imagens nesta cena: Este animal chama-se Tigra.

Friday, April 01, 2005

Legalizar a prostituição - vamos nessa!

A Juventude do PS, mais uma vez, deu mostras de andar uns passos à frente do mais velhos, embrenhados na tralha ideológica da esquerda tradicional em que medraram. Propõem a legalização da prostituição, em termos e num figurino que a comunicação social ainda não divulgou adequadamente. Aliás até é capaz de ser mentira do 1º de Abril...

Mas este é um tema que mais ano, menos ano, é preciso encarar de frente, sem puritanismo, e criar condições para que uma actividade tão antiga e tão presente na nossa sociedade (lembrem-se da comédia das "mães de Bragança"), se desenvolva em condições dignas e seguras.

A semi clandestinidade em que a prostituição se desenvolve quase obriga a que a prostituta tenha um "protector" que a explora, quando não cai em redes de tráfico de pessoas. Nesta última situação tombam as desgraçadas que, para além da semi clandestinidade da profissão, estão no país em situação ilegal. Cai-se em verdadeira escravatura, é-se comprada e vendida, enquanto a melhor sociedade assocbia para o lado, como se resmungasse entre dentes:

"São putas, queriam o quê?!"

Se a prostituição for legalizada, com código para efeitos de IRS, com direito a protecção legal efectiva (teórica, já existe...), com exigências bem definidas no campo da saúde e higiene, será muito mais fácil uma mulher vender os seus serviços com segurança, podendo recusar protecção de um chulo, já que mais não seja, porque não precisará dela.

Assim, se não fôr mentira do 1º da Abril, tiro o meu chapéu à JS, por ter a coragem de dar atenção a uma área em que se compram e vendem pessoas sob o olhar complacente das nossas polícias, dos tribunais e, afinal de contas, de todos nós.

Wednesday, March 30, 2005

Grunhos na Administração da Vicaima

Ontem o folclore habitual da malta da Greenpeace acorrentada ao portão da Vicaima conheceu um episódio, no mínimo, estranho.

Um administrador (?!) com idade para ter juízo chegou-se ao portão, saíu do mercedão e ataca um reporter da SIC, com um ar de quem está de cabeça perdida, olhar desorbitado, um espectáculo!

Mesmo tendo esta gente em muito baixa conta fiquei parvo com a reacção do grunho, para quem o episódio do Greenpeace é uma coisa em que nunca terá pensado (?!!!) e para a qual não tinha engatilhada, pelos vistos, uma atitude ponderada, que melhor servisse os interesses da empresa que lhe paga o cartão de crédito, o mercedes e o resto. Que grande animal!

Como é que um grunho destes (para não lhe chamar outra coisa) chega a administrador de uma Vicaima?! Como é possível?!

É certo que não é raro toparmos com administradores de grandes empresas privatizadas (das públicas, é melhor nem falar...) que exibem uma incapacidade de bradar aos céus - nem é incompetência, é incapacidade pura e simples - para a vaga que lhe arranjaram, sabe-se lá como e por alma de quem.

Mas mesmo assim fico espantado e não me habituo à cena, nem acho normal!

Tuesday, March 29, 2005

Não aprendemos nada?!

Há pouco dei com um comentário ao post anterior que, por ser um estereotipo bem conhecido, merece destaque. Dizia a comentadora: "...Os portugueses (e quando digo portugueses, refiro-me àquela esmagadora maioria, que ainda tem a mania dos piqueniques à beira de estrada, com direito a garrafão de vinho, que definitivamente não sabe o que quer dizer "proibido estacionar nesta rua", pensa que o chão é um grande caixote do lixo, entre tantas outras coisas...) NÃO ESTÃO PREPARADOS para, como alguém muito bem disse, "aspirinas e pílulas do dia seguinte ao lado dos tampax"!!

Às vezes fico com a sensação que muito boa gente (não penso que seja a maioria, mas não serão poucos) fica tão espantada com as semelhanças que encontra entre oa tempos de hoje e de há décadas atrás, que não conseguem ver as diferenças que também há e não são poucas.

E então este argumento miserabilista (para amenizar o discurso...) de que as pessoas não estão preparadas, tira-me do sério, bolas!

Quanto um fabiano me diz que "ah, e tal, misturar referendos com eleições não pode ser porque confunde as pessoas" e eu lhe pergunte se o confunde a ele, a resposta é invariavelmente: "a mim não, posso responder a perguntas seguidas sobre assuntos variados que não me atrapalho".

Pois é, os outros é que são burros, limitados, impreparados! Os doutores que assim julgam os outros, "a esmagadora maioria dos portugueses", esses são uns águias.

Ainda por cima, sendo incapazes de ver as mudanças que marcaram o país de uma ponta à outra, conseguem, por outro lado, com um simples golpe de vista, aperceber-se do que pensa a "esmagadora maioria dos portugueses".

Tenham juízo e tenham a humildade de estudar, ler ... aprender.

Thursday, March 24, 2005

Farmácias nos hipermercados

Afinal a grande inovação do Sócrates era treta!

Ontem à noite apareceu na televisão um secretário de Estado (devia vir do hiper espaço, a falar em grandes superfícies com 500.000 m2 - isso mesmo, quinhentos mil!) a dizer que a venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias não podia ser à balda: será em espaço próprio (tudo bem, como a chicha, o peixe, a roupa e tudo o mais), e o cliente não chega à prateleira (oh diabo, atão, como é?!). O senhor explica: vai estar lá um farmaceutico para explicar tudo ao cliente, ir buscar o medicamento à prateleira, não deixar que os miúdos se sirvam e muito menos que alguém compre grandes quantidades de drogas. Ah, falta esta: pílulas do dia seguinte e coisas assim, mesmo sem precisarem de receita médica, têm que ser objecto de uma cuidadosa análise, que este governo não quer entrar numa de facilitismo!

Mas que merda é esta?!

É uma farmácia, ricos, é uma farmácia, como o Saleiro, muito bem, topou. Afinal vender medicamentos em grandes superfícies é, na versão do Sócrates, levar as farmácias para dentro das ditas.

Ou será apenas uma (mais uma) descoordenação entre o Sócrates e os seus voluntariosos discípulos?

Wait and see...

Monday, March 21, 2005

O Tribunal (só com acusação) do Iraque

Os órfãos da falecida Sóvia reuniram em Lisboa o seu Tribunal para acusarem e condenarem os horrendos imperialistas e inimigos da Paz que ousaram invadir o Iraque para matarem o seu pacífico povo, deporem os seus benignos e legítimos dirigentes e rapinar o cobiçado ouro negro.

Estes crimes não têm defesa possível e, por isso mesmo, neste tribunal não há lugar à defesa dos acusados, nem sequer a um simulacro de defesa, como se fazia nas mega encenações dos julgamentos de Moscovo, no tempo do Grande Pai Staline.

Isto explicou, en passand, o Zé Mário Vermelho, perdão, Branco, um dos figurões de serviço naquele tribunal de faz de conta.

O extinto Romesh Chandra, lá no assento inférneo onde desceu, deve ter ficado feliz por continuar a ter alguns continuadores da sua luta pela Paz, entendida como tudo o que possa causar dificuldades aos horrendos imperialistas amaricanos.

Pobres patetas!

Friday, March 18, 2005

Islamitas p'ra frentex?

Em Nova Iorque há uma mesquita onde oram homens e mulheres, em que o oficiante é uma mulher!

Será um sinal de progresso no mundo muçulmano, um sinal de esperança para as mulheres que professam aquela arcaica religião?

Vamos esperar e ver as reacções por esse mundo fora...

PS - os católicos que não cantem de galo, com os seus ministros exclusivamente masculinos e (pretensamente) assexuados.

Maus presságios...

O Governo apresentou em tempo record o seu programa ao Presidente da A.R. o que, afinal, não era difícil: é uma simples copy and paste do programa de candidatura às Legislativas, com muito pouco detalhe.

Dois sinais preocupantes

  1. o programa contém vários pontos de aumento de despesa, nomeadamente confirmação das SCUTs e subida das pensões, e nenhum de aumento ou recuperação de receita fiscal. Afirma que não vai descer impostos, nada diz sobre como vai arranjar mais (pelo menos) 800 milhões de Euros, que é a conta anual das SCUTs, sem o déficit subir e sem recorrer a receitas extraordinárias.
  2. o programa refere, mais uma vez, a revisão do PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento).

Moral da estória: o Governo prepara-se para subir impostos para nos fazer pagar o seu regresso às SCUTs, não acha possível (nem fala nisso!!) melhorar a cobrança dos impostos e prepara-se para deixar o déficit subir esperando que a UE altere o PEC...

Maus presságios, desta vez, Zé Sócrates. É uma no cravo, outra na ferradura.

Monday, March 14, 2005

Bons presságios

O discurso de posse do novo primeiro ministro trouxe dois factos que parecem de muito bom presságio:

- acabar com a longa fila de "notáveis" que iam cumprimentar os ministros recém empossados ("beijar a mão", mostrarem-se, etc);

- lançar a ideia de tirar às farmácias o exclusivo da venda de medicamentos (para já os que não carecem de receita médica).

A primeira acaba com o ritual pateta de ir dizer ao vivo, de preferência com as câmaras de TV a registar o acto, "estou aqui, se houver um tachito, conte comigo para o que der e vier". Pode dizer-se o mesmo ao telefone, por e-mail...

A segunda abre a porta ao mercado como regulador dos preços dos medicamentos função que, até agora, estava firmemente nas garras do grémio das farmaceuticas, com preços concertados prejudicando os utentes e o Estado.

Se esta medida vingar (há sempre a possibilidade de recuos de rabo entre as pernas...) sugiro já a próxima: tirar o exclusivo aos farmacéuticos da propriedade das farmácias.

Sunday, March 13, 2005

Ainda o edifício Coutinho

Dizia eu que o bom senso tinha prevalecido?!

Afinal o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, o meu antigo colega de tropa Defensor de Moura, médico do meu batalhão, continua empenhado em deitar abaixo o prédio, tendo esperança em que o novo Governo, da sua côr política, reconheça utilidade pública à sua demolição.

Vamos ver em que é que isto dá...

Os empata do costume...

A sede da PIDE está ao abandono há 30 anos. A zona em que se situa, se alguma atenção mereceu nas últimas décadas isso deveu-se à necessidade de sarar as sequelas do Grande Incêndio do Chiado, nos idos de 80. E ainda há muito que recuperar.

Agora que a zona começa a ser revitalizada, com empreendimentos imobiliários trazendo novos moradores, pessoas activas, com filhos (com VIDA!), a rapaziada do costume quer bloquear o projecto para o edifício onde funcionou a sede da PIDE. Argumento: sem um edifício, uma espécie de templo onde pôr velinhas, a memória das vítimas do fascismo perder-se-ia!

E, para espanto meu, é o director do Museu República e Resistência, putativo guardião dessa memória, que lidera o movimento. O dr Mário Mascarenhas reconhece, desse modo, a sua incapacidade para reunir no seu museu o acervo disperso e cópias do que de mais significativo há na Torre do Tombo sobre o tema e desenvolver actividades que perpetuem essa memória.

O Museu República e Resistência já tem duas dependências (av das Forças Armadas e estrada de Benfica) - será que seu director pretende outras mais? Com o edifício da António Maria Cardoso, mais (já agora) o Aljube e o Forte de Peniche talvez chegue a Director Geral. E com os compagnons de route de volta ao poder, tudo é possível...

Vale a pena o esforço, carago!

Friday, March 11, 2005

Vão andar todas de burca, é o que é...

Ontem à noite fiquei impressionado com o puto que a televisão mostrou, sobrevivente do atentado de Atocha. Está praticamente hemiplégico, meio surdo, muito debilitado a ponto de se sentir com 80 anos, ele que vai fazer 20 dentro de dias.

Mas o que me impressionou mais foi o discurso dele, que nada tem a perdoar aos tipos que colocaram as bombas, a quem se refere como uns desgraçados imersos numa cultura malévola e a troco de algum dinheiro, nem aos que planearam friamente o golpe para o lugar e a hora em que mais pessoas seriam mortas ou feridas. A estes últimos nem se refere!

Refere-se, isso sim, a Aznar e ao seu ministro da Defesa, que não souberam ouvir o clamor do povo contra a guerra, a quem nunca perdoará. Esses, para ele, são os verdadeiros culpados!

O puto é novinho, está compreensivelmente traumatizado mas, mesmo assim, faz eco de forma clara a seguinte mensagem:

"Governos de todo o Mundo, ouçam com atenção os terroristas e não façam nada que lhes desagrade para não nos sujeitarem à sua terrível vingança!"

Lindo! Ainda por cima, há gente que não apanhou com a explosão e pensa da mesma maneira.

Lá vão as mulheres ter que vestir burcas e ficar em casa quando não há um homem da família para as levar à rua...