Anda agora tudo em polvorosa porque o Santana Lopes se referiu ao seu adversário directo, entusiasmado pelo apoio que o femeaço presente lhe prometia, insinuando que o dito preferiria outros colos para encostar a cabeça.
Caíu o Carmo e a Trindade:
- sobre o cartaz do Santana, com os dizeres (mais coisa, menos coisa) "este sim, sabemos quem é", Sócrates tinha dito que, sim senhor, tem toda a razão, o povo sabe muito bem quem ele é. Agora, depois da conversa do colinho bom, esses dizeres ganharam novo sentido pelo que neles estaria subjacente: sabemos quem é o Santana, mas não sabemos quem é (o que é...) o Sócrates (insinuação torpe, segundo o speaker do PS).
- fala-se em terrível boato, mas ninguém, a começar pelo "moralista" Pacheco Pereira, diz que raio de boato é. Tenho-me farto com receber coisas pela net a falar de que vamos ter um roto, de cartazes que associam o Delfim de Guterres a um artista da nossa praça (sempre o mesmo, por sinal). Isto há semanas, muito antes da conversa do colinho bom. Será esse o boato? Quem se chega à frente a dizer qual é o boato?
E, já agora, será mesmo boato? É que uma coisa é metermo-nos em coisas privadas (entenda-se, coisas com gajos, são privadas; com gajas, são tudo menos privadas, toda a gente se sente no direito de comentar), outra muito diferente é dizerem-se mentiras sobre coisas (privadas ou não).
Voltando ainda ao suposto boato, diz agora o speaker do Delfim que ele, boato, foi lançado pelo PSD. Ridículo!! O suposto boato circula na net há semanas, começando talvez pelo excerto de um jornal (forjado?) brasileiro que falava do Santana e do Sócrates (mais o tal artista, sempre o mesmo, com nome escarrapachado). Claro que ao PS faz jeito dizer que o PSD é que bolou a coisa desde o início, pelo que aproveita a deixa...
Ora bem: se um tipo gosta de gajos, por que raio há de dizer que, coiso e tal, e mais não sei quê, e porque toma e porque deixa? Gosta, diz que gosta, carago. Qual é o problema?
Portanto, deixemo-nos de merdas, ninguém tem nada que o Sócrates ou o Santana gostem do que gostam, ou que mudem de gosto.
O que deveria interessar agora aos eleitores era que os candidatos explicassem ao que vêm, o que pretendem fazer se forem eleitos, como, com que meios e com que prazos.
Acontece, que eleitores e candidatos procedem como se se estivessem borrifando para isso e só dão faísca quando se fala de negócios de saias (ou de calças, não é?!) ou de roubalheiras...
E depois fazem de vítima (há pouco tempo era o Sócrates que acusava o Santana de vitimização, lembram-se?), com toda a gente a vir em defesa do coitadinho, (ai o que lhe chamaram!) que é o que está a dar.
Estou farto desta merda!!!! Bichonas, suas bichas, dizia o inefável (mas certeiro) Zé Chateau Blanc.
Ao menos o Portas, quando daquele manifesto do Porcocandal, do lobby gay e coisas no género, respondeu com toda a elegância: não digo que sim, nem que não, ninguém tem nada que ver com o assunto.
Pelos vistos, não serviu de exemplo.