Monday, February 21, 2005

The day after...

Bom, pior do que isto era difícil...

Como certas terapias de choque, doeu, mas acabou (esta, pelo menos).

Os eleitores, pelos motivos que os comentadores referiram e, certamente, por muitos outros que os primeiros levaram para a cabina de voto, deram ao PS a sua primeira maioria absoluta e ao PSD uma derrota contundente.

O CDS, por tabela ou não, também saíu ferido da contenda.

O BE lá subiu mais uns pontos e tem agora 8 deputados para chatear o pessoal (felizmente nem todos com o potencial chateativo do Torquemada Louçã).

A CDU, aliança do PCP consigo próprio (agora com os Verdes no lugar do falecido MDP/CDE), lá prolongou a agonia à custa da simpatia do novo líder, um antigo operário que evita chatear os eleitores com a cassete tradicional.

Resta agora ver o programa que o PS vai apresentar à AR e, antes disso, ver se nos surpreende com um governo com caras novas (e boas; para más, antes as antigas...) que permitam esperar diferenças para melhor em relação aos governos de Guterres.

Entretanto, a agitação nos boys que já era notória durante a pré campanha vai acentuar-se com a quantidade de tachos em prespectiva. Vai ser um fartote!

Quanto ao PSD, vamos ver se no lamber das feridas o pessoal compreende que o factor Santana Lopes existiu mesmo e foi, provavelmente, determinante na extensão da derrota que o partido sofreu.

E espero que perceba também que se esse factor se mantiver, as autárquicas vão pelo mesmo caminho, a começar por Lisboa, se ele "recuar" para o seu lugar de Presidente da Câmara.

Era uma peninha!

Wednesday, February 16, 2005

OS ARGUMENTOS DE SÓCRATES

O debate a 4,5 de ontem à noite foi uma porcaria, mas ao menos foi esclarecedor em umas quantas coisas em relação ao Delfim Sócrates:

argumenta muito (e revira os olhos para o tele espectador) com "por amor de Deus" intercalados com "ridículo!";

continua a não dizer (nem em conversa...) quem vai ser o quê, se formar Governo (deve ser para não se poder confirmar o que toda a gente já viu: o Governo do Engº Guterres, com pequenos retoques - a morte de Sousa Franco motivou um deles);

continua a não dizer o que vai fazer se não tiver maioria absoluta;

continua a não dizer o que vai fazer quanto ao financiamento da segurança social, nomeadamente a idade da reforma, porque vai primeiro fazer estudos (não devia ter feito já?!);

sobre os hospitais, só diz que vão ser empresas públicas, ou seja, com gestores públicos, recheados de malta "com vínculo à função pública", com a ineficiência consabida; ainda não percebeu que a ideia de contratar serviços de gestão a empresas privadas é, precisamente, tornar mais eficiente um sector onde se gasta muito com resultados sofríveis.

O Torquemada Louçã, com a maior cara de pau, diz que o aumento da despesa com as reformas (devidas à maior longevidade dos beneficiários e ao número decrescente dos contribuintes) será coberta pelos ganhos de produtividade!!! Isto "só" quer dizer que preconiza o aumento das taxas e o pateta pensa que as pessoas não vão dar por nada porque, com os ganhos de produtividade vão ganhar mais.

Como é que este pateta, com ares de grande virtude, ainda engana tanta gente?!

Sunday, February 13, 2005

O próximo referendo sobre o aborto

O novo referendo sobre o aborto, ou, usando uma expressão politicamente correcta, sobre a IGV (interrupção voluntária da gravidez), está à porta, mais ano menos ano, pelo que me parece prudente começarmos a pensar e a discutir sobre o assunto.

Acho que é uma matéria em que os partidos mais ao centro deveriam reconhecer aos seus militantes, deputados, etc, toda a liberdade de posicionamento e expressão. Aos partidos das franjas, direita e esquerda, dou de barato que assumam as habituais posições bem definidas e militantes, muitas vezes crispadas e intolerantes. (É preciso lembrar o Francisco Torquemada Louçã e o que ele pensa de quem tem e não tem direito a falar sobre a vida?...)

A minha bandeira neste particular é a do sim à despenalização. Sempre foi e não encontrei nenhum argumento suficientemente válido e de peso para deixar de o ser. O que por si só não me deixa nada confortável, nem me faz parar de pensar no assunto.

No último referendo fiz campanha, fui votar e levei pessoas a votar (dentro da cabine de voto, não sei como votaram, claro) e chateei os meus amigos de esquerda para que não dessem por adquirida a vitória do sim à despenalização.

Deram-na por adquirida, ficaram em casa - nunca houve um acto eleitoral tão pouco concorrido - e o não acabou por ganhar.

Também tentei explicar a amigos e conhecidos que não se trata de uma questão para as mulheres decidirem: para chegarmos a esse ponto é preciso que os eleitores (homens e mulheres) se pronunciem sobre a matéria e que a AR legisle nesse sentido, em conformidade com o que sair do referendo.

Até lá são todos os cidadãos eleitores, homens e mulheres, que têm o direito de votar num sentido ou noutro.

O meu problema com o aborto é que não consigo discernir (e estou farto de ler, pensar e discutir sobre o assunto) mais do que dois pontos notáveis no percurso do embrião até ao nascimento.

  • O primeiro é a nidificação (se um embrião não se "conseguir" ligar à parede do útero, não tem chances de evoluir);
  • O segundo ponto notável é o próprio nascimento (para mim é claro que matar um feto depois do nascimento - um bébé, portanto - ou no acto, é, e deve continuar a ser, um homicídio).

Portanto é pacífica para mim a destruição de embriões excedentários após os procedimentos de reprodução assistida, ou o seu encaminhamento para investigação.

Durante a gestação, podemos colocar barreiras às 12 semanas, às 24 semnas, às 16 semanas, quando o coração é audível, quando aparecem os dedos, quando se sentem os pontapés - o que se quiser. Mas são meras barreiras artificiais, que não alteram em nada de essencial a condição de "ser humano em potência" (não em acto), que o feto tem antes e após a barreira.

Neste debate que se impõe na nossa sociedade não deveria ser contornada uma questão, nem diabolizadas as pessoas que consideram fulcral: é crime matar um "ser humano em potência"?

Se a resposta fôr não, ficamos com um novo problema nas mãos: sendo um feto com, por exemplo, 8,5 meses um "ser humano em potência" será mesmo lícito abortar aos 8,5 meses?

Não me parece nada lícito, já que mais não seja porque um feto saudável com essa idade é perfeitamente viável fora do útero, na esmagadora maioria dos casos. Abortar nesse estágio da gestação equivale a fazer um parto provocado. Que fazer ao bébé-surpresa resultante? Matá-lo para consumar o que começou como um aborto? As técnicas abortivas ter-lhe-ão provocado mazelas irreversíveis? Não se responsabiliza ninguém? Quem?

Ou seja, o facto de eu ser a favor de uma lei que consigne a liberdade da mulher abortar, sem dar cavaco a ninguém, não me livra destes problemas de consciência. Estou e sempre estive muito, muito desconfortável com essa minha posição. Mas confesso que me sinto muito mais desconfortável ao imaginar-me na posição oposta.

Esse desconforto é, provavelmente, responsável pela minha falta de pachorra para com "libertário/as" que acham criminoso e medieval pôr a fasquia nas 12 semanas quando na terra dele/as também existe uma fasquia, só que um bocadinho mais acima...

Saturday, February 12, 2005

A intervenção cívica vale a pena

Com as eleições à porta, ouve-se com mais frequência a ladaínha de que "os políticos" "são todos iguais", "andam todos ao mesmo", "são uma corja", seguindo-se a conclusão habitual: "eu cá não vou votar; para quê?".

Os mais sofisticados até arranjaram um argumento novo a favor da abstenção, ao descobrirem que, por cada voto, a lei do financiamento dos partidos atribui ao partido que o recebeu 2 Euros (por dia, por mês, por ano? falta-me essa informação).

Estão a ver a ideia: quem vota está "a dar" dinheiro aos partidos. E estão também a ver a conclusão sábia: não votes, para não dares dinheiro a "essa corja".

Os mais "cultos" sacam de textos do virar do século XIX para nos mostrarem que as críticas dirigidas ao Poder de então continuam a fazer sentido hoje. Sugerem que com este sistema político o cidadão não tem hipótese de intervir, não pode fazer nada. "Eles" é que decidem tudo, no interesse "deles".

E a verdade é que muito boa gente (a maioria?) não quer fazer nada... por isso, não faz!

Quando muito, lamenta-se, junta-se aos amigos e lambem as feridas uns aos outros, numa espécie de "Os Vencidos da Vida", versão século XXI.

Contudo, é bom recordar o exemplo de Antero de Quental (autor de muitos dos textos "actuais" que referi), que nunca deixou de intervir, de integrar diversas tertúlias, grupos e grupinhos, do Grupo dos Cinco às Conferências do Convento, da Liga Patriótica do Norte a Os Vencidos da Vida.

Nunca deixou de acossar o Poder (Ávila e Bolama que o diga) e de tentar levá-lo a tomar o rumo que considerava desejável para o País. Não estaremos longe da verdade se dissermos que se suicidou, quando achou que intervinha em vão.

Assim, à guisa de conclusão, diria que intervir na vida social (no clube de rua, no bairro, na cidade, no País) pode ser frustrante, mas ajuda a "ir mudando" as coisas. De algum modo, de Antero até hoje, com avanços e recuos, com rupturas de regime, com golpes e guerras, estamos a anos luz dos problemas que o atormentavam, se não qualitativa, pelo menos, certamente, quantitativamente.

Ou seja, a intervenção cívica valeu a pena, A INTERVENÇÃO CÍVICA VALE A PENA!

Sunday, February 06, 2005

A vitimização de Sócrates compensa?

Confesso-me um admirador (moderado) de Paulo Portas, desde os tempos em que ele surgiu na nossa sociedade, ao leme do Independente, ao lado do desaparecido em combate MEC.

Nesse papel, pesem embora alguns excessos sanados em tribunal (nem todos estão sanados), mostrou bem a importância que um jornal pode ter como “sentinela” atenta ao que acontece na sociedade, denunciando, alertando, xingando e dificultando a deriva autocrática que tenta qualquer poder se não sentir sobre si o olhar atento e actuante do público. Cavaco que o diga...

Dito isto, recordo o episódio do Manifesto Anti Portas (lobby gay, etc) lançado pelo Candal, numa campanha eleitoral em Aveiro em que o outro cabeça de lista, além dos mencionados Portas e Candal, era Pacheco Pereira, pelo PSD. A esse manifesto e às insinuaçãoes quase explícitas, Portas respondeu com um simples não digo que sim, nem digo que não, ninguém tem nada que ver com o assunto, matando a questão à nascença. Nesse ano, votei CDS/PP.

E recordo o episódio para destacar a diferença abissal entre essa recusa liminar à discussão de matéria privada e o modo como o PS e Sócrates reagiram aos boatos de cariz semelhante, lançados sobre este último, nos últimos tempos.

Em vez de matar a questão à nascença, Sócrates e os dirigentes do PS desdobraram-se em declarações, artigos e entrevistas, não perdendo uma oportunidade para manter nas primeiras páginas e no prime time um problema que dava a Sócrates a oportunidade impar de se apresentar como vítima inocente do lobo mau.

Esperando vir a facturar nas urnas, se a questão aguentasse mais umas semanitas na ordem do dia.

Isto é, onde um recusou discutir questões de foro íntimo, o outro, amplificado pela equipa, declarou freneticamente que era mentira, que estava a ser caluniado, que o boato fora lançado por gente do PSD, que não era desses, numa verdadeira campanha de vitimização, não tendo escrúpulos em agitar aos sete ventos e em proveito próprio, uma matéria que afirma ser do foro privado.

Estes dois episódios sugerem bem que, para além das meras diferenças ideológicas e questiúnculas políticas, há um abismo entre a estatura moral de Portas e a de Sócrates.

E, como muito bem notou o inefável Vasco Pulido Valente, a verdade é que Sócrates continua a ser levado ao colo durante esta campanha: pelos jornalistas, pelos seus colegas de partido, pelo moralista Pacheco Pereira, pelo Senador Freitas do Amaral.

Vamos ver se compensa.

Saturday, February 05, 2005

CADÊ O "CHOQUE ENERGÉTICO"?

Com a pré campanha a chegar ao fim, já todos os partidos apresentaram os seus programas, lançaram os seus manifestos de campanha, apresentaram as medidas prioritárias para o próximo Governo tomar.

Sobre a questão da energia pouco ou nada se tem falado.

Dou de barato que ela estará tratada com detalhe, enterrada no meio das centenas de páginas dos programas dos partidos. Mas constato que não tem sido tratada como coisa que valha a pena trazer à televisão, à rádio ou aos jornais, ou seja, a entrar na lista das coisas prioritárias.

E a questão é das mais importantes: a nossa principal importação é energia. Não tanto em electricidade, mas principalmente em petróleo e gás natural, uma boa parte dos quais se destina à produção de energia eléctrica e a aquecimento.

A fatia destinada a energia eléctrica poderá ser reduzida substancialmente se completarmos (as is ou com alterações) o plano de construção de barragens. Só que, para isso, teríamos que relativizar muito dogma, teríamos que deixar de encarar os gurus da ecologia como detentores de toda a verdade. Teríamos que responder a questões incómodas como "será que manter o Sabor em estado selvagem vale os milhões de contos que a construção da barragem permitiria poupar?".

Os gastos com energia poderiam também ser reduzidos se se apostasse a sério na energia eólica. Também nesse campo teríamos que comparar o valor da beleza da natureza selvagem com o benefício da produção de energia, desfeiando a paisagem com torres e mais torres de aerogeradores.

Quanto à energia para aquecimento, continuamos a não aproveitar sequer o sol para aquecer água! A colocação de painéis solares, dos mais simples, só para tomar banho e lavar loiça, é barata e permitiria poupar milhões de euros em importação de gás.

Por outro lado, a construção de barragens e de parques eólicos proporcionaria largos milhares de empregos, directos e indirectos. Estes últimos poderiam ser maximizados caso fossem dadas facilidades ao estabelecimento no país de empresas que construíssem os aerogeradores e, já agora, os painéis solares. Não falo de facilidades fiscais: apenas facilidades burocráticas.

Já houve casos de empresas que se propunham construir aerogeradores em Portugal e que acabaram por ir para Espanha porque os "processos de licenciamento" (o que quer que isso seja...) se arrastaram por anos e anos, com várias agências e ministérios a terem que dar o sim, todos eles com prazos de meses para emitirem o seu competente (?) parecer.

Desgraçadamente para este nosso país, a única barragem que tem sido falada na pré campanha é a de Odelouca, por causa da seca que ameaça o fornecimento de água às cidades algarvias.

Ou seja, por puro oportunismo político.

É preciso lembrar que assim não vamos lá?

Friday, February 04, 2005

O DEBATE DOS CHEFES

Os chefes dos índios juntaram-se ontem, muito aprumadinhos, perante um juri de senhores doutores jornalistas (respeitinho, que eles é que mandam no circo), que os examinaram sem lhes deixarem margem para se insultarem (perdão, para se interromperem) nem os deixando ultrapassar o tempo contado para botarem faladura.

Tudo muito limpinho, muito à amaricana.

No fim, à despedida, o Sócrates deixou o Santana de mão estendida enquanto, com toda a calma, tirava o zingarelho do microfone sem fio; depois, lá se dignou a estender-lhe a mão.

Isto ia bem era como o Markl sugeriu hoje, no Inimigo Público: combinavam uma hora (de preferência depois das aulas), um sítio recatado e andavam à porrada. Sem mariquices, sem acusaçõezinhas, sem armarem em vítima: à porrada e pronto!

Até tinha piada...

FORUM CIDADANIA LISBOA

No passado sábado, um grupo de lisboetas reuniu-se na livraria do Bairro Alto Ler Devagar e arrancou com um novo movimento cívico que "pretende reunir e sistematizar as queixas e sugestões dos moradores da capital para que estas sejam entregues às autoridades municipais e os assuntos resolvidos", segundo noticiava o Público de domingo (30 Jan 05).

Trata-se do FORUM CIDADANIA LISBOA.

A ideia parece-me muito boa, pois o exercício da cidadania é coisa de que se sente (eu sinto) um acentuado déficit, com muito boa gente a achar que "eles é que têm que resolver", que para isso é que "a gente lhes paga".

Esta primeira reunião pública teve, segundo o Público, poucas pessoas presentes. Estava em cima da mesa o modelo de desenvolvimento que os lisboetas querem para a cidade.

Da reunião, não obstante ser a primeira e ter tido poucas pessoas presentes, sairam já propostas e reivindicações dirigidas ao município:

- que o túnel do Marquês não passe para lá do Marquês, ficando-se pelo desnivelamento da av Castilho com a Joaquim Antº de Aguiar;

- que os terrenos desocupados pela Feira Popular sejam transformados num prolongamento do jardim do Campo Grande;

- que o Convento dos Inglesinhos seja transformado num equipamento cultural;

- alterações nas áreas de trânsito no centro da baixa;

- alterações no sistema de transportes de Lisboa;

Hoje, menos de uma semana depois, o Público noticia mais uma proposta do Forum, suportada por um abaixo assinado: que o edifício em Campo de Ourique onde Almeida Garrett viveu os últimos 2 ou 3 meses de vida seja transformado num equipamento cultural.

Bom, para uma colectividade que se intitula Forum, que fez só uma discussão pública (com poucas pessoas), seria desejável que, antes de avançar com propostas e reivindicações, houvesse debates com os cidadãos em nome de quem (ou, pelos menos, para o bem de quem), ao que parece, o Forum pretende intervir.

Ainda por cima, uma boa parte das propostas ora avançadas (Inglesinhos, Feira Popular e putativa Casa Almeida Garrett), são claramente dirigidas no sentido de aumentar a despesa pública em equipamentos sociais e culturais, quando o peso dos existentes constitui um verdadeiro fardo para a autarquia lisboeta, que não tem verbas para os manter a todos a funcionar decentemente.

E para ajudar a caracterizar os promotores deste Forum, que delibera sem debater com os cidadãos, não podia faltar a oposição ao túnel do Marquês, pretendendo que seja reduzido à sua condição de quase inutilidade: túnel das Amoreiras.

Assim sendo, este suposto Forum, que não debate com os lisboetas, parece ser mais um nome para alinhar ao lado da Animal (?!) na plataforma Cidadãos contra o Túnel do Marquês.

Raio de gente...

Wednesday, February 02, 2005

A que colo te encostas tu, Delfim?

Anda agora tudo em polvorosa porque o Santana Lopes se referiu ao seu adversário directo, entusiasmado pelo apoio que o femeaço presente lhe prometia, insinuando que o dito preferiria outros colos para encostar a cabeça.

Caíu o Carmo e a Trindade:

- sobre o cartaz do Santana, com os dizeres (mais coisa, menos coisa) "este sim, sabemos quem é", Sócrates tinha dito que, sim senhor, tem toda a razão, o povo sabe muito bem quem ele é. Agora, depois da conversa do colinho bom, esses dizeres ganharam novo sentido pelo que neles estaria subjacente: sabemos quem é o Santana, mas não sabemos quem é (o que é...) o Sócrates (insinuação torpe, segundo o speaker do PS).

- fala-se em terrível boato, mas ninguém, a começar pelo "moralista" Pacheco Pereira, diz que raio de boato é. Tenho-me farto com receber coisas pela net a falar de que vamos ter um roto, de cartazes que associam o Delfim de Guterres a um artista da nossa praça (sempre o mesmo, por sinal). Isto há semanas, muito antes da conversa do colinho bom. Será esse o boato? Quem se chega à frente a dizer qual é o boato?

E, já agora, será mesmo boato? É que uma coisa é metermo-nos em coisas privadas (entenda-se, coisas com gajos, são privadas; com gajas, são tudo menos privadas, toda a gente se sente no direito de comentar), outra muito diferente é dizerem-se mentiras sobre coisas (privadas ou não).

Voltando ainda ao suposto boato, diz agora o speaker do Delfim que ele, boato, foi lançado pelo PSD. Ridículo!! O suposto boato circula na net há semanas, começando talvez pelo excerto de um jornal (forjado?) brasileiro que falava do Santana e do Sócrates (mais o tal artista, sempre o mesmo, com nome escarrapachado). Claro que ao PS faz jeito dizer que o PSD é que bolou a coisa desde o início, pelo que aproveita a deixa...

Ora bem: se um tipo gosta de gajos, por que raio há de dizer que, coiso e tal, e mais não sei quê, e porque toma e porque deixa? Gosta, diz que gosta, carago. Qual é o problema?

Portanto, deixemo-nos de merdas, ninguém tem nada que o Sócrates ou o Santana gostem do que gostam, ou que mudem de gosto.

O que deveria interessar agora aos eleitores era que os candidatos explicassem ao que vêm, o que pretendem fazer se forem eleitos, como, com que meios e com que prazos.

Acontece, que eleitores e candidatos procedem como se se estivessem borrifando para isso e só dão faísca quando se fala de negócios de saias (ou de calças, não é?!) ou de roubalheiras...

E depois fazem de vítima (há pouco tempo era o Sócrates que acusava o Santana de vitimização, lembram-se?), com toda a gente a vir em defesa do coitadinho, (ai o que lhe chamaram!) que é o que está a dar.

Estou farto desta merda!!!! Bichonas, suas bichas, dizia o inefável (mas certeiro) Zé Chateau Blanc.

Ao menos o Portas, quando daquele manifesto do Porcocandal, do lobby gay e coisas no género, respondeu com toda a elegância: não digo que sim, nem que não, ninguém tem nada que ver com o assunto.

Pelos vistos, não serviu de exemplo.

Sunday, January 30, 2005

O FLUXO DOS AUTOMOBILIZADOS

O Público de hoje transcreve uma frase de Manuel João Ramos, dirigente da ACA-M, Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados, que é de um mau gosto a toda a prova. Estando habituado às suas intervenções públicas, fiquei espantado pois elas são habitualmente feitas em tom comedido e educado, se bem que firme e convicto. Diz ele:

"A mobilidade dos peões não é tida em conta pelos engenheiros de tráfego. Na Câmara Municipal de Lisboa são capazes de pensar que o fluxo pedonal é alguma coisa que cai do meio das pernas das senhoras até chegar aos pés... Não querem saber disso. Está para além da sua competência."

O negrito e itálico são de minha autoria.

Este senhor é antropólogo e a sua luta contra a "guerra civil" da sinistralidade e contra a preponderância do automóvel sobre o peão sempre me mereceu simpatia, ainda por cima por ele ter sentido na pele e na alma a perda de um filho nessa guerra.

Mas essa tragédia não faz dele um perito em tráfego nem o dispensa de se exprimir com decoro, educação e bom gosto.

Aqui fica, pois, o reparo.

OS DIREITOS DOS AUTOMOBILISTAS

O último número da revista do ACP, em editorial, publicava comentários à legalidade da aplicação dos bloqueadores a veículos estacionados em transgressão.

Avisando (com destaque em caixa) que não se tratava de defender os interesses dos transgressores, explicava-se que havia muitas dúvidas sobre se o uso de bloqueadores não estaria a violar a Constituição, nos artigos que garantem a liberdade de circulação de pessoas.

Realmente, por muito peregrino que nos pareça um argumento, é de esperar que haja alguém que o introduza na defesa de uma causa (e algum juíz que o acolha; é uma espécie de Lei de Murphy para os tribunais...), pelo que me parece oportuno que levemos o argumento a sério, que o analisemos e que tentemos desmontar a sua inadequação à defesa da causa dos infractores (uma vez que é disso que se trata).

O direito à livre circulação, como outros direitos e garantias consignados na Constituição, é estabelecido como um princípio geral que as leis e respectiva regulamentação irão particularizar.

Assim, o direito à livre circulação não impede uma casa de espectáculos de barrar a entrada a uma pessoa que não pagou bilhete (mas não pode barrar a entrada a quem o pagou). O mesmo direito não pode ser invocado para se entrar em casa alheia, nem para entrar com uma viatura automóvel num espaço reservado a peões.

Ou seja, o facto de estar consignado na Constituição, não torna um direito absoluto: ele é exercido com regras como, aliás, a própria Constituição especifica.

Assim, o facto de o nosso precioso carrinho ser impedido de circular não tem nada que ver com o direito à livre circulação do seu condutor, uma vez que ele permanece livre de circular a pé, de metro, de autocarro, de táxi, de combóio...

Nos parques de estacionamento fechados, se o condutor não tiver dinheiro para pagar o estacionamento, é pacífico que não o possa levantar. Terá que ir ao multibanco, terá que pedir emprestado, terá que se desenrascar, mas não poderá ir à caixa exigir uma factura que pagará no prazo que a lei estipula, pois o serviço é pago no acto.

Em parques abertos, caso do estacionamento na via pública, parece fazer todo o sentido que o condutor não possa levantar a viatura se não tiver feito o pagamento devido à concessionária, correspondente ao período em que a viatura esteve estacionada. O bloqueador garante o mesmo que a barreira à saída do parque fechado: que o carro não saia antes de o estaciomanto ter sido pago.

Assim como parece fazer todo o sentido que o carro seja bloqueado até a multa ser paga, no caso de estacionamento em local proibido. Isto, claro, após a nova lei de que as multas têm que ser pagas in loco que eu, condutor-de-todos-os-dias, aplaudo com as duas mãos.

E repito que o direito de circulação da pessoa (sem a viatura, claro) não é minimamente beliscado. Mas se quiser ir na sua viatura, tem que pagar o estacionamento de que usufruiu.

E os que contestam os bloqueadores já pensaram em contestar o pagamento in loco das portagens? A barreira que bloqueia a passagem antes do portageiro a levantar não seria também um intolerável atropelo à Constituição?!

Não será isto um caso de só se pensar nos direitos e deixar de parte os deveres?

APOIAR - os novos corpos sociais tomaram posse

Ao fim da tarde da passada sexta feira, dia 28, tomaram posse os novos corpos sociais da APOIAR.

O Presidente cessante da Mesa da Assembleia Geral, dr Afonso de Albuquerque, deu posse à nova Mesa que, por sua vez, deu posse aos membros da nova Direcção e do novo Conselho Fiscal.

Na cerimónia, a que se seguiu um beberete de confraternização, fizeram-se representar partidos políticos, associações congéneres e autarquias, nomeadamente o PS, representado pelo sócio honorário e deputado à AR Marques Júnior, o CDS/PP, representado pelo sócio honorário e deputado à AR João Rebelo, a Nova Decmocracia, a ADFA, a APVG, representada pelo seu Presidente, a C.M. de Lisboa e a Junta de Freguesia de Campolide, representada pelo seu Presidente.

Presente esteve também o Presidente da Direcção cessante, Mário Vitorino Gaspar, que, numa breve intervenção, historiou o passado da APOIAR, destacando o que se conseguiu ao longo dos anos, recordando que o stress de guerra é uma realidade, a APOIAR é uma realidade, e terminou exprimindo votos de que os militares e famílias continuem a ser apoiados como necessitam.

A lista B, em bloco, destacou-se pela ausência. Foi pena.

Nos discursos, o Presidente da Direcção, Armindo Roque, fez uma panorâmica do que é o programa a implementar, destacando a tónica posta no recurso ao voluntariato, no apoio ao domicílio e na transformação da sede num espaço em que o sócio se sinta "em casa", onde tenha "um ombro onde encostar a cabeça".

Agora há que começar a trabalhar, pois é preciso apresentar em Assembleia Geral as contas de 2004, o Orçamento e o Plano de Acção para 2005.

Felicidades à nova Direcção, felicidades à APOIAR!

Saturday, January 15, 2005

ELEIÇÕES NA APOIAR - VI

Realizou-se hoje o acto eleitoral mais concorrido da história da APOIAR. Cento e seis pessoas deslocaram-se à sede da Associação para votarem na lista da sua preferência, sendo o resultado final o seguinte:

Votos entrados em urna 106

Brancos 1

Nulos 1

Votos na lista A 55

Votos na lista B 49

Assim, os corpos gerentes que terão a responsabilidade de dirigir a APOIAR no triénio de 2005 a 2007 são os propostos pela lista A, a saber:

Assembleia Geral

Presidente José Arruda, nº 1264

1º Secretário Carmo Vicente, nº 295

2º Secretário Armando J. Santos, nº 2658

Direcção

Presidente Armindo Roque, nº 42

Vice Presidente Cardoso Ferreira, nº 3493

Secretário Jorge Gouveia, nº 323

Tesoureiro Maria Regina Andrade, nº 1643

Vogal António Pina, nº 481

1º Suplente Albino Sousa, nº 1641

2º Suplente António Monteiro, nº 2832

3º Suplente Manuel Costa, nº 208

4º Suplente Francisco Rodrigues, nº 91

5º Suplente Aníbal Pais Costa, nº 290

Conselho Fiscal

Presidente Santinho Martins, nº 37

Vogal Sérgio Pereira, nº 741

Vogal Jorge Fernandes, nº 2658

1º Suplente Pedro Salazar Campos, nº 902

2º Suplente Vicente Costa, nº 741

3º Suplente Manuel Silva, nº 2557

E pronto. Atingido o primeiro objectivo a que nos proposemos, resta tomar posse e ... meter mãos à obra, que há muito a fazer para devolver à APOIAR o prestígio que já teve e colocar os seus recursos ao serviço dos nossos camaradas atingidos pelo flagelo do stress de guerra.

A APOIAR é de todos os sócios, como sempre disse (e essas palavras nem sempre foram muito bem acolhidas...), quer tenham integrado a lista A ou a lista B, quer tenham apoiado a lista A ou a lista B.

Como dizia o outro, todos não somos demais!

Friday, January 14, 2005

O ENGº SÓCRATES NÃO ACERTA UMA!

Depois da confusão da co-incineração, parece que o enfatuado candidato a 1º Ministro (valha-nos S. Neutel!) continua apostado em ultrapassar idênticas trapalhadas de que levou os último 3 ou 4 meses a acusar Santana Lopes.

Desta vez foi com a subida das pensões sociais: o Engº Sócrates começou por dizer que os mais pobres entre os pobres, que seriam cerca de 1/3 dos ditos, seriam subsidiados para os seus rendimentos subirem até ficarem no limiar da probreza. Sobre limiar da pobreza, limitou-se a dizer que é um conceito técnico, sem ser capaz de o quantificar para o caso português.

Quanto às contas que lhe terão permitido fazer esta promessa (é de promessas que estamos a falar...), também não soube adiantar nada.

Mas no dia seguinte, o homem aparece cheio de gás, define o conceito de limiar da pobreza, quantifica-o, diz quanto custará e quanto tempo levará a ser alcançado esse objectivo.

Que se terá passado?

Das duas, três: ou num dia achava que não se devia entrar em detalhes e durante a noite mudou de opinião (característica em que o dr Louçã já reparou...), ou então, e eu aposto nesta, não sabia mesmo explicar-se.

Terá falado com o guru Vitorino e, no dia seguinte, debitou definições e números com a segurança de um marrão que passa a noite da véspera a empinar a lição.

Que mais iremos ver até ao dia 20 de Fevereiro?

Se é preguiçoso e não lê jornais, não ouve rádio nem vê telejornais, venha espreitar aqui e, se lhe der na real gana, deixe cá o seu comentário.

Thursday, January 13, 2005

ELEIÇÕES NA APOIAR - V

Conforme prometido, aqui se publica a constituição das duas listas que se candidatam aos copos gerentes da APOIAR.

LISTA A

Mandatário Afonso de Albuquerque

Assembleia Geral

Presidente José Arruda, nº 1264

1º Secretário Carmo Vicente, nº 295

2º Secretário Armando J. Santos, nº 2658

Direcção

Presidente Armindo Roque, nº 42

Vice Presidente Cardoso Ferreira, nº 3493

Secretário Jorge Gouveia, nº 323

Tesoureiro Maria Regina Andrade, nº 1643

Vogal António Pina, nº 481

1º Suplente Albino Sousa, nº 1641

2º Suplente António Monteiro, nº 2832

3º Suplente Manuel Costa, nº 208

4º Suplente Francisco Rodrigues, nº 91

5º Suplente Aníbal Pais Costa, nº 290

Conselho Fiscal

Presidente Santinho Martins, nº 37

Vogal Sérgio Pereira, nº 741

Vogal Jorge Fernandes, nº 2658

1º Suplente Pedro Salazar Campos, nº 902

2º Suplente Vicente Costa, nº 741

3º Suplente Manuel Silva, nº 2557

LISTA B

Mandatário Mário Vitorino Gaspar

Assembleia Geral

Presidente Elísio Faustino, nº 3587

1º Secretário Mário Santos, nº 3311

2º Secretário Alberto Madeira, nº 3572

Direcção

Presidente Armando Santos, nº 39

Vice Presidente Carlos Santos, nº 3579

Secretário Henrique Portela, nº 2645

Tesoureiro Francisco Baptista, nº 3576

Vogal Joaquim Santos, 268

1º Suplente Rolando Ferreira, 469

2º Suplente Carlos Pereira, nº 2927

3º Suplente António Marques, nº 35

4º Suplente Ildebrando Lourenço, nº 3431

5º Suplente João C. António, nº 2590

Conselho Fiscal

Presidente Higino Nora, nº 3584

Vogal António José Cruz, nº 3511

Vogal Francisco Russo, nº 3333

1º Suplente Joaquim Balas, nº 3154

2º Suplente António Pais, nº 3449

3º Suplente Norvaldo Martins, nº 2905

As eleições são no sábado, dia 15 de Janeiro de 2005. Por acordo entre as listas e o Presidente da Mesa, são exigíveis as quotas até 2004 (e não 2005).

A D. Maria do Carmo estará presente para os sócios que quiserem pagarem as quotas em atraso para ficarem em condições de votar.

A urna estará aberta das 09h30 às 17h00.

NÃO FALTE! PENSE, COMPARE E ESCOLHA

VOTE NA LISTA DA SUA PREFERÊNCIA

Tuesday, January 11, 2005

ELEIÇÕES NA APOIAR - IV

Lamento não poder ainda apresentar as listas candidatas aos Corpos Gerentes da Apoiar. Fui ao fim da tarde à sede da Associação e, para meu espanto a única lista afixada continuava a ser a Lista A.

Há pouco, em casa de um amigo, mostraram-me um manifesto da lista B.

Só amanhã mo emprestam e então, sem falta, publicarei ambas as listas neste BLOG.

Entretanto, posso adiantar o seguinte: a Lista B é mesmo a lista de continuidade. O programa é assinado pelo Mário Gaspar, Presidente cessante, o qual figura também como mandatário da lista. Os candidatos têm fotografia, uma cada um, mas o Mário Gaspar tem direito a duas...

Um facto muito curioso é que grande parte da Lista B é constituída por sócios de fresca data. Por exemplo:

Para três cargos muito importantes, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Vice presidente da Direcção e Presidente do Conselho Fiscal são propostos sócios admitidos em Dezembro de 2004, pelo que, no dia da eleição, terão pouco mais de um mês (repito: UM MÊS!!!) como sócios.

Para Tesoureiro, talvez o cargo de maior responsabilidade, é proposto um sócio admitido em Novembro de 2004: terá pouco mais de dois meses de sócio no dia da eleição!

Para 2º Secretário da Mesa da A. Geral, é proposto um sócio também ele com pouco mais de 2 meses "de casa".

Antigos, antigos, naquela lista, apenas os sócios Armando Santos e António Marques (ambos com nº de sócio inferior a 50), Rolando e Joaquim Santos, salvo erro, pois não tenho aqui o manifesto daquela lista.

A pergunta óbvia é a seguinte:

Por que será que uma lista patrocinada ou integrada pela actual Direcção não consegue captar sócios antigos e tem que integrar sócios com dois meses, e menos de dois meses, para cargos de muita responsabilidade? Porquê?!

Quanto à Lista A, integra ou é apoiada por dois médicos de créditos firmados e obra feita no tratamento do stress de guerra. Integra um antigo presidente da ADFA, da ACAPO e de uma associação internacional de deficientes, tendo sido condecorado pelo Presidente da República pelo seu trabalho em prol dos deficientes. Na generalidade, a lista A compõe-se de pessoas com anos e anos de luta pelo reconhecimento dos direitos dos ex-combatentes. O sócio mais moderno da lista foi admitido em Agosto de 2003.

Isto deve querer dizer qualquer coisa. Não?!

Eleições na APOIAR III

Recordo que é já no próximo sábado que se realizam as eleições na APOIAR, para escolher os Corpos Gerentes que conduzirão a associação durante os próximos três anos.

Para além da lista que anunciei em posts anteriores (Lista A), encabeçada pelo sócio Armindo Roque, foi apresentada uma nova lista, a Lista B, que propõe para Presidente da Direcção o sócio Armando Santos, que exerceu as funções de Tesoureiro da Direcção cessante. Integram a lista, entre outros, os sócios Joaquim Santos e Rolando.

Vou tentar passar hoje na APOIAR para obter a constituição completa das listas, para as divulgar aqui.

Entretanto, mantenho o apelo feito há dias:

POR UMA APOIAR DOS SÓCIOS E PARA OS SÓCIOS

VÁ VOTAR - NÃO FALTE

Sábado, 15 Jan 05 - entre as 09h30 e as 17h00

O engº Zé Sócrates...

Causa-me quase pena ouvir as intervenções públicas do putativo futuro primeiro Ministro.

Não sei se o António (D. Sebastião) Vitorino já concluiu o Programa de Candidatura, mas a verdade é que o Zé Sócrates vai disparando promessas em todas as direcções, algumas de cumprimento mais que duvidoso.

Promete agora a criação de 150.000 novos empregos até ao fim da legislatura. Será difícil? Se se mantiver a presente conjuntura internacional, não vejo como é que o Zé Sócrates, mais a tralha guterrista que o acompanha, o vai conseguir.

É que com a economia dos nossos principais clientes em mau estado (ou em recessão, ou a sair lentamente dela, como a Alemanha) e, ainda por cima, com os texteis chineses à porta, ao preço da uva mijona, não só vai ser muito difícil criar novos empregos, como a principal luta será, certamente, evitar que o desemprego dispare.

Uma das Ideias Força do PS, coligidas há poucas semanas pela comunicação social, era combater o desemprego com políticas amigas do emprego. Se não concretizar um bocadinho mais esta ideia (?!) fica-se sem perceber como vão sugir 150.000 novos empregos nos próximos 4 anos.

A ver vamos.

Friday, January 07, 2005

A BRAVA MALTA DO FUTEBOL...

O último episódio da tragicomédia em vários actos, protagonizado pelo dr Pôncio Monteiro devia servir para a nossa classe política meditar e tirar conclusões. Aqui vai uma, que me parece óbvia, e que é a minha singela contribuição para a causa:

Tentar usar personalidades do futebol para tirar dividendos eleitorais é muito perigoso, pelo menos enquanto no futebol preponderarem persoas truculentas, desbocadas, guiadas, acima de tudo, pelo amor ao clube e pelos ódios e amizades daí decorrentes.

Felizmente para o PSD, o dr Pôncio Monteiro, ainda antes de ser confirmado na lista daquele partido pelo Porto, veio a terreiro mostrar que, para ele e acima de tudo, estava, não o Porto cidade, mas o Futebol Clube do Porto. Da primeira vez que lhe apontaram um microfone, o homem deixou bem claro o ódio que a tribo portista dedica a Rui Rio, que ousou governar a autarquia sem prestar vassalagem ao F.C. do Porto.

E tinha mesmo que ser assim, não fosse a nação portista pensar que ele, ao integrar as listas do PSD, estava a fazer um frete ao odiado Rui Rio. E isso, carago!, valer-lhe-ia, fatalmente, ser votado ao ostracismo pela tribo.

Ao ser-lhe retirado o convite, o dr Pôncio reagiu com a linguagem exuberante, exaltada e indignada que caracteriza "a gente do futebol", como se entre ao convite e o "desconvite" o coitado não tivesse feito, nem dito nada.

Aproveitou os vários tempos de antena para falar de amigos, de amizades, de facadas, como se estivesse num daqueles programas em que três ou quatro cromos discutem minudências da última jornada do futebol como se daí dependesse a sua vida e o futuro da Pátria. No meio de tanto discurso, acusou várias pessoas de não terem coragem para dizerem em público o que pensam de Rui Rio (sempre ele, carago!), nomedamente o seu colega da república do futebol, Fernando Seara.

Pouco depois, o dr Pôncio vem mais uma vez a terreiro afirmar que se tinha excedido (um homem não é de pau, carago!) e dirigir sentidos pedidos de desculpa ao ofendido colega. 'Tá visto que o homo futebolensis, quando lhe pisam as chuteiras, descarrega copiosamente a matraca, vai tudo a eito e ... pensa-se depois! Como ando a regougar há muito, não misturemos política e futebol que, salvo raríssimas excepções, só pode dar porcaria.

Num mundo mais próximo do ideal, o desporto e o dinheiro estariam bem separados, circunstância que afastaria o mau cheiro da malta do apito dourado, das "derramas" em proveito próprio, das trafulhas com venda de jogadores, com actas, com terrenos e ... venham mais derramas.

Como parece que o imobiliário e a construção civil ainda "estão a dar" (ã?!) os nossos empresários da bola bem que podiam ir fazer argamassa e tijolo (abrenúncio, vade retro) e deixar a malta jogar à bola, na boa.

PS - devo estar a ficar doente: desde o famigerado totonegócio que não desperdiçava uma linha com o futebol.

Carago!

Wednesday, January 05, 2005

ELEIÇÕES NA APOIAR II

É já de sábado a oito dias, no dia 15 de Janeiro, que os sócios da APOIAR vão elegar os novos corpos sociais.

Recordo que a actual Direcção está "em gestão", sem quorum, reduzida a dois membros. Não apresentou o Plano de Acção nem o Orçamento para 2005, como os Estatutos obrigam.

O jornal está pronto para ser distribuído, mas não foi nele incluída informação sobre as listas concorrentes, sua composição, seus Programas de candidatura. Provavelmente não será distribuído antes das eleições.

É preciso que os sócios compreendam a importância de ir votar na lista da sua preferência, contribuindo para revitalizar a Apoiar que nunca passou por uma situação tão dramática.

Não se esqueçam que para votar é necessário ter as quotas em dia; estamos em 2005, pelo que é necessário pagar a quota deste ano.

POR UMA APOIAR DOS SÓCIOS E PARA OS SÓCIOS

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NO DIA 15 DE JANEIRO, DAS 09H30 ÀS 17H00

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VOTE BEM, VOTE EM CONSCIÊNCIA

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a APOIAR precisa de todos